Feliz dia das mães, para todas as você que vivenciam esta experiencia!

Aqui está mais um capitulo, estamos na reta final,

espero que goste, e não esqueçam de comentar.


CAPITULO - XXXI

- Deus meu, o que foi aquilo Carl? – Esme ainda estava chocada com tudo que acontecera ali.

- Rosálie? Ligue para o melhor psiquiatra de Seattle e peça para vir o mais rápido que puder. Esme, acredito que seja bom ir lá em cima falar com o Joseph e Caterina, com certeza devem ter ouvido o que se passou aqui.

- E quanto a eles pai, acha que devemos ir atrás deles? – Emmett perguntou preocupado com o casal.

- Acredito que seja melhor nos mantermos fora disto, seu irmão saberá como lidar com ela, além do mais foi ele próprio quem criou esta situação, se tivesse me escutado.

- A culpa foi minha... – Alice disse entre um soluço. – Bella insistiu em saber onde Edward havia ido e o que foi fazer, tentei me fazer de desentendida, mas a conhece, ela é tão teimosa e cabeça dura quanto ele! Eu disse a ela que Edward havia ido buscar o corpo de Victória, na hora ela praguejou ficou irritada e enciumada de certa forma, mas depois se calou, simplesmente se fechou.

- Não fique assim Ali... – Jasper tentava reconfortá-la. – A culpa não foi sua, Bella está sob um forte stress, uma hora ou outra explodiria, o problema é que os dois tem um gênio forte e são teimosos demais!

- O Ed perdeu a paciência e falou demais, viu como ela surtou com o que ele disse? – apontou Emmett.

- Aquilo a quebrou Emm... – disse Alice. – Edward ter dito que devia aquilo a Victória, a quebrou! - a jovem Alice nunca esteve tão certa, Isabella sentia-se quebrada, devastada e completamente perdida.

Corria sem sequer enxergar o caminho, as lágrimas turvaram suas vistas, passou pelo lindo jardim em direção ao bosque, mas foi detida assim que passou as primeiras árvores. Edward a havia alcançado e a contido, ele a mantinha presa em seus braços, a jovem se debatia e gritava por isso a imobilizou.

- ME SOLTA! – gritou desesperadamente.

- Não vou soltá-la, tente se acalmar, está fora de controle Bella, por favor, acalme-se.

- Tira suas mãos de mim! – exigia tentando se mover, mas ele mantinha seus braços e pernas presos aos dele.

- Não! Não até me ouvir...

- Não quero ouvir mais nada, você já disse tudo! Tudo Edward!

- Por favor, não faça isso com a gente Bella, não distorça as coisas, quando disse que devia a ela...

- NÃO! EU NÃO QUERO MAIS OUVIR... Dói demais! – novamente os soluços rompiam o deixando agoniado.

- Por favor, olha pra mim... – pediu de forma sussurrada em seu ouvido. – Olha pra mim meu amor. – a jovem virou o rosto, seus olhos estavam inchados e vermelhos, assim como seu nariz, o rosto estava lavado pelas lágrimas e Edward sentiu-se a pior das criaturas. – Fui fraco eu sei... Jamais deveria ter me envolvido com ela pra começo de conversa, mas aconteceu... Nunca menti sobre os meus sentimentos, jamais havia prometido algo a ela além de momentos, Bella, era tudo que eu tinha pra oferecer porque o restante pertencia a você.

- Chega...

- Quando nos reencontramos, quando descobri que haveria a ínfima chance de ser você em Volterra, na minha mente não havia lugar pra mais nada além de você... Quando disse a ela que não queria mais, que havia acabado foi que descobri que Victória esperava muito mais do que eu poderia lhe oferecer e juro por tudo que há de mais sagrado que jamais prometi algo a ela... Sempre fui muito honesto quanto a isso! Era somente sexo, Bella, eu juro!

- Me solta! – novamente a jovem tentou se livrar dele.

- Quando soube que ela esteve na enoteca, que a culpa do seu desaparecimento era dela, eu quis matá-la com minhas próprias mãos, ninguém a odiava mais do que eu naquele momento. A odiava como odiava a mim mesmo por ter me deixado levar... Como me odeio agora por ter feito você sofrer... Jamais vou me perdoar... Falei sem pensar Bella, saiu simplesmente, eu...

- Mentira! Você se sente culpado pelo que houve com ela! – a jovem acusou tentando se soltar.

