Feet don't fail me now
Take me to the finish line
All my heart it breaks every step that I take
But I'm hoping that the gates
They'll tell me that you're mine

Walking through the city streets
Is it by mistake or desire?
I feel so alone on a friday night
Can you make it feel like home
If I tell you you're mine

It's like I told you honey

Uma semana depois do casamento e Jon ainda se perguntava quanto tempo Arya precisava para chegar a uma conclusão a respeito do que sentia por ele. Não queria apressá-la, não queria que ela se sentisse pressionada de qualquer forma, mas aqueles dias em silêncio estavam acabando com o humor e a paciência dele.

Aemon parecia ter notado que o estado de espírito dele não era dos melhores e que talvez Jon precisasse de algo pra ocupar a mente. Ele o mandou para cobrar algumas dívidas de devedores problemáticos, o que dava a Jon a chance de extravasar sua raiva de uma forma prática. Quando ele voltou para a mansão Targaryen, com uma maleta cheia de dinheiro, Aemon riu e comentou que Jon estava se tornando um investimento muito lucrativo.

Era ao menos reconfortante saber que tinha alguma utilidade naquela casa, mesmo quando Arya mantinha distância dele. Aegon quase não ficava na mansão, o que dava a Jon alguma paz de espírito.

Notícias do norte chegaram ainda naquela semana. Ned Stark havia recebido alta e retornado a Winterfell. Robb estava ajudando com a administração dos negócios. Sansa e Catelyn ainda não haviam retornado por questões de segurança. Bran e Rickon também continuavam no Canadá.

Aemon o chamou pessoalmente para lhe dar as notícias. Jon se sentiu aliviado por saber que as coisas estavam se acalmando em New Hampshire. O velho pediu para que Jon se servisse de uísque e sentasse. Aquilo queria dizer que havia mais na história do que apenas boas notícias.

- Isso é a parte que te deixa aliviado. – Aemon disse – Agora vem a parte que devemos nos concentrar.

- Algo grave aconteceu? – Jon perguntou de forma contida.

- As ruas ainda estão violentas. Os homens que Drogo mandou estão cuidando bem disso. Jaime Lannister ainda está vivo, mas Jeoffrey não. Ele foi envenenado, imagine só. – Aemon disse sério – Não se pode confiar nem nas esposas mais.

- Como está a situação no território Baratheon? – Jon perguntou imediatamente.

- Confusa. – Aemon respondeu – Os irmãos de Robert estavam se degladiando pelo poder. Stannis assassinou Renly com uma facada. Um negócio sangrento e vulgar. Eu gostaria de saber onde foi parar a honra desses homens. – a voz do velho parecia consternada – Aparentemente os aliados de Renly estão preferindo apoiar um dos bastardos de Robert. Fazer negócio com os Lannister não está sendo vantajoso para ninguém.

- Qual dos bastardos? – Jon perguntou sem grande interesse.

- Gendry. – Aemon disse e Jon se remexeu de forma desconfortável na cadeira – Você o conhece?

- Ele tem muito em comum com o pai. Rude, com uma mente simplória, mas mais esforçado. Insuportavelmente irritante quando está perto de uma garota que o atrai. – ele disse sério.

- E eu vou supor que você foi o homem que acertou um soco na cara dele numa boate em Chicago dois anos atrás. – Aemon disse – E eu também vou supor que o motivo da briga não foi uma dançaria ruiva e sim o fato dele ter se referido a Arya em termos que você não aprovou. – Jon ficou calado diante da acusação – Ora garoto, eu sou velho, não burro. Também não sou tão cego quanto pensa. Você não faz questão nenhuma de esconder o ciúme que sente dela.

- Por que estamos tendo essa conversa mesmo? – Jon perguntou de forma impertinente. Aemon riu um riso estranho.

- Oh eu estava certo. – ele disse – Você é igualzinho ao seu pai. Rhaegar teve basicamente a mesma reação quando mencionei que a data de casamento de Lyanna e Robert estava marcada. Na semana seguinte ele e sua mãe desapareceram. O que chegou aos meus ouvidos é que você está fazendo a mesma coisa com sua prima.

- Como? – Jon o encarou confuso.

