E então... é isso, espero que gostem.

Harry era bom em ler pessoas, isso fazia parte de seu trabalho como auror e mais ainda quando tinha que chefiar um grupo de homens bem treinados, por isso ele sabia que quando James e Cassandra cruzaram seus olhares, os dois estavam desconfortáveis. Era uma sensação de deslocamento que deixou os quatro paralisados. O primeiro a reagir foi Severus, que correu para abraçar a filha, que mal tinha pisado para fora da lareira, depois foi a vez dele, que apertou a loira até que ela reclamou, pedindo por ar.

- Você chegou na hora exata… o bebê nasceu! – Harry disse, sorrindo alegremente.

- E por isso você estava esfregando essas verrugas nojentas em mim? O que aconteceu? – Ela perguntou, asqueada.

- Ah, seu irmão me enfeitiçou porque o bebê é muito parecido comigo.

- Pobre bebê, o cabelo Potter é uma maldição! – Ela zombou.

- Está com inveja porque nosso cabelo tem personalidade. – Harry espetou, mas agarrou a mão dela, ansioso. – Vai ir ver o bebê e fazer as pazes com meu veela bonito, certo?

Cassandra revirou os olhos.

- Depende, tem uma proposta interessante para me fazer esquecer de todo o meu ressentimento? Sou subornável. – Ela disse, à guisa de brincadeira.

O que ela não esperava era o sorrido de lado que Harry deu, algo muito slytherin para estar no cunhado e que deu um mau pressentimento nela.

- Talvez eu tenha… por exemplo, posso não contar ao Lucius sobre suas preferências pelos russos e planos de mudança.

- Fraco, ele vai descobrir cedo ou tarde. – Ela disse, apesar de estar surpresa.

- Eu sabia disso também, por isso, posso oferecer algo mais interessante. Quando se formar, precisa de apoio e permissões para construir o teatro em Londres Mágico… posso te dar isso de bandeja.

- Eu posso conseguir sozinha. – Ela teimou.

- Não rápido o bastante, seu sobrenome ainda é Malfoy. Não é exatamente algo que abre portas no Ministério, principalmente quando o rumor de que está brigada com seu irmão, e irritando Harry Potter se espalhar. – Harry disse, com um toque de escárnio.

- Uau, ameaças. – Ela disse, azeda.

Harry não gostava do olhar acusativo e magoado da cunhada, ele amava a garota, mas ele amava mais seu veela.

- Eu faria isso, porque você está sendo má com ele. – Ele disse, se justificando.

- Eu também poderia simplesmente escolher não trabalhar na Inglaterra. – Cassie disse, sorrindo perigosamente.

Harry sabia que essa era uma possibilidade real se ela decidisse ficar teimosa e orgulhosa. Lucius iria cortar suas bolas se fosse assim, e pelo olhar mortal que Severus lançava em sua direção, um crucio era a coisa mais leve que ele estava pensando em usar no Chefe dos Aurores, de modo que o herói resolveu amenizar os termos do acordo.

- Não precisa ser tão radical, ninguém quer que você passe a vida fora da sua casa. Malfoy Manor é a sua casa, você nasceu aqui pelo amor de Merlin! E não quero que vá correndo abraçá-lo pra irem fazer compras, quero que o deixe falar, você vem devolvendo as corujas dele há quase um ano, isso machuca.

- Sério? Ele poderia mandar cartas ao vira-lata, garanto que ele adoraria. – Ela disse, docemente.

- Isso não é engraçado, e não o chame assim. – James disse, olhando para ela diretamente, pela primeira vez.

Ela deu de ombros.

- Me obrigue. – Desafiou, sorrindo.

- Sério? Vamos nos reduzir a isso? Não é justo quando você foi embora sem nem se despedir.

- E justo você está me acusando? Você me deixou James. Me deixou na droga de um corredor com três lobisomens irritados. – Ela disse, calmamente. – Não pode reclamar da falta de despedidas, nem teve coragem de me dizer na cara que tinha escolhido o vira-lata. – Ela disse, dando ênfase ao final.

James reconhecia isso, mas não tornava menos revoltante que ela culpasse o Teddy.

- Isso! Eu o escolhi, pare de agir como se a culpa fosse dele! – Disse o ruivo violentamente.

- Oh… vocês completaram o vínculo recentemente. – Ela disse, observando o ruivo. – Interessante, sempre achei que ele teria você entre as pernas naquela noite mesmo.

- Cassandra, isso foi um pouco vulgar. – Severus disse, ainda que sorrisse, ele não ia mover um dedo para evitar que James sofresse os golpes afiados da língua dela.

