Gostaria de agradecer ao carinho de todos vcs!
Obrigada pelos seus comentários, saibam que é muito bom saber
que o que eu escrevo agrada a vocês!
É muito gratificante, demorei anos para postar minhas fics, mas foi bom , porque agora relendo-as, vejo o quanto evolui!
Por isso antes de postar uma fic, eu a releio, e muitas eu praticamente as reescrevi,
Tudo para apresentar a vcs um trabalho de qualidade!
Desculpem se não agradeço a cada review, mas é que eu realmente
passo a maior parte do meu tempo, escrevendo e quando não estou no computador,
escrevo a mão, pra não perder nada! Mas não deixo de ler uma só review!
Agora aproveitem a leitura e não esqueçam de comentar!
CAPITULO VIII
Harry aguardava Edward na cozinha e Sue já havia preparado o café da manhã, sorriu ao ver o casal descer entre risos e beijos, cutucou o marido e saiu dando privacidade a eles.
- Posso acompanhá-lo até o aeroporto? – perguntou ao passar geléia em uma torrada e oferecê-la a ele.
- É arriscado Bella!
- Mas você mesmo disse que aqui não há Volturi, além do mais, ninguém nos conhece, tirando os Clearwater. – argumentou. – Oh! E sua amiga, como era mesmo o nome? Gianna, não é? – Edward semicerrou os olhos e Bella riu debochada.
- Tudo bem, mas você volta com Harry, e me prometa que não vai sair da ilha.
- Sim senhor! – disse batendo continência.
- E nem pense em ir ao lado leste da ilha, é perigoso demais Bella, e arriscado!
- Pode deixar!
- Se por acaso se sentir sozinha aqui, peça a Sue ou Leah pra ficar com você. – a garota somente assentiu.
- Não se preocupe, sou bem crescidinha e sei me cuidar!
-Amham! – ele grunhiu descrente.
Edward guiou a lancha até o Rio, Leah e Seth foram com eles, além de Harry. Ficaram aguardando na marina enquanto Bella o levava até o taxi.
- Se cuida Edward e manda um beijo para Alice, e pra Esme, Carlisle e todos. – ele sorriu assentindo, estava sendo extremamente difícil deixá-la pra trás.
- Eu mando, tchau, preciso ir. – se não o fizesse logo, desistiria.
- Tchau! – a voz de Isabella saiu embargada, ele a puxou pra si a beijando de forma urgente. – Vou voltar Bella, prometo que vou! "Eu te amo" – concluiu em pensamento apartando-se dela.
"Vou estar te esperando, meu amor." – Isabella respondeu mentalmente ao se afastar dele. Sentiu seu coração apertado, ficou ali acenando até o taxi desaparecer, de repente sentiu-se sozinha.
Edward sentia o coração apertado, ligou para casa avisando que logo embarcaria, encarou dez horas de viagem até o México e mais três horas e meia até Seattle. O tempo todo pensava em Bella, no que estaria aprontando em sua ausência, o que estaria fazendo? Perguntando-se se a jovem sentiria sua falta como ele já sentia a dela.
Ao descer do jatinho viu que Emmett o aguardava na pista com seu carro, cumprimentaram-se com um abraço.
- E ai mano, como estão as coisas por lá?
-Tranqüilas. – Edward respondeu jogando a pequena bolsa de viagem no banco de trás. – E por aqui, alguma novidade?
- Segundo o pai, há algumas complicações, mas ele não abriu nada, disse que nos reuniríamos depois do jantar.
- E o processo, o promotor já deu início?
- Ainda não, pelo que entendi tem haver com a tal reunião... – seu irmão disse dando de ombros. – Quando essa bomba estourar, as coisas vão complicar ainda mais para Bella.
- Eu sei! – foi o que Edward conseguiu responder, sentiu um aperto em seu peito somente com a hipótese dos Volturi conseguir colocar as mãos nela.
- Rose encontrou Tanya na quarta-feira, ao que parece os Denali também foram convidados para o tal jantar. Vai com ela?
-Ainda não sei! Talvez eu vá sozinho. – o irmão o olhou de um modo estranho.
- Cara, se for sozinho, a mulherada vai cair matando, é o aniversário da Jane, esqueceu? – aquilo definitivamente era um problema, mas Edward simplesmente não estava a fim de sair com ninguém!
