Oi gente...... mais um capitulo para vocês..... espero que gostem.......sorry pela demora......^^
Capítulo 7Quando o transporte aterrissou em Atenas, Bella tinha chorado tanto e, por tanto tempo que seus olhos estavam inchados e quase fechados. O major Hodson fez tudo para tratar de tranqüilizá-la, logo para consolá-la; assegurou-lhe que só estava cumprindo ordens, e que ela poderia averiguar depois como estava o SEAL. Era compreensível que estivesse molesta. Tinha sofrido muito, mas teria o melhor cuidado médico...
Ante isso, Bella saiu disparada do incômodo assento, o qual era tudo o que proporcionava o avião de transporte.
— Não foi em mim que dispararam! —gritou ela com fúria. — Não necessito nenhuma atenção médica, já seja a melhor, pior ou medíocre! Quero que me levem onde quer que seja que tenham enviado Edward Cullen. Não me importa quais sejam suas ordens!
O major Hodson se via claramente incômodo.
— Senhorita Swan, sinto muito. Não posso fazer nada ante esta situação. Depois que tenhamos aterrissado e que seu pai veja que você está bem, pode ir aonde quiser.
Sua expressão dizia claramente que pelo que dizia respeito a ele, ela se podia ir ao diabo. Bella se sentou, respirando forte e secando-as lágrimas. Nunca tinha ficado assim em sua vida. Sempre tinha sido uma dama, uma anfitriã perfeita para seu pai.
Agora não se sentia como uma dama; sentia-se como uma feroz tigresa, pronta para despedaçar a qualquer um que atravessasse seu caminho. Edward estava ferido gravemente, possivelmente morrendo, e estes tolos não lhe permitiam estar com ele. Maldito procedimento militar, e maldita a influência de seu pai, porque ambos a tinham afastado dele.
Apesar do muito que amava seu pai, sabia que nunca lhe perdoaria se Edward morresse e ela não estivesse lá. Não importava que ele não soubesse nada sobre Edward; nada importava comparado com a enorme dor que a ameaçava. Deus, não deixe que mora! Não poderia suportar. Teria preferido morrer nas mãos dos seqüestradores a que Edward fosse assassinado enquanto a resgatava.
O vôo durou menos de uma hora e meia. O transporte aterrissou com um forte golpe que a sacudiu no assento, logo rodou pela pista no que pareceu uma interminável quantidade de tempo. Finalmente, girou para deter-se, e o major Hodson parou, claramente aliviado por livrar-se de sua desagradável carga.
Abriu-se uma porta e colocou uma escada nela. Atendo-a túnica negra, Bella saiu a brilhante luz do sol de Atenas. Era apenas de manhã, e já estava fazendo calor. Piscou e levantou uma mão para proteger os olhos. Sentiu como se tivesse passado uma eternidade desde que tinha estado sob os raios do sol.
Uma limusine cinza com janelas escuras estava esperando no asfalto. A porta se abriu de uma vez, e seu pai saiu, esquecendo a dignidade quando correu para frente.
— Bella!
Dois dias de preocupação e temor estavam delineados em seu rosto, mas havia um alívio quase desesperado em sua expressão quando subiu depressa os degraus para tomá-la em seus braços.
Ela começou a chorar de novo, ou possivelmente nunca tinha parado. Enterrou seu rosto no peito do pai, agarrando-o com mãos se desesperadas.
— Tenho que voltar —soluçou ela, as palavras apenas se entendiam.
Apertou-a em seus braços.
— Calma, querida —ele respirou. — Agora está a salvo, e não deixarei que nada mais te aconteça. Juro. Levarei você para casa...
Ela levantou a cabeça com brutalidade, tratando de afastá-lo.
— Não —gritou ela. — Tenho que retornar ao Montgomery. Edward… atiraram nele. Pode morrer. OH, Meu deus, tenho que voltar agora!
— Tudo bem agora — disse ele, apurando-a para que descesse as escadas com um braço firme sobre seus ombros. — Tenho um doutor esperando...