- Desculpe papai, vou melhorar.

- Então, ainda está brava? Pensei que…

- Pensou que poderíamos ser amigos e que eu tomaria chá na sua casa com o vira-lata? Sinto muito, não vai acontecer, nem hoje, nem nunca. – Ela disse, começando a andar para fora da sala. – Pensei que fosse mais esperto James, mas acho que a convivência com o vira-lata gryffindor afetou sua percepção. Acha que eu teria saído do país pra só voltar obrigada por um juramento inquebrável se estivesse minimamente disposta a ver a sua cara, ou dele? Eu evito a casa onde nasci pra não ter esse desgosto, então, não. Nós não vamos voltar a ser amigos e eu não quero te ver nunca mais. Duvido que seu querido lobo queira isso também.

- Eu não me importo. – Teddy disse, chegando na porta por onde ela iria sair.

- Deveria, teve tanto trabalho para conseguir o James, deveria querer mantê-lo longe de mim.

Teddy corou.

- Eu sinto muito se isso machucou você.

- Um sentimento estúpido, eu não sentiria se ele tivesse me escolhido.

Era a mais pura verdade, ela era um serpente depois de tudo, e Teddy ignorou a alfinetada.

- Draco está esperando você… ele e seu pai.

- Sério? Porque eu não me lembro de ter dito que iria vê-lo naquele juramento. Aliás, se me desculpam, tenho um encontro no Beco Diagonal daqui a pouco e preciso me arrumar.

Ela saiu deixando os homens pasmados, apenas Severus sorria. Essas saídas ela tinha herdado dele.

T J C

Cassandra tinha ido se encontrar com o amigo Fabriccio, os dois tinham feito compras e conversado. Não se viam desde que ela tinha saído do país e ele deixou bem claro sua insatisfação com isso, além de se declarar absolutamente neutro sobre o fim do relacionamento dos dois. Ele não tomaria lados, mas disse que se dispunha totalmente a ouvi-la despotricar sobre James e até enfeitiçá-lo, porque era pra isso que serviam os amigos, coisa que a fez rir.

Foi sorrindo e cantarolando que ela voltou para a mansão, era ótimo voltar pra casa, ela realmente não tinha muitos amigos e o maior deles era agora uma pessoa que a fazia sofrer só de olhar pra ela. Ela odiava ficar sozinha, a deixava suscetível as lembranças e a melancolia, mesmo que tivesse escolhido outro quarto na mansão, ainda era doloroso voltar para a casa e ver o ex-namorado em cada objeto.

- Estou cansado disso, sabia? – Draco disse, com voz baixa, assustando-a.

- O que diabos está fazendo aqui?! – Ela questionou, com voz baixa também, já que ele segurava o bebê.

- Eu vou falar, já que se recusa a ir me ver e conhecer seu sobrinho. Ou será que nem ele ia ver? – Ele disse, com voz acusativa.

- É claro que eu iria, quando ele estivesse longe de você, de preferência.

Isso doeu, mas Draco tinha tomado uma decisão e iria resolver essa história agora mesmo, mas quando abriu a boca, ela o calou com um gesto de mão.

- Não precisa gastar saliva, ainda estamos no mesmo ponto de antes: você me machucou, não se arrepende e não vai se desculpar. Eu não vou esquecer.

- Eu sinto muito. – Ele disse, surpreendendo-a. – Pelas poções de Circe, eu sinto muito! – Ele disse, com lágrimas nos olhos.

Cassandra não esperava por isso, ela sentou na cama, sem palavras.

- Sério?

- Sim, sério. Você tinha razão, eu sou veela, confesso que sempre achei os amores dos magos que não tem sangue de criatura algo menos forte e verdadeiro do que os vínculos que o destino forma. Eu sinto muito por não ter te apoiado, mas não vou mentir e dizer que lamento a escolha do James.

- Claro que não, isso seria muito empatia com a sua irmã. – Ela disse, sarcasticamente.

- Estamos bem? – Draco perguntou, sem rodeios.

- Não, não estamos. Por que diabos todo mundo acha que as coisas vão voltar a ser como antes? – Ela perguntou, mas logo que viu a cara triste do irmão, completou: – Mas eu não estou tão brava agora que você pediu desculpas, aliás, vou engarrafar essa lembrança e vender, já tinha feito isso antes? – Ela zombou, sorrindo.

Draco deu um bufido indignado e jogou uma fralda no rosto da irmão, que riu e se aproximou para ver o novo sobrinho.

