Amores mais um capitulo...... espero que gostem.......^^

Capítulo 11

Ele estava com um terno cinza escuro posto com botas negras e um chapéu negro. Bella vestiu branco, era um vestido simples, sem mangas que chegava aos tornozelos, de linhas clássicas e sem adornos. Seu cabelo estava recolhido em um coque frouxo, com umas poucas mechas que caíam sobre seu rosto para suavizar o efeito. Suas únicas jóias eram um par de brincos de pérolas. Arrumou-se no banheiro do dormitório, enquanto ele tomava banho no banheiro do corredor. Encontraram-se na porta entre as duas habitações, preparados para dar o passo que os converteria em marido e mulher.

Ante sua franca declaração de amor, tinha aparecido uma expressão igualmente franco de satisfação, e por uma vez não ocultou nada do que ele estava sentindo.

— Não sei nada de amor —disse ele, com uma voz tão calma que ela quis sacudi-lo. — Mas sim sei que nunca desejei a uma mulher como desejo a ti. Sei que este casamento é para sempre. Cuidarei de você e de nossos filhos, retornarei a casa contigo todas as noites e farei todo o possível para te fazer feliz.

Não era uma declaração de amor, mas certamente era uma de devoção, e as lágrimas que chegavam tão facilmente esses dias, alagaram seus olhos. Seu guerreiro contido devia amá-la, quando baixou a guarda o mais que podia. Tinha passado anos bloqueando suas emoções, enquanto operava em situações tensas de vida ou morte, que demandavam pensamentos e decisões frias e precisas. O amor não era nem frio nem preciso; era turbulento, imprevisível, e o deixava vulnerável. Ele se aproximaria do amor com tanta cautela como se fora uma bomba.

— Não chore —disse ele brandamente—. Juro que serei um bom marido.

— Eu sei —respondeu ela, e então foram a seus banheiros separados para preparar-se para o casamento.

Tomaram um táxi para ir à capela, uma das mais pequenas, que não tinha tanta atividade nem tinha serviço de carros. Casar-se em Las Vegas não implicava um grande esforço, embora Edward se preocupou em fazê-lo especial. Comprou-lhe um pequeno buquê de flores e deu de presente um delicado bracelete de ouro, que o pôs em seu braço direito. Seu coração pulsava com força enquanto estavam de pé ante o juiz de paz, e o bracelete parecia queimar o braço. Edward sustentou a mão esquerda firmemente com a direita. Seu apertão era quente e gentil, mas inquebrável.

Na aparência, tudo era muito civilizado, mas do primeiro momento que se conheceram, Bella tinha estado muito sintonizada com ele, e detectou o sentido de posse básico de suas ações. Já a tinha reclamado sua em forma física, e agora o estava fazendo legalmente. Já levava a seu filho dentro dela. Seu ar de satisfação masculina era quase visível, de tão forte que era. Também a sentiu, quando recitou com calma seus votos, esta união de suas vidas. Durante um longo e ardente dia em Benghazi, tinham forjado um laço que ainda persistia, apesar dos sucessos que os tinham separado.

Tinha outra surpresa. Bella não tinha esperado um anel, não com tão pouca antecipação, mas no momento adequado Edward tirou do interior do bolso de sua jaqueta dois anéis de ouro, uma para ela e a outra para ele. O dela ficou um pouco solto quando o deslizou por seu nódulo, mas seus olhos se encontraram em um momento de compressão perfeita. Ela subiria de peso, e logo o anel ficaria bem. Ela tomou o anel maior e largo e a deslizou no dedo anelar da mão esquerda, e se emocionou com uma satisfação primitiva. Lhe pertencia, Por Deus!

Seu casamento foi devidamente registrado, o certificado assinado e atestado, e tomaram outro táxi para o hotel.

— Jantar —disse ele, conduzindo-a por volta de um dos restaurantes do hotel. — Não comeu nada no avião, e já passa da meia noite no fuso horários que viemos.

— Poderíamos mandar o serviço de quarto trazer o jantar—sugeriu ela.

Seus olhos tomaram esse olhar sensual.

— Não, não podemos —seu tom foi categórico e um pouco forçado. Sua mão era cálida e firme nas costas de Bella. — Precisa comer, e não confio que dure meu autocontrole a menos que estejamos em lugar público.

