Aqui está como o prometido!

Agradeço as todas as reviews, um beijão a tods vcs!

Espero que curtam, boa leitura!


CAPITULO IX

Isabella não estava tão animada para o passeio, mas havia prometido a Leah que iria, estava preocupada com Edward e os Cullen. Rogava para que tudo acabasse bem e que Edward voltasse como havia prometido.

Olhou-se novamente no espelho, havia optado por um jeans, uma camiseta e tênis. "Se Alice me visse teria uma sincope!"- pensou sorrindo, pegou sua máquina e desceu encontrando os três. Quill era muito divertido, se deram bem logo que se conheceram. Era um belo moreno, alto e com um porte bem atlético, mas nada que se comparasse a beleza Edward, na realidade pala Isabella, nada se comparava a belezas de Edward.

Por mais agradável que fosse a companhia de Leah, Seth e Quill, a jovem sentia falta de Edward. Não conseguia tirá-lo de sua mente e o mais importante, de seu coração, aquele anjo protetor havia entrado em seu coração de tal forma... O tomado por completo, mas o que ele sentia? Perguntava-se insegura. Ela seria somente mais uma de suas conquistas? A jovem não tinha dúvida de que sim.

- Bella? – Leah a chamou a despertando de seus devaneios. – Onde você estava mulher? – brincou dando com seu ombro no dela.

- Desculpe, estava distraída.

- O que acha de irmos ao Pão de Açúcar, com certeza vai tirar lindas fotos de lá.

- Adoraria!

Leah estava certa, Isabella tirou belíssimas fotos, o Rio realmente era um belíssimo lugar, divertiram-se muito, muito mesmo. Mas em nenhum momento deixou de pensar em Edward e no que ele estaria fazendo.

Três dias se passaram e Edward, junto com seus irmãos dedicou-se ao treino com suas equipes, não entrou mais em contato com Bella. Finalmente o grande dia havia chego e a operação foi um verdadeiro sucesso. Muitas drogas apreendidas, entre elas ecstasy e cocaína, um dos laboratórios centrais onde a droga era refinada foi estourado. Em um dos depósitos foi encontrado um verdadeiro arsenal, havia de tudo ali.

- Olha para esses números! – dizia Jasper empolgado. – Uma tonelada de coca bruta e duzentos quilos de coca refinada, sem contar a meia tonelada de ecstasy.

- Viu as armas? – comentou Emmett. – O que era aquilo? Parecia um arsenal do exército!

- O que mais me impressionou foi o cativeiro... – disse Esme. – Todas aquelas mulheres, tão jovens. - lamentou.

- Provavelmente seriam vendidas para alguma casa de prostituição, ou algum ricaço em busca de uma escrava sexual. – todos olharam para Emmett com um olhar reprovador. – Não me olhem assim, sabem perfeitamente que era isso que iria acontecer.

- Emm está certo, infelizmente! – Carlisle lamentou.

- A pergunta crucial é, encontraram algo que os ligue aos Volturi? – indagou Edward.

- Ainda não sabemos. – seu pai respondeu simplesmente.

- Ainda vai precisar de mim? – perguntou se pondo de pé.

- Porque a pergunta?

- Porque preciso voltar para a ilha, não podemos simplesmente deixá-la lá sozinha!

- Bella está segura, filho. – seu pai argumentou. – Preciso que vá a empresa, há alguns assuntos que pedem sua atenção, tenha paciência Edward, logo você volta. – ele assentiu impaciente.

- Posso falar com você Edward? – pediu Jasper.

- Claro! – disse acompanhando o irmão.

- Alice sente muita falta de Bella, acha seguro elas se falarem?

- Não creio que aja problema, por quê?

-Tome, quando voltar para ilha o entregue a Bella... – o loiro entregou ao irmão um pequeno celular. – Está reprogramado, só aceita ligações do seu celular e do de Alice. Também só faz ligação para ambos.

- Obrigado Jazz. – Edward o agradeceu com um abraço.

- Edward? Alice me contou.

- O que?

- Não fique bravo, irmão, não foi nada fácil tirar a informação dela, lhe asseguro. – disse divertido. – Saiba que tem o meu total apoio, torço por vocês meu irmão.

- O problema é que ainda não sei o que há entre nós e...

