Aqui está mais um capítulos pra vcs!

Espero que gostem, não esqueçam de comentar

Beijos.


CAPITULO XXXVI

Dois dias se passaram e nada, Edward havia ligado para casa e contou a Carlisle sobre a estranha mulher que visitava o tumulo de sua família e seu pai lhe garantiu que jamais encontrara algum parente vivo, mesmo que distante. Carlisle pediu cautela ao abordar a tal mulher, uma vez que a mesma se encontrava grávida.

Edward estava impaciente, mil coisas lhe passavam pela mente, havia acabado de falar com Caterina quando seu telefone tocou.

- Alô?

"Senhor Cullen? Aqui é Alfred, o senhor falou comigo há alguns dias, está lembrado?"

-Perfeitamente Alfred.

"Ela acaba de chegar senhor, está sentada diante das lápides."

- Estou indo pra ai Alfred, obrigado! – agradeceu desligando em seguida.

- Era o cara do cemitério? – Emmett perguntou saindo do banheiro, havia acabado de tomar seu banho.

-Era ele, ela acaba de chegar, vai comigo?

- Me dê um minuto.

O caminho do hotel ao cemitério parecia ainda mais longo do que da ultima vez, talvez pela ansiedade, Edward estava visivelmente nervoso o que deixou Emmett apreensivo.

- E se for ela, Emm? O que eu faço?

- Ela? Ela quem, mano? Tá falando da Bellinha? – Edward somente assentiu. - Cara a chance de ser ela é uma em um milhão, não acredito que alguém sobreviveria a um acidente daqueles, e lembre-se de que o tal Fred disse que a mulher está grávida. Além do mais, o que a Bella faria em Chicago? Se sua esposa estivesse viva Edward, ela teria voltado pra casa, não concorda?

- Você ta certo, é que... Por um momento eu...

- Eu também mano, acredite, eu também. - Fred os aguardava no portão principal e os acompanharam até o local.

Edward sentia seu coração bater tão forte que a sensação é de que todos o ouviam, e na medida em que se aproximavam a certeza de que ali diante das duas lápides estava sua esposa...

-Não pode ser... – ouviu o irmão sibilar ao seu lado, Edward deu alguns passos a frente e sentiu o corpo todo estremecer ao ouvir aquela voz.

- Hoje não vou poder me demorar muito, porque Thony e eu...

- Isabella? - ele viu a mulher ficar tensa, e se virar de repente ao ouvir o nome, e lá estavam àqueles belos olhos cor de chocolates arregalados, como se não acreditasse no que via.

- Edward? - os olhos de Edward passaram pelo rosto empalidecido da jovem, posando na imensa barriga que ela ostentava, sua cabeça dava voltas... Tentava encontrar uma explicação plausível para aquela situação, mas não encontrava nenhuma. Diversas coisas se passavam em sua mente naquele exato momento. Era óbvio que Black estava envolvido, pois foi ele quem havia testemunhado a suposta morte dela. Sentiu um misto de alivio, por vê-la ali, viva, respirando e ao mesmo tempo, sentiu a raiva, o ciúme e a sensação de que fora traído, perguntava-se quem diabo seria este tal Thony de quem ela falava? Um amigo? Um amante?

Bella mal podia crer no que via diante de seus olhos, ele estava ali, parado diante dela... Durante meses a fio sonhara com o momento em que finalmente pudessem encontrá-lo... Sentiu o coração bater tão forte e tão rápido que a deixou tonta, e emoção ao revê-lo foi tamanha que não conteve as lágrimas... Ele a havia encontrado... Como da outra vez... Deu um passo em sua direção, mas parou ao perceber que não havia nenhum traço de que Edward estava feliz por revê-la... Seu olhar era cortante e sua mandíbula estava travada, se estivesse mais próxima, provavelmente ouviria o ranger dos dentes.

- O que significa isso? Que palhaçada é esta Isabella? – seu tom foi frio, suas mãos estavam tremulas, e Fred, o funcionário os olhava confuso.