- Sim, mas porque eu penso que se não tivesse me envolvido com ela, pra começo de conversa, isso tudo não aconteceria... Teríamos evitado tantos desentendimentos, ela jamais se meteria com James e o pior, com quem está por trás dele! Eles usaram a raiva e o ciúme dela a favor deles,Victória foi somente um peão nisso tudo e foi descartada assim que desnecessária.

- Ela procurou por isso Edward, jamais aceitou ou compreendeu o fato de que me amava, como eu já disse, para sua amiga, isso era inconcebível.

- Mas eu amo! Amo você mais que tudo, você é a razão da minha vida Bella, me perdoa pelo que disse... Pelo que fiz... Por minha culpa está sofrendo... Pagou pelos meus erros e isso está me corroendo, me consumindo. – a jovem parou de lutar, Edward se manteve completamente envolta dela, afundando o rosto na curvatura de seu pescoço. – Me perdoa Bella, por favor, diz que me perdoa!

- Desta vez está difícil!

- Acha que conseguirá me perdoar algum dia? – Edward havia afrouxado o aperto, ajeitando Bella em seus braços, seu rosto tão molhado quanto o da jovem, seus olhos vermelhos e levemente inchados.

- Só me da um tempo tá bem? Preciso... Eu preciso... Ainda estou tentando assimilar tudo isso que aconteceu, e...

- O que você quiser, amor, o que você quiser! – disse acariciando o rosto da esposa. – Me desculpe, definitivamente não estava pronta para esta conversa!

- Eu disse!

- Sim, você disse! – seus olhares se cruzaram, aos poucos Edward se aproximou incerto se seria aceito ou não, roçou seus lábios aos dela esperando por algum sinal de desaprovação, mas não veio nenhum. A beijou, roçando sua língua aos lábios dela, que os entreabriu lhe dando passagem. Os braços da jovem envolvia seu pescoço e suas mãos mergulharam em seus cabelos, enquanto sua língua se encontrava com a dele, ambos gemeram tamanho prazer que sentiram, o desejo explodiu em um beijo ardente e urgente, sôfrego!

Os lábios de Edward abandonaram os dela delicadamente, sem deixar sua pele, estavam ambos ofegantes. Isabella arfou ao sentir os beijos molhados pela curvatura de seu pescoço, seus olhos rolaram para trás tamanho prazer que sentia, mas tencionou-se com a imagem que lhe viera à mente. De repente não era mais Edward ali e sim James, ela o empurrou bruscamente...

- Tire suas mãos de mim! – gritou com repulsa. – Não ouse me tocar seu... Tire suas mãos de mim James! – Edward a olhou estarrecido, sua esposa se debatia sozinha no chão lutando contra alguém, o desespero em sua voz, a agonia o deixou paralisado.

- Bella? Bella sou eu... Edward, abra os olhos meu amor! – pediu com calma, com medo de piorar as coisas. – Bella? Bella abra os olhos! – desta vez ele a segurou pelos braços lhe dando uma leve sacudida.

- Edward? Edward é você? – disparou agarrando-se ao marido como se sua vida dependesse disso, tremia dos pés a cabeça. – Graças a Deus é você... Foi terrível... Terrível Edward!

- Posso imaginar meu amor, mas acabou Bella, está em casa agora, comigo.

- Aquele homem... Aquele bastardo me tocou Edward... Ele me tocou com aquelas mãos imundas...

- Shh... – Se acalme Bella, estou aqui meu amor.

- Ele me tocou... Me sinto suja... Imunda!

- Não diga isso... – ele a afastou para segurar seu rosto entre suas mãos a obrigando olhar pra si. – Me escuta Bella, sei que passou por um momento terrível, mas acredite em mim, ela não consumou, compreende? – a jovem se encolheu ao ouvi-lo. – Foram feitos exames quando deu entrada no hospital que podem comprovar o que digo. O próprio James confirmou, assim como seus homens, ao que parece você passou mal e vomitou sobre ele...

- Tem certeza?

- Sei que é difícil pra você acreditar, pois perdeu os sentidos, mas eu lhe dou a minha palavra, ele não consumou Bella.

- Mesmo assim ele me tocou, e...

- Shhh... Sei que é difícil, mas tente esquecer, já passou, estou aqui com você meu amor.

- To tão cansada!

- Venha, vou te levar pra casa! – ele a pegou nos braços e como prometeu a levou pra casa, encontrou seus pais e seus irmãos os aguardando.

