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Capítulo 6Pareciam poucos os momentos do resto do dia em que não estivessem fazendo amor, descansando de fazer amor ou estivessem a ponto de fazer amor. Os sons os rodeavam, o rugido surdo dos navios, as buzinas dos caminhões, mas ao interior dessa pequena e escura habitação, não parecia haver nada mais no mundo, exceto eles dois. Bella se perdeu na força de sua desenfreada sensualidade e descobriu dentro dela uma paixão que se comparava a dele. A necessidade de estar calados só aumentava a intensidade.
Beijou os machucados de seus seios e sugou seus mamilos até que vibraram de prazer. Sua barba por fazer raspava seus seios e seu estômago, mas sempre tomou cuidado de não lhe causar dor, quando procurou todos as outras manchas roxas em seu corpo e lhes rendeu a mesma tenra comemoração.
— Me diga como lhe feriram —murmurou ele— e apagarei.
Ao princípio Bella se assustou de lhe divulgar os detalhes, inclusive a ele, mas conforme avançava a tarde e ele a agradava tão freqüentemente que estava flutuando da sobrecarga de seus sentidos, começou a lhe parecer inútil ocultar algo a ele. Em forma vacilante, começou-lhe a sussurrar coisas.
— Como isto? —perguntou ele, repetindo a ação que tanto a tinha incomodado, exceto não era igual. O que tinha intenção de castigar nas mãos dos seqüestradores convertia-se no prazer mais puro nas mãos de Edward. Acariciou-a até que seu corpo esqueceu os outros contatos, até que só o recordou a ele.
Ela sussurrou outro detalhe, e ele o apagou da memória também, substituindo o mau com carícias que a elevaram ao topo do clímax sensual. Não podia imaginar ser tocada em forma mais tenra da que ser tocava por ele, ou com tal prazer. Não tratava de ocultar quanto desfrutava olhá-la, tocá-la e lhe fazer o amor. Revelou-o com seu corpo, com o contraste entre suas suaves curva e sua dura musculatura. Excitou-a ser o foco de tal intenso prazer masculino, sentir sua absorção com a textura de sua pele, a curva de seus seios, a capa acolhedora entre suas pernas. Explorou-a; acariciou-a, alagou-a de sexualidade. A área ao redor deles estava tão cheia de atividade que não se atreveram a conversar muito, assim que se comunicaram com seus corpos.
Três vezes, enquanto estavam deitados e sonolentos pelas seqüelas de amar-se, ele revisou seu relógio e tomou o auricular da rádio. Fez um clique, escutou, logo a pôs a um lado.
— Seus homens? —perguntou ela, depois da primeira vez.
Ele assentiu com a cabeça.
— Estão ocultos, esperando até que seja seguro para nos encontrar.
Logo, o falatório de vozes do exterior se escutou mais forte à medida que algumas pessoas se aproximavam, e guardaram silêncio.
A tarde transcorria e a luz começou a debilitar-se. Não estava particularmente faminta, mas Edward insistiu que comesse. Ele subiu as calças; ela vestiu de novo a camisa. Agora, vestidos mais formalmente, sentaram-se juntos na manta e se comeram todo o pão e a fruta, mas nenhum quis o queijo. A água estava morna e ainda tinha sabor químicos. Bella se colocou dentro da curva de seu braço, sentindo temor de abandoná-lo.
Queria estar segura e cômoda de novo, mas odiava perder esta proximidade de Edward, esta total confiança, companheirismo e intimidade. Não o pressionaria para que continuasse sua relação; sob as circunstâncias, ele poderia sentir-se responsável e pensar que teria que abandoná-la gradualmente, e ela não queria pô-lo nessa posição. Dava-se indícios de que queria vê-la depois, então... vá!, seu coração voaria.
Mas até se o fizesse, seria difícil para eles ver-se regularmente. Ele era mais que um simples militar; era um SEAL. A maior parte do que ele fazia não poderia ser discutido. Ele teria uma base de operação, deveres e missões. Se escapavam sem incidentes, o perigo para ele não terminava aí. Sentiu um frio que lhe recolhia o coração quando pensou nas vezes no futuro quando, devido a seu trabalho, ele entrasse acalmada e deliberadamente em uma situação mortal. O tempo que estivessem ocultos nesta pequena habitação poderia ser a única vez que ela pudesse estar segura de que ele estava a salvo e ileso.
