Desculpem o atraso,
problemas com a internet!
Aqui está o capitulo de terça, divirtam-se e comentem!
CAPITULO VI
- Bom dia Sue. – Edward a cumprimentou ao vê-la na cozinha pela manhã, havia acabado de chegar da corrida e estranhou não ver Bella por ali. – A Bella ainda não desceu?
- Bom dia Edward, ela saiu bem cedinho hoje, mal havia clareado!
- Como assim saiu? Pra onde?
- Ela saiu com Seth, Bella pediu pra que a levasse ao lado leste!
- Não acredito nisso! – cuspiu irritado socando a mesa, o que assustou Sue.
- Há algo errado, não era para ela ter saído?
- Não é isso, é perigoso demais por aqueles lados e sabe disso.
- Seth está com ela, Edward. Aquele moleque conhece tudo por aqui.
- O problema Sue é que aquela garota é um desastre ambulante! Tenho até medo de pensar o que poderia acontecer àqueles dois. Há quanto tempo saíram? - perguntou olhando no relógio.
- Por volta de seis e meia, vinte para as sete.
- Droga! Já passa das nove e meia, vou atrás daqueles dois.
- Quer que eu avise Harry?
- Não precisa! – disse sobre os ombros saindo porta a fora encontrando com Harry que estava chegando.
- Olá Edward, eu precisava mesmo falar com você.
- Tem que ser agora, Harry?
- É coisa rápida.
- Tudo bem, o que foi?
- Só queria avisar que meu sobrinho Quill vai vir passar um tempo conosco aqui, algum problema?
- Ele é de sua confiança?
-Totalmente, já até falei com seu pai sobre isso, mas achei melhor avisá-lo.
- Tudo bem Harry, só me avise quando ele chegar. – o velho assentiu somente.
Edward seguiu para o leste, ainda tentava digerir tudo que ouviu na tarde anterior, e entender o porquê daquele surto. Por que Isabella ficou tão afetada com seu modo de se relacionar com as mulheres? Elas nunca reclamaram, ao contrario, pareciam satisfeitas, bem satisfeitas pra dizer a verdade. Olhou novamente no relógio, a esta altura já estariam chegando, apertou o passo resmungando e praguejando o caminho todo.
Já podia vê-los, estavam se aproximando do grande penhasco e o acesso a ele era por meio de uma elevação rochosa, qualquer deslize e você parava lá em baixo. Viu Seth saltar para a próxima rocha com destreza.
- Venha Bella! – o garoto chamou.
"Deus do céu, ela vai se arrebentar!" – pensou subindo o mais rápido que pode.
-Não se mexa Bella! – gritou de onde estava. A garota se assustou e deu dois passos para trás, cambaleou se agarrando a Seth. – O que vocês têm na cabeça? Poderiam ter se esborrachado lá em baixo! – ralhou se aproximando
- De onde você surgiu? – Isabella disparou tentando se recuperar do susto, ainda agarrada à camiseta de Seth. – E como nos encontrou?
- Eu não disse que aqui é muito perigoso? – cuspiu entre os dentes ignorando o que ela havia dito.
- Você disse que lá em baixo era perigoso, não disse nada sobre aqui em cima. – retrucou dando alguns passos para frente, voltando a se equilibrar sozinha. Edward bufou esfregando as mãos no rosto em seguida nos cabelos os bagunçando ainda mais.
- Com a sua coordenação é capaz de despencar lá em baixo e o que é pior, com a sua sorte, levar o garoto com você. – para a surpresa dele, Isabella não retrucou, a garota ficou com o olhar perdido, depois olhou para Seth e um bico se formou em seus.
- Oh meu Deus! Ele tem razão... – levou as mãos aos cabelos dando dois passos para trás, o coração de Edward veio à boca. - Desculpe Seth! – o garoto olhou para Edward sem entender nada, voltou a olhar para Bella e estancou. - Eu sou mesmo uma idiota! Como você é burra Isabella! – a jovem dizia agarrada aos cabelos andando de um lado para outro, sem se dar conta do perigo que corria.
