Epílogo

— Gêmeos —disse Bella, ainda atônita, tão desconcertada quando Edward enquanto iam pelo caminho que serpenteava o flanco da montanha Cullen. — Meninos.

— Disse que seria —disse Edward, olhando o montículo de seu estômago, que era muito grande para cinco meses de gravidez. — Meninos.

Olhou-o com os olhos frágeis pela comoção.

— Não o fez —disse ela cuidadosamente. — Não disse que viriam de pares.

— Não nasceram gêmeos em nossa família antes —disse Edward. Para falar a verdade, ele se sentia tão trêmulo como Bella. - Estes são os primeiros.

Ela olhou fora da janela, seu olhar passava cegamente sobre a vista impressionante das montanhas escarpadas e azuis. Agora viviam em Forks; quando Edward terminou o período de dois anos como xerife no Arizona, declinou ocupar o cargo nas eleições, e tinham se mudado para mais perto do resto da família. James tinha estado atrás dele nesses dois anos para que se unisse a sua organização... embora Bella ainda não estava segura do que era exatamente essa organização... e Edward tinha cedido no final. Não estaria fazendo trabalho de campo, porque não queria arriscar a vida que tinha com Bella e Nessie, e agora destes dois novos bebês que estavam crescendo dentro dela, mas tinha uma estranha capacidade de planejamento para o inesperado, e esse era o talento que estava usando.

Toda a família, incluindo o pai de Bella, reuniu-se na montanha para celebrar o Quatro de Julho, que seria no dia seguinte. Edward, Bella e Nessie tinham ido dois dias antes para uma visita estendida, mas Bella tinha sua consulta programada para hoje, e ele conduziu ao povoado, para ir ao consultório do doutor. Dada a forma que se estava expandindo a linha de seu quadril, deveriam ter esperado as notícias, mas Edward simplesmente imaginou que ela tinha mais tempo de gravidez do que tinham pensado. Ver esses dois pequenos fetos no ultra-som tinha sido um impacto, mas não havia dúvida disso. Duas cabeças, dois traseiros, quatro braços e mãos, quatro pernas e pés... e ambos os bebês eram definitivamente varões. Em forma muito definitiva.

— Não posso pensar em dois nomes —disse Bella, soando muito próxima às lágrimas.

Edward deu uns tapinhas no joelho.

— Temos quatro meses mais para pensar em nomes.

Ela limpou o nariz.

— Não há forma —disse ela— que possa levá-los por quatro meses mais. Teremos que ter seus nomes antes disso.

Eram uns bebês grandes, muito maiores do que tinha sido Nessie nessa etapa.

— Depois de Nessie, precisei de muita coragem só para pensar em ter outro bebê —continuou ela. —tinha me preparado para um. — Um. Edward, o que acontecerá se ambos forem como Nessie?

Ele empalideceu. Nessie era um demônio. Nessie tinha a intenção de deixar toda a família de cabelo branco dentro de ano. Por ser uma pessoa tão pequena, com um vocabulário limitado, podia causar um incrível alvoroço em um período de tempo extraordinariamente curto.

Chegaram ao topo da montanha, e Edward reduziu a velocidade do carro à medida que se aproximavam da grande casa do rancho. Uma variedade de veículos estavam estacionados no pátio: a caminhonete de Carlile, o carro de Esme, o carro rendido do Jasper e Alice, o carro rendido do Embaixador e a motocicleta de James. Emmet, Rose e seus cinco rufiões tinham chegado de helicóptero. Parecia que havia meninos em todas partes, do filho mais jovem do Jasper, de cinco anos, ao John, que era o filho mais velho de Emmet, que estava na universidade e tinha vindo com sua namorada atual.

Iriam adicionar dois mais à turma.

Saíram e subiram os degraus para o alpendre. Edward a rodeou com um braço e a abraçou, inclinando seu rosto para lhe dar um beijo que rapidamente os excitou. Bella transbordava de uma sexualidade especial quando estava grávida, e a singela verdade era que ele não podia resistir a ela. Seu jogo amoroso freqüentemente se estendia nesses dias, agora que a gravidez havia tornado seus seios tão sensíveis como tinham estado quando esteve grávida da Nessie.