- Abra seu coração Edward, se permita amar, meu irmão, você mais do que ninguém merece ser feliz. – Edward assentiu somente, sabia que podia contar com sua família.

Enquanto isso na ilha...

Isabella estava há dias sem noticias, não se atreveu ligar para ele, todos tinham suas ocupações e ela passava o dia todo sozinha, nem mesmo Eddie lhe fazia companhia. Estava entediada e teve uma ideia ao ver Quill mexendo na lancha.

- Quill? Está muito ocupado?

- Por quê? Deseja alguma coisa?

- Gostaria de fazer uma visita a Sue, será que poderia me levar a casa dela?

- Claro! – o rapaz respondeu prontamente, Bella fechou tudo e o acompanhou na caminhada, conversaram bastante durante o caminho, e ao chegar foi recebida com carinho por Sue.

- Que surpresa boa, entre filha, o que a trás aqui? Precisa de algo?

- Oh, não, só me senti muito sozinha por lá, resolvi finalmente vir conhecer sua casa, onde está Leah?

- Foi com Seth e Harry comprar algumas coisas para a dispensa, mas estou preocupada, já deveriam ter voltado.

- Tio Harry ligou, está chovendo muito por lá e terão que aguardar para poderem voltar. – avisou Quill. Isabella olhou para o céu, viu as nuvens escuras cada vez mais próximas da ilha.

- Acha que vai chover por aqui? – perguntou preocupada.

- Creio que ainda vá demorar um pouco, sente-se, vou passar um chá para nós. – as duas engataram em um papo animado. Isabella viu algumas revistas com títulos americanos sobre a mesa.

- O que é isto? – perguntou curiosa.

- Isso é da Leah, Harry trouxe ontem, uma amiga dela manda sempre esses exemplares. Por mais que ame isso aqui, não consegue se desligar de lá. – dizia Sue entre risos.

- Posso?

- Claro, à vontade! – a jovem pegou um dos exemplares e o folhou, era bom ter noticias de sua terra. Adorava ver o trabalho de fotógrafos consagrados, pegou a segunda revista que era de Seattle, uma manchete lhe chamou a atenção: Cobertura completa do aniversário de Jane Volturi. A jovem folhou a revista e viu Aro, sua esposa e sua filha Jane, uma mulher muito bonita, já a tinha visto no jantar.

A revista anunciava algumas presenças ilustre que compareceram e Charlie Brandon era um deles, uma foto dele e sua esposa Anne, ilustrava o canto da página. Mais abaixo a família Denali, um casal com mais idade, uma morena e Tanya Denali, lindíssima em um vestido colado ao seu belo corpo.

Sentiu sua insegurança aflorar, ao pensar que Edward já esteve com aquela mulher deslumbrante, ou estava... Virou a página e sorriu ao ver sua irmã em um belíssimo vestido, com certeza alguma de suas criações, sorria ao lado de Jasper que estava muito elegante. A foto ao lado mostrava Rosalie em um vestido vermelho colado ao seu belo corpo, Emmett ao seu lado em um belíssimo terno, estava um gato.

Carlisle e Esme esbanjavam elegância, mas estancou ao ver a foto ao lado, onde Edward estava absurdamente lindo em um terno azul escuro, ao seu lado com um imenso sorriso, uma loira alta e esbelta. Conseguia ser ainda mais linda que Tanya, viu a mão de Edward em sua cintura a mantendo junto de si.

Sentiu o ciúme lhe consumir, quando em sã consciência poderia competir com aquilo? O nó em sua garganta a impedia de engolir, fechou a revista tentando disfarçar seu desconforto.

- Sente-se bem?– Sue perguntou ao ver que a garota estava branca, sua expressão estava atônita.

- Não é nada, acho melhor eu ir, antes que essa chuva chegue por aqui.

- Se é assim então vá, vou chamar Quill.

- Não precisa, aprendi o caminho, pode deixar, ele deve estar ocupado. Será que pode me emprestar essa revista? Prometo que devolvo logo.

- Tsc! Claro que pode levá-la, tem certeza de que consegue ir sozinha.

- Não se preocupe, tchau Sue, até mais.

- Tchau Bella.