- Bella? – Edward a chamou gentilmente desta vez, pois ela estava prestes a surtar a beira de um penhasco. – Olha pra mim. – pediu estendendo a mão pra ela. – Me da a sua mão.
- Não!
- Bella, por favor, me dá sua mão, eu te levo pra tirar as fotos, mas, por favor, me de sua mão. – hesitante ela estendeu a mão e Edward a segurou firme. – Ótimo! Agora venha pra junto de mim. – a jovem saltou e Edward a pegou, a mantendo firme junto de si.
- Caramba! – exclamou Seth soltando um suspiro aliviado. – Por um momento pensei que você cairia.
- Não me assusta assim! – Edward a repreendeu ainda a mantendo junto de si, as mãos de Bella estavam apoiadas em seu peito, ela podia sentir o quanto seu coração batia rápido e acelerado.
- Eu só queria tirar algumas fotos!
- E estava disposta a se matar por isso? – perguntou mais calmo.
- Desculpe.
- O que eu faço com você Bella? – disse sorrindo, ela lhe sorriu de volta e Edward sentiu seu peito se aquecer, notou que sempre que ela sorria, sentia aquilo. Depositou um beijo em sua testa a levando para longe do penhasco. – Quer subir? Há uma trilha pelo outro lado.
- Putz, eu me esqueci da trilha. – Seth disse dando com a mão na testa.
- Sua mãe disse que você conhecia a ilha perfeitamente.
- E conheço, acho que me distrai com a bela vista. – falou sorrindo para Bella.
- Se enxerga pirralho! – Edward ralhou dando uma piaba nele, o que fez Bella rir com gosto.
Os três seguiram pela trilha do lado oposto e Bella tirou suas fotos, aproveitou e tirou fotos dos dois também. O caminho de volta, tanto ela quanto Edward, ouviram Seth falar o caminho todo, ele descrevia as belezas do Rio de Janeiro, assim como a maravilha que era circular nas praias de lá. Em certo ponto ele se despediu indo para o outro lado da ilha, enquanto Edward e Bella voltavam pra casa.
- Desculpe! – a jovem voltou a pedir caminhando ao seu lado.
- Quando quiser sair, fale comigo antes, Seth é só um garoto, Bella, se arriscou demais.
- Ta eu entendi, nada de passeios sem Edward! – ele sorriu meneando a cabeça. – Você fica ainda mais lindo quando sorri assim. – não havia malicia em suas palavras, estava sendo simplesmente sincera.
- Acha mesmo?
- Humrum! – respondeu somente.
Os dias passavam, Edward e Bella estavam cada vez mais apegados um ao outro. Ele cedeu aos apelos dela e finalmente aceitou ensinar a ela defesa pessoal.
- Se quiser aprender tem que deixar de ser preguiçosa! Acordará todos os dias as seis, em ponto, vai aquecer e depois correr, só então iniciaremos com a lições, ok?
- Sim senhor! – a jovem respondeu batendo continência. No dia seguinte o alarme soou dez para seis, Isabella obrigou-se a sair da cama escovou os cabelos, prendendo-os em um rabo de cavalo. Vestiu uma leggin com um top, calçou seu tênis e desceu encontrando Edward a esperando na sala.
- Atrasada!
- Cinco minutos!
- Mesmo assim é um atraso! Pontualidade é tudo, vamos! – disse saindo porta a fora, Isabella bufou revirando os olhos o seguindo.
"Porque diabos você quis aprender defesa pessoal? Péssima idéia, péssima idéia!" – dizia a si mesma, mentalmente.
Depois de correrem por quarenta minutos, Edward a levou até a academia, onde havia um pequeno tatame.
- A filosofia do krav magá é de que todo ser humano tem que saber se defender, neutralizar a pessoa que vier te atacar com um golpe imediato, atingindo de imediato as zonas mais doloridas possível. É um tipo de luta extremamente útil, para diversos tipos de ataque, sejam eles armados ou não. – Isabella o ouvia atenta. – As regras básicas são:
1º - Evitar estar em situações de perigo, o que no seu caso creio que seja quase impossível!
- Hey! – a jovem ralhou com as mãos na cintura.
