Love is blindness, I don't want to see
Won't you wrap the night around me?
Oh, my heart, love is blindness.
Foram cinco dias de desconforto e ansiedade dentro da Fortaleza Vermelha. Carregadores iam e vinham pelo jardim da mansão, levando enfeites, arranjos de flores, louça, cristais e prataria. Todos pareciam empolgados com o casamento, menos os dois hóspedes indesejados.
Aemon Targaryen não confiava nele o bastante para dizer como funcionavam os negócios da família, mas dava eventuais pistas do que estava pretendendo. Jon chegou a fazer alguns serviços naqueles dias, nada muito sangrento nem complicado. Apenas acompanhar Grifo quando ele fosse recolher o faturamento dos cassinos, prostíbulos e verificar os armazéns de bebida. Jon pode ter uma ideia do volume de dinheiro que circulava ali e comparado ao lucro dos Stark os negócios Targaryen chegavam a ser obsenos de tão lucrativos.
Bebida contrabandeada dava dinheiro, influência política e chantagem também, mas Ned Stark se recusava a explorar o ramo dos jogos ou mesmo da prostituição por uma questão moral. O velho Aemon não parecia ter problemas com isso. Tão pouco ele tinha problema em permitir que Jon tivesse uma noção do faturamento. Tudo parecia bem organizado e funcionava como uma máquina. Metade dos policiais federais estavam na folha de pagamento do velho e havia pelo menos três deputados e um senador para dar voz a Aemon no Congresso.
Segundo Grifo, o casamento de Daenerys representava uma significativa mudança no sistema de funcionamento da família. Khal Drogo era cubano, naturalizado americano, dono de vários cassinos e prostíbulos em sua terra natal e cabeça de uma gangue violenta. Dentro de Miami, os Targaryen não teriam mais que dar um tiro, Drogo era o novo responsável por fazer o trabalho sujo, mediante uma contribuição generosa nos lucros. Aparentemente era um bom negócio. Drogo não desperdiçava uma bala sem ter certeza de que a morte em questão serviria de exemplo.
Arya passava a maior parte do tempo com Daenerys e ajudando-a com os preparativos. Aparentemente ela realmente gostava do noivo, que Jon ainda não havia conhecido. Ele não precisava ser um gênio para saber que a prima estava entediada com tudo aquilo, mas Arya estava se esforçando para ajudá-lo como podia. Ela tinha consciência que ambos dependiam da boa vontade dos Targaryen.
O casamento seria pela manhã e antes do meio dia todo jardim estava tomado por convidados bem vestido. As senhoras usavam vestidos leves, com belos chapéus e casquetes, os senhores usavam ternos leves.
Arya o encontrou no salão de entrada. Ela estava vestindo um vestido violeta e um chapéu de aba curta, com flores. Um longo colar de perolas, que havia sido emprestado a ela pela noiva, caia graciosamente até a altura de sua cintura, amarrado em um nó. Ele ofereceu o braço a ela e ambos foram para o jardim.
Aemon fez questão de que ambos se sentassem à mesa com o restante da família e Jon foi apresentado a todos os convidados relevantes. Quando perguntavam quem era Jon "Snow", o velho não titubeava em afirmar com todas as letras que aquele era o filho de Rhaegar e que deveria ser chamado de Jon Targaryen. Arya se mexia de forma desconfortável toda vez que ouvia isso, mas ninguém parecia notar.
Aegon por sua vez matinha uma distância segura. Ele e Jon não trocavam mais de meia dúzia de palavras a menos que fosse extremamente necessário. Arya sempre encarava o irmão dele de forma desconfiada.
In a parked car, in a crowded street
You see your love made complete.
Thread is ripping, the knot is slipping
Love is blindness.
A cerimônia foi bonita e breve. Daenerys estava deslumbrante e quase angelical com seu vestido de noiva. Obviamente sua figura delicada contrastava drasticamente com a do noivo. Drogo era moreno, com um cavanhaque bem feito, uma altura e porte assustadores. Ele tinha quase dois metros de altura e ombros largos, que faziam Jon imaginar como um homem daquele tamanho conseguia caber dentro de um terno.
