Aqui está, mais um capitulo pra vcs!

Um excelente final de semana e nos vemos em breve!

beijos!


CAPITULO XXXVII

Ele havia dito Bella... Bella e não Isabella como a vinha chamando desde que se viram naquele bendito cemitério.

-Estava tudo calmo, tranquilo, o dia havia sido normal, eu havia dispensado os outros funcionários e estava pronta para fechar quando o meu celular tocou... – a jovem fechou os olhos com força se encolhendo com a lembrança. – Atendi sem olhar no visor e... – Edward revirou os olhos. – Eram eles...

- Eles?

- Sim, aquela voz distorcida... Disse que não haviam se esquecido de mim e que sabiam que você estava fora... Também disseram que nem mesmo vocês poderiam me salvar desta vez, que os planos haviam mudado e que eu morreria. – as lágrimas escorreram silenciosas, Edward continuava onde estava, abaixado diante dela. – Eu... Eu procurei por eles, pelos agentes e quando os vi caídos me apavorei, não sabia se estavam vivos ou mortos... Corri para o carro e travei as portas, afinal ele era blindado e...

- Fez o certo, Bella.

- Mas os deixei lá.

- Eles já estavam mortos, não havia nada que pudesse fazer.

- Fiquei tão assustada, tão desesperada que liguei para o Jake... – ao ouvir o nome, Edward se afastou de forma brusca.

- Poderia ter ligado pra mim. – cuspiu furioso.

- Você estava do outro lado do país, o que poderia ter feito de lá, me diz?

- Mandaria meus homens até você, eu teria dado um jeito!

- Por Deus Edward, seus homens eram altamente treinados e, no entanto, estavam estirados naquele estacionamento! Eu estava assustada, desesperada sem contar que eles atiraram várias vezes contra o carro e... Me desculpa... – pediu tentando arduamente engolir o choro. - Eu... Eu só liguei para Jake, porque você estava longe demais e não havia nada que pudesse fazer... – no fundo Edward sabia, mas o ciúme e a sensação de ter sido traído, não lhe deixava raciocinar com clareza. –Jake estava comigo ao telefone quando o carro veio com tudo pra cima do meu, foi quando sai de lá sem pensar muito no que fazia, ele havia me dito que estava próximo e que me encontraria, dede que eu deixasse o celular por perto, eu tentava me afastar o máximo possível de casa, porque só em pensar que eles viessem pra cá eu...

- Mas como foi parar na baia Andrews?

- Sinceramente eu não fazia ideia para onde estava indo, e depois do que houve, algumas partes são apenas borrões. Me lembro de ter falado com Jake novamente, e de um helicóptero sobrevoando, também havia outro carro... Em certo ponto voltaram a atirar, e eu sabia que aquilo não acabaria bem, foi quando Jake disse... Ele disse...

- O que Black disse a você Isabella? – Edward exigiu angustiado.

- Ele disse, jogue o carro para a ribanceira... – os olhos de Edward praticamente saltaram.

- O que? Como ele pôde?

- Também fiquei assustada, mas que alternativa eu tinha? A de convir que eu não tinha muitas opções naquele momento... Eu só conseguia ouvir a voz de Jake dizendo: Vai dar tudo certo Bells, confie em mim, foi quando joguei o carro ribanceira abaixo...

- Você poderia ter morrido criatura!

- Como eu disse, eu não tive muito temo para pensar nas consequências... – Edward revirou os olhos. – O carro capotou várias vezes e acabei sendo lançada longe antes que atingisse as águas e afundasse.

- Então não chegou a cair na baia?

- Não, fui lançada para fora do carro um pouco antes...

- Poderei ter quebrado o pescoço Isabella, ter morrido de verdade!

- Porque tá tão bravo? Você já me julgava morta mesmo! – esbravejou irritada com sua atitude, recebendo um olhar mordaz o qual simplesmente ignorou. - Ao que parece, alguns homens me socorreram e me levaram para o hospital de Forks a pedido de Jake, pelo menos foi onde acordei pouco mais de um mês depois. – disse dando de ombros.

- Ficou um mês no hospital de Forks?

- Pouco mais de um mês, o Dr. Gerundi disse que foi preciso me manter em coma induzido uma vez que a concussão havia sido profunda, também tive muitas escoriações, mas ele não soube me dizer como e porque ele sobreviveu ao acidente. – falou acariciando o ventre, referindo-se ao bebê.