A jovem saiu apressada, havia guardado bem o caminho, mas como sempre, sua sorte não estava ao seu lado e a chuva chegou à ilha antes que alcançasse a metade do caminho. De repente o que começou com uma chuva fina, tornou-se uma chuva torrencial e Bella correu para a casa, chegou completamente ensopada, por sorte havia guardado a revista em uma sacola plástica.

Seu queixo batia tamanho o frio que sentia, tomou um banho quente para tirar a friagem e seguida fez um chá. Viu e reviu uma dezena de vezes a foto se perguntando quem seria aquela bela mulher? Uma de suas amigas? Ele teria passado a noite com ela? Adormeceu sobre a revista. Despertou sentindo frio, muito frio, já era noite, sentia-se febril. Seu corpo parecia pesar ma tonelada, arrastou-se até o closet pegando um edredom.

Sue ficou preocupada, acordou cedo e foi ver como Bella estava e se havia chegando bem em casa, assim que chegou, a chamou por várias vezes, mas não houve resposta. Subiu encontrando a jovem ardendo em febre, automaticamente a descobriu ouvindo Isabella bater os dentes.

- Edward... – chamou por várias vezes, deixando Sue assustada.

- Harry? – Sue chamou, o homem subiu correndo.

- O que foi mulher?

- Ela está queimando, acho melhor chamarmos um médico.

- Vou ligar para Edward, não sei se é certo trazer alguém para ilha...

- Então teremos que levá-la ao Rio, olha como a pobre está.

-Não... Edward... Edward... – gemeu entre os dentes travados de frio.

Enquanto isso em Seattle...

Edward estava se aprontando para ir à empresa, Emmett e Jasper iriam com ele assim como Carlisle. Passaram os últimos dois dias entre reuniões intermináveis e muitos papéis para revisar e assinar, pensava em ligar para a ilha mais tarde, para ter notícias de Bella, desceu para tomar café com sua família, sorriu ao ver a cunhada sentada a mesa.

- Bom dia a todos! – se aproximou de Alice e depositou um beijo em sua testa, assim como fez com Esme e Rosalie.

- Bom dia! – sua família respondeu em uníssono, mal se sentou a mesa e seu celular tocou.

- Desculpem... – pediu o retirando do bolso, franziu ao cenho ao ver o nome de Harry piscar. – É Harry. – disse atendendo em seguida. – Harry? Aconteceu alguma coisa?

"Desculpe estar ligando tão cedo Edward, mas as coisas não estão nada bem por aqui." - o coração de Edward disparou no peito.

- Como assim, o que houve?

"Ao chegarmos hoje cedo, Sue encontrou Bella ardendo em febre, ela tentou fazer com que a febre cedesse, mas nada faz efeito. Acha que podemos levá-la ao médico?"

- Como assim ardendo em febre? – disparou se pondo de pé, deixando todos alarmados. – Desde quando isso?

"Pelo que Sue contou, Bella esteve em casa ontem e quando voltou, a chuva acabou a pegando no caminho. Ela está delirando Edward e chama por você." – Edward bufou socando a mesa.

- O que está acontecendo, Edward? – Carlisle exigiu saber.

- Um minuto Harry... – pediu afastando o telefone. – Bella está ardendo em febre, ao que parece choveu muito ontem por lá e quando Sue chegou hoje a encontrou na cama, queimando em febre, Harry disse que está delirando.

- Oh Deus! – disparou Esme.

- Harry quer saber se pode levá-la ao médico?

- Diga a ele para levá-lo a ilha.

- Harry? Vá ao Rio e busque o médico, estou indo pra ai.

"Vou mandar Quill buscá-lo."

- Mande-o ir com a nossa lancha, é mais rápida que a sua. Como Bella está?

"Na mesma." – Edward fechou os olhos com vontade de se socar, por tê-la deixado sozinha, Harry explicou a ele rapidamente o que havia ocorrido desde o dia anterior, assim como o fato dele e seus filhos terem ficado presos no Rio devido a chuva.

- Desculpe pai, mas estou indo para a ilha. – disse ao desligar o telefone.

- Mas o que aconteceu Edward? – Alice perguntou assustada.

- Não sei ao certo, ao que parece sentia-se sozinha e resolveu ir à casa de Sue, mas ao voltar a chuva a pegou no caminho, quando Sue chegou pela manhã a encontrou na cama, queimando em febre.

