Sei que havia prometido postar durante a semana,
mas fui acometida de um mal estar que me perseguiu por dias...
Passei muito mal, fui até pro hospital tomar soro e o diabo a quatro!
Mas agora estou melhor, graças a Deus!
E farei o possível para cumprir minha promessa!
beijos minhas lindas!
CAPITULO XXXVIII
- E ele as dará... – garantiu Carlisle. – No momento certo, Black as dará, mas agora o esqueça, pense em sua esposa e no seu filho que acaba de nascer... – seu pai o puxou pra si o abraçando. – Somente eles importam agora.
- Tem razão... O senhor já o viu?
- Não deu pra ver direito, mas soube que é forte e saudável o que é um milagre depois de tudo que aquela garota passou.
- Meu filho é lindo!
-Não tenho duvidas de que o seja. – novamente Carlisle o abraçou.
- É como seu pai disse filho, Anthony é o nosso pequeno milagre. – Edward a abraçou forte, sendo reconfortado por Esme. – Não se aflija meu querido, as coisas irão se acertar entre vocês. – disse de forma sussurrada.
- Fui um estúpido, mãe... Eu a tratei tão mal... Deixei a raiva e o orgulho falar por mim e...
- Ela te ama... Aquela garota te ama e vocês já passaram por tanta coisa, não permita que isso os afaste! Vocês têm dois filhos, Edward... Duas crianças que precisam de vocês dois! Bella vai precisar muito de você neste momento, do seu apoio do seu carinho e principalmente do seu amor. E assim que o médico autorizar, quero que entre e fique com sua esposa! – Edward assentiu somente.
Todos viram Thony brevemente, e mesmo através da incubadora e do vidro, ficaram encantados com o pequenino. Finalmente Isabella havia sido liberada para receber visitas e Edward foi o primeiro a entrar, em uma das mãos um lindo buquê de tulipas vermelhas, e na outra uma caixinha.
- Oi! – disse se aproximando da cama, Isabella havia acabado de acordar e estava meio sonolenta.
- Oi, o que é isso? – perguntou vendo o belíssimo bouquet de flores, suas preferidas.
- São pra você! – Edward o estendeu a ela, que abriu um sorriso lindo ao abraçá-las.
- São lindas, obrigada! Será que pode, por favor, colocá-las na bancada? Vou pedir para a enfermeira trazer algo onde eu possa colocá-la.
- Não se preocupe, providencio isso depois... – disse fazendo o que ela havia pedido. – Também lhe trouxe isto! – Edward lhe estendeu a caixinha aveludada.
- Pra mim, mas o que é? – Isabella perguntou franzido o cenho.
- Abra e veja. – disse sorrindo, mesmo com os cabelos revoltos e com a cara inchada ela estava linda, em sua opinião.
- Mas... Por quê?
- Por ter me dado um filho lindo!... – os olhos de Isabella encontraram os dele. É só uma pulseira, era de minha mãe. – se apressou em dizer, sabia que a esposa não gostava que ele a presenteasse com coisas caras, então Edward lhe presenteava com as joias que pertencera a sua mãe biológica, as quais ele guardava a sete chaves.
- Uau! – soltou ao abrir a caixa e ver a belíssima joia dentro dela. – É linda!
- Como você! – novamente os olhos da jovem encontraram os dele. – Me desculpe... Pelo modo como a tratei, fui um estúpido, eu deveria ter esperado para termos aquela conversa e...
- Não se preocupe com isto... – Isabella engoliu o nó que se formou em sua garganta, estava certa de que Edward somente falava aquilo por estar sentindo-se culpado pelo que houve. – Como está Thony, você o viu?
- Sim, ele está na incubadora, mas não se preocupe, Thony está bem... – Edward lhe assegurou, notando que ela mudara de assunto, perguntou-se se não a teria magoado demais?- Ele é tão lindo! Obrigado, eu sinceramente o julgava perdido e... Obrigado Bella! Por este presente maravilhoso!
- Tem certeza de que ele está bem? Sem nenhuma sequela, nada?
- Nada, goza de perfeita saúde, em breve irá vê-lo. – Isabella tentou se mover, mas gemeu ao fazê-lo. – Dói muito?
