Paranoia is in bloom
The PR transmissions will resume
They'll try to push drugs that keep us all dumbed down
And hope that we will never see the truth around
(So come on)
Sair da mansão Targaryen estava fora de cogitação. Jon acabou percebendo que enquanto Aemon estivesse vivo, Aegon não tentaria fazer nada contra ele ou Arya, ou ao menos não enquanto eles estivessem dentro da casa. A questão é que a saúde de Aemon estava decaindo rapidamente.
Era hora de começar a armar o tabuleiro para o jogo e Jon precisava de aliados o mais rápido possível. O temor de Aemon era que os Martell ganhasse influência do território Targaryen. Dada à fama de Oberyn, Jon supunha que o ideal era encontrar um aliado que pudesse ser tão violento e traiçoeiro quanto a Víbora Vermelha. E o único nome que vinha a cabeça quando ele pensava a respeito era o de Khal Drogo.
Não era preciso ir muito longe para ouvir rumores sobre os métodos dele e até Jon tinha de admitir que Drogo era criativo. Afinal de contas, matar um delator arrancando a língua inteira, ou um mal pagador derretendo metal e jogando sobre a cabeça não era considerado como um ato mafioso. Na verdade, crueldade para Drogo era uma forma de arte, possivelmente a única que ele dominava.
Nem Daenerys, nem Aemon eram favoráveis aos planos de Aegon e se Jon tivesse sorte, Drogo também não seria. Foi por isso que eles marcaram um encontro num dos cassinos comandados pelo temível Khal.
Drogo era uma figura difícil de passar despercebida, mesmo quando estava sentado no fundo do cassino, num local bem reservado e escuro. Jon se aproximou com cuidado. Ele era o forasteiro naquele território, isso deixaria Drogo com a sensação de controle sobre a situação. Ao lado dele havia um outro homem, bem mais esguio e discreto, cujo rosto Jon reconhecia vagamente.
Drogo fez sinal para que ele se sentasse diante deles e Jon obedeceu. O outro homem estendeu a mão e logo uma garçonete seminua apareceu servindo uísque para os três.
- O Bastardo. – Drogo começou – Está ficando famoso como um bom cobrador. Ouvi dizer também que você tem talento. – a voz era grave e provocativa.
- Talento para que? – Jon perguntou cuidadosamente.
- Pro único tipo de arte que eu entendo. – Drogo disse com uma expressão divertida – É engraçado ver um Targaryen sujando as mãos, só pra variar. Acho que tem há ver com o cabelo. Deve ser difícil limpar o sangue daqueles fios platinados. – Jon riu discretamente.
- Vou considerar um elogio. – Jon comentou.
- Eu estou me perguntando se o velho já se cansou de mim pra te mandar até aqui. – Drogo provocou – Já não sou bom o bastante pra me misturar com o sangue dele?
- Aemon não tem nada há ver com isso. – Jon respondeu bebendo um gole do uísque – Eu estou aqui porque acho que temos o mesmo tipo de pensamento e eu gostaria de alguns conselhos.
- Isso sim é inusitado. Um Targaryen se dignando a pedir conselhos. Achei que sabiam de tudo. – Drogo retrucou com desdém.
- Eu não sou um Targaryen, pelo menos não completamente. – Jon disse calmo – Ned Stark sempre tentou me ensinar o valor dos bons conselhos e das boas amizades. Um homem sábio deve ter consciência de que não se pode sobreviver sozinho. – o homem ao lado de Drogo se remexeu ao ouvir o nome de Ned Stark.
- Não entendo nada de homens sábios. Não sou refinado, como pode ver. – Drogo resmungou.
- Pode não entender de homens sábios, mas entende bem o tipo de negócio que nós temos parte. – Jon disse.
- São anos de prática, rapaz. – Drogo concordou coçando o queixo barbado.
- Gostaria de sua opinião. O que acha de Aegon Targaryen? Acha que ele será um bom Don? – Jon perguntou. Drogo deixou escapar uma risada grave e seca.
- A princesinha vai afundar essa família em seis meses depois que o velho morrer. – Drogo debochou - Aegon só sabe vestir ternos elegantes e bajular as víboras do deserto. Oberyn só perde tempo com ele porque são família, mas ele não vai pensar duas vezes antes de cuspir veneno no copo da princesinha histérica. Nesse tipo de negócio você não tem que ser bonito e elegante... – Drogo fez uma pausa e encarou Jon de forma avaliativa - Tem que ser assim, como nós dois. Um tanto rude, falar pouco, mas ser capaz de fazer um homem se borrar nas calças só de pensar que podemos fazer uma proposta irrecusável.
