~Los Angeles – CA. -Residência da agente Annie Mack – 11: 55 pm.


Depois de um dia tenso de trabalho, no serviço secreto e fora dele, seguindo pistas de um perigoso bioterrorista,em uma operação sem sucesso, Annie chega em casa e se fecha em seu laboratório para estudar as propriedades do GC. Ela coloca o pen drive que ganhara de Richard no computador e, na mesma hora uma fonte de dados surge na tela de fundo esverdeado. Annie arregala os olhos ao ver que estava intitulado de "NEW GC PROJECT" e que a coisa era muito maior do que imaginava... Alguns trechos apareciam em um código indecifrável.

A noite passa voando, a jovem cientista estuda os dados contidos na tela, e analisa uma antiga amostra da substância no microscópio, comparando com as informações que tinha do novo composto. Afinal, o que é a ciência senão uma investigação constante e racional, direcionada a descoberta da verdade? Uma verdade que nem sempre é imutável.

Eram 7 horas da manhã quando Annie saiu do laboratório, tomou um banho frio para despertar e se jogou no espaçoso sofá da sala, ao som de Frederic Chopin. Sentia-se exausta e caindo de sono, apesar do banho frio. Ainda restava um tempo livre antes de ir para a CIA e desejou que seu chefe não ligasse pro seu celular a convocando antes da hora. Relutava em fechar os olhos, queria "curtir" o dia de alguma forma, mas ainda não sabia como... Quando de repente, o som pára!... Ela vê uma poça vinda debaixo da porta passar a sua frente e erguer do chão de uma forma es-pe-ta-cu-lar.

A rapidez do poder de transformação de Richard deixava Annie impressionada. Em segundos, ele estava ali, de pé a sua frente lhe fazendo uma pergunta em alemão, com seu jeito sarcástico de ser:

-Schnsucht?

Como agente, Annie aprendera uma dúzia de idiomas, entre eles o alemão. Ela logo entende a pergunta dele: "Saudade?". E em resposta, senta no sofá, lhe lançando um olhar repulsivo como quem diz "é claro que não"! O fato é que como cientista, sentia-se desperta agora, o sono havia evaporado e sua mente fervilhava de idéias sobre o que fazer com Richard. Era como uma criança diante de seu melhor projeto de ciências. Pelo menos, naquele momento era assim que ela o via, como um mero "experimento". Sentindo-se empolgada, ela levantando do sofá e admite:

-NOSSA! Essa nova sequência de bases nitrogenadas do GC é amplificativa, o que influi significantemente nas mudanças do seu metabolismo celular!

Sem entender NADA que Annie acabava de falar, Richard solta um assobio suave e provoca:

-Ia perguntar como foi a sua noite, mas... Annie, você tá péssima!

Encarando-o, Annie aproxima-se, mas não demais porque havia uma mesinha de centro entre os dois, e rebate irônica:

-Já tinha esquecido o quanto você é "gentil".

Richard abre um sorriso torto, não tinha a intenção de ofendê-la. Será possível que sempre que se encontravam acabavam discutindo? Ainda encarando-a, com seus lindos olhos, ele muda de assunto:

-Podíamos continuar trocando elogios, cientista, só que estou aqui a negócios e tenho muito... muito... Oláá? Terra chamando Annie !

Não, ela não estava ouvindo. Sentindo um aroma delicioso de café fresco, Annie desviou os olhos para baixo e notou que Richard segurava um copo de café fresquinho na mão direita. Só então, lembrou que não havia se alimentado essa manhã e o interrompeu curiosa:

-O que é aquilo?

Com tranquilidade, Richard ergue o copo mostrando a ela:

-É meu cappuccino. Se quiser...

-Obrigada! - ela interrompe de novo, tomando o copo da mão dele e voltando a sentar no sofá. Estava faminta demais para ser educada.

Richard a observa surpreso, enquanto Annie removia a tampa de proteção e bebia uns goles do cappuccino com muita vontade. Ele tinha de reconhecer que aquela garota possuía iniciativa até demais, sabia muito bem o que queria, e na certa, não devia ter ouvido uma só palavra do que dissera a pouco. Dando uma pausa para respirar, Annie se inclina pondo a tampa virada sobre a mesa e, observando a fumacinha que saia do copo, só então confessa:

-Virei a noite entre livros de biologia e computador, pesquisando sobre o "Novo GC". Acho que esqueci de comer desde ontem... - volta a olhar nos olhos dele. - Ainda estava nesse ritmo quando você "invadiu" minha sala. Meu humor não está dos melhores, Richard... Portanto, nem tente me provocar.

Ele concorda:

-Pode traduzir o que disse quando cheguei? De modo que eu entenda? – Richard dá a volta e senta na mesa diante dela. - Resuma numa palavra.

Provando mais um gole do sabor forte e quente do cappuccino, Annie pensa se devia fazer o que ele pedia, já que nem ligou da última vez. Mas, Richard revirou os olhos contrariado e pediu:

-Por favor.

Eram as palavras mágicas que Annie adorava ouvir. Deslizando o polegar sobre o lábio superior para tirar um bigodinho de creme que se formara, Annie responde:

-INCRÍVEL.

-Incrível? Como assim? - perguntou, sentindo-se perdido.

-Disse para resumir em uma palavra, foi o que fiz.

Ele sorri. - Em uma frase seria melhor ainda...

Annie coresponde o sorriso e esclarece:

-A maneira como se transforma. Minha irmã levava cinco minutos pra se transformar de líquido em gente e, você faz isso em segundos -pausa.- Seus poderes são no mínimo três vezes mais fortes. E a tendência é aumentar mais.

-Pena que esteja louco pra me livrar deles... Já criou o antídoto?

Annie põe o copo vazio sobre a mesa e virando o pescoço para o corredor, declara:

-Não quero falar sobre isso aqui, vizinhos novos... Vamos pra "garagem"?

(Fanfiction completa, mas estou ocupada, posto mais amanhã... CONTINUA)