Aqui está mais um capitulo pra vcs!
Espero que gostem e não esqueçam de comentar!
beijos Lu.
CAPITULO XXXV
Em seguida Carlisle ligou para o secretário avisando que precisava retornar urgentemente a Seattle, explicou os motivos e a reunião foi cancelada, o próprio secretário disponibilizou um jatinho para levá-los de volta. Ainda não sabia como dar a notícia ao filho, então simplesmente disse a Edward e aos outros dois que teriam que voltar imediatamente.
- O que ta rolando? Não era pra ficarmos aqui? – Emmett perguntou confuso, ao encontrar os pais, Edward e Jasper estavam ao seu lado, também sonolentos, estavam na pista do aeroporto aguardando permissão para subir no jatinho, o secretário estava lá falando acertando tudo com o piloto.
- Uma emergência! – Carlisle disse simplesmente.
- Como assim uma emergência? O que houve? – perguntou Edward que parecia tentar falar com alguém ao telefone.
- O que está fazendo? – seu pai exigiu.
- Tentando falar com Bella, estranho, só cai na caixa postal, já deve estar dormindo. – Esme fez um esforço sobre-humano para que o filho não notasse sua tristeza, assim como as lágrimas que tentava arduamente conter.
- O que aconteceu Carlisle, para que tenhamos que voltar assim, às pressas? – Jasper perguntou desta vez encarando o pai.
- Explico no caminho, já entrei em contato com o FBI, e estão enviando sua melhor equipe forense para nos auxiliar e...
- Pra que diabos iremos precisar do auxilio da equipe forense? - disse Emmett.
- Pelo visto a coisa é bem séria? – Carlisle somente assentiu para Jasper.
- Está tudo pronto Cullen... – o secretário disse ao se aproximar. – Me mantenha informado, amigo. – Carlisle somente assentiu.
- Obrigado meu amigo.
- Não por isso Carl. – ele assentiu somente deixando os filhos confusos, uma vez dentro da aeronave Edward voltou a perguntar.
- Vai nos dizer o que está havendo? Porque disso tudo? – trocou um olhar com os irmãos ao ver o pai engolir seco, Carlisle estava estranho e Esme calada demais, sabiam que havia algo de muito errado ali.
- Houve baixas...
- O que? – disparou Emmett.
- Perdemos quatro de nossos homens e...
- Quem? – Edward o cortou desta vez.
- Ainda não sei direito o que houve, mas tudo indica que seus homens estejam mortos, Edward. – os olhos verdes do agente perderam o foco por alguns instantes.
- Como?
- Sei que vai ser difícil filho, mas preciso que se mantenha calmo, ainda não sabemos direito como tudo ocorreu e...
- Do que está falando Carlisle? Que porra ta acontecendo aqui?
- Olha a boca Edward! – Esme o repreendeu.
- Desculpe mãe.
- Sua irmã me ligou a algumas horas, ao que parece houve um ataque a enoteca, seus homens foram mortos e...
- Meu Deus... Bella? O que houve com Bella?
- Ela conseguiu escapar, mas houve uma perseguição, pelo que entendi Bella atravessou a cidade praticamente e...
- O que aconteceu com Bella, Carlisle? – seu tom foi exaltado, bastou um olhar para os olhos molhados da mãe para que Jasper e Emmett compreendessem tudo.
- Como eu disse, houve uma perseguição, testemunhas ouviram tiros e seu carro perdeu o controle, rolou ribanceira abaixo caindo nas águas da baia Andrews.
- O que? O que Bella foi fazer na baia Andrews? Como... Como ela está, Carlisle?
- Eu lamento filho, lamento muito mesmo.
- Lamenta? O que você lamenta Carlisle?
- O corpo ainda não foi encontrado Edward, retomarão as buscas pela manhã. – novamente os olhos verdes de Edward perderam o foco, ele levantou-se em um rompante assustando a todos, e se afastou sentando-se o mais longe possível.
- Tem certeza disso, Carlisle?
- Como disse, ainda não sei ao certo, foi o que o FBI disse a Rosálie. – respondeu com os olhos fixos no filho, que tinha os cotovelos sobre os joelhos e as mãos cobriam seu rosto.
Edward ainda tentava processar o que Carlisle havia dito...
'O corpo ainda não foi encontrado Edward, retomarão as buscas pela manhã. ' 'O corpo... '
Lembrou-se da ultima vez que se falaram ao telefone, estava zangada com ele, pela discussão que tiveram. Edward havia pedido a Isabella pra ficar em casa, mas teimou em ir trabalhar, dizendo que a enoteca estava sob sua responsabilidade...