"Há dores piores!" – a jovem respondeu mentalmente - Um pouco. – disse dando de ombros.
- Precisa de algo?
"De você!" – novamente o fez olhando naqueles olhos verdes. – Onde está Nessie?
- Em casa, com Claire, mas se quiser vê-la, peço para trazê-la.
-Não precisa, não creio que eu vá ficar aqui muito tempo, certo?
- Talvez mais uns dois ou três dias, devido à cesariana.
- Cesariana? Mas eu pensei que... Droga!Pra falar a verdade tudo está um tanto confuso em minha cabeça. – disse fazendo uma careta.
- Como assim? Não se lembra do que houve?
-Pouca coisa, flashes, eu estava na cama, me lembro de Caterina... Você estava lá, não estava?
- Sim eu estava, assim como no momento em que Thony nasceu.
-Você estava lá?
- Porque a surpresa?
- Por nada... Será que poderia guardá-la pra mim, acredito que não poderei usá-la aqui. – pediu lhe entregando a caixa de volta.
- Te devolvo quando sair daqui, está bem?
- Humrum. – grunhiu em resposta.
– Todos já sabem?
- Sim, todos sabem e estão na sala de espera, ansiosos para vê-la.
- Todos?
- A família toda! Quer vê-los? - a jovem assentiu somente, Edward se levantou, indo em direção à porta, onde Alice aguardava aflita para finalmente ver a irmã.
- Posso vê-la? –pediu batendo as pestanas para o cunhado, que sorriu lhe dando passagem.
- Vá vê-la, eu aguardo aqui.
- Obrigada, por isso eu te amo, cunhado! – Alice o abraçou e Edward sorriu.
- Também te amo cunhadinha, agora vá! – sua cunhada assentiu entrando.
- Bella?– chamou correndo até a irmã, praticamente a esmagando em um abraço apertado, só a soltou porque Bella gemeu baixinho. – Desculpe, acho que me empolguei um pouquinho.
- Ta tudo bem, só dói quando respiro! – Alice sorriu revirando os olhos.
- Eu mal pude crer quando Jasper me contou, deveria matar você por nos assustar desse jeito! - Isabella sorriu entre as lágrimas.
- Me perdoa Lice! Eu...
- Ed nos contou o que houve... Como Jake pôde fazer uma coisa destas? O que ele tem naquela cabeça? Aquele cretino! Sempre esteve por perto, vendo nosso sofrimento a nossa agonia... Argh! Sou capaz de arrancar a cabeça daquele filho de uma...
- Alice!- Isabella ralhou. – Jake deve ter tido seus motivos.
- Não ouse defendê-lo Bella, não depois do que aquele canalha fez... – Alice disse com indignação. - Como ele pôde mentir olhando nos olhos de Edward? Vendo o desespero, a dor e a angustia dele, seu marido quase enlouqueceu! – Isabella se encolheu ao ouvi-la. – Me desculpe irmã, mas é difícil de compreender, o porquê dele ter feito algo assim.
- Ele não me obrigou, ou me forçou a nada, eu aceitei sua proposta... Sou tão culpada quanto Jake!
- Ele a induziu! –retrucou a irmã. – Escondeu fatos importantes pra que aceitasse, Jake terá que dar muitas explicações minha cara, mas isso não importa agora, você está aqui, e viva! – novamente Alice a abraçou. – E sou tia outra vez, dá pra acreditar?
- Soube que também vou ser tia e de gêmeos!
- Como soube? Ed te contou?
- Não, foi Nessie.
- Aquela danadinha! E quanto a você e o Ed, como estão? – Alice notou a expressão de sua irmã mudar completamente.
- Sinceramente eu não sei lhe dizer...
- Ele te ama, Bella!
- Sei que ele me ama e eu o amo, acredite! Mas também sei que o que fiz foi muito grave, Edward jamais vai me perdoar... Ele acredita que o trai.
- Que o traiu? Como assim?
- Por não ter entrado em contato, por ter aceitado a proposta de Jake, por ter chamado Jake e não a ele... Enfim... Eu soube no momento em que concordei com toda essa loucura, que jamais teria volta! Acho que desta vez o perdi... Nos ferimos demais, Alice!