- Ffoi preciso... – a voz de Bella saiu tremula diante da frieza dele. – Desculpe, mas foi preciso, Edward. – ele esfregou as mãos no rosto, agarrando os cabelos e Isabella sabia que aquilo definitivamente não era um bom sinal, assim como Emmett que rapidamente dispensou Fred, lhe dando uma generosa gratificação e hesitante o jovem se afastou.

- Bella? – ela desviou a atenção do marido, para o cunhado. – Caraca, é mesmo você? Inferno! É mesmo você sua maluca! – disse indo pra junto dela abraçando-a com cuidado devido a sua barriga. – Mas por que...

- Eu posso explicar Emm...

- Acho bom, já que há uma lápide com seu nome gravado nela, sabia? – seu tom foi mais ameno que o do irmão, mesmo assim estava clara a confusão, a mágoa e o ressentimento. - O que diabo veio fazer em Chicago? Justamente aqui, no tumulo dos Masen? – Edward observava os dois, estava um pouco afastado e ainda tentava assimilar tudo.

- É complicado...

- Acredito que possamos compreender. – respondeu sério.

- Eu realmente espero que sim.

- Tente! – Isabella soltou um longo suspiro, tentava conter as malditas lágrimas, mas elas insistiam em sair lavando seu rosto.

- Como... Como me encontrou se todos acreditavam que eu estava morta?

-O destino tem um jeito estranho de agir às vezes, acredite ou não foi o mais puro acaso! – o olhar de Bella pousou em Edward que a encarava, seu rosto era inexpressível e ali, naquele momento ela soube que ele jamais a perdoaria. – Viemos cuidar de um caso e o Ed aproveitou...

- Vamos embora daqui... – Edward disparou entre os dentes, ele se aproximou agarrando o braço dela de forma brusca, seu tom foi tão rude quanto sua atitude. – Você vai me explicar direitinho essa história toda nem que eu tenha que arrancá-la de você, compreendeu?

- Pega leve, cara. – Emmett tentou intervir ao ver que o irmão estava completamente fora de si.

- Não se meta! – Edward rugiu, praticamente arrastando Isabella em direção à saída, depois até o carro.

Ela tentava acompanhar seus paços, mas não obteve sucesso e tropeçou algumas vezes, mas ele a manteve firme, o aperto era forte e estava machucando, mas a jovem não ousou se manifestar. O acompanhou em absoluto silêncio, as lágrimas desciam silenciosas lavando seu belo rosto.

- Está de carro? – o tom foi tão áspero que Isabella sobressaltou.

- Nnão... Eu... Eu vim de táxi. – sua voz saiu trêmula.

- Ótimo, agora entra ai. – exigiu abrindo a porta traseira do carro a batendo com uma força excessiva o que fez Isabella se encolher no bando traseiro.

- O que diabos deu em você cara? Não se esqueça de que é a sua esposa ai dentro, Ed, e ela está grávida. – Emmett o repreendeu, por mais errada que ela estivesse, se tratava da uma mulher que carregava o filho dele.

- Uma esposa que mentiu pra mim... – Edward cuspiu entre os dentes socando o teto do carro. - Como ela pôde fazer isso comigo?

- Tente se acalmar Edward, sei que deve estar confuso, mas deve haver uma explicação plausível para tudo isso, certo? Deixe-a se explicar primeiro antes de atacá-la como está fazendo.

- Entra logo na porra desse carro... – exigiu ignorando o irmão. - Vamos sair logo daqui. – disse assumindo seu lugar ao volante, Emmett deu a volta entrando no lado do passageiro. Edward olhou pelo retrovisor e viu Isabella de cabeça baixa, podia ouvir perfeitamente os soluços contidos.

Fechou os olhos agarrando o volante com força, não queria ter sido tão rude, mas sentia-se traído... Sofreu o diabo todos esses meses pensando que estava morta, não sabia o que pensar, o que fazer... A raiva era tamanha que sentia os nervos tremerem sob a pele, seu coração batia tão forte e tão rápido que chegou a pensar que teria um infarto ou coisa parecida.