'O corpo ainda não foi encontrado... Retomarão as buscas pela manhã. '
A ultima vez que fizeram amor lhe veio à mente, assim como a alegria com a confirmação da gravidez... Sua Bella, sua esposa não poderia estar morta... Sentiu as lágrimas escorrerem pelo seu rosto, e um soluço romper de seus lábios. O que faria sem ela? Sem a sua esposa linda e atrapalhada? Sem sua Bella?
Edward sentiu uma mão em seus cabelos, não precisou erguer a cabeça pra saber que era Esme, agarrou-se a ela e ambos choraram juntos. Foi ministrado um calmante para ele, e assim que chegaram à mansão, Edward pegou sua filha nos braços, voltando a chorar sem se importar se aquilo era certo ou não.
Rosálie correu para os braços de Emmett, que a aninhou não contendo as lágrimas, assim como Jasper ao ver o estado da esposa. Alice estava arrasada, as lágrimas escorriam sem parar, mas ela não dizia nada, absolutamente nada. Dora e Phill se juntaram a eles na dor, e Charlie Brandon se desesperou ao saber o ocorrido, a culpa e o remorso o consumiam.
Dois dias se passaram e nada do corpo, o FBI encerrou as buscas, e a equipe forense trabalhava no carro, assim como nos corpos dos agentes. Adam voltou assim que recebeu a ligação de Rosálie, e como todos, estava arrasado e sentia-se culpado por tê-la deixado sozinha. Os Giotto também foram informados e Caterina não conseguia acreditar que sua menina estava morta, Joseph insistia no fato de que Bella estava em algum lugar, viva, mas as evidencias apontavam para o contrário.
Jacob contou a eles detalhadamente como tudo aconteceu, desde que recebera o telefonema de Bella, assim como o fato de ter acompanhado a perseguição. Disse que viu o exato momento em que o carro rolou ribanceira abaixo e caiu nas águas da baia. Ele e Edward se desentenderam, foi preciso Emmett e Jasper para conter um Edward enfurecido, estava revoltado, acabara de perder a esposa e o filho que estava a caminho.
Edward só queria colocar as mãos no responsável pela morte de Bella, fosse quem fosse e seus irmãos o apoiavam incondicionalmente desta vez. Carlisle também queria pegar o responsável pela tragédia que se abateu sobre sua família.
Houve uma cerimônia de sepultamento, muitas pessoas compareceram, poderia ser contada nos dedos quem estava ali por Bella... Os Giotto, Ginno e Maria, os Clearwater vieram da ilha, Dora e Phill, Adam e seus pais. Charlie estava com Alice e Jasper, já Edward tinha sua pequena nos braços, o melhor presente que Bella lhe dera, seu maior tesouro, Nessie. O padre concluiu a cerimônia, Jacob também compareceu, mas se manteve afastado de Edward, havia muita gente por lá, Carlisle era uma pessoa publica e Edward também.
Muitos já haviam ido embora quando Caius e Renata se aproximaram para prestar as condolências à família, Edward ficou tenso e se não fosse à mão de Carlisle em seu ombro, ele teria avançado no homem. Mas foi a presença de Anne e Tanya que o incomodou mais, principalmente a Alice.
- Querido, eu lamento muito. – Tanya disse ao abraçá-lo, abraço o qual não foi correspondido.
- O que faz aqui? – Alice exigiu encarando a própria, sabia que havia ido até lá somente para tripudiar sobre sua irmã morta.
- Alice! – Jasper a repreendeu.
- Você detestava Bella, sempre deixou claro que minha irmã não servia para ele... – os olhos da ruiva semicerraram-se. – Não acha muita hipocrisia de sua parte dizer que lamenta muito?
- Chega Alice! – seu marido voltou a repreendê-la.
Tanya não foi à única que comparecera, Kate entre outras também passaram por lá, Rosálie tinha os olhos fixos em cada uma delas. Sua intuição dizia que alguma delas estava metida até o pescoço nesta história toda.
Os dias passavam e Edward dedicou-se inteiramente ao trabalho, a Angel indenizou as famílias dos agentes mortos no cumprimento do dever, infelizmente era um dos riscos de sua profissão e todos estavam cientes disto.
Um mês depois...
Um mês havia se passado e Edward recebera alguns telefonemas, assim como convites para um jantar, um cinema, mas cordialmente recusou a todos. Sempre que recebia um convite, as palavras de Bella lhe vinham à mente...