Ao final da cerimônia todos os Targaryen se sentaram à mesa principal, sendo que Dany e Drogo estavam no centro da mesa. Arya não queria estar naquele lugar mais do que Jon queria, mas Aemon insistiu tanto que seria uma grosseria recusar.
Todos ergueram suas taças aos noivos, como se a Lei Seca jamais tivesse existido. Champanhe parecia inundar o lugar e não havia uma única taça vazia naquele lugar. Arya parecia satisfeita em molhar os lábios na bebida e sentir um pouco do sabor ao qual estava acostumada. Jon imaginou que aquilo traria a ela lembranças boas das festas que os Stark costumavam oferecer durante o verão.
- Acho que não tive a oportunidade de dizer, mas você está especialmente linda hoje. – ele disse tentando parecer simpático, colocando a mão sobre a mão dela. Arya sorriu.
- Obrigada pela gentileza, você está melhorando suas mentiras. – ela riu abertamente.
Os noivos se levantaram para dançar sua primeira valsa e Jon não pode deixar de reparar como aquela cena parecia desengonçada. Drogo era grande de mais para conseguir conduzir Daenerys sem parecer que pretendia esmagá-la e Dany tinha dificuldades em acompanhar as passadas largas do noivo, mas ambos riam abertamente do desastre que estava sendo aquela valsa.
- Ao menos eles estão se divertindo de verdade. – Arya comentou bebericando o champanhe.
- Eu estou ficando ansioso com a cena. Tenho a sensação de que ele vai segurá-la com muita força e quebrar todos os ossos da noiva no meio da valsa. – Jon comentou, fazendo Arya rir abertamente.
- Exagerado. – ela disse.
- Eu estou falando sério! – ele disse bem humorado – Olha só aquilo. Parece até que eu estou vendo você dançando com aquele imbecil do Gendry Waters. Aliás, aquele lá tinha dois pés esquerdos.
- E depois que você quebrou dois dentes dele por tentar me roubar um beijo, ele definitivamente ficou com uma parte do cérebro danificada e jamais conseguirá dançar. – ela completou.
- Ele mereceu. Só assim pra entender que não significa não. – Jon resmungou.
- Oh claro, e você queria colocar uma bala na testa dele naquele dia. Se não fosse pela interferência do Robb e do meu pai, você teria conseguido. – ela disse – Pobre, Gendry.
- Não me arrependo, se é isso que você quer saber. – Jon resmungou.
Love is clockworks and cold steel
Fingers too numb to feel.
Squeeze the handle, blow out the candle
Love is blindness.
Eles continuaram conversando sobre coisas sem importância, sem realmente darem importância ao fato de que suas mãos continuavam unidas sobre a mesa. Aegon estava dançando com uma moça de pele escura e belos olhos castanhos, desfilando sua boa aparência e elegância, de modo que as únicas pessoas na mesa principal eram Jon, Arya e Aemon. O velho senhor pediu para se sentar mais próximo do sobrinho e de sua acompanhante. Ele parecia estar se divertindo imensamente com tudo aquilo.
- Estou me perguntando se vocês vão ficar sentados durante toda festa. – Aemon comentou.
- Não sou um bom dançarino. – Jon comentou sem graça, fazendo-o rir.
- Uma lástima para a senhorita Stark, eu suponho. Uma mocinha tão bonita ter que ficar sentada e entediada durante toda festa por causa de seu acompanhante é no mínimo deprimente. – Aemon disse no momento em que Daenerys trocava de parceiro de dança. Aegon e a noiva pareciam um par bem mais harmonioso – De qualquer modo, você deve dançar com sua tia.
- Acho que posso me sair melhor do que Drogo. – Jon comentou, fazendo o velho rir.
- Mecha-se, garoto. Leve a senhorita Stark pra dançar também. Você não pode ser tão ruim assim. – Aemon insistiu e Jon teve de ceder. Jon se levantou e estendeu a mão à Arya, parecendo mais tímido do que o normal.