- Está tudo bem, Bella? – ouviu o irmão perguntar, voltou a olhar pelo retrovisor e viu Isabella assentir positivamente com a cabeça. – Tem certeza?

- Eu estou... – de repente a jovem se calou fazendo uma careta.

- O que foi? – Edward perguntou alarmado.

- Nada... – respondeu levando a mão ao pé da barriga. – Não foi nada, será que poderíamos acabar logo com isso? - disse erguendo o queixo, empinando o nariz, passou a manga da blusa no rosto para secá-lo.

- O que faz em Chicago, Bella? – Emmett voltou a perguntar.

- Eu precisava escolher um local... – disse dando de ombros. – Foi o primeiro que me veio à mente.

O silêncio se fez no carro por algum tempo, todos presos em seus próprios pensamentos, o carro freou de forma brusca diante do hotel onde estavam hospedados, Edward saiu entregando a chave ao manobrista, abrindo a porta traseira em seguida. Estendeu a mão para ajudá-la a sair do carro, mas Bella a ignorou saindo sozinha, os acompanhando em direção ao saguão do hotel. Caminharam na direção dos elevadores em absoluto silêncio, e assim foi até chegarem à suíte.

- Entre... – Emmett pediu educadamente ao abrir a porta para Bella. – Quer alguma coisa? Água, um suco?

- Não, obrigada, estou bem. – seu tom foi áspero desta vez.

- Tudo bem, acho que vou deixá-los a sós e...

- NÃO! – Bella se apresou em dizer. – Eu prefiro que fique.

- Vocês tem muito que conversar Bella e...

- Nada que você não possa ouvir, por favor, Emmett, prefiro que fique. – tudo que Bella não queria naquele momento era ficar a sós com Edward, sabia que ele ficaria furioso quando soubesse, mas não esperava ser tratada com tamanha frieza. Emmett assentiu sentando-se na beirada de sua cama, Edward estava parado, estranhamente calado e Isabella mordia o lábio inferior com tanta força que poderia tê-lo partido ao meio.

- Pare com isso! – Edward disse por fim e Isabella franziu o cenho. – Pare de morder o lábio assim, vai acabar partindo-o ao meio. – instintivamente ela levou a mão ao lábio inferior notando o quanto estava sensível. – Agora senta ai e desembucha. – disse apontando a cadeira.

- Sei que deve estar furioso comigo e não tiro suas razões Edward, mas se falar comigo assim de novo, saio por aquela porta no mesmo instante.

- Isso é o que veremos, senta ai... – disse apontando a cama, Isabella bufou se deixando cair sentada na beirada da outra cama. – E agora comece a falar.

- É uma longa história e...

- Temos tempo. – disparou a cortando bruscamente e cada vez que fazia aquilo, Isabella sentia como se ele esmagasse seu coração com as próprias mãos e por um momento desejou ter morrido de verdade.

-Você e seu irmão talvez, mas eu não, meu chefe...

- Seu chefe? Está trabalhando? – Isabella estreitou o olhar.

- Sim, eu estou trabalhando como assistente em um estúdio fotográfico, fica aproximadamente vinte minutos de onde moro e...

- E onde está morando?

- No Lincoln Park, em um apartamento.

- Porque fez isso conosco Isabella? Porque diabo desapareceu forjando sua própria morte? – Edward exigiu impaciente.

- Eu não forjei nada! – respondeu exaltada, estava farta do modo como ele a estava tratando. - Quando acordei estava em um quarto de hospital, entubada e sem fazer ideia do que estava acontecendo... – Edward franziu o cenho olhando para o irmão que deu de ombros, Isabella bufou esfregando as mãos no rosto, só então Edward notou que ela ainda usava a aliança. – Eu mal pude crer que havia se passado um mês desde que tudo aquilo havia acontecido, eu já estava morta pra vocês e confesso que no início a ideia não era de todo ruim, eu só... Droga! Eu só não sabia que seria um caminho sem volta... – novamente as lágrimas lavavam seu rosto. – Eu... Eu sinto muito Edward.