- Falei com Ned Stark pessoalmente. Ele disse que deveria recorrer a mim em último caso e que o plano original era que Arya fosse para a casa da tia, junto com a mãe e a irmã. – Aemon disse – Por algum motivo você decidiu retirá-la de Winterfell e trazê-la pra cá. Eu estou feliz que tenha feito isso, garoto. Só espero que entenda que a longo prazo isso pode nos trazer problemas.

- Ned fez alguma exigência? – Jon perguntou como um garotinho que recebe uma bronca do pai.

- Que vocês voltem para o Norte tão logo seja possível. – Aemon disse – Mas isso é o que Ned quer, não o que eu quero. – Jon arregalou os olhos involuntariamente – Eu quero que continue aqui, Jon. Que faça parte desta família e assuma sua posição de direito. Rhaegar o contemplou em seu testamento, Jon. Você tem metade deste lugar e sinto que posso confiar em você para cuidar dos negócios quando eu me for.

- E quanto a Aegon? Achei que ele era o sucessor mais provável. – Jon questionou.

- Aegon tem suas próprias ideias. Sinceramente eu acho que são planos arriscados de mais. Este negócio é delicado e sangrento. Aegon não é nem respeitado, nem temido e isso é um problema. Ele vem tentando negociar com os Martell, que controlam a fronteira com o México. Bebida, tráfico humano e outras coisas que nós não sabemos como lidar. Aquilo é uma bomba relógio e uma coisa era negociar com Doran, outra bem diferente é negociar com Oberyn. Aquele é um homem perigoso que vai mandar uma daquelas cobras que ele chama de filhas para envenenar qualquer coisa que Aegon venha a levar na boca. Não, não...Aegon não tem tato, nem estômago para esse tipo de coisa. – o velho respirou fundo – Ao menos Ned Stark o ensinou bem. Você chegou a menos de um mês e a cidade já o conhece como o "Bastardo Targaryen". Eles temem você, Jon. Faça os movimentos certos e eles vão respeitar você.

- E quais seriam os movimentos certos? – Jon questionou.

Don't make me sad, don't make me cry
Sometimes love's not enough
When the road gets tough
I don't know why
Keep making me laugh,
Let's go get high
Road's long, we carry on
Try to have fun in the meantime

Come and take a walk on the wild side
Let me kiss you hard in the pouring rain
You like your girls insane
Choose your last words
This is the last time
Cause you and I

We were born to die

- Não cometa o erro do seu pai. Isso seria um bom começo. – Aemon falou – Mas além disso vai ter de formar suas próprias alianças e, preferencialmente, evitar que os Martell ganhem influência no nosso território.

- Quer dizer que abrir mão de Arya é parte do que devo fazer pra ser merecedor do posto? – Jon questionou tentando disfarçar o susto.

- Não estou falando pra abrir mão dela. Deus, não! Ela é uma Stark, o pai dela importa o melhor uísque e nós precisamos de coisa assim para abastecer nossos cassinos. Além disso é sempre bom ter apoio de famílias tão influentes. – Aemon disse sorrindo – O que eu estou dizendo é que não deve ser inimigo dos Stark. Faça a coisa da forma certa. Peça a mão dela se precisar, mas não dê motivos para que achem que você os traiu sequestrando a pequena Arya e trazendo pro nosso território. Isso seria uma dor de cabeça desnecessária.

- Eu farei o possível. – Jon disse – Eu...Obrigado por me receber.

- Garoto, sou eu quem agradece por você existir. Ouvir sua voz é como ouvir Rhaegar aqui outra vez. Você e seu pai têm muito em comum, mais do que pode imaginar. Mas acho que você tem a vantagem de ter mais aptidão pra parte física deste negócio. Não precisa assumir o posto se achar que não vale a pena. – Aemon disse.

- Eu vou pensar a respeito, tio. Pode deixar. – Jon respondeu e percebeu que os olhos de Aemon tinham lágrimas discretas – Algum problema?

- Não, não. Você me chamou de tio. – Aemon disse – Estou velho, garoto. Velho e solitário a maior parte do tempo, lamentando a morte de boa parte da minha família. Ouvi-lo me chamar de tio me faz crer que não vou morrer sozinho.

Jon foi até o velho e lhe beijou a testa. Mesmo entre os Stark ele se sentia como um fardo a ser carregado, alguém cuja presença era tolerada. Ao menos uma vez na vida era bom se sentir bem vindo e amado. Era difícil imaginar que Aemon foi um homem temido enquanto agia como tutor dos sobrinhos. Agora não passava de um homem velho, cujos dias estavam se acabando. Jon pediu licença e saiu da sala.