— Parem com isso! —disse Jasper alegremente do interior da casa - é você quem a pôs nessa condição em primeiro lugar!

Resistente, Edward soltou a sua esposa, e juntos entraram na casa.

— Isso não é exatamente a verdade —disse a Jasper, quem riu.

O grande televisor estava ligado. Jasper e James estavam vendo algum evento de saltos. Carlile e Emmet estavam discutindo de estratégia do exercito. Rose estava falando de política com o embaixador. Esme e Alice estavam organizando um jogo para os meninos mais pequenos e olhou conhecedoramente o arredondado estômago de Bella.

— Como foi na verificação? —perguntou ela.

— Gêmeos —disse Bella, ainda com esse tom intumescido.

Dirigiu a Edward um olhar indefeso, do tipo "Como aconteceu isto".

O torvelinho de atividade se deteve de repente. As cabeças se levantaram e giraram. O pai de Bella ficou boquiaberto. O rosto da Esme de repente empalideceu seu resplendor.

— Ambos são meninos —anunciou Edward, antes de que alguém perguntasse.

Um suspiro quase de alívio se escutou na habitação.

— Graças a Deus —disse Jasper fracamente. — O que aconteceria se houvesse outro... ou dois... como Nessie!

A cabeça de Bella se moveu de um lado a outro, quando começou a procurar uma pequena cabeça em particular.

— Onde está Nessie? —perguntou ela.

James se endireitou rápido de sua posição estendida no sofá. Os adultos olharam ao redor com um pânico crescente.

— Ela estava bem aqui —disse Jasper. — Estava arrastando uma das botas de papai.

Edward e Bella começaram uma rápida busca na casa.

— Faz quanto tempo? —perguntou Bella.

— Dois minutos, não mais. Bem antes que chegassem —Alice estava de joelhos, procurando sob as camas.

— Dois minutos! —Bella quase gemeu.

Em dois minutos Nessie quase podia destroçar a casa ela sozinha. Era surpreendente como uma pequena garotinha, com um rosto angelical, podia ser tal demônio.

— Nessie! — chamou ela. — Reneesme Carlie , saia de onde for que esteja! — às vezes isso funcionava.

A maioria não fazia.

Todos se uniram à busca, mas seu pequeno terror de cabelo acobreado não estava em nenhum lado. Toda a família tinha estado extasiada com seu nascimento, e a tinham adorado completamente, inclusive os travessos primos estavam fascinados pela delicadeza e beleza da nova Cullen. Realmente parecia angelical. Era adorável. Tinha o cabelo acobreado de Edward; seus olhos eram enviesados e aparentemente inocentes; e tinha umas covinhas em ambos os lados de sua boca de casulo. Sentou-se sozinha aos quatro meses, engatinhado aos seis e caminhou aos oito, e toda a família ficou louca apartir desde esse momento.

Encontraram a bota de Carlile sob a coleção de anjos de cristal de Esme. Pelas marcas da parede, Edward deduziu que sua querida filha tinha tratado de derrubar a coleção, lançando a bota. Felizmente, a bota era muito pesada para que ela a dirigisse. Seu braço lançador ainda não estava bem desenvolvido, graças a Deus.

Ela tinha um gênio espantoso por ser alguém tão pequeno, e também uma enorme vontade. Tratar de evitar que fizesse algo que ela estava determinada em fazer era como tratar de reter a maré com um cubo. Também tinha herdado o talento de seu pai para planejar, algo que era extraordinário para seus dois anos. Nessie era capaz de tramar a ruína de qualquer que cruzasse por seu caminho.

Uma vez, quando Alex, o segundo filho de Emmet, viu-a com uma faca na mão e rapidamente tirou antes de que pudesse ferir alguém ou algo. Nessie teve uma tremenda birra que só se deteve quando Edward lhe deu um tapinha em seu traseiro. A disciplina de seu adorado papai fez que chorasse tão desconsoladamente que todos os outros sentiram um nó na garganta. Isso, e que a sentassem em sua cadeira de castigo, eram longe as duas únicas coisas que podiam reduzi-la às lágrimas.