Todos olharam chocados para o casal, ele a tinha nos braços e ambos sujos de terra, Bella encolhida, com o rosto mergulhado na curvatura do pescoço de Edward, que parou diante a escada.

- Vou levá-la pro quarto, ela precisa de um banho, eu já volto! Preciso falar com o senhor! – Carlisle somente assentiu.

- Quer ajuda meu filho? – Esme ofereceu.

- Não mãe, eu mesmo cuido dela, pode deixar. – sua mãe assentiu somente.

Ao chegar ao quarto, foi direto para o banheiro, Edward a colocou sobre seus pés a despindo lentamente. Bella estava calada, com o olhar perdido, mas as lágrimas continuavam a escorrer por seu rosto. Quando tirou seu sutiã, engoliu a vontade de gritar tamanha raiva que sentiu, seus seios estavam com marcas de dentes, e ainda arroxeados, o que fez lágrimas verterem de seus olhos também.

Assim que a despiu, tratou de se livrar de suas roupas também, entrando com ela sob o jato quente da ducha. Edward a banhou delicadamente, lavou seus cabelos, cuidou dela com extremo cuidado, amor e devoção. Banhou-se rapidamente para então secá-la e trocá-la, secou-lhe os cabelos com o secador, e a colocou na cama, em questão de minutos Bella ressonava. Pediu a Caterina que ficasse de olho nela para ele, descendo em seguida, sua família ainda o aguardava lá embaixo.

- Como ela está Edward? – Alice disparou indo para junto do cunhado.

-Está dormindo agora, Caterina está com ela.

- Posso vê-la?

- Sobe lá! – Alice depositou um beijo no rosto do cunhado, subindo em seguida.

- E você filho, como você está? – Esme perguntou com preocupação, o filho estava visivelmente abatido.

- Não importa... – disse dando de ombros. – O que me preocupa é minha esposa... Ela não tá nada bem, mãe!

- Rose conseguiu falar com Rebecca Parker, considerada a melhor psicoterapeuta de Seattle, é especialista em casos como o de Bella. – Carlisle se apressou em dizer.

- Não há duvidas de que Bella está com stress pós-traumático... – sua irmã forneceu. – A crise que teve aqui demonstra claramente, como foi com ela?

- Difícil! Me pergunto se algum dia ela poderá me perdoar...

- Pode até levar um tempo, mas aquela garota te ama demais meu filho, e sei que vai perdoá-lo! –Esme disse ao seu lado.

- Bella disse que desta vez está difícil, pediu um tempo, pra colocar a cabeça no lugar e assimilar tudo que está acontecendo.

- Ela está confusa, Edward, tente compreende-la, tudo pelo que Bella passou... Tenho certeza de que a ficha dela ainda não caiu.

- Eu sei, só quero minha mulher de volta, sorrindo, toda atrapalhada e desastrada! – todos riram e Esme o abraçou forte.

- Ela irá voltar, Bella é mais forte do que aparenta Edward!

- Sei disso, mas eu a magoei demais! – a voz de Edward falhou.

- Terá que ser forte filho, por você e por ela. – lhe disse Carlisle com a mão em seu ombro. – Pelo que vi e ouvi aqui hoje, dias difíceis virão, mas lembre-se de que estamos aqui, pra vocês e por vocês.

- Obrigado pai!

- O pai tem razão mano, como a própria Bellinha disse, somos como os mosqueteiros, um por todos...

- E todos por um! – concluíram em uníssono.

- Onde está Jacob?

- Recebeu um telefonema e teve que sair, disse que depois liga para ter notícias. – explicou Jasper, Edward somente assentiu, ficou mais um tempo com sua família subindo assim que Alice desceu anunciando que Bella havia acordado e perguntado por ele.

Dois dias se passaram e Bella aparentemente estava bem, falava muito pouco, sempre pensativa e distante, mas seu rosto se iluminava com sua pequena por perto. Edward havia recebido alguns dias de folga, para estar com Bella neste período complicado, não ousou tocá-la de novo, temia desencadear outra crise, aproveitou o tempo livre para dedicar-se a empresa da família.