O temor e a incerteza quase a enlouqueceu, mas o suportaria, suportaria algo, pela oportunidade de vê-lo, de crescer junto a ele. Sua relação, se é que havia uma, teria que crescer à inversa. Geralmente, as pessoas se conheciam, crescia a confiança e o carinho, e logo se convertiam em amantes; eles se tinham convertido em amantes quase imediatamente, e agora teriam que conhecer-se mutuamente, descobrir todas as raridades, história pessoal e os gostos que os faziam seres individuais.
Quando se recuperasse, teria que tratar com seu pai. Ele devia estar frenético, e uma vez que ela estivesse a salvo em seu lar, seria inclusive mais paranóico e obsessivo. Mas se Edward a queria, teria que ferir deliberadamente os sentimentos de seu pai pela primeira vez em sua vida; seria relevado como o número um em sua vida. A maioria dos pais dirigia a mudança da vida de seus filhos com felicidade, assumindo que o casal escolhido era decente, mas Bella sabia que não importasse de quem se apaixonasse, seu pai se oporia a ele. Nenhum homem, para ele, era o bastante bom para sua filha. É mais, se ressentiria amargamente tudo o que a tirasse de seu amparo. Ela era tudo o que ficava de sua família, e não ajudava que se parecesse muito com sua mãe. Como embaixador, seu pai tinha uma vida social muito ativa, mas só tinha amado uma mulher, e essa era sua mãe.
Nunca daria as costas a seu pai, porque o amava muito, mas se a oportunidade de uma relação, possivelmente a única na vida, com Edward estava na balança, poria tanta distância entre ela e seu pai como fora necessária até que ele aceitasse a situação.
Estava planejando sua vida ao redor de sonhos, pensou ironicamente, enquanto limpava os miolos de pão da manta. O melhor que poderia fazer era que o futuro se cuidasse de si mesmo e preocupar-se de como foram escapar de Benghazi.
— A que hora temos que ir?
— Depois da meia-noite. Daremos o maior tempo às pessoas para que as coisas estejam mais tranqüilas durante a noite.
Voltou-se para ela com o olhar sensual, que Bella já tinha aprendido que assinalava sua excitação, e estendendo uma mão, começou a lhe desabotoar a camisa.
Depois ficaram muito juntos, apesar do calor, dormindo. Ela não soube quanto tempo tinha passado antes que despertasse, mas quando o fez estava quase totalmente escuro. Ao contrário da noite anterior, entretanto, quando tinha estado deitada, sentindo frio e terror, agora estava pressionada contra o peito de Edward, e seus braços a abraçavam firmemente. Sua cabeça estava apoiada em seus ombros, uma perna nua lhe rodeava seus quadris. Ela se estirou um pouco e bocejou, e ele a apertou em seus braços, lhe fazendo saber que estava acordado. Possivelmente nunca dormia no absoluto, mas a tinha abraçado e protegido. O ruído mais à frente do edifício em ruínas se extinguiu.
— Quanto tempo falta? —perguntou ela, levantando-se para procurar a jarra de água.
Encontrou-a e bebeu; não tinha tão mau sabor, decidiu ela. Possivelmente se estava acostumando aos químicos, qualquer que fossem estes.
Ele olhou em seu relógio para ver a esfera luminosa.
— Umas poucas horas. Preciso me reportar com os moços em um par de minutos.
Passou-lhe a jarra de água, e ele bebeu. Jaziam de costas, e ela se embalou mais perto. Pôs a mão direita em seu peito e sentiu os fortes e saudáveis batimentos do coração de seu coração. Ociosamente enredou seus dedos nos cabelos frisados, deleitando-se das texturas de seu corpo.
— O que passará depois? Quando partirmos, quero dizer.
— Sairemos da cidade, para chegar a nosso ponto de encontro justo ao amanhecer, onde devem nos buscar.
Ele fazia soar tão simples e tão fácil. Ela recordou o traje de banho que tinha posto e levantou sua cabeça, lhe franzindo o cenho, apesar de que sabia que não a podia ver.
— Nosso ponto de encontro está em terra firme?
— Não exatamente.
— Já vejo. Espero que tenha um bote? —não era uma pergunta nenhuma afirmação.
— Não exatamente.
Ela agarrou os cabelos de seu peito e lhes deu um puxão.
— O que é o que tem exatamente?
— Ouch! —agarrou-lhe a mão, desenrolando de seus pelos e a elevou a sua boca, roçando ligeiramente com seus lábios seus nódulos.
— Exatamente, temos um Zodiac, uma balsa inflável e motorizada para sete homens. Minha equipe veio com dois homens menos, assim só somos seis. Poderemos te acomodar aí.