- Me concede essa dança? – ele perguntou a ela. Arya aceitou a mão dele rapidamente.
- Vamos acabar logo com isso. O quanto antes esmagarmos os pés um dos outros, melhor. – ela disse rindo.
Os dois foram para a pista de dança e não foram nem de longe tão ruins quanto Jon havia dito. Arya não era dada a festas e bailes, mas tinha leveza e agilidade naturais, o que a tornavam fácil de conduzir. Jon por sua vez só não era adepto a demonstrar suas habilidades. Arya ria abertamente, enquanto se deixava levar.
Ela parecia desabrochar a cada dia. Era como se todo este tempo que viveram em Winterfell tivesse sido como uma grande nevasca, que impedia aquela garota de revelar sua verdadeira beleza. No calor, debaixo do sol da Flórida, Arya parecia radiante.
Jon chegou a se perguntar se seria de fato tão inapropriado querer algo além de uma relação fraternal. Deus era testemunha de que ele não conseguia vê-la como uma irmã, nem que gastasse todas as suas forças nisso. Tentou imaginar como ela reagiria se fosse ele a lhe roubar um beijo. Tentou imaginar também como os Stark reagiriam se soubessem de qualquer esforço dele no sentido de ter Arya como sua garota e não sua irmãzinha.
Love is blindness, I don't want to see
Won't you wrap the night around me?
Oh, my love,
Blindness.
- Você está tão sério. – ela comentou enquanto eles dançavam – Aposto que está pensando bobagem.
- Eu estava pensando se você gostaria de sair comigo amanhã para tomarmos um sorvete na cidade. – ele perguntou – Poderíamos passear na praia também.
- Sabe o que eu estou louca pra fazer? – ela perguntou com os olhos brilhando de excitação e expectativa.
- O que? – Jon aproximou o rosto do dela, seus lábios quase se tocando. Arya ficou corada, mas não se afastou.
- Atirar. – ela disse quebrando as expectativas dele – Eu estou louca pra praticar um pouco. Oh por favor, diga que nós podemos fazer isso!
- Acho que posso encontrar um bom lugar pra você praticar. – Jon disse rindo e rodopiando ela em seus braços.
Eventualmente a musica acabou e Aegon se aproximou dos dois com seu sorriso fácil e pose elegante. Algo nele fazia com que Jon se lembrasse de uma serpente a espreita, mas até aquele momento o irmão o havia tratado com toda civilidade do mundo. O sorriso dele se alargou, como se estivesse se preparando para contar uma boa piada.
- Me concede a próxima dança, senhorita Stark? – ele perguntou oferecendo a mão para Arya e ela aceitou porque de fato não sabia o que fazer.
Jon foi obrigado a tirar Danny para dançar, enquanto Drogo tentava não esmagar Arianne Martell. A noiva sorriu para ele e os dois dançaram livremente, sem que Jon perdesse Arya de vista um minuto se quer.
Aegon se inclinava para falar alguma coisa junto ao ouvido dela. Arya não parecia estar se divertindo nem um pouco com a proximidade dele. Talvez Jon estivesse ficando paranoico, ou se tornando superprotetor em relação a ela, mas a verdade é que ele não confiava em Aegon o bastante para ficar confortável quando ele se aproximava de Arya.
- Estou feliz que vocês estejam aqui. – Daenerys disse, tirando-o de seus pensamentos – Quero dizer, nós sempre soubemos que havia um filho do meu irmão perdido no mundo, mas achávamos que jamais o conheceríamos por uma questão de segurança. Aemon está tão feliz. Acho que ele se sente jovem outra vez, com você e Arya por perto.
- Me alegra saber que nossa presença é bem vinda. Infelizmente eu nunca soube da verdade até ser necessário. – Jon disse consternado – Danny, acho que sabe porque estamos aqui. Não posso negar que eu ficaria mais tranquilo se Aemon ao menos me dissesse se pretendem ou não nos ajudar com o caos que está acontecendo no Norte. Ned pode estar morrendo e nós estamos correndo contra o tempo. – Daenerys abaixou a cabeça e sorriu.