Deixava sua esposa aos cuidados de Maria, Caterina e Joseph, a presença deles fazia bem a ela, e fora Caterina quem convenceu Bella a receber a doutora Rebecca Parker. Em um particular com Edward, a doutora lhe disse o que todos sabiam, que se tratava de um distúrbio chamado transtorno estresse pós-traumático,

- Ainda é muito cedo para um diagnostico preciso, mas tudo indica que sua esposa está sofrendo de transtorno estresse pós-traumático, não sei se o senhor conhece esta patologia senhor Cullen, mas é muito comum a vítima desenvolver um medo intenso de reviver o trauma, é tomado subitamente por recordações aflitivas, incluindo imagens, pensamentos, sonhos recorrentes, flashbacks ou até mesmo alucinações. Em muitos casos o paciente fica distante do mundo real, evitando entrar em contato com tudo o que lembre o evento. Este trauma se não tratado pode prejudicar o desempenho, o bem estar e a vida desta vítima, o paciente encontra certa dificuldade em revelar os fatos que ocorreram...

- Minha esposa já os revelou doutora.

- Sim eu fui informada, durante um surto, correto? – Edward somente assentiu. – Isabella tem plena consciência do que houve e disse que foi injusta com o senhor, saberia me dizer o porquê?

- Como assim injusta?

- Isso é sigilo profissional senhor, mas tendo em conta a complexidade do caso, vou abrir uma exceção! Sua esposa insistiu em dizer que foi dura demais com o senhor, mas que está difícil demais para ela aceitar certos fatos... – Está me acompanhando?

- Perfeitamente!

- Ótimo! Disse que quer perdoá-lo mais que tudo, mas o medo a impede.

- Medo? Medo de que exatamente doutora?

- Isso é o que iremos descobrir senhor Cullen, como anda a intimidade de vocês? Desculpe, mas é crucial saber se ela permite que a toque, que... O senhor sabe.

- Antes do surto, nos beijávamos frequentemente no hospital, mas depois, teve somente uma vez.

- E o que aconteceu exatamente?

- Ela me afastou, estava apavorada, me confundiu com o agressor.

- Hmm... Isso é mais comum do que se imagina senhor Cullen, infelizmente terá que ser paciente quanto a isso, esperar que ela esteja pronta para o senhor.

- E como saberei?

- Esteja sempre presente, uma caricia, um beijo delicado, nada muito abrupto ou digamos, mais exaltado, nada que a assuste, vá testando seus limites aos poucos.

- Entendi!

- Agora preciso que me diga como Isabella passou esses dias subsequentes ao surto?

- Na maioria do tempo parece bem, mas ela tem dificuldade em manter-se dormindo, acorda assustada e suando frio. Irrita-se facilmente, parece não conseguir se concentrar em algo, às vezes fica apática e chora, chora muito.

- Vou ministrar um calmante para que consiga dormir bem, não se preocupe senhor Cullen, traremos sua esposa de volta, é só ser paciente!

- Assim espero doutora, assim espero!

Depois de falar com a doutora Parker, Edward reuniu a família, Caterina e Joseph, Maria e Jacob. Explicou a eles exatamente o que a doutora lhe disse e os cuidados que teriam que ter para que não se desencadeasse outra crise em Isabella.

Carlisle achou melhor mantê-lo perto da esposa neste período, e Edward indicou Murphy para substituí-lo nas próximas operações enquanto ele se dedicava a empresa da família no período em que ficasse com Bella, como já vinha fazendo.

Isabella ainda não se sentia segura para voltar ao trabalho na enoteca, mesmo sentindo-se bem melhor depois da conversa que teve com a doutora Rebecca. Todos os dias recebia a visita da irmã, que passava boas horas com ela, enquanto Edward ia à empresa. Sua cunhada também a visitava com frequência e a jovem estava encantada com a barriga cada vez maior de Rosálie.

- É maravilhoso não é? – dizia acariciando o topo da barriga.

- Sim é, mas também é desconfortável, sem contar que pesa pra burro. – a jovem riu descontraída.

- Já tem um nome para o garotão?

- Emm e eu andamos discutindo sobre isso, estamos pensando em Matthew.

- Matthew é um excelente nome, não acha Nessie?

-É! – a pequena respondeu levando a mãozinha na barriga da tia. – Tem nenê? - todas riram com a inocência da pequenina.

- Sim meu amor, tem nenê, é incrível, está cada vez mais parecida com Edward, não acha? – comentou Rosálie acariciando os cachos acobreados da sobrinha. – E vocês dois, como estão?

- Acho que estamos bem... – Isabella disse dando de ombros. – Quero dizer, dentro do esperado talvez.

