I've been out on that open road
You can be my full time, daddy
White and gold
Singing blues has been getting old
You can be my full time, baby
Hot or cold
Ela tentou ignorar por muito tempo, mas depois da fuga, das noites em que ela se agarrou a ele buscando um pouco de segurança e aconchego, depois dos lábios que se tocaram quase por acidente no trem, quando as mãos dela ainda estavam trêmulas por ter matado o Cão de Caça...Havia um limite para negação e Arya estava cansada de fazer de conta que não queria ser mais ousada.
Não foi algo que ela percebeu imediatamente. Eles cresceram juntos, se viram em situações constrangedoras e em momentos realmente ruins. Havia uma sensação nauseante e desconfortável toda vez que ela se pegava pensando em como ele ficava bonito sem o paletó do terno, usando apenas sua camisa regata, com os suspensórios abaixados. Como ele era perversamente bonito enquanto fumava um cigarro e bebia um longo gole de uísque.
Ele ainda era o mesmo Jon. O protetor, o melhor amigo, o assassino particular, o pesadelo mais intimo, o desejo mais obscuro. Ele era o bastardo dela. Era o único porto seguro que ela tinha naquele lugar estranho, com aquelas pessoas estranhas.
Arya gostava de Daenerys e Aemon tanto quanto o possível. A garota Targaryen era divertida e elas tinham muito em comum graças ao tipo de vida que tiveram. Aemon por outro lado, era como o avô que ela nunca conheceu. Ele tinha uma inteligência aguçada e uma vontade incontrolável de fazê-la se sentir bem ali. Arya suspeitava que isso era porque o velho queria manter Jon na Flórida tanto quanto possível.
O velho gostava de conversar com ela sobre vários assuntos. Eles discutiam as notícias do jornal, debatendo sobre como os projetos do governo para a realização de obras públicas poderia ajudar a economia. Às vezes Aemon pedia para ela ler alguma coisa pra ele, em especial os livros bobos, ou infantis, para que ela fizesse vozes engraçadas durante os diálogos. Houve uma vez que ele pediu para que ela tocasse piano e Arya teve de fazer um esforço monstruoso para conseguir tocar algo divertido e animado, sem que ele decidisse que era melhor ser surdo do que ouvir a falta de talento dela.
Arya gostava deles e apreciava seus esforços para fazê-la se sentir em casa. O único por quem ela não tinha nenhuma simpatia era Aegon.
Talvez fosse o excesso de bons modos e os sorrisos fáceis. Ele parecia estar sempre zombando de algo, ou maquinando alguma coisa sórdida. Ele a deixava inquieta e desconfortável sempre que estavam no ambiente. Não foi diferente quando ele a tirou para dançar durante a recepção do casamento. Ela não queria ter ido com ele, não quando os braços de Jon eram de longe a melhor opção.
A mão dele estava repousada no fim da coluna dela, desafiando os limites da decência. Ele a conduzia como se não fosse mais do que uma pluma. Seus olhos violetas eram intensos sobre ela, como se a avaliassem. Arya queria que aquela dança acabasse o mais rápido possível.
- Grifo disse que você é idêntica a sua tia. – ele comentou sem nenhum sentimento em particular transparecendo em sua voz.
- É o que dizem. – ela revidou indiferente.
Don't break me down
I've been traveling too long
I've been trying too hard
With one pretty song
- Estou tentando entender o que meu pai viu nela. – Aegon acrescentou – Não me leve a mal. Você até que é bem bonitinha, mas não chega a valer o esforço de uma guerra. Ou talvez seja o que as Stark têm entre as pernas o que as torna tão fascinantes. – ele disse em tom vulgar e indiscreto. Sua mão a puxou mais pra perto, deixando-a constrangida com a proximidade – O bastardo parece enfeitiçado por você. O bastante para arriscar a própria pele para trazê-la aqui e implorar por nossa ajuda.
- Jon estava cumprindo ordens. – ela respondeu séria – Meu pai o instruiu.
- Oh, não duvido que Ned Stark tenha dito a ele a verdade, mas pode acreditar, o bastardo veio até aqui por conta própria, só para garantir que não levariam você pra longe. – ele disse maldoso – Aposto que o caminho até aqui foi cheio de oportunidades para explorar os mistérios das mulheres Stark.
