MAIS UM CAPITULO... ESPERO QUE GOSTEM.......
Capítulo 8
Dois meses mais tarde, o xerife Edward Cullen estava de pé, nu frente à janela da agradável casa estilo espanhol de dois dormitórios que tinha comprado ao sul do Arizona. Estava olhando fixamente o deserto iluminado pela lua, e algo selvagem e quente percorreu pela vista. Seu treinamento SEAL lhe tinha ensinado a adaptar-se a qualquer ambiente, e o clima seco e quente não incomodava.
Uma vez que tomou a decisão de renunciar a sua comissão, as coisas caíram em seu lugar com rapidez. Ao escutar que ele tinha deixado a Armada, um ex-membro da equipe SEAL, que agora estava no pessoal do governador do Phoenix, tinha-lhe chamado e perguntado se estava interessado em servir os seguintes dois anos do mandato de um xerife que tinha morrido em seu escritório.
Ao princípio Edward ficou desconcertado; nunca tinha considerado ser um homem da lei. Além disso, não sabia nada das leis estatais do Arizona.
— Não se preocupe por isso —lhe havia dito seu amigo com despreocupação. — O posto de xerife é um cargo político, e a maior parte do tempo é mais administrativo que outra coisa. Entretanto, a situação vai mais prática. Renunciaram os ajudantes, assim estará com falta de homens até que possam contratar outros, e os que continuam aí estarão muito ressentidos contigo porque nenhum deles foi designado para terminar o mandato do xerife.
— Por que não? —perguntou Edward sem rodeios. — O que aconteceu com o ajudante do xerife?
— Ela é uma dos que renunciaram. Foi alguns meses antes do xerife morrer, foi trabalhar em Prescott.
— Nenhum dos outros está qualificado?
— Não diria isso.
— Então o que diria?
— Tem que compreender que não há muito onde escolher aí. Os jovens ajudantes são bons, realmente bons, mas são muito jovens. O tipo que tem vinte anos de experiência não está interessado. Que tem quinze é um idiota, e o resto dos ajudantes têm um ódio visceral.
Xerife. Edward pensou nisso, cada vez mais intrigado com a idéia. Não fazia ilusão de ter um trabalho fácil. Teria dificuldades com o veterano de quinze anos, pelo menos, e provavelmente todos outros ajudantes teriam algumas reserva e resistência de que trouxessem para alguém de fora. Diabos, gostava mais dessa forma. Os trabalhos fáceis não lhe interessavam. Preferia ter um trabalho desafiante.
— De acordo, estou interessado. O que envolve?
— Muita dor de cabeça, principalmente. O pagamento é decente, as horas são terríveis. Uma reserva indígena forma parte do condado, assim terá que tratar com a Bia. Em geral, esta não é uma área de muita delinqüência. Não tem muitas pessoas.
Então aqui estava, totalmente reposto, proprietário de uma casa e cem acres de terra, e fazia pouco tinha feito juramento como xerife, trouxe-se alguns de seus cavalos da casa de seus pais em Forks. Tinha sido toda uma mudança da Armada.
Era tempo de ver Bella. Tinha pensado muito nela nesses meses, mas ultimamente não podia pensar em mais nada. O sentimento de preocupação persistia, fazendo-se mais forte. Pôs seus recursos a trabalhar, e para sua surpresa averiguou que tinha abandonado Atenas à semana de ter retornado aí. Atualmente estava vivendo na residência privada dos Swan em Arlington, Virginia. Além disso, o mês passado o embaixador tinha solicitado repentinamente ser recolocado, e ele também retornou a Virginia. Edward desejou que o senhor Swan tivesse permanecido em Atenas, mas sua presença era um problema que poderia dirigir.