- Ainda não consegue aceitá-lo... Você sabe? – disse sua irmã, vendo a jovem puxar uma longa respiração, soltando de uma só vez.

- Eu o quero e o desejo muito, não tem ideia do quanto sinto falta do que tínhamos... Bastava um toque, um olhar para que o desejo tomasse conta de ambos, mas não consigo... Quando Edward me toca, meu corpo todo reage, mas quando a coisa esquenta, as imagens se misturam e o medo toma conta de mim e...

- Tudo bem, não se preocupe, nós entendemos. – sua irmã se apressou em dizer ao ver que ela já se exaltava.

- Não sei se ele entende...

- Acredite Bella, meu irmão entende muito bem, não digo que esteja sendo fácil pra ele, toda essa situação em si, mas Edward te ama demais e vai esperar até que esteja pronta. – sua cunhada lhe garantiu.

- Às vezes acordo no meio da noite e fico horas olhando pra ele... – a jovem soltou um longo suspiro, completamente apaixonada, fazendo as duas rirem. – Me perguntando o que eu fiz para merecer um cara como Edward... Ele é tão lindo, inteligente, amoroso, carinhoso...

- E completamente apaixonado por você, não se esqueça! – Alice fez questão de apontar.

- Às vezes me pergunto o que um homem como ele pode ter visto em mim? Tanya é tão linda, assim como Kate, Victória além muito bonita, trabalhava no mesmo ramo que ele, e segundo eu soube eram muito bom juntos.

-E o que isso importa? Edward ama você Isabella... – lhe disse Rosálie. - Meu irão nunca teve mais do que sexo com elas!

- Olhe bem pra miam Rosalie! O que eu sou me diz? O que uma mulher como eu tem a oferecer a um homem como seu irmão? Desde que cruzei seu caminho só o envolvi em problemas e complicações... Eu os comprometi... Edward teve que ir a publico por minha causa, comprometendo o que ele mais gosta de fazer, porque sei que seu irmão adora ser um agente, Rosálie! Às vezes me pergunto se não teria sido melhor Aro ter me matado assim que fui levada a ele, como fez com Heide!

- Pelo amor de Deus, Isabella, de onde tirou essas sandices? –ralhou Alice. – Como pode falar assim? Aquele homem é completamente louco por você! Edward te ama, assim do jeito que você é, desastrada, atrapalhada, teimosa... Ele não cansa de dizer isso e acima de tudo, demonstrar. Tenho certeza de que ele vê o que eu, Rose e todos veem uma mulher forte, inteligente, esperta e acima de tudo, uma sobrevivente, Bella. – a jovem olhou surpresa pelo rompante da irmã. – Olha pra você minha irmã, olhe para trás, veja tudo pelo que já passou e, no entanto está aqui, firme e forte.

- Alice tem razão Bella, você passou por situações extremas, e mesmo assim o amor de vocês foi forte o suficiente para superar a tudo.

-Sei que Edward errou, que pisou na bola, mas dê um crédito a ele, o medo pelo que passou, sem contar no estado em que a encontrou... Tente compreender que nada disso foi fácil para ele também! Eu mesma quase o castrei quando se deixou envolver por aquela vadia, mas sei o quanto aquele homem te ama Bella, o grande problema minha irmã é que você o colocou em um pedestal e Edward é somente um cara, com seus medos e defeitos, como todos nós.

- Edward jamais será só um cara, Alice, jamais! – sua irmã revirou os olhos, enquanto sua cunhada ria.

- Quer saber? Eu desisto Isabella! – disse sorrindo, abraçando a irmã.

Enquanto isso na Angel...

Carlisle, Emmett e Jasper, colocavam seus melhores homens reforçando a segurança na casa de Edward, pois temia pela segurança de sua nora, sabia que Caius não desistiria tão facilmente, ainda mais sabendo onde e como encontrá-la.

Sem o respaldo do FBI e da Interpol, Carlisle recorreu aos seus antigos contatos na CIA, da qual fez parte antes de fundar a Angel. Evitava ao máximo envolver a CIA em suas operações, mas Caius Lucchi era uma cobra ainda mais escorregadia que Aro, não lhe deixando alternativa.

- Acha que Bella ainda corre perigo? – perguntou Emmett vendo a preocupação nos olhos do pai.

- Caius não desistirá tão fácil e sabemos que fará o possível e o impossível para obter o que deseja.