- Com o tempo as coisas se acertam entre vocês. – Isabella não teve tempo de dizer nada, o quarto havia sido invadido por seus cunhados, e Edward que os acompanhava.
- Olha o que eu trouxe pro moleque! – Emmett disse carregando um imenso urso de pelúcia.
- Meu filho tem nome, Emmett! E um nome lindo por sinal!
-É nome de velho! Temos que arranjar um bom apelido pra ele!
- Não se atreva Emmett Mccarty Cullen! – a risada foi geral.
- Pare de irritá-la seu animal! – Rosálie ralhou lhe dando uma piaba. – Não liga pra ele, como se sente cunhada?
- Um pouco dolorida, mas estou bem.
- Você nos deu o maior susto, nunca mais faça isso, ouviu? – Isabella sorriu abraçando a cunhada.
- Desculpem... De verdade eu sinto muito mesmo.
- Não vamos falar disto agora, está bem? Na verdade eu estou louca pra pegar aquela coisinha fofa nos braços e mordê-lo.
- Você não vai morder meu filho! – Edward disse desta vez, Rosálie simplesmente lhe deu de língua.
- Como está Dylan? Deve estar enorme. – Isabella disse chamando a atenção da cunhada.
- Lindo e sem vergonha, igualzinho ao pai! – respondeu prontamente e Isabella não conteve o riso, gemendo em seguida.
- É muito bom tê-la de volta cunhada! – Jasper disse ao depositar um beijo terno em sua testa.
- Acredite Jazz, é muito bom estar aqui. – a visita foi breve, e logo todos saíram para a entrada de Caterina e Joseph, em seguida entraram Carlisle e Esme.
- Oh minha filha! – Esme disse a abraçando ternamente.
- Eu... Eu sinto muito Esme! – Bella dizia entre o choro.
- Shh... Não fique assim minha filha, não fará bem a você. – dizia enquanto acariciava seus cabelos. – Tudo que tem que pensar agora é naquele garotinho lindo que está na incubadora.
- Você o viu?
- De longe, mas sei que é lindo, como você e Edward! – Isabella sorriu tentando secar as lágrimas.
- Não sabe o quanto é bom vê-la novamente! –Carlisle disse ao abraçá-la.
- Eu... Eu nem sei como me desculpar pelo que houve.
- Depois falamos sobre isto, o importante é que está aqui e bem!
Horas depois a enfermeira veio para colher o leite de Isabella, avisando que a pediatra havia liberado o pequenino para vir mamar no dia seguinte. Edward permaneceu ao lado dela o tempo todo, mas o clima entre eles estava no mínimo estranho.
Logo pela manhã a enfermeira neonatal trouxe Anthony para mamar e finalmente Bella pode conhecer seu filho. Não conteve as lágrimas ao pegar o seu pequeno milagre nos braços, Edward a observava de onde estava, tinha um nó na garganta ao ver a emoção da esposa.
- Vou deixá-los a sós, logo volto para buscá-lo! – disse a enfermeira ao sair do quarto.
- Você está com fome meu amor, a mamãe vai te amamentar meu pequenino! – Isabella dizia acariciando o rostinho do bebê, preparou o peito e o ofereceu a Thony. – Wow! Vai devagar ai garotão! – brincou quando o pequeno sugou forte.
- Está doendo? – Edward perguntou preocupado e um tanto encantado com a cena.
- Não, é que ele é bem forte, Nessie era mais delicada.
- É a cena mais linda a qual já presenciei. – sua voz não passou de um sussurro, mas Bella o ouviu perfeitamente.
- Ele é tão lindo, tão perfeito! – Isabella dizia olhando completamente apaixonada pelo pequenino em seus braços.
- Sim ele é como Nessie!
- Sim, como Nessie! – a jovem concordou. – Em pensar que... Tive tanto medo de que minhas escolhas o tivessem afetado de alguma forma... – as lágrimas escorriam silenciosas pelo rosto da jovem. – Mas acredito que sua avó Elizabeth, sua avó Renée, e o seu avô Anthony do qual você herdou o nome, te protegeram o tempo todo, e sou muito grata a eles, Thony! Meu Thony!