- 2º... – disse ignorando o olhar mortal o qual ela lhe lançou. – O krav magá tem como base os reflexos naturais do corpo humano, como estão seus reflexos? – perguntou divertido, na realidade Edward estava se divertindo com aquela situação.
- Meus reflexos são excelentes! – retrucou empinando o nariz, em um movimento muito rápido, Edward a agarrou a imobilizando.
- Tem certeza disso? – perguntou de forma sussurrada em seu ouvido, a jovem podia sentir o corpo dele completamente colado ao dela. – Precisa ser mais atenta, a tudo a sua volta. – disse ao soltá-la.
- Entendi! – respondeu trêmula, quando ele a soltou.
3º- Buscar sempre o mínimo risco pessoal.
4º - Primeiramente tentar desencorajar o adversário através do diálogo.
- Ah, isso eu posso fazer! – Edward riu meneando a cabeça.
- No seu caso, provavelmente ele te atacaria mais rápido! – novamente ela lhe lançou um olhar mortal.
5º - Para controlar um adversário, sempre ataque primeiro as zonas mais frágeis do corpo humano como olhos e a garganta...
- Pensei que fossem os... As... Ah, você sabe! – disse apontando para a virilha dele.
- Também, mas e se uma mulher lhe atacar? Ela não tem bolas.
- Faz sentido!
6º- Busque objetos que estejam ao seu alcance na hora do combate
- Qualquer coisa?
- Qualquer coisa que a ajude a se livrar do seu oponente.
7º- Lembre-se que todos os golpes são válidos quando se trata de salvar sua vida!
- Entendi! E agora?
- Você terá que aprender, defesa e ataque, para depois unirmos os dois.
Nos dias subseqüentes Isabella acordou mais cedo, para chegar pontualmente seis horas no andar de baixo, sua resistência aumentava à medida que os treinos se intensificavam. Em duas semanas a jovem já revidava os golpes de Edward, a amizade entre os dois havia se intensificado e ambos estavam completamente envolvidos.
- O que acha de irmos ao Rio, hoje a noite?
- Jura?
- Hoje é sábado, eu havia prometido levá-la, mas com os treinos acabei me esquecendo.
- Há quanto tempo estamos aqui?
-Vinte e um dias.
- Uau! Tudo isso? Acho que perdi um pouco a noção do tempo aqui.
- É comum!
Ao entardecer, Bella banhou-se, e escolheu entre suas roupas recém adquiridas um vestidinho que Alice havia comprado, era de um tecido leve, frente única que caia até o meio da coxa. Florido em tons de azul e branco, nos pés uma rasteirinha, Leah havia feito suas unhas dos pés e das mãos. A maquiagem era leve nos olhos e nos lábios um brilho para realçá-los e os cabelos caiam soltos, formando leves cachos nas pontas.
Desceu encontrando Edward na sala, a sua espera, vestia uma bermuda caqui, a camiseta pólo verde realçava seus lindos olhos e nos pés papetes. Os olhos dele percorriam cada milímetro do corpo da jovem, admirado, fascinado com tamanha beleza.
- E ai? O que achou? – Bella perguntou dando uma voltinha.
- Linda! Você está linda! Vamos? – ele lhe estendeu o braço e Isabella enlaçou seu braço ao dele e ambos seguiram para o píer.
- Estou ansiosa! – disse sentindo um frio no estômago. – Leah disse que há lugares fantásticos e que o povo daqui é bem animado.
- Muito!
-Ah! Ela me ensinou algumas palavras. – contou animada. – Mas é uma língua complicada de aprender.
- Nem tanto.
- Sabe falar português?
- Um pouco!
- Ainda bem, assim não pagamos nenhum mico! – chegaram à marina já estava anoitecendo, ele lhe estendeu a mão e Isabella a aceitou sentindo seu coração disparar no peito quando Edward entrelaçou seus dedos.
- Por onde quer começar? – perguntou ao seu ouvido.
- Aquilo é um parque? – perguntou apontando para o local com alguns brinquedos e barracas.
- Ao que parece sim.
- Podemos ir? Só um pouquinho. – Edward não resistiu à carinha que Bella fez, e lá estavam eles passeando pelo parque de diversões. Andaram de roda gigante, montanha russa, no carrinho bate-bate. Estavam à vontade um com o outro, felizes, riam juntos um apreciando a companhia do outro.
