Capítulo 6 – O Início do Ano Letivo


Renesmee's POV


Um barulho surgiu de repente... não conseguia identificar de onde ele vinha... Mas que barulho ir-ri-tan-te!!! Ele foi ficando cada vez mais alto... a minha visão foi ficando cada vez mais embaçada... Quando, do nada, tudo desapareceu... menos o tal barulho... que era a única coisa que eu queria que sumisse!

-Mas que barulho CHATO!!! – gritei, enquanto me sentava.

Só depois percebi que eu estava sentada na minha cama, que o tal barulho era o despertador mágico e que todo mundo estava olhando para mim, como se eu fosse um monstro. Ah, espera aí... tecnicamente, eu sou... mas, não vem ao caso.

-Ah... foi mal, gente! Não estou acostumada com esse barulho...

-Tudo bem... – disse Lílian, sentando na cama, igual a mim.

-Com o barulho do despertador? – perguntou Georgina.

-Não... com o barulho desse despertador... apesar de que eu não sou muito fã de despertador nenhum... Quando eu era menor, ficava com tanta raiva que eu joguei o travesseiro nos treze primeiros...

As quatro riram.

-Aí, mamãe e papai resolveram que eles é que iriam me acordar de manhã... para não haver mais estragos. – eu contei. – Já que, bom... o despertador, depois que o travesseiro batia nele, sempre quebrava alguma coisa... Eu quebrei, ao todo... hmmm... três vez a porta, em todas as vezes ela quebrou; sete vezes a janela; uma vez a estante, que desprendeu parcialmente da parede; uma vez a porta do meu closet, minha tia quase me matou... há suspeitas de que ela ame aquele closet mais do que qualquer coisa; e uma vez eu acertei só a parede...

Elas riram ainda mais.

-E o mais estranho... nós nunca achamos os restos dos despertadores que atingiram a janela...

-Como? – perguntou Phoebe, rindo.

-Não sei... – eu disse.

Na verdade, eu sabia... Eu havia jogado eles com tanta força que eles... foram parar em algum lugar muito longe dali...

-Você vai ter que se acostumar... – disse Olívia, rindo.

-É, eu sei... até porque não sei onde esse despertador fica para eu jogar o travesseiro nele... – eu disse.

Elas riram mais.

-O que nós fazemos agora? –eu perguntei.

-Devemos nos arrumar para o café da manhã... – disse Lílian.

-Hmmm... eu... ahn... não estou com fome... – inventei.

-Como??? Não te vi comendo desde... calma... eu nunca te vi comendo! – disse Lílian.

-É que eu... eu tenho... é um... problema de família... eu consigo ficar um tempo sem comer... não sinto fome... – e de, algum jeito, isso era verdade.

-Hmmm... nunca tinha ouvido falar nisso... – disse Phoebe.

-É... uma coisa muito rara... – eu disse – Coisa rara de trouxas... – completei.

-É... não tinha como nós sabermos... – disse Lílian.

-Vocês sabem onde fica a sala do Hartford? – perguntei.

-No segundo andar... à direita da estátua da fênix... tem uma escada em forma de espiral, é só subir. – disse Lílian.

-Como você sabe tudo isso se nós só chegamos ontem? – perguntou Georgina.

-Tenho dois irmãos e uma prima mais velha estudando aqui... e meus pais me contam muitas histórias sobre Hogwarts...

-Ah... – disse Georgina.

-Então... vamos nos arrumar? – perguntou Phoebe.

-Sim! – disse Olivia.

Todas nós colocamos os uniformes; eles cabiam perfeitamente em nós...

-Então já podemos ir ao refeitório? – perguntou Lílian.

-Ah... eu... encontro vocês lá... preciso mandar uma coisa para casa antes... Por falar nisso... onde fica o correio?

-Bom... você deixa as cartas no primeiro andar... com a Senhora Keemo... – disse Lílian,

-Então, nós vemos lá na mesa! – disse Olivia.

-Tchau, Renesmee! – disse Georgina.

-Ah, pode me chamar de Nessie... – eu disse.

-Ok, Nessie! – disse Georgina, abrindo um sorriso.

-