'... Quando fui levada, você seguiu em frente, levou algum tempo, mas seguiu, assim como todos os outros... Sei que também sofreu, que todos sofreram, mas você superou, seguiu em frente... '
- Jamais esquecerei você meu amor. – disse para a foto onde Bella sorria pra ele. – Sinto tanto sua falta Bella!
Três meses depois...
O tempo passava e Edward apesar de tudo provar o contrário, às vezes tinha a sensação de que Bella estava viva em algum lugar. Aquele sentimento era tão forte e tão intenso dentro de seu coração, mas era algo que matinha somente pra si. Dedicou-se ao trabalho e a sua pequena Nessie, que crescia a olhos vistos, a cada dia ficava mais linda e mais parecida com a mãe.
James Stuart foi morto no hospital penitenciário, os laudos diziam que ele estava se recuperando e era óbvio que havia sido silenciado, era a única testemunha que ligava Caius ao sequestro de Bella. Durante este período Tanya tentou arduamente se reaproximar, o que só comprovava as suspeitas de Rosálie, de que uma mulher estava por trás das ameaças e do que ocorreu.
A loira dedicou-se a investigação e com o auxilio do irmão Jasper, descobriu de onde vieram as ligações e o choque varreu a família quando apresentaram as provas de que Tanya e Anne estavam envolvidas até a raiz dos cabelos no caso de Bella.
Alice ficou chocada e Edward completamente fora se si, não sabia o que seria capaz de fazer se colocasse suas mãos em Tanya Denali, ou que teve a audácia de chantagea-lo a respeito da Angel. Como ela descobrira era um mistério, Tanya também tentou empurrar toda a culpa para Anne, que por sua vez culpava a própria Tanya de querer se livrar de uma vez de Isabella com o intuito de assumir seu lugar como esposa de Edward.
Ambas confessaram que de início a intenção era afastá-la de Edward, fazer com que Isabella desaparecesse da vida dele sem deixar rastro. Pra isso, Tanya se submeteu a ser amante de um homem chamado Garrett Hughes, ele comandava uma das células da organização Volturi, especializada em tráfego de mulheres, como James.
Ambas foram acusadas e presas, responsáveis pela morte de Isabella Marie Cullen e consequentemente o filho de Edward que estafava por vir, assim como a morte dos quatro seguranças da jovem. O advogado de Tanya atestou insanidade, dizendo que sua cliente havia perdido a razão devido à paixão desenfreada e não correspondida por Edward.
Era óbvio que aquilo tudo era balela, uma forma dela não ter que encarar uma prisão de verdade, Garret Hughes também foi pego e sua célula desfeita. Já Anne não teve tanta sorte, além de ser acusada e presa, perdera tudo, até mesmo o respeito e o amor de sua única filha.
- Por quê? Porque fez uma coisa horrenda destas? Ela era minha irmã... Por Deus, Bella estava grávida!
- Aquela bastarda teve o que mereceu! – disse sem uma gota sequer de arrependimento. – Ela destruiu a minha vida, aquela bastarda era a prova viva da infidelidade de seu pai! – acusou. – Ela não passava de uma garota insolente e intrometida, sempre com aquele nariz em pé, orgulhosa... Viu o que fez a Aro? A pobre Renata? Até mesmo a Edward o envolvendo em toda esta coisa confusão com o FBI, por culpa dela ele se afastou de Tanya... Isabella jamais foi mulher para ele, não passava da filha de uma vagabunda que... – Anne se calara com a bofetada desferida por Alice.
- Nunca mais ouse ofender minha irmã! – exigiu. – E quanto a Renée, pelo que soube ela era uma mulher honesta e trabalhadora, não sabia que ele era casado e quando soube, rompeu o relacionamento. Além do mais, quantas amantes ele teve depois dela? – os olhos de Anne faiscaram de raiva. – Confesso que cheguei a sentir inveja de Bella... – todos a olharam chocados. – Ela tinha uma mãe amorosa e carinhosa, uma amiga e companheira... Não tente sujar a imagem dela, Anne, a podre aqui é você.
- Alice! – Jasper tentou contê-la.
- E quanto a Tanya Denali? Espero que aquela vadia apodreça naquele manicômio, Aquela vadia não serve para limpar o chão que Isabella pisava! Minha irmã não a afastou de Edward porque meu cunhado nunca esteve nem ai, pra sua tão adorada amiga! Ela só foi mais uma entre tantas... Não ouse culpar minha irmã pela derrocada de Aro, ele não passava de um crápula, quanto ao seu casamento, Anne? Acredito que meu pai finalmente tenha caído em si e visto com que espécie de mulher havia se casado.