Quando deixou de chorar, começou a fazer panelas em uma esquina por um momento, dando todo o tempo olhadas ameaçadoras para Alex sobre seu diminuto ombro. Logo foi onde Bella estava para que a consolasse, subindo ao colo de sua mãe para que a embalasse. Sua seguinte parada foi o colo de Edward, para lhe mostrar que o tinha perdoado. Enroscou seus bracinhos ao redor de seu pescoço e esfregou sua gordinha bochecha contra a dele. Inclusive tirou uma pequena sesta, recostada flácidamente sobre o largo ombro de seu pai. Quando despertou, desceu do colo e foi à cozinha, onde pediu a Esme refrigerante , a que chamava, de "gasosa". Lhe deixavam beber refrigerantes sem cafeína, assim Esme lhe deu uma das garrafas verdes que sempre guardava especialmente para Nessie. Edward e Bella sempre compartilhavam uma diversão íntima pelo amor de sua filha por Seven-Up, assim não houve nada incomum em vê-la agarrar a familiar garrafa em suas diminutas mãos. Tomaria uns quantos goles, logo com grande concentração enroscaria a tampa à garrafa e a arrastaria com ela até que estivesse vazia, o que geralmente tomava um par de horas.

Nesta ocasião, Edward a tinha estado observando, sorrindo ante a expressão de felicidade, quando suas mãozinhas se fecharam na garrafa. Pavoneou-se fora da cozinha, sem deixar que Esme abrisse a garrafa por ela e se parou no corredor, onde a agitou com tanto vigor que todo seu corpo ricocheteou para cima e abaixo. Logo, com um sorriso muito doce em seu rosto, quase foi dançando à sala de estar e passou a garrafa para Alex com uma coquete inclinação da cabeça.

—"Abre por favor" — lhe havia dito com sua adorável vozinha... e logo retrocedeu uns passos.

— Não! —tinha gritado Edward, saltando de sua cadeira, mas foi muito tarde. Alex já tinha girado a tampa e quebrado o selo. A garrafa jorrou, pulverizando o pegajoso líquido na parede, o piso e a cadeira. Todo o líquido foi direto na cara do Alex. Ao mesmo tempo que as arrumou para fechar firmemente a garrafa, já estava ensopado.

Nessie tinha aplaudido com as mãos e dito:

— Ji, ji, ji.

E Edward não estava certo se era de uma risada ou uma brincadeira. Não importava. Ele caiu ao piso, rindo a gargalhadas, e havia uma lei inquebrável, escrita em pedra, onde dizia que não podia castigar às jovenzinhas que riam pelo que tinham feito.

— Nessie! —chamou-a agora. — Quer um sorvete?

Depois das Seven-Up os sorvetes eram seu presente favorito.

Não houve resposta.

Sam entrou correndo à casa. Tinha dez anos e era o filho do meio de Jasper e Alice. Seus olhos azuis estavam muito abertos.

— Tio Ed! —gritou ele. — Nessie está no telhado da casa!

— Oh, Meu Deus! —gritou Bella, e saiu correndo da casa tão rápido como pôde.

Edward a passou, com o coração na garganta. Todos seus instintos gritavam que tinha que chegar a sua filha o mais breve possível.

Todos saíram ao pátio, com os rostos pálidos pelo alarme, e olharam para cima. Nessie estava sentada de pernas cruzadas na borda do telhado e os olhou para baixo com seu pequeno rosto inocente.

— Olá —gorjeou ela.

Os joelhos de Bella se cambalearam, e Esme a rodeou com um braço protetor, para lhe dar apoio.

Não foi nenhum mistério a forma em que Nessie tinha subido ao telhado. Uma escada estava inclinada contra a casa, e Nessie era tão ágil como uma cobra. A escada não deveria ter estado aí; de fato, Edward teria jurado que não estava aí quando tinham chegado, fazia menos de cinco minutos atrás.