- Tem razão, até amanhã me decido! - ao chegar em casa foi recepcionado pela família e por Alice.
- Como vai cunhado? E minha irmã, como está? – disparou ansiosa.
- Estou bem, obrigado! Quanto a sua irmã, às vezes age como se estivesse de férias, fez amizade fácil com Seth e Leah, assim como Sue e Harry.
- Como Bella reagiu à morte de seus amigos? – sua mãe perguntou desta vez.
- Ficou arrasada, chorou por dois dias inteiros, depois desceu sorrindo como se nada tivesse acontecido. – disse dando de ombros. – Bella é mesmo assim, ela extravasa tudo, não é de guardar dentro de si, não por muito tempo. – os Cullen se entreolharam, ele falava como se a conhecesse há muito tempo.
- Ela ainda ta brava com você, quando saíram, Bella parecia querer arrancar sua cabeça. – comentou Emmett.
-Sua raiva passou no avião, conversamos bastante, acabamos nos tornando amigos. Ela
- Ué! Não era desajeitada, desbocada e um verdadeiro desastre? – provocou Jasper.
- Isso ela é mesmo, não tenha duvidas! Mesmo assim é encantadora!
- Eu disse que Bella era apaixonante! – Alice disse vitoriosa.
- Sabem o porquê deste jantar assim, de ultima hora? Porque esse lance de que é o aniversário de Jane, não colou!
- Também não entendemos. – disse Carlisle. – Mas nossa presença é necessária, Tanya irá acompanhá-lo?
- Pra dizer a verdade eu preferia ir sozinho, mas se o fizer é capaz de Jane colar no meu pé. – bufou impaciente.
- Leve a Lauren, um telefonema seu e ela nem vai pestanejar. – cutucou Rosalie.
- Nem pensar, e tê-la no meu pé a noite toda! Não se preocupe, vou dar um jeito nisso, com licença, vou ligar para Harry, saber como as coisas estão por lá. – avisou subindo para seu quarto.
- Ele ta estranho! – disparou Emmett.
- O que será que está acontecendo naquela ilha? – se perguntou Rosalie em voz alta.
- Isso, somente quem esteve por lá, pode nos dizer. – Carlisle respondeu pensativo, seria capaz de apostar que o filho foi ter notícias de Isabella.
Assim que chegou ao quarto ligou para o celular de Sue, que a seu pedido o deixou com Bella, para que pudessem se comunicar enquanto estivesse fora.
"Edward?" – disse ao atender
-Como estão as coisas por ai? – perguntou deixando-se cair sobre a cama, sentia-se como um adolescente.
"Bem... – respondeu entre um suspiro. – Aproveitamos para comprar algumas coisas pra casa e quando as duas saíram, aproveitei pra lavar os lençóis, já estão devidamente limpos e passados."
- Sabe que não precisava ter feito isto.
"Eu sei, mas como disse, seria constrangedor se Sue ou Leah os visse, concorda?"
- Tudo bem,o que está fazendo?
"Estou na sala de vídeo, com Eddie, estamos assistindo uma comédia, e você?"
- Em casa, no meu quarto, pra ser exato.
"E como estão as coisas por ai? Alguma novidade?"
- Ainda não, a reunião será no domingo, parece que houve algumas complicações...
"Complicações? Como assim?" – perguntou alarmada.
- Alice está bem? Estão todos bem?
- Sim, estão todos bem, não se preocupe. Parece que o promotor encontrou uma brecha, meu pai não explicou direito, vai esclarecer tudo na reunião, muita coisa depende deste bendito jantar.
-Tem alguém com você ai?
"Só o Eddie, por quê?"
- Está sozinha?
"Não se preocupe, não vou colocar fogo na casa, sei me cuidar sozinha. Está tarde, deve estar cansado da viagem."
- Estou morto!
"Então vá descansar, também tenho que dormir cedo, amanhã acordo cedo..."
- Não precisa acordar tão cedo amanhã, quando eu voltar retomou os treinos.
"Mesmo assim não quero parar, vou treinar o que aprendi."
- Cuidado pra não se machucar. – ele riu ao ouvir alguns resmungos do outro lado.
"Se cuida, nos vemos em breve!"- Edward sentiu que a voz dela saiu diferente, parecia triste.