- Chega Alice! – seu marido voltou a dizer.
- Não Jasper, não chega! Eu te repudio Anne... Você não passa de um ser desprovido de compaixão ou qualquer sentimento bom... Não entendo o que meu pai viu em uma mulher como você? Esqueça que um dia teve uma filha Anne, porque pra mim, minha mãe está morta! Não quero ter ligação alguma com esta mulher... – disse apontando para Anne, enquanto encarava o marido, seu rosto molhado pelas lágrimas. – Nunca mais se aproxime de mim ou da minha família, estamos entendidas? – deu as costas quando Anne foi levada algemada para o carro da de ver o quanto aquilo a ferira, Edward estava orgulhoso de sua cunhadinha, e sua atitude o fez admirá-la ainda mais.
A CIA tinha gente infiltrada nos altos escalões da organização coletando provas substâncias contra Caius Lucchi, mas nada ligado ao que houve com Bella, ao que tido indicava, não havia partido da organização em si a ordem de ataque e sim da célula chefiada por Garret Hughes.
Com o passar do tempo, jantares e eventos surgiram e a presença dos Cullen era solicitada, afinal se tratava de uma das famílias mais ricas e influentes de Seattle e do estado. Mas não havia clima para tal e muitos deles foram recusados, aos que comparecera, Edward fez questão de ir desacompanhado o que gerou um burburinho, e comentários desagradáveis na imprensa como o fato de ser considerado o viúvo mais jovem e sexy de Seattle.
Dois meses depois...
Mais dois meses se passaram e seis, desde a morte de Isabella, as noites eram intermináveis para Edward, ele mal conseguia dormir, sentia falta de sua esposa... Do seu corpo, seu cheiro, do seu gosto inigualável... Sentia falta até mesmo das brigas e discussões, daquele narizinho empinado e daquele gênio terrível.
Via com certa estranheza a aproximação de Jacob, já que desde a morte de sua esposa que o agente frequentava a casa dele, para visitar Nessie. Segundo Claire a babá, ficava horas com a pequena, tirava muitas fotos dela, apesar de mal falar com ele. Aquele comportamento o deixou intrigado, mas andava trabalhando muito, havia mergulhado de cabeça no trabalho para não se entregar a agonia de não ter mais sua Bella ao seu lado, a saudade o consumia.
A organização Volturi estava perdendo forças à medida que suas células eram desativadas, graças a Angel que estava toda focada nisso. Edward trabalhara arduamente junto com seus irmãos, e não descansaria até a organização Volturi estar completamente destruída, era uma questão de honra. Infelizmente nenhuma delas ligava Caius Lucchi à organização, a CIA tentava encontrar algo, uma única brecha, uma falha, mas eram obrigados admitir que o homem era uma cobra escorregadia.
Os Giotto desta vez se recusaram a voltar para a Itália, Mary voltou com Ginno e o casal cuidaria de tudo por lá, Caterina se dedicava a cuidar de Nessie que estava a cada dia mais linda, e mais falante, era a alegria de Joseph, seu Nono, como o chamava. E Caterina também cuidava de Edward, como a um filho, tinha um carinho muito especial por ele e era recíproco.
Dylan estava cada vez mais esperto e se tornara junto com Nessie o centro das atenções, Caterina também adorava passar um tempo de qualidade com o pequeno, que dividia a babá com Nessie, os primos passavam o dia todo junto praticamente.
- Papai! – Nessie gritou correndo para seus braços assim que ele passou pela porta.
- Olá minha princesa, como você está?
- To bem, e a mamãe? – perguntou como fazia toda vez que ele chegava de uma viagem.
- Nessie, o que a Nona falou pra você? – Caterina a repreendeu, sabia o quanto doía para Edward tocar naquele assunto.
- Que a mamãe vilo anjinho e que ta lá no céu cuidando do papai e de mim.
- Desculpe filho, ela anda impossível.
- Não por isso Caterina, ela é muito pequenina ainda pra entender. – disse piscando para a filha que jogou os bracinhos em torno de seu pescoço fazendo biquinho para beijá-lo. Depois pediu pra ir pro chão disparando pela casa, balançando seus longos cabelos acobreados cheio de cachos nas pontas, como os da mãe.
- Parece cansado, demorou desta vez. – disse de forma carinhosa acariciando o belo rosto dele.
-Foi uma operação complicada, mas conseguimos dar fim a mais uma célula.