— Não preciso de nenhum doutor! —disse ela ferozmente, afastando-se de um puxão. Nunca antes tinha feito isso, e ele empalideceu com a ação. Ela afastou o cabelo do rosto. A massa embaraçada não tinha sido penteada em dois dias, e estava cheia de suor e rocio marinho. — Me escute! O homem que me resgatou foi baleado. Poderia morrer. Ainda estava na sala de cirurgia quando o major Hodson me obrigou a subir neste avião. Quero retornar ao navio. Quero me assegurar que Edward está bem.
Charlie Swan abraçou com firmeza os ombros de sua filha de novo, conduzindo-a pelo asfalto para a limusine que os esperava.
— Não tem que retornar ao navio, querida —disse ele com doçura. — pedirei ao Almirante Lindley para averiguar como está esse homem. Ele é da equipe SEAL suponho?
Ela assentiu relutantemente com a cabeça.
— Não teria sentido retornar ao navio, estou seguro que pode ver isso. Se sobreviver à cirurgia, levarão no para um hospital militar.
Se sobrevivesse à cirurgia. As palavras foram como uma faca, quente e cortante, que a atravessou. Ela empunhou suas mãos, cada célula de seu corpo gritando para que ignorasse a lógica, ignorasse os intentos de tranqüilizá-la. Ela precisava estar com Edward.
XxXxXxXxXxTrês dias mais tarde, parou no escritório de seu pai, com o queixo em alto e os olhos mais frios com os que ele já tivesse visto.
— Pediu ao Almirante Lindley que bloqueasse minhas ligações — o acusou ela.
O embaixador suspirou. Tirou os óculos e os colocou cuidadosamente na escrivaninha de nogueira.
— Bella, sabe que rechacei muito pouco do que pediu, mas está sendo irracional com este homem. Sabe que está se recuperando, e isso é tudo o que precisa saber. Que razão há para que corra ao lado de sua cama? Algum tablóide poderia averiguá-lo, e logo sua terrível experiência seria estampada em jornais vulgares por todo mundo. É isso que quer?
— Minha terrível experiência? —repetiu ela. — Minha terrível experiência? O que tem ele? Quase morreu! Isso, assumindo que o Almirante Lindley me disse a verdade, e que de verdade está vivo!
É obvio que o está. Só pedi a Joshua que bloqueasse qualquer pergunta que te pudesse informar sobre sua localização.— Bella, dá tempo para superar o trauma. Sei que tem dado a este... este guerrilheiro toda classe de atributos heróicos, e isso é muito normal. Depois de um tempo, quando tiver recuperado a perspectiva, estará contente de não ter ido atrás dele.
Foi quase impossível conter a fúria vulcânica que surgiu nela. Ninguém a escutava; nem ninguém queria escutar. Mantinham-se falando sem parar sobre sua terrível experiência, de como se curaria com o tempo, até fazê-la desejar arrancar o cabelo. Tinha insistido uma e outra vez que não tinha sido violada, mas se recusou ferozmente que a examinassem, o qual, é obvio, só acrescentou ainda mais fervor à especulação de que tinha sido violada pelos seqüestradores. Mas sabia que seu corpo levava as marcas de fazer amor com Edward, marcas e rastros que eram preciosos e privados, para os olhos de ninguém mais. Todos a tratavam como se fosse de cristal, evitando mencionar o seqüestro, até que pensou que poderia enlouquecer.
Queria ver Edward, isso era tudo. Só vê-lo, assegurar-se que estava bem. Mas quando se aproximou de um dos oficiais da Marinha destinado à embaixada para lhe fazer algumas pergunta sobre Edward, foi o Almirante Lindley quem tinha retornado com ela, em vez do capitão.
O solene e distinto almirante tinha chegado aos escritórios privados do embaixador fazia menos de uma hora atrás. Bella já tinha retornado a seu pequeno trabalho na embaixada, sentindo que não podia manter sua mente na papelada, assim tinha recebido o almirante na formosa sala de estar.
Depois de conversar educadamente sobre sua saúde e o clima, o almirante foi à razão de sua visita.
— Sei que esteve fazendo algumas pergunta sobre Edward Cullen —disse ele com amabilidade. — Me mantive informado de sua condição, e posso dizer agora com completa segurança que ele se recuperou completamente. O cirurgião do navio foi capaz de deter a hemorragia, e não foi necessário retirar o baço. Sua condição se estabilizou e foi transferido a um hospital. Quando for capaz, será enviado aos Estados Unidos para o resto de sua convalescença.