- Jon nunca faria uma coisa dessas. E eu nem sei porque estamos discutindo isso. – ela resmungou – Se não somos bem vindos aqui, diga de uma vez ao invés de ficar lançando esses seus sorrisos amarelos.
- Eu bem que gostaria, mas Aemon está fascinado com a ideia de ter o outro sobrinho aqui. – Aegon disse – Acho que ele tem esperança de que Jon seja mais parecido com meu pai do que eu. O desgraçado nem tinha nascido ainda e meu pai já o tinha colocado no testamento. Imagine só, metade da minha fortuna vai pro filho da vagabunda Stark. Além disso Aemon quer ter certeza de que passar o comando pra mim é uma boa decisão. E mais uma vez eu tenho de ver minha família ruir por causa dos Stark.
- Eu garanto que Jon não sabe de nada a respeito disso. – ela se apressou em dizer, enquanto tentava não demonstrar seu nervosismo durante a dança.
- Oh, para o seu bem eu espero que não. – ele disse sério – Seria uma lastima ver seu rostinho desfigurado, como ficou o da minha irmã depois que os cães de aluguel de Tywin Lannister esmagaram a cabeça dela contra a parede. Jon não vai saber nada a respeito disso, não é mesmo.
- Eu não vou dizer nada. – ela disse séria e Aegon sorriu.
- Boa garota. – ele disse satisfeito – Acho que nós podemos nos dar muito bem, não é mesmo? Quem sabe eu acabe te fazendo uma visita à noite para descobrir o que há de tão especial nas garotas Stark. Eu não me importo de dividir os brinquedos com meu irmãozinho.
O estômago dela revirou e por sorte a música acabou. Ela quase o empurrou e saiu correndo para dentro da mansão sem olhar pra traz. Ela precisava de sossego, precisava de um cigarro roubado da boca de Jon, um que ainda tivesse o gosto dele. Precisava de um gole de uísque para acompanhar.
Foi na biblioteca, no segundo andar da mansão, que Jon a encontrou escondida e apavorada. Foi lá que ele a abraçou como se lesse seus pensamentos e soubesse exatamente do que ela precisava. Ele sempre fazia isso, desde que ela era criança e os dois jogavam bolas de neve um no outro durante o inverno.
Ela não se importaria se a alegação de Aegon fosse verdade. E daí se ele tivesse levado ela para Flórida por sua conta e risco? Ela era mais feliz com ele do que com qualquer outra pessoa. Com Jon por perto ela se sentia menos acuada, um pouco mais destemida e feroz.
I hear the birds on the summer breeze, I drive fast
I am alone in the night
Been trying hard not to get into trouble, but I
I've got a war in my mind
So, I just ride, I just ride
I just ride, I just ride
Dying young and I'm playing hard
That's the way my father made his life an art
Drink all day and we talk 'til dark
That's the way the road doves do it, ride 'til dark
- Por que saiu correndo daquele jeito? – ele perguntou por fim. Ela se remexeu desconfortavelmente entre os braços dele, ao lembrar das ameaças de Aegon. Se ela falasse a verdade, mais uma guerra iria começar. Eles precisavam sair daquela casa o quanto antes.
- Eu me sinto mais refém aqui, do que me sentiria se tivesse caído na mão de Tywin. – ela resmungou – Eu quero ir embora daqui.
- O que Aegon lhe disse? – Jon perguntou sem rodeios. Oh se ele ao menos soubesse a cobra que era aquele homem.
- Você não tem que se preocupar com o que ele me disse. – ela se apressou em dizer – Pelo amor de Deus, vocês são irmãos e eu não vou ser o pivô de uma discussão entre vocês.
- Arya, eu vou discutir com ele de um jeito ou de outro se ele aborreceu você. – Jon conseguia ser teimoso feito uma mula quando queria. A verdade é que ela não ia conseguir mantê-lo no escuro por muito tempo.
- Só...Vamos embora. Não precisamos ficar nessa casa. Podemos ir pra outro lugar dentro do território deles. – ela quase implorou – Meu pai pode ter salvado a vida dele e de Daenerys quando eram crianças, mas Jon...Eu ainda sou uma Stark. Eu ainda sou uma ferida no orgulho dessa gente. O que acha que eles vêm na minha cara? Uma cópia da minha tia.
- Eu também sou parte Stark, babe. – ele disse sério. Aquela conversa não ia dar em lugar nenhum.