- Masen deveria estar aqui, é da esposa dele que estamos falando, afinal! – apontou pensando na reação do irmão quando descobrir realmente o porquê foi afastado.

- Masen está envolvido demais neste caso, Mccarty, e pode comprometer a operação, viu o que aconteceu com James, o homem ainda está em estado grave e pode não resistir!

- Sinceramente isso não me incomoda nenhum pouco! – disse dando de ombros.

- Não discordo da sua opinião, mas não estamos aqui para fazer justiça com as próprias mãos, não somos justiceiros e sim agentes especiais, e preciso que todos aqui tenham plena consciência disto, por mais pessoal que seja, consegue compreender, Mccarty?

-Sim senhor!

- Mas tenha em mente senhor que não conseguirá manter Masen afastado por muito tempo. – apontou Jasper e minha opinião, é que ele seria fundamental neste caso. – Carlisle somente assentiu, mas sabia que o filho tinha que lidar com um problema bem maior no momento.

Edward andava impaciente, não tinha saco para ficar atrás de uma mesa revisando contratos e documentos, sentia falta da ação e da adrenalina, sentia falta da agência. Sabia que seu pai o havia afastado por estar envolvido demais no caso, Carlisle temia que ele perdesse o controle novamente. O fato de não estar satisfeito em trabalhar somente na direção das empresas, não passou despercebido por sua esposa, que também estava farta de ficar trancada em casa, precisava se sentir útil novamente e deixar de ser um estorvo para todos, estava convicta disto e queria começar pelo casal Giotto e Maria.

- Está ocupado? – perguntou ao entrar no escritório do marido em casa, notou que Edward lia com certo tédio, os papéis em sua mão.

-Não, só revendo alguns documentos da empresa. – disse os colocando de lado.

- Parece entediado.

- Impressão sua amor! – mentiu tentando disfarçar. – Só estou um pouco cansado.

- Não minta pra mim, Edward, sei que sente falta da agência, de toda aquela agitação e correria, você ama toda aquela adrenalina. – afirmou o encarando.

- Aquilo anda uma loucura, é bom estar afastado, me dá mais tempo com você e Nessie!- insistiu.

- Sim é verdade, e não sabe o quanto é bom tê-lo aqui conosco, mas sinto falta do brilho em seus olhos, seu lugar não é na diretoria da empresa, aquilo é só uma fachada! Conheço você Edward e sei que o que gosta mesmo é de estar em campo, ou no comando de alguma operação, seja ela qual for! – definitivamente ela o conhecia bem demais, deduziu Edward.

- São ordens superiores e tenho que acatá-las. – disse vendo sua esposa se aproximar da mesa hesitante. – Mas não foi para falar sobre isso, que veio aqui, foi?

- Também, mas tem uma coisa que eu quero pedir. –ele notou a hesitação em sua voz.

- Peça, o que quiser Bella, é só pedir! – respondeu prontamente.

- Eu estive pensando muito durante esses dias e gostaria de voltar a trabalhar, Adam disse que minha vaga está lá a minha espera e...

- Não acho que seja viável! – disparou a cortando.

- Porque não?

- Deu uma olhada pela casa Bella? Viu como a segurança foi reforçada? Acha mesmo que vou deixar você ficar circulando por ai depois de tudo que aconteceu? – disparou impaciente.

- E o que pretende Edward? Me manter aqui, presa dentro da minha própria casa? – Isabella viu o marido bufar impaciente esfregando as mãos pelo rosto, em seguida bagunçando ainda mais seus cabelos já bagunçados.

- Preciso falar com meu pai, com a doutora Rebecca, precisamos montar um esquema de segurança e...

- Não preciso da autorização de ninguém para retomar minha vida Edward! – Isabella cuspiu entre os dentes. - Estou farta de ser um estorvo para todos! Maria tem uma vida lá na Itália, um namorado à espera dela, Caterina e Joseph têm sua vida e um vinhedo para tocar, não posso mais prendê-los aqui.

- Ninguém os está prendendo aqui Bella, só estão preocupados com você e não se esqueça de que foi você quem pediu para mate-los seguros, está lembrada?

- Isso pode ser feito lá, não pode? Sem que eu atrapalhe ainda mais a vida deles!

- Não acho que eles vejam desta forma! – retrucou.

- Mas eu vejo e sinto!

- E o que pretende? Mandá-los embora?- a jovem bufou impaciente, como ele esfregou as mãos pelo rosto agarrando seus cabelos em seguida.

