Capítulo 3 – Do Aeroporto à King's Cross
Renesmee's POV
-Nessie... acorda... chegamos... – disse mamãe, baixinho.
Abri meus olhos lentamente.
-Nós já chegamos? – perguntei, num sussurro.
-Já, princesa. – respondeu mamãe.
Assim que tudo ficou claro em minha cabeça, uma lágrima escorreu pelo meu rosto.
-O que foi, filha? – perguntou mamãe, afagando meu rosto.
-Falta pouco tempo para eu ficar longe de vocês... – expliquei, meus olhos acumulando lágrimas.
-Nessie... não pense nisso... Você vai se divertir tanto que vai até esquecer-se de nós. – disse papai.
-Nunca. – disse.
-Ok... mas você se divertirá muito... – falou mamãe.
-E não se esqueça de treinar bastante os feitiços que você vai usar no Emmett... – papai sussurrou em meu ouvido.
-Pode deixar. – sussurrei de volta.
Levantei-me, e, de mãos dadas com os dois, deixamos o avião.
Enquanto andávamos até o lugar onde pegaríamos as malas que tia Alice havia preparado para mim, nós fomos conversando.
-Nessie, quero que você escreva toda vez que puder... – disse mamãe.
-Já vamos começar com o ritual da despedida? – perguntei.
-Bom... não quero esquecer de nada... – explicou mamãe, rindo.
-Querida, acho que você não deve espalhar quem você é... conte somente para seus amigos mais próximos... não queremos que isso interfira no seu relacionamento com os outros estudantes...
-Seu pai tem razão... mas você pode contar para os professores se você tiver algum problema... eles poderão te ajudar.
-Ok.
Pegamos então as minhas malas, e pegamos um táxi.
-Para a estação King's Cross, por favor. – disse papai ao motorista.
No caminho, nós passamos por muitos lugares bonitos, meus olhos não desgrudaram da janela, só quando papai ou mamãe me chamavam.
A viagem foi tão legal... queria poder passar algum tempo por aqui.
-Não se preocupe... podemos passar uma parte das férias aqui, se você quiser. – disse papai, ao ler meus pensamentos.
-Quero!
-Então está decidido.
-Mamãe, olha aquela loja de roupas... que enorme! Tia Alice ia amar!!!
-Sua tia ia é comprar a loja toda...! – disse mamãe, rindo.
-Edward, olha ali. – disse mamãe, e eu, assim como papai, olhei para onde ela apontava.
Era um monumento, uma estátua, dedicada a alguém que também se chamava Edward, príncipe Edward, escrito pela princesa Scarlet, em 1898.
Era uma estátua de Edward e Scarlet, dançando, com trajes de festa daquela época; embaixo havia uma placa, escrito:
"Edward, enquanto você estiver em minha vida, nada me faltará. Você é o maior presente que já tive; o sonho do qual não quero acordar. Quero que você saiba que hoje e em todo sempre, meu coração pertencerá a você. Eu te amo."
Que lindo!
-Considere o mesmo para você! – disse mamãe, beijando papai.
O beijo demorou um pouco, e depois papai sussurrou no ouvido de mamãe:
-Eu te amo... muito... mais do que você pode imaginar... meu coração também sempre será seu. – e então papai beijou mamãe de novo.
Esperei eles terminarem.
-E eu também amo vocês! Mais do que minha própria vida... – disse, segurando o colar em forma de coração que eu havia ganhado deles no meu primeiro Natal.
-E nós também, princesa. – respondeu papai.
E eu, então, aconcheguei-me no meio dos dois, vendo pela janela as maravilhosas paisagens, desejando que esse momento não passasse jamais.
...
Mas ele passou... E de repente o táxi parou em frente à estação, papai pagou o motorista, nós pegamos as malas e fomos em direção à plataforma 9¾.
Tia Alice, tia Rose, eu e Horácio viemos ao Beco Diagonal semana passada, para comprar meu material... compramos tudo da lista... menos o animal... que, por motivos bem fáceis de se imaginar, foi excluído da lista.
-E aqui estamos nós... entre as plataformas 9 e 10... está pronta para atravessar a parede, Nessie? – sussurrou papai para que os outros trouxas não ouvissem.
-Estou!
E, como num passe de mágica (na verdade, foi uma mágica...) nós estávamos na estação 9¾... Eu pude ver várias crianças com quem eu passaria meu ano letivo, e como sempre, algumas delas olhavam para nós.
-Bagagem dos alunos do primeiro ano por aqui!!!!! – ouvi um cara extremamente alto gritar.
-Vamos, Nessie. – mamãe disse.
Despachamos minha bagagem, e continuamos as despedidas que haviam se iniciado desde quando deixamos Forks.
-Lembre-se de tudo o que eu te disse... não vou conseguir repetir tudo novamente. – disse mamãe.
-Pode deixar, não esqueci de nada!
-Eu te amo, princesa. – disse mamãe, me abraçando.
-Eu também! Amo você também, papai!
-Eu também, querida. – disse papai, juntando-se ao abraço.
Fui abraçada e beijada várias vezes, até que papai falou:
-É melhor você entrar.
-Ok.
-Vamos sentir muitas saudades! Escreva logo! - disse mamãe.
Acenei para eles e eles retribuíram, acompanhando-me com os olhos e com o coração enquanto eu entrava no trem.