— Onde está? —demandou Bella com olhos ardentes.
Não dormia direito a três dias. Embora estava vestida e penteada de forma impecável, a tensão tinha deixado grandes círculos escuros sob os olhos, e estava perdendo peso rapidamente, porque estava muito nervosa para comer.
O almirante Lindley suspirou.
— Charlie me pediu que não te desse esta informação, Bella, e tenho que dizer, que penso que está certo. Conheço Edward a muito tempo. É um guerreiro extraordinário. Mas os SEALs são uma raça à parte, e as características que os fazem tão excelentes guerreiros, não os fazem, em conjunto, cidadãos modelos. Estão treinados com armas para as usar sem rodeios. Não mantêm um alto perfil e quase toda a informação sobre eles é restringida.
— Não quero saber sobre seu treinamento —disse ela com voz tensa. — Não quero saber sobre suas missões. Só quero vê-lo.
O almirante negou com a cabeça.
— Sinto muito.
Nada do que dissesse o faria ceder. Recusou-se a lhe dar sequer outro pingo de informação. Entretanto, Edward estava vivo; estava tudo bem. Só sabendo isso a fez sentir-se fraca por dentro, quando a insuportável tensão por fim se relaxou.
Isso não queria dizer que perdoaria a seu pai por interferir.
— Eu o amo —disse agora ela em forma deliberada. — Não tem nenhum direito de me manter afastada de vê-lo.
— Amor? —seu pai a olhou com piedade. — Bella, o que sente não é amor, é uma adoração ao herói. Vai passar, prometo.
— Não acha que não considerei isso? —replicou ela. — Não sou uma adolescente com um amor por uma estrela do rock. Sim, conheci-o sob circunstâncias perigosas e estressantes. Sim, salvou-me a vida... e quase morreu por isso. Sei o que é uma teimosia, e sei o que é o amor, mas inclusive se não soubesse, a decisão não é tua.
— Sempre foi razoável —argumentou ele. — Ao menos reconhece que seu julgamento pode não o melhor agora. O que aconteceria se de forma impulsiva, casasse com este homem... estou seguro que aproveitará a oportunidade... e logo dá conta que realmente não o ama? Pensa que seria um problema. Sei que soa esnobe, mas ele não é de nossa classe. É um marinheiro, e um assassino treinado. Você janta com reis e dança com príncipes. O que poderiam ter em comum os dois?
— Primeiro, isso não só soa esnobe, é esnobe. Segundo, não deve me considerar muito como pessoa se pensa que seu dinheiro é meu único atrativo.
— Sabe que isso não foi o que quis dizer —disse ele, empalidecendo. — É uma pessoa maravilhosa. Mas como poderia alguém como ele apreciar a vida que tem? Como sabe que não pôs seus olhos nessa oportunidade?
— Porque o conheço —declarou ela. — O conheço de uma forma que nunca o teria feito se o tivesse conhecido em uma festa da embaixada. Segundo você, um SEAL não pode ser amável nem considerado, mas ele foi. Foram-no todos, quanto a isso. Papai, te disse varias vezes que não me violaram. Sei que não acredita, e sei que sofreu e se preocupou muito comigo. Mas juro... juro... que não fui violada. Estavam planejando fazê-lo, no dia seguinte, mas estavam esperando alguém. Assim, embora estava aterrorizada e molesta, não passei pelo trauma de uma violação em grupo como parece estar pensando. Ver Edward estendido em uma poça de sangue foi condenadamente mais traumático que algo que fizeram os seqüestradores!
— Bella!
Era a primeira vez que seu pai a escutava amaldiçoar. Pensando-o bem, ela nunca havia dito uma maldição, até que uns homens rudes a seqüestraram da rua e a submeteram a horas de terror. Tinha-os amaldiçoado, e falava sério. Tinha amaldiçoado ao major Hodson, e também o havia dito a sério.
Com esforço, regulou seu tom.
Sabe que o primeiro plano de me resgatar não funcionou.
