Aqui está como o prometido!

Espero que gostem, até sábado!


CAPITULO XV

- Do que está falando exatamente?

- Da ruiva, a tal agente, aquela sua "amiga"... – disse fazendo aspas no amiga. – A ruivona bonitona com enormes olhos azuis, tá lembrado? – disparou visivelmente enciumada.

- Eu já te disse que Victória e eu somos amigos e que...

- Não me venha com essa de que ela não é importante! Vi o modo como ficou preocupado com ela, quando estávamos naquela sala Edward, a manteve ao seu lado todo este tempo, então não ouse mentir pra mim, ouviu bem? – ele bufou visivelmente irritado.

- Como faço você entender que eu te amo?

- Se me amasse tanto como diz, não teria se envolvido com ela! Pra começar. – os dois se encaravam esquecendo completamente o fato de que havia mais pessoas ali.

- O amor não é lindo? – disse Emmett chamando a atenção dos dois.

- Foco vocês dois. – pediu Esme.

- Você ficou esses quase dois anos com o casal Giotto em Siena, certo? – disse Carlisle. – Como foi parar no castelo de Aro?

- O que? – Bella perguntou confusa.

- Como Aro te encontrou?

-Oh sim, precisávamos de alguns produtos que só são encontrados aqui em Volterra, no mercado, aproveitei para conhecer a cidade e tirar algumas fotos. Mas deveria saber que não poderia contar com a minha sorte, Félix me viu e por incrível que pareça me reconheceu.

- Saiu para fotografar em plena Volterra? – havia indignação na voz de Edward.

- Como eu iria saber que Aro Volturi e sua trupe estavam em Volterra? Eu não sou adivinha! – retrucou.

- É desatenta isso sim! Desatenta e...

- E destrambelhada, eu já sei, você deixou isso bem claro pra mim, está lembrado? – novamente Edward bufou, com vontade de torcer aquele lindo pescocinho. Isabella o encarava levantando o queixo, empinando o nariz.

- E o que você fez quando ele te viu? – Jasper perguntou tentando voltar ao assunto.

- Fugi, é claro... – falou como se fosse óbvio. – O despistei a tempo de pedir a Maria para pegar o carro e voltar para Siena, ficar com Joseph, Caterina e... – a jovem se calou de repente, o que deixou a todos intrigados. – Em fim, fui em outra direção e pra ser sincera, me deixei capturar...

- O que? – Alice e Edward soltaram juntos.

- Ficou maluca? Entregou-se a ele? Sabe o que aquele crápula poderia ter feito a você? – Edward disparou visivelmente irritado. – Você poderia estar morta à uma hora desta.

- Eu sei! Mas o que eu poderia fazer? Há meses eu havia deixado instruções a Maria, Joseph e Caterina, de que se algo me acontecesse, eles deveriam entrar em contacto com você Alice, para que viesse buscá-la.

- Isabella tem razão, nos pediu isso várias vezes.

- Buscar quem? Joseph e Caterina? Maria? Quem? – Isabella novamente puxou o ar com força o soltando de uma só vez, esfregando as mãos no rosto.

- Conte logo filha, não tem mais como voltar atrás. – lembrou Caterina.

-Essi hanno il diritto di sapere la verità figlia, dico subito.( Eles tem o direito de saber a verdade filha, diga de uma vez.) - disse Joseph.

- Do que ele está falando Isabella? Que verdade é esta? – sua irmã exigiu.

- Maria? Pode vir. – Isabella disse em um tom alto, se dirigindo até a porta que se abriu e dela saiu uma jovem de aproximadamente dezoito, dezenove anos, bonita, muito bonita, mas a atenção de todos foi para a pequenina que estava de mãos dadas com ela.

- Oh meu Deus! – soltou Esme levando a mão à boca.

- Mama! – a pequenina soltou ao ver Bella, Maria soltou sua mãozinha gorducha e a pequena caminhou cambaleante até a jovem.

- De quem é essa coisa linda? – Rosalie disparou indo para junto de Bella que segurava a pequena nos braços.

- É minha...

- Você teve uma filha? – Alice praticamente berrou, Edward olhava chocado para a pequenina de enormes olhos verdes, cabelos acobreados e bochechas rosadas.