Possivelmente alimentá-la era sua única preocupação, ou possivelmente sabia mais de sedução que a maioria dos homens, pensou ela enquanto se observavam mutuamente. Sabendo que iam fazer amor logo que chegassem à suíte, antecipando o peso de seu corpo sobre ela, o duro impulso de seu corpo sobre ela... a frustração a preparou para ele de forma tão segura como se estivesse acariciando a pele. Seus seios se levantaram duros e inflamados contra o tecido de seu vestido. Seu interior estava tenso pelo desejo, assim teve que juntar as pernas para aliviar a pulsação. Ele baixou o olhar a seus seios, e como antes, não pôde suavizar sua resposta. Pôde sentir sua própria umidade, sentir o peso em seu útero.

Ela nem soube o que comeu... algo brando, para reduzir as possibilidades da nauseia dos primeiros meses de gravidez. Bebeu só água. Mas também ela podia participar deste jogo, assim se mastigava bem devagar enquanto olhava à boca ou em direção a seu colo, lambia delicadamente os lábios, estremecendo-se de prazer quando se obscureceu seu rosto e endureceu seu queixo. Bella acariciou a borda de seu copo de água com a ponta do dedo, apanhando seu olhar, fazendo que Edward respirasse mais fundo e rápido. Por debaixo da mesa, esfregou seu pé contra sua musculosa panturrilha.

Ele se voltou para chamar o garçom com um olhar fulminante.

— A conta! —ladrou ele, e o garçom se apurou em obedecer essa voz de comando.

Edward rabiscou o número do quarto e seu nome fictício na conta, e Bella o olhou com diversão. Era difícil de acreditar que ele pudesse recordar algo como isso quando ela logo que podia caminhar.

Em vingança, quando retirou a cadeira para que pudesse ficar de pé, ela deixou que os nódulos de uma mão roçassem muito ligeiramente em seu membro. Ele ficou absolutamente rígido por um momento e sua respiração saiu vaiando entre seus dentes. Toda inocência, Bella se voltou para ele e lhe deu um doce olhar de "aconteceu alguma coisa?".

Seu rosto se obscureceu ainda mais pelo rubor que corria sob sua pele bronzeada. Sua expressão era determinada, um pouco longínqua, mas seus olhos brilhavam como diamantes. Sua grande mão se fechou firmemente em seu cotovelo.

— Vamos —sussurrou ele, com o mesmo tom que ela tinha escutado a primeira vez no escuro quarto do Benghazi. — E não faça isso de novo, ou juro que vamos fazer amor no elevador.

— Sério? —sorriu-lhe ela sobre seu ombro. — O que... edificante.

Um leve mas visível tremor o atormentou, e o olhar que deu lhe prometia um justo castigo.

— E eu que pensava que era tão doce.

— Sou doce —declarou ela enquanto caminhavam para o elevador. — Mas não sou fácil de derrubar.

— Veremos isso. Vou ter que te fazer cair —chegaram aos elevadores e ele apertou o botão de chamada com mais força do que necessário.

— Não terá que empurrar com força. De fato, só tem que soprar para me derrubar —deu outro doce sorriso e franziu seus lábios, soprando um pouco de ar contra seu peito como demonstração.

As portas se abriram e eles permaneceram atrás para permitir a saída dos outros. Permaneceram sozinhos dentro, e apesar de que a gente correu tomar esse elevador, Edward apertou o número do andar logo o botão de fechar a porta. Quando o elevador começou a subir, voltou-se para ela como um tigre na frente a carne crua.

Ela se manteve com graça fora de seu alcance, olhando os números que mostrava o visor digital.

— Calma estamos quase chegamos.

— Tem toda a razão sobre isso —grunhiu ele, indo atrás dela.

Nos pequenos limites do elevador, Bella não tinha oportunidade de fugir, nem queria fugir dele tampouco. O que queria era enlouquecê-lo como a enlouquecia. Suas duras mãos rodearam sua cintura e a elevaram; pegou-a à parede com seu musculoso corpo. Ele empurrou seus quadris com insistência contra os seus, e ela ofegou vendo quão duro estava. Em forma automática, abriu suas pernas, permitindo acessar ao mais recôndito de seu corpo. Ele arremeteu contra ela, movendo ritmicamente os quadris, e sua boca desceu sobre a sua, cobrindo-a, com uma fome feroz.