- Porque a levaram para Forks? E porque a colocaram em coma induzido?

- Isso terá que perguntar a eles, por mais que eu perguntasse ninguém quis me dizer o porquê daquilo, quando acordei estava isolada em uma ala do hospital, fortemente vigiada na qual só era permitida a entrada de Jake e o seu chefe.

- O chefe de Black? Mas...

- Eu também não entendi, afinal não foi ele quem teve um caso com a sua Victória? – Edward estreitou o olhar.

- Ela não era a minha Victória e sabe perfeitamente disso! – cuspiu contrariado.

- Que seja! Foram eles que me contaram que eu estava morta e sepultada... E que houve até uma cerimônia de sepultamento e tudo...

- E o que queria que fizéssemos, deram as buscas por encerradas e você como morta! – ele praticamente gritou.

- Eu sei... Juro que tentei sair de lá, pedi, implorei pra que me deixassem vê-lo, mas tudo que recebi foi uma dose de sossega leão... Toda vez aqueles filhos da puta me colocavam pra dormir. – disse tentando secar as lágrimas que teimavam em sair.

- Estava sendo mantida presa em um hospital contra sua vontade?

- Achou mesmo que eu ficaria lá por vontade própria? Depois de uns dias, Jacob voltou e me contou que foi preciso, que o fato de eu estar morta, ajudaria a encontrar os responsáveis pela morte dos agentes, também disse que a Angel corria risco, assim como vocês.

- Risco de que Isabella?

- Risco de ser exposta... Droga! É como eu lhe disse... Minha presença era um risco constante a você e a sua família e agencia, na hora em que me disseram para me manter afastada... Confesso que fazia sentido pra mim, era o certo a se fazer, uma vez que foi minha culpa tudo que houve. Eu só... Só não tinha ideia do quanto seria difícil e doloroso me manter longe de você... De Nessie... De nossa família. - Isabella disse entre soluços, Edward foi até o banheiro e lhe estendeu uma caixinha de lenços, assim que assuou o nariz, Bella continuou. – Fiquei um tempo em La Push, com a família de Jake, ele sempre me trazia noticias de vocês e...

- Bem que eu desconfiava! – Edward cuspiu furioso. – O tempo que passava com Nessie, as fotos, aquilo era mesmo muito estranho.

- Foi a meu pedido, eu precisava saber como ela estava, como você estava, até que... – Isabella se calou de repente.

- Até que o que Isabella?- e lá estava seu tom frio e cortante, novamente.

- Até que Jake e eu tivemos uma discussão, nós acabamos brigando feio e pedi para ser transferida para Chicago.

- Porque brigaram?

- Isso é irrelevante.

- Não, não é... Me diz por que brigaram? – insistiu.

- Não importa!

- Importa pra mim, o que houve Isabella? – exigiu segurando firme seu braço, fazendo com que ela o olhasse nos olhos.

-Jake insinuou coisas...

- Que coisas?

- Eu não quero falar sobre isso, por favor... – e lá estavam as benditas lágrimas outra vez.

- O que Black insinuou Isabella? – voltou a exigir exaltado.

- Insinuou que você... Insinuou que... Droga Edward, eu não quero falar sobre isso!

- Mas vai Isabella, anda me diz! – a jovem sobressaltou com seu tom exaltado.

- Jake disse que você não valia o sacrifício, que da primeira vez que desapareci não pensou duas vezes ao se envolver com Victória e que agora...

- Agora o que Isabella? O que aquele filho da mãe disse?

- Que havia retomado sua vida... Que havia voltado a frequentar festas, que havia se tornado o viúvo mais cobiçado da cidade...

- Que retomei minha vida? E o que Black sabe da minha vida?- Edward praticamente berrava, tamanha raiva que sentia. - Eu sofri o diabo pensando que estivesse morta! Você não tem a ínfima ideia do que senti, do que sofri e não fui o único... Sua irmã ficou devastada, Rose arrasada, não tem a ínfima ideia de como isso afetou a todos que te amavam.

"Amavam?" Isabella replicou mentalmente.