Ele assentiu com um brusco movimento de cabeça. Tinha sofrido demais, pensando que a única esperança de resgatá-la tinha falhado e imaginando o que ela devia estar sofrendo. Isso foi quando tinha perdido as esperanças de vê-la com vida de novo. O almirante Lindley não tinha sido tão pessimista; os SEALs não se reportaram, e embora foram informados de tiroteios no Benghazi, se uma equipe dos SEALs tinham sido assassinados ou capturados, o governo libanês teria comunicado a todo mundo. Isso queria dizer que ainda estavam ali e que continuavam trabalhando para liberá-la. Até que a equipe dissesse que o resgate tinha falhado, ainda ficavam esperanças.
— Bom, funcionou, de uma forma, Edward entrou sozinho para me resgatar, enquanto o resto da equipe distraía o inimigo, suponho, em caso de que as coisas saíssem mau. Ele tinha um plano de respaldo, se por acaso algo falhasse, já que não pode controlar o fator humano —se deu conta que estava repetindo o que Edward havia dito durante essas largas horas em que tinham dormitado juntos, e sentiu saudades tanto que a dor a apertou por dentro. — A equipe se ocultou tão bem que um dos guardas não viu Ssam até que literalmente se chocou com ele. Isso foi o que deu o alarme e iniciou o tiroteio. Um guarda estava no corredor, para fora da habitação onde eu estava, e entrou correndo. Edward o matou —disse ela simplesmente. — enquanto outros perseguiam a equipe, ele me tirou do edifício. Separamo-nos da equipe e nos escondemos por um dia, mas eu estava a salvo.
O embaixador escutava tudo muito sério, absorvendo estes detalhes de como tinham trazido sua menina de volta. Não tinham falado antes, nem do atual resgate. Tinha estado muito aflita por Edward, quase louca de desespero. Agora que sabia que ele estava vivo, apesar de que ainda estava muito zangada mas não tinha outro jeito, foi capaz de contar a seu pai a forma que tinha retornado a ele com vida.
— Enquanto permanecemos em nosso esconderijo, Edward arriscou sua vida ao sair e roubar comida e água para nós, assim como a túnica e um lenço para mim, cuidou de um corte no meu pé. Quando os que procuram entre o lixo virtualmente estavam desmantelando o lugar ao redor nosso, ele se manteve entre mim e qualquer perigo. Esse é o homem por quem me apaixonei, esse é o homem que diz que não é de "nossa classe". Pode que não seja da tua, mas definitivamente é da minha!
A expressão no rosto de seu pai era de atordoamento, quase de pânico. Muito tarde, Bella viu que tinha eleito a tática equivocada em seu argumento. Se tivesse apresentado sua preocupação por Edward com o simples interesse por alguém que tinha feito tanto por ela, se tivesse insistido que só queria lhe agradecer em pessoa, poderia ter convencido seu pai. Ele era muito dado a preservar as delicadezas e o comportamento adequado. Em lugar disso, tinha-o convencido de que realmente amava Edward Cullen, e muito tarde viu quanto ele tinha temido exatamente isso. Não queria perdê-la, e agora Edward apresentava uma ameaça muito maior que antes.
— Bella, eu... —deteve-se para procurar as palavras, seu urbano e sofisticado pai nunca tinha faltado as palavras.
Ele tragou com força. Era verdade que quase nunca negava algo a ela, e as vezes que se negou foi porque pensou que a atividade que planejava ou o objeto que desejava, uma vez tinha sido uma motocicleta não era seguro. Mantê-la segura era sua obsessão, essa e mantê-la com ele como a única família que ficava, sua amada menina, que tanto se parecia com a esposa que tinha perdido.
Viu em seus olhos como seu instinto de mimá-la com algo que ela desejava lutava com o conhecimento de que esta vez, se o fazia, provavelmente a perderia de sua vida. Não queria que o visitasse ocasionalmente; tinham suportado esse tipo de separação durante seus anos de escola. Desejava-a aqui, vivendo com ele. Bella sabia que parte de sua obsessão era egoísta, porque ela se encarregava dos assuntos domésticos por ele, mas nunca duvidou de seu amor por ela.