- Até breve, Bella. – "Queria estar ai com você!" – completou mentalmente.
Em seguida ligou para Kate, conversaram um pouco e Edward a convidou para acompanhá-lo ao jantar. Claro que ele sabia o que estava implícito, mas não quis pensar naquilo, estava cansado demais.
Edward se olhava no espelho, estava vestindo um terno muito elegante, mas pela primeira vez não sentiu a adrenalina correr pelo seu corpo, como costumava acontecer. Sua mente estava na jovem morena que ele havia deixado na ilha, jamais poderia imaginar que sentiria tanta falta dela.
- Ed? – ouvi Rosalie lhe chamar, o despertando de seus devaneios. – Onde estava meu irmão, parecia distante.
- Só estava pensando, em nada de importante, só pensando. –mentiu dando de ombros. – E ai, como eu estou?
- Um gato!
- E você está linda maninha. – disse estalando um beijo na loira, a acompanhando.
- Vai conosco filho? – perguntou Carlisle ao vê-lo.
-Não, vou pegar uma amiga e encontro vocês lá. – o pai assentiu somente. – Uau! Você está linda cunhada!
- Obrigada, cunhado! – Alice agradeceu sorrindo, ele foi buscar Kate e de lá iriam para a casa dos Volturi.
- Boa noite Kate, você está linda! – Edward a elogiou, Kate Stevens era uma mulher linda, alta, loira com lindos olhos azuis e um corpo muito atraente.
- Olha só pra você, Ed.- a moça disse envolvendo seu pescoço depositando um beijo em seus lábios. – Consegue estar ainda mais lindo.
- Vamos? – disse não dando muita importância para o que ela havia dito. Ao chegarem à mansão Volturi as palavras de Isabella lhe vieram à mente: "Como consegue? Ir até lá e agir como se... Aquele homem... A família dele foi à responsável pela morte de seus pais, da sua irmã e, no entanto... Entendo! Só não sei se teria estômago pra isso." – sentiu seu estômago revirar.
Foram recepcionados por Aro Volturi em pessoa e Renata sua esposa, Jane veio lhe cumprimentar com um sorriso enorme, que se desfez assim que viu Kate Stevens ao seu lado, depois de cumprimentarem algumas pessoas conhecidas, juntou-se a sua família.
-Kate, se lembra dos meus pais, não é?
-Claro que sim, como vai Esme, Carlisle! – a moça cumprimentou a todos educadamente, Edward estava distante, mal dava atenção a ela, já estava em sua terceira dose de vodka. Sua mente estava na linda morena que havia deixado na ilha, não conseguia parar de pensar em Bella. A festa se arrastava e Edward já estava farto de tudo aquilo, e não parecia ser o único, seus irmãos também compartilhavam de sua opinião, assim como seus pais e Alice.
Como era esperado Tanya Denali estava lá com os pais e sua irmã, Irina, conversavam animadas com Anne Brandon e Renata Volturi. Depois do jantar Edward foi para a área externa, precisava tomar ar, Kate ficou conversando com sua irmã, Alice e sua mãe.
- Olá querido! – reconheceu de imediato a voz de Tanya, assim como seu perfume. – Fiquei aguardando sua ligação!
- Desculpe! Mas como soube que viria com seus pais, achei que Kate gostaria de vir, já que acaba de chegar da Europa.
- É eu soube, estão juntos? – perguntou como quem não quer nada.
- Não... – respondeu taxativo. – Kate e eu somos somente amigos, Tanya.
-Então porque não a dispensa e venha curtir o restante da noite comigo, sinto sua falta. – disse jogando seus braços envolta do pescoço de Edward, colando seu corpo ao dele.
- Eu vim com Kate e vou voltar com ela, qual o seu problema Tanya? - questionou escapando de se abraço.
- Porque anda fugindo de mim, Ed? – exigiu frustrada.
- Não estou fugindo de você, Tanya! Acabo de voltar de viajem e...
- Correu procurar a Kate? – o cortou ácida.
- Posso saber o porquê desta ceninha? – exigiu entre os dentes. – Não somos um casal, Tanya, lembre-se disto!Sou livre para sair com quem eu quero e quando quero, sempre soube das regras. - sem tom era sério e seu olhar cortante. - Agora se me der licença, sim. – a loira morango assentiu contrariada, estava morrendo de ciúme de Kate Stevens.