- Nosso Thony! – Edward disse ao lado deles, acariciando a cabeça do pequenino, depositando um beijo na testa de Bella. – E agradeço infinitamente por trazê-los de volta pra mim... Vocês dois!
Anthony crescia a olhos vistos, Isabella e ele tiveram alta depois de cinco dias internados, a casa havia sido toda preparada para recebê-los e Nessie estava ansiosa pra conhecer o irmãozinho.
Em nenhum momento foi divulgado o fato de que Isabella estava viva, nem mesmo Charlie sabia, os Cullen acharam melhor manter segredo absoluto, pelo menos até o termino das investigações. Baseado no que Isabella contara a Edward, Carlisle reuniu-se com o diretor do FBI, e agora Black e Palmer estavam sob investigação interna do birô.
A pequenina Nessie ficou encantada com o irmãozinho, e ficava o tempo todo com Bella e Thony, nem mesmo os Hanson souberam da vota da jovem desta vez. Era arriscado demais e comprometeria as investigações, Isabella não ficou muito feliz com o fato de ter que ficar trancada em casa novamente, nem mesmo podia atender ao telefone.
Claire ajudava Isabella com Thony assim como Edward, que mesmo completamente perdido fazia questão de participar de tudo. Devido ao resguardo e as mamadas constantes madrugada adentro, Isabella achou melhor ficar em um dos quartos de hóspedes, para não atrapalhar o sono do marido.
Por outro lado, Edward os queria ao seu lado, mas não insistiu, tudo que não queria era brigar com a esposa outra vez. Bastava Thony chorar e ele corria para o quarto, ajudando sua esposa com a fralda, ou cantarolando para que o pequenino voltasse a adormecer.
Isabella adorava ver a dedicação de seu marido, que mesmo sonolento e com a cara amassada, insistia em ajudá-la. Parecia querer compensar tudo o que perdera com Nessie.
Com o passar dos dias foram se adaptando ao mais novo morador da casa, às vezes Edward e Bella tinham que lidar com o ciúme de Nessie, que sempre dava um jeitinho de chamar a atenção dos dois. Alice e Rosálie vinham diariamente visitá-los, não se casavam de admirar o pequeno Anthony que já exibia um lindo par de olhos verdes como os do pai, já os pouquíssimos cabelos castanhos avermelhados eram iguais os da mãe.
Um mês depois...
Pouco mais de um mês havia se passado desde a volta de Bella e o nascimento de Anthony e a situação entre ela e Edward estava cada vez mais tensa, apesar de estar o tempo todo ao lado dela e de Anthony, e voltarem a dividir a mesma cama, nunca estiveram tão distantes um do outro.
Discutiam por qualquer coisa, e Edward alternava entre carinhoso e atencioso, com distante e frio. Ele acreditava que Isabella precisava de tempo, para ela e o filho, o fato de Isabella ter aceitado a proposta de Jacob o havia magoado demais, e Edward simplesmente não estava sabendo lidar com aquela situação, sabia que havia algo mais nesta história e que sua esposa estava lhe escondendo algo, só não sábio o que?
Desde o nascimento de Anthony que a jovem fechou-se em copas, e a não ser que o assunto fosse os filhos, o casal mal se falava nos últimos dias e a situação estava ficando insustentável.
O afastamento de Edward deixou Isabella ainda mais insegura com relação ao seu futuro, a jovem acreditava que o marido jamais a perdoaria e que seu casamento havia chegado ao fim, por isso tomou uma decisão e reuniu a família para comunicá-la.
Estavam todos lá, Carlisle e Esme, Alice e Jasper, Rosálie, Emmett e o pequeno Dylan.
- Sabe o porquê sua mulher nos chamou aqui? – Emmett perguntou enquanto tomavam uma cerveja no jardim, Jasper e Carlisle os acompanhavam.
- Deveria perguntar a sua esposa, Bella mal fala comigo! – reclamou azedo.
- Não pode culpá-la, não com o modo como a trata desde que a viu naquele cemitério! –o irmão disse em defesa da cunhada.
- Porque não se entende com sua esposa de uma vez, filho?
- Ela ta me escondendo algo, alguma coisa aconteceu entre Bella e aquele filho da mãe...
- Acha que ela tá mentindo?- perguntou Jasper.