A conversa com Aemon deu a ele muito o que pensar. Não era a toa que Aegon não gostava dele. Metade da fortuna Targaryen era dele por herança e Aemon o tentava com a proposta de se tornar o novo Don.

Aquela era uma brincadeira cruel. Ter seus desejos mais íntimos dançando na frente dele. Poder, respeito, fortuna, família...Era tudo aquilo que Robb esteve destinado a herdar e tudo o que Jon poderia esperar era ser útil ao primo, como um guarda costas ou consiglieri. Agora ele podia ter tudo. Estava ali, ao alcance da mão e para tornar toda oferta ainda mais interessante, Arya também estava incluída na barganha.

Ele não tinha cabeça pra esse tipo de coisa. Não naquele momento. Ele precisava de uma resposta de Arya, precisava ao menos que ela passasse mais de cinco minutos no mesmo ambiente que ele. Aquela casa estava se tornando sufocante e o silêncio dela era um incomodo sem igual.

Jon passou pela porta do quarto dela e o lugar estava trancado.

Ele bateu à porta e chamou por ela. Demorou alguns segundos antes de obter uma resposta, mas ela acabou perguntando o que ele queria. Jon encostou a testa contra a porta e fechou os olhos. Sua vontade era dizer que queria ela e nada mais. Uma chance, ou uma resposta, qualquer coisa que ela pudesse dar a ele.

- Gostaria de dar um passeio pela praia? – ele perguntou desanimado.

- Tudo bem. – ela respondeu – Me dê só um momento. – ela pediu e minutos depois Arya abriu a porta. Vestido cor de menta e chapéu cor de creme.

Aqueles dias pareciam ter despertado nela uma feminilidade misteriosa e fascinante. A garotinha que costumava usar calças e brincar com os irmãos havia sido substituída por aquela jovem destemida. A cada dia ela ficava mais bonita, como uma flor desabrochando, e vê-la tão de perto, sentir seu perfume, encarar seus olhos cinzentos, tudo isso era uma tortura lenta quando ela nem mesmo tinha coragem de conversar com ele.

Jon ofereceu o braço a ela e Arya aceitou com alguma relutância. O caminho de carro até a orla foi silencioso e ela mal conseguia erguer os olhos junto dele. Jon não tentou iniciar uma conversa para que ela não se sentisse acuada dentro do carro. Em dez minutos eles chegaram ao calçadão que contornava a praia. Jon abriu a porta do carro para que ela descesse.

Caminharam em silêncio por alguns minutos. Arya encarava o mar com fascinação. Ela nunca havia visto o mar de fato e, ao menos ele tinha que admitir que o cenário da Flórida era de tirar o fôlego. Aquele seria o cenário ideal para o passeio de um casal apaixonado, mas eles nem mesmo eram um casal.

Lost but now I am found
I can see but once I was blind
I was so confused as a little child
Tried to take what I could get
Scared that I couldn't find
All the answers honey

Don't make me sad, don't make me cry
Sometimes love's not enough
When the road gets tough
I don't know why
Keep making me laugh
Let's go get high
Road's long, we carry on
Try to have fun in the meantime

- Seu pai já está em casa. Está fora de perigo, pelo que eu soube. – Jon disse e o rosto de Arya se iluminou imediatamente. Ela se virou para encará-lo. Seus olhos brilhavam e suas bochechas ganharam cor.

- Oh, Jon! Falou com ele? Como ele está? – ela perguntou rapidamente.

- Aemon me contou, eu não cheguei a falar com Ned pessoalmente. – Jon respondeu enquanto pegava um cigarro da cigarreira dentro do bolso do paletó – Robb ainda está cuidando da maior parte dos negócios. Os meninos continuam no Canadá e Sansa ainda está com sua mãe. Ainda não é seguro voltar. Jaime está preso e Jeoffrey morto, assim como Renly. Stannis quer o controle do território Baratheon, mas Tywin não vai ceder tão fácil, mas as famílias estão preferindo apoiar um dos bastardos de Robert. Parece que Gendry está ficando poderoso.

- Aquele imbecil. – Arya resmungou – Não sabe a diferença entre uma pistola e uma espingarda. Quando poderei voltar pra casa?

- Ainda não sei. – Jon respondeu evasivo. Ele ascendeu o cigarro e deu uma longa tragada. Os dois passaram a caminhar pela calçada da orla.