- Harry estava certo, é a cara dele.

- Sim, o pequeno e lindo Lucian Severus.

Cassandra fez uma careta.

- O pai não tem noção de modéstia.

- Nenhuma, aqui, segure o bebê, estou cansado.

- Você acabou de dar a luz, não deveria estar passeando pela mansão. – Ela disse, segurando o sobrinho e beijando a testa suave.

- Estratégia, sabia que você ia ficar mais receptiva ao meu pedido de desculpas se eu tivesse sofrido para consegui-lo. – Draco explicou, se espreguiçando.

- Pensou certo.

- Então… vai me contar sobre essa história de russos? Harry disse que você estava beijando um mafioso russo.

- Mafioso é exagero! – Ela disse, rindo. – Quer dizer, acho que ele é mercenário ou qualquer coisa assim no mundo trouxa. Ele é um squib de uma família nobre da Rússia, sabe como é, ele foi praticamente expulso, e se é pra ser a ovelha negra, faça-o em grande estilo.

- Sério? Um squib mercenário? Por favor, não enlouqueça e faça um tatuagem.

Cassie corou.

- Pelas sedas de Circe! O que você fez?

- Umas runinhas de nada… odeio ser previsível, mas sou uma jovem adulta em crise, não pode me culpar por tatuagens e pelo caso com o cara mais velho e lindo de morrer.

Draco sorriu de lado.

- Quão lindo?

Cassie apontou para sua mesinha de noite e Draco invocou a foto. Quase engasgou ao ver que o homem lindo, além de um rosto anguloso e barba por fazer tinha um ar perigoso, e que ele definitivamente não queria mercenários de trinta anos atrás de sua irmã caçula.

- Mais velho não era brincadeira. – Ele disse.

- Você ficaria chocado se soubesse o nível intelectual dos magos na universidade, eles parecem ter dez anos, é meu pior pesadelo. – Ela reclamou. – O conheci em Dubai, ele estava fazendo a segurança de algum sheik e achava, erroneamente claro, que eu tinha feito um ricaço trouxa engasgar com a comida depois que ele bateu numa dançarina.

Draco sorriu de lado.

- Não devia entrar nesse tipo de aventura agora, tem que estudar e…

- Pelo amor de Merlin, não vou me casar com o homem! Mas se for avaliar o modo com que essa barba me faz arrepiar quando ele a roça nas minhas coxas…

Draco riu.

- E ele não é tão velho assim, o sheik trouxa que ele estava protegendo tinha uns cinquenta anos queria me comprar.

- O que você disse?

- Que ele não poderia pagar meu preço.

- Ele acreditou? – Draco perguntou, interessado.

- Sim, ele conhecia o mundo mágico e quando eu disse que era uma Malfoy, ficou pálido e saiu de fininho. Acho que nosso pai andou fazendo negócios no Oriente Médio.

- Sim, ele cuidava dos recrutas de lá nas duas guerras.

- Ele andou assustando trouxas também.

- Um dos negócios preferidos do velho.

Lucius protestaria por ser chamado de velho, mas não ouvia os filhos rindo juntos há algum tempo, por isso deixou passar e ficou olhando suas crias da porta, silenciosamente.

T J C

Teddy odiava a introspecção de James, era um traço da personalidade do ruivo ficar calado e pensativo quando estava chateado, mas isso irritava o lobisomem, que era naturalmente falador e expansivo. James sorriu quando o viu se remexer na cama.

- Venha aqui. – Chamou.

O lobo não hesitou em pular da cama e ir se sentar no colo do namorado, que estava numa poltrona perto da janela.

- O que há de errado? – Foi logo perguntando.

- Cassie vai embora hoje.

- Eu sei, acabou o feriado.

- E ela não voltou atrás.

- Sobre ser sua amiga?

- Sim, eu não fui mais a mansão, se é isso que está pensando. Eu mandei cartas, que ela não respondeu.

- Isso te magoa, certo?

- Sim, não fique chateado, mas ela é minha amiga mais antiga. E eu não tenho amigos sobrando. – O ruivo reconheceu, penalizado.

- Por que não para de ser uma serpente comportada e fria e age como um leão? Vá atrás dela e grite até conseguir o que quer. – Teddy disse, dando de ombros. – Funciona pra mim.

- Pensei que ia ter ataques de ciúme.

- O lobo se acalmou depois do vínculo e já não rosna quando a vê. Uma vez você me disse que sem ela nunca estaria inteiro… é verdade, não quero você pela metade. Vá até lá e resolva o problema.