- Omitindo, seria a palavra exata.
- E porque simplesmente não se senta e conversa com ela? O que foi mano? Por acaso perdeu o jeito com as mulheres? – Emmett o provocou levando um soco no ombro.
- Cala a boca!
- Seu irmão está certo, deveria ter uma conversa franca com sua esposa, expor o que te incomoda, não deixe isso crescer Edward... Vocês têm dois filhos, e acima de tudo se amam, seria muito triste ver a história de vocês terminar assim, por falta de diálogo.
- Tem mais uma coisa...
- O que? – o pai perguntou franzindo o cenho.
- Bella acha que tenho um caso com Rebecca...
- Rebecca? A terapeuta? – Edward somente assentiu. – Eu soube que vocês andaram saindo, não pode culpá-la de...
- Foi somente um jantar... Dois na verdade, mas vai enfiar isso naquela cabeça dura! – seu irmão sorriu meneando a cabeça.
- Depois do que houve com Victória, a Bellinha tá com o pé atrás contigo, e pelo que me disse, Black te entregou bonito meu caro! – Edward deu um chute na canela do irmão, Carlisle e Jasper se entreolharam sem entender.
- Do que seu irmão está falando? – seu pai exigiu saber, Edward bufou lançando um olhar mortal para o irmão.
- Black de alguma forma descobriu que andei me encontrando com uma garota de programa. – a voz de Edward não passou de um sussurro.
- Boa sorte irmão! Acredite, você vai precisar. – Jasper disse se colocando de pé, batendo no ombro de Edward.
- Infelizmente seu irmão está certo! Repito... – disse Carlisle. - Quanto mais cedo vocês colocarem as coisas em pratos limpos, será melhor.
Depois do almoço todos se reuniram na sala de estar, Joseph havia subido para dormir um pouco como de costume e Caterina o acompanhou. Já Clarie estava com as crianças, Isabella aproveitou o momento para falar com todos.
- Vocês devem estar estranhando o fato de tê-los chamado aqui, mas é que eu...
- Desculpe interrompê-la filha, sei que o que tem a dizer é importante, mas aproveitando o momento, será que poderia nos esclarecer alguns fatos, acha que está pronta? – Carlisle perguntou gentilmente, a jovem engoliu seco, na realidade queria era mesmo esquecer tudo aquilo, mas não havia outro jeito, devia a verdade a eles, todos eles.
- O que exatamente quer saber? – disse soltando um suspiro audível, ela queria acabar com aquilo de uma vez por todas para então dar um rumo em sua vida, talvez depois que tudo aquilo acabasse, poderia até voltar para Chicago, quem sabe?
- Conte-nos tudo, absolutamente tudo o que houve desde que chegou a enoteca naquele dia... – novamente a jovem soltou um longo suspiro, passando os olhos por cada membro da família, Isabella andava de um lado para outro, parecia irrequieta. – E como foi parar em Chicago?
- Eu pedi pra me recolocarem lá. – respondeu dando de ombros.
- Por que justamente Chicago? – Alice perguntou confusa, não havia nada que a ligasse a Chicago afinal de contas.
- Foi o que me veio à mente quando me perguntaram para onde eu gostaria de ir... – disse dando de ombros. – Não acredito que os agentes que me mandaram pra lá saibam que a cidade me era familiar de certa forma.
- Sabia que a família de Edward estava sepultada lá? – a pergunta veio de Carlisle.
- Sim, mas fiz questão de me estabelecer bem longe do cemitério para não levantar suspeitas.
- Como os encontrou? – os olhos da jovem encontraram os de Esme.
- Não foi nada fácil, ainda mais sem levantar suspeitas... Mas acredito que a sorte estava do meu lado, acabei indo ao lugar certo! Eu ia visitá-los com frequência no inicio, depois duas vezes por semana.
- Não acha meio mórbido ficar no cemitério conversando com lápides? – disse Rosálie levando um cutucão do marido.
- Eles eram o único laço que eu tinha com... – seus olhos encontraram os de Edward. – Me fazia bem estar ali, eu sempre mantive este contato com minha mãe e minha avó e apesar de nunca tê-los conhecido, era o mais próximo que eu tinha de uma família.