O silêncio ficou entre eles mais uma vez. Arya parecia determinada a não falar do incidente da biblioteca e tão pouco ele sabia como abordar o assunto. Ambos dançavam ao redor daquela memória, sem saber o que fazer quando o tempo da música terminasse. Ele não poderia voltar para o Norte, não depois daquilo. Tão pouco ele queria que ela o deixasse. Com ela por perto Jon sentia mais determinado e corajoso em suas decisões.

Eles sentaram em um banco e ficaram olhando o mar e as gaivotas que planavam sobre a água tentando capturar peixes. Jon pousou sua mão sobre a dela, mas tão logo a tocou, Arya retirou a mão do lugar colocando ambas sobre o próprio colo. Ela abaixou os olhos e respirou fundo.

- Eu não tenho paciência pra isso. – ele resmungou por fim, sem conseguir conter sua frustração – Eu não tenho paciência para jogos de mulher, ainda que sejam os seus jogos. – Arya não demonstrou qualquer reação, fosse medo, ou raiva, ou vergonha. Ela permaneceu silente, encarando o mar.

- O que você quer que eu diga? – ela perguntou por fim. Droga, ela era fria como mármore, mesmo diante de uma crise. Sua garota com coração de pedra.

- Uma resposta, ou ao menos poder me aproximar de você sem que você se afaste como se eu tivesse uma doença incurável. – ele resmungou enquanto jogava o cigarro no chão e o apagava com a sola do sapato – Eu não cheguei até aqui pra ver você me olhando como se eu fosse um monstro dos seus pesadelos. Droga, Arya!

- Nós somos irmãos. Ainda que você seja um Targaryen agora, isso não muda o fato de que crescemos como irmãos. – ela disse em tom grave e determinado. Arya não se acovardava diante de ninguém, nem mesmo dele – O que vou dizer quando vir meu pai, ou Robb, ou a minha mãe? Eu sei que não devia estar aqui. Sei que a Flórida era a última opção, mas eu não consigo parar de me perguntar o que se passava na sua cabeça quando me trouxe pra cá, ou quando mentiu pra mim dizendo que estava cumprindo ordens do meu pai.

- Eu queria proteger você! – ele disse ainda em tom pouco controlado – Eu não confio em Mindinho, ou na sua tia mais do que confio em Tywin Lannister e se isso não é o bastante pra você talvez eu tenha feito isso porque não queria que fosse mandada pra longe de mim!

- É o que vai dizer pro meu pai quando o vir? – ela perguntou séria – Jon, você está se colocando no meio de um jogo muito perigoso. De um lado, aquela víbora que por um acaso é seu irmão, está louco pra enfiar uma faca nas suas costas, do outro tem a minha família que vai ficar furiosa quando descobrir os seus verdadeiros motivos pra me trazer pra cá. Eu não vou permitir, Jon. Se você já não sabe mais usar seu juízo para se manter a salvo, então eu devo tomar providência pra que não acabe morto no meio dessa história.

- Então essa é a sua desculpa? Me proteger? – ele perguntou desconfiado.

- Alguém tem que fazer isso, já que você parece ter perdido a capacidade. – ela resmungou.

- Aegon ameaçou você? – ele perguntou furioso – É isso?

- É claro que ele ameaçou, seria o jeito mais fácil de te atingir. Você é uma ameaça ao objetivo dele de se tornar o novo Don, além de ser herdeiro de metade da fortuna, mas este não é o ponto. Você não pode se dar ao luxo de se tornar inimigo do meu pai agora! – ela rosnou para ele – Jon, nós precisamos estar acima de qualquer suspeita. Se alguém souber o que aconteceu, Robb é bem capaz de vir atrás de você e ele não vai parar por nada. Você e Aegon vão estar na jugular um do outro em breve e isso é evidente. Isso eu não posso impedir. É por isso que você vai precisar do apoio da minha família, vai precisar que meu pai use da influência dele para garantir que você será o próximo Don.

Come and take a walk on the wild side
Let me kiss you hard in the pouring rain
You like your girls insane
Choose your last words,
This is the last time
Cause you and I

We were born to die
We were born to die
We were born to die

Come and take a walk on the wild side
Let me kiss you hard in the pouring rain
You like your girls insane

- Foda-se Aegon e a sua família! – Jon estava além da racionalidade – Eu não me importo com nenhum deles, eu não me importo com a posição de Don! A única coisa que eu quero é uma resposta sua, droga!