- Bella tinha razão! – Alice o abordou quando ele entrava, enlaçou seu braço e voltou com Edward para fora. Seu cunhado olhou para todos os lados para ver se tinha algum conhecido por perto. – Não se preocupe! Ninguém sabe quem é Bella. – disse divertida.
- Porque disse isso? – indagou confuso.
- Tanya é insuportavelmente linda, não se pode negar, mas é intragável e muito desagradável! – Edward riu ao ouvi-la.
- Não é má pessoa... – disse em defesa da loira morango. – Só é mimada demais.
- Definitivamente vocês homens são cegos! – retrucou. – Aquilo é uma cobra, Edward! Soube o que ela fez?
- O que?
- Pediu a cabeça de Bella, ao próprio Aro! – Edward estancou com os olhos saltados.
- Minha mãe me contou hoje cedo! Renata disse a ela que Tanya Denali em pessoa foi procurar seu marido para que usasse de sua influência e poder para impedir que a fotógrafa abusada jamais trabalhasse nesse estado novamente!
- Tudo isso por causa da merda de um vestido? – perguntou indignado.
- Pra você ver como sua amiga é bem fútil!
- E o que mais sua mãe disse?
- Andou fazendo perguntas sobre Bella, o que me deixou intrigada, afinal, ela detesta minha irmã.
- Estranho! Contou ao Jazz?
- Não, mas falei pra Rose que também achou estranho, minha mãe está muito ligada a Renata e isso não vai dar em boa coisa.
- Acha que sua mãe pode contar a ela sobre Bella?
- Não creio que chegue a tanto, é terrível o que vou dizer, mas minha mãe prefere a morte a dizer que Bella é uma Brandon, jamais dirá, mas infelizmente pode denunciá-la.
- Se Anne abrir o bico, pode implicá-la Alice, eles virão atrás de você também e conseqüentemente atrás dela e de seu pai.
- Acha que isso pode prejudicar vocês?
- Temos que falar com meu pai sobre isso. – sua cunhada assentiu.
- Mudando de assunto, como estão as coisas entre vocês? Digo, entre você e Bella. – Edward levou a mão à nuca, sem saber o que dizer.
- Nos tornamos amigos, sua irmã é uma garota incrível! – Alice sorriu ao ver o brilho nos olhos do cunhado ao falar de Bella. – Num momento ela me deixa louco, com aquela teimosia e aquele narizinho empinado, em outro eu só quero... Quero...
- Quer? – o incentivou.
- Ela conseguiu entrar onde ninguém jamais esteve antes, Alice... – disse rendido, passando as mãos pelos cabelos, estava nervoso. – Bella tocou meu coração, compreende? Entrou de mansinho com aquele jeito destrambelhado, mas ao mesmo tempo encantador... Ela é doce, gentil, desbocada e teimosa demais!Sem contar que é desatenta e muito sarcástica... É tão honesta e sincera acima de tudo. Sua irmã não tem papas na língua! Diz o que lhe vem à mente, o que tem em seu coração, e dá pra ver em seus olhos o quanto é sincera, verdadeira.
-Uau! Isso é que é paixão! – Edward revirou os olhos estalando a língua. – Meu Deus! O que ela fez com você naquela ilha?
- Acredito que, ela tenha arrebatado meu coração! – confessou – Mas peço que guarde segredo absoluto, por favor, Alice.
- Tudo bem Ed, mas por quê? Tenho certeza de que todos ficarão felizes por você... Quero dizer, vocês estão juntos?
- Este é o ponto, as coisas estão muito recentes e sinceramente não sei o que ela sente... – disse inseguro. – Além do mais tem toda essa coisa em que estamos envolvidos e...
- Disse a ela o que sente?
- Não, Bella não quer falar sobre isso, insisti que... – hesitou. – Insisti em dizer para curtirmos o momento, apenas deixarmos levar e mais nada! Ela me confunde, sei que me quer, que me deseja, mas não sei o que sente ... Estou confuso demais... – disse novamente passando as mãos pelos cabelos. – Isso tudo é tão novo pra mim, ainda estou me adaptando a isso que estou sentindo. – riu nervoso.