- Chamaram o médico?

- Eles não sabiam se chamavam ou não, Sue tentou fazer a febre baixar, mas nada surte efeito, Harry disse que Bella está delirando. – dizia andando de um lado para outro, visivelmente angustiado, passava as mãos nos cabelos insistentemente em sinal de nervosismo.

- O que ainda faz aqui? – perguntou Esme. – Emmett ligue para o hangar e peça para reservarem um jatinho o mais rápido possível, quer que eu vá com você filho?

- Não precisa mãe.

- Não é uma boa hora pra sair do país Esme. – Carlisle a alertou. – Vá Edward, fique por lá, o manteremos informado. - o rapaz assentiu virado- se em direção a porta.

- Edward? – Alice o chamou. – Por favor, me dê noticias assim que chegar. – pediu aflita.

- Não se preocupe Alice, deve ser um resfriado, ou uma gripe! – Esme disse a confortando.

- Pode deixar cunhadinha, vou mantê-la informada.

Edward subiu e rapidamente trocou de roupa, Rosalie o levou ao aeroporto onde o jatinho já o aguardava. Durante o vôo ligou várias vezes para Sue, queria saber o estado de Bella. Quando chegou ao México, o médico já havia estado na ilha e medicado a jovem que apresentava melhora. Ao chegar à marina Harry o aguardava com seu sobrinho Quill.

- Edward, este é o meu sobrinho Quill Atera. – Harry disse ao apresentá-los.

- Prazer, Quill... – Edward o cumprimentou com um aperto de mão. – Como ela está?

- Bem melhor agora, ao que parece foi um forte resfriado devido à chuva que tomou, sua garganta também não estava muito boa, mas ele a medicou e passou as instruções a Sue.

- Ótimo! Obrigado por me ligar.

- Bella não ficou muito feliz, disse que eu não deveria tê-lo incomodado. – Edward sorriu estalando a língua.

- Deixa que com ela eu me acerto.

Assim que Harry ancorou, Edward saltou da lancha indo em direção a casa, precisava vê-la, saber por ela o que realmente aconteceu, encontrou Sue assim que entrou em casa.

- Boa Tarde Sue, onde ela está?

- No quarto, Leah está com ela.

- Obrigado, vou vê-la. – agradeceu subindo rapidamente, ouviu vozes ao chegar ao corredor, bateu na porta antes de abri-la. – Com licença! – pediu entrando no quarto, Bella o olhava atônita.

- O que está fazendo aqui? - disparou com os olhos saltados.

-Eu disse que voltaria assim que possível. – respondeu decepcionado, esperava uma recepção mais calorosa. – Como vai Leah?

- Bem, vou ajudar minha mãe, fui! – disse saindo do quarto os deixando a sós.

- Como se sente? Está melhor? - Edward perguntou sentando-se ao seu lado na cama, onde Leah estava. – Parece abatida.

- Estou gripada, passei dois dias queimando de febre, mas estou bem melhor, acredite! – respondeu fanhosa. – Porque voltou?

- Porque disse que voltaria, o que você tem, parece brava, está brava comigo? – a jovem desviou de seu olhar, brincava com a caixa de lenços de papel em seu colo.

- Não to brava!

- Bella, olha pra mim e me diga o que aconteceu, porque está assim? – insistiu levando a mão ao queixo dela, forçando-a a olhar pra si. –Por favor.

- Não fica perto, ou vai acabar gripado também. – disse o afastando.

- Sinceramente, não me importo! Só me diga por que está brava.

- Como foi o jantar? –Edward franziu o cenho sem entender de onde veio aquela pergunta.

- O que?

- O jantar nos Volturi, como foi?

- Dentro do esperado! O que você tem? Qual o problema?

-Não há problema algum! – cuspiu entre os dentes. – Ou melhor, há sim, eu... Eu não quero mais ficar aqui!

- O que? Está delirando Isabella?

- O meu nome é Bella! – retrucou! – E pra sua informação não! Não estou delirando, você deveria voltar pra Seattle, aliás, não deveria nem ter voltado!