- Aemon parece pensar do mesmo modo. – Jon comentou.
- Então o velho consiglieri não é tão caduco quanto pensam. – Drogo disse – É claro que eu poderia apoiar minha mulher pra tomar as rédeas, mas eu não quero minha Dany sujando as mãos. Melhor deixar as mulheres fora dos negócios.
- Eu às vezes gostaria de conseguir fazer isso, mas tentar colocar juízo na cabeça de Arya é impossível. – Jon comentou bebendo mais um gole.
- Hah! Eu sabia que você tinha alguma coisa com a magricela. Não me leve a mal, mas aquela menina vai quebrar de baixo de você uma hora. Seria melhor se ela fosse mais robusta. – Drogo comentou de forma vulgar – Minha Dany gosta de você. Ela diz que é um rapaz esperto. Além disso você mal chego favorito do velho. Agora eu quero saber por que você veio até aqui?
Another promise, another seed,
Another packaged lie to keep us trapped in greed
And all the green belts wrapped around our minds
And endless red tape to keep the truth confined
(So come on)
- Eu não tinha nada contra meu irmão. Na verdade eu era indiferente a ele. – Jon disse sério – Não busco confusão, mas parece que ela me procura. Aegon me tornou seu inimigo e não o contrário. Nosso pai me deixou metade do dinheiro em testamento e Aemon não acha que ele está preparado para ser o novo Don. Por algum motivo ele acha que estou aqui pra tentar roubar o lugar dele.
- Olha, então a princesinha não é tão burra quanto eu pensei. – Drogo riu.
- Eu garanto, Drogo. Só vim pra cá para conhecer a família do meu pai e tirar Arya do meio da guerra no Norte. – Jon disse calmo – O problema é que Aegon achou que era uma boa ideia ameaçar a minha garota.
- Isso sim é uma coisa imperdoável. – Drogo concordou – Isso é negócio de homem. Homem de verdade não sai por ai ameaçando mulher e filho de rival. Não, isso é coisa sagrada.
- Eu também concordo. Não dá pra confiar em alguém que não respeita isso. – Jon completou – É por isso que eu preciso da sua ajuda para esclarecer as coisas com meu irmão. Aegon precisa entender que eu não estou aqui pra brincar e que Arya deve ser respeitada. Você faria o mesmo para proteger sua mulher, estou certo.
- Por que não dá cabo dele você mesmo? – Drogo questionou desconfiado – Eu já teria enforcado o desgraçado com as próprias tripas.
- Não quero matar meu irmão. Quero humilhar meu irmão. É uma diferença tênue. – Jon disse satisfeito – Ouvi dizer que ele traz garotas do México pelo território dos Martell para trabalharem nos puteiros que ele controla.
- Ouviu certo. – Drogo confirmou.
- Eu me pergunto qual seria a reação dele caso essas moças fossem barradas na fronteira do estado. – Jon comentou - E pra completar, como os Martell reagiriam com o sumiço do dinheiro que serviria para pagá-los pelos serviços de "transporte".
- Seu irmãozinho ia perde o apoio deles. Se não consegue controlar nem quem está na folha de pagamento, nem honrar seus compromissos, como você espera ser um Don? – Drogo disse sério – Eu gosto. O que vai fazer com as garotas?
- Elas podem ser deportadas, eu não me importo. – Jon disse sério – Se os Martell criarem muito problema, podemos "indenizá-los" de alguma maneira, mas de todo jeito eles não vão querer negociar mais com meu irmão.
- Você é uma cobra. – Drogo riu – O que eu ganho com isso?
- Além do prazer de ver Aegon desmoralizado? Eu serei o novo Don e dez por cento do lucro dos bordeis será seu quando eu tomar conta do território.
- E se você não conseguir ser o novo Don? – Drogo questionou – A menos que me falhe a memória, eu seria seu único aliado nesse cenário.
- Você se esquece dos Stark. – Jon completou – Ned está em dívida com você e eu pretendo estreitar nossos laços familiares. Vou fazer de minha prima uma mulher honesta. – Drogo riu em voz alta.
- Acha que Ned Stark vai concordar com isso, garoto? – Drogo questionou – A garotinha é que nem uma égua puro sangue premiada. Ned não vai deixar que ela dê cria com qualquer mestiço de boca dura.