- Acha que seria trapaça irmos ao tiro ao alvo? – Isabella perguntou de forma sussurrada em seu ouvido, ela estava na ponta dos pés para alcançá-lo.
- Por quê?
- Porque quero um urso daqueles... – disse apontando para o enorme urso de pelúcia com um laço no pescoço. – Acha que pode ganhá-lo pra mim? – Edward novamente pegou sua mão a levando até a barraca.
-Senhor? Quantos pontos é preciso fazer para ganhar um daqueles? – perguntou apontando para o urso.
- Cem pontos filho, cada alvo vale dez pontos e você tem dez tiros. – Isabella não entendia nada do que os dois diziam, Edward pagou recebendo a espingarda. Sorriu para a jovem piscando em seguida.
- Pra dar sorte! – disse ela estalando um beijo em seu rosto, Edward disparou acertando todos os alvos, o homem o olhava chocado.
- Sorte de principiante, eu acho! – falou dando de ombros, recebeu o prêmio o entregando a Bella que abraçou o urso bem apertado.
- Quer tentar a sorte, senhorita? – perguntou o homem.
- O que ele disse? – Bella perguntou a Edward.
- Se você quer tentar?
- E arriscar a dar um tiro nele? É melhor não! – Edward riu, agradecendo ao homem.
- O que quer fazer agora? – perguntou enquanto caminhavam lado a lado.
- Me surpreenda.
Edward queria levá-la a orla, mas antes voltaram à lancha para guardar o imenso urso. Foram de lá para a orla onde havia um barzinho com um grupo tocando samba o que chamou a atenção da jovem.
- Podemos ir ali? – perguntou apontando para o local.
- Claro! - Edward respondeu prontamente.
Sentaram-se em uma das mesas, haviam gostado do ambiente ali, na realidade Edward costumava freqüentar aqueles barzinhos na companhia de seus irmãos, quando vinham ao Rio. Pediu uma cerveja pra cada e sorriu ao ver os olhos de Bella brilharem ao olhar para o grupo que cantava e batucava.
-Que ritmo é esse?
-Samba, é bem animado, não acha?
- Achei contagiante, olha como elas dançam, parece até que tem mola nos quadris. – a jovem disse fascinada com o modo como as lindas mulheres dançavam.
Havia bastante gente por ali, mulheres muito bonitas e atraentes, algumas dançavam perto de onde o grupo tocava. De repente um dos homens se levantou indo na direção dela, parando diante da jovem lhe estendendo a mão, lhe pedindo uma dança.
- Ele quer ver você dançando. – Edward disse.
- Mas eu não sei, tenho dois pés esquerdos. – alertou de olhos arregalados.
- Não importa, vai lá! - Edward instigou se divertindo.
Isabella bufou levantando-se acompanhando o homem que a levou no meio da roda de belas mulheres que dançavam. Edward sorriu ao vê-la tentando acompanhar o ritmo, dançava desengonçada e totalmente perdida. Mas não desistiu, encarou o desafio e aos poucos pegava os paços. De onde estava admirava a garra da jovem, puxou o ar com força, mordendo os lábios ao vê-la erguer um pouco a saia enquanto gingava seu quadril de um lado para outro de forma tentadora.
- Boa noite, americano! – Edward sobressaltou-se ao ouvir a voz rouca e extremamente sexy, virou-se sorriu ao ver a belíssima morena. – Há tempos que não o vejo por aqui. – a reconheceu, ficaram juntos da última vez que esteve no Rio.
- Giana?
- Eu mesma, que bom vê-lo por aqui, onde estão seus irmãos? – disse ao abraçá-lo de forma calorosa.
- Estou sozinho desta vez, quer dizer, com uma amiga! – se corrigiu apontando para Isabella.
- Amiga? – seu tom foi provocativo. – Pelo visto continua escorregadio. – Edward sorriu meneando a cabeça.
-Quer beber alguma coisa? – a bela morena de olhos verdes, era a última coisa que esperava encontrar, Gianna era uma mulher quente e a garantia de um sexo excelente, e desde aquele bendito jantar que não teve oportunidade de estar com uma mulher... Pelo menos não da forma que gostaria.