- Ou morrer tentando?

- Isso! Esse é o espírito! – Teddy disse, dando palmadinhas afetuosas na cabeça de James.

- Sério, amor, você é insano e nossos filhos não vão ser leõezinhos desmiolados.

Teddy riu da cara pasmada de James e o beijou.

- Devia ir rápido, ela vai querer sair do país mais rápido do que um pomo.

- Me jogando para os braços da ex… não me sinto amado aqui. – James zombou.

- Idiota. – Teddy disse, dando-lhe um tapa, mas rindo descontraído.

- E violento ainda por cima, acho que vou ter que te deixar de castigo enquanto resolvo esse problema. – James disse, escorregando as mãos para a cintura do lobisomem.

Teddy arregalou os olhos quando viu aquele sorriso predatório no namorado. Da última vez ele tinha terminado indo a uma importante reunião de alfas com contas dentro dele, torturando sua próstata a cada passo que dava.

- Agora, seja um lobo obediente e fique de quatro na cama mostrando essa bundinha linda pra mim. – James ordenou, naquela voz demandante que enviava arrepios pela coluna de Teddy.

O lobisomem mordeu os lábios, mas obedeceu, estava curioso para saber o que James faria.

T J C

Cassie estava pronta para ativar sua chave de portal internacional na área do de aparição internacional do

Ministério, quando viu James vindo correndo em sua direção. Ela não queria acreditar em seus olhos, mas ela pensava que aquilo era provavelmente culpa dos genes ruivos dos Weasley.

- O que diabos é isso? – Ela perguntou, quando ele parou ofegante a sua frente.

- Você não pode ir embora sem se despedir de novo! E muito menos guardar todo esse rancor, vai te fazer mal, sabia?

- Jura? – Ela disse, zombando, quase achando divertido e tendo dificuldade para ignorar a irritante voz da sua consciência que dizia que aquele era James, seu James e que ela estava abrindo mão dele.

- Juro, mesmo porque posso te seguir como um cachorrinho por toda a Europa, sendo insuportavelmente bajulador e servil até que você resolva que pode me perdoar e me mandar de volta pra casa.

- Seu vira-lata não vai gostar disso. – Ela disse, dando de ombros. – E posso gostar de ver você rastejando.

- Por favor Cassie, não me tire da sua vida. – Ele pediu, sério.

- Você saiu dela porque quis.

- Eu fiz uma escolha, eu te pedi pra não me odiar por isso.

- E eu disse que algumas coisas não podem ser perdoadas… ou esquecidas.

- Eu estaria aqui pra você, se fosse o contrário. – Ele acusou.

- Eu sei, mas eu estou quebrada. Você está tão feliz que não pode ver isso. – Ela disse, com lágrimas nos olhos. – Eu nunca pensei que fosse doer tanto, quando entrou naquela escada com ele, nosso vínculo quebrou e eu fiquei vazia por dentro, é como se tivesse um oco dentro de mim.

James ficou calado, ele tinha tido essa sensação de vazio, mas Teddy tinha entrado dentro dele e enchido seu mundo com a luz de seu sorriso e a calidez do seu amor.

- Agora, você entende. – Ela disse, vendo seu rosto triste.

- Sim, mas por favor… quando o vazio se for, prometa que volta pra casa e pra mim.

- Eu não acho que ele se vai.

- Agora parece que não, mas dizem que o tempo cura tudo.

- O tempo piora a solidão James.

- Se não aguentar, volte para casa. Eu ainda te amo, e posso cuidar de você.

- Não do jeito que eu quero.

- Do jeito que eu posso, às vezes tem que ser suficiente. – Ele disse, se aproximando e beijando-a na testa. – Se cuide, e mande cartas, quando estiver pronta.

Ela assentiu, sabendo de antemão que isso poderia demorar anos. Sem dizer mais nada, ativou sua chave de portal e sumiu bem diante dos olhos marejados de James.