- Isso é bom, mas não acha que anda trabalhando demais? Scuse! Mas é que me preocupo com você, é tão novo, sei tão bello... A vida segue Edward, tenho certeza que a bambina não iria gostar nada de te ver assim, tão abatido.
- Sinto tanta falta dela Caterina... Tanta falta.
- Io sei caro mio, todos nós sentimos, e acredito que pra você deva ser ainda pior, porque ela era tua cara metade, vero?
-Sí é vero!
-Porque não tira uns dias só pra você, faça uma viagem, mas não a trabalho... Se quiser, leve Nessie com você, seria bom para a piccola passar um tempo com seu babo.
- Vou pensar no assunto, Caterina, prometo! – disse beijando a testa da senhora rechonchuda a qual aprendeu amar. – Vou subir e tomar um banho.
- Vá, vou apressar o jantar. – ele assentiu somente.
O quarto estava exatamente como Bella o deixou, suas roupas ainda ocupavam seu lado do closet, Mary tentou tirá-las, mas Edward não permitiu que tocassem em absolutamente nada naquele quarto. Nem mesmo no perfume dela, ou a loção que costumava passar pelo corpo.
Sob o jato d'água, deixou que as lembranças de sua esposa lhe tomassem a mente, quando deu por si, estava encolhido no canto do Box, soluçando e chorando feito um garotinho... A saudade o consumia, seu corpo pedia pelo dela desesperadamente.
Edward era um homem sexualmente ativo e seu corpo pedia por alivio, e encontrou uma única alternativa para o seu problema... Recorreu a algo que nem mesmo quando adolescente fizera, procurou ajuda profissional, uma garota de programa, porque tudo que não queria era uma mulher lhe fazendo cobranças, esperando mais do que ele poderia oferecer... Sexo, alivio, era tudo que procurava, poder chamar o nome de Bella, porque ela que ocupava sua mente e coração no ato em si. Irina não se importava, era muito bem paga, e o ouvia simplesmente, sem perguntas, sem cobranças.
Somente Emmett sabia sobre ela, e seu irmão também não o julgava, mesmo assim, Edward sentia-se mal nas poucas vezes em que esteve com ela. A culpa e o remorso o consumiam em seguida e ele não conseguia entender o por quê?
Sempre se desvencilhando das investidas e convites, fazia questão de usar sua aliança, como se ainda fosse casado. Saiu algumas vezes com Rebecca, a terapeuta de Bella, mas nunca passaram do jantar, no qual ele passava falando o tempo todo de sua esposa, como a conhecera, a forma como implicavam uma com o outro... Era óbvio que Rebecca estava interessada em outra coisa, era uma linda mulher, sedutora e inteligente, mas não era a sua Bella.
A família não via com bons olhos aquela aproximação, principalmente Alice, que suspeitava que a mulher sempre estivesse de olho no cunhado, desde o principio e deixou isso claro em um almoço de família.
- Não acho que aquela tal Rebecca seja uma boa companhia pra você. – disparou olhando torto para o cunhado, Alice andava com o humor pior do que o de Bella. – É muita cara de pau daquela... Daquela...
- Alice! – Jasper a repreendeu.
- Ora não me venha com esse, Alice! Ela era a terapeuta da minha irmã... – falou como se fosse óbvio. – E mal Bella... Ela devia pelo menos ter tido a decência de esperar antes de tentar cravar as garras em você!
- Edward sorriu meneando a cabeça. – o que a irritou ainda mais.
- Não ria Edward, Bella seria capaz de ressuscitar dos mortos somente para capá-lo por se envolver com essa tal Rebecca!
- Com aquele gênio, não duvido! – disparou Emmett.
- Rebecca e eu só jantamos juntos, nada demais Alice. – a cunhada o encarou com a sobrancelha arqueada. – No qual passei falando o tempo todo em sua irmã... Apesar de você não acreditar.
- Não me culpe por isso, com seus antecedentes.
- Tem razão, mas em todas as vezes que saímos não passamos de um simples jantar... - retrucou sério. – Sei perfeitamente das intenções de Rebecca e acredite ou não, não estou nem um pouco interessado e deixei isto bem claro a ela da ultima vez.
- Desculpe, não tenho o direito de me intrometer em sua vida e...
-Tem razão, não tem, mas estava certa com relação à Rebecca... – sua cunhada o olhou com espanto. – Jamais deveria sequer ter aceitado o convite para jantar.
- Eu acho que você ta precisando dar um tempo cara... – disse Emmett. – Porque não vai pra ilha e fica uns dias por lá? – sua cabeça foi pra frente com a força da piaba que tomou de sua esposa. - Au! Isso dói Rose! – resmungou levando a mão ao local, estavam sentados no imenso sofá da mansão Cullen.