- Não acho que ele vá ter muita escolha, se a filha dele acabar com um filho meu na barriga. Honra é o pilar dos Stark e eu admito que não sou santo quando estou perto da minha garota. Reconheço que reparos devem ser feitos neste sentido. Ned vai ter que concordar. – Jon disse sério.
- Pode ser. E pode ser que ele coloque uma bala entre seus olhos por ter roubado a garotinha dele. – Drogo respondeu desconfiado – Só vai ter minha resposta quando tiver os Stark do seu lado. Até lá eu te desejo sorte. Aegon pode ser uma princesinha histérica, mas o Grifo não é. Vai ter que se livrar dele se quiser ganhar essa briga.
- Muito bem, vou seguir seu conselho. – Jon disse conformado – Eu realmente espero que nós dois possamos chegar a um acordo eventualmente, mas até lá eu lhe desejo tudo de bom. Como Dany está se adaptando à vida de casada?
- Oh muito bem. Aquela garota é a lua da minha vida e do jeito que estamos no entendendo eu espero que essa lua esteja cheia em pouco tempo. – Drogo disse orgulhoso e Jon sorriu.
- Eu espero que esteja certo. Tomara que venha logo um menino forte e saudável que nem o pai. – Drogo apertou a mão de Jon e sorriu.
- Estou certo que sim. Se sobreviver a isso, posso até chamar você para ser o padrinho. – ele afirmou convicto.
- Agora me lembro. – Jon disse se virando para o homem silencioso que observou a conversa o tempo todo – Você é Jorah Mormont, filho de Jeor Mormont? O Velho Urso?
- Sim, eu sou. – o homem silencioso respondeu – Hoje sirvo de consiglieri para Khal Drogo.
- Conheci bem seu pai. Um dos melhores professores que eu poderia ter. – Jon disse – Quando deixei o Norte ele estava em muito boa saúde.
- Fico feliz em saber. – Jorah respondeu.
They will not force us
They will stop degrading us
They will not control us
We will be victorious
(So come on)
- Se me dão licença, eu preciso ir agora. – Jon disse de forma simpática – Drogo, Mormont, até a próxima.
Jon deixou o cassino contrariado. A negociação não havia sido tão proveitosa quanto ele esperava e agora ele tinha um impasse. Se quisesse ganhar, teria de conseguir o apoio dos Stark imediatamente. O problema é que nem Ned, nem Robb ficariam felizes ao saber das intenções dele.
Ele precisava de Arya. Precisava de uma resposta positiva dela e os Stark estariam ligados a ele duplamente e impossibilitados de exigir a cabeça dele por ter desonrado a garota. Aquilo estava se tornando medieval.
Quando ele chegou na mansão Aemon já estava cochilando em sua cadeira e Arya estava sentada ao lado dele, lendo um livro qualquer. Ao vê-lo ela se levantou e foi até ele recolher o chapéu e o paletó. Jon beijou a bochecha dela e foi até Aemon acordá-lo.
Jon ajudou o velho a ir para o próprio quarto e se acomodar debaixo das cobertas. Ele deixou o tio e foi para o próprio quarto, sem qualquer apetite. Quando abriu a porta, Arya estava lá dentro, sentada em cima da cama, fumando um cigarro. Aquela era uma visão inesperada.
Ele se aproximou dela e roubou o cigarro de seus dedos, levando-o a boca na mesma hora. Ainda tinha o gosto dela e aquele era um sabor que o agradava imensamente.
- Como foi o encontro? – ela perguntou encarando-o.
- Frustrante. – Jon disse sem qualquer ânimo enquanto desfazia o nó da gravata – Drogo parece interessado, mas não quer entrar em um negócio para perder. Ele acha que minha posição é muito instável e não vai me apoiar se eu não tiver os Stark do meu lado. Acredita que o consiglieri dele é Jorah Mormont?!
- Eu tinha ouvido rumores de que Mormont estava no sul, mas não fazia ideia de que trabalhava pro Drogo. – Arya respondeu – Acho que tentamos nos aproximar dele da forma errada. Eu vou falar com Dany. Se tem alguém que pode convencer Drogo, esse alguém é ela.
- Pode ser. – Jon disse enquanto se sentava ao lado dela na cama – Drogo não gosta que ela se envolva nos negócios.
- Não gosta, mas não vai segurá-la se ela insistir. – Arya afirmou – Vocês dois são bem parecidos nesse ponto.