T J C

James voltou para a casa se sentindo mais leve e com esperanças de recuperar a amizade de Cassie. Ela era necessária em sua vida, uma parte essencial da qual ele sentia muita falta, ela era sua primeira amiga, seu primeiro amor e foi com ela que ele adquiriu gostos tão peculiares em relação a sexo, ele gostava muito de jogar, e Teddy era tão deliciosamente inocente nisso, era muito tentador corrompê-lo. Sem pressa, James atravessou o quarto e foi para o banheiro, tomou um banho e se enrolou numa toalha e só então é que se dirigiu à cama. Teddy estava amarrado com lenços de seda a cabeceira da cama, uma venda o impedia de ver o que acontecia ele gemia suavemente, movendo os quadris levemente. James mordeu os lábios ao olhar para as coxas afastadas do lobisomem, ele tinha introduzido dois vibradores ovais em Teddy e os tinha ligado antes de sair. Agora, podia ver como os brinquedos continuavam massageando o canal de Teddy, e o lobisomem estava tão excitado que sua lubrificação natural tinha manchado os lençóis da cama. Com um olhar guloso, James afastou mais as coxas do namorado, fazendo-o expor mais seu buraco aberto e fazendo os vibradores entrarem mais fundo. Sem pressa, o ruivo pegou os controles que estavam ao lado do corpo de Teddy, ligados por fios longos aos vibradores e aumentou a velocidade.

- James! Não faça isso.

- Por que não? Eu gosto de ver sua agonia, amor. – O ruivo respondeu sem tirar os olhos da ereção de Teddy, que gotejava, pesada e inchada apoiada na barriga do ômega.

- Por favor, James… eu não aguento mais. – Teddy choramingou.

- Relaxe amor, vai adorar isso.

Com um movimento fluido, o ruivo tirou a toalha que estava em volta de sua cintura e se ajoelhou entre as pernas do namorado. Invocando um vidro de óleo, untou os as mãos e começou a massagear os testículos de Teddy, fazendo o lobisomem se mover, inquieto. Logo, ele começou a dar atenção ao membro latejante do namorado, espalhando óleo por toda a ereção, deixando-a escorregadia e brilhante. Sem prévio aviso, James se posicionou sobre a ereção de Teddy e empalou-se no membro rígido do namorado de uma só vez.

O grito surpreso do lobisomem era música para os ouvidos de James, ele tinha se preparado durante o banho, e tinha sentido falta de ser estimulado assim. Sem pressa, rebolou sobre os quadris do lobisomem, deixando-se acostumar com a invasão, se inclinou e beliscou os mamilos duros de Teddy, fazendo-o choramingar.

- Seu castigo é me foder, quando for um menino malvado, nada do meu pau dentro de você. Vou te montar e não vou te deixar gozar, vai ficar assim, duro e necessitado dentro de mim… só pra mim. – James sussurrou no ouvido do namorado, começando a se mover.

Teddy se esforçou para não explodir dentro de James, a sensação era abrumadora. O prazer era tão intenso que ele sabia que não iria aguentar, como resistir depois de horas sendo torturado pelos vibradores e agora tinha James subindo e descendo em sua ereção. O ruivo diabólico se deixava cair sobre seu membro e rebolava, encaixando melhor a ereção dentro dele, se estimulando habilmente. Apesar da venda impedi-lo de ver, sabia que o ruivo se masturbava pelos gemidos guturais que ele soltava e Teddy descobriu um tipo de orgasmo mais intenso, esse, que é provocado quando seu amante te estimula até o limite, apertando o canal em torno de seu pênis e gozando por todo seu peito com um grito de vitória.

O lobisomem foi aos céus e voltou, como num mergulho reto de vassoura, seu coração retumbava no peito e ele mal podia controlar os membros, menos ainda evitar os gemidos altos que saíam de sua boca enquanto ele enchia James com sua semente, uma experiência totalmente nova.

- Que lobinho malvado você é… - James disse junto a seu ouvido numa voz safada, enquanto fazia desaparecer magicamente a venda e as amarras.

Teddy piscou, e sorriu para o namorado quando pôde focá-lo decentemente.

- Por que está sorrindo lobinho? Eu não tinha dito que você podia gozar, por isso, vamos continuar seu treinamento amanhã, tem que saber quem manda aqui… olha a bagunça que você fez. – James reclamou como um menino mimado, mostrando suas coxas manchadas, do sêmen que escorria de dentro dele. – Seja um bom lobinho e limpe.

Quando James se deitou de bruços e abriu as pernas descaradamente, Teddy sentiu um espasmo em seu pau ainda latejante do orgasmo. Esse ruivo iria matá-lo.