— Estou tão contente — bocejou e acomodou a cabeça em forma mais segura sobre o oco de seus ombros. — Deixou alguém atrás para que houvesse espaço para mim?
— Não —disse ele brevemente. — Viemos com menos homens devido a um problema do que me encarregarei quando retornarmos. Se tivesse havido outra equipe disponível, não estaríamos aqui, mas fomos os que estávamos mais perto, e precisávamos te tirar depressa, antes que te mudassem de lugar.
Seu tom a dissuadiu de lhe perguntar sobre o problema que o punha de tão mau humor, mas o tinha visto em ação; sabia que não quereria estar no extremo receptor de sua ira quando ele retornasse. Esperou um momento enquanto ele ficava os aparelhos de surdez e se reportava com seus homens, logo voltou para suas perguntas.
— Onde iremos no Zodiac?
— Mar dentro —disse ele simplesmente. — Mais adiante chamaremos pelo rádio e deverão nos recolher em helicóptero do Montgomery, um porta-aviões.
— E sobre você? —sussurrou ela. — Para onde vai? —isso era o mais perto que se permitiu para lhe perguntar sobre seus planos futuros.
— Não sei. Minha equipe estava realizando uns exercícios no Montgomery, mas isso se foi ao diabo agora, com dois deles machucados. Terei que terminar com esse assunto, e não sei quanto tempo me levará.
Não sabia onde ia estar, ou se sabia, não disse. Tampouco lhe disse que a chamaria, embora ele saberia onde estaria ela. Bella fechou os olhos e escutou dolorosamente tudo o que não lhe estava dizendo. A dor foi pior do que antecipou, mas o guardou em um lugar muito profundo no seu interior. Depois, deixaria-o sair, mas só ficaria mais umas horas com ele, e não tinha a intenção de desperdiçar chorando pelo que poderia ter sido. Poucas mulheres teriam a oportunidade sequer de conhecer um homem como Edward Cullen, muito menos de amá-lo. Era ambiciosa; desejava-o tudo, mas inclusive este pouco era mais do que muitas pessoas experimentam, e teria que estar agradecida por isso.
O que for que acontecesse, nunca poderia retornar ao pequeno escudo protetor que seu pai tinha criado para ela. Não poderia deixar de esquecer o seqüestro e o desconhecido por que dele. É obvio, seu pai saberia ele por que; o seqüestrador já deveria ter feito suas demandas. Mas Bella desejava saber a razão, também; depois de tudo, tinha sido a mais afetada de todos.
Brandamente, Edward lhe tocava seu mamilo, rodeando-o com seus dedos calosos e fazendo que se erguessem.
— Sei que deve estar dolorida —disse ele, deslizando sua mão por seu ventre para situá-la entre suas pernas. — Mas pode me receber uma vez mais? —com supremo cuidado, moveu um dedo dentro dela.
Bella fez uma careta de dor, mas não se separou dele. Sim, estava dolorida; tinha-o estado desde a primeira vez. Tinha descoberto que o mal-estar era facilmente descartado quando as recompensas eram tão grandes.
— Poderia ser persuadida —sussurrou ela, deslizando uma mão para seu ventre para medir sua excitação imediata.
E descobriu que estava muito excitado. Na verdade, ela não tinha experiência com a qual comparar isto, mas tinha lido artigos de revistas e sabia que geralmente só os adolescentes e os homens muito jovens podiam manter este ritmo. Possivelmente se devia a que ele estava em uma esplêndida condição física. Possivelmente só era afortunada, embora vinte e quatro horas antes não o tinha pensado assim. Mas as circunstâncias tinham mudado, e ela também.
O destino deu este homem por agora, e por umas poucas horas mais, pensava enquanto ele se inclinava e sua boca capturava a sua. Deveria aproveitar o mais que pudesse.
XxXxXxXxXxXxXxUma vez mais a conduziu pelo labirinto de becos, mas desta vez estava envolta em uma túnica negra, e um lenço que cobria o seu cabelo. Seus pés estavam protegidos por sapatilhas, que ficavam muito grandes e escapavam de seus pés, mas ao menos não estava descalça. Sentia-se estranha ao estar vestida, em especial com tanta roupa, apesar de que estava nua sob a túnica.
Edward estava equipando de novo com sua mochila e armamento, e ao vestir essas coisas se tornou sutilmente mais remoto, quase friamente controlado, da forma que tinha sido a noite anterior quando a encontrou a primeira vez. Bella sentia toda sua atenção e adivinhou que se estava concentrando totalmente no trabalho que tinha agora. Seguiu-o de forma silenciosa, mantendo sua cabeça inclinada como o faria uma muçulmana tradicional.