- Para de gritar comigo! – exigiu o empurrando. - Por acaso acha que não sofri? Eu estava sem Nessie, sem Alice e sem a minha família e principalmente sem você... – um soluço rompeu dos lábios dela. – Eu te defendi... Disse que você valia qualquer sacrifício e sabe o que recebi em troca? Fotos! Varias fotos de você e a minha terapeuta... – os olhos de Edward arregalaram-se. – Ambos se divertindo em um restaurante, e não foi uma única vez, pelo que vejo vocês se tornaram muito íntimos, não e?

- Nãom houve nada... Nós somente jantamos juntos e...

- Com tantas amigas, precisou sair pra jantar com a minha terapeuta? Confesso que fez sentido toda aquela preocupação dela em mantê-lo informado de tudo, sempre o chamando para uma reunião não é mesmo?

- O que está insinuando?

- Não estou insinuando Edward, são os fatos! – cuspiu furiosa. - Você não é tão discreto quanto julga Edward! – acusou. – Sei sobre seus encontros com Rebecca assim como suas visitas frequentes a certa garota de programa...

- Como? Como soube disso?

- Não sei como Jake soube, mas ele fez questão de mostrar o quanto ela é linda, tenho que admitir que seu gosto é mesmo muito apurado o que me faz perguntar o que você viu em mim? – Edward engoliu seco.

- Bella eu...

- Você não me deve satisfações... – a voz dela saiu sem vida. – Você pensava que eu havia morrido e só estava seguindo em frente, não é? Isso não importa Edward, não mais... Eu... – Isabella fungou voltando a usar os lenços. – Eu soube no momento em que concordei com tudo aquilo que não haveria mais volta... Que eu havia te perdido pra sempre... Que me odiaria... Que jamais me perdoaria.

- Não fale assim... – Edward pediu tocando seu queixo, fazendo com que Bella olhasse pra ele. – Eu não te odeio Bella, só está difícil aceitar o fato de ter mentido pra mim, ter me traído.

- Eu jamais o trai! – se defendeu. – Só fiz o que julguei certo no momento, você tem que admitir que a minha presença sempre foi um problema para você e sua família e...

- Para de falar besteira Isabella. – ralhou encarando a esposa que se encolheu soltando um gemido, voltou a se sentar levando a mão à barriga e Edward congelou.

- O que... O que foi? – gaguejou ao perguntar. – Já está na hora? – Isabella sorriu meneando a cabeça.

- Não, ainda faltam algumas semanas, ele só voltou a se mexer. – disse respirando audivelmente.

- E dói?

- Não sempre, foi só uma pontada incomoda, não se preocupe.

- Acho melhor chamar o médico e...

- Não precisa! Está tudo bem, seu filho está bem Edward, não se preocupe. – novamente Isabella respirou audivelmente.

-Você é tão absurda Isabella!

-Em fim, o acordo era que eu ficaria longe até encontrarem os responsáveis pelos telefonemas e...

- Você não sabe?

- Sabe do que?

- Black não lhe disse?

- Eu não falo com ele tem um mês, desde nossa ultima discussão e... Mas o que eu deveria saber? – ele pôde ver a confusão naquele par de olhos castanhos e sua vontade era de acabar com Jacob Black.

-Encontramos os culpados, quero dizer, as culpadas... – Isabella tinha o cenho franzido. – Na verdade Rosálie e Jasper localizaram as verdadeiras culpadas pelas ligações e ameaças.

- Quem? Quem foi Edward?

- Anne e Tanya. – os olhos de Bella arregalaram-se.

- Mas... Por quê? Como Rose soube?

- Ela desconfiou da insistência de Tanya em uma proximidade, ela me cercava de todas as formas, chegava a ser incomodo e desagradável. – Edward a olhava com preocupação enquanto falava e toda aquela máscara de indiferença havia desaparecido no momento em que se encolheu de dor. – Anne culpa você por tudo que lhe aconteceu e Tanya, acredita que por sua causa nós não estávamos juntos, elas se uniram e de início a ideia era te afastar de mim e da minha família. – Isabella ouvia chocada. – Mas depois Tanya achou que seria melhor se livrar de você e tentar assumir seu lugar ao meu lado.

- O tempo todo era Tanya e Anne?

- Anne disse em seu depoimento que Tanya se tornou amante de um homem chamado Garrett Hugles, ele comandava a célula da organização Volturi em Seattle e... – os olhos da jovem praticamente saltaram e ela se levantou em um rompante.

- Por isso eles não tiveram chance, quem nos atacou estava ligado a Caius certo?