T J C

Querida Cassie,

Já faz algum tempo, não é? Sei que tenho estado ausente, mas deve entender que foram meses meios malucos com os preparativos para o casamento e depois a lua-de-mel. Senti sua falta na festa, você e Fabriccio teriam se divertido falando das roupas horríveis dos meus parentes ruivos ou dos amigos de Teddy. Ainda custo a acreditar que estou casado, sou um homem sério agora. E seu pai se aproveita disso para me deixar mais e mais trabalho com a administração do dinheiro de vocês, até me formar e começar a trabalhar com ele não tinha ideia de quão asquerosamente ricos os Malfoys são. Devia ter escolhido você, não precisaria trabalhar nunca. Teddy manda lembranças, e não faça essa cara, ele é um leão, não sabe que você nunca vai perdoá-lo, ele tem fé na humanidade, o que me faz colocar um par de guarda-costas atrás dele nessas viagens que ele anda fazendo com a doida da tia Luna. Ele insiste que ela realmente pode ser uma fonte imensa de informação para o novo livro dele sobre criaturas mágicas… acho que os dois estão dementes, mas ninguém me escuta. Seu pai deu dinheiro para a pesquisa dos dois, acredita? Claro que depois que eu soube que Teddy teria que viajar para a África por dois meses logo depois da nossa lua-de-mel, ele teve um estranho acidente com o shampoo e ficou ruivo. Estranho, muito estranho.

Sinto sua falta, gostaria que me respondesse algum dia. Ainda não sei nem se lê as cartas ou se só as recebe e manda as corujas de volta. Sinto sua falta srta. Arquiteta de sucesso.

Sempre seu,

James Lupin-Potter.

PS: Soube que a inauguração do seu Teatro em Paris foi uma festa monumental, só que ainda acho que aquele armário squib podia ter largado seu braço pelo menos por dois minutos. Draco disse que ele é insuportavelmente atencioso e está em todas as fotos, relações maníacas e ciumentas não combinam com você, quer que eu o mate?

Querido James,

Eu li cada uma das cartas desde que comecei a recebê-las, não seja estúpido. Seria muito falso te felicitar pelo casamento, de forma que me limito a dizer que Fabriccio me mostrou as fotos da festa e das roupas dos seus parentes, rimos do mesmo jeito que teríamos feito na festa. Se você está sem tempo, imagine como eu estou. Depois que terminei a faculdade e comecei o projeto do primeiro Teatro não pude nem respirar, minha única diversão é transar com meu querido Sasha, então, não encha o saco. Faz mais de dois anos que tento, de verdade dessa vez, voltar para casa, mas a construção e novos projetos me impedem. Deveria tomar cuidado com papai, ele nunca vai te perdoar por tê-lo deixado ruivo, e nós dois sabemos que foi você. E minha relação não com Sasha não é maníaca e ciumenta(levamos um bailarina russa linda para casa aquela noite, se quer saber), ele estava me tocando o tempo todo porque eu estava nervosa e querendo cruciar o pai imbecil dele na festa. O desgraçado teve a cara-de-pau de aparecer (é patrono da companhia de espetáculos que inaugurou o palco), e fazer de conta que não viu o filho. Ideias para eu me vingar elegantemente?

Sinto saudades,

Cassandra.

PS: James Lupin-Potter? A sério? Eca.

Querida Cassie,

Estou sofrendo, sério! Scorpius está só com doze anos e ontem um garotinho atrevido saiu de mãos dadas com ele do expresso e disse na minha cara que estava namorando meu irmãozinho! Quase cruciei o pequeno Don Juan, mas Teddy estava lá e sabe como ele é, não me deixou fazer nada, nem uns cascudos no moleque! Imagina a injustiça? Como o tempo passa rápido, acredita que ele já vai para o segundo ano em alguns meses? Me sinto velho.

Soube que tem um projeto seu fazendo sucesso no Ministério, quer me contar o que é? Tem muitos magos andando com ar escandalizados, depois que o projeto passa por suas estâncias para aprovação, por favor, me diga que finalmente vai fazer como te pedi e construir um strip-club na Travessa do Tranco? Fabriccio me levou num lugar assim trouxa e estou babando até agora, apesar de Teddy ter me chutado da cama por uma semana inteira, meu marido é um pudico. Estamos pensando em ter filhos, o próximo cio dele está chegando, o que acha?

Venha para casa logo, sinto sua falta.

James.

Querido James,

Deixe Scorpius em paz, ele e Ian não fazem nada além de andar de mãos dadas e serem fofos, não pense que todos tem sua mente pervertida. Mas se souber de verdade que o garoto está sendo atrevido com meu sobrinho, me avise, seu vira-lata não pode me impedir de nada, certo?

Meu projeto me fará voltar pra casa, prometo que dessa vez te verei ao vivo e conversaremos, ok? Não me culpe, mas é tão seguro falar por cartas que preferi não te ver quando visitei Malfoy Manor nos últimos anos. E claro que não é um strip-club, mas talvez eu possa persuadir o Sasha a fazer algo pelo estilo, só não me culpe se o seu lobo te morder por isso.