O pânico se projetou em sua expressão. Ele disse em forma forçada:
— Ainda penso que precisa de tempo para tranqüilizar suas emoções. E estou seguro de que se da conta de que as condições que descreve são às que está acostumado esse homem. Como poderia ele encaixar alguma vez em sua vida?
— Essa é uma pergunta ambígua, certo que nunca discutimos sobre o matrimônio ou sequer uma relação. Quero vê-lo, não quero que pense que não me preocupei o bastante nem sequer para comprovar sua condição.
— Se não discutiram sobre nenhuma classe de relação por que esperaria que o visitasse? Era uma missão para ele, nada mais.
Os ombros de Bella se elevaram militarmente, seu queixo inflexível e seus olhos castanhos estavam escuros pela emoção.
— Foi mais —disse ela em forma categórica, e isso foi tudo o que estava disposta a discutir sobre o que tinha acontecido entre ela e Edward. Respirou fundo e lançou a artilharia pesada. — Me deve —disse ela, com o olhar fixo nele. — Não perguntei por nenhum detalhe sobre o que passou aqui, mas sou uma pessoa inteligente e lógica...
— É obvio que o é —interrompeu ele, — mas não vejo...
— Demandaram um resgate? —ela cortou sua interrupção.
Ele era um diplomático treinado; raramente perdia o controle de sua expressão. Mas agora, aturdido, o olhar que lhe deu era de perplexidade.
— Um resgate? —repetiu ele.
Sentiu um novo nó de desespero em seu estômago, gravando-se em seu rosto.
— Sim, um resgate —disse ela com suavidade. — Não houve nenhum não é verdade? Porque não era dinheiro que ele queria. Ele queria algo de você não é verdade? Informação. Ou tratava de obrigar que a desse ou já estava nisso até o ultimo fio de cabelo e brigou com ele. Qual é?
De novo seu treinamento falhou; por uma fração de segundo sua cara revelou uma desesperada culpa e consternação antes de que sua expressão voltasse a uma suavidade diplomática.
— Essa é uma acusação ridícula —disse ele calmamente.
Ela ficou parada, doente pelo conhecimento. Se o seqüestrador a tinha usado como arma para obrigar seu pai a trair seu país, o mais provável era que o embaixador o negasse, porque não queria preocupá-la, mas isso não foi o que leu em seu rosto. Era culpa.
Não se incomodou em responder a sua negação.
— Me deve —repetiu isso ela. — O deve a Edward.
Ele se estremeceu ante a condenação de seus olhos.
— Não vejo dessa forma em absoluto.
— É a razão de me seqüestrarem.
— Sabe que há coisas que não posso te dizer —disse ele, soltando as mãos e caminhando ao redor do escritório para voltar para seu assento, abandonando simbolicamente o papel de pai e tomando o de embaixador. — Mas sua hipótese está equivocada, e, é obvio, uma indicação de quão desequilibrada ainda está.
Com seu silêncio, poderia estar traindo-o.
Ao estar aqui, continuava em perigo. Tinham falhado ao seqüestrá-la uma vez, mas isso não queria dizer que ele, o inimigo desconhecido e sem rosto, não trataria de novo. Seu pai sabia quem era ele, estava segura disso. Imediatamente viu como seria sua vida. Estaria confinada aos terrenos da embaixada, ou lhe permitiriam sair só com uma escolta armada. Seria uma prisioneira do temor de seu pai.
Na realidade, não havia nenhum lugar onde estaria completamente segura, mas ao ficar aqui, só aumentaria o perigo. E uma vez que se afastasse da embaixada, teria uma melhor oportunidade de localizar Edward, porque a influência do Almirante Lindley não poderia cobrir todos os cantos e gretas do planeta. Quanto mais longe estivesse de Atenas, menor seria essa influência.
Enfrentou a seu pai, sabendo que estava rompendo deliberadamente os fortes laços que os tinham unido durante os últimos quinze anos.
— Vou para casa —disse ela com calma. — Para Virginia.
XxXxXxXxXxXxDuas semanas mais tarde, Edward estava sentado no alpendre do frente da casa de seus pais, localizada-se no topo da Montanha Cullen, em Forks. A paisagem era espetacular, uma vista interminável de majestosas montanhas e verdes vales. Tudo aqui era tão familiar para ele como suas próprias mãos. Sela de montar, botas, um pouco de gado, mas principalmente cavalos. Livros em todas as habitações da grande casa, gatos rondando pelos celeiros e estábulos, a doce e mandona indulgência de sua mãe, e a preocupação e compreensão de seu pai.