Ele se deteve na esquina de um edifício e se agachou, fazendo gestos para que fizesse o mesmo, Bella o imitou e teve a precaução de tampar o rosto com lenço.
— Dois, aqui é Um. Como se vê a situação?
Outra vez ele falava nesse sussurro neutro que apenas ela o podia ouvir, apesar de estar atrás dele. Depois de um momento ele disse:
— Te vejo em dez.
Olhou para Bella.
— Está bem. Não teremos que trocar ao Plano C.
— Qual era o Plano C? —sussurrou ela.
— Correr como alma que leva o diabo para o Egito —disse ele calmamente. — Está a quase duzentas milhas para o este.
Ele o faria, também, deu-se conta ela. Roubaria algum tipo de veículo e iria para lá. Seus nervos deviam ser de ferro sólido. Os dela não; estava tremendo por dentro do nervosismo, mas se conteve. Ou possivelmente não era nervosismo; possivelmente era o prazer do perigo e a excitação da ação, de escapar. Enquanto ainda seguissem em Benghazi, na Líbia, não teriam oportunidades de ser liberados.
Dez minutos mais tarde, ele se parou na sombra de um deteriorado armazém. Possivelmente fez um clique em seu rádio; na escuridão, não o podia dizer. Mas de repente se materializaram cinco formas negras da escuridão, e os rodearam antes de que ela pudesse piscar.
— Cavalheiros, ela é a senhorita Swan —disse Edward. — Agora saiamos deste inferno do Dodge.
— Com prazer, chefe — Um dos homens saudou o Bella e estendeu sua mão. — Por aqui, senhorita Swan.
Havia certa rudeza neles que Bella encontrou encantadora, embora não interferia com os assuntos que tinham em suas mãos. Os seis homens começaram a partir imediatamente em uma ordem coreografada, e Bella sorriu ao homem que lhe tinha falado enquanto ficava no lugar que lhe indicou da fila. Estava atrás de Edward, que ia seguindo na fila atrás de um homem que se movia muito silenciosamente, e se mesclava tão bem nas sombras, que inclusive sabendo que estava aí, às vezes não o podia ver. Os outros quatro homens partiam detrás dela, a uma distância variável, e se deu conta que tampouco os podia ouvir. De fato, era a única do grupo que estava fazendo um pouco de ruído, e tratou de colocar seus pés em forma mais cuidadosa.
Rodearam os caminhos através dos becos e finalmente se detiveram ao lado de um microônibus amolgado. Inclusive na escuridão. Detiveram-se ao lado, e Edward abriu a porta para ela.
— Sua carruagem —murmurou ele.
Bella quase soltou uma gargalhada quando lhe ajudou a subir ao pequeno ônibus: se não tivesse tido experiência em andar em vestidos compridos de noite, teria encontrado a túnica que chegava aos tornozelos difícil de andar, mas as arrumou como se fosse uma dama do século dezenove que subia a sua carruagem. Os homens subiram atrás dela, rodeando-a. Haviam só dois assentos; se houve um terceiro na parte de atrás, fazia tempo que o tinham tirado, possivelmente para fazer espaço para a carga. Um homem loiro de olhos azuis estava atrás do volante, e Edward tomou o outro assento da frente. O surpreendente e silencioso homem que tinha estado à cabeça se acomodou à esquerda dela, e o outro SEAL se sentou à direita, colocando-a cuidadosamente em uma caixa de segurança humana. Os outros dois SEALs se ajoelharam no piso detrás deles, seus corpos musculosos e suas mochilas ocupavam todo o espaço limitado.
— Vamos, Mike —disse Edward, e o jovem sorriu quando fez o motor funcionar.
O microônibus parecia como se estava nas últimas, mas o motor ronronava.
— Deve ter estado aí ontem à noite —disse Mike. — Foi tenso por um minuto, realmente tenso —soava tão entusiasmado como se descrevesse a melhor festa a que tinha assistido.
— O que aconteceu? —perguntou Edward.
— Simplesmente uma dessas coisas, chefe —disse o homem à direita do Bella, com um evidente encolhimento de ombros em sua voz. — Um dos tipos maus se topou com o Sam, e a situação foi um pega pra capar.
— Topou justo comigo —o SEAL da direita disse em tom ofendido. — Começou a chiar como gato escaldado, disparando a tudo o que se movia e não se movia. —fez uma pausa. — Não vou ficar para o funeral.