- Esta é Nessie, minha filha, minha e de Edward. – os olhos dele se arregalaram, todos olhavam de um para o outro e a semelhança entre eles era notável.

- Como? – foi o que conseguiu dizer quando encontrou sua voz. – Como ficou grávida?

-Quer mesmo que eu lhe explique? É meio óbvio!

- Quero dizer, você tomava pílula, não tomava?

-Claro que sim, juro que eu não sabia, não fazia a mínima ideia de que o antigripal cortava o efeito do anticoncepcional. E você me entupiu de antigripal, está lembrado? Depois disso, nós...

- Tá eu entendi! – ele disse a cortando

- Quando fui levada do Rio, eu já estava grávida e não sabia, na realidade só descobri quando Caterina e Joseph chamaram o médico.

- É vero filho, ela estava muito fraca e abatida, nada parava em seu estômago e ficamos muito preocupados. O médico disse que ela aspetta um bambino, tua filha nasceu seis meses depois que Isabella e Maria chegaram. – contou Caterina.

- Nessie? – Edward disse olhando para as duas, Isabella tinha a pequena nos braços.

-Nessie Elizabeth Masen Cullen. – as lágrimas escorriam pelo rosto de Bella, Nessie mordia o dedinho olhando assustada para todos, Edward se aproximou das duas, ficando diante da filha.

- Nessie? – chamou e a pequena olhou para ele e sorriu torto como o próprio costumava fazer.

-Este é o seu pai, meu amor. – Bella sussurrou no ouvido da pequena que abriu os braçinhos se jogando para o colo de Edward, que a segurou firme, fechou os olhos sentindo aquele cheirinho de bebe. Jamais cogitara em sua vida a possibilidade de ser pai, no entanto ali estava ele, com aquela garotinha em seus braços, sua filha, sua e de Bella!

A apertou ainda mais contra si, não conteve as lágrimas, sentiu seu peito se encher de felicidade e um amor incondicional por aquele ser tão pequeno. Seria capaz de tudo por ela, por sua filha, sua princesinha que levava o nome das duas mulheres que amou na vida, além de Esme e Rosalie... Até conhecer Isabella e descobrir o que era amor de verdade, e deste amor nasceu Nessie.

Isabella tentava engolir o choro, mas as lágrimas escorriam em cascata por seu lindo rosto. Maria a abraçou não contendo as lágrimas também, Alice estava abraçada ao noivo, que estava visivelmente emocionado, com aquela cena. Esme chorava abraçada a Carlisle e Rose tinha o rosto completamente molhado, Emmett foi pra junto da esposa, tinha um enorme nó na garganta, por ver o irmão abraçado à filha que acabara de conhecer.

- Olha Carlisle, é minha filha! – Edward disse visivelmente emocionado. – Veja mãe.

- Ela é linda, filho, linda como você. – dizia toda coruja acariciando os cabelos do filho. – Oi meu anjo, sou sua avó sabia? – brincou com Nessie, que sorriu mostrando os dentinhos, toda a atenção foi desviada para a pequena, todos queriam pegá-la, tocá-la e beijá-la.

- Porque não me ligou? Não precisava ter passado por tudo isso sozinha, se arriscou demais Bella. – Edward disse diante dela.

- Era arriscado demais, sinceramente eu pensei que jamais o veria novamente... – ele a puxou pra si a envolvendo em seus braços.

- Eu estou aqui.

- Não tem ideia do que senti quando o vi naquela sala, parado diante de mim... Eu tinha certeza de que morreria ali, de que jamais veria Nessie outra vez... – um soluço rompeu dos abios de Isabella que se agarrou a camisa dele ainda mais. – Tremi dos pés a cabeça quando ouvi a sua voz naquela sala, não pode imaginar o que senti ao vê-lo ali diante de mim. – voltou a dizer.

- Eu sei... – disse segurando seu queixo, forçando-a olhar pra si. – Porque me senti da mesma forma.

- Me desculpe, jogar uma bomba destas sobre você assim, de supetão, sem sobreaviso. – Edward sorriu meneando a cabeça.

- Estou assustado, mas imensamente feliz, porque você me deu uma filha linda. – Isabella abriu um lindo sorriso, um sorriso genuíno.

