IMPORTANTE: Nesse cap eu vou explicar algumas coisas do anterior! Por isso, ele é INTEIRO Rony/Pansy. Me doeu muito, mas não tem nada de Draco e Hermione. Estou avisando para no final ninguém ficar bravo comigo! haha
Dentro do que eu queria, eu gostei bastante dele, então espero que vocês gostem também! Aproveitem! ^-^
Cap. V
(Se você não leu a nota, por favor, volte e leia!)
Fazia pouco mais de três meses que a Guerra havia acabado, e fazia esses mesmos exatos dias que Pansy Parkinson não via os pais. Antes de tudo estourar como uma bomba no mundo mágico, nem mesmo ela sabia o quão envolvidos com o Lorde das Trevas os pais estavam. Eles disseram que não contaram nada para poderem protegê-la, o que de certa forma dera certo.
Antes da Batalha de Hogwarts acabar, os dois fugiram e só mandaram uma carta para ela alguns dias depois, dizendo que estava tudo bem e que não era para ela sair do país, não tentar procurá-los nem nada que colocasse a vida dela em risco. Desde então eles mandavam cartas para a filha regularmente.
Ela cumpriu com os pedidos dos pais, não fez nada de imprudente, raramente saia de casa e única pessoa além dela a entrar na mansão aos arredores de Upper Flagley, onde vivia no norte da Inglaterra, em Yorkshire, era o namorado. Mas naquele dia, olhando melancolicamente pela varanda do quarto, percebeu que aquela rotina iria mudar. Os pais já a haviam avisado que isso poderia acontecer, e desde de o dia que soube que a família estava sob investigação, vinha esperando por esse encontro.
Continuava olhando para os portões da mansão quando um elfo meio atrapalhado entrou no quarto e confirmou suas suspeitas.
"Pode deixá-los entrar" disse ao elfo; depois, para si mesma, falou: "Não é como se eu tivesse escolha..."
Ela voltou para a sacada e ficou observando quando os cinco aurores caminhavam pelo bem cuidado jardim da propriedade. Quando estavam mais próximos, as feições já distinguíveis pela pouco distância, ela não pôde deixar de soltar uma risada sem humor algum. Entre três homens de aparência austera, também trajando o uniforme dos aurores, estava Potter e Weasley. Ela ficou ali até os cinco sumirem de vista sob o batente da lustrosa porta de entrada.
Ao chegar à sala de visitas, os cinco homens já a esperavam. Assumiu a melhor postura de frieza e indiferença que tantas vezes já usara e se dirigiu a eles. Um deles, alto, de cabelos grisalhos preso em um rabo de cavalo, deu um passo à frente e, com uma mão estendida à Pansy, disse:
"Senhorita Parkinson, eu sou Williamson. Esses", indicando os colegas ao seu lado esquerdo, continuou: "são Dawlish, Proudfoot, Potter e Weasley. Como a senhorita deve ter sido informada, temos permissão para revistar a mansão e lhe fazer algumas perguntas."
Ela confirmou com um aceno de cabeça e se virou para olhar os outros aurores, todos tinham um distintivo com o nome e o escalão ao qual pertenciam dentro do Quartel General dos Aurores. Ela viu que Potter e Weasley estavam em treinamento. Deu um sorriso desdenhoso para aquele e, quando virou-se para encarar o Weasley, só conseguiu ver raiva nos olhos dele. Não conseguiu compreender muito bem o porquê daquilo, afinal, não era como se ela tivesse feito tão mal assim a eles. Ela só fazia coro às implicâncias de Malfoy, por vezes os xingava quando se cruzavam nos corredores e tentou entregar o Potter a Voldemort (temendo pela própria vida), coisas que para ela não devia gerar tanto ódio.
Mexeu placidamente nos fios extremamente loiros do cabelo, e abriu um largo e falso sorriso para o ruivo.
"Como vai, pobre-, desculpe, Weasley?", disse com uma meiguice que invejaria Umbridge. As orelhas dele ficaram vermelhas e ele desviou o olhar sem dizer nada. "Fiquem à vontade" dirigiu-se a todos, com um amplo gesto com as mãos, indicando a casa.
"Certo", disse Williamson e se virou para os colegas: "Potter e Weasley, vocês olham os quartos. Dawlish e Proudfoot, vocês ficam com o térreo. Senhorita Parkinson, gostaria de facilitar o meu trabalho e me dizer como eu faço para chegar ao subsolo?"