- Entendo! Mas vou lhe dar um conselho, cunhado! Diga a minha irmã, o que senti aqui... – falou tocando o peito de Edward. – Se não se abrir com ela, Bella vai continuar na defensiva. Esse papo de deixar rolar, não falar sobre o assunto, tudo isso é medo! Medo do que deve estar sentindo, medo de que não seja correspondida.
- Acha mesmo? Mas...
- Bella tem muito medo de se machucar, Edward...
- Eu sei, ela mesma me contou!
- Wow! As coisas estão bem avançadas entre vocês! – brincou dando com o ombro no braço dele, porque mesmo de salto, ficava baixa perto dele.
- Alice? – ouviram a voz de Jasper chamá-la. – Edward, porque está monopolizando minha namorada? – perguntou divertido. – Kate está procurando por você. – avisou enlaçando a cintura de Alice.
- Juízo vocês dois! – disse Edward ao sair. – Ah! E obrigado cunhadinha! – sussurrou estalando um beijo em seu rosto.
- Deixa de ser descarado, vaza logo daqui!- ralhou seu irmão enciumado.
Edward sentiu-se bem por ter se aberto com Alice, ainda tentava digerir o que a cunhada lhe dissera sobre, Tanya. Voltou para junto de Kate, conversaram sobre amenidades, ela contava animada as coisas que viu em sua viagem a Europa. Mas a atenção dele estava em Aro, que conversava com um grupo de empresários, deu graças quando aquele inferno finalmente acabou.
- Ainda é cedo, Ed, podíamos dar uma esticadinha e...
- Desculpe Kate, mas não estou no clima, to morto!
- Tudo bem então, podemos marcar alguma coisa, sair pra jantar fora ou sei lá.
- Vou estar meio ocupado, mas quem sabe! – disse parando o carro em frente a casa dela, sem cerimônia alguma, Kate o puxou pelo paletó e o beijou com vontade. Edward retribuiu ao beijo, mas logo se apartou.
- Senti falta dessa tua boca, dos teus beijos. – dizia se esfregando nele como uma gata no cio, a imagem da morena tímida e ao mesmo tempo ardente lhe veio à mente e ele se apartou dela de forma brusca.
- Eu realmente estou cansado, Kate, obrigado por sua companhia. – a moça bufou contrariada ajeitando o vestido, saiu pisando duro sem nem ao menos dizer tchau! Edward bufou saindo com o carro. Assim que chegou em casa subiu para seu quarto, depois de um belo banho jogou-se na cama, adormeceu pensando em Bella.
Pela manhã, Carlisle reuniu os filhos e Alice aproveitou para contar o que sua mãe lhe disse, assim como seu repentino interesse pelo o paradeiro de Bella.
- Porque sua mãe está tão interessada em Bella? – perguntou Esme tentando entender a situação.
- Sinceramente eu não sei, há alguns dias ela me perguntou por onde Bella andava e que teve a nítida impressão de tê-la visto no jantar beneficente.
-Seu pai comentou se a viu? - Carlisle perguntou desta vez.
-Não, na realidade eu mal vejo o papai, está sempre ocupado! Mamãe disse que Renata havia comentado com ela em um de seus encontros que, Tanya, havia pedido a cabeça de Bella para Aro.
- Porque ela faria isto? – disparou Emmett.
- Pelo que Bella fez ao seu vestido! – respondeu novamente indignada!- Renata contou à mamãe que Tanya disse que a fotografa abusada, lhe faltou com respeito, que estragou o vestido de propósito e que parecia estar fugindo de alguém.
- É mentira! Bella esbarrou nela sem querer... – Edward disse em defesa da jovem. – Estava assustada demais, não consigo entender porque Tanya fez isso?
- Ciúme talvez? – deduziu Rosalie.
- De que? Ou melhor, de quem? – seu pai lhe perguntou.
-Bella disse que esbarrou em Tanya, porque estava tentando encontrar seus amigos, certo? – todos assentiram. – Quando esbarrou em Tanya, perdeu o equilíbrio e você a amparou, não foi?
- O que queria? Que a deixasse cair? – retrucou sem entender onde a irmã queria chegar.
- O que exatamente está querendo dizer com isso? – indagou Carlisle impaciente.