Ele olhou a escada, com o olhar fixo em sua filha. Sua pequena franziu o cenho, e ela ficou de pé, perigosamente perto da borda do telhado.

— Não! —gritou ela. — Não, papai!

Ele ficou imóvel no lugar. Ela não queria descer, e não tinha absolutamente nada de medo. Não prestou mais atenção a sua perigosa situação, que o que tivesse dado se estivesse em sua cama.

— Edward —sussurrou Bella, com voz estrangulada.

Ele estava tremendo. Nessie balançou um pé e apontou com o dedo.

— Papai abaixo —ordenou ela.

Ele não podia alcançá-la a tempo. Não importava quão rápido se movesse, seu bebê ia cair. Só havia uma coisa por fazer.

— James! —ladrou ele.

James soube imediatamente. Caminhou para frente, sem fazer nenhum movimento brusco que pudesse assustá-la. Quando estava bem debaixo dela, sorriu a sua angelical sobrinha, e ela lhe devolveu o sorriso. Ele era seu tio favorito.

— Jam —disse ela, mostrando todos seus diminutos dentes brancos.

— Minha pequena ruivinha —disse ele carinhosamente. — Realmente vou sentir saudades quando estiver na prisão. Dou-te... OH, possivelmente à idade de seis anos.

Benjy, o filho menor de Jasper, começou falar detrás deles.

— Por que o tio James a chama seu ruivinha? Seu nome é Nessie.

Nessie abriu os braços, ricocheteava para cima e para baixo na ponta dos pés. James levantou seus braços.

— Vêem, biscoitinho —disse ele, e riu. — Salta!

E ela saltou.

Agarrou-a habilmente no meio do ar, e abraçou seu precioso corpinho em seu peito. Bella estourou em lágrimas de alívio. Logo, Edward estava lá, tomado a sua filha em seus braços, pressionando seus lábios em sua redonda e pequena cabeça, e Bella correu para ser envolta também em seu abraço.

Rose olhou para Emmet.

—Te perdôo por não ter nenhum espermatozóide feminino —anunciou ela, e Emmet riu.

Jasper franziu o cenho em forma severo ao Sam.

— Como chegou essa escada aí? —demandou ele.

Sam se olhou os pés.

Emmet também começou a franzir o cenho a seus meninos.

— De quem foi a brilhante idéia de jogar no telhado da casa? —perguntou Emmet aos seis meninos que não tinham estado dentro, e que não estavam absolvidos de culpa.

Os seis meninos rasparam o chão com seus sapatos, incapazes de levantar o olhar aos pais que os confrontavam.

Jasper tirou a escada, que se supunha tinha que estar no estábulo. Ele assinalou essa estrutura em questão.

— Vão —disse ele severamente, e dois dos meninos começaram seu relutante andar ao estábulo... e a seu castigo.

Benjy se agarrou à perna de Rose, piscando os olhos a seus dois irmãos maiores.

Emmet apontou ao estábulo. Seus cinco filhos partiram.

Os dois irmãos altos e de ombros largos seguiram a seus filhos ao estábulo.

Nessie acariciou o rosto de Bella.

— Mami o que foi? —perguntou ela, e seu lábio inferior tremia quando olhou para Edward. — Arruma papai.

— Arrumarei-o, de acordo —murmurou ele. — Aplicarei um pouco de cola a seu pequeno traseiro e te colarei a uma cadeira.

Bella riu através de suas lágrimas.

— Todos desejávamos uma menina —disse ela, soluçando que ria e chorava de uma vez. — Bom, cumpriu-se nosso desejo!

Carlile estendeu os braços e tirou a sua única neta dos braços de seu filho. Sorriu, e ele disse tristemente:

— Com sorte, passarão trinta anos antes de que haja outra. A menos que... —seus olhos escuros se entrecerraram quando olhou para James.

— De maneira nenhuma —disse James firmemente. —Não vou me casar. Não vou ter filhos. Já estão começando a chegar em grupo, assim é tempo de fazer uma pausa. Não vou entrar no negócio de ser pai.

Esme lhe sorriu docemente.

—Veremos —disse ela.

FIM