- Viajei quatorze horas com o meu coração na mão, preocupado com você, pra ouvir isso? Muito legal de sua parte. – a jovem sentiu-se culpada, jogou as cobertas para o lado e levantou-se em um salto. – Senti sua falta Bella...

- Sentiu? – seu tom sarcástico o irritou. – Não seja sínico, andou muito bem acompanhado!

- Como é que é?

- Duvido muito que tenha sentido minha falta com aquela loira estonteante ao seu lado, meu caro! – acusou enciumada.

- Como soube que fui acompanhado ao jantar?

- Vi na revista de Leah! Estava muito bem acompanhado no jantar, é mais uma de suas "amigas"? Ou mais uma das garotas do Edward!

- Até onde eu saiba...

- Não me deve explicações... Isabella concluiu por ele. – Eu sei, isso não ta dando certo... Não sei lidar com isso, pensei que soubesse, mas...

- Do que você ta falando?

- De nós, do que houve... Aquilo foi...

- Está arrependida? Acha que foi um erro? – cuspiu entre os dentes, seu tom era seco.

- Não me arrependo nem por um segundo, mas deveríamos ter evitado, pensamos completamente diferente com relação a isso, pensei que era forte o bastante pra lidar com esta situação, mas sexo casual não é o que eu quero pra mim... Quero alguém que me ame e que deseje só a mim... – as lágrimas escorriam pelo rosto da jovem. – A mais ninguém! Sei que é egoísmo de minha parte e a culpa foi minha, porque a idiota aqui está completamente apaixonada e eu não sei como lidar com isso! – confessou fungando em seguida, Edward ficou parado olhando fixamente para ela, sem dizer uma só palavra. – Me desculpa por estragar tudo! – pediu se deixando cair sentada sobre a cama, pegou a caixa de lenço e assou o nariz, secando o rosto com a barra da manga da camiseta surrada que vestia.

- Kate, só me acompanhou ao jantar, eu a levei porque não queria ninguém no meu pé... – disse dando alguns passos na direção dela. – Ela chegou de viagem há pouco tempo e sim, saímos algumas vezes, mas não ficamos juntos aquela noite lhe dou a minha palavra! – estava sério, seu rosto inexpressível, abaixou-se ficando diante dela. – Kate me beijou e confesso que retribui o beijo, mas logo me apartei e sabe por quê?

- Não! – a voz de Isabella não passava de um sussurro.

- Porque eu passei a noite toda pensando em você, nos beijos que trocamos, no modo como nos entregamos um ao outro, Isabella... – ela fez menção de falar, mas ele a impediu. – Shhh... Fica quietinha e me escuta! – exigiu. – Não sei lhe dizer exatamente em que momento aconteceu, só sei que de repente me dei conta de que tudo o que eu queria estava aqui, nesta ilha! Tudo o que eu mais desejava era estar aqui, com você... Senti tanto sua falta... – disse tocando o rosto da jovem. – E quando soube que estava doente, quase enlouqueci, porque eu estou completamente apaixonado por você e assustado demais, porque jamais me senti tão dependente de alguém como me sinto agora... – Edward segurou o rosto dela em suas mãos. – Porque eu te amo Bella.

Ambos esqueceram completamente o fato dela estar gripada e se beijaram de forma intensa e voraz. Isabella o puxou pra si, se deixando cair sobre o colchão e gemeu contra os lábios dele ao sentir seu corpo pesar sobre o dela.

- Acho melhor tomar um antigripal, antes que adoeça. – a jovem disse ofegante.

- Não me importo de ficar doente, vai cuidar de mim? – estavam deitados na cama, de frente um para o outro, com seus olhos fixos um no outro.

- Vou e sabe por quê? – ele somente meneou a cabeça. – Porque eu te amo.

- Repete! – pediu a puxando pra si.

- Eu te amo Edward, como jamais pensei ser possível. – um sorriso torto se fez nos lábios dele deixando-a completamente deslumbrada.

- E eu amo você, Bella! Assim do jeitinho que você é, minha maluquinha! – disse a puxando para um beijo.

Edward se precaveu tomando os remédios, antes que ficasse gripado também, desceram e ele fez questão de preparar para Bella uma sopa para o jantar, depois seguiram juntos para o quarto, tinham muito que conversar.