- Não foi pra fazer carinho, seu idiota! – revidou a loira. – Se Ed tem que ir para um lugar, por certo não será um onde as lembranças sejam tão fortes, certo? – disse encarando o irmão.
- Não sei se é o momento certo para me afastar, além do mais, pra onde quer que eu vá, elas vão estar lá.
- Quem? – Emmett perguntou franzindo o cenho, levando outro peteleco, Edward sorriu revirando os olhos.
- Jazz e eu temos uma novidade! – anunciou Alice mudando de assunto.
- E o que é que tem para nos contar tampinha? – Emmett a provocou recebendo um olhar mordaz.
- Tampinha é a...
- Alice!
- Ta ficando boca suja igual a sua irmã! – o cunhado voltou a provocá-la.
- Deixe-a em paz Emm. – Esme o repreendeu desta vez. – O que tem para nos contar, querida? – disse se voltando para a nora.
- Estou grávida! Grávida de gêmeos, não é incrível? – disparou eufórica.
- Mas não foi você quem disse que jamais passaria por isso? – Rosálie dizia ao se levantar para cumprimentá-la.
- Eu sei, mas agora estão aqui e de alguma forma terão que sair, não é? – o riso foi geral, às vezes Alice era tão parecida com Bella.
- Gêmeos? Você acabou superando nós dois não é? – Emmett disse sério encarando o cunhado.
- Não estou disputando seu doente, mas isso só mostra que sou melhor que os dois!
- Tenho pena de você, mano, imagina duas garotinhas iguaiszinhas à mãe... Você tá perdido! – novamente Alice o fuzilou com o olhar, engolindo um xingamento que veio na ponta da língua, Edward se levantou e abraçou a cunhada com carinho.
-Parabéns cunhadinha, sabe que Bella iria dar pulos de alegria se ouvisse isso. – sua voz saiu embargada.
- Eu sei, foi à primeira coisa que me veio à mente quando soube, obrigado cunhado e me desculpe.
- Tudo bem, esqueça! – disse dando de ombros.
- Parabéns meu irmão! – Edward disse a Jasper o cumprimentando também, todos ficaram radiantes e é claro que Emmett implicou com o casal, como havia feito com Bella e Edward. A noticia foi muito bem recebida por todos, e a pequenina Nessie ficou eufórica ao saber que teria mais dois priminhos ou duas priminhas, claro que ela preferia meninas dizendo que já tinha um primo. O dia foi agradável, mas por mais que tentassem disfarçar a sensação de que estava incompleto tomava a todos.
Duas semanas depois na sede da Angel...
- Quero você e Emmett com uma equipe em Chicago... – disse Carlisle, ao que parecia outra célula havia sido encontrada. – Como já havia dito, o FBI descobriu a existência de uma célula e vocês irão trabalhar em conjunto com os agentes responsáveis pela investigação.
- Em Chicago? – disparou Edward.
- Sim, algum problema?
- Não, nenhum, para onde exatamente iremos?
Carlisle lhes passou as coordenadas, assim como onde encontrariam os agentes Davis e Morris, eles os colocariam a par do caso. Ao pousarem no aeroporto de O'Hare, os carros já os aguardavam na pista e os levaram para o hotel onde ficariam hospedados, no bairro de Near North Side.
- Onde você morava? – Emmett perguntou enquanto desarrumava a sua mala, eles dividiam a suíte.
- Em Ravenswood, segundo Carlisle, vivi boa parte de minha infância nesta cidade, mas não me lembro de muita coisa. Na realidade é a primeira vez que volto a Chicago desde que Carlisle e Esme me tiraram daqui.
- E como se sente?
- Estranho! – disse dando de ombros.
-Tem visto aquela mulher? A tal Irina?
- Não, já faz algum tempo que não a procuro.
- Ainda é difícil, não é?
- Demais... Sinto-me tão culpado, como se a estivesse traindo de certa forma.
- De tempo ao tempo, mano, as coisas se ajeitam.
- Sinto tanta falta dela, até mesmo das brigas bobas e das discussões sem sentido... – Emmett sorriu simplesmente. – Se lembra de quando Carlisle nos mandou para o Rio?
- Se me lembro? A Bellinha estava uma fera contigo quando o pegou dizendo que não passava de uma maluca destrambelhada.
- A destrambelhada mais linda que já conheci... – Edward disse sorrindo. - Tivemos uma longa conversa no avião e Bella se abriu comigo e eu com ela.