- E quanto ao Black? Ele sabia que estava em Chicago?
- Sim, mas não nos falamos muito desde que me estabeleci por lá.
- Por quê? – disparou Emmett. - Pelo que entendi foi ele quem te colocou nessa, não foi?
- Tivemos algumas divergências. – Isabella disse visivelmente incomodada.
- Divergências? Que divergências? – perguntou Carlisle, olhando para o filho que tinha os olhos cravados em Bella.
- Isso não vem ao caso agora! – a jovem respondeu evitando olhar para o marido.
- Desculpe filha, mas precisamos saber de tudo... – insistiu Carlisle. – Para entender o que poderia ter levado o agente Black a fazer algo tão...
- Jake só estava tentando me proteger...
- De quem? De sua família? Da sua filha, de mim? – Edward disparou exaltado. – O que houve entre vocês? O que está me escondendo? – exigiu a segurando pelo braço.
- Não estou escondendo nada! – disse ao se soltar. – Você é mesmo um cretino, hipócrita! O que? Por acaso está passando por essa sua cabeça que eu o trai com Jake? É isso? Não me tome por você Edward Masen Cullen! – cuspiu furiosa. – Não tenho o hábito de trepar com os meus amigos, este é um mérito seu, meu caro!
-Mantenham a calma, vocês dois! – Carlisle pediu vendo que o clima estava ficando pesado.
- Jake e eu discutimos porque ele insinuou coisas sobre Edward... – Isabella disse voltando sua atenção para Carlisle. - Disse que ele estava tendo um caso com a minha terapeuta e...
- UM CASO? - Edward berrou socando a parede. – Aquele filho de uma... Foram dois jantares e...
- Seja como for, não muda o fato de que saiu com ela, não é mesmo? – sua esposa retrucou atravessado, sua voz carregada de mágoa. – Eu fui dada como morta... E o meu marido correu se consolar com a minha terapeuta!
- Nós só conversávamos... Nada mais que isso! Foi somente um jantar. – Edward disse em sua defesa.
- E com a outra, Edward?- Esme, Alice e Rosálie franziram o cenho, já os homens se entreolharam. - Por acaso você pagou aquela garota de programa pra que? Pra conversar? Pra jantar? Ora faça-me o favor!
- De quem ela ta falando? – disparou Alice encarando o cunhado.
- Ninguém importante! - respondeu somente.
- Hump... – Isabella grunhiu. – Pelo visto ninguém é importante pra você meu caro! Tanya não foi importante, Kate não foi importante, Victória, Rebecca, quem mais? – disparou irônica.
- Bella... – seu sogro a chamou carinhosamente. - Acredito que este assunto deva ser tratado entre vocês e...
- Seu filho é um idiota! Como... Como ele pôde sequer cogitar a hipótese de que eu seria capaz de... Isso é irrelevante... – disse dando de ombros, erguendo o queixo, empinando o nariz. – Quer saber o que houve Carlisle? Pois bem, ai vai.
- Como devem se lembrar, eu estava responsável pela enoteca, uma vez que Adam estava em um evento importante... – todos assentiram. – O movimento havia sido tranquilo e eu já havia dispensado o pessoal, estava fechando o caixa quando meu celular tocou e... – a jovem se encolheu fechando os olhos. – Era aquela maldita voz eletrônica fazendo provocações... Disse que sabia perfeitamente que meu marido se encontrava fora da cidade, e que eu deveria ter lhe ouvido quando exigiu que eu me afastasse... – Isabella lutava contra as lágrimas que queriam sair a qualquer custo. – Também disse que eu não teria os Cullen pra me proteger e se despediu, foi quando ouvi disparos.
- E o que fez? – perguntou Rosálie.
- Na hora eu me encolhi apavorada, eu não encontrava nenhum dos seguranças e me desesperei, sai correndo em direção ao carro tentando me proteger, uma vez lá dentro liguei para o Jake.
- Porque não ligou para um de nós? Porque não me ligou? – perguntou a cunhada.
-Eu... Eu não estava raciocinando direito naquele momento, eu estava apavorada e...
- Tudo bem, Bella, eu entendo! Desculpe. – sua cunhada pediu vendo a angustia da jovem.