- Como foi seu passeio, se divertiu? – Edward perguntou brincando com uma mecha de cabelo da jovem, enrolando-a em seu dedo, ele estava recostado na cabeceira da cama e Isabella recostada em seu peito.

- Fomos ao Pão de Açúcar, já foi lá?

- Não, nunca fui.

- É lindo, depois te mostro as fotos, mas... – a jovem hesitou por um momento.

- Mas? – incentivou curioso.

-Sentia sua falta, pensava em você a todo o momento, na realidade eu desejava que estivesse comigo ali. – Edward a apertou contra si afundando o rosto na curvatura de seu pescoço, distribuindo beijos, deixando a pele de Bella completamente arrepiada.

-Acredite, eu também senti sua falta... – disse de forma sussurrada próximo ao seu ouvido. –Muita, mas muita falta. – sorriu ao ouvir a jovem arfar.

- Jura! – ele notou o tom sarcástico. – Parecia feliz ao lado daquela loira saída do Olimpo! Sem contar que Tanya também estava por lá e...

- Deixa de ser ciumenta! – a repreendeu, mas seu tom era divertido. – Kate não me interessa, muito menos Tanya, ainda mais depois do que fez...

- E o que aquela intragável fez? – perguntou se virando, ficando de frente para ele.

-Ela pediu a Aro que usasse de sua influência para que jamais trabalhasse novamente em Seattle ou em qualquer outro lugar.

- Aquela vadia!- cuspiu se levantando em um salto. – Argh! Que ódio! Eu já não estou ferrada o suficiente, pra que aquela patricinha metida à besta... – Odeio aquela loira morango idiota!

- Tanya também não é muito sua fã. – Edward disse divertido. – Vem aqui estressadinha, senta aqui comigo. – pediu batendo ao seu lado no colchão.

- E o que mais aconteceu? – a jovem perguntou sentando-se no colo dele ao invés do colchão.

- Anne andou perguntando sobre você a Alice...

- Por quê? Aquela mulher e odeia!

- Alice também não entendeu, ao que parece Anne está muito ligada a Renata Volturi e...

- Anne é capaz de me entregar em uma bandeja de prata para Aro, só pra ver minha cabeça rolar!

- Acha mesmo que ela seria capaz?

- Não tenha a menor dúvida, aquela mulher me odeia, por tudo que eu represento. – disse séria. – Sou a prova viva de que a vidinha dela não é tão perfeita o quanto tenta aparentar.

- Entendo!

- Como foi à casa de Sue?- Edward perguntou mudando de assunto.

- Estava entediada demais, me sentia sozinha, nem mesmo Eddie ligava pra mim... – reclamou fazendo biquinho, o qual Edward tratou de beijar. – Então pedi a Quill que me levasse até lá. – concluiu dando de ombros.

- Quill, porque ele? – o sorriso de Edward se desfez, ele a olhava sério.

- Porque ele estava mexendo na lancha, era o único que estava por aqui, qual o problema?

- Nenhum! – disse dando de ombros.

- Por acaso está com ciúme do Quill? – Isabella indagou segurando o queixo de Edward.

- E se estiver?- desafiou.

- Só não há motivo algum pra isso, ele é bonitão tenho que admitir... – sorriu ao vê-lo revirar os olhos, bufando alto. – Porém não chega aos seus pés... -sussurrou contra os lábios dele. – Deixa de ser bobo, você é o único aqui... – disse apontando para o coração. – E aqui. – levou o dedo a cabeça. – Edward nada disse somente a beijou com sofreguidão, era um beijo urgente, cheio de desejo e paixão, muita paixão.

- Sue e eu, nós conversamos um bom tempo, Seth, Leah e Harry haviam saído cedo, foram ao Rio comprar algumas coisas que faltavam na dispensa. Acabamos fazendo companhia uma para a outra, mas daí eu vi aquela bendita revista e me senti mal, achei melhor voltar pra casa. Sinceramente não pensei que a chuva fosse me pegar no caminho. – concluiu em fim.

- Porque Quill não a acompanhou de volta?

- Porque eu não quis, queria ficar sozinha.

- Levei um susto danado quando Harry me ligou, não deveria ter saído daqui...

- Precisavam de você lá, como foi a tal operação? Está ligada com o meu caso ou era outra coisa?