- Oh, então você está insinuando que eu sou o imbecil que deixa você fazer o que bem entende nos meus negócios? – Jon questionou olhando para ela desconfiado.
- É mais ou menos isso. – ela disse rindo – Oh, babe. Você faz isso desde que eu era criança. – Jon riu baixo.
- Não tenho nem como negar. – ele admitiu – Mas Drogo tem razão em não querer arriscar. Preciso da sua família.
Interchanging mind-control
Come let the revolution takes its toll
If you could flick the switch and open your third eye
You'd see that
We should never be afraid to die
(So come on)
Rise up and take the power back
It's time the fat cats had a heart attack
They know that their time's coming to an end
We have to unify and watch our flag ascend
(So come on)
- Sabe que apesar das coisas estarem melhorando em New Hampshire, meu pai não vai se dar ao trabalho de vir até aqui. – ela disse séria.
- Ele poderia mandar Robb. – Jon sugeriu.
- Não é lucro pra ele se meter em uma disputa de outra família agora. Com Gendry no comando, os Baratheon e os Stark retomaram a velha amizade, mas os Lannister continuam sendo um problema. – Arya insistiu.
- Robert está morto, ele seria o maior empecilho. – Jon disse – Targaryens e Lannisters se odeiam desde a morte do meu pai, da mulher dele e da minha irmã. Com o apoio de Ned pra eliminar Aegon do cenário, eu poderia oferecer apoio para varrer os Lannister do mapa.
- Pode ser que meu pai concorde, mas as chances são pequenas. – Arya insistiu.
- A menos que ele não tenha como recusar. – Jon disse sério.
- E como você pretende tornar essa oferta irrecusável? Vai me sequestrar? – ela debochou.
- Não. – ele disse calmo – Vou me casar com você. Se for minha mulher, seu pai não vai arriscar sua segurança. Ele vai querer Aegon longe daqui, de preferência morto.
- Meu pai vai querer sua cabeça, Jon. – Arya insistiu – Você enlouqueceu de vez?
- Ned vai reclamar, Robb também e talvez até o tio Ben, mas depois que estivermos casados o que vão poder fazer? – Jon questionou – É contra as crenças do seu pai matar membros da família. Eu te tirei do Norte no meio da guerra e tenho te mantido segura. Caso não tenha notado, sou rico agora. E se nada disso servir pra convencer Eddard Stark, então eu faço um filho em você. Ned vai preferir morrer do que ver você com um bastardo recém nascido nos braços.
- E se eu não quiser me casar com você? – ela perguntou em tom de desafio. Jon se virou e a agarrou pelos punhos num movimento tão rápido que ela não teve tempo de reagir.
Ele a deitou sobre a cama, prendendo-a pelos pulsos e usando o peso do próprio corpo para imobilizá-la. Arya não se mexeu. Ficou apenas encarando-o incrédula e sem fôlego.
- Você quer que Aegon se torne o novo Don? – ele perguntou com a boca a milímetros da dela.
- Não. – Arya respondeu.
- Quer que ele me mate na primeira oportunidade? – ele continuou questionando, sentindo o hálito dela contra a pele de seu rosto.
- Não. – ela disse.
- Quer que ele chegue perto de você? – Jon insistiu.
- Não. – ela respondeu mais uma vez.
- Então por que acha que ainda tem outra opção nessa história, babe? – ele roçou os lábios contra os dela – Casa comigo. – uma das mãos dele deslizou para baixo da saia dela, alisando as coxas até que fosse possível driblar a roupa íntima dela e tocá-la entre as pernas. Arya deu um sobressalto.
- O que pensa que está fazendo? – ela perguntou segundos antes de fechar os olhos e sentir os dedos dele dentro de si.
- Tentando te convencer a dizer sim e deixar seu pai se opções ao mesmo tempo. – Jon disse rouco, movendo os dedos mais rapidamente, fazendo a umidade aumentar entre as pernas dela.
They will not force us
They will stop degrading us
They will not control us
We will be victorious
(So come on)
Arya fechou os olhos e mordeu o lábio inferior, enquanto seu corpo se contorcia debaixo do dele. Ela parecia dividida entre o prazer e sua vontade de recusá-lo outra vez, de dizer o quanto aquilo era impróprio, imoral, ou sabe-se lá Deus o que. Ele não queria ouvir as desculpas dela, não queria ouvir a razão, ou o que quer que fosse.