"Sinto muito," disse dissimuladamente "mas não sei do que o senhor está falando."
"Muito bem, eu encontrarei sozinho. Podem ir."
Pansy mais uma vez olhou para Rony, ele estava a fitando com a mesma expressão de antes. Ela deu mais um sorriso afetado e o observou por mais alguns segundos. E percebeu que nunca tinha realmente o enxergado. Reparou em como os olhos dele eram de um azul quase cristalino, o nariz levemente comprido, os lábios cheios e em como o cabelo displicente caía-lhe perfeitamente sobre os olhos. O sorriso se ampliou, mas dessa vez não afetado, mas com expectativas. Aquela visita poderia ser divertida, afinal.
Ele mais uma vez desviou o olhar e começou a subir as escadas atrás de Potter, dando a Pansy uma perfeita visão do corpo largo e quase musculoso que ele tinha.
Jogou-se na poltrona do pai por alguns minutos, imaginando o que iria fazer.
Fazia uma semana que Rony se mudara para um pequeno apartamento em bairro bruxo perto do centro de Londres. Uma semana que Hermione havia voltado para Hogwarts. E um infeliz mês desde o dia no qual fora em uma missão à casa de Pansy Parkinson.
Quando entrou na casa da garota, nem mesmo ele sabia o porquê de sentir tanta raiva, mas sentia e não tinha muito o que pudesse fazer a respeito. Principalmente depois que ela o fitou com um olhar de quem se divertia. Não estava gostando daquilo, mas o olhar não foi nada comparado ao que ela fez enquanto ele revistava o quarto dela.
Rony entrou no ambiente espaçoso, ocupado por uma enorme cama de casal, uma comoda, uma escrivaninha e vários pufs a um canto. Não admirou que o closet, entre o quarto e o banheiro, fosse quase do mesmo tamanho que o resto do ambiente. Já havia revistado a banheiro e estava embrenhado no meio de montes de roupas, procurando por qualquer coisa que parecesse suspeita. Estava há uns bons minutos ali quando ouviu a porta do quarto sendo fechada e passos indo na direção dele. Levantou-se e empunhou a varinha com firmeza. Antes que pudesse sair do closet, a garota parou na frente dele. O ruivo quase caiu para trás, afastando-se dela, que estava vestindo apenas as roupas íntimas.
"Weasley!" disse com falsa surpresa, colocando uma mão teatralmente na boca.
Rony agarrou a primeira coisa que viu, um vestido de gala, e jogou para ela, que o deixou cair. "O que você pensa que está fazendo, Parkinson? Vista-se!". Ele estava não só com as orelhas vermelhas, mas com todo o rosto, e não conseguia desvia o olhar do corpo curvilíneo a sua frente.
Ela caminhou para mais perto dele com a maior calma possível, quando estava perto o suficiente, sussurrou no ouvido de Rony.
"Esse é o meu quarto, Weasley."
Rony colocou as duas mãos nos ombros dela e a afastou o máximo possível; depois de um suspiro pesado, disse: "Eu não sei o que você está tentando fazer, mas não vai dar certo, entendeu? Agora eu vou sair daqui e você vai se vestir!" foi enfático, deixando-a sozinha no closet.
Ela se vestiu, e, durante as quatro semanas seguintes, mandou pelo menos uma coruja entregar-lhe o mesmo endereço. E lá estava ele, às vinte horas de uma terça-feira, no subúrbio de Londres, na frente de um motel trouxa vagabundo. Ele respirou fundo antes de entrar. Sabia que não devia fazer aquilo, não era certo; mas também não conseguia tirar a imagem dos cabelos loiros caindo sobre o colo alvo de Pansy, da cintura fina e do quadril nem muito grande nem muito pequeno. As pernas torneadas, o olhar lascivo. Tentou deixar Hermione escondida em algum lugar impenetrável da mente.
Quando entrou no quarto combinado, ela já estava lá, apoiada na janela, um cigarro entre os lábios, o cabelo preso em um coque desordenado no topo da cabeça e vestida com um robe de seda.
"Sabia que um dia você não resistiria e viria até aqui, Weasley" disse assim que ele fechou a porta atrás de si. "Mas, devo confessar, pensei que não seria tão fácil assim" debochada, deu um risinho de canto para ele.