-Estou dizendo isso, porque, quando fui acompanhá-la para ajudá-la com o vestido, Tanya resmungava bastante, estava furiosa pela atenção que você dedicou a Bella. Ela disse que você parecia um idiota, olhando para a fotógrafa inútil!
- Agora faz sentido! – concluiu Esme, olhando para o filho. – Desculpe querido, mas se olhou para Bella, como a olhava quando esteve aqui, está explicado.
- Do que estão falando exatamente? – Edward disse incomodado.
- Do seu interesse por Isabella, desculpe irmão, mas é visto e notório, meu caro! – Rosalie disparou. –Toda aquela atenção, aquele interesse...
-Não começa Rose! – cuspiu entre os dentes.
- Foco vocês dois! – Carlisle os repreendeu. – O fato de Tanya ter procurado Aro, não muda nada, ele já estava à caça de Isabella! Ela foi testemunha de um assassinato cometido pelo Aro Volturi em pessoa, ele irá caçá-la por todo o país. Aro comanda uma organização muito, mas muito poderosa! Há ramificações por todo o país e não somente aqui, a polícia italiana também quer colocar as mãos nele e sua corja. Mas pra que isso aconteça temos que ser cautelosos, porque mesmo com tudo o que temos, somente Aro será indiciado.
- Isso já seria uma vitória. – Jazz disse o cortando.
- Sim, mas o FBI e a Interpol querem acabar com a organização em si, se tiráramos Aro, outro tomará seu lugar, temos que nos unir para desmembrarmos esta organização criminosa chamada família Volturi! Falei com o superintendente e com o senador Johnson, trabalharemos em conjunto, uniremos nossas forças. Haverá uma missão conjunta, temos mandatos expedidos para busca e apreensão em alguns depósitos na região portuária de Seattle.
- Até que em fim um pouco de ação! – comemorou Emmett.
- Sinto muito filho, mas não quero nenhum de vocês na linha de frente... – disse taxativo. – Preciso de vocês no comando das equipes, mas de fora.
- Isso vai ser muito bom! – Edward disse sorrindo para o pai. – Têm razão pai, se acabarmos com as ramificações, atingiremos a raiz do problema e desestabilizamos a organização. – Carlisle olhava orgulhoso para o filho.
- É verdade! – concordou Jasper. – Estávamos tão focados em Aro e sua família, que nos esquecemos do que vinha abaixo deles, se agirmos em conjunto, logo chegaremos a eles e enfim destruiremos aquela corja!
- Porque os odeiam tanto? – Alice perguntou meio perdida. – Sei que não passam de uns miseráveis, mas sinto que há algo de pessoal nessa história. – disse diretamente para Jasper.
- E há! – Carlisle disse, chamando a atenção da nora. – Todos aqui são sobreviventes da crueldade sem limites dos Volturi! – a jovem piscou algumas vezes. – O pai de Esme foi à primeira vítima dos Volturi que tivemos conhecimento!
- Mas o que eles fizeram?
- Victor Volturi era quem chefiava a "família" como eles se intitulam, a máfia italiana em sua pura essência! Envolveram o pai de Esme em suas falcatruas, tiraram tudo dele, dinheiro, família e dignidade. – o tom de Carlisle era sério, mas via-se o pesar em seu olhar. – Esme só sobreviveu porque na época estava estudando fora, quando voltou não encontrou nada além de ruínas.
- Carl e eu nos conhecemos na universidade e nos apaixonamos, quando voltei encontrei minha família na mais pura ruína. Meu pai estava morto, minha mãe doente e minha irmã, ela havia sido levada a mando de Victor.
-Levada? Levada pra onde?
- Pelo que soubemos foi vendida. – Esme respondeu com o olhar perdido. – Vendida como escrava sexual, umas das facções comandadas pelos Volturi é claro.
- Isso é monstruoso!
- Mas muito rentável! – disse Carlisle. – Tráfego de mulheres e prostituição, infelizmente, são muito rentáveis.
- Carl e sua família me acolheram... – continuou Esme. - A mim e a minha mãe que não resistiu por muito tempo e sucumbiu a doença. Desde aquela época o senador Cullen lutava contra as atrocidades cometidas pelos Volturi, mas esbarrava na burocracia, na corrupção.
- Foi quando criaram a agência?