- Como assim.
- Contei a ela sobre meus pais, o que houve na verdade e confessei a ela que jamais tive coragem de voltar a Chicago e muito menos ir vê-los, para me despedir.
- Porque nunca me disse isso, mano?
- Não sei dizer, sempre guardei isso no mais fundo do meu coração.
- E o que ela disse? – Edward sorriu meneando a cabeça, jogando-se sobre a cama, apoiando a cabeça nas mãos.
- Pediu para que eu prometesse que quando tudo aquilo acabasse, eu viria a Chicago e os procuraria para me despedir.
- Ela disse isso?
- Disse! Eu falei que não sabia se teria coragem de fazê-lo e como sempre Bella me surpreendeu dizendo que se eu vacilasse, se não tivesse coragem, que era para eu chamá-la... Disse que viria comigo, que faríamos aquilo juntos...
- Bella era mesmo uma garota especial, porque até onde sei, vocês ainda não tinham se envolvido, certo?
-Na realidade Emm, acho que me envolvi no momento em que a tive em meus braços, naquele bendito jantar.
- E porque não aproveita que está por aqui e cumpre a promessa que fez a ela?
- Confesso que estive pensando nisto.
- Se quiser, posso acompanhá-lo, apesar de achar que isso seja algo o qual tenha que fazer sozinho.
- Vou pensar nisto, mas agora vamos nos concentrar nesse bendito caso.
Durante os dias subsequentes, Edward e Emmett estavam todos na operação onde estouraram um cativeiro próximo ao porto, de onde quinze mulheres foram resgatadas. Houve apreensão de drogas, e mais uma célula havia sido desativada, ele e o irmão dispensaram a equipe, já que Edward resolvera ficar mais alguns dias em Chicago e cumprir a promessa que havia feito a Bella.
- Pode ir Emmett, eu sei me cuidar sozinho! – era a terceira vez que dizia aquilo ao irmão.
- Irmão é para estas coisas cara, vou ficar se não se importar, a não ser que esteja a fim de conhecer alguém e...
- Vá à merda Emm.
- Então, quando irá vê-los?
- Amanhã pela manhã, vem comigo?
- É pra isso que estou aqui cara. – na manhã seguinte eles foram ao cemitério onde a família Masen havia sido sepultada, Carlisle havia passado todas as informações necessárias a Edward antes de partirem.
Estava há alguns minutos diante do seu próprio tumulo e a sensação era terrível, se não fosse à mão de Emmett sobre o seu ombro, talvez tivesse saído correndo dali. Sentiu um enorme nó se formar em sua garganta ao ler o nome de sua irmã na mesma lápide, imagens dela lhe vieram à mente, assim como do pai e principalmente de sua mãe, Elizabeth, que estavam na lápide ao lado. Notou como tudo estava limpo e muito bem cuidado, seu cenho franziu ao notar que havia flores em cada uma das lápides.
-O que foi? Porque tá com essa cara estranha? – disparou seu irmão sem entender.
- Não notou algo de estranho aqui?
- O que?
- As flores, Emmett, elas estão frescas, foram colocadas aqui recentemente.
-Mas quem colocaria flores na lápide da sua familia? Quero dizer, ninguém sabe que eles são sua família, certo? – um funcionário do cemitério passava por perto e Edward o abordou.
-Com licença, será que poderia me dar uma informação? Sabe me dizer se alguém visita estes túmulos com frequência?
- Isso o senhor vai descobrir na administração, senhor. – disse o homem indicando o caminho aos dois.
- O que vai fazer, mano?
- Vou descobrir quem esteve aqui, meus pais eram filhos únicos, eu não tinha parente vivo, Emm, e, no entanto alguém esteve aqui.
- Mas pode ter sido qualquer pessoa.
- É isso que iremos descobrir.
- Mas o que vai dizer, lembre-se de que não tem ligação com os Masen, é um Cullen agora.
- Bom dia, em que posso ajudá-los? – uma mulher jovem perguntou solicita.
- Será que poderia me dar um informação? Acabo de ir visitar o tumulo de alguns conhecidos e notei que colocaram flores recentemente.
- Se o senhor me disser o nome, acredito que eu possa averiguar.
- A família Masen.
- Só um minuto. – pediu digitando algo no computador.
- Aqui está, Anthony, Elizabeth, Edward e Nessie Masen, soube que foi uma tragédia, mas o que o senhor é deles?
- Meu pai foi amigo de Anthony. – Edward disse sorrindo para a moça que lhe retribuiu o sorriso soltando um leve suspiro, Emmett sorriu revirando os olhos. – Sabe me dizer se alguém esteve aqui recentemente?