— Quando recebemos seu sinal, retiramo-nos e corremos como alma que leva o diabo —continuou o homem à direita dela. — Você já devia Tê-la tirado, porque vieram atrás de nós como cães de caça. Tivemos que nos ocultar, mas um par de vezes pensei que íamos ter que brigar para sair. Homem, estavam todos nos buscando, e estiveram rastreando toda a noite.
— Não, ainda estávamos lá dentro —disse Edward calmamente. — Só mudamos para outra habitação. Nunca pensaram em revisá-la.
Os homens sopraram com alegria; inclusive o estranho tipo a sua direita as arrumou para rir entre dentes, embora não soou como se o fizesse com muita freqüência para ser bom nisso.
Edward virou para trás no assento e deu a Bella esse breve gesto de um sorriso.
— Gostaria que os apresentasse ou preferiria não conhecer estes vagabundos que cheiram a sujeira?
A atmosfera no ônibus cheirava como um vestuário, só que pior.
— As apresentações, por favor —disse ela, e seu sorriso era evidente em sua voz.
Assinalou-lhe ao condutor.
— Mike, Marinheiro de Segunda Classe. Está dirigindo porque cresceu com cachorros nas sujas pistas do sul, assim que imagino que pode dirigir qualquer situação.
— Senhorita —disse o marinheiro Mike educadamente.
— A sua direita está o tenente Tyler, segundo ao comando.
— Senhorita —disse o Lugar-tenente Tyler.
— A sua esquerda está o Marinheiro de Segunda Classe Sam — o marinheiro Sam grunhiu algo inteligível.
— Senhorita —disse o marinheiro Sam.
— Atrás de você está o Marinheiro de Primeira Classe Jared, nosso médico, e Paul, o franco-atirador da equipe.
— Senhorita —disseram duas vozes atrás dela.
— Encantada de conhecer todos —disse Bella, com evidente sinceridade.
Tinha treinado sua memória nas incontáveis funções oficiais, assim recordou seus nomes. Tyler começou a contar a Edward os detalhes de tudo o que tinha acontecido, Bella escutava e não se intrometeu. O fato era, que este viajava a meia-noite pelo Benghazi se sentia um pouco surrealista. Estava rodeada por homens armados até os dentes, mas estavam viajando por uma área que ainda era muito ativa para tão avançada noite. Haviam outros veículos nas ruas, pedestres nas calçadas. Inclusive se detiveram ante uma luz do semáforo, com outros veículos rodeando-os. O condutor, Mike, cantarolava entre dentes. Nenhum parecia sequer preocupado. A luz do semáforo mudou e o desmantelado microônibus se moveu para frente, e ninguém pôs nenhuma atenção no absoluto.
Vários minutos mais tarde, abandonaram a cidade. Ocasionalmente pôde ver o brilho do Mediterrâneo a sua direita, o que significava que estavam viajando para o oeste, para o centro da costa de Líbia. Quando as luzes se atenuaram detrás deles, Bella começou a sentir-se enjoada pela fadiga. O que tinha dormido durante o dia, entre os momentos que não faziam amor, não tinha sido o bastante para eliminar o tremendo estresse que havia nela, assim que se obrigou a sentar-se direita e manter os olhos abertos.
Suspeitava que era mais que um atordoamento pelos golpes. Depois de um momento, Edward disse:
— Óculos vermelhos.
Estava tão cansada que se perguntou se isso era algum tipo de código, ou se o tinha entendido mal. Nenhuma das duas, evidentemente. Cada homem tomou um par de óculos de sua mochila e os puseram. Edward a olhou e lhe explicou:
— O vermelho protege nossa visão noturna. Usamos para que nossa visão se ajuste agora, antes que Mike destrua os faróis.
Ela assentiu com a cabeça, e fechou os olhos para ajudar a ajustar sua própria visão. De deu conta em seguida que, se queria permanecer acordada, fechar os olhos por qualquer razão não era o mais certo que podia fazer, mas suas pálpebras estavam tão pesadas que não pôde abri-los de novo. Quão seguinte soube foi que o mini-ônibus estava dando fortes tombos de lado a lado, lançando-a primeiro contra Tyler e logo contra Sam. Enjoada pelo sono, tratou de manter-se erguida, mas parecia que não podia encontrar o equilíbrio ou algo onde apoiar-se. Quase estava no piso quando o antebraço do Sam saiu disparado à frente dela como uma barra de ferro, ancorando-a no assento.