- Em você eles não podem tocar. Você é um deles. – ela resmungou. Isso, a proteção de Aemon e o fato de que Rhaegar havia incluído Jon no testamento antes mesmo dele nascer. Droga! Jon era intocável, mas ela não! – Eu sou uma intrusa.
- Danny a trata da mesma maneira? – Jon perguntou confuso, como uma criança aprendendo uma lição particularmente difícil.
- Não. Ela não. – Arya disse – Gosto dela.
- Eu vou ver o que podemos fazer a respeito. – Jon tentou acalmá-la – Se Aegon fizer alguma coisa contra você, qualquer coisa...Por favor, me diga.
- Eu prometo que farei isso. – ela disse com peso no coração. Ela nunca havia mentido para ele antes.
Jon a abraçou mais forte e beijou seu pescoço dela. Ele tinha aquele efeito sobre ela. O poder de fazer com que todos os músculos tensos relaxassem imediatamente. Ela Queria ficar com ele daquele jeito para sempre. Ele beijou o pescoço dela varias vezes depois disso, enquanto deslizava sua mão pela barriga dela, provocando arrepios. Arya fechou os olhos e sua respiração se tornou pesada.
Don't leave me now
Don't say goodbye
Don't turn around
Leave me high and dry
- Você me ama, babe? – ele perguntou quebrando o silêncio e pegando-a de surpresa.
- É claro que sim. – a resposta escapou dos lábios dela como um fugitivo ansioso pela liberdade, como se todo este tempo estivesse apenas aguardando o momento certo.
- Então me prometa que jamais vai mentir pra mim. – aquele era um pedido cruel – Mesmo que seja a respeito dele, ou qualquer um desses loucos.
- Oh Jon... – ela resmungou contrariada.
- Prometa. – ele insistiu – Eu juro, babe. Eu vou matar cada um deles se tentarem te fazer mal. Se Aegon encostar em você, meu irmão vai se arrepender de ter nascido.
- Matar seu irmão é um pecado muito grave. – ela disse.
- Eu não me importo. – Jon afirmou fervorosamente. Ela se virou para encará-lo nos olhos.
- Mas eu me importo. – ela respondeu convicta – Não vou botar a sua alma em jogo. Se um dia seu irmão tentar qualquer coisa, eu só peço que me dê a arma. Eu mesma faço o serviço. - Jon a agarrou pela cintura num puxão forte e beijou o rosto dela com adoração, fazendo o coração dela disparar.
- Eu te amo, garota. – juras de morte e declarações de amor. Era disso que ela viva e assim se construía uma harmonia complexa e perfeita entre eles.
Quando os lábios dele colidiram contra os dela, Arya podia jurar que estava delirando, que aquilo era mais uma das inúmeras fantasias dela. Seus dedos se enroscaram no cabelo dele, sem qualquer consideração pelo tempo que ele gastava diariamente tentando conter os cachos rebeldes.
Por sorte Jon havia fechado a porta antes de entrar na biblioteca. Ao menos eles não teriam que explicar o que estavam fazendo em cima da mesa da biblioteca, ou porque Jon tentava suspender a saia dela e soltar as meias presas pela cinta liga.
A boca dele era urgente e incessante. Talvez ele tivesse parado aquela loucura em um ou dois momentos, mas ela varreu para longe tais pensamentos ao desabotoar o colete, arrancar a gravata dele e se livras dos suspensórios. Arya tentou imaginar onde tudo aquilo os levaria, mas em sua mente havia apenas uma vaga noção do que se passava entre um homem e uma mulher.
Tudo o que ela podia dizer é que tudo parecia conduzir o corpo dela a um lugar fantástico de mais para ser descrito. Quando Jon a agarrou pelo traseiro, posicionando-a melhor e pressionando-a contra o quadril dele, Arya sentiu seu sangue correr ainda mais rápido e o coração disparar.
As mãos dela se tornaram mais ousavas ao deslizarem pelo peito nu e pelas costas dele. Jon beijava o pescoço dela, descendo por um caminho sinuoso até chegar a borda do decote dela. Ele deslizou as alças do vestido dela e foi além. A boca dele se fechou ao redor do mamilo dela. Ela fechou os olhos e o agarrou pelos cabelos, desejando que Jon não parasse nunca com aquilo.