Tinha sido atingido antes; tinha sido esfaqueado em uma briga de facas. Tinha quebrado a clavícula, fraturado as costelas, perfurado um pulmão. Tinha se ferido gravemente antes, mas isto foi o mais perto que tinha estado de morrer. Tinha estado sangrando a morte, estendido no fundo da balsa com Bella agachada sobre ele, pressionando o lenço sobre a ferida com cada grama de seu peso. Sua rapidez e sua determinação fizeram a diferença. Jared espremendo o plasma das bolsas em suas veias fez a diferença. Tinha estado tão perto que podia identificar uma dúzia de detalhes que tinham feito a diferença; se qualquer deles não tivesse acontecido, ele teria morrido.
Tinha estado calado desde que abandonou o hospital e voltou para casa para sua convalescença. Não é que estivesse deprimido, mas sim, mas bem que tinha muitas coisas em que pensar, algo que não tinha sido fácil quando virtualmente toda a família se sentiu obrigada a visitá-lo para assegurar-se de seu relativo bem-estar. Emmet tinha partido de Washington para uma rápida inspeção em seu irmão mais novo; Jasper e Alice tinham visitado várias vezes, trazendo seus dois filhos com eles.
Diabos, inclusive James tinha aparecido. Tinha-o feito de forma tão cautelosa, observando a sua mãe como se fosse uma bomba que poderia explodir na sua cara, mas estava aqui, sentado ao lado Edward no alpendre.
— Está pensando em renunciar.
Edward não perguntou como James sabia exatamente o que estava pensando. Depois de brigar quase a morte quando tinham quatorze anos, tinham uma união pouco comum. Possivelmente devesse ao compartilhado de quase tudo, desde classes, garotas e o treinamento militar. Inclusive depois de todo este tempo, James era tão precavido como um lobo ferido e não gostava que as pessoas se aproximassem dele, mas apesar de haver resistido, estava indefeso contra sua família. James nunca tinha sido amado em sua vida até que Esme o levou para casa com ela e os desordenados e brigões Cullen's o tinham posto fora de combate. Era divertido vê-lo ainda lutar contra a intimidade familiar cada vez que era atraído ao círculo, porque dentro de uma hora ele sempre se rendia. Esme não lhe permitia fazer nada mais. Depois de aceitá-lo como irmão, Edward nunca mais tinha visto a cautela de James. Só Carlile esteve disposto dar tempo a seu filho adotivo para que se ajustasse... mas havia um limite de quanto tempo lhe permitiria.
— Sim —disse ele finalmente.
— Pelo perto que esteve de morrer desta vez?
Edward bufou.
— Quando tem feito isso alguma diferença para qualquer um de nós?
Ele era o único da família que sabia os detalhes exatos do trabalho de James. Era muito difícil de saber qual dos dois estava em maior perigo.
— Então é esta última ascensão o que a fez.
— Tiraram-me do campo —disse Edward tranqüilamente. Inclinou-se com cuidado para trás da cadeira e levantou seu pé sobre a grade do alpendre. Embora ele se recuperava rápido, duas semanas e meia não eram suficientes para lhe deixar ignorar a ferida. — Se não tivessem ferido a dois de meus homens no simulado em Montgomery, não teria podido ir a esta última missão.
James sabia disso, Edward tinha contado. Logo que tinha recuperado a consciência no hospital naval, esteve ao telefone, iniciando e dirigindo a investigação. Embora Seth se recuperaria completamente, o mais provável era que Quil teria que retirar-se por incapacidade. Os guardas que dispararam aos dois SEALs poderiam escapar da corte marcial se seus advogados fossem realmente hábeis, mas o mínimo seria que os dessem baixa. A extensão do dano para as carreiras do capitão Udaka e o segundo comandante Boyd estava por ver-se; o objetivo de Edward eram os que tinham disparado, mas o efeito da onda iria todo o caminho até o capitão.