— Obrigada —disse ela, aturdida.
— Quando quiser, senhorita.
Em algum momento, enquanto tinha estado adormecida, Mike tinha destruído de verdade os faróis, e estavam indo a toda velocidade pelo aterro na escuridão. Piscou quando algo brilhante se aproximou frente a eles; sentiu uma fração de segundo de pânico e confusão, antes de reconhecer o mar, brilhando sob a luz das estrelas.
O microônibus se deu tombos até deter-se.
— Fim do caminho —anunciou sorridente Mike. — Agora temos que alcançar a baía por um IBS. Que em linguagem militar quer dizer um bote inflável e pequeno —disse sobre o homem ao Bella. — Estas coisas são muito elegantes para as chamar balsas plainas e velhas.
Edward soprou, Bella recordou que ele a havia descrito exatamente dessa forma, uma balsa.
Olhá-los sair do microônibus era como olhar ao mercúrio sair através das gretas. Se havia uma luz funcionando sobre suas cabeças quando os SEALs requisitaram o veículo, preocuparam-se desse detalhe, porque não se acendeu nenhuma luz quando se abriram um pouco as portas. Sam deslizou diante dela, sem fazer nenhum esforço aparente dado a equipe que levava, e quando Tyler abriu a porta lateral umas poucas polegadas, Sam se deslizou sobre seu estômago através da pequena abertura. Um segundo estava aí, ao seguinte se foi. Bella ficou olhando com os olhos bem abertos, apreciando completamente a forma com que se moviam. Era definitivamente espectral.
Outros saíram do microônibus da mesma maneira; era como se fossem feitos de água, e quando abriram as portas, eles simplesmente se filtraram fora. Eram tão fluidos, tão silenciosos. Só Mike, o condutor, ficou para trás com Bella. Estava sentado absolutamente silencioso, pistola na mão, enquanto examinava metodicamente a costa envolta na noite. Como ele estava calado, ela também o estava. A melhor forma de não lhes ser nenhum problema, pensava ela, era seguir seu exemplo.
Escutou-se um pequeno golpe na janela, e Mike sussurrou:
— Está livre. Vamos, senhorita Swan.
Ela se escapuliu do assento para a porta enquanto Mike saía pelo lado do condutor. Edward estava aí, abrindo um pouco mais a porta, estendendo a mão para que ela se apoiasse enquanto se deslizava ao piso.
— Está tudo bem? —perguntou ele gentilmente.
Ela assentiu com a cabeça, sem confiar em si mesmo para falar, devido a que estava tão cansada que só podia arrastar as palavras.
Como sempre, ele pareceu compreender sem que o dissesse.
— Resiste um pouco mais. Dentro de uma hora ou mais estará a salvo no porta-aviões. Aí poderá dormir.
Sem ele, pensou; esse fato não precisava ser declarado. Inclusive se ele tinha a intenção de continuar sua relação, e não tinha dado nenhum sinal disso, não o faria a bordo do navio. Não deveria chorar; nem sequer protestar, disse a si mesma. Tinha-o tido por um dia, por um incrivelmente sensual dia.
Ele a conduziu para a pequena e rochosa beira da praia, onde estava posicionado o bulbo escuro da IBS. Os outros cinco homens se colocaram em posições específicas, lhe dando as costas à balsa enquanto sustentavam suas armas enquanto vigiavam preparados e nervosos os arredores.
Edward a subiu ao IBS e lhe mostrou onde sentar-se. O IBS se balançava na água à medida que os homens o afastavam da costa. Quando a água lhe chegou à altura do peito de Jared, o menor da equipe, subiram todos a bordo em uma manobra que tinham praticado tantas vezes que parecia fácil de fazer. Sam acendeu o quase silencioso motor e dirigiu o IBS por volta de mar aberto.
Logo, um rugido estalou detrás deles, e se soltaram todos os demônios.
Ela reconheceu o som das armas automáticas e deu meia volta para olhar atrás deles. Edward pôs sua mão na cabeça e a empurrou ao fundo do bote, girando, e tirando seu rifle automático à medida que o fazia. O IBS saiu disparado para frente quando Sam lhe deu máxima velocidade. Os SEALs devolveram o fogo de suas armas, salpicando os cartuchos sobre ela, que parecia um novelo, e cobriu o rosto com o lenço para evitar que os casquilhos quentes lhe queimassem.
— Paul! —rugiu Edward. — Ataca a esses bastardos com explosivos!
— Entendido, chefe!