Ele fez a mesma coisa com o outro mamilo, depois voltando a beijar o pescoço dela com mais cuidado e lentidão do que da primeira vez. O cheiro dele estava por toda parte, envolvendo-a e tornando seus pensamentos turvos. Jon se afastou dela apenas o bastante para poder encará-la nos olhos.
I hear the birds on the summer breeze, I drive fast
I am alone in the night
Been trying hard not to get into trouble, but I
I've got a war in my mind
I just ride, I just ride
I just ride, I just ride
Ele desabotoou a calça e a abaixou junto com a roupa de baixo. Arya se sentiu febril e zonza pela expectativa e pela curiosidade. Jon retirou as roupas intimas dela e a tocou entre as pernas, provocando um sobressalto e arrancando de seus lábios um gemido desconcertante. Ele abafou os sons que se seguiram, cobrindo a boca dela com a dele.
Os dedos dele se moviam de forma ousada e ela sentia aquela umidade inexplicável e constrangedora. Ela sentia que algo estava prestes a acontecer, sem saber exatamente o que era. Aquela era uma das zonas nebulosas, um daqueles assuntos que sua mãe sempre se esquivava quando tinha a chance e que faziam Sansa corar.
Aquilo devia ser errado, devia ser algo deliciosamente proibido e isso tornava tudo ainda mais interessante. Os gemidos escapavam da boca dela com mais facilidade e seus olhos lacrimejavam. Seus pés se retorceram e ela mal conseguia ficar quieta debaixo do corpo dele, não quando Jon causava todas aquelas sensações estranhas e fascinantes nela.
E sem nenhuma razão ele parou de tocá-la, deixando-a insatisfeita e frustrada, sem que ela nem mesmo entendesse porque estava se sentindo daquela maneira. Jon a olhou nos olhos mais uma vez antes de beijá-la com carinho e cuidado.
A sensação de invasão fez com que ela tentasse afastá-lo por um momento, mas logo os beijos, as mãos e o cheiro dele a convenceram do contrário. A dor veio quando ela o sentiu inteiro dentro de si. O protesto foi inevitável, mas a medida que ele se movia dentro dela o desconforto era substituído por algo agradável, que crescia dentro dela, tornando-se prazer.
Ela o abraçou, arranhou suas costas e o enlaçou pela cintura com suas pernas. Os movimentos se tornaram mais rápidos, os toques mais urgentes, os sons mais altos e quando ela se deu conta já estava chamando o nome de Jon em alto e bom som. Ela fechou os olhos com força, sentindo-o cada vez mais fundo dentro dela, com movimentos cada vez mais rápidos, que a deixavam sem ar.
Então ela se rendeu àquele prazer obscuro e misterioso, com gosto de pecado e redenção. Sentiu quando ele atingiu seu próprio prazer, sentiu a respiração pesada dele junto a orelha dela, enquanto Jon sustentava seu peso nos antebraços.
O rosto dele estava suado e corado. Havia um sorriso leve dançando no canto dos lábios dele, ainda relutante em se mostrar. Por um lado, aquilo, aquele momento de paixão descontrolada era apenas o fruto dos desejos e sonhos mais ocultos dentro deles, mas ao mesmo tempo encará-lo era algo difícil. Era como se a felicidade não pudesse ser vivida, era algo para se ter vergonha e não orgulho.
Jon pareceu entender isso numa troca de olhares, quando ele buscou os olhos dela e Arya virou o rosto. Ela ainda não estava preparada para encará-lo, não ainda. Ele se afastou dela rapidamente, ajeitando as roupas e o cabelo sem dizer uma única palavra.
Arya se levantou da mesa colocando suas roupas intimas, prendendo as meias na cinta liga, e arrumando o vestido. Por um longo momento ela ficou em silencio, sem saber o que fazer. A saia do vestido estava manchada e ela só notou isso quando encarou as próprias mãos, pousadas sobre o colo dela. O desconforto entre as pernas não chegava a ser um problema, era apenas uma recordação indiscreta do que havia acabado de acontecer.
I'm tired of feeling like I'm f*cking crazy
I'm tired of driving 'til I see stars in my eyes
I look up to hear myself saying
"Baby, too much I strive, I just ride"
- Acho que é melhor eu me trocar. – ela disse enquanto encarava a mancha de sangue.