Sem importar o que seu pai fizesse ou dissesse, Edward estava determinado em ver Bella. Havia um assunto inacabado entre eles, uma conexão que tinha sido atalho repentinamente quando atiraram nele e a obrigaram a tomar um vôo para Atenas. Sabia que a cálida intimidade dessas longas horas juntos podiam ter sido um produto da tensão e da proximidade, mas neste ponto, importava-lhe um cominho, havia outras considerações, uma que não podia ignorar. Essa foi à razão de que tomasse um vôo do Tucson a Washington esta manhã. Precisava dormir, mas um pensamento seguia lhe dando voltas na cabeça. Ela estava grávida. Não podia dizer por que estava tão convencido disso. Era uma sensação visceral, uma intuição, inclusive uma conclusão lógica. Não tinham contado com nenhum meio de controle de natalidade; fizeram o amor várias vezes. Juntando os dois fatores a possibilidade de uma gravidez era enorme. Entretanto, não acreditava que era uma mera possibilidade; pensava que era um fato.
Bella ia ter um filho dele.
Não haveria uma etapa gradual para conhecer-se mutuamente, nem acostumar-se à idéia de uma relação séria. Se estiver grávida, casariam imediatamente. Se não gostava da idéia, convenceria-a. Era simples assim.
Estava grávida. Bella abraçou a esse precioso conhecimento, sem estar pronta para comunicar a mais alguém, certamente não a seu pai. O seqüestro e as seqüelas tinham posto um muro entre eles que nenhum podia transpassar. Seu pai estava desesperado por restabelecer sua relação anterior; nada mais poderia havê-lo induzido a renunciar a seu posto, uma ação que pôde ter sérias repercussões em sua carreira se, em geral, não tivessem pensado que ele tinha renunciado devido a que ela estava tão traumatizada pelo seqüestro que não podia ficar em Atenas e que ele queria estar com ela.
Bella tratou de não pensar no que fosse que ele podia estar envolvido, porque doía. Doía-lhe terrivelmente a possibilidade de que ele fosse um traidor. Uma parte dela simplesmente não podia acreditar; era um homem antiquado, um homem cuja honra não era só uma palavra a não ser uma forma de vida. Não tinha nenhuma prova, só a lógica e suas próprias deduções... Isso, e a expressão que ele não pôde ocultar completamente quando lhe perguntou em forma direta se estava envolto em algo que pôde ter causado que a seqüestrassem.
Também doía terrivelmente que a tivesse mantido afastada do Edward. Fizera algumas averiguações quando chegou a Virginia, mas uma vez mais tinha se chocado com um muro de pedra. Ninguém daria nenhuma informação sobre ele. Inclusive tinha contatado os escritórios gerais do SEAL e educadamente tinham fechado as portas de novo. Ao menos com os SEALs era provavelmente por política para proteger as identidades dos membros da equipe e sua localização, dada a sensível natureza da unidade de anti-terrorismo.
Ia ter um filho dele. Queria que ele soubesse. Não esperaria nada que não queria dar, mas queria que soubesse sobre seu filho. E desesperadamente queria vê-lo outra vez. Estava à deriva, só e com medo, suas emoções eram confusas e necessitava um pouco de segurança. Ao menos nessa parte de sua vida. Ele não era o tipo de homem que se afastaria sem pensar de seu filho e ignoraria sua existência. Este bebê seria um vínculo permanente entre eles, algo com o que podia contar.
Duvidava que seu pai cedesse a respeito de Edward, inclusive se soubesse do bebê; seu sentido de posse provavelmente se estenderia ao neto, inclusive a um ilegítimo. Ele se encarregaria de tomar medidas para manter em segredo sua gravidez, e inclusive quando se soubesse a notícia, como indevidamente passaria, as pessoas assumiriam que foi produto da violação, e a olhariam com piedade e lhe diriam quão valente era.
Pensou que enlouqueceria. Tinha escapado só para ter seu pai seguindo-a. Ele sentia pânico se ela fosse a algum lugar sem escolta. Tinha seu próprio automóvel, mas não a deixava conduzi-lo; queria que seu chofer a levasse onde quer que fosse. Teve que sair escondida para ir a uma farmácia e comprar um teste de gravidez, embora estava bastante segura de que estava grávida. A prova simplesmente confirmou o que seu corpo já lhe havia dito. Bella sabia que teria que estar preocupada por esta gravidez não planejada, mas era a única coisa agora em sua vida que a tinha feito feliz. Sentia-se tão sozinha; o seqüestro e as longas horas a sós com Edward tinham afastado-a das demais pessoas de sua vida. Tinha lembranças que não podia compartilhar, pensamentos e necessidades que ninguém poderia entender. Edward tinha estado aí com ela; tinha compreendido sua ocasional abstração, sua reticência de falar sobre isso. Não que fosse reservada, mas teria gostado de conversar com alguém que a compreendesse. Mas o que compartilhou com Edward era como uma experiência de combate, formando um laço único entre as pessoas que tinham vivido.