Bella escutou um grunhido, e um pouco pesado e humano caiu sobre ela. Um dos homens tinha sido ferido. Com desespero tratou de sair sob o peso lhe esmaguem para poder ajudá-lo, mas estava imobilizada, e ele grunhia cada vez que se movia.
Ela reconheceu esse grunhido.
Sentiu correr por suas veias um terror que nunca tinha conhecido. Com um grito rouco levantou o grande peso, arrumando-se para colocá-lo de lado. Lutou para liberar-se do lenço e nem sequer notou os cartuchos quentes que passavam roçando justo por sua bochecha direita.
Uma explosão destroçou a noite, iluminando o mar como foguetes, a percussão a expulsou ao fundo do bote de novo. Engatinhou para chegar junto de Edward.
— Não —disse ela roucamente. — Não!
As luzes da explosão delinearam bruscamente cada detalhe na brancura total. Edward estava meio estendido sobre seu peito, retorcendo-se de dor enquanto pressionava suas mãos em seu abdômen. Sua cara estava sem cor, seus olhos fechados, seus dentes expostos em uma careta. Uma grande mancha úmida brilhava do lado esquerdo de sua camisa, e mais sangue se estava juntando sob ele.
Bella agarrou o lenço e o pôs em cima, pressionando forte contra a ferida. Um uivo baixo e animal saiu de sua garganta, e ele se arqueou pela dor.
— Jared! —gritou ela, tratando de mantê-lo abaixo enquanto seguia sustentando o Lenço no lugar. — Jared!
Murmurando uma maldição, o médico a pôs para o lado. Levantou o lenço por um segundo, logo o pressionou rapidamente no lugar e tomou a mão ao Bella, guiando-a na posição.
— Segure firme —disse ele secamente. — Pressione para baixo... forte.
Não houve mais disparos, só zumbido do motor. O rocio salgado lhe golpeava o rosto à medida que o bote saía disparado pelas ondas. O grupo manteve a disciplina, guardando suas posições atribuídas.
— Está muito mal? —gritou Tyler.
Jared estava trabalhando febrilmente.
— Preciso de luz!
Quase em forma instantânea Tyler tinha uma lanterna iluminando para eles. Bella mordeu o lábio quando viu a grande quantidade de sangue que formava uma poça ao redor. O rosto d Edward estava muito pálido, seus olhos semi-fechados à medida que respirava com dificuldade.
— Está perdendo sangue de forma muito rápida —disse Jared. — Parece que uma bala lhe perfurou o rim, ou possivelmente o baço. Consigam que esse maldito helicóptero venha rápido. Não temos tempo para entrar em águas internacionais —tirou a tampa de uma seringa, estirou o braço de Edward e com habilidade injetou a agulha à veia. — Resista, chefe. Estamos conseguindo um helicóptero que o tire daqui.
Edward não respondeu. Respirava sonoramente através de seus dentes apertados, mas quando Bella o olhou pôde ver o brilho de seus olhos. Ele levantou sua mão um momento, lhe tocando o braço, logo caiu pesadamente seu flanco.
— Maldito seja, Edward Cullen —disse ela ferozmente. —Não te atreva... —ela se interrompeu.
Não podia dizer uma palavra, não podia sequer admitir a possibilidade de que ele pudesse morrer.
Jared estava revisando o pulso de Edward. Seus olhos se encontraram com os dela, e soube que era rápido e muito fraco. Edward ia entrar em choque, apesar da injeção que Jared tinha aplicado.
— Não me importa o quão rodeados estejamos! —gritou-lhe Tyler no rádio. — Necessitamos um helicóptero agora. Só tirem o chefe daqui e esperaremos outro transporte!
Apesar do balanço do bote, Jared colocou uma linha EV (Endovenosa) e começou a espremer o plasma transparente nas veias de Edward.
— Não deixe de pressionar —disse a Bella.
— Não o farei —ela não podia afastar o olhar do rosto do Edward. Seguia acordado, olhando-a. Enquanto que se mantivera essa conexão, ele estaria bem. Tinha que estar.
A viagem pesadelo no veloz bote parecia eterna. Jared esvaziou a primeira bolsa de plasma e conectou a segunda a EV. Estava amaldiçoando entre dentes, e suas palavras eram variadas e explícitas.
Edward jazia imóvel, embora ela sabia que sofria grandes dores. Seus olhos estavam nublados pela dor e a comoção, mas podia sentir sua concentração, sua determinação. Possivelmente a única maneira que ele pudesse permanecer consciente era ao enfocar-se tão intensamente em seu rosto, mas ele o dirigiria.