- Uma cerveja. – Gianna estava feliz por tê-lo reencontrado, a noite que passaram juntos quando esteve de passagem pelo Rio, foi inesquecível, torcia pra que a tal amiga estivesse acompanhada. – O que o traz de volta ao Rio? – a bela morena tinha seu inglês fluente.
- Estou a passeio. – respondeu voltando sua atenção a jovem que ser divertia com a dança.
Isabella olhou para mesa e mal pode acreditar quando viu belíssima morena sentada ao lado de Edward, ela usava um vestido curto e justo, e seu decote fazia com que seus seios saltassem na cara dele praticamente. Falavam e sorriam um para o outro e aquilo a irritou profundamente, estavam flertando descaradamente, desistiu de aprender a dançar e foi em direção à mesa.
- Atrapalho? – cuspiu entre os dentes, com uma cara nada boa.
- Bella... – Edward se levantou estranhando sua atitude, já que a jovem costumava ser simpática. –Esta é Gianna e...
- Não acredito nisso! – Isabella esbravejou o cortando. – Você é mesmo incrível! Se estava a fim disso... – falou apontando para a morena. - Porque me trouxe então, poderia ter vindo sozinho? – a jovem não deu chance dele responder, pegou sua bolsa e saiu apressada na direção da marina. Edward pegou a carteira retirando algumas notas, as jogou sobre a mesa assoviando para o garçom.
- Desculpe Gianna, não sei o que deu naquela maluca.
- Ciúme meu caro! – a morena respondeu sorrindo. – Vai lá acalmar sua amiga! A gente se cruza! – disse piscando pra ele. Isabella pisava duro, sentia uma vontade incontrolável de torcer o pescoço de Edward e tirar aquele sorriso a tapa da cara daquela morena deslumbrante.
- Idiota! Cachorro, sem vergonha! Filho de uma... Argh que raiva! – dizia enquanto andava apressada. Edward que estava logo atrás, tentava entender o porquê a jovem estava tão brava.
- Será que dá pra me esperar? – pediu ficando ao seu lado.
- Não! O que você está fazendo aqui? Volta lá com a morena! – retrucou sem nem ao menos olhá-lo.
- Nós só estávamos conversando... – tentou explicar. – Gianna e eu nos conhecemos da última vez que estive aqui, ela me viu e veio falar comigo, o que queria que eu fizesse?A ignorasse?
- Com certeza se conhecem intimamente, não é? É mais uma de suas "amigas"? – cuspiu furiosa.
-O que há com você?
- O que há comigo? O que há com vocês, homens? Você parecia um idiota babando nos peitos dela!
- Como é que é? – perguntou a segurando pelo braço.
- Tire sua mão de cima mim. – falou entre os dentes. – Já disse pra voltar pra sua morena peituda, com certeza ela ainda deve estar lá cheia de amor pra dar.
- Pode me dizer pra onde está indo? – exigiu a soltando.
- Pra lancha, pra onde mais?
-Qual é o problema Bella? Estava rindo e se divertindo até agora, porque está assim? É bipolar por acaso?
- Vá se ferrar Edward, e leve aquela morena com você.
- Quer parar com isso! – Edward ralhou. - Acha mesmo que vou deixá-la sozinha? Enlouqueceu?
Isabella fazia um esforço sobre humano para não chorar, sentia tanta raiva que suas mãos estavam trêmulas, e o que era pior, não entendia o porque sentia tanta raiva dele.
- Eu só quero ir embora.
- Venha, vou te levar pra casa.
- Já disse que posso ficar na lancha, não precisa empatar nada por minha causa. Não duvido que ela ainda esteja por lá, te esperando... – falou sem olhá-lo. – Talvez queira relembrar sua ultima estadia aqui.
- Não vou a lugar algum, vim com você e volto com você. – respondeu sério, ainda se perguntava o porquê aquela maluca estava agindo daquela forma? Perguntou-se se tudo aquilo era ciúmes ou a garota era louca mesmo?