- E eu pensando que daria início à nova geração dos Cullen. – lamentou Emmett, Edward e Isabella riram ao ouvi-lo.

- Desculpe, mas esse mérito é de Nessie. – Bella disse entre risos.

- Ela é tão esperta! – Esme disse toda coruja.

- Isso ela é mesmo, está com um aninho e três meses e não para um minuto, também fala algumas coisas.

- Puxou ao pai! – Edward disse orgulhoso, Isabella fez careta revirando os olhos.

- Venire con il nonno. (Vem com o vovô.) – pediu Joseph, Nessie que estava nos braços de Rosalie, esticou as mãosinhas em direção a ele.

-No. – disse abraçando Joseph, que a colocou sentada em seu colo.

- Questo bambina é nostra alegria filho. – Caterina disse para Edward.

- Estou vendo!

- Oh meu Deus! – Isabella disse levando a mão a testa. – Acabei me esquecendo de apresentar Maria a vocês, me desculpe Maria. – pediu abraçando a jovem.

- É compreensível. – a jovem disse encabulada.

- Pessoal, esta é Maria Isabel Pontes, estas são as pessoas de quem eu lhe falei. Esta aqui é Alice, minha irmã. – Bella disse de frente para Alice.

- Prazer em conhecê-la, Maria! – Alice a abraçou carinhosamente.

- O prazer é meu, Alice.

- Este é Jasper, meu cunhado, noivo dela. – ambos se cumprimentaram.

- Esta é Rosalie, irmã de Jasper e esposa de Emmett, o grandão ali. – a jovem os cumprimentou timidamente.

- Estes são Carlisle e Esme, os pais deles. – disse apontando para os Cullen, a jovem franziu o cenho. – É confuso eu sei, mas você se acostuma.

-Prazer em conhecê-la, Maria, de onde você é? – Carlisle perguntou ao cumprimentá-la.

- Do Rio mesmo.

- E sua família? – perguntou Esme.

- Eu não tenho família, quero dizer... – ela olhou para Isabella que somente assentiu. – Meu pai morreu em uma invasão ao morro do Alemão, onde nós morávamos, minha mãe só pensa nas drogas e em seus namorados... Ela mesma me entregou aquele canalha.

- Deus do céu... – lamentou Esme. – Quando pensamos que vimos de tudo nesta vida!

- Então foi assim que James a pegou? – perguntou Jasper.

- Sim, quando Bella me tirou daquele lugar, jurei a mim mesma ficar ao lado dela, não quero voltar pro Rio, muito menos para aquela mulher. Bella e Nessie, elas são minha família agora, assim como Joseph e Caterina.

- Se é assim, pode me incluir no pacote! – disparou Alice indo pra junto das duas.

- Bom, concluindo, este é Edward, o pai de Nessie. – Isabella disse concluindo as apresentações.

- Eu vi, mas quando você dizia que ele era lindo, sinceramente eu achava exagero, coisa de mulher apaixonada...

- Maria! – todos seguraram o riso, Isabella havia atingido um tom escarlate.

- É um imenso prazer conhecê-lo. – a jovem disse estendendo a mão para Edward. – ouvi falar de você por quase dois anos.

- Ouviu é? – perguntou divertido, provocando Isabella. – Espero que tenham sido coisas boas.

-Oh sim, muito boas. – Maria respondeu prontamente.

-Acho melhor você fechar sua boca... – Bella disse lhe lançando um olhar mortal. – Não faça com que eu me arrependa de ter protegido você. – ameaçou.

- Você me adora, então não venha com essa minha cara! – retrucou a jovem dando de ombros.

- Caramba, são almas gêmeas. – Emmett disse arrancando risos de todos.

As duas contaram a Carlisle, Jasper, Emmett e Edward as atrocidades que os homens de James cometeram com algumas das mulheres, Isabella contava a eles como foram os cinco dias em que ficou aprisionada no castelo de Aro.

- Na verdade Félix e Caius queriam mesmo é acabar comigo, como fizeram com Angie e Ben, mas pelo que entendi, Aro havia dado ordens expressas para me levar até ele, caso eu fosse encontrada.