"O que você quer, Parkinson?" perguntou já mais perto dela; assim, a pouca distância, olhando atentamente, ele percebeu o quão claros os olhos carregados de maquiagem escura eram. Talvez alguma coisa entre avelãs e esmeraldas. Um castanho repleto de verde, um verde nobre, sonserino.
"Weasley, sempre soube que você era devagar," disse enquanto soltava a fumaça pela boca. "mas não pensei que fosse tanto assim." Parkinson deu mais uma tragada e apagou o cigarro no parapeito da janela. Mexeu a cabeça de modo que os fios loiros soltaram-se do coque e cobriram as costas estreitas, soltando mais uma vez a fumaça que a cada tragada intoxicava mais seu sangue. Rony sentiu o cheiro doce do perfume dela com uma dor pungente na garganta, no estomago. Na alma talvez. Parecia com o cheiro que ele sentira uma vez de uma flor, mas não seria capaz de se lembrar qual era, principalmente porque Parkinson estava de costas para ele, deslizando o robe, de um vermelho quase preto, pelas costas nuas.
Ele não tinha feito nada ainda, poderia muito bem sair de lá e fingir que nunca havia recebido endereço algum e que jamais cogitara a possibilidade de se encontrar com Pansy Parkinson. Mas ela continuou até que o robe estivesse jogado no chão e não restasse nada além dos cabelos loiros cobrindo alguma parte que fosse do corpo de Pansy. Nem mesmo algum sapato no pé para dizer que ele não estava completamente nua.
Rony tinha o coração acelerado e uma vaga noção de que não deveria estar ali. Talvez não fosse capaz nem de dizer o próprio nome se perguntassem. Ela mexeu no cabelo, fazendo-os caírem logo depois de volta às costas. Dessa vez ele não sentiu o ardor quando o cheiro doce voltou a atingir-lhe. Ele respirou fundo e tentou lembrar de uma das várias "conversas de garotos" que teve com Fred e Jorge e eles disseram que controlar a respiração era o primeiro passo para conseguir controlar outras coisas. Não deu muito certo.
Parecia que tudo estava em câmera lenta e levou séculos para Parkinson dar um giro de 180° e começar a andar em direção a ele. Controlar a respiração, controlar a respiração, controlar... o corpo dela completamente nu a cada passo mais perto dele. Os seios rígidos, a cintura fina, a barriga lisa e uma quantidade quase inexistente de pelos castanhos claros no virilha. Toda a história de respiração foi para os ares e Rony só conseguia pensar no quão perto ela estava. E ele simplesmente não conseguia mexer nenhum músculo do corpo.
Depois do que pareceram anos, Pansy parou com o corpo, mais branco que as paredes já encardidas do quarto que cheirava a mofo e cigarro, colado ao dele, míseros milímetros separando a pele dela da camisa dele. A respiração, controlar a respiração, voltou a pensar, mas as mãos pálidas começando a abrir os botões da roupa trouxa que ele usava levaram tais pensamentos para longe. Ela acabou com os botões e ele continuava sem conseguir se mexer. Quando puxou a camisa pelo ombros de Rony, Pansy encostou os seios na pele branca e salpicada de sardas do peito dele. E ele tinha certeza de que, se ela chegasse um pouco mais perto, sentiria o volume preso sob a calça jeans.
Ela não chegou mais perto, deu um pequeno passo para trás e segurou ambas as mãos dele. O sistema nervoso parassimpático do ruivo já estava anulando os efeitos do sistema nervoso simpático e a adrenalina no corpo estava sendo substituída pela acetilcolina; o ritmo acelerado do coração estava diminuindo, os músculos menos tensos e a mente clareando um pouco. Mesmo assim ele não se mexeu, não porque não conseguia, mas com medo do que faria caso tentasse algum movimento.
Fechou os olhos e respirou fundo mais uma vez, consciente de que não adiantaria de nada, uma vez que Parkinson havia levados as mãos dele aos seios túrgidos e ligeiramente frios. Elas ficaram ali, abertas e encostando o mínimo possível na pela dela, até Pansy fechar as mãos em volta das dele, envolvendo os seios. Mais uma respiração, cheia de perfume doce e quase enjoativo. (Talvez o perfume não tivesse nada ver com as voltas no estomago dele.)
"Não me diga que você veio até aqui para ficar parado desse jeito, Weasley?" Ela disse languida e apertando mais as mãos sobre as dele, soltou um suspiro-gemido ao final da frase.