- Você sente? – seu tom foi frio e irônico. – Tem ideia do que passei todos esses meses, Isabella? Tem ideia do quanto sofri? EU ACREDITAVA QUE ESTIVESSE MORTA! – a jovem se encolheu diante aos seus gritos.

- Acredite ou não, pra mim também não foi nada fácil.

- Hump! – grunhiu esfregando as mãos no rosto, ele andava de um lado para outro, como uma fera ferida, atacando quem se atrevesse a se aproximar e Isabella compreendia perfeitamente aquele sentimento. - Passe o endereço a Emmett, ele vai pegar suas coisas, voltaremos hoje mesmo para Seattle. – disse em um tom cortante.

- Eu não posso voltar a Seattle, estou sob o programa de proteção a testemunha e...

- Então o FBI está metido nisso?

- Não exatamente, quero dizer...

-Black está metido nisto, não está? –Isabella não respondeu, o que o irritou ainda mais. – Black está até o pescoço nisso, não está, Isabella? – voltou a exigir. – Você vai voltar comigo para Seattle, nem que eu tenha que arrastá-la, ouviu bem?

- Isabella está morta Edward! – praticamente gritou. – E é melhor que continue assim.

- Melhor pra quem? Pra você? Ou para o Black talvez?

- O que está insinuando?

- Não sei... Você confia tanto nele, não é mesmo? Foi pra ele que ligou quando a atacaram na enoteca, não foi? Abandonou sua família, sua filha... Mentiu pra mim.

- Como eu disse... - sua voz saiu embargada. - As decisões não foram tomadas por mim.

- Você poderia ter me ligado, confiado em mim.

- Era arriscado demais, com a minha morte, as ameaças a Angel cessariam... Foi para mantê-los seguros, eles me garantiram que quando encontrassem os verdadeiros culpados, vocês seriam avisados e...

- O que? Do que você está falando Isabella?

- Foi esse o trato! Eu desapareceria da sua vida e da vida dos Cullen, uma vez que a minha presença colocava em risco o futuro da Angel e de sua família. Sei que está me odiando neste momento assim como sei que jamais irá me perdoar por ter aceitado isso... Mas acredite, eu não tive muitas opções.

- Poderia ter me ligado... Resolveríamos junto, o que quer que fosse. – novamente seu tom foi cortante. – O endereço.

Isabella passou o endereço a Emmett e lhe entregou as chaves do seu apartamento, em uma hora estavam partindo rumo ao aeroporto O'Hare onde o jatinho os aguardava.

- Caroline Becker? – disse Emmett quebrando o silêncio na aeronave, ele tinha a identificação de Isabella nas mãos.

- Odeio esse nome! – cuspiu entre os dentes, Edward estava em outro compartimento, ao telefone. – Como encontrou minhas economias?

-Ed me disse que você tinha o costume de guardar dinheiro na meia.

-Era um costume antigo, pra que se acaso fosse assaltada, aquele seria o ultimo lugar que encontrariam, mas como ele se lembrou?

- É o Ed, Bella. – seu cunhado falou como se fosse óbvio.

– Ele me odeia, não é? – sua voz saiu embargada.

- De tempo a ele, o cara passou por maus bocados pensando que estava morta, ainda deve estar em choque, mas de uma coisa eu sei Bellinha... Meu irmão te ama.

- É mesmo? – seu tom foi sarcástico e Emm notou. - Não foi o que me pareceu, mas não o culpo... – disse dando de ombros. - Sabe com quem ele está falando?

- Provavelmente com Carlisle, preparando tudo para sua volta.

- Alice vai me matar!

- Pode apostar nisso, mas sabe o que é mais engraçado nisso tudo? – ela o olhou como se o mesmo tivesse perdido o juízo.

- Qual a graça em tudo que houve?

- Joseph era o único que não acreditava que estivesse realmente morta! – a jovem franziu o cenho. – Toda vez que o assunto surgia ele dizia que era besteira, que você voltaria, cedo ou tarde.