Voltaram para a lancha em silêncio, Isabella caminhava sibilando algo inteligível, às vezes ele podia ouvir um "Cachorro sem vergonha" escapar de seus lábios, assim como "Idiota" "Safado". Definitivamente ela estava furiosa, deduziu caminhando ao seu lado, tentando entender o porquê daquele piti.
-Já disse que fico aqui, pode voltar pra sua morena peituda. – Isabella cuspiu sem olhá-lo e aquilo o irritou profundamente.
- Qual é seu problema, eu não fiz nada demais garota! – seu tom era sério, ele a segurava pelos braços a ponto de lhe dar um chacoalhão.
- Qual é Edward, se eu não estivesse lá, há essa hora vocês estariam transando por ai em algum motel, ou até mesmo aqui na lancha, quem sabe... - falou com ironia. - Talvez até a levasse para a ilha!
- Nossa, que imaginação fértil! – ironizou.
- Acha mesmo? Pois sou capaz de apostar que a morena esta louca por um revivel, volta lá, vá se divertir com sua amiga brasileira, Casa nova! Some daqui!
- Já disse que não vou a lugar algum. – retrucou entre os dentes ainda a segurando pelos braços. –Quem ouve você falar assim pode pensar que está com ciúme, Isabella!
- Ciúme? De você? Ora, faça-me o favor. – Isabella tentou se soltar, mas ele a segurou firme, mesmo com as aulas ela não teve êxito em se soltar de seu abraço de ferro.
- Então me diz o porquê está dando piti?
- Eu não estou dando piti! – se defendeu.
- Anda Isabella, me diz? – voltou a exigir a apertando cada vez mais contra si. – Porque te incomodou tanto vê-la comigo? – Edward exigiu com um olhar intenso, ainda mais que o normal, viu a raiva e o ciúme brilhando naquele par de olhos castanhos, mas havia algo mais ali e precisava saber o que?
Seus rostos estavam muito próximos, tão próximos que Isabella sentiu seu hálito bater em seu rosto fazendo seu estômago comprimir-se. A intensidade com que a olhava e o modo firme como à mantinha contra si a desarmaram. Ali se deu conta de que ele estava certo, a quem tentava enganar? Estava morrendo de ciúme, desejava aquele homem com loucura... Sim estava mesmo morrendo de ciúme e ao se dar conta daquilo rendeu-se ao sentimento que tomou conta de si. Estava com os olhos fixos na boca de Edward, no formato perfeito de seus lábios tentadores e tão próximos, ao seu alcance.
- Eu... – não sabia o que dizer, jamais admitiria isso a ele, era como se aquele homem a atraísse, sucumbiu ao desejo e sem pensar em mais nada, colou seus lábios aos dele.
Definitivamente Edward não esperava por aquilo, pego de surpresa levou alguns segundos para reagir, suas mãos soltaram os braços da jovem. Ao sentir a língua de Bella timidamente pedir passagem, entreabriu os lábios, sentindo a língua dela ainda tímida explorar sua boca.
Infiltrou uma de suas mãos pelos cabelos sedosos de Isabella, encontrando sua nuca, segurando-a firme, sua outra mão deslizou pela cintura fina a trazendo cada vez mais pra si, retribuiu ao beijo, invadindo a boca de Bella com sua língua ávida e no momento em que as duas se tocaram o desejo explodiu.
Ambos gemeram tamanho prazer que sentiram, os braços de Bella envolveram o pescoço de Edward, suas mãos embrenharam-se em seus cabelos acariciando sua nuca enquanto suas línguas se enroscavam afoitas.
Ele a ergueu do chão, aprofundando o beijo ainda mais, se deliciando com aquele sabor único. O coração de Isabella batia tão forte e tão rápido, era como se martelasse contra suas costelas, sentiu seus pulmões clamarem por ar, mas ainda não estava pronta para romper o beijo, jamais havia sentido algo parecido, julgava que Tyler beijava bem, mas Edward o superava, e muito!
Lentamente e delicadamente Edward foi rompendo o beijo, sentia seus pulmões arderem clamando por ar, deslizou os lábios pela mandíbula de Bella, sem soltá-la, ainda não estava pronto pra isso. Roçou a ponta do nariz pela pele da curvatura de seu pescoço, inalando aquele perfume suave, tentador, distribuiu beijos molhados, subindo até chegar ao seu ouvido.