Acho que você será um pai incrível, se estiver pronto, siga em frente, o vira-lata vai adorar. (Sim, doeu escrever isso, não me faça falar, por favor).

Sempre sua,

Cassandra.

Quando chegou a seu apartamento de Paris aquela noite, Cassie foi recebida pelo namorado no vestíbulo.

- Olá bonito, seco contra a porta?

- Não. Tem uma visita para você. – Alexander disse, com seu inglês carregado, que fazia Cassie estremecer.

- Quem? – Ela perguntou, estranhando o ar grave no homem.

- O das cartas, ele parece mal.

- Merlin…

- Vou sair, jantar fora.

- Obrigada.

Ele sorriu, e beijou antes de sair. Ela foi para a sala, onde James olhava fixamente para um copo de uísque. Ele parecia abatido e quebrado.

- O que aconteceu? – Ela perguntou, deslizando os dedos pelos cabelos macios.

Ele bebeu, sem responder. Ele não desfrutava do toque carinhoso dela desde que escolheu Teddy na invasão dos alfas e já iam uns bons anos por ai. Eles nunca mais tinham conversado cara-a-cara, sempre por cartas.

- James, você está me assustando.

- Ele está morrendo. A gravidez o está matando. – Ele disse, sem emoção.

Ela caiu sentada ao lado dele, impressionada e chocada. Ela não esperava por isso.

- Como? Por quê?

- A magia dele, por ser um metamorfo o protegia dos rigores da transformação, mas agora ela se concentra em proteger o bebê e ele sofre cada momento da lua cheia, e termina machucado e doente depois de cada uma e quando está se recuperando… começa tudo de novo! Estamos vivendo esse inferno há quatro meses! – O ruivo explodiu. – Por que ele não pode ser racional e fazer a porra do aborto? Eu não posso viver sem ele.

- Mas ele corre perigo? Muito?

- Sim, os medimagos dizem que ele está muito debilitado e que pode não se recuperar do parto. São gêmeos Cassie, eles demandam muita magia.

Eles não tinham falado da gravidez a pedido dela, que tinha sofrido um aborto um ano antes.

- Não funciona assim para os lobos, as crias vem primeiro. – Ela disse, sabendo que Draco e seu pai já deveriam ter repetido o mesmo a exaustão.

- Eu os amo também, mas amo mais o Teddy.

- Eu sei, mas você sabe também que os lobisomens na condição dele tem uma expectativa de vida menor, certo?

- Acredite em mim, eu não esqueci isso nem por um minuto desde que ouvi que era o escolhido de um lobisomem. – Ele disse com voz embargada.

Cassie assentiu, tomando uma decisão.

- Por que não deita e dorme um pouco? Tenho algo para te dar, mas preciso de tempo.

Ele olhou-a, estranhado.

- O quê? Vim para poder conversar.

- Eu sei, mas eu posso fazer algo mais que isso. – Ela disse, estendendo a mão para ele.

James a seguiu até o quarto e deitou na cama obedientemente, não demorou a dormir, já que vinha passando por tempos difíceis e insones.

Quando acordou, podia ver a luz da alvorada começando a manchar o céu e por isso ficou preocupado, sentou-se na cama abruptamente, só para dar de cara com Cassie sentada na poltrona, no colo do armário russo e folheando um livro que parecia muito antigo.

- Bom-dia raio de sol. – Ele disse, meio zombador.

- Dormi demais, tenho que voltar, devia ter me acordado. – Ele disse, acusativo para ela, que ainda estava calada.

- Sim, você tem que ir, mas antes, tem que fazer um ritual.

- Que ritual? – Ele perguntou, com um fio de esperança.

- Quando fui ao Haiti conheci um mestre vodoo muito poderoso. Eu estava com raiva do seu vira-lata e ele percebeu, mas era um bom mestre e não me levou a nada perigoso, mas me ensinou muito sobre lobisomens e a maldição que os cerca. Há um ritual que pode anular maldição por um espaço de tempo, aqui, leia.

Ele o fez, e empalideceu quando descobriu os requisitos.

- É magia negra muito poderosa.

- Sim. – Ela concordou.

- E exige uma morte humana para cada mês que ele ficar livre.

- Sim, por isso precisei de tempo. – Ela disse. – Quer fazer isso?

- Aqui?! Agora?!

- Você não tem tempo, certo?