Não poderia manter em segredo sua gravidez por muito tempo; tinha que organizar com cuidado o pré-natal, e todas as chamadas telefônicas agora eram gravadas. Supôs que poderia sair escondida de novo e marcar uma consulta com o doutor de um telefone público, mas que a condenassem se o fizesse.
Era adulta e logo seria mãe. Odiava o fato de que sua relação com seu pai se deteriorou a ponto de apenas falarem o necessário, mas não pôde encontrar uma forma de arrumar as coisas. Enquanto existisse a possibilidade de sua implicação em atividades que tivessem a ver com traição, estaria indefesa. Queria que explicasse, que desse uma razão plausível do por que a tinham seqüestrado. Queria deixar de olhar sobre seu ombro cada vez que saisse; não queria sentir-se como se realmente precisasse ser protegida. Queria viver uma vida normal. Não queria que seu bebê crescesse em uma atmosfera de medo.
Mas essa era exatamente a atmosfera que se respirava na casa. Estava sufocando. Tinha que escapar, tinha que tirar esse medo recorrente que, enquanto seu pai estivesse envolvido no que fora que tinha dado essa expressão de culpa, podiam-na seqüestrar de novo. O mesmo pensamento fez que quisesse vomitar, e agora não tinha que preocupar-se só com ela. Tinha que proteger a seu bebê.
A fadiga dos primeiros meses de gravidez tinham levado ao hábito de dormir tarde, mas essa manhã despertou cedo, devido aos pássaros escandalosos que brigavam pelo território da árvore para fora de sua janela. Uma vez acordada, vieram logo as nauseia, e fez sua habitual carreira matinal ao banheiro. Também como era usual, quando o ataque do mal-estar matinal passava, sentia-se bem. Olhou pela janela a brilhante manhã e se deu conta que tinha uma fome pouco comum, a primeira vez em semanas que a idéia de comer lhe parecia atrativa.
CONT.
Eram seis em ponto, muito cedo para que Adele, a cozinheira, tivesse chegado. O café da manhã era normalmente às oito, mas ela acordava mais tarde. Seu estômago grunhiu. Não podia esperar outras duas horas para comer algo.
Vestiu o roupão e as sapatilhas, e em silêncio abandonou sua habitação; o dormitório de seu pai estava na parte superior das escadas, e não queria despertá-lo. É mais, não queria ter que jogar conversa fora com ele. Ele se esforçava muito em atuar como se nada tivesse acontecido, e não lhe podia responder como o fazia antes.
Ele deveria estar dormindo ainda, pensou ela, mas quando chegou à parte superior da escada, escutou-o dizer algo que não pôde entender. Deteve-se, perguntando-se se a tinha ouvido depois de tudo e estava chamando. Logo escutou dizer a Mack em tom brusco, e ela se paralisou.
Um gelo percorreu por todo o corpo, e doeu o estômago. O único Mack que conhecia era Mack Prewett, mas por que seu pai estaria falando com ele? Mack Prewett ainda estava em Atenas, por isso ela sabia, e posto que seu pai tinha renunciado, não deveria ter nenhuma razão para falar com ele.
Então seu coração começou a pulsar com força quando lhe ocorreu outra possibilidade. Possivelmente havia dito Cullen e ela só escutou a primeira sílaba. Possivelmente estava falando sobre o Edward. Se escutasse poderia averiguar onde estava, ou ao menos como estava. Sem nenhuma outra informação sobre sua condição, tinha sido difícil de acreditar a afirmação do Almirante Lindley de que ele se recuperaria completamente. A crença requeria confiança, e já não confiava mais no almirante ou em seu pai.
Aproximou-se sigilosamente à porta e apoiou sua orelha nela.
—... terminado logo —estava dizendo ele em forma brusca, logo se calou por um momento. — Não negociei sobre isto. Não concordaria se soubesse que Bella ia estar envolvida. Terminou, Mack.