-Vou ter uma conversa com eles e sei que irão entender, só estou comunicando que vou voltar ao trabalho e...

- Porque isso agora? O que foi? Pensei que gostasse de passar esse tempo com Nessie, e com todos nós?

- Eu gosto, não é isso! Droga Edward! Você não entende não é? Não suporto mais ficar aqui sem fazer nada! Preciso manter minha mente ocupada, preciso me sentir útil outra vez e Adam disse que minha vaga estaria lá, me esperando e... Preciso enfrentar os meus medos, e não me esconder aqui, isso está me matando Edward...

- Eu entendo Bella, mas está em tratamento e não acho que seja uma boa ideia abandoná-lo assim.

- Não vou abandoná-lo, só terei que adaptá-lo aos meus horários.

- Mesmo assim, terei que avisar ao meu pai, teremos que montar um esquema de segurança, é arriscado demais e não vou suportar se algo te acontecer de novo! – ela pode sentir o medo e a angustia na voz dele.

- Eu só quero minha vida de volta Edward, quero voltar a ser a sua Bella, a sua esposa... Sinto tanta falta de você.

- Mas eu estou aqui, meu amor! – disse dando a volta na mesa, envolvendo-a em seus braços.

- Eu sei, mas nunca estivemos tão distantes! – Isabella disse com a voz abafada, já que tinha o rosto afundado em seu peito, ela apertou ainda mais seus braços entorno dele. – Sinto falta do que tínhamos... – desta vez ela deixou a cabeça pender para trás para olhá-lo nos olhos. Sinto falta dos teus beijos, das tuas carícias... Sinto falta do teu corpo no meu... Sinto falta de nós, compreende?

- Acredite, você não é a única! Também sinto falta de tudo isso Bella, mas você está em tratamento e...

- Foda-se o tratamento Edward, eu preciso de você! Por favor, me faça esquecer tudo aquilo, somente você pode me ajudar, só você... - Edward a calou com um beijo, de início foi um simples roçar de lábios, mas as mãos de Bella automaticamente foram para os seus cabelos os quais agarrou com força o puxando ainda mais pra si, aprofundando o beijo. Invadindo sua boca com sua língua macia e ávida pela dele e ao encontrá-la, ambas se enroscaram em uma dança única.

Sentiu o corpo de sua esposa completamente colado ao seu, e não foi capaz de conter um gemido ao sentir suas mãos pequenas infiltrar-se pela camisa tocando sua pele. Desejava mais que tudo pegá-la em seus braços e levá-la para o quarto, ou fazer amor com ela ali mesmo, sobre aquela mesa, ou no pequeno sofá que havia ali.

- Bella... – soltou entre outro gemido, quando a esposa o tocou sobre o jeans, acariciando-o, o instigando.

- Me faça esquecer, Edward... – Bella voltou a pedir contra seus lábios, foi à vez dele infiltrar sua mão pelos cabelos dela até alcançar sua nuca, a segurando firme voltou a beijá-la. Desta vez com mais ímpeto, mais voracidade a qual Isabella retribuiu. Há ergueu um pouco, a colocando sobre a mesa, encaixando-se entre suas pernas, as quais envolveram seu quadril o prendendo ali.

Entre beijos, lambidas e caricias as roupas eram retiradas do caminho sendo atiradas pela pequena sala, até que ambos estivessem completamente nus. Isabella arqueou-se ao sentir os lábios do marido percorrer seu corpo, lhe causando arrepios e um prazer imensurável e bastou Edward deslizar seus dedos por sua intimidade que Bella estremeceu dos pés a cabeça, fechando os olhos e entregando-se aquela sensação devastadoramente deliciosa.

Edward sorriu o ver a esposa ter um orgasmo somente ao tocá-la, aquilo o deixou orgulhoso de si, voltou a beijá-la e sem perder tempo deslizou para dentro dela sentindo sua esposa recebê-lo úmida e apertada. Ambos gemeram ao estarem conectados, Isabella podia senti-lo preenche-la completamente e a sensação não poderia ser melhor.

A jovem voltou a enlaçar seu quadril, sentindo Edward se aprofundar ainda mais, atingindo um local especifico, que lhe lançou uma onda de prazer intensa por todo seu corpo.

- Edward... – soltou entre um gemido de prazer enquanto ele apreciava o prazer de ter novamente sua esposa, sua Bella! – Mais rápido... Mais forte! – pediu arqueando o corpo contra o dele, ele sorriu contra sua pele.