Mas se o helicóptero não chegava logo, nem sequer sua determinação sobre-humana seria capaz de suportar a contínua perda de sangue. Ela queria amaldiçoar, também, queria olhar ao céu noturno como se pudesse conjurar um helicóptero saído do ar, mas não se atrevia a afastar o olhar de Edward. Enquanto se mantiveram olhando, ele resistiria.
Escutou o barulho só um momento antes de que o helicóptero rugisse sobre eles, lhes enviando luzes intermitentes. O helicóptero os rodeou em círculos e ficou suspenso no ar diretamente sobre suas cabeças. Uma cesta caiu quase sobre suas cabeças. Trabalhando rapidamente, Jared e Tyler colocaram Edward na cesta e o sujeitaram a ela, manobrando ao redor de Bella, enquanto mantinha a pressão na ferida.
Jared vacilou, logo lhe indicou que retrocedesse. Ela o fez com relutância. Ele levantou o lenço, logo o pôs rapidamente de novo no lugar. Sem dizer uma palavra, montou na cesta, inclinando-se forte sobre a ferida.
— Vamos! —gritou ele.
Tyler retrocedeu e levantou os polegares para o operador da cesta no helicóptero. A cesta se elevou para o monstro suspenso no ar, com Jared colocado precariamente em cima de Edward. Como a cesta ia nivelada com o espaço aberto, vários pares de mãos saíram para colocá-la dentro. O helicóptero imediatamente se afastou voando, inclinando-se e rugindo para o porta-aviões.
Houve um silêncio sobrenatural. Bella se desabou contra um dos assentos, seu rosto rígido pelo esforço de manter o controle. Ninguém disse uma palavra. Sam ligou de novo o motor, e a pequena nave saiu disparada através da escuridão, seguindo as luzes do helicóptero que desapareciam rapidamente.
XxXxXxXxXxXxPassou quase uma hora antes que o segundo helicóptero posasse na coberta do grande porta-aviões. Os quatro membros restantes da equipe saltaram a coberta quase antes que o helicóptero a tocasse. Bella desceu depois, correndo com eles. Tyler tinha uma mão agarrada a seu braço para estar seguro de que não ficasse atrás.
Alguém de uniforme caminhou frente a eles.
— Senhorita Swan, encontra-se de tudo bem?
Bella deu um olhar distraído e o esquivou. Apareceu outro uniformizado, mas este era sutilmente diferente, como se o que o vestisse pertencesse a bordo desta gigante nave. O primeiro homem usava um uniforme, identificando-o como não membro da tripulação. Tyler escorregou até deter-se.
— Capitão…
— O Tenente Coronel Cullen está em cirurgia —disse o capitão. — O doutor não acreditou que resistiria uma viagem à base com uma taxa tão alta de perda de sangue. Se não conseguirem deter a hemorragia, terão que retirar o baço.
O primeiro oficial uniformizado os tinha alcançado.
— Senhorita Swan —disse ele firmemente, tomando-a do braço. — Sou o Major Hodson. Escoltarei-a a seu lar.
O militar movia a seu próprio ritmo e com suas próprias regras. Ela tinha que ser levada imediatamente a casa; o embaixador queria a sua filha de volta, Bella protestou, gritou, chorou, inclusive amaldiçoou o atormentado maior. Nada disso funcionou. Colocaram-na depressa em outra aeronave, desta vez um avião de transporte de carga. Sua última visão do Montgomery foi os primeiros raios do sol que brilhavam sobre as águas azuis do Mediterrâneo e a vista que nublou pelas lágrimas.
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Meninas brigadas pelas reviews linda que to recebendo.........
mirian masen
que bom que ta gostando...^^
Flah Malfoy
se quiser que ele te salve vai ter que entrar na fila...^^
Deboraa
Amore...... que bom que ta gostando..... quando vc vai att sua fic........ amuh ela.....
Nath Tsubasa Evans
Fortes emoções...... ainda tem muito mais fortes pra rolar...... vc vai ter sua resposta daqui alguns capitulo quanto os sentimentos do ed....... taai mais um capitulo.... espero que goste.....^^
Nanda Souza Cullen
Que bom que ta gostando... ta ai mais um capitulo... espero que goste.....
Carol Venancio
Que bom que esta gostando tanto da fic... tbm amu....^^...... ta ai mais um capitulo.....
marinapz4
ta ai o próximo capitulo.... espero que goste.........^^