-Eles vieram para cá?

- Estão morando com o Ed, se recusaram a voltar para a Itália, ficaram para cuidar do meu irmão e da pequena.

- Como estão Rose e Dylan?

- Bem, ele está cada vez mais esperto, puxou ao pai... - Bella sorriu fraco meneando a cabeça. – Pelo tamanho deve estar próximo não?

- Algumas semanas.

- Sabe o sexo?

- É um menino. – respondeu acariciando o ventre, sem notar que Edward havia voltado e estava atrás dela.

- O que fazia em Chicago, Bella?

- Como disse, foi o primeiro lugar que me veio à mente, passei um tempo em La Push, mas as brigas eram constantes e... Em fim, pedi pra que me recolocassem em Chicago, confesso que nunca imaginei que fosse encontrá-los por lá, apesar de que...

- De que? – Emmett a incentivou.

- Lá no fundo sempre tive a esperança de que algum dia ele criaria coragem para ir vê-los...

- Por isso ia ao cemitério com tanta frequência?

- Era minha única ligação com ele, além de Thony.

- Thony? Quem é Thony?

- Este pequenino aqui... – disse acariciando o ventre. – Anthony será o nome dele, como o avô. – Emmett pôde sentir o orgulho com que disse aquilo. – Eu tinha o costume de conversar com minha avó e minha mãe, sei que parece estranho, mas na verdade eu nunca fui muito normal mesmo. – ela deu de ombros e Edward conteve um sorriso. – Ninguém sabia das minhas visitas ao cemitério, pode parecer estranho, mas eu me sentia bem ali.

- Mas o que tanto dizia a eles?

-Contava coisas, tipo como nos conhecemos, como me apaixonei pelo filho deles entre outras coisas, também falava sobre Nessie e o quanto gostaria de tê-los conhecido. – Edward limpou a garganta se fazendo presente e Isabella se calou.

Enquanto isso na mansão Cullen...

Carlisle ainda encarava o telefone perplexo, mal podia crer no que o filho lhe contara, e Esme não deixara aquilo passar.

- O que houve Carl, porque está assim?

- Quando lhe contar, também ficará, querida, posso lhe garantir.

- Você está me assustando Carl.

-Tempos difíceis virão Esme, preciso que reúna todos aqui amanhã pela manhã, inclusive os Giotto.

- Por quê? O que está acontecendo Carlisle. – exigiu saber.

- Edward está voltando, acaba de deixar Chicago e não está vindo só.

- Emmett está com ele, não?

- Sim, mas há mais alguém e...

- Ora, por favor, Carl, não me diz que ele se envolveu com alguém por lá?

- Não se trata disto querida, se lembra daquela mulher?

- Oh sim, a do cemitério, ele a encontrou?

- Sim, e não vai acreditar de quem se trata.

- Você está me assustando Carl.

- Sente-se meu amor que vou lhe contar o que houve... –a boca de Esme estava aberta, literalmente, mal podia crer na história que o marido acabara de lhe contar.

- Sabia disso Carl?

- Não, pelo visto o FBI preferiu me manteve de fora, o porquê, eu não faço ideia, mas pode apostar que irei descobrir. Ao que parece Bella estava desacordada quando tomaram a decisão de colocá-la sob a tutela do sistema de proteção a testemunha.

- Mas porque ela não entrou em contato, todos esses meses e...

- Não sabemos ao certo o que houve Esme, então não podemos julgá-la, mas acredito que teremos problemas. – sua esposa notou o tom preocupado em sua voz.

- Por quê?

- Edward... Pelo seu tom, e pelo modo de falar...

- O que ele disse?

- Sente-se traído, está magoado e ferido, e você conhece bem o gênio de Edward.

- Pobre Bella.

-E tem mais...

- Mais?

- Ao que parece, Bella está prestes a parir...

- Mas como? Como pode ainda estar grávida depois daquele acidente horrível?