- Porque me beijou? – sussurrou com a voz ainda mais rouca e sedutora, sentiu a jovem estremecer em seus braços.
-Porque desejo isso desde aquela noite... – a voz de Isabella estava entrecortada, ainda ofegava. – Aquela bendita noite em que me amparou, me impedindo de cair. – diante de tal confissão, Edward sentiu seu coração bater ainda mais acelerado, foi tomado por uma sensação a qual jamais sentiu.
Levou a mão ao seu rosto, retirando uma mexa de cabelo, o prendendo atrás da orelha, tocou o rosto da jovem como se tocasse algo sagrado, deslizou o polegar pelos lábios ainda molhados os tomando em outro beijo, ainda mais intenso e avassalador que o outro. Porque naquele momento não havia nada que desejasse mais do que beijá-la.
- Bella... – ofegou rompendo o beijo, colando sua testa a dela.
- Shhh... Não fala nada... – a jovem pediu acariciando sua nuca, Edward fechou os olhos apreciando a caricia. – Não pense em nada... – roçou seus lábios aos dele, mordendo levemente seu lábio inferior, ouvindo Edward soltar um gemido rouco. Beijou seu queixo, roçando os dentes em seguida, sorriu ao senti-lo estremecer, ele voltou a beijá-la rendendo-se a doce tentação.
A compreensão tomou conta da jovem que se deu conta de que havia se apaixonado perdidamente por aquele homem. Podia sentir em sua alma, estava irrevogavelmente e intensamente apaixonada por Edward Cullen.
Uma sensação nova tomava conta de Edward, sentia um prazer imensurável ao beijá-la, era como se tudo estivesse em seu lugar. A sensação era de que havia encontrado algo que nem ao menos sabia que procurava, estremeceu tamanho prazer que sentia, com um simples beijo. O que aquela garota estava fazendo com ele? Perguntava-se sem cortar o beijo, não era capaz de fazê-lo.
Não ousou dizer nada e Isabella muito menos, trocaram mais alguns beijos avassaladores entre caricias e leves gemidos de satisfação que brotavam da garganta de ambos. O vento soprou forte fazendo com que a jovem se encolhesse em seus braços.
- Está frio, acho melhor irmos pra casa. – disse tentando aquecê-la, esfregando seus braços. – Quer descer enquanto voltamos?
-Não, quero ficar com você. – ele sorriu beijando seus lábios.
- Devo ter algum casaco lá em baixo, vai ventar muito aqui. – novamente a beijou descendo rapidamente. Isabella soltou um longo suspiro olhando para o lindo céu estrelado, não fazia idéia de que horas eram, perdeu a noção de tempo completamente. – Já é bem tarde. – o ouviu dizer ao colocar o casaco sobre ela.
- Se quiser podemos ficar por aqui mesmo.
- Não é muito seguro, acho melhor voltarmos. – ela somente assentiu ficando ao seu lado. Durante o caminho de volta Edward revezava sua atenção ao mar e a jovem, sempre que desviava seu olhar a surpreendia o olhando. Havia tanto brilho naqueles olhos de chocolates, pareciam reluzir, o que o deixou encantado.
Ao chegar à ilha, desceu prendendo a embarcação ao píer, ajudou Bella a descer pegando-a nos braços. Voltou a beijá-la, era quase impossível não fazê-lo, uma vez que tinha provado o sabor daqueles lábios tenros e macios.
- Não consigo parar de te beijar. – sussurrou contra os lábios da jovem.
- Então não pare nunca. – ouviu em resposta rindo contra sua boca.
Com certa relutância apartaram-se e cada um foi para seu quarto, mesmo louco pra levá-la para o seu quarto e tomá-la pra si, obrigou-se a aparta-se. Ambos estavam imersos nas sensações que um provocava no outro, porque não havia nada que a jovem desejasse mais do que tê-lo, senti-lo nem que fosse por uma única vez.