Seus dedos deslizavam em movimentos contínuos, indo e voltando, fazendo-a perder o fôlego e dizer coisas sem sentido. Os lábios dele se chocaram contra os dela, impedindo que a voz de Arya se tornasse alta de mais. Ela emitiu um gemido sofrido contra os lábios dele no momento em que Jon a sentiu se contrair inteira.
Ela estava úmida e tonta de prazer, o bastante para não ter forças para protestar quando ele desabotoou a frente do vestido dela. As mãos dele foram rápidas em livrá-la de suas roupas e para a alegria dele, Arya passou a cooperar.
Ela desabotoou a camisa dele, deixando-o apenas de regata. Jon desafivelou o cinto e abaixou as calças até a metade da coxa. Não estava no espírito adequado para ser gentil e atencioso. Àquela altura ele já estava mais do que pronto para ela e depois de mais de três semanas evitando ele, Arya ia ter sorte se conseguisse andar depois que ele terminasse com ela.
Ele a penetrou de uma vez, num movimento rápido e firme. Arya deixou escapar um grito mal contido, mas isso não foi o bastante para fazer Jon se tornar mais cuidadoso. Ele se movia num ritimo forte e os sons que escapavam da boca dela estavam a meio caminho entre o gemido e o grito de protesto.
Jon beijou o pescoço e os ombros dela. Ela a agarrou pela cintura, se lançando cada vez mais fundo, sem deixar de beijá-la um minuto se quer. Arya arranhava os braços dele e puxava os cabelos de sua nuca. Suas pernas entrelaçadas às dele.
Foi Arya quem buscou a boca dele, seus lábios ríspidos e imperativos demandavam atenção, ou talvez ela estivesse apenas tentando mantê-los silenciosos, quando o prazer já não podia ser contido. Ela se contraiu inteira em tremores quase convulsivos. Jon se moveu mais rápido e mais forte, prolongando os espasmos, até que segundos depois ele alcançou seu próprio alívio.
Os dois estavam suados e sem fôlego. Os olhos dele estavam turvos. Ele buscou pela boca dela mais uma vez. Quando tudo estivesse terminado, quando Aegon estivesse fora do caminho, quando os Stark estivessem sob controle, ele faria amor com ela tomando todo tempo do mundo e aproveitando cada toque. Mas enquanto os dois estivessem a beira do precipício, seria assim que as coisas funcionariam. A rispidez e a urgência de um casal que faz sexo sabendo que o mundo pode acabar a qualquer minuto. Sem tempo a perder.
Arya estava ofegante. Suas bochechas coradas e o cabelo grudado no rosto. Ela não olhava pra ele. Mais uma vez ela o evitava e aquilo o enfurecia além da imagina. Ele podia entender que para ela era difícil assimilar tudo o que estava acontecendo, mas...Droga! Estarem apaixonados não era o bastante?!
- Casa comigo? – ele perguntou mais uma vez, tentando não soar autoritário.
- Você vai desistir se eu disser não? – ela perguntou encarando-o nos olhos.
- Não. – Jon respondeu convicto.
- Então que outra opção eu tenho? – ela respondeu calma – Nós pedimos para que a orquestra tocasse o tango, agora temos de dançar de acordo.
- Eu te amo. – ele sussurrou contra os lábios dela.
- Eu mataria por você. – foi a resposta rouca dela, pouco antes de Jon beijá-la mais uma vez.
Juras de amor e morte. Algumas histórias de amor não nasceram para serem bonitas, apenas sangrentas. A orquestra começou a tocar o tango, os dois vestiam vermelho e negro, prontos para darem os primeiros passos.
They will not force us
They will stop degrading us
They will not control us
We will be victorious
(So come on)
Nota da autora: Gente do céu, eu amei esse capítulo XD. Sério, eu amei usar o Drogo na história e na minha cabeça ele é um cubano bruto e sistemático espetacular! E até o Jorah, nosso King of Friendzone, apareceu XD. A Arya totalmente maquiavélica planejando formas de desbancar o Aegon. Essa NC totalmente inesperada, mas que eu adorei. E pra quem está se perguntando "por que o Jon não mata o Aegon logo?" eu digo que é porque até certo ponto ele tem os limites dele. Ele não quer matar alguém do mesmo sangue, mesmo que seja a víbora do Aegon, até porque ele está se contendo em respeito ao Aemon. O que não quer dizer que ele não vá apoiar qualquer pessoa que esteja inclinada a fazer isso. Espero que gostem e comentem.
Bjux
Bee