- Estranho! – disse Jasper. – Não é do perfil de Aro agir assim.

- Fui colocada em uma suíte luxuosa e não demorou muito para que ele em pessoa, aparecesse por lá. Isabella! Ele disse, com aquele jeito esquisito, até que em fim tenho o prazer de conhecê-la... – dizia imitando o modo como Aro falava com ela. – O que eu achei muito estranho, porque o que um homem daquele poderia querer comigo, que não fosse me mandar desta pra uma melhor?

- Aro sabia que estava sendo orientada, queria chegar a pessoa que por trás de você. – deduziu Carlisle.

- Exatamente, ele tinha certeza de que eu não era responsável pelas acusações, disse que eu não tinha cacife para um promotor como Lewis, insistia em saber quem estava por trás de mim.

- E o que você fez? – perguntou Esme.

- Neguei veementemente até o fim, disse que eu era a responsável, em momento algum toquei no nome de nenhum de vocês, fiquem tranquilos.

- Ele tentou algo com você durante o tempo em que esteve naquela suíte? – Edward perguntou olhando nos olhos dela, que desviou o olhar. – Me diz Isabella? Aro forçou a barra com você?

- Aquele homem era um bastardo! Um sujo, o ser mais asqueroso e nojento que já conheci! – disparou levantando-se bruscamente. – Sim Edward, ele forçou a barra sim, satisfeito? Eu não tive um só minuto de paz desde que passei pelos portões daquele maldito lugar! Aro me fez inúmeras propostas, se quer saber... – todos olharam surpresos com aquele rompante. – Ele primeiro me ofereceu uma soma obcena em dólares para que eu dissesse apenas um nome, depois propôs que eu me tornasse sua amante, disse que poderia me dar o mundo se eu assim desejasse... – Edward cerrou as mãos em punho. – Aquele velho babão tentou me seduzir com dinheiro e poder.

- E o que você fez? – perguntou Alice.

- O mandei a merda literalmente. – disse dando de ombros. – Mandei que enfiasse todo aquele dinheiro e poder no...

- Ta eu entendi Isabella. – sua irmã tratou de cortá-la.

- Quando chegamos lá, ouvimos parte da conversa de vocês, porque o desafiava daquela forma? – Emmett perguntou.

- Porque eu queria irritá-lo, o que me restava naquele momento, senão a satisfação de vê-lo se contorcer de raiva.

- Você definitivamente é maluca! – disse divertido.

- O fato é que Aro morreu sem saber quem estava por trás da denuncia que o arruinou! E no que depender de mim, jamais saberão que estiveram lá.

- De onde tirou tanta força para encará-lo daquela forma? – seu cunhado Jasper perguntou.

- Cada vez que eu olhava pra cara daquele homem, eu via os rostos de Angie e Bem, me vinha à mente a dor de Edward ao contar o que aquele crápula fez com sua família... – Edward sentiu seu coração dar um sobressalto ao ouvi-la. – Era neles que eu pensava, eles me davam força para enfrentá-lo, para aguentar o que fosse preciso.

Eles conversaram mais um pouco, a noite já havia caído e Nessie adormeceu nos braços de Rosalie, Edward a pegou e foi com Isabella para o quarto anexo.

- Onde ela vai dormir? – ele perguntou passando os olhos pelo quarto que tinha uma cama de casal.

- Ela dorme aqui, comigo e Maria, por quê?

- Será que poderíamos conversar em particular? – a jovem bufou revirando os olhos.

- Sobre o que você quer conversar Edward?

- Sobre nós! – disse fazendo sinal com a mão, depois de ter colocado a pequena na cama. – Sobre minha filha, ainda temos muito que conversar Isabella.

- Bella! O meu nome é Bella! – ele sorriu ao vê-la irritada.

- Janta comigo hoje então, Bella!

- Onde? Na sua suíte, por acaso? Acha mesmo que vou cair nessa?

- Em um restaurante, se quiser pode até ser aqui no hotel mesmo, mas conheço um excelente restaurante não muito longe daqui. – Isabella bufou irritada.

-Ta bem, a que horas?

- Às dezenove horas está bem pra você?

- Já são dezoito e dez.