Rony abriu os olhos na frustrada intenção de acordar de um sonho quando o fizesse. Ela deu um daqueles sorrisinhos insolentes, cheio de dentes brancos e emoldurado por um lábio vermelho. Respirou mais uma vez, apertando o seio esquerdo dela por conta própria. Ela fechou os olhos por uma fração de segundos e começou a descer a mão esquerda dele lentamente pela barriga, fazendo-o sentir cada centímetro da pele acetinada. Continuou descendo, e foi ela quem respirou fundo enquanto guiava a mão masculina para o ponto certo entre as pernas. Pansy contraiu involuntariamente os lábios quando sentiu o indicador dele tocar seu clitóris.
Parkinson soltou as mãos de Rony acabou com a distância entre os dois, puxando os fios ruivos da nuca dele para mais perto de si. Por um momento era como se ele tivesse voltado a não reagir e ela beijou a boca entreaberta dele sem ser correspondida, mas logo sentiu a língua dele na dela. A mão na intimidade dela deslizou até a base do bumbum redondo, apertando e puxando-a para mais perto, colando definitivamente os quadris e tento certeza de que Pansy sentiria o quão duro ele estava. Um gemido dela ficou perdido entre seus lábios; as mãos desceram da nuca por tudo o peito dele até o cós da calça, que ela abriu sem dificuldades. Aproximou-se ainda mais dele após abaixar um pouco o jeans, o suficiente para permitir um maior contato com o membro rígido dele. Ela o apertou sobre a cueca com a mão direita, com a esquerda arranhava as costas largas e macias. Rony levantou uma das coxas dela, fazendo com que seus corpos ficassem ainda mais próximos, as bocas ainda grudadas em um beijo desesperado e lascivo.
Desajeitadamente, Rony tirou os sapatos e a calça. Os lábios deixavam beijos, mordidas e chupões pelo pescoço alvo de Parkinson enquanto ela continuava a massagear o pau dele, agora sob a cueca. Ela gemeu alto quando ele passou a língua sobre o seio turgido para mordê-lo em seguida. Parkinson abaixou completamente a cueca dele, e Rony os guiou até a cama que parecia em nada confiável.
"Você é uma completa vadia, Parkinson" disse entrecortado enquanto deitava-se sobre ela.
"E você não passa de um hipócrita traindo a namorada" respondeu colada à boca dele; a mão ainda no membro cada vez mais quente, conduzindo-o até a sua entrada completamente úmida.
Ela gemeu ainda mais alto quando Rony se enterrou na intimidade macia, quente e apertada dela. O som do gemido parecia um chiado nauseante e exagerado, mas ele não se importou, afundou-se mais dentro dela e mordeu mais uma vez os seios que balançavam conforme eles se mexiam.
Parkinson não não teve um orgasmo, tampouco fingiu um. Assim que Rony gozou ela o tirou de dentro de si, limpou-se de qualquer jeito com o lençol e levantou-se. Foi até uma mesa que tinha no quarto e pegou mais um cigarro, voltando para a janela em seguida.
"E agora, vai dizer o que você quer, Parkinson?" Rony perguntou alguns segundos depois, já colocando a cueca no corpo.
Pansy virou-se para ele e ficou o observando por algum tempo, parecia não estar nem um pouco incomodada com a falta de roupas no corpo.
"Você é, definitivamente, pior do que eu imaginei, Weasley!" disse voltando a olhar para a rua lá em baixo. "Pensei que tivesse ficado bem claro o que eu queria."
"Você fez tudo isso por sexo? Não sei, me parece um pouco de exagero" disse já quase completamente vestido, amarrando o cadarço de um dos sapatos.
"É óbvio que eu não fiz isso só por sexo, Weasel!" disse como se ouvir aquilo tivesse sido uma ofensa. "Para sexo, eu tenho meu namorado, e qualquer outro que eu quiser."
"E você vai me falar o porquê disso tudo ou vou ter que adivinhar?" perguntou já irritado com a loira. Ela virou-se para ele e deu um daqueles sorrisinhos nojentos.
"A segunda opção é muito tentadora, mas eu vou te contar. Você não é de se jogar fora, Ronald, e eu adoraria ver a cara da Granger quando descobrisse..." disse simplesmente.
"Você não se atreveria a fazer isso!"
"Talvez não, mas isso depende do quanto você vai colaborar, não é?" de novo aquela vozinha de dar náuseas em qualquer estomago fraco. Ela deixou o cigarro ainda aceso ao lado da guimba que estava no parapeito da janela. "Por que você está vestido?" perguntou já próxima dele, mas não o deixou responder. Logo estariam na cama novamente.