- Aemon tem seus próprios rituais. – ela disse – Ele se aborreceria se o ouvisse tocar neste assunto no meio do meu casamento.
- Eu sinto muito. Sei que parece desrespeitoso, mas eu estou preocupado. Ele foi como um pai pra mim e ele de fato é pai da Arya. Eu não queria que ela o perdesse no meio desta confusão quando algo poderia ser feito. – Jon se apressou em dizer.
- Eu sei. – Danny sorriu de forma simpática – Aemon não te falou nada porque queria ter a chance de conviver alguns dias com você. Drogo mandou um grupo pro norte para ajudar na proteção de Ned Stark e servir de reforço para a guarda do seu primo. Acho que não soube, mas Jaime Lannister foi capturado numa emboscada armada por Robb Stark. Tywin Lannister está furioso com isso e não vai poder fazer nada contra Ned se não quiser que seu menino de ouro acabe igual a uma peneira.
- Eu não fazia ideia de que estava tão familiarizada com essas coisas. – Jon comentou surpreso.
- Via de regra, as mulheres são sempre excluídas desses assuntos, mas desde que seu pai morreu eu tive de ser educada de acordo com a nossa situação. Nossa família está acabando. Somos só Aemon, Aegon, você e eu, e Aemon não vai durar muito tempo. Eu sei o que eu sei por precaução e porque Drogo acha fascinante ter uma mulher esperta. – ela disse rindo – Mas pelo que eu sei Arya não é uma garota ingênua.
A little death without mourning
No call and no warning
Baby, a dangerous idea
That almost makes sense.
- Não mesmo, mas ninguém nunca se deu ao trabalho de dizer a ela como as coisas funcionavam nesse mundo. – ele disse rodopiando com a noiva.
- Ninguém além de você. – Danny comentou maliciosa – Eu vejo que são bem próximos. São namorados?
- Não! De jeito nenhum...Nós...- ele se atrapalhou nas palavras – Nós crescemos como irmãos. Isso seria...
- Bem, vocês não são irmãos. – ela retrucou sorrindo – Devia tomar uma atitude em relação a isso. Ela não vai te esperar pra sempre.
- Talvez eu...Pense a respeito. – ele disse em tom grave.
- Sério? Nada aconteceu entre vocês até hoje? – Danny perguntou surpresa – Do jeito que chegaram aqui, a forma como você cuida dela e tudo mais, eu podia jurar que essa fuga até a Flórida havia dado a vocês a chance de esquecerem esse moralismo todo.
- Não é tão fácil quanto parece. – Jon disse sério.
A musica acabou e Jon reparou quando Arya se afastou de Aegon o mais rápido possível, tentando não chamar atenção para si. Aquilo não era comum. Jon pediu licença para Danny e foi atrás da prima.
Jon a encontrou na biblioteca dentro da casa. O ambiente ficava no segundo andar da mansão Targaryen e tinha vista para o jardim. Arya estava escorada contra a janela, observando a festa. Ele se aproximou dela com cuidado, envolvendo-a pela cintura. Arya recostou a cabeça contra o peito dele, mas não disse uma palavra sobre o que havia acontecido.
Love is drowning in a deep well
All the secrets, and no one to tell.
Take the money, honey...
Blindness.
- Por que saiu correndo daquele jeito? – ele perguntou por fim. Ela se remexeu desconfortavelmente entre os braços dele.
- Eu me sinto mais refém aqui, do que me sentiria se tivesse caído na mão de Tywin. – ela resmungou – Eu quero ir embora daqui.
- O que Aegon lhe disse? – Jon perguntou de forma direta.
- Você não tem que se preocupar com o que ele me disse. – ela retrucou – Pelo amor de Deus, vocês são irmãos e eu não vou ser o pivô de uma discussão entre vocês.