- Ótimo! Nos vemos em cinquenta minutos. – disse piscando pra ela, estalando um beijo em sua boca, a jovem piscou algumas vezes antes de reagir, mas ele já havia deixado o quarto. Ao sair do quarto viu que os Cullen já estavam em pé, se despedindo de Caterina, Joseph e Maria. Isabella se despediu de todos, prometendo um almoço no dia seguinte para planejarem a volta para Seattle.

- Vai voltar com eles? – Maria perguntou assim que todos saíram.

- Se eu voltar para Seattle, minha vida vai se tornar um inferno! – disse se deixando cair sentada na poltrona, Joseph e Caterina a olhavam calados. – Não sei o que vou fazer, Edward quer sair comigo hoje, quer conversar a sós.

- Vá e converse com ele, exponha seus medos, diga a ele como se sente, aquele rapaz te ama filha. – disse Caterina.

- Eu sei, mas as coisas são bem complicadas.

- Descomplique! – Maria disse como se fosse óbvio.

- Marquei com ele as sete no saguão.

- E o que ainda está fazendo aqui? Vá se arrumar mulher! – Isabella riu do jeito amalucado da garota, ela se parecia muito com Alice nesse aspecto. – Eu cuido de Nessie, não se preocupe.

Quando deu dezenove horas em ponto, Edward estava no saguão do hotel, andava de um lado para o outro, estava agitado, ansioso. Parou ao ver Isabella saindo do elevador, soltou de uma só vez o ar que prendia sem se dar conta. Ela estava linda em um vestido tomara que caia com o busto em azul marinho, logo abaixo dos seios um bordado, de onde o tecido caia solto moldando suas curvas perfeitas, indo até o meio de sua coxa. Nos pés um sapato de salto no tom do busto do vestido, desta vez os cabelos estavam presos em um coque frouxo e a maquiagem bem leve, suave.

- Me atrasei?

- Eu esperaria o tempo que fosse preciso! Você está linda!

- Tsc, não seja exagerado Edward!

- Estou sendo realista minha cara. – sussurrou em seu ouvido, sorriu ao ver os pêlos dela eriçarem.

- Vamos? – Isabella disse tentando ignorar a aproximação dele, que gentilmente abriu a porta do carro para ela. Assim que entrou no carro, Edward mordeu os lábios ao notar que o vestido havia subido um pouco, deixando as lindas pernas de Isabella à mostra.

- O que quer comer?

- Creio que uma boa massa cairia bem.

- Excelente escolha! – disse piscando pra ela, saindo com o carro, o restaurante era pequeno, aconchegante com uma belíssima vista da toscana.

- Que lugar lindo! – Bella disse admirada com a bela vista.

- Ouvi falar deste lugar no hotel, fiquei curioso, é realmente lindo aqui. – o metrie os guiou a uma mesa para dois, bem próxima à mureta de onde poderiam apreciar a bela vista. Isabella escolheu seu prato, assim como Edward, mas antes o garçom havia lhe trazido à carta de vinhos e Isabella sugeriu um dos vinhos produzidos no vinhedo de Joseph.

- Vai gostar, tenho certeza, os vinhos produzidos lá são excelentes.

- Se você diz, eu acredito. – o garçom trouxe o vinho e serviu Edward para que o degustasse, ele provou fechando os olhos, sorriu assentindo para o rapaz que os serviu, saindo em seguida. – Realmente é muito bom.

- É feito artesanalmente, por isso é tão encorpado. – explicou levando a taça a boca, sorveu um gole deixando os lábios ainda mais vermelhos devido à bebida, Edward tinha os olhos fixos neles, desejava beijá-la mais que tudo.

- Ainda não consigo acreditar que sou pai! – disse puxando conversa, já que Bella estava estranhamente calada. – É tudo tão surreal, se eu não a tivesse ali em meus braços, minha filha, nossa filha... – ao ouvi-lo dizer "nossa filha" o coração de Isabella deu um sobressalto.

- Desculpe dar a notícia assim, mas eu precisava contar a verdade, juro que não fazia ideia até o médico me dizer.

- Não notou?

- Sinceramente não, acredito que isso se deva a toda tensão que passei.

- Provavelmente.