- Está ligada ao seu caso, a família Volturi é uma organização criminosa muito bem organizada, Bella, está ligada diretamente com a máfia italiana e por isso nos unimos a Interpol e ao FBI, Estamos trabalhando em conjunto agora, eles conseguiram mandatos para busca e apreensão em vários estabelecimentos ligados aos Volturi.

- Isso é bom, não é?

- De certo modo, sim, mas o problema é que por mais que saibamos que estão ligados, não há prova que os ligue a essas praticas, compreende?

- Entendo, mas conseguiram pegar alguma coisa?

- Muita! Toneladas de drogas apreendidas, um laboratório de refinamento estourado, assim como um cativeiro, também apreendemos um verdadeiro arsenal.

- Uau! Mas você disse cativeiro, como assim?

- Havia um galpão cheio de mulheres que provavelmente seriam vendidas...

- Vendidas? Pra quem?

- Provavelmente para alguma casa de prostituição, ou para algum infeliz a procura de uma escrava sexual.

- Mas isso é...

- Monstruoso, eu sei, mas é a realidade.

- E o que vai acontecer com essas mulheres agora?

- Serão enviadas ao seu país de origem, de volta para suas famílias.

- Que bom, acha mesmo que vamos conseguir? Acha que temos chance contra tanto poder?

- Lewis está aguardando os resultados de todas as buscas para anexá-las ao processo...

- Ele ainda não deu entrada?

- Não, e quando isso acontecer, Aro vai ficar possesso, porque seu nome está lá como testemunha e ele irá caçá-la até o fim do mundo.

- Ele já está me caçando. – Edward a virou pra si e a jovem o enlaçou com suas pernas.

- Acredite em mim, ele virá com tudo que tem, por isso precisamos protegê-la, porque se algo te acontecer... – sua voz falhou. – Enlouqueço... Não posso te perder, não agora que eu te encontrei meu amor. – a jovem o beijou de forma lenta e excitante, mas o beijo foi ficando cada vez mais ardente e mais voraz, até se apartarem ofegantes em busca de ar.

-Ah! Ia me esquecendo! – Edward disse a colocando ao seu lado como se a jovem não pesasse quase nada, levantou-se em um salto. – Espere aqui, eu já volto. – correu até seu quarto, foi até sua bolsa de viagem e pegou o celular, voltando pra junto dela. – Tome. – disse lhe estendendo o aparelho.

- Um celular?

-Jasper o mandou ele foi reprogramado, você só pode falar com dois números. – a jovem fez careta.

- Quais?

- O meu e o de Alice!

- Oh meu Deus!Jura?

-Tente! – sussurrou no ouvido dela, Isabella discou o numero dois e aguardou ansiosa.

"Alô?" – sorriu ao ouvir a voz da irmã.

-Oi Alice!

"Oh meu Deus! Bella é você? Como... De onde está me ligando?"

-Jazz mandou um celular por Edward, sinto tanto sua falta Ali. – Edward a envolveu em seus braços, Isabella recostou a cabeça em seu peito.

"Também sinto a sua minha irmã, e ai? Como está?"

-Melhor impossível! – respondeu com um sorriso maroto.

"Não estava doente? Edward saiu daqui tão aflito e...".

- Ele me contou.

"Contou?" – a voz de Alice saiu descrente.

- Posso te contar um segredo?

"Qual?" – riu com a curiosidade da irmã.

- Estou perdidamente apaixonada...

"Isso é maravilhoso Bella, se apaixonou pelo Ed, não foi?"

-E quer saber da melhor parte?

"Diz logo Bella!" – ralhou impaciente.

-Ele disse que me ama! – a jovem afastou o telefone, Edward caiu na gargalhada ao ouvir o grito de Alice.

- Isso é ser discreta cunhada? – disse quando Bella acionou o viva voz.

"Estou tão feliz por vocês, pelos dois!"

- Acredite, também estamos cunhadinha!

"Tenho que ir, minha mãe chegou, te ligo depois, beijo."

- Beijo, eu te amo sua maluca! – Bella disse antes de desligar. – Obrigada! – agradeceu estalando um beijo nos lábios de Edward que tratou logo de aprofundá-lo. Ficaram ali juntinhos, trocando beijos e caricias até adormecerem.