O sino soou brandamente, e o elevador deu uma leve sacudida quando se deteve. Edward não a soltou, simplesmente deu volta e, com ela ainda em seus braços, saiu do elevador, caminhando com rapidez pelo vestíbulo para sua suíte. Bella rodeou o pescoço com seus braços e os quadris com suas pernas, contendo os pequenos gemidos cada vez que ele esfregava seu inchado sexo contra a sensível suavidade de sua entrada. O prazer a fazia arquear-se com cada passo, e indefesa sentia seus quadris ondular contra ele em uma busca sem sentido de um prazer mais profundo. Ele vaiou uma maldição entre seus dentes apertados.

Ela não soube se cruzaram com alguém no hall. Enterrou sua cara contra seu pescoço e sucumbiu ao crescente desejo. Tinha necessitado portanto tempo, sentindo saudades, preocupando-se com ele. Agora estava aqui, cheio de vida, quase tomando-a com a mesma singela ferocidade de antes, e não importou nada mais.

Ele a empurrou contra a parede, e por um terrível e delirante momento, ela pensou que o tinha tentado muito. Em vez disso, tomou as pernas que rodeavam sua cintura e as deslizou para o chão. Respirava com dificuldade, seus olhos estavam dilatados com uma fome sexual que não podia negar mais, mas em um nível, ele mantinha seu férreo controle. Edward levou um dedo a seus lábios para indicar silêncio, deslizou sua mão direita ao interior de sua jaqueta. Quando sua mão emergiu, tinha empunhada sua pistola automática. Deslizou o cartão pela fechadura eletrônica da porta de sua suíte, empurrou a maçaneta e entrou sem fazer ruído. A porta se fechou tão silenciosamente como se estivesse aberto.

Bella permaneceu imóvel no corredor, o repentino terror afugentou o desejo enquanto esperava com os olhos fechados e os punhos apertados. Toda sua concentração estava enfocada em tratar de ouvir algo do interior da suíte. Não escutou nada. Absolutamente nada. Edward se movia como um gato, mas também o faziam outros homens, homens como ele, homens que trabalhavam sob o amparo da noite e que podiam assassinar tão silenciosamente como ele tinha eliminado aquele guarda em Benghazi. Seus seqüestradores não tinham tido a mesma habilidade, mas quem é que estivesse detrás de seu seqüestro não usaria a homens árabes no meio do brilho e esplendor de Las Vegas. Possivelmente esta vez teria contratado a alguém mais mortífero, alguém mais interessado em cumprir com seu trabalho que em aterrorizar a uma mulher indefesa. Qualquer golpe, qualquer sussurro poderia assinalar o fim da vida de Edward, e ela pensou que desmoronaria pela tensão.

Não escutou a porta abrir-se de novo. Tudo o que escutou foi Edward dizendo "Tudo limpo", em um tom acalmado e normal, e logo voltou a estar em seus braços. Ela não pensou em mover-se; pensou que ele a tinha apanhado, empurrando a à segurança de seu abraço.

— Sinto muito —murmurou ele contra seu cabelo enquanto a levava para dentro. Deteve-se para pôr a trava e a corrente na porta. — Mas não quero arriscar sua segurança.

A fúria rugiu através dela como um incêndio. Levantou a cabeça do santuário de seu ombro e o olhou.

— O que diz da tua? —demandou ela com violência. — Tem alguma idéia do que me passa quando faz coisas como essa? Pensa que não dou conta quando te põe entre as demais pessoas e eu, assim se alguém atirar em mim, você será o único com o orifício da bala? —golpeou-lhe o assumiu com os punhos apertados, surpreendendo até ela mesma; nunca tinha golpeado ninguém antes. Golpeou-o outra vez. — Maldição, quero-te são e inteiro! Quero que nosso bebê tenha o seu pai! Quero ter mais filhos teus, e isso implica que tem que seguir vivo está me ouvindo?

— Estou —disse ele em um tom tranqüilizador, enquanto pegava seus punhos e os pressionava contra seu peito, imobilizando-os. — Eu gosto de fazer as coisas do meu modo. Isso quer dizer que vou fazer o que for necessário para mantê-los a ti e a Júnior a salvo.

Relaxou-se contra ele, seus lábios tremeram quanto tratou de reprimir as lágrimas. Ela não era uma pessoa que chorava facilmente; somente era a montanha russa hormonal de sua gravidez que fazia que se comportasse assim, entretanto, não queria chorar todo o tempo sobre ele. Tinha tido bastante que dirigir sem ter que tratar com uma esposa que chorona cada vez que dava uma volta.