Bella fechou os olhos com desespero. O gelo tinha retornado, inclusive mais frio que antes. Estava envolvido, ele e Mack Prewett. Mack era da CIA. Era um agente duplo, e se fosse, para quem? A religião ou o dinheiro parecia ser a força detrás da maioria das diferenças nestes dias; como encaixariam seu pai e Mack Prewett nisto? Que informação teria seu pai que não a tivesse Mack?
A resposta a evitou. Podia ser algo. Seu pai tinha amigos em todos os países da Europa, e qualquer variedade de informação confidencial poderia vir de sua parte. O que não tinha sentido era por que ele venderia essa informação; já era um homem rico. Mas o dinheiro, para algumas pessoas, era tão fascinante como uma droga. Nenhuma quantidade era suficiente; tinham que ter mais, e mais. Poderia haver se equivocado tanto ao julgá-lo? Ainda o olhava com olhos de uma menina, vendo só a seu pai, o homem que tinha dado segurança a sua vida, em vez de um homem cujas ambições tinham manchado sua honra?
Às cegas, foi tropeçando até seu quarto, sem se importar se seu pai a ouvia. Entretanto, ele ainda devia estar absorto em sua conversação ou ela não fez tanto ruído como pensava, porque a porta permaneceu fechada.
Ela se fez um novelo na cama, abraçando-se de forma protetora ao redor do pequeno embrião que estava em seu útero.
O que não tinha negociado? O seqüestro? Isso foi a quase dois meses atrás. Havia uma nova ameaça para usá-la para assegurar-se que fizesse algo?
Estava procurando provas na escuridão com estas descabidas conjeturas, e o odiava. Era como estar em território estrangeiro, sem nenhum sinal que a guiasse. O que devia fazer? Levar suas suspeitas ao FBI? Não tinha nada de concreto no que apoiar-se, e através dos anos seu pai tinha feito muitos contatos no FBI; em quem poderia confiar?
E o mais importante, se permanecia aqui, estaria em perigo? Possivelmente suas conjeturas não eram descabidas assim. Tinha visto muita coisa durante os anos de seu pai no serviço diplomático e observado inclusive mais quando começou a trabalhar na embaixada. Passavam coisas, ocorriam enganos, desenvolviam-se situações perigosas. Dado o seqüestro, a reação de seu pai e agora sua atitude irracional com sua segurança, não pensava que pudesse assumir que tudo estaria bem.
Tinha que escapar.
Febrilmente, começou a tratar de pensar em algum lugar aonde ir, no qual não fosse fácil encontrá-la, e como poderia chegar ali sem deixar um rastro que conduzisse a um terrorista meio competente direto a ela. Por outro lado, Mack Prewett não era um burocrata meio competente, era espantosamente eficiente; era como uma aranha, com redes de contatos que se pulverizavam em todas as direções. Se comprasse uma passagem aérea usando seu verdadeiro nome, ou pagava com um cartão de crédito, ele saberia.
Para ocultar-se realmente, teria que ter dinheiro vivo, em grande quantidade. Isso significava esvaziar sua conta bancária, mas como o conseguiria sem que seu pai solbesse? Tinha chegado ao ponto onde teria que descer pela janela e caminhar ao telefone público mais próximo para pedir um táxi.
Possivelmente a casa já estava sendo vigiada.
Gemeu e cobriu o rosto com as mãos. OH, Deus, isto estava deixando-a paranóica, mas se atrevia a não suspeitar de nada? Como observou um engenhoso, até os paranóicos tinham inimigos.
Tinha que pensar no bebê. Sem importar quão paranóica pudesse parecer a ação, tinha que pecar pela prudência. Tinha que vestir-se com roupas escuras, deslizar-se pela janela nas primeiras horas da manhã e engatinhar pelo chão até que estivesse bem longe desta casa... tão ridículo como soava, faria-o. Esta noite? Quanto mais cedo partisse, melhor.
Esta noite.