- Não exatamente, Caius não estava ligado a este incidente, Garrett comandava uma das células que traficavam mulheres, a qual nós desmembramos, e todos foram presos, as mulheres resgatadas e entregues as suas famílias, quanto a Tanya, foi internada em uma clinica para doentes mentais...

- O QUE?

- Ela tem um excelente advogado e a família é muito influente, já Anne está em um presídio, pagando pelos seus crimes, mas acredito que a pena seja reduzida, uma vez que você está viva, assim como o nosso filho.

- E quanto a Caius?

- Ainda não conseguimos colocar as mãos nele, mas a organização está ruindo, estamos trabalhando arduamente em localizar e desmembrar suas principais células, por isso estávamos em Chicago, havia uma célula lá. O FBI a encontrou e com nossa ajuda acabamos com ela.

-Porque o FBI os mandaria para Chicago sabendo que eu estava lá? A não ser que...

- Que o alto escalão não saiba que você estava sob a tutela da proteção a testemunha. – apontou pensativo, se perguntando o que Jacob Black ganharia com isto?

- Acha que Jake agiu por conta própria?

- Não sei, saberemos amanhã, quando nos encontrarmos, seu amiguinho terá muitas explicações a dar. – seu tom foi acusador e lá estava novamente a máscara de indiferença. – Acho melhor tentar dormir um pouco, amanhã será um longo dia e...

- Não acredito que seja pior do que este. – Isabella retrucou atravessado, vendo que ele voltara a tratá-la com indiferença.

- Terá que encarar sua irmã, e toda a família.

- Acredito que Alice vá compreender, pode ser até que me perdoe, mas repito, estou ciente de que entrei em um caminho sem volta... Acho que Anne e Tanya finalmente conseguiram o que tanto almejaram... – Edward franziu o cenho.

- O que quer dizer com isso?

- Que acabou não é? Digo... Nós... Acha que... Acha que um dia vai conseguir me perdoar? – Edward bufou a puxando pra si, envolvendo-a em seus braços. – Me perdoa Edward... Por favor, diz que me perdoa.

Ele nada disse, tomou seus lábios em um beijo urgente, sôfrego... Levou alguns segundos até que Isabella reagisse, retribuindo ao beijo, agarrando-se aos cabelos dele. As línguas se enroscavam em uma luta pra ver quem dominava quem, enquanto Edward a trazia cada vez mais pra si, em busca de contato. Sentia tanta falta daquela boca, daquele gosto tão dela, único, soltou um leve gemido ao sentir as mãos dela em sua nuca, como costumava fazer sempre que se beijavam.

- Me dê um tempo, está bem? Eu só preciso de um tempo... – disse ao romper o beijo, sua testa colada a dela. – Pra compreender e assimilar tudo o que houve, ainda é difícil acreditar que esteja aqui, viva!

-Entendo. – ela tentou se afastar, mas ele a manteve ali, em seus braços.

- Não estou zangado com você, Bella?- o olhar dela era descrente. – Quero dizer, um pouco talvez, mas estou furioso com a situação em si, compreende?

- Acho que sim. – respondeu apoiando a cabeça em seu peito, aspirou fundo deliciando-se com aquele perfume que a inebriava e envolvia. – Eu te amo, Edward.

"Também te amo Bella, também te amo minha maluquinha." – respondeu mentalmente, Edward voltou a beijá-la, o beijo foi calmo, mas não menos intenso.

- Acho melhor se deitar, deve estar exausta e isso não fará bem para o bebê. – disse em um tom carinhoso, acariciando o rosto de sua esposa que somente assentiu. Ele pôde ver naquele par de olhos castanhos o quanto estava magoada, mas ele também estava e insistir no assunto somente pioraria as coisas. – Quer comer alguma coisa?

- Estou sem fome.

- Tenho que ir, eu preciso dar mais alguns telefonemas, tomar um banho e...

- Vai voltar? – sua voz não passou de um sussurro.

- Durma Bella. – foi o que disse depositando um beijo em sua testa, antes de sair.

Edward desceu passando pela cozinha, pediu a Mary que levasse algo para Bella comer, colocou Nessie na cama e foi para a biblioteca, precisava assimilar tudo que acabara de descobrir. Estava cansado, estafado na verdade, a viagem o estresse... Estalou o pescoço se servindo de uma dose de vodka.