Quando pôde conseguir um tom estável, ela disse com uma vozinha:

— Júnior?

Ela viu o brilho de seu olhar quando a elevou em seus braços.

— Isso eu acho —disse ele enquanto a levava a cama. — Minha família só produz homens, pelas contas somos dez, daqui a alguns meses onze.

Ele se inclinou e a colocou com suavidade na cama e se sentou a seu lado. Seu rosto era resolvido, enquanto estendia uma mão detrás dela para alcançar o fecho de seu vestido.

— Agora vejamos se posso te fazer retornar aonde estava antes de que te assustasse, e apresentamos o Júnior a seu papai —sussurrou ele.

Bella estava sobressaltada por uma mescla de acanhamento e inquietação quando desceu o vestido por seus quadris e pernas, para depois deixá-los de um lado. Desde que seus seqüestradores a tinham despido para aterrorizá-la, para romper seu espírito, não se sentia cômoda com sua nudez. Exceto por essas horas ocultas nas ruínas em Benghazi, quando Edward a obrigou finalmente a tirar a camisa e ela se perdeu em seus braços. Cada vez que era necessário que se despisse, como quando tinha que tomar banho, tinha pressa em fazê-lo e se vestia ou ficava um roupão o mais breve possível. Edward a queria nua.

Seu vestido já não estava, e a seda e encaixe do conjunto de sutiã e calcinha não eram muito amparo. Com habilidade, ele abriu o broche do frente de seu sutiã, soltando as taças e as fazendo colocando de um lado para revelar as curvas internas de seus seios. Bella não pôde evitá-lo; cruzou os braços em forma protetora sobre seus seios, mantendo o prendedor em seu lugar.

Edward se deteve, com o rosto imóvel enquanto subia o olhar para o rosto dela, examinando sua expressão indefesa e envergonhada. Ela não teve que dar explicações. Ele tinha estado aí, sabia.

ainda temos problemas com essa camisa? —perguntou ele gentilmente.

Ele acendeu um abajur. Ela estava exposta no pequeno círculo de luz, enquanto ele tinha seu rosto em sombras. Bella umedeceu os lábios e assentiu com a cabeça uma vez, essa pequena admissão foi tudo o que ele precisava.

Não podemos desfazer as coisas —disse ele com tom e rosto sério. Usando um dedo, acariciou ligeiramente as curvas superiores de seus seios, que sobressaíam do amparo de seus braços cruzados. — Podemos deixá-los para trás e seguir adiante, mas não podemos desfazê-los.

Ficam como parte de nós, trocam-nos por dentro, mas como passam outras coisas, trocaremos ainda mais. Lembro o rosto do primeiro homem que matei. Não me arrependo de fazê-lo, porque era um pedaço de escória que pôs uma bomba em um cruzeiro, matando a nove idosos que só estavam tratando de desfrutar seu retiro. Logo, quis matar a mim... mas sempre levo seu rosto comigo, no profundo de meu interior.

Fez uma pausa, pensando, recordando.

— Agora, ele é uma parte de mim, porque matá-lo me mudou. Fez-me mais forte. Sei que posso fazer o que for que tenha que fazer, e sei como seguir adiante. Matei a outros —disse ele, em forma tão calma como se estivessem discutindo sobre o clima, —mas não recordo seus rostos. Só o dele. E me alegro porque ganhei.

Bella o olhou, as sombras enfatizavam os planos e ocos de seu rosto sombrio, aprofundando a velhice de seus olhos. Muito dentro ela entendeu. A compreensão que ia mais à frente do pensamento no centro do instinto. Seu seqüestro a tinha mudado; enfrentou isso antes de que Edward a resgatasse. Ela era mais forte, mais decidida, mais disposta a tomar medidas. Quando ele apareceu essa manhã, ela tinha estado se preparando para tomar medidas extraordinárias para proteger-se e ao bebê que levava, desaparecendo da vida cômoda que sempre tinha conhecido. Tinha estado nua com o Edward antes... e o desfrutou. Faria-o de novo.

Lentamente, levantou uma mão e acariciou a linha precisa da pequena cicatriz de sua bochecha esquerda. Ele girou sua cabeça um pouco, esfregando sua bochecha contra seus dedos.

— Tire sua roupa — sugeriu ela brandamente.

Equilíbrio. Se sua nudez era compensada com a dele, estaria mais a vontade.

Suas sobrancelhas se levantaram com estranheza.