- Arya, eu vou discutir com ele de um jeito ou de outro se ele aborreceu você. – Jon insistiu.
- Só...Vamos embora. Não precisamos ficar nessa casa. Podemos ir pra outro lugar dentro do território deles. – ela pediu – Meu pai pode ter salvado a vida dele e de Daenerys quando eram crianças, mas Jon...Eu ainda sou uma Stark. Eu ainda sou uma ferida no orgulho dessa gente. O que acha que eles vêm na minha cara? Uma cópia da minha tia.
- Eu também sou parte Stark, babe. – ele disse sério.
- Em você eles não podem tocar. Você é um deles. – ela resmungou – Eu sou uma intrusa.
- Danny a trata da mesma maneira? – Jon perguntou confuso.
- Não. Ela não. – Arya disse – Gosto dela.
- Eu vou ver o que podemos fazer a respeito. – Jon disse tentando acalmá-la – Se Aegon fizer alguma coisa contra você, qualquer coisa...Por favor, me diga.
- Eu prometo que farei isso. – ela disse e Jon teve a sensação de que aquela era a primeira vez que Arya mentia para ele.
Jon a abraçou mais forte e beijou seu pescoço. Sentiu o calor do corpo dela e a forma como ela parecia relaxar quando ele fazia isso. Queria ficar com ela daquele jeito para sempre. Ele beijou o pescoço dela varias vezes depois disso, enquanto deslizava sua mão pela barriga dela. Arya fechou os olhos e sua respiração se tornou pesada.
- Você me ama, babe? – ele perguntou por fim.
- É claro que sim. – a resposta foi leve e mais rápida do que ele havia imaginado. Ela o amava como a um irmão, mas aquilo bastaria por hora.
- Então me prometa que jamais vai mentir pra mim. – ele pediu – Mesmo que seja a respeito dele, ou qualquer um desses loucos.
- Oh Jon... – ela resmungou.
- Prometa. – ele pediu – Eu juro, babe. Eu vou matar cada um deles se tentarem te fazer mal. Se Aegon encostar em você, meu irmão vai se arrepender de ter nascido.
- Matar seu irmão é um pecado muito grave. – ela disse.
- Eu não me importo. – Jon afirmou fervorosamente. Arya se virou para encará-lo nos olhos.
- Mas eu me importo. – ela disse – Não vou botar a sua alma em jogo. Se um dia seu irmão tentar qualquer coisa, eu só peço que me dê a arma. Eu mesma faço o serviço. - Jon a agarrou pela cintura num puxão forte e beijou o rosto dela com adoração.
- Eu te amo, garota. – ele disse quase sem fôlego. Sua mente ignorou qualquer pensamento a respeito do passado, de sua culpa e de seus valores.
Sem que Jon percebesse o momento exato seus lábios já estavam sobre os dela, exigindo uma resposta silenciosa à declaração dele. A boca dela se abriu num convite claro e a língua dele tomou para si aquele território tão desejado. Ele quis aquele beijo desde o momento em que ela roçou seus lábios contra os dele no trem. Mesmo antes disso Arya já o fascinava de um modo assustador.
E todas aquelas noites dividindo a mesma cama, sem que ele conseguisse ter um pingo de descanso. A proximidade dos corpos e a forma como ela o tentava sem ter a menor ideia do que seus toques, seus gestos faziam com ele.
Por um momento...Apenas por um momento, ele ignoraria que um dia ele a chamou de irmã.
Love is blindness, I don't want to see
Won't you wrap the night around me?
Oh, my love,
Blindness.
Nota da autora: Sim, eu vou deixar vocês morrendo de curiosidade pra saber o que acontece depois. Sério, não vou entregar o ouro de uma vez XD. Involuntariamente eu acabei escrevendo o capítulo inteiro na perspectiva do Jon, quando esta fic não era pra ter este tipo de divisão, o que quer dizer que no próximo capítulo saberemos o que o Aegon falou com a Arya e o que acontece nessa biblioteca quando ninguém está olhando.
Bjux
Bee