Repassou o dia em sua mente, o momento em que a viu naquele bendito cemitério, o conflito de sentimentos dentro de si... Não queria ser tão rude com ela, mas não conseguia evitar, estava ferido e magoado, e queria feri-la e magoá-la também. Tentava compreender o porquê Black havia feito aquilo? Porque omitiu o fato de terem encontrado os responsáveis pelas ameaças, porque o estava vigiando? Porque tentou colocar sua esposa contra ele? Como conseguiu fotos dele e Irina? E o mais importante, o que havia entre Black e sua esposa?

Jogou-se sobre a cadeira lembrando-se da sensação indescritível que sentiu ao tocar seu ventre, ao sentir seu filho se movendo lá dentro. Ainda lhe custava crer no milagre que era aquela gravidez não ter sido interrompida, depois de tudo que ela passou? Ficou ali sentado repassando a história que Bella havia contado, analisando os fatos, relembrando o momento em que a beijou, assim como quando a encontrou se olhando no espelho. Estava tão linda, ainda mais linda com aquele barrigão... Edward acabou perdendo a noção do tempo, sentiu o cansaço tomar conta de si e resolveu subir e tomar um banho.

Ao entrar no quarto viu que Bella finalmente havia adormecido, com cuidado se dirigiu ao banheiro, precisava de um banho, quando finalmente saiu a encontrou andando de um lado para outro com, as mãos agarradas aos cabelos, ao vê-lo estancou.

Isabella havia despertado ao ouvir o som do chuveiro, novamente sentiu aquela dor incomoda quando o bebê se moveu, levantou-se e começou a andar de um lado ara outro para tentar se acalmar, mas não estava surtindo muito efeito. Ouviu o chuveiro ser desligado e arfou ao ver o marido sair somente com a toalha presa ao quadril, enquanto secava os cabelos com a outra. Seus olhos percorreram cada milímetro daquele corpo, sentindo seu corpo reagir àquela visão. Os ombros largos, os braços fortes, mas sem exageros, aquele abdômen de tirar o fôlego e aquela trilha de pelos que levava a perdição sem a menor sombra de duvidas. O desejava, o desejava mais que tudo.

- Desculpe se te acordei. – Edward pediu sinceramente. - Sente-se bem?

- Humrum... – foi o que Isabella conseguiu dizer, Edward conhecia muito bem aquele olhar faminto dela, o modo como o olhava, como admirava seu corpo... Ah desejava beijá-la novamente e fazer amor com ela até que suas forças se esgotassem, mas ela estava grávida e...

- Tem certeza de que está bem? – perguntou se aproximando dela, que mordeu o lábio inferior com força.

- Tenho, acho que ele deve estar irrequieto, mas logo passa não se preocupe.

- Isso acontece sempre?

- Não com esta frequência... – novamente ela se encolheu levando a mão a barriga e Edward a amparou, notando que Bella respirava com dificuldade.

- Você não ta nada bem, vou ligar para o médico.

- Não... – Isabella agarrou seu braço. – Eu to bem não... Ai... – gemeu intensificando o aperto em seu braço.

- O que foi Bella?

- Tem algo errado Edward... Tá doendo muito! – disse se encolhendo novamente, Edward congelou sem saber o que fazer.

- O que... O que eu faço Bella?

- Chame Caterina... AGORA! – gritou tentando encontrar uma posição que não doesse tanto, Edward saiu correndo indo em direção ao quarto dos Giotto, bateu levemente na porta e Caterina o atendeu.

- O que houve filho? Porque tá vestido assim? – só então ele se deu conta de que estava somente de toalha.

- É a Bella, ela está com dor Caterina, pediu pra chamá-la.

- Dio mio! – a senhora o acompanhou rapidamente e encontraram Isabella sobre a cama, com a testa molhada se suor e agarrada aos lençóis. – O que houve filha?

- Tem alguma coisa errada Caterina... Ta doendo... Ta doendo muito.

- Vá colocar uma roupa Edward, e me ajude aqui. – a senhora pediu se voltando para ele que parecia apavorado, rapidamente ele correu para o closet vestindo-se rapidamente, ao voltar estancou ao ver Caterina diante das pernas abertas de sua esposa.

- O que está acontecendo? – voltou a perguntar de onde estava.

- A bolsa rompeu, ela vai dar a luz...

- Vou chamar uma ambulância e...