- Quando Caterina traduziu o que ele havia dito, comecei a rir na cara dele, o homem me olhou feio, e somente acreditei quando me mostrou que eu carregava um serzinho pequenino dentro de mim, daí eu desembestei a chorar. O homem pensou que eu fosse maluca, coitado! – Edward sorriu meneando a cabeça. – O que foi?

- Estou tentando visualizar a cena.

- Oh, por favor, não tente. – pediu corando.

- Fica ainda mais linda corada assim.

-Para com isso, ta me deixando sem graça. – ralhou.

- Por quê? Só estou dizendo a verdade.

- Deveria ter me ligado, se soubesse o quanto procurei por você, Bella. – disse colocando sua mão sobre a dela que repousava sobre a mesa.

- Sei que não deve estar sendo fácil pra você assimilar tudo isso, mas lhe juro que eu não sabia. Jamais poderia imaginar que o antigripal cortasse o efeito do...

- Isso não importa Bella! Você me deu uma filha linda, saudável, eu também não fazia ideia, e depois daquela gripe, tivemos momentos incríveis... – Isabella corou violentamente. – Não precisa ficar constrangida.

- Talvez se tudo aquilo não tivesse acontecido, eu teria descoberto mais cedo, não teria me arriscado tanto e...

- Talvez estivéssemos juntos, eu teria acompanhado sua gravidez, visto minha filha nascer.

-Talvez!

- Senti tanto sua falta, foi como se meu coração tivesse sido arrancado do peito, quando me disseram que havia sido levada. – o garçom chegou com o pedido e ambos comeram em silêncio.

- Muita coisa aconteceu depois disso, Edward, não sou mais a mesma Bella.

- Sempre será a minha Bella, eu te amo e sei que me ama, porque não podemos finalmente ficar juntos?

- Porque ficar comigo, compromete você, estou envolvida demais nessa coisa toda, todos vão saber que sou a responsável pela morte de Aro Volturi e isso irá implicá-lo. – ele fez um sinal para o garçom pedindo a conta, pagou e saíram em seguida. – Para onde está indo?

- Para um lugar tranquilo, onde possamos falar sem sermos interrompidos. – disse de olho na estrada, Isabella sentiu que o carro subiu ainda mais, estavam no alto de um mirante de onde a vista era deslumbrante. – Pronto!Aqui ninguém irá nos interromper. – Bella revirou os olhos.

- Esta vista daria uma belíssima foto! – comentou olhando para baixo.

- Suas coisas estão comigo... - comentou como quem não quer nada. - Eu as trouxe da ilha, para casa, Eddie sente sua falta.

- Oh meu Deus, havia até me esquecido do pobrezinho, como ele está?

- Gordo e folgado! – Edward disse dando de ombros. – Vai voltar conosco, não vai?

- Ainda não sei, o que me resta em Seattle, Edward? Não há nada mais pra mim em Forks ou em Seattle.

- Você tem a Alice, tem a minha família e principalmente, tem a mim. – a jovem afundou o rosto em suas mãos, se perguntando como o faria entender? - Finalmente esse maldito pesadelo teve fim, não existe nada que nos empeça de ficarmos juntos, não mais.

- Claro que há, sempre haverá Edward! Estou marcada a ferro, sempre serei apontada na rua como aquela que destruiu Aro Volturi. Eu já disse e repito! Não há lugar pra mim no seu mundo, jamais poderei acompanhá-lo a um evento, ou sequer a uma simples festa. Também não quero passar o resto da minha vida trancada em uma ilha, na esperança de que você volte pra mim... – as lágrimas já escorriam pelo rosto dela. – Enquanto suas amigas desfrutam de sua companhia.

- Está pensando em ficar aqui, em Siena?

- Cheguei a pensar nisso, mas aqui também não é o meu lugar, sinceramente ainda não sei o que vou fazer, o que será de mim depois que tudo isso vier a tona. Só não quero e não vou permitir que isso afete minha filha, por isso tenho um pedido a lhe fazer.

- Que pedido?

- Leve Nessie com você.

- O que?

- Leve-a com você, na realidade ela nem tem registro ainda, não possuo documentos Edward, estou ilegalmente neste país e...