- Isso é uma mentira. – ela disse controlada – Nós dois sabemos disso, Jon. Nos conhecemos bem de mais e eu esperava que você não subestimasse minha inteligência. Poder, respeito, independência. Dar as ordens ao invés de segui-las. É o que você quer, é o que sempre quis e não tente negar. Você vai ter isso, Jon. No que depender de mim esse território vai ser seu, então não torne tudo mais difícil.

- Está me dizendo que estou sendo rejeitado pelo bem de minhas próprias ambições? – ele questionou. Jon a agarrou pelos braços, levantando-a de uma vez até que ficassem na mesma altura – Por que não disse nada antes?! Por que não tentou me impedir antes que eu tivesse a chance de deitá-la sobre a mesa?! Isso é algum tipo de jogo pra você?!

Ele sentiu algo pontiagudo pressionado contra suas costelas. Quando abaixou o rosto rapidamente pra saber do que se tratava se deparou com uma faca que Arya apontava para ele.

- Eu não sou uma das dançarinas ordinárias com quem você gritava e agia como um troglodita. Eu sou Arya Stark, quem você chamou de irmã, sua melhor amiga e eu exijo respeito. – ela disse sem vacilar e Jon se viu obrigado a colocá-la no chão – Eu não estou fazendo isso pra magoar você.

- Não, você está me rejeitando por pura compaixão. – ele desdenhou enquanto passava a mão pelo rosto.

- Eu não resisti porque eu não queria resistir. – ela disse em tom decisivo – Eu não sou de ferro, Jon. Eu queria você, eu queria me sentir segura e amada depois de todas as ameaças. Eu estava fascinada por todas aquelas sensações...Talvez você não seja o único aqui que está apaixonado, mas um de nós tem que manter a cabeça no lugar! Você é o meu bastardo e até que eu tenha certeza de que vai ficar tudo bem eu não vou dar motivos para que você tenha mais inimigos.

Ele não esperou por mais uma palavra dela. Jon ignorou a faca, os riscos, o fato de estarem em público, no momento que a segurou pela nuca deixando-a a milímetros dele. Jon podia sentir o hálito dela e foi impossível deixar passar despercebida a boca, quando Arya umedeceu os lábios.

- Diga outra vez. – ele disse em tom imperativo – Diga o que eu sou.

- O meu bastardo. – ela respondeu. Jon se inclinou mais. Seus lábios quase tocavam os dela.

- Só seu. – ele disse sem fôlego – E você é a minha garota. Quer que eu seja o novo Don? Eu serei e quando tiver conseguido não vou ouvir nenhuma desculpa sua.

Ele não esperou por uma reação dela, ou uma resposta. Seus lábios buscaram os dela com a mesma urgência que haviam demonstrado na biblioteca. Ela era feroz e prática. Letal como uma bala bem colocada entre os olhos, ou como veneno. Se ela o queria comandando uma família, ele faria isso. Se ela o pedisse para matar Aegon, Jon o mataria com todo prazer do mundo.

Por hora ele se contentaria com beijos roubados, mas eventualmente Arya seria dele. Nenhum Targaryen, Stark ou Baratheon iam impedir Jon de ter aquela garota.

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We were born to die
We were born to die

Nota da autora: Então…Este foi um capítulo tenso de escrever por vários motivos. O primeiro é que sexo sempre torna a relação de um casal mais intima e complexa, e quando acontece entre parentes tão próximos isso fica ainda mais complicado. Outra dificuldade foi estabelecer os problemas que o Jon vai ter que enfrentar daqui pra frente e como a Arya se posiciona nesse cenário. Sério, a Arya (seja no universo de ASOIAF, seja em fics) não é o tipo de garota que senta num canto e espera as coisas acontecerem, além disso ela sabe que corre perigo ali e a melhor chance de sobrevivência dela é ter o Jon como novo Don. Você vão achar o Jon meio bruto nesse capítulo e ele é mesmo. O cara passou boa parte da vida como assassino de aluguel, guarda costas e valentão profissional, ele não é delicado e bem educado, e também não lida bem com uma garota rejeitando ele. A Arya sabe que ele pode se tornar violento, mas ele também sabe que ela pode revidar. Eu espero que gostem e comentem.

Bju

Bee