- Não vai dar tempo, chame o médico, aquele que é amigo de seu pai. – Edward assentiu discando rapidamente para o pai.

"Edward?"

- Pai, eu preciso que ligue para o Dr. Mayer, Bella entrou em trabalho de parto.

"Não tem como levá-la para o hospital?"

- Caterina disse que a bolsa estourou e que não podemos movê-la.

"Estamos indo pra ai, ligo pra ele no caminho."

- Droga! Eu queria dar a luz em um hospital, pelo menos uma vez. – ouviu Isabella dizer entre gemidos de dor, estava no corredor, próximo à porta.

- Quem sabe da próxima vez. – Caterina disse despreocupadamente.

- Não haverá próxima vez Caterina, este é o ultimo... Alem do mais, não acredito que meu casamento siga adiante, acho que acabou.

- Não diga isso filha, aquele rapaz te ama, só está assustado e...

- Edward jamais irá me perdoar, o conheço bem Caterina, é orgulhoso demais e... Oh droga lá vem outra! – depois de alguns urros e palavrões, ela se acalmou.

- O médico está a caminho, aguente firme. – ouviu Caterina dizer.

- Dr. Mayer está a caminho e meus pais estão vindo pra cá. – Edward disse se fazendo presente.

- Fique aqui com ela, vou chamar Mary e providenciar algumas coisas. – ele assentiu assumindo seu lugar ao lado de Bella que tinha os cabelos molhados de suor, estava ofegante e visivelmente cansada.

- Você não disse que era para daqui duas semanas?

- E era, mas ao que parece ele resolveu adiantar sua vinda ao mundo... – disse divertida. – Droga, as coisinhas dele ficaram em Chicago, eu consegui montar um pequeno enxoval para ele e...

- Não se preocupe com isso, vou pedir a minha mãe que providencie tudo.

- Onde está Nessie?

- Dormindo! Vai dar tudo certo Bella. – ele tinha os dedos entrelaçados aos dela, beijou-lhe a testa e os lábios em seguida. – Nosso filho vai nascer. – disse emocionado.

- Sim, ele vai. – novamente fez uma careta quase quebrando os dedos de Edward, tamanha força que fazia, soltou outro urro de dor.

Minutos depois ouviram uma movimentação no andar de baixo, Caterina já havia voltado e Edward passava gelo nos lábios de Bella que estavam ressecados.

- Quem é? – ela sussurrou de olhos fechados, estava exausta.

- Vá ver o que está acontecendo, eu fico com ela. – Caterina disse para Edward que relutante se afastou da esposa, e chegar ao andar debaixo encontrou seus pais, Emmett, Rosálie e Dylan, Alice, Jasper e o Dr. Mayer, sem contar nos paramédicos. Todos falavam ao mesmo tempo o deixando tonto.

- Calados! – disparou impaciente, doutor, ela entrou em trabalho de parto tem aproximadamente uma hora, está quase sem forças e...

- Onde está a paciente?

- No quarto, me acompanhem... –pediu ao médico e a equipe de paramédicos. –Me deem um minuto, eu já volto. – disse a sua família acompanhando o restante até o quarto. – Ah, mãe, será que poderia providenciar algo para o bebê? Bella disse que o enxoval dele ficou em Chicago.

-Vá meu filho, não se preocupe com isso! – disse Esme.

- Não encontrará nada aberto à uma hora destas. – disparou Alice.

- Vamos até em casa... – Rosálie disse a Emmett. – Há muita coisa do Dylan que ele nem chegou a usar. – seu marido assentiu imediatamente, entregando o pequeno adormecido para a avó que o levou para o quarto de Nessie, para que Claire ficasse de olho nos dois.

Já Alice andava de um lado para outro, ansiosa para ver a irmã e o sobrinho, mas acima de tudo louca pra saber o que diabos havia acontecido?

Enquanto isso, no quarto...

O médico a examinava, com a ajuda dos paramédicos, todos estavam envolta dela enquanto Edward e Caterina aguardavam afastados.

- Isso não é nada bom... – Edward ouviu o médico dizer. – Vão buscar a maca. – ordenou a um dos paramédicos.

- O que está havendo doutor?

- Ela está fraca demais, não creio que tenha forças para um parto normal, sem contar que sua pressão está muito alta. Temos que levá-la imediatamente para o hospital, faremos uma cesariana.