— Tenho vinte e sete anos — disse Edward - é quase o limite máximo para as missões ativas. Além disso, sou muito bom em meu trabalho. A Armada sempre me promove por isso, dizem que meu grau é muito alto para ir às missões.
— Quer trabalhar comigo? —perguntou James de forma casual.
Tinha-o considerado. Muito seriamente. Mas algo seguia incomodando, algo que não podia enfocar completamente.
— Eu gostaria. Se as coisas fossem diferentes, faria-o, mas...
— Que coisas?
Edward encolheu de ombros. Ao menos poderia desprender de parte do mal-estar que sentia.
— Uma mulher —disse ele.
— Oh, maldição —James deu uma patada para trás e examinou a grama sobre a ponta de suas botas. — Se for uma mulher, não poderá se concentrar em nada até que a tire da cabeça, malditas sejam suas doces e pequenas peles —disse ele afetuosamente.
Edward não estava seguro de poder tirar Bella da cabeça. Não estava seguro de querer fazê-lo. Não perguntou ele por que tinha desaparecido sem dizer, adeus espero que se sinta melhor. Mike e Sam disseram como a arrastaram, chutando, gritando e jurando, a bordo do avião e devolvido a Atenas. Imaginava que seu pai, junto com a política de segredo da Armada concernente aos SEALs, tinham-na prevenido de averiguar a qual hospital o tinham levado.
Sentia saudades. Sentia saudades de sua coragem, sua força de vontade para fazer tudo o que precisava fazer. Sentia saudades da serenidade de sua expressão, e o calor de sua forma de fazer amor.
Deus, sim.
A única lembrança, mais que qualquer de outra, que estava marcada em seu cérebro foi o momento quando ela tinha estendido a mão para seu cinto e dito nesse feroz sussurro:
— Eu farei!
Ele tinha compreendido. Não só o por que ela precisava estar no controle, mas também a coragem que teve para apagar as más lembranças e substituí-las por boas. Era virgem; havia dito a verdade sobre isso. Não sabia o que fazer e não tinha esperado a dor. Mas tinha-o tomado de todos os modos, doce e calidamente, deslizando seu pequeno e apertado corpo nele e destruindo seu controle em uma forma que nenhuma mulher o tinha feito.
Ela pôde ter sido uma pequena, indefesa e consentida garota da sociedade; deveria ter sido exatamente isso. Em seu lugar, comportou-se da melhor forma ante uma situação tensa e perigosa, fez o que pôde para ajudar sem fazer uma queixa.
Gostou de estar com ela, falar com ela. Era muito difícil para um solitário aceitar facilmente a palavra amor conectada a alguém que não era da família, mas com Bella... possivelmente. Queria passar mais tempo com ela, saber se estava melhor, deixar que desenvolvesse o que seja que tinham que desenvolver.
Desejava-a.
Mas primeiro. Tinha que recuperar as forças; agora já podia caminhar pelos cômodos sem ajuda, mas devia pensar duas vezes antes de dirigir-se só aos estábulos. Tinha que decidir se ficava ou não na Armada; sentia que o tempo passava, posto que a razão pela qual se uniu em primeiro lugar estavam tirando enquanto ele subia de posto. Se não ia permanecer como um SEAL, então o que faria para viver? Tinha que decidir tinha que conseguir estabelecer sua vida.
Bella poderia não estar interessada em qualquer tipo de relação com ele, embora pela forma que Sam e Mike haviam descrito sua partida, não pensava que esse era o caso. O dia de amor que tinham compartilhado tinha sido mais que proximidade para ambos.
Entretanto, ficar em contato com ela poderia tomar um pouco de esforço. Essa manhã se comunicou por telefone com a embaixada em Atenas. Deu seu nome e pediu falar com o Bella Swan. Entretanto, foi o embaixador Charlie Swan quem respondeu, e a conversação não tinha sido cordial.
— Não é que Bella não aprecie o que fez, mas estou seguro que compreende que ela deseja esquecer tudo isso. Falar com você a faria recordar tudo e a incomodaria de forma desnecessária — o embaixador havia dito com uma voz fria e bem educada, sua dicção era o que a melhor que o dinheiro podia comprar.