- Não sei lhe dizer meu amor, Edward a trazendo de volta, saberemos em breve o que diabo aconteceu.

- Mas o que aquela garota tem na cabeça?

- Não sei Esme, mas vem turbulência por ai.

- E das grandes, Carl, das grandes.

Horas depois, sobrevoando Seattle...

- Sente-se bem? – Edward perguntou pela terceira vez consecutiva ao ver Isabella se remexer na poltrona, parecia desconfortável.

- Apesar de ter sido insultada, acusada e obrigada a voar por mais de três horas neste estado, sim eu estou bem... – Edward bufou revirando os olhos pelo seu sarcasmo. – Apesar de irrequieto, não acredito que meu filho vá nascer agora!

- Nosso filho. – a corrigiu.

- Para onde estamos indo? – Isabella finalmente perguntou.

- Para casa, onde mais? – respondeu atravessado em um tom frio.

-Seus pais já sabem? – a voz de Isabella não passou de um sussurro.

- Carlisle pelo menos, mas a esta altura, com certeza Esme já deve estar a par da situação. – Edward respondeu sem olhá-la. - Amanhã nos reuniremos na casa deles, para que você esclareça a situação a todos!

- Mas...

- Não se preocupe, seu amiguinho será convocado, Black tem muitas explicações a dar, assim como você. – Isabella o encarou por alguns instantes, seus olhos verdes faiscaram de raiva.

- Seu babaca! Você é um idiota, Edward! – cuspiu furiosa, virando-se de costas para ele, se encolheu ao sentir uma pontada incomoda, acariciou a barriga tentando acalmar o bebê agitado. Novamente recusou a ajuda de Edward para levantar-se, e passou direto por ele ao descer do avião com a ajuda de Emmett, notou que um carro os aguardava na pista.

- Nos separamos aqui, vou direto pra casa. – Emmett disse ao deixá-la próxima ao carro. – Nos vemos amanhã Bellinha!

- Ao que parece sim. – ele a abraçou carinhosamente sussurrando um 'Isso logo passa. ' Em seu ouvido.

- Vê se pega leve com ela. – disse ao irmão ao se despedir, Edward somente assentiu indo em direção ao carro, abriu a porta do passageiro para que Bella entrasse. O caminho do aeroporto até a casa foi em completo silêncio, na medida em que se aproximava, o coração de Bella batia mais forte e descompassado, sentia tanta saudade de sua filha.

- Aguarde aqui um instante, vou tentar prepará-los, se é que isso é possível. – novamente seu tom foi frio e Isabella sentiu como se lhe cravassem uma estaca no coração, ela somente assentiu sentindo um enorme nó se formar em sua garganta a impedindo sequer de falar.

Por outro lado, Edward chutou-se mentalmente, não queria ser tão rude, mas não conseguia evitar... Sentia-se traído, estava profundamente magoado e desforrando toda sua ira sobre ela. Entrou na casa sendo recebido por sua pequenina, como sempre.

- Papai, papai... – dizia Nessie se jogando em seus braços. – Poque demoro tanto?

-Desculpe meu amor, o papai estava trabalhando.

- Lá longe? – Edward sorriu beijando-lhe a testa.

- Sim, meu amor, lá longe, mas o papai te trouxe uma surpresa.

- Jura? O que?

- Olá Caterina?

- Grace a Dio você chegou, essa danadinha não para de perguntar por você.

- Onde está Joseph? – a mulher estranhou a pergunta. – Tenho uma surpresa e tanto para todos vocês.

- O que?

- Chame-o, chame a todos Caterina, por favor. – ela assentiu saindo, em questão de minutos estavam todos na sala, Joseph, Mary, Clarie, Caterina e a pequenina. Edward seguiu até a porta e fez sinal para que Bella finalmente entrasse.

- Dio mio! – soltou Caterina levando a mão à boca, Mary e Clarie tinham os olhos arregalados.