- Arya, eu...- ela sabia que Jon estava encarando seus próprios fantasmas. As palavras de Aegon subitamente começaram a fazer sentido dentro da cabeça dela. Nos olhos dele havia de fato um fascínio e ele havia conseguido dela o que queria.
- Não precisa dizer nada. – ela disse imediatamente. Jon deu dois passos e parou diante dela. Ele segurou as mãos dela e Arya ergueu o rosto para encará-lo nos olhos. Oh Deus, como foram parar naquela situação?
- Eu estava falando sério. – ele disse em seu tom grave – Eu te amo.
- Eu nunca duvidei disso. – ela afirmou num tom fraco. Suas mãos ainda estavam tremulas e sua mente era um turbilhão de ideias. – Eu só não...É muita coisa pra assimilar de uma vez, Jon. – ela disse.
- Você não...Você não disse nada. – ele disse num esforço de se defender. Jon era um homem rústico em muitos aspectos, calejado por conta da vida que levava a serviço dos Stark. Sua lealdade era cega, seu humor era azedo, seu rosto não inspirava simpatia nem confiança. Ele era a imagem da força, mas naquele momento ele olhava para ela como se fosse uma criança perdida – Achei que era isso o que queria.
- Jon...Só me de um pouco de tempo. – ela pediu sem saber o que mais poderia fazer – Nós crescemos como irmãos. Pelo amor de Deus, isso me dá o direito de ao menos pedir por um pouco de tempo pra assimilar o que...O que está acontecendo entre nós e a quanto tempo isso está acontecendo.
- Muito bem. – ele disse sério – Eu...Eu só quero saber se posso ter alguma esperança.
- Esperança de que? – ela o encarou incrédula.
- Nós não somos irmãos, Arya. – ele disse em tom grave – Eu quero saber se...Se é possível que sinta algo por mim.
- Eu sempre amei você. – ela disse em tom fraco e inseguro.
- Como a um irmão. – Jon deduziu – Eu não estou falando disso, Arya. Eu estou falando de algo maior. – ela respirou fundo. Dentro daquela casa ela não só era uma estranha como era uma inimiga de Aegon. Jon era sua única chance de proteção e segurança. Apesar de não acreditar que ele pudesse virar as costas para ela caso ela o rejeitasse, fazer isso não parecia uma atitude inteligente.
- Tenha suas esperanças. – ela disse por fim – Eu não consigo entender o que sinto por você, mas com certeza é maior do que o amor de irmãos. – o rosto dele se iluminou – Eu preciso de tempo, Jon. Só pra poder entender o que está acontecendo. E um cigarro...Um cigarro seria ótimo.
Ele puxou do bolso da calça a cigarreira e entregou um dos cigarros a ela. Arya colocou-o na boca e Jon se apressou em ascendê-lo com seu isqueiro de prata, que havia sido um presente dado por ela no último natal. Ela tragou longamente, deixando a fumaça escapar aos poucos entre seus lábios.
Jon se ajoelhou diante dela, enquanto Arya tragava o cigarro mais uma vez. Ela abaixou o cigarro e a medida que deixava a fumaça escapar por seus lábios, Jon respirava cada mínimo traço. A boca dela ainda estava entreaberta e ele a beijou mais uma vez. Ele tinha gosto de uísque, tabaco, menta e sangue. Ele fazia o coração dela bater mais rápido e seu mundo parar.
Juras de amor e morte. A vida deles se resumia a isso. Juras de amor e morte.
I hear the birds on the summer breeze, I drive fast
I am alone in the night
Been trying hard not to get into trouble, but I
I've got a war in my mind
I just ride, I just ride
I just ride, I just ride
Nota da autora: E nem tudo são flores. A cena da biblioteca foi tensa de escrever por algumas razões. Na minha cabeça, a Arya da década de 20, apesar de ser muito sagaz para algumas coisa, é muito ingênua na questão sexual. As brincadeiras, as provocações que ela faz com o Jon ao roubar o cigarro, ou encostar a boca na boca dele é quase uma brincadeira. Ela não tem muita noção de até onde isso pode levá-la. Ela é a "garotinha" da família e os Stark são bem conservadores no que diz respeito a criação dos filhos. Então ela só tem uma noção do que está acontecendo e a realidade bate na porta quando já não tem mais volta. E ai, o que acontece daqui pra frente? Sério, me deem sugestões, pq eu não sei XD. Espero que gostem e comentem.
Bju
Bee