- Edward... Edward... – Bella chamava com um fio de voz, ele correu pra junto dela.

- Estou aqui Bella. – disse segurando firme sua mão acariciando seu rosto com a outra.

- Acho que... Acho que não vou conseguir desta vez...

- Não diga besteira, você é forte, acaba de voltar dos mortos... Por favor, Bella, não ouse fazer isso comigo. – sua voz saiu embargada.

- Me prometa... Me prometa que se tiver que escolher, vai escolher Thony... Prometa Edward.

- Não me peça isso.

- Por favor, prometa... De sua palavra de que nosso filho estará em primeiro lugar. Prometa pra mim Edward.

- Eu prometo Bella, mas tem que me prometer algo em troca. – a jovem sorriu fraco. – Prometa que vai voltar pra mim, eu te amo Bella. Os paramédicos chegaram e Edward teve que se afastar, Isabella foi colocada na maca e levada de lá com Edward logo atrás deles.

- Oh meu Deus! – soltou Alice ao ver a irmã sendo levada na maca em direção a porta, Carlisle foi pra junto do filho que estava desolado.

- O que houve Edward? – perguntou sua mãe.

- As coisas se complicaram, ela está muito fraca, e a pressão subiu, terão que fazer uma cesariana.

- Deus meu!

- Tenho que acompanhá-la, vem comigo? – todos assentiram, ele foi com sua esposa na ambulância, sentou-se ao seu lado e não largou sua mão um instante sequer, a todo o momento murmurava um 'eu te amo' e ' me perdoa'.

Assim que chegaram ao hospital, Edward foi levado a uma sala preparatória onde uma das enfermeiras o entregou as roupas esterilizadas pra que pudesse entrar na sala de parto. Foi colocado ao lado de Bella que havia sido anestesiada, novamente sussurrou palavras doces ao seu ouvido, desculpando-se pelo modo como a tratou, estava tão absorto no que fazia que nem sequer notou que a cirurgia havia sido iniciada. Só percebeu quando o choro de seu filho ecoou na sala, ele não conteve a emoção de ver seu pequeno, era grande e forte e mesmo todo sujo era lindo. A enfermeira o limpou entregando-o a Edward que todo sem jeito o segurou nos braços.

- Olá garotão! Bem vindo ao mundo, Anthony! – disse sentindo as lágrimas escorrerem pelo seu rosto. – Veja Bella, é o nosso filho, nosso menino. – Edward levou o pequenino para perto dela que sorriu ao ver o filho, mas estava fraca demais, cansada demais.

- Anthony... – sua voz não passou de um sopro, Edward entregou o bebê a enfermeira voltando sua atenção para Bella.

- Bella? Bella meu amor, pode me ouvir?

- To muito cansada... Eu... Eu te amo... Edward.

- E eu amo você, Bella, descanse meu amor. – pediu beijando-lhe a testa em seguida os lábios.

Thony foi levado para a incubadora onde teria que passar os próximos dias, Bella foi levada para o quarto particular o qual Carlisle havia providenciado. E na sala de espera, interligada ao quarto estava a família Cullen, Caterina e Joseph, aguardando noticias.

- Ele está tão abatido. – comentou Esme olhando para o filho que andava de um lado para outro, afastado de todos.

- Arrependido, seria a definição correta. – disse Emmett em um tom discreto. – Se vissem o modo como a tratou desde que a viu naquele cemitério... Posso apostar como está se roendo de remorso.

- Quem sabe com a chegada de Anthony, eles não se acertam de vez? – Esme disse esperançosa.

- Será que alguém pode me dizer como isso pode acontecer? Como ela aparece assim do nada, ressurgida dos mortos? – havia indignação na voz de Alice.

- A culpa é do Black. – acusou Edward.

- Tem certeza disto? – Carlisle perguntou desta vez.

- Bella e eu conversamos quando chegamos em casa, ela me contou o que houve.

- E o que diabos aconteceu? – disparou Emmett.

- Bella contou que recebeu outra ligação no final do expediente, dizendo que haviam mudado de plano, sabiam que não estávamos na cidade e garantiram a ela que nem mesmo nós a salvaria. Quando viu os agentes mortos, ficou apavorada e correu para o carro, ligou para a primeira pessoa que lhe veio a mente, e é claro que foi o Black!

- Estávamos do outro lado do país filho, não poderíamos ajudá-la de onde estávamos, Isabella agiu certo! – Carlisle disse em defesa da nora.

- Este é o seu ponto de vista! – retrucou Edward. – Em fim, quando o carro ficou sobre ataque, ela saiu sem rumo certo, tentando se livrar deles, quando chegaram à baia Andrews, Jacob disse pra que Bella jogasse o carro ribanceira abaixo... – os olhos de todos praticamente saltaram. – Segundo Bella, estava sobre ataque novamente, os dois carros haviam aberto fogo contra ela... Na hora disse que não sabia o que pensar, e obedeceu ao Black, mas não chegou a cair na baia, foi lançada para fora do carro antes.

- Deus meu! – soltou Esme chocada, Alice mal podia crer no que ouvia.

- E o que houve depois? – Rosálie perguntou.

- Segundo Bella, foi levada ao hospital de Forks, onde foi mantida em coma induzido por pouco mais de um mês, quando acordou já havia sido dada como morta.

- Ela estava todo o tempo em Forks? – Alice disparou exaltada.

- Estava desacordada, disse que quando recobrou a consciência tentou sair de lá, entrar em contato comigo, conosco, mas sempre que tentava era sedada.

- Está dizendo que ela era mantida contra sua vontade? – pelo tom de Carlisle, era claro sua indignação e irritação.

- Sim, estava em uma ala isolada e somente Black e seu chefe, tinha acesso, mais ninguém.

- Então essa não é uma operação do FBI, pelo menos não autorizada, eles não agem assim Edward. – seu pai afirmou convicto.

- Espera um pouco... – disse Rosálie. – Você disse que o chefe de Black e ele eram os únicos com acesso a Bella? – Edward somente assentiu. – Esse não é o mesmo que dormiu com Victória? Quando ela foi colocada pra trabalhar com você?

- Ao que parece sim, Bella também estranhou o fato, mas eles a convenceram a fazer um acordo e...

- Acordo? Que acordo? – disparou Alice impaciente.

- Eles a convenceram de que sua presença era uma ameaça a nós e a agencia, que estando afastada teriam mais chances de descobrir os responsáveis pelas ligações e as ameaças. Sabe como sua irmã é, ela sempre tomava pra si a responsabilidade por tudo que houve desde aquele fatídico jantar. – Edward disse impaciente. Eu tentei fazê-la entender que a responsabilidade era nossa, uma vez que fomos nós que a induzimos dar a queixa contra Aro. Mas aquela mulher tem uma cabeça dura e...

- Olha quem fala! – ele lançou um olhar mordaz à sua irmã. – Não me olhe assim, Emm me contou como a tratou desde que a viu naquele cemitério, então não venha falar do gênio dela. – disse em defesa da cunhada.

- O que Bella fazia no cemitério em Chicago?- perguntou Jasper.

- Bella disse que pediu para ser transferida para lá, eles lhe deram outro nome, um trabalho... Mas segundo ela, sentia-se muito só, e ir ao tumulo dos meus pais, foi o modo que encontrou de ficar mais próxima de mim. Ao que parece ela e Black tiveram algumas divergências...

- Que divergências? – perguntou Carlisle.

- Ele tentou colocá-la contra mim.

- Como?

- Estava me espionando, levava a Bella o que lhe era conveniente...

- Como assim, o que está insinuando?

- Ele contou a Bella sobre os eventos aos quais comparecemos após sua suposta morte, os encontros que tive com Rebecca...

- Ela sabe sobre Rebecca? E não fez nada? – Alice disse incrédula.

- Foco Alice! – disse seu marido ao seu lado.

- Isso entre outras coisas... – Edward trocou um olhar cúmplice com Emmett, e pela expressão do irmão, sabia que ele havia entendido. – Black a manteve afastada de mim, de nós, mentiu pra ela e...

- Como assim mentiu pra ela.

- Segundo Bella o acordo era ficar afastada até que encontrassem os responsáveis pelas ameaças, ela pensava se tratar de Caius e ele não disse nada sobre Anne e Tanya, muito menos sobre o fato de a organização Volturi estar ruindo.

- Mas porque ele faria isso? Jake é amigo dela e...

- Acha que Black tem segundas intenções? – Rosálie disse cortando a cunhada.

-Black terá muitas explicações a dar, principalmente a Bella.

/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*/*