- Lo sapevo, sapevo! Non ti ha detto ragazzo? Eu sabia, sabia! Não lhe disse garoto? – disparou Joseph. - La mia ragazza sapeva che non era morta, ho sempre saputo! Minha menina, sabia que não estava morta, eu sempre soube! – o senhor se levantou com certa dificuldade e Isabella foi até ele sendo recebida de braços abertos.

-Giuseppe mi perdoni, non avevo scelta, mi perdoni. Me perdoa Joseph, eu não tive escolha, me perdoa.- Isabella disse sentindo o nó em sua garganta aumentar ainda mais.

- Mas como? Como isso pode ser? – disse Caterina ao se recuperar do choque ao vê-la ali, viva e grávida.

- Ao que parece, tudo não passou de uma mentira deslavada! – acusou Edward de forma fria, a mulher olhou dele para Isabella, que tinha os olhos fechados, como se algo tivesse lhe atingido.

- O que houve Bella? – perguntou carinhosamente segurando o rosto da jovem, fazendo com que a mesma a olhasse nos olhos.

- É a mamãe, papai? – a voz de sua filha fez com que Bella se virasse, ela estava agarrada a perna de Edward.

- Sim meu amor, você não vivia perguntando de sua mãe, ai está ela.

- Oi pequena? Não vai me dar um abraço? – Nessie revezou o olhar entre ela e Edward, ele piscou para a pequena que disparou em direção a mãe. Bella sentiu seus braçinhos envolver seu pescoço e não conteve as lágrimas.

- Eu... Eu sinto muito Nessie... – dizia quase esmagando a pequena em seus braços, ela estava abaixada agarrada a sua filha e a cena comoveu a todos, inclusive Edward.

-No chora mamãezinha. – pediu a pequena.

- Olha pra você, tão linda, tão crescida. – Bella dizia entre o choro.

- Você tá gorda, mamãe! – a jovem sorriu meneando a cabeça.

- É que aqui, está o seu irmãozinho, o nome dele será Anthony.

- Meu irmão? – os olhinhos verdes de Nessie arregalaram-se.

- Um irmão? E ele tá ai dentro?- perguntou confusa.

- Sim, aqui, sinta. – Bella colocou a mãozinha dela sobre o ventre quando sentiu o bebê mexer, e a pequena abriu um sorriso igualzinho ao do pai.

- Como ele entrou ai? – todos riram enquanto Isabella corava violentamente.

- Depois a mamãe explica pra você, tá bem?

- A tia Alice, tem dois nenê na barriga dela! – Isabella franziu o cenho olhando para Edward em seguida.

- Sua irmã está grávida de gêmeos. – o sorriso que se formou nos lábios dela foi tão espontâneo e genuíno que Edward sentiu vontade de correr até ela e beijá-la com loucura, envolvê-la em seus braços e jamais soltá-la, mas manteve sua máscara de indiferença.

Isabella cumprimentou Claire e Mary, sentou-se com Nessie no colo entre Caterina e Joseph, apresentava sinais de cansaço, notou Edward, sem contar que estava pálida e visivelmente abatida.

- Acho melhor subir, tomar um banho e descansar um pouco. – Caterina estranhou o tom firme com que falou com Bella e se perguntava por que estaria agindo daquela forma? Afinal sofrera o diabo pensando que ela estivesse morta. – Temos uma longa conversa pela frente. – Isabella somente assentiu mal conseguindo engolir devido ao nó em sua garganta. - Mary? Providencie algo para ela comer, por favor.

A jovem pediu licença a todos e com muita dificuldade separou-se de sua filha, subindo as escadas com Edward em seu encalço.

- Onde quer que eu fique? – perguntou parando bruscamente no inicio do corredor, Edward franziu o cenho.

- O que?

- Em que quarto quer que eu fique para...

- No seu quarto, nosso quarto, suas coisas estão como você as deixou. – disse atravessado e os olhos da jovem arregalaram-se.

- Como?

- Vai encontrar tudo que precisa na sua parte do closet, com licença, tenho alguns telefonemas a fazer. – mentiu descendo em seguida.