- Sim, fomos treinados e capacitados para isso, tentávamos evitar que essa praga se alastrasse pelo país, mas foi inútil. – dizia Carlisle. – Tempos depois nos deparamos com o caso Masen... – automaticamente Alice olhou para Edward. – Anthony, pai de Edward, era um grande empresário de Chicago que caiu nas garras de Victor e seu filho Aro, perdeu toda sua fortuna, foi acusado de assassinato...
- Oh meu Deus!
- Mataram sua esposa Elizabeth, e Nessie, sua filhinha caçula de apenas quatro anos, Anthony pensou que Edward estivesse morto também...
- Porque ele foi acusado de assassinato?
- Porque o incriminaram, fizeram parecer que ele havia matado os três. Edward havia levado um tiro, mas a bala não atingiu nenhum órgão, Esme e eu achamos melhor os Volturi pensar que Edward Masen estivesse morto! Ele havia perdido tudo já que seu pai foi morto na prisão, pouco tempo depois, queima de arquivo. – as lágrimas escoriam pelo rosto da jovem.
- Quantos anos você tinha? – perguntou para o cunhado, segurando firme sua mão, estava horrorizada.
- Seis anos! – respondeu com a voz embargada.
- Depois veio o caso Mccarty... – Alice olhou para Emmett. – Seu pai foi um agente do FBI, um dos melhores do Tennessee, sua mãe Maggie trabalhava para os Volturi, quer dizer era obrigada a trabalhar para eles, mas mudou de lado quando se apaixonou, viveram juntos por dez anos.
- Mas os Volturi nos encontrou! – disse Emmett. – Estouraram os miolos do meu pai diante dela, depois a espancaram até a morte.
- E você?
- Meu pai havia me escondido no porão, eu ouvi tudo. – os olhos de Emmett estavam marejados, era difícil para eles tocar neste assunto. – Esme e Carlisle me encontraram e me trouxeram pra casa, foi quando conheci esse cara aqui... – disse bagunçando os cabelos de Edward, o abraçando em seguida. – Ele se tornou meu irmão como Jazz.
- Vocês também foram vitimas dos Volturi? – Alice perguntou voltando-se para Jasper e Rosalie, ambos somente assentiram.
- Foram entregues a nós pelo FBI... - Carlisle disse. – O pai de Jasper e Rosalie, Alfred Whitlock Hale, se deixou enganar por Victor e se filho. Era um banqueiro bem sucedido, mas se associou aos Volturi e quando quis pular fora, quando viu na verdade que era aquelas cobras, procurou o FBI, delatou tudo...
- Aro descobriu que Alfred procurou o FBI, dias depois um incêndio arrasou a mansão Hale, Alfred e Lilian foram encontrados mortos, e os gêmeos encontrados juntos em um esconderijo subterrâneo da mansão.
- Foram entregues a nós... – concluiu Esme. – E como os outros foram dados como mortos no incêndio. Eles tinham apenas cinco anos, Alice! Acreditamos que de alguma forma o casal os tenha escondido quando o incêndio começou.
- Agora entendo! Todos têm motivo suficiente para querer destruir aquele monstro!
- Infelizmente nunca conseguimos provar o envolvimento deles nestes casos, de certo modo sempre saem ilesos das acusações. Mas chegou à hora do acerto de contas e sua irmã é fundamental nisso!
- No que minha irmã se meteu? – lamentou se encolhendo nos braços de Jasper.
- Não se preocupe meu amor, iremos protegê-la, Bella está segura na ilha. - garantiu a apertando em seus braços.
Edward teve que adiar a ida para a ilha, devido à missão a qual foi designado, tanto ele e os irmãos teriam que preparar suas equipes para a operação limpeza. Havia prometido a Bella que voltaria logo, mas com tudo que estava acontecendo, não seria possível e rogava pra que ela compreendesse.
- Bella?
"Oi Edward, como estão às coisas por ai?"
-Complicadas! – soltou um longo suspiro. – Não vou poder voltar agora, haverá uma grande operação e precisam de mim aqui.
"Oh sim, claro, eu entendo!" – seu tom de voz havia mudado.
- É sério Bella!
"Tudo bem, Edward! Sabe se seu pai vai enviar alguém?" – mudou de assunto.
- Não! Porque assim que esta operação estiver terminada, volto para a ilha. Como estão as coisas por ai?