- Não… você pegou trouxas? – Ele perguntou.

- Eu fiz… alguns moradores de rua viciados, não me agrada, mas já fiz coisa pior. – Disse Alexander, com olhos frios.

- Pode lidar com isso? Eu faria o ritual por você, mas precisa ser alguém com forte ligação com o lobisomem e…

- Eu faço, vamos começar? – Ele disse, com voz de ferro e decisão.

Cassie assentiu e olhou para o namorado.

- Sasha, querido, podemos ir para aquela cabana? Não quero que a magia faça metade do bairro ficar sem luz, pode chamar a atenção do Ministério.

- Deixei-os lá, amor, sabia que iria querer isso.

Ele saiu do quarto primeiro e James segurou o rosto dela com as duas mãos, olhando-a com imenso amor e gratidão.

- Nunca vou poder agradecer por isso.

- Você o mesmo por mim.

- Sim, porque amo você. Sempre amei os dois, só que tive que escolher.

- Ainda é mútuo, mas nunca vou te perdoar pela escolha.

- Vou viver com isso.

T J C

Querida Cassie,

Fico imensamente feliz em informar que nasceram meus lindos e perfeitos gêmeos, apesar de prematuros de sete meses. É um casal, a menina se chama Luna e o menino Remus, de jeito nenhum seria Ninfandora. Teddy está bem, milagrosamente não sofreu mais nos últimos três meses da gestação, coisa que os medimagos ainda não explicam. Milagres da magia, a meu ver.

Soube que mês que vem você e seu russo vem morar em Londres para começarem a construção. Escola de Magia e Arte? A primeira do Mundo Mágico, estou impressionado. Meus filhos podem estudar lá? Diga que sim, prometo que não ensino muitas coisas muitos magos escandalizados com a ideia de uma escola que não seja Hogwarts, nem um internato. Você está revolucionando o mundo, como eu sempre soube que faria.

Espero te ver em breve.

Sempre seu,

James Lupin-Potter, pai orgulhoso.

Cassie largou a carta e sorriu. Ele estava feliz e ela em paz, era o que importava.

T J C

Teddy abraçou os filhos, eles eram meninos lindos e estavam deslumbrados com a imensa construção. Eles só tinham cinco anos e o maior lugar que conheciam eram Malfoy Manor, mas aquela escola que Cassandra tinha construído era impressionante. Um par de braços fortes agarrou sua cintura e ele olhou para o marido, deliciosamente bonito numa túnica de gala.

- O que acha? Nossa menina pode ser uma bailarina.

- Por que só ela?

- Porque bailarinos não vão querer fazer coisas pervertidas com minha filhinha, mas com meu filho sim. Então, ele vai pra Hogwarts onde você pode ficar de olho, já que resolveu dar aulas. Ei, isso doeu! – Ele reclamou, esfregando o braço que tinha sido beliscado.

- Não seja machista! Não me casei com um estúpido.

- Não, foi com um homem perfeito para você. – James disse, convencido e atraindo-o para um beijo.

- Oh, pelo amor de Merlin, tem gente vendo isso, depravados. – Cassandra disse, com autoridade, fazendo-os se separarem.

Teddy corou e pediu desculpas, mas sorriu e abraçou-se ao marido.

- Você está linda, a gravidez te cai bem.

- Obrigada vira-lata. – Ela disse, sem veneno.

- É uma menina. – Sasha disse, ao lado da esposa.

- Parabéns, pode começar a ter pesadelos com os namorados. – James disse, rindo.

- Já providenciei um convento, claro. – Ele respondeu.

Cassie e Teddy reviraram os olhos, mas riram.

Do alto das escadas Lucius sorriu, ele olhava sua filha sorrindo e conversando no salão, e a seu lado Severus captou seu olhar.

- O quê?

- Eles estão bem, assim como previ. – Ele disse, arrogantemente.

- Sim, mas podia ter dito de uma vez que ia ser assim papai, teria me poupado muitos cabelos brancos. – Draco reclamou, num degrau logo atrás deles.

- Não é assim que funciona filho. A vida tem que seguir seu curso.

- Sim amor, que graça tem viver se não podemos nos deliciar com as surpresas da paixão? – Harry perguntou, beijando o pescoço do marido.

Draco resmungou, mas logo sorriu. Tudo estava em paz, sua família tinha superado as diferenças e se unido. A vida era boa.

O que acharam? Ainda vai ter um epílogo, mas aviso aos fãs do Teddy que é melhor pararem por aqui. Me digam o que acharam, por favor.
Beijos.