Tomada a decisão, respirou fundo e tratou de pensar nos detalhes. Teria que levar um pouco de roupa. Teria que tomar seu talão de cheques e sua caderneta de economias, para poder fechar suas contas correntes e de economias. Teria que levar seus cartões de crédito e tirar tanto dinheiro quanto pudesse delas; juntando tudo daria uma quantidade considerável, quase meio milhão de dólares. Como poderia transportar essa quantidade de dinheiro? Necessitaria uma bolsa vazia.
Isto estava começando a soar absurdo, inclusive para ela. Como se supunha que ia engatinhar pela grama na escuridão, arrastando duas malas com ela?
Pensa! Gritou consigo mesma ferozmente. De acordo, não poderia levar roupa ou malas com ela.
Tudo o que precisaria levar era o dinheiro vivo, que eram várias centenas de dólares, seu talão de cheques e sua caderneta de economias, e seus cartões de crédito, que destruiria depois que cumprissem com seu propósito. Podia comprar roupa nova e maquiagem, assim como a bagagem que necessitaria imediatamente, logo que abrisse a loja de descontos. Podia comprar tintura para o cabelo, mas isso seria depois de que fosse ao banco. Não queria que a caixa fosse capaz de descrever seu disfarce.
Com o dinehiro na mão, teria várias opções. Poderia comprar uma passagem em Amtrak a qualquer direção, logo descer do trem antes de chegar ao destino. Depois poderia comprar um carro usado, pagando em dinheiro, e ninguém saberia aonde teria ido. Para estar no lado seguro, conduziria esse carro só por um dia, logo o trocaria por outro melhor, pagando de novo em dinheiro.
Estas eram medidas drásticas, mas teriam que ser feitas. Ainda não estava segura de não estar sendo ridícula, mas se atrevia a apostar dessa forma, quando sua vida e a de seu bebê, podiam estar por um fio? Tempos desesperados requerem medidas desesperadas. Quem havia dito isso? Possivelmente um revolucionário do século dezoito; se for assim, soube como se estava se sentido. Tinha que desaparecer tão completamente como fosse possível. Enviaria um postal por correio a seu pai antes de abandonar o povo, para dizer que estava que estava bem, mas que pensava que seria melhor que se afastasse por um tempo, ou do contrário poderia pensar que a seqüestraram de novo, e ele enlouqueceria de angústia e terror. Não podia fazer isso.
Mas havia o bebê, a pequena presença imperceptível para qualquer um, menos para ela. Podia senti-lo em seus seios, que haviam se tornado tão sensíveis que sempre estava consciente deles, e na crescente sensibilidade e a pressão na parte inferior de seu abdômen, à medida que seu útero começava a crescer com o líquido amniótico e o aumento do fluxo sangüíneo. Era quase uma sensação quente, como se a nova vida que se formava dentro dela estivesse gerando calor pelo esforço de desenvolver-se.
O bebê de Edward.
Faria algo, sem importar tudo quão dramática fora, para mantê-lo a salvo. Tinha que encontrar algum lugar seguro onde conseguir a atenção pré-natal que necessitava. Teria que trocar de nome, conseguir uma nova habilitação e um novo cartão do seguro social; não sabia como ia obter as duas últimas, mas conseguiria.
Era outra coisa que havia considerar. Seria estúpido de sua parte viver de seu dinheiro vivo até que acabasse. Precisaria de um trabalho, algo que pagasse o suficiente para manter um teto sobre suas cabeças e comida em seus estômagos. Tinha faculdade em arte e história, mas não poderia usá-la com seu próprio nome, assim não poderia utilizá-la para conseguir um trabalho de professora.
Cont.
Não sabia ainda como iria trabalhar; simplesmente teria que esperar e ver. Não importava o que fizesse, atender mesas ou um trabalho de escritório, faria o que estivesse disponível.
Olhou o relógio: as sete e meia. Apesar dos nervos, tinha muita fome agora, até o ponto de sentir-se doente. Seu corpo incomodado tinha sua própria agenda, ignorando as molestas emoções e concentrando-se só nos assuntos à mão.
O pensamento a fez rir. Era quase como se o bebê já estivesse chutando com seu diminuto pé e mandando o que queria.
Com ternura pressionou sua mão sobre o ventre, sentindo uma ligeira firmeza que não tinha estado aí antes.
— Está bem —lhe sussurrou ela. — Te alimentarei.