"Bem! O sobrinho de Harry chegou, Quill é bem divertido, disse que vai ajudar o tio na manutenção de tudo por aqui." – Edward não gostou nada do modo como ela se referiu ao sobrinho de Harry. – "Será que eu poderia acompanhar Leah ao Rio? Ela quer me levar pra conhecer alguns lugares, posso?"
- Que lugares? Não acho uma boa idéia você e Leah sozinhas circulando por lá e...
"Não vamos sozinhas, Quill e Seth irão conosco." – Edward irritou-se ao ouvi-la falar do sobrinho de Harry com tanta intimidade.
- Pelo visto andou fazendo novas amizades. – seu tom foi um tanto ácido e ela notou.
"Algum problema?" – indagou no mesmo tom. "Pra sua informação Quill e eu nos demos muito bem sim, e quer saber, não preciso de sua autorização, sou maior de idade e dona absoluta do meu nariz!" – retrucou irritada.
- Ótimo!Faça o que quiser, pouco me importa! – revidou enciumado.
"Seu imbecil! Seu grosso! Seu... Seu... – Isabella desligou o telefone o atirando na cama, estava feliz e ele conseguiu estragar tudo! Não conseguia entender o porquê ficou daquele jeito, era somente um programa entre amigos.
Em Seattle, Edward jogou o celular sobre a cama, esfregando o rosto constantemente.
"Como ela ousa desligar na minha cara? Quem ela pensa que é?" – esbravejava mentalmente andando de um lado para outro. De repente lembrou-se das palavras de Alice e o arrependimento bateu forte, pensou em ligar para ela novamente, pegou o celular e se assustou ao ouvi-lo tocar, olhou no visor, era Seth.
- Alô, Bella?
"Desculpe!" – a ouviu dizer, sua voz estava abatida.
- Eu é que peço desculpas, acho que estou com ciúme! – confessou.
"Você sentindo ciúme? Essa é nova!" – Isabella abriu um enorme sorriso ao ouvi-lo. "Mas lhe asseguro que não há motivo algum para isso, só está muito entediante aqui sem você, sinto muito sua falta." – Edward fechou os olhos sentindo seu coração martelar em seu peito.
-Acredite Bella, não a nada que eu deseje mais do que estar ai com você de novo, também sinto sua falta. – por um momento um só ouvia a respiração pesada um do outro.
"É só um programa entre amigos e..."
- Sei disso, me desculpe!
"Você disse que sairá em uma operação? Que operação, tem haver com o meu caso?" – ele sentiu a preocupação em sua voz.
- As coisas complicaram-se um pouco por aqui, mas não esquente sua cabeça com isso e...
"Por favor, Edward, não me esconda nada, o que está acontecendo, que operação é esta?" – Edward bufou sentando-se na cama.
- O FBI conseguiu mandatos para busca e apreensão em vários estabelecimentos ligados aos Volturi, com isso esperamos desestabilizar a organização.
"Isso parece perigoso."
- E é, mas Carlisle nos quer a frente de nossas equipes, não vamos a campo, somente os comandaremos.
"Mesmo assim é arriscado, não é?"
- Um pouco, há muito em jogo.
"Promete que vai tomar cuidado? Por favor, Edward, se algo te acontecer eu..." – a jovem se calou, só de imaginar lhe faltou o ar. – "Tome cuidado, todos vocês, por favor, tomem cuidado." – Edward sentiu a angustia de Bella.
-Não se preocupe, é o nosso trabalho! – disse em um tom descontraído, tentando acalmá-la. – Assim que esta operação acabar, voltou pra ai, pra junto de você. – havia tanta intensidade em suas palavras.
"Isso mesmo, porque sinto falta do meu professor de defesa pessoal, é um saco correr sozinha..." – Edward riu. – "Além do mais, meu novo parceiro de cinema é entediante, Eddie dorme assim que o filme começa." – a jovem sorriu ao ouvir outra risada dele.
- Parece a dona! – provocou. – Também sinto falta da minha parceira, mesmo que ela durma no meio do filme.
"Bobo!"
- Linda!
"Por favor, tome cuidado!" – pediu séria.
- Vou me cuidar, tchau Bella! "Eu te amo." – completou mentalmente.
"Tchau Edward!" – "Se cuida meu amor." – pediu mentalmente, hesitante ambos desligaram.