— De acordo.

Ela não teve que dar explicações, mas por outro lado, sabia que não era necessário. Estendida na cama observou como tirava a jaqueta, logo tirava a capa de sua arma, a qual guardou uma vez mais sua carga letal. Esta última foi colocada com cuidado sobre a mesinha, onde estaria dentro do alcance. Logo tirou a camisa e a atirou no chão, junto com seu vestido e sua blusa.

A nova cicatriz sobre seu abdômen superior era vermelha e franzida, e dividida em duas por uma grande cicatriz cirúrgica onde o cirurgião do navio o tinha aberto para deter a hemorragia e salvar a vida. Ela tinha visto antes a cicatriz, quando ele tirou a camisa antes de tomar banho, mas tinha ordens de não tocá-lo para não fazê-lo esquecer suas prioridades. Agora não tinha essa restrição.

Seus dedos se moveram sobre a cicatriz, sentindo o calor e a vitalidade do homem, e pensou quão fácil pode desaparecer tudo isso. Tinha estado tão perto de perdê-lo...

— Não pense nisso —murmurou ele, apanhando sua mão e levando a seus lábios. — Não aconteceu.

— Podia ter acontecido.

— Mas não aconteceu —seu tom era definitivo enquanto se inclinava para tirar as botas.

Caíram no chão com dois baques surdos, logo ficou de pé para desabotoar as calças.

Ele tinha razão. Não tinha acontecido. Alguém conhecia, aprendia algo e logo continuava. Estava no passado. O futuro era seu casamento e seus filhos. O presente era agora, e Edward tirou com rapidez o resto da roupa, com muita mais urgência.

Sentou-se outra vez a seu lado, cômodo em sua própria nudez. Tinha uma pele maravilhosa, pensou ela um pouco distraída, estendendo uma mão para acariciar seus ombros reluzentes e seu peludo peito, e esfregar os diminutos mamilos ocultos entre o pêlo até que se ergueram tensamente. Soube que o estava convidando a fazer o mesmo, e prendeu a respiração enquanto esperava que aceitasse.

Ele não a deixou esperando. Suas mãos foram às taças separadas de seu sutiã, e levantou o olhar para ela.

— Pronta? —perguntou ele com um ligeiro sorriso.

Ela não respondeu, só encolheu um ombro para que seus seios se livrassem do sutiã, e isso foi uma resposta suficiente.

Ele olhou para baixo, enquanto retirava a outra taça, e ela viu que suas pupilas brilhavam de excitação quando a olhou. Seu fôlego saía vaiando através de seus lábios separados.

— Vejo nosso bebê aqui —sussurrou ele, tocando com gentileza um mamilo com a ponta de um dedo. — Não aumentou nada de peso, seu estômago ainda é liso, mas ele te mudará aqui. Seus mamilos são mais escuros e crescidos —com um toque ainda mais suave, deu voltas ao redor da auréola, fazendo que se erguessem. Bella se queixou pela urgência do desejo, o brilho familiar que pulsava dos seios até seu sexo.

Ele esfregou seu polegar sobre a ponta, logo curvou brandamente sua mão sobre seu seio, levantando-o para que coubesse em sua palma.

— Quanto sensíveis estão? —perguntou ele, sem deixar de absorver estes novos detalhes de seu corpo.

— A... às vezes não posso resistir o roçar de meu sutiã —sussurrou ela.

— Suas veias são mais azuis, também —murmurou ele. — Parecem rios que correm sob uma capa de seda branca —ele se inclinou para baixo e a beijou, tomando posse de sua boca enquanto continuava acariciando seus seios com delicioso cuidado.

Ela se derreteu com um pequeno ronrono de prazer, elevando-se para poder saboreá-lo mais profundamente. Seus lábios eram tão quentes e fortes como ela recordava, tão deliciosos. Ele tomou seu tempo; o beijo foi lento e profundo, sua língua impiedosa. Seus seios, sensíveis pela gravidez, endureceram-se de forma quase dolorosa e seu sexo se voltou cálida e líquida.

Apoiou-a no travesseiro, cobrindo o corpo com as mãos, tirando o sutiã e depois a calcinha. Seus olhos brilharam ardentemente quando se inclinou sobre ela.

— Vou fazer com você tudo o que não pude fazer antes —sussurrou ele. — Não temos que nos preocupar de estar em guarda, ou de fazer ruído, ou de que horas são. — Vou te comer toda, querida.