- Seu pedido é uma ordem meu amor! – disse aumentando a intensidade de suas investidas, chegava a sair quase todo de dentro dela, ouvindo Isabella soltar uns muxoxos, voltando em uma estocada firme e nesse ritmo chegaram juntos ao ápice. Sua cabeça pendeu entre os seios dela, que estava ofegante e completamente imersa no intenso orgasmo que acabara de ter.

- Acabamos de fazer amor sobre a mesa do escritório!- disse divertido, beijando a ponta do nariz dela.

- Eu sabia... – Isabella disse abrindo os olhos, encarando aquelas duas esmeraldas. – Sabia que somente você me faria esquecer tudo, sabia que somente você poderia me trazer de volta!

-Senti tanto sua falta meu amor. – a jovem sorriu acariciando o rosto do marido.

- Sentiu? Então prova Edward! Me faça sentir o quanto me ama, e o quanto sentiu minha falta! – um sorriso torto se fez nos lábios dele que a pegou nos braços a levando para o sofá, afastou-se para trancar a porta, e ali, naquele escritório Edward fez exatamente o que Bella havia lhe pedido. Perderam completamente a noção do tempo e acabaram adormecendo completamente enroscados sobre o tapete que adornava o pequeno escritório.

-Oi! – Edward disse ao despertar e se deparar com aquele par de olhos castanhos, havia tanto amor e tanta paixão naquele olhar.

- Oi! Acho que pegamos no sono. – Bella disse delineando seus traços com a ponta dos dedos.

-Parece que sim, como se sente? – a jovem puxou uma respiração profunda, soltando um longo suspiro em seguida.

- Melhor impossível!- respondeu mordendo os lábios de forma tentadora. – E você?

- Eu to morto, você quase acaba comigo, mas estou imensamente feliz! – disse a puxando pra si, mordeu levemente os lábios dela, antes de beijá-la. – Estou feliz, porque tenho minha esposa, minha mulher, a minha Bella de volta!

- Estou feliz por estar de volta, acredite, mas temos que sair daqui, só Deus sabe o que devem estar pensando.

- Que a gente se acertou? Que batizamos cada canto desse escritório?

- Edward! – ralhou corando em seguida.

- Porque está corada, a insaciável aqui era você, tá lembrada? – Isabella escondeu o rosto e seu peito.

- Não me lembro de nada disso! – mentiu descaradamente.

- Ah sua... – Edward a prendeu sob si, deixando seu corpo pesar sobre o dela, e não havia sensação melhor no mundo para Isabella. – Eu te amo, te amo tanto.

- Eu sei, eu também te amo, mas agora temos que dar um jeito de sairmos daqui, estou faminta e precisando de um banho!

- É um convite senhora Cullen?

-É uma ordem senhor Cullen.

Vestiram-se rapidamente, mas ao sair do escritório em direção à escada que levava para o andar de cima, depararam-se com todos na sala, inclusive sua filha.

- Bella? Edward? – disparou Maria ao vê-los, parecia surpresa. – Pensei que tivessem saído, onde estavam?

- No escritório! – Edward respondeu levando uma cotovelada da esposa.

- Estavam no escritório?Desde ontem? – Bella bufou revirando os olhos, mal conseguia olhar para Carlisle, Esme, Joseph e Caterina.

- Tínhamos alguns assuntos pendentes! – seu marido respondeu levando outra cotovelada. - Isso vai deixar marca sabia? – reclamou recebendo um olhar mortal da esposa.

- Wow! – Jasper e Emmett soltaram em uníssono.

- Ao que parece a coisa foi tensa lá dentro, sua camisa está abotoada errada maninho! – Rosálie os provocou. – E seu cabelo tá um horror cunhada, sem contar que a blusa tá do avesso! – a gargalhada foi geral.

- Bota tensa nisso! – disparou Emmett. -Pelo que vejo está bem melhor, não é cunhadinha? – a jovem sentiu suas bochechas arderem, estava corada e morrendo de vergonha. – Coitado do meu irmão, olha só o estado em que deixou o pobre!

- Vá à merda Emmett! – cuspiu entre os dentes agarrando a mão do marido o arrastando praticamente.

- Deixe-a em paz Emm, nos de alguns minutos, e já descemos. – disse subindo com ela, ouvindo a gargalhada grotesca do irmão.

/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*