- Posso resolver isso com um ou dois telefonemas, não há problema, não me peça para afastá-la de você Isabella, eu quero as duas, comigo, ao meu lado. - Me dê uma chance, Bella... – pediu aflito. – Dê uma chance a nós dois.

- Sabe que não vai dar certo...

- Para com isso Isabella! Mais que porra!- praticamente berrou, fazendo com que Isabella sobressaltasse com o susto. - Eu estou me lixando para o que vão dizer, eu quero você, eu te amo criatura! Vê se coloca isso nessa sua cabeça dura de uma vez por todas, não adianta me mandar embora Bella, eu não vou cair fora, ouviu bem?

- Mas...

- Cala a boca! – disse a puxando pra si com força, o corpo de Isabella se chocou contra o dele. – Cala essa boca Isabella e me beija. – exigiu tomando seus lábios em um beijo sôfrego, sua língua invadiu a boca dela ávida e ao encontrar a língua de Bella, gemeu tamanho prazer que sentiu. As mãos de Isabella embrenharam-se nos cabelos de Edward, o puxando cada vez mais pra si, enquanto se devoravam praticamente.

Isabella sentiu suas costas baterem contra a lataria do carro, o corpo de Edward completamente colado ao seu, uma das mãos dele segurava firme sua nuca, enquanto a que estava em sua cintura, desceu encontrando sua coxa. Bella arfou entre o beijo ao sentir a mão dele deslizar por dentro do vestido.

- Hmm... – gemeu entre o beijo, ao sentir seus longos dedos percorrerem sua fenda sobre o tecido fino da calcinha.

- Eu preciso sentir você, Bella... – a voz sussurrada e rouca de excitação a deixou em chamas. – Preciso estar dentro de você. – disse erguendo a coxa dela na altura de seu quadril, fazendo com que sentisse o quanto estava excitado.

- E eu preciso sentir você, dentro de mim... – Edward voltou a beijá-la com ainda mais desejo, em um impulso Bella enlaçou seu quadril, ele a levou até o capo do carro e novamente infiltrou sua mão pelo vestido se livrando rapidamente de sua calcinha.

Deslizou seus lábios pela mandíbula de Bella, pescoço, colo suas mãos ágeis afrouxaram o vestido e finalmente Edward encontrou seus seios, tomando em seus lábios sedentos, o sugando, lambendo enquanto as mãos de Bella brigavam arduamente com seu cinto. Ele sorriu se afastando, abriu o cinto em seguida à calça, arriando-a até as coxas.

- Não estou tomando pílula. – avisou ao ver seu membro rijo.

- Ainda bem que sou prevenindo! – sorriu retirando do bolso da calça um preservativo, agilmente o colocou, voltando a beijá-la, enquanto deslizava para dentro dela em uma estocada firme.

-Ooohh... – Isabella gemeu alto, ao senti-lo todo dentro de si, o prazer tomava conta de seu corpo a cada investida de Edward contra si. Deliciava-se com os gemidos roucos e tão masculinos vindos dele, por quase dois anos sonhava em sentir aqueles lábios novamente, aquele toque.

Edward estava em êxtase, seu corpo tomado pela enxurrada de sensações que somente ela lhe causava. Entrava e saia daquele corpo quente ao qual tanto amava, sentia os primeiros espasmos, o fim estava próximo e de repente Isabella se agarrou a ele o levando junto o apogeu.

Ambos estavam ofegantes, deixou sua cabeça cair entre os seios dela, ainda imerso o intenso orgasmo que sentiu. Ela o abraçou com pernas e braços, sentia o corpo mole, apoiou sua cabeça sobre a dele, depositando vários beijos nela.

- Me sinto uma colegial... – disse rompendo em uma gargalhada, Edward ergueu-se para admirar a beleza daquele momento. – Transando no capo do carro, em um mirante.

- Só que nós não transamos minha cara, fizemos amor, é diferente.

- Jura?

- Pensei que fosse a mesma coisa.

- Não, fazer amor envolve isso... – disse apontando para o coração. – É mais intenso, profundo, a momentos em que tocamos a alma um do outro. Não é só desejo, tesão!

-De onde vem tanto romantismo?

- Assim você me ofende Isabella, eu sou um homem romântico. –novamente Bella preencheu o lugar com sua risada debochada.