Ela devia sentir-se alarmada, porque sua expressão era tão feroz e faminta que quase pôde tomar de forma literal. Em vez disso, estendeu-lhe os braços, quase frenética pela necessidade de sentir cobrindo-a, tomando-a.

Ele tinha outras idéias. Apanhou suas mãos e as pressionou à cama, como ela o tinha feito uma vez. Tinha crédulo o controle e agora devolveria o presente, arqueando seu corpo para cima para tudo o que fosse seu prazer.

Seu prazer eram seus seios, com suas mudanças fascinantes. Tomou um mamilo dilatado em sua boca, com cuidado e suavidade. Isso foi suficiente para fazê-la gemer, embora não de dor; a sensação de formigamento era incrivelmente intensa. Sua língua tocava seu mamilo, girando ao redor dele, logo o empurrou forte contra o paladar de sua boca quando começou a sugá-lo.

O grito dela foi débil e selvagem. Seus pulmões ficaram sem ar, e ela não podia respirar. OH, Deus, Bella não se deu conta que seus seios estivessem tão sensíveis, ou que ele os levasse de forma tão abrupta do prazer à dor em um reino tão duro e poderoso que não o podia suportar. Ela se moveu para cima, e ele controlou o movimento, mantendo-a de baixo, transferindo sua boca ao outro mamilo, que recebeu o mesmo cuidado e sedução, logo a pressão repentina e deliberada que a fez gritar de novo.

Ele não se deteve, gritou e suplicou, mas ele não se deteve. Escutou-se dizer com voz frenética e suplicante.

— Edward... por favor. OH, Deus, por favor! Não... mais. Mais —e logo, soluçou. — Mais forte! —e se deu conta que não estava suplicando para que parasse, mas sim que continuasse.

Retorceu-se em seus braços quando ele a empurrou cada vez mais alto, e cada vez mais forte, sua boca voraz sobre seus seios, e de repente todos seus sentidos se fundiram em um único e grande batimento do coração que se concentrou em seu sexo, e a fez explodir de prazer.

Quando ela pôde voltar a respirar e pensar de novo, seus membros estavam débeis e inertes depois disso. Ela estava sem forças sobre a cama, com os olhos fechados, e perguntando-se como tinha sobrevivido à implosão.

— Só por te sugar os seios? —murmurou ele com incredulidade enquanto a beijava, descendo por seu estômago. — OH, maldição, vamos nos divertir nos os próximos sete meses!

— Edward… espera —sussurrou ela, levantando uma mão para sua cabeça. Foi o único movimento que pôde fazer. — Não posso... preciso descansar.

Ele se deslizou entre suas pernas e levantou os quadris para seus ombros.

Não tem que se mexer —prometeu ele com uma voz rica e profunda. — Tudo o que tem que fazer é ficar aí deitada —logo, beijou-a, lenta e profundamente, e seu corpo se arqueou enquanto começava tudo de novo. Beijou toda sua extensão, fazendo pressão sobre o nervo tenso de prazer, rodeou com a língua algumas vezes antes de introduzi-la fundo. Nunca pensou que pudesse sentir prazer ainda maior do que o que já tinha sentido, mas a língua de Edward dentro de si era ainda melhor. Quando retirou a língua ouviu Bella soltar um murmúrio de reclamação, sorriu ainda de encontro ao sexo dela, nunca tinha sentido melhor sabor que esse, enquanto massageava o nervo tenso com a língua, introduziu dois dedos de uma vez dentro dela que gritou de prazer, jogando-se contra sua mão.

Mais uma vez ela chegou ao ápice antes dele colocar seus quadris entre suas coxas. Ela gemeu quando a encheu com um arremesso suave e poderoso. Tremeu sob ele, impactada pela grossura e profundidade de sua penetração. Como pôde esquecê-lo? O desconforto a tomou de surpresa, e se agarrou a ele enquanto tratava de ajustar-se e de aceitá-lo. Tranqüilizou-a, sussurrando palavras cálidas e suaves em seus ouvidos, acariciando sua carne, que estava tão sensível que inclusive a suavidade dos lençóis que tinha debaixo, sentia-as ásperas.