Pela manhã Isabella não sabia o que fazer nem como agir, passou a noite em claro pensando no que havia acontecido. "Se ele retribuiu daquela forma, é porque sente algo, não é?" – perguntava-se enquanto se preparava para a corrida matinal, havia se tornado um hábito. Desta vez não o encontrou na sala, olhou no relógio, eram seis em ponto. Aguardou por dez minutos e nada de Edward, resolveu correr sozinha mesmo, ainda estava assustada com a descoberta recente, havia finalmente se apaixonado, mas sabia que aquela paixão não a levaria a nada, pois Edward não se envolvia. Deduziu enquanto corria, voltou pra casa e tomou um banho para finalmente preparar o café da manhã, optou por panquecas com calda de chocolate.
- Bom dia! – ao ouvir aquela voz rouca e aveludada sentiu os pêlos de sua nuca eriçar e um arrepio percorrer seu corpo. Sentiu as mãos de Edward deslizar por sua cintura a puxando pra si, colando seus corpos até onde era possível. Ele beijou-lhe a nuca, o pescoço até chegar ao seu ouvido. – O cheiro está delicioso.
- É calda de chocolate. – respondeu arfante.
- Eu estava falando de você... – roçou os dentes pela curvatura de seu pescoço, - Sua pele tem um perfume delicioso. – voltou a sussurrar a apertando contra si.
- Não uso perfume... – arfou novamente. – Somente óleo de banho, deixa a pele macia.
- Deliciosamente macia. – Edward tomou seus lábios em um beijo intenso e urgente, o qual Bella correspondeu à altura, esquecendo de tudo a sua volta, inclusive do pote que tinha nas mãos. Apartaram-se com o barulho do mesmo estourando no chão espalhando calda de chocolate por todo lugar.
- Oh meu Deus, a calda! – choramingou a jovem enquanto Edward ria, ele praticamente gargalhava. – Para de rir... – pediu ainda sem acreditar no que havia acontecido.
- Você é mesmo um desastre! – disse entre risos, Isabella semicerrou os olhos, passando a mão na calda de chocolate, depois a esfregou no rosto dele que se calou.
- Ri agora? – Edward semicerrou os olhos lambuzando bem as mãos de calda, as esfregando por todo o rosto de Isabella, que tentou fugir, mas ao fazê-lo escorregou caindo e levando Edward consigo. – Ai! – gemeu ao sentir o peso dele sobre ela, ambos completamente lambuzados.
- Se machucou? – perguntou aliviando o peso, mas sem sair de cima dela.
- Nada além do meu orgulho... –novamente ele riu. – Quer parar de rir de mim! – Edward passou a língua pelos seus lábios, bochecha pescoço.
-Hmm, esta calda está uma delicia, seria um pecado desperdiçá-la. – disse voltando a lambê-la, a jovem o lambeu também, era obrigada a concordar com ele, aquilo estava delicioso. Roçou seus lábios aos dele o beijando, ao tocar de suas línguas, novamente o desejo explodiu e ambos devoravam-se mutuamente.
- Oh meu Deus! – soltou Sue ao entrar e encontrá-los no chão da cozinha, ambos se apartaram bruscamente colocando-se de pé em um átimo – O que houve aqui? – perguntou tentado segurar o riso, pois os dois estavam completamente lambuzados.
- Eeu... Eu deixei a calda cair. – Isabella tentou explicar, mas gaguejou nervosa como uma garotinha que havia feito arte.
- Sei! Já pra fora os dois, acho melhor tomarem um banho, vou limpar essa bagunça. – disse tocando os dois pra fora da cozinha, Edward pegou Isabella nos braços e subiu com ela.
- Viu o que você fez? O que Sue vai pensar de nós e...
- Não importa o que ela pense, vem cá e me da um beijo. – pediu a puxando pra si depois de colocá-la no chão.
-Onde esteve? – perguntou assim que se apartaram, ele a olhou confuso. – Te esperei por dez minutos.
- Desculpe, é que perdi o sono e acabei saindo mais cedo. – pediu acariciando seu rosto. – Não sei exatamente o que está acontecendo Bella, mas estou adorando ficar assim com você. – confessou voltando a beijá-la, beijo o qual ela prontamente respondeu.