- Claro! – novamente a mulher digitou algo voltando a suspirar, o que irritou Edward. – Aqui está, há aproximadamente quatro meses uma mulher esteve aqui, disse que era uma parenta distante, ela paga pela manutenção da lápide desde então...
- Manutenção? – disse Emmett.
- Sim, limpeza, entre outras coisas, segundo o histórico nunca ninguém esteve aqui até quatro meses atrás. – a mulher deu de ombros.
- Como é esta mulher, qual o nome dela pode me dizer?
- Não sei se posso fazer isso.
- É importante pra mim, será que poderia me ajudar? – a mulher suspirou audivelmente encarando Edward.
- Tá bom, mas espero que isso não me coloque em encrenca... – ela voltou a digitar algo. – Droga! Não há registros dela, ao que parece ela paga em dinheiro, mas Fred é quem toma conta daquele setor, ele faz a manutenção dos túmulos, talvez a tenha visto.
- Será que poderíamos falar com este seu funcionário?
- Tudo bem, só um instante que eu vou chamá-lo. – disse se afastando.
- Quem será essa mulher? De onde surgiu? – disparou Edward andando de um lado para outro. – Parenta distante? Será que Carlisle se equivocou?
- Pouco provável! – afirmou Emmett. – Mas isso está mesmo muito estranho.
-Demais.
- Fred, estes senhores quer saber sobre a pessoa que visita o os Masen frequentemente, já o viu?
-Ohh... – soltou o jovem rapaz. – Sim eu já a vi... É aquela de quem lhe falei Samantha, a que fala com as lápides.
- Aquela? – a mulher disse franzindo o cenho.
- Como? – Edward se pronunciou sem entender do que falavam.
- Desculpe senhor, mas é que ela vem aqui há aproximadamente quatro meses, e fica horas conversando com as lápides como se eles pudessem ouvi-la.
- Ela é maluca? – Emmett disparou levando um cutucão de Edward.
-Você a conhece?
- Não pessoalmente, mas gosto de observá-la, toda vez traz flores para cada um deles, ela se senta em entre as duas e fica horas falando como se lhes contasse algo.
-Com que frequência ela costuma vir?
- No início ela vinha com mais frequência, mas de uns dois meses pra cá, ela vem duas vezes por semana, geralmente de terças e quintas, sempre na parte da tarde.
- Como ela é? Pode descrevê-la?
- Bom, eu sempre a vejo sentada e na maioria das vezes sentada, mas no início eu a vi de frente e é muito bonita, baixa... Deve ter por volta de 1,65 talvez menos, seus cabelos estão sempre presos de um jeito estranho.
- É loira ou morena?
- Morena! Cabelos castanhos avermelhados... – Edward sentiu um arrepio na espinha ao ouvir a descrição. – Ah, e o mais importante, ela tá grávida.
- Grávida? – replicou.
- Sim, não posso dizer a cor dos olhos, porque sempre está com óculos escuros. – disse por fim, Edward e Emmett entreolharam-se, pela descrição que acabara de passar, os dois tinham a mesma pessoa em mente, Bella.
- Será que poderia me fazer um grande favor Fred? – o jovem somente assentiu. – Aqui está o meu telefone, se você a vir novamente, me liga, eu estarei na cidade até o final de semana.
-Tudo bem senhor, Edward? O senhor tem o mesmo nome do filho dos Masen, que coincidência.
-É verdade! Me liga Fred, e saberei lhe ser grato. – o jovem assentiu somente.
- Vai mesmo ficar por aqui até o final de semana? Acha que ela vai voltar?
- Ouviu o que ele disse? Ela vem duas vezes por semana, estamos na terça, algo me diz que a tal mulher voltará.
- A descrição que ele passou... – Emmett estava hesitante. – Era como se descrevesse Bella, não achou?
- Porque acha que pedi pra me ligar se ela voltasse? Por mais improvável que possa ser, eu preciso tirar a duvida, compreende?
-Perfeitamente mano, perfeitamente.
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Gostaria de avisar que entramos na reta final, mas não sei ao certo quantos capítulos tem pela frente.
Como havia dito antes, esta fic originalmente tinha 36 páginas e estamos aproximadamente em 350 páginas, pra mais.
Meu intuito é dar-lhes uma leitura de qualidade, uma história que as envolva e cative, por isso andei sumida,
porque estava tentando encontrar o desfecho perfeito para a história,
espero que as agrade.
Beijos Lú.