- Tudo bem, não precisa ficar bravinho, vem aqui... – ela o puxou pela camisa. – O que acha de um segundo round na sua suíte, em uma cama macia, só eu e você pela noite adentro. – Edward soltou um gemido involuntário. Rapidamente saiu de dentro dela, se livrando do preservativo em seguida, vestiu as calças lhe entregando sua calcinha.

- A noite toda? – Bella mordeu os lábios saltando do capo.

- Humrum, serei todinha sua, pra fazer o que quiser de mim, a noite toda! – os olhos verdes enegreceram a luxuria era evidente ali, em minutos estavam diante do hotel. Uma vez fora do elevador, Edward a beijou novamente, e entre beijos abriu a porta da suíte entrando com Isabella sem romper o beijo.

- Surpresa! – ambos se apartaram ao ouvir a voz feminina, Edward acendeu a luz e a imagem de Victória vestindo somente uma camisola de renda extremamente sexy, segurando um champanhe e duas taças.

- O que faz aqui? – Edward cuspiu entre os dentes.

- Como pode ver estou ótima... – disse dando uma voltinha. – Então vim comemorar o sucesso da operação com você! – disse piscando de forma sexy, ignorando Isabella completamente.

- Você é mesmo inacreditável! – Isabella disse meneando a cabeça. – Não acredito que cai naquela sua conversa! – cuspiu furiosa saindo porta a fora.

- Bella? Bella espera, eu não fazia ideia de que...

- De que Edward? De que sua amiga estaria praticamente nua te esperando? Se ela está em sua suíte, é porque deve conhecê-la muito bem, não é? Mentiu pra mim Edward, disse que eram somente amigos, tá lembrado?

- Eu não faço ideia do que aquela maluca veio fazer aqui.

- Não? O que acha que Victória veio fazer vestida daquele jeito, Edward? Você me dá nojo! Como você pode? – estava exaltada, agarrava os cabelos com força andando de um lado para outro. – Mesmo acreditando que jamais o veria novamente, esperei por você... Porque a idiota aqui não suportava a ideia de que outro homem me tocasse a não ser você.

- Bella...

-Enquanto você desfilava com sua amiga pelas festas e eventos, e não me venha com essa de que foi só sexo, Edward, se envolveram... Eu não o culpo, ela é linda!

- Não! Não é nada disso.

- Não importa! Isso só mostra o quanto estou certa, não há futuro para nós.

- Eu te amo, não fale assim, por favor, Bella.

- Ama? Se me amasse de verdade não teria uma ruiva gostosa, praticamente nua em sua suíte! Aproveite bem à noite Edward!

- Bella espera. – pediu a segurando pelo braço.

- Tira as mãos de cima de mim. – exigiu tentando aplicar um golpe nele, tamanha era a raiva que sentia, mas Edward se defendeu, voltando a prendê-la.

- Eu te amo, sei que fui fraco, deveria ter resistido à tentação, mas eu já disse que ela não é importante. – novamente ela o atacou, mas não conseguiu acertá-lo, Edward a prendeu entre ele e a parede. – Deixei claro àquela maluca que nunca ouve nada entre nós além de sexo casual, nada Isabella, ouviu bem?

- Muito conveniente pra você, casa nova! – acusou tentando se soltar, toda aquela agitação, chamou a atenção dos hospedes naquele andar, por sorte a maioria era sua família.

-Eu te amo.

- Ama uma ova! Vai lá apagar o fogo da sua amiguinha, ela é perfeita pra você Edward. Agora me solta.

- Não vou soltar.

- Eu não quero te machucar, Edward, então me solta. – Emmett, Rosalie, Esme, Carlisle, Alice e Jasper tinham os olhos arregalados, os dois estavam exaltados, falavam alto sem se importar em chamar a atenção das pessoas.

- Não vou soltá-la, você vai me ouvir Isabella! – insistiu, Isabella olhou dentro daqueles olhos verdes e o acertou em cheio entre as pernas. Edward a soltou levando a mão à virilha, caindo de joelhos, Emmett, Carlisle e Jasper se encolheram.

-Depois não diga que eu não avisei, casa nova! – disse indo na direção do elevador.

/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*