Isabella foi até a suíte do casal e sentiu os olhos marejar ao rever seu antigo quarto, sentiu tanta saudades daquele lugar. Mal pode crer ao ver suas roupas todas no lugar, assim como tudo que pertencia a ela, como se nunca tivesse saído para o trabalho naquela fatídica manhã. Mas porque Edward o preservara assim, sendo que a julgava morta? Aquilo não fazia sentido algum para ela, ainda mais pela forma como ele a vinha tratando.

Colocou a banheira pra encher enquanto procurava algo que pudesse lhe servir, mas nada do que havia ali entraria nela, pelo menos não tão cedo. Foi para o lado dele e fechou os olhos ao sentir seu perfume, apreciando aquele cheiro tão deliciosamente tentador, deslizou a mão sobre as camisas e pegou uma de suas camisetas de dormir voltando para o seu lado, onde pegou uma calcinha e um short de malha.

Despiu-se entrando com extremo cuidado na banheira, sentia como se o mundo estivesse sobre seus ombros, deixou sua mente vagar pelos últimos acontecimentos... Lembrou-se se seu chefe, precisava ligar para ele e avisá-lo que não voltaria mais. "Droga! Era um bom emprego." – lamentou mentalmente, novamente sentiu o bebê mexer.

- Hey garotão, vai com calma ai. – pediu sentindo uma dorzinha incomoda, depois de banhar-se saiu com extremo cuidado da banheira, secou-se e vestiu-se indo para o quarto, mas antes passou pelo closet olhando-se no espelho. Ergueu a blusa encarando seu reflexo com desapontamento. – Nessie tem razão, você está gorda!

-Está grávida, é diferente. – Isabella sobressaltou levando a mão ao peito?

- Droga! De onde você surgiu Edward, quer me matar de susto? – ralhou puxando uma respiração profunda.

- Desculpe, não foi minha intenção, sente-se bem? – a jovem pode sentir a preocupação em seu tom de voz.

- Foi só um susto, só preciso acalmar meu coração, só isso! – disse indo para o quarto, sentando-se na beirada da cama.

- Quer uma água, um suco?

- Não obrigada! Tive que pegar uma das suas camisetas... – Bella disse apontando para apropria. – Minhas roupas com certeza não vão entrar, nem mesmo o sutiã é o mesmo numero!

-Eu notei que estão bem maiores. – ela o surpreendeu com os olhos fixos em seus peitos, afinal ela estava sem sutiã e seus mamilos marcavam na malha fina. Incomodada, Isabella cruzou os braços diante do peito e o olhar de Edward encontrou o dela.

- A gravidez costuma fazer isso! – seu rosto estava levemente corado.

-Você está linda! – a jovem estalou a língua revirando os olhos. – Posso? – pediu indicando a barriga, Bella somente assentiu e Edward se aproximou agachando-se diante dela, hesitante tocou a enorme barriga. Sua expressão mudou completamente ao sentir o bebe se mover, sorriu acariciando o ventre dela.

- Ele anda um pouco agitado ultimamente. – Bella disse tensa com a aproximação.

- Como? Como é possível terem sobrevivido? O acidente foi tão violento e...

- O médico disse que foi um milagre ele ter sobrevivido... – a voz de Bella saiu embargada. – Nós dois na realidade.

- O que aconteceu Bella, eu preciso saber o que houve com você... Com vocês dois? – seu tom foi terno, diferente da forma como a vinha tratando, ela ergueu a mão para tocar seu rosto, mas hesitou. Notando sua hesitação, Edward pegou sua mão e a levou até o próprio rosto, fechando os olhos ao sentir a caricia.

- Como me encontrou? – Isabella perguntou encarando aqueles olhos verdes que tanto amava.

- Eu perguntei primeiro! – ela sorriu meneando a cabeça, puxando o ar audivelmente, soltando-o em uma única lufada. – O que houve naquela bendita enoteca, Bella?

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Até o fim de semana eu posto Feiticeira e Feita pra mim! Beijos

PS: Este é em especial ara Catherine Menezes!