Depois de quase três meses se encontrando com Parkinson, Rony quase passava mais tempo entre o trabalho e o quarto mal cheiroso do motel trouxa do que em casa. Sempre dormia com as pernas alvas entre as suas e acordava com o cheiro do cigarro que ela fumara antes de sair. E como ele odiava aquele cheiro.
Mas naquele dia tinha algo de estranho no ar quando ele acordou. Abriu os olhos lentamente; Parkinson ainda estava ali, enrolada nele como uma jiboia prestes a engolir a presa. Mexeu-se desconfortavelmente para livrar-se dos braços e pernas dela. Olhou ao redor, não era só isso que estava fora do lugar, parada no parapeito da janela, que sempre ficava aberta, estava uma coruja que ele conhecia muito bem. Era a coruja das torres que Hermione sempre usava para se corresponder com ele.
Rony engoliu em seco. Levantou-se o mais rápido e silenciosamente possível, não queria Parkinson bisbilhotando suas coisas. Pegou a carta na pata da coruja e olhou para a cama, a garota parecia que não iria acordar tão cedo. Olhou para o relógio, já estava atrasado. Ainda assim sentou-se na cadeira ao lado da mesa e começou a ler a carta.
A letra de Hermione parecia trêmula e ele não gostou de ver o nome de Malfoy logo no início. Continuou lendo e a cada linha sentia-se mais nauseado. Não podia ser verdade, simplesmente não podia. Hermione não faria uma coisa daquelas com ele.
Levou um susto quando sentiu as mãos brancas demais de Parkinson mexendo no cabelo dele. Tentou esconder a carta, mas ele foi mais rápida, tirou-a das mãos dele e começou a ler em voz alta.
"Me devolve isso, Parkinson!" disse puxando o pergaminho da mão dela.
"Hum, eu não li tudo, mas a sangue ruim pedindo desculpas e o nome do Draco no meio não me cheira nada bem! Será que a santinha da sua namorada está te traindo, Weasley?" perguntou com falsa surpresa. "Nada muito diferente do que você faz há três meses, não é? Mas eu posso jurar que você não contou para ela, como parece que ela fez."
Rony se segurou para não dar um tapa na cara dela. Todos os dias que acordava naquele muquifo de quarto se perguntava por que estava ali, e naquele momento ele quis desesperadamente saber a resposta para essa pergunta. Respirou fundo, Parkinson estava atrás dele, passando as unhas irritantemente vermelhas pelo peito seu peito, apertando os seios nas suas costas e mordendo o lóbulo da sua orelha. Queria explodi-la naquele momento.
"Já estou atrasado, me dá licença, Parkinson!" disse livrando-se dos braços dela em volta de si.
"Espero que não tenha se esquecido do que eu disse na primeira vez que nos encontramos, sobre como só depende de você para a sua queridíssima namorada não saber sobre isso. Realmente espero que não se esqueça disso, querido."
Ela entrou no banheiro e ainda não tinha saído quando Rony foi embora.
Rony passara mais uma noite fora. Depois daquela maldita carta que recebera há algumas semanas, Parkinson resolveu que ficar mais algumas horas com ele pela manhã não teria problema algum. Era quase como um lembrete de que Hermione poderia estar fazendo a mesma coisa com o filho da puta do Malfoy.
A loira soltou um quase miado enquanto acordava e abria os olhos. Rony não conseguira dormir. Às vezes ele sentia como se tivesse trinta anos e não só quase dezenove. Com certeza já tinha vivido muito mais coisa que muita gente com o dobro da sua idade, o peso que sentia todos os dias nas costas era uma prova disso. Dali há poucas horas Hermione estaria chegando na Toca e ele simplesmente não sabia o que faria quando a visse.
Fechou os olhos enquanto Parkinson passava uma das mão no peito nu dele, às vezes tinha vontade do vomitar na presença dela. Mas a garota tinha alguma coisa que sempre o arrastava para aquele motel vagabundo.
Precisava por um ponto final em algumas coisas.
N/A:Gente, muito obrigada pelos comentários! Estou muito feliz e sem vocês a fic não seria nada!
Espero que tenham gostado e continuem acompanhando!
O que acharam do cap (eu, sinceramente, tive vontade de esganar o Rony), comentários?
Bjs e até o próximo! *-*