Tomou banho e se vestiu, preparando-se mentalmente para enfrentar a seu pai sem revelar nada. Quando entrou na sala do café da manhã, ele a olhou com uma expressão de prazer, suavizada rapidamente pela cautela.
— Bom, é um prazer ter sua companhia —disse ele, dobrando o periódico e colocando-o a um lado.
— Uns pássaros me despertaram —disse ela, indo ao aparador para servir umas torradas e ovos. Lutou contra a breve onda de nauseia pela vista do embutido, e trocou de opinião sobre os ovos, decidindo-se por torradas e fruta. Esperava que fora o suficiente para satisfazer a mandona e pequena criatura.
— Café? —perguntou-lhe seu pai quando se sentou.
Ele já tinha a cafeteira de prata em sua mão, lista para servir.
— Não, hoje não —disse ela depressa, quando seu estômago se apertou outra vez, como aviso. — Estive bebendo muita cafeína este último tempo, estou tratando de reduzi-la —essa era uma mentira direta. Tinha deixado de beber tudo o que tivesse cafeína logo que suspeitou que poderia estar grávida, mas era como seu sistema ainda a advertisse contra ela. — Beberei suco de laranja —até agora, isso não tinha revirado o estômago.
Dedicou-se a sua comida, respondendo cortesmente a seus intentos de conversação, mas não tinha forças para entrar com entusiasmo a uma discussão com ele da forma que fazia antes. Logo que podia olhá-lo, temerosa de que seus sentimentos se fizessem evidentes em seu rosto. Não queria que estivesse mais alerta do que estava.
— Vou almoçar com o congressista Garth —lhe disse ele. — Quais são seus planos para o dia?
— Nenhum —respondeu ela. Todos seus planos eram para a noite.
Olhou-a aliviado.
— Então, verei-te a tarde. Eu vou dirigindo, assim Pool estará disponível para te levar onde quiser, se for sair.
— Está bem —disse ela, estando de acordo com ele, porque não ia a nenhum lado.
Uma vez que ele se foi, ela passou o dia lendo e dormindo. Agora que tinha decidido partir, sentia-se mais em paz. Amanhã seria um dia exaustivo, assim precisava descansar enquanto pudesse.
Seu pai retornou no meio da tarde. Bella estava sentada na sala de estar, lendo um livro. Olhou-o quando entrou e imediatamente notou como se relaxava seu olhar de preocupação quando a viu.
— Teve um almoço agradável? —perguntou ela, porque isso era o que teria feito antes.
— Sabe como são estas coisas políticas —disse ele.
Em outro tempo ele teria sentado e contando tudo sobre isso, mas esta vez evadiu brandamente falar coisas específicas. O senador Garth estava em vários importantes comitês concernentes à segurança nacional e assuntos exteriores, antes de que pudesse lhe fazer mais pergunta, ele foi para o escritório, fechando a porta atrás dele. Antes, mantinha-a sempre aberta como um convite para que o visitasse quando quisesse. Com tristeza, Bella olhou a porta fechada, logo retornou a seu livro.
A campainha da porta a assustou. Pôs a um lado o livro e foi responder, olhando com cautela pela mira antes de abrir a porta. Um homem alto e de cabelo acobreados estava parado aí.
Seu coração saltou freneticamente, e a apertou com uma onda de enjôo, atrás dela, escutou a seu pai sair de seu estudo.
— Quem é? —perguntou ele com dureza. — Me Deixe atendê-lo.
Bella não respondeu. Abriu de um puxão a porta e olhou fixamente aos olhos verdes e frios de Edward. Seu coração pulsava tão forte que logo que podia respirar.
Esse duro olhar se deslizou por seu corpo e logo a seu rosto.
— Está grávida? —perguntou ele com calma, sua voz foi tão baixa que seu pai não pôde ouvir, apesar de que estava aproximando com rapidez.
— Sim —sussurrou ela.
Ele assentiu com a cabeça, um lacônico movimento de sua cabeça como se isso decidisse tudo.
— Então, nos casaremos.
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OBRIGADA POR TODAS AS REVIEWS LINDAS QUE ESTOU RECEBENDO.......
ATÉ O PROXIMO CAPITULO........