— Essa é sua opinião ou a dela? —tinha perguntado Edward, com tom glacial.
— Não vejo que importância tem isso —tinha respondido o embaixador, e desligou.
XxXxXxXxXxXxEdward decidiu que descansaria por enquanto. Não estava em forma para fazer muito a respeito, assim esperaria. Quando decidisse o que ia fazer, teria bastante tempo para ficar em contato com Bella, e agora que sabia que o embaixador tinha dado ordens para que não passassem suas chamadas a ela, a próxima vez estaria preparado para dar uma volta final ao redor do pai de Bella.
— Ed —sua mãe o chamou do interior da casa, fazendo que seus pensamentos voltassem para presente. — Se sente cansado?
— Sinto-me bem —lhe disse ele.
Era um exagero, mas não estava excessivamente cansado. Olhou James e viu o sorriso de felicidade na cara de seu irmão.
— Com toda a preocupação que houve com você, esqueceu-se de minhas costelas quebradas —sussurrou James.
— Encantado de estar a seu serviço —disse Edward. — Só que não espere que vá fazer que me disparem cada vez que se quebre um pouco.
Toda a família ficava divertindo-se da forma que James reagia aos cuidados e mimos de Esme, como se a atenção o aterrorizasse, apesar de que nunca foi capaz de resistir a ela. James era massa nas mãos da Esme, mas por outro lado, todos eram. Tinham crescido com o bom exemplo de seu pai para ser diferente, e Carlile Cullen poderia grunhir e espernear, mas Esme pelo geral sempre conseguia tudo.
— James?
Edward controlou um sorriso quando James ficou rígido. O sorriso de suficiência tinha desaparecido de seu rosto como se nunca a tivesse tido.
— Senhora? —respondeu ele com cautela.
— Ainda esta com as costelas enfaixadas?
Essa familiar expressão aterrorizada estava em seus olhos agora.
— Ah... não, senhora.
Ele podia mentir; Esme teria acreditado. Mas nenhum deles tinha mentido nunca, nem sequer quando tinham as melhores intenções. Feriria muito os sentimentos da pequena tirana se descobrisse alguma vez que um de seus filhos tinham mentido.
— Sabe que tem que usar as ataduras por mais uma semana —disse a voz do interior da casa.
Era quase como estar escutando a Deus falar, exceto esta voz era suave, doce e com acento sulino.
— Sim, senhora.
— Venha para dentro e deixa que eu cuide disso.
— Sim, senhora —James disse de novo, com voz resignada. levantou-se da cadeira de balanço e se dirigiu à casa. Quando passou ao lado de Edward, murmurou-lhe. — Fazer com que atirassem em você não funcionou.— Tente outra coisa.
XxXxXxXxXxXxXxmarinapz4
Mais um capitulo pronto.... espero que goste....
Flah Malfoy
Oi... bom a Bella vai fazer o possivel pra ver ele denovo sim..... como vc viu no capitulo...... espero que goste......
mirian masen
Que bom que esta gostando....^^
MiLa Pereira
Mais um capitulo... espero que goste.....
Ermia
Ta ai mais um capitulo..... Espero que continue lendo...^^
Carol Venancio
Eu não me importo de ouvir (ler...^^) vc falando com vc mesma..... ta ai mais um capitulo.....
Jyss
Que bom que esta gostando........ ta ai mais um capitulo..... de onde eu tirei.... segredo de estado......^^
Nath Tsubasa Evans
Querida que bom que esta gostando tanto da fic..... de agora em diante vai ter mais pontos de vista do ed.... e esse ed não é muito meloso... chega a ser ate engraçado as vezes.....o proximo capitulo vai ser bem legal.... é o reencontro deles..... bom... mais um capitulo espero que goste.....
Kah Reche
Como vc viu o nosso edzinhu não perdeu nada...^^....
Nanda Souza Cullen
Bom nanda esse encontro vai ser no proximo capitulo....
Deboraa
Amore.... eles vao passar só um capitulo separados.... quando eles se encontrarem de novo vao ter uma surpresa..... amandu sua fic........
AMORES FAÇAM UMA AUTORA FELIZ..... NÃO SE ESQUEÇAM O BOTÃOZINHU AI EM BAIXO.....^^
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