Mas, OH, como desejava isto. Isto. Não só prazer, a não ser a sensação de estarem unidos, a profunda e íntima união de seus corpos. Isto alimentava uma ânsia dentro dela que os clímax que lhe tinha dado não tinham começado a tocar. Elevou seus quadris. Queria tudo dele, queria-o tão profundo que tocasse seu útero, que amadurecia com sua semente. Ele tratou de moderar seus arremessos que a estavam levando rapidamente para outro clímax, mas afundou as unhas em suas costas, insistindo sem palavras em tudo o que tinha dado até agora.

Ele estremeceu, e com um gemido que saiu do profundo de sua garganta, deu-lhe tudo o que ela pedia.

Ficou adormecida depois disso. Era mais de meia-noite e estava esgotada. Preocupou-se com a presença do homem grande e musculoso que estava deitado a seu lado, entretanto, ele irradiava calor com seu corpo como um forno, e ela evitou despertar de seu cochilo.

Ele devia dormir como um gato, pensou ela, porque cada vez que despertava e trocava de posição, ele despertava também. Finalmente, a pôs em cima dele, colocando o rosto contra seu pescoço e suas pernas estendidas sobre seus quadris.

— Acho que agora pode descansar —murmurou ele, beijando o cabelo. — Ficou dormindo desta forma em Benghazi.

Ela recordava isso, recordava o longo dia que fizeram amor, as vezes que tinha colocado-a em cima enquanto dormiam, e algumas vezes dormiu. Ou possivelmente foi a única que dormiu enquanto ele permanecia alerta.

— Nunca dormi com um homem antes —murmurou ela, aninhando-se contra ele. — Dormir, dormir, quero dizer.

— Eu sei. Fui sua primeira vez em ambos os casos.

O quarto estava escuro, em algum momento ele tinha apagado o abajur, embora ela não recordou quando. As pesadas cortinas estavam fechadas para bloquear o néon da noite de Las Vegas, e só uns pequenos flashs de luz penetravam pelos cantos da cortina. Recordou brevemente aquele horrível quarto em Benghazi, antes que Edward a resgatasse, mas o apagou da memória. Isso já não tinha o poder de amedrontá-la. Edward era agora seu marido, e a dor prazerosa de seu corpo disse que o casamento tinha sido bem e totalmente consumado.

— Me fale de sua família —disse ela, e bocejou contra seu pescoço.

— Agora?

— Humm. Ambos estamos acordados, assim pode fazê-lo.

Sentiu um puxão de carne contra sua coxa superiora.

— Posso pensar em outras coisas para fazer —murmurou ele.

— Não estou descartando nada —ela retorceu seus quadris e foi recompensada com um movimento mais insistente. — Mas também pode falar. Me conte sobre o clã Cullen.

Ela pôde sentir seu ligeiro encolhimento de ombros.

Meu pai é amestrador de animais, minha mamãe é professora de escola. Vivem em uma montanha perto do subúrbios da Forks, Washington. Papai cria e treina cavalos. É o melhor que já vi .

— Assim que os cavalos realmente são um negócio familiar.

— Sim. Todos fomos criados a cavalo, Emmet foi à Academia da Força Aérea e chegou a ser piloto de jato, Jasper pilotava jatos para a Armada e James e eu fomos à Academia Naval e obtivemos nossas asas de águia. Ambos podemos voar em diferentes tipos de aviões, mas voar é só um meio de nos levar aonde necessitemos, nada mais. James abandonou a Inteligência Naval a alguns anos atrás.

O talento de Bella com os nomes veio em sua ajuda. Levantou a cabeça, todo o sono tinha desaparecido enquanto percorria essa lista de nomes em sua cabeça, deteve-se em um, reuniu os detalhes e ficou boquiaberta.

— Seu irmão é o General Emmet da Junta de Chefes do Estado Maior? É obvio. Quantos generais da Força Aérea se chamam Emmet Cullen?

— O único e irrepetível.

— Sério, conheci ele e a sua esposa. Acredito que foi no ano passado, em uma função de beneficência em Washington. Ela se chama Rosalie.

— Deu branco —ele se moveu um pouco, e ela o sentiu entre suas pernas.

Bella inalou quando ele deslizou em seu interior. Falando de dar branco.

— Emmet e Rose têm cinco filhos e Jasper e Alice têm dois —murmurou Edward, entre suave arremessos. — Júnior será o oitavo neto.

Bella se afundou contra ele, sua atenção se fez migalhas pelo prazer edificante com cada movimento de seus quadris.

— Não fale —disse ela, e escutou sua risada tranqüila quando deu uma volta e a colocou debaixo dele... bem onde ela queria estar.

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