- E o que disse exatamente ao Black? – perguntou Jasper.
- Contei a ele sobre o telefonema e disse que os homens estavam mortos, Jake perguntou onde Edward estava, e eu contei a ele que estavam na capital e que Rosálie estava no comando da Angel... Foi quando dispararam várias vezes contra o carro e uma SUV se chocou na traseira, fiquei tão apavorada que dei a partida saindo dali o mais rápido que pude. Jake estava na linha e ficou preocupado, contei a ele o que estava acontecendo enquanto dirigia sem rumo certo tentando me livrar daquele carro.
- Como foi parar na baia Andrews? – perguntou Carlisle.
-Não sei lhe dizer, sabe que não conheço muito bem Seattle... – a jovem disse novamente dando de ombros. - Fui para o Sul, sentido Seneca, fui andando sem rumo certo, Jake havia desligado dizendo que estava a caminho, quando me aproximei da rampa que levava a Portland, outra SUV se juntou a perseguição e havia um helicóptero também, foi quando Jake me ligou dizendo que estava sobre nós, mas eu não conseguia me livrar daqueles malditos carros.
- E o que Black lhe disse exatamente, consegue se lembrar? – Carlisle insistiu.
- Disse que eu sairia daquela situação, que ele me ajudaria, que eu só tinha que confiar nele! Também perguntou se eu confiava nele. – Edward praticamente rosnou recostado á parede, estava mais afastado.
- E o que disse a ele? – perguntou Esme.
- Disse que... Se aquilo era pergunta que se fizesse naquele momento! – Jasper, Carlisle e Emmett sorriram, mas Edward se manteve sério. - Confesso que quando Jake disse 'Jogue o carro na ribanceira!' Pensei que ele estivesse louco, mas a estrada era estreita e eles voltaram a atirar contra o carro, houve um estrondo e o carro começou a puxar...
- Atingiram no pneu! – disse Emmett.
- Foi quando vi que não havia alternativa e joguei o carro pra direta...
- Você poderia ter morrido de verdade... – Alice disse em tom de repreenda. - É um milagre que esteja viva!
- Eu sei! – a voz da jovem não passou de um sussurro. – O carro capotou por várias vezes, me encolhi tentando proteger minha barriga de alguma forma... Naquele momento eu só pensava em Nessie e... – seu olhar encontrou o de Edward, desviando em seguida. - Fui lançada pra longe antes que caísse na baia... Pelo menos foi o que me disseram quando acordei cerca de um mês depois no hospital de Forks.
- E como foi parar lá?
- Infelizmente o único que pode lhe responder esta pergunta é Jake.
- Ele irá, pode ter certeza disto! – garantiu Edward. - Palmer e Black estão sob investigação, o que fizeram foi errado, muitas regras foram quebradas e ambos responderão por isso.
- Isso significa?
- Que terá que se manter incógnita, pelo menos até o fim da investigação. – Carlisle respondeu a sua pergunta, a jovem soltou um longo suspiro, levando as mãos aos bolsos de seu jeans colado.
- Sendo assim eu gostaria de saber se... – Isabella mordeu o lábio inferior com força, estava hesitante. – Se eu poderia ficar na ilha?
- O que? – disparou Edward, os outros tinham os olhos arregalados. – Ficou louca? Não podemos simplesmente nos mudar para a ilha agora e...
- Eu não disse que nos mudaríamos... – a jovem cortou o marido. – Já que preciso me manter incógnita, acredito que na ilha seja o melhor lugar, estou farta Carlisle... Farta de tudo isso... Se for possível, gostaria de ficar lá enquanto esse inferno continua, vai ser muito bom para as crianças e se me permitir, gostaria de levar Caterina e Joseph comigo.
- Bella você não está raciocinando direito, eu não posso ficar na ilha e...
- Eu sei... – ele franziu o cenho, visivelmente confuso. – Você não vai!
- Vai me deixar, é isso? – cuspiu furioso.
- E o que sugere Edward? Que eu fique aqui, trancada nesta casa, vendo você bancar o viúvo alegre? – Edward estreitou o olhar. – Vou pra ilha com os meus filhos, Caterina e Joseph! E o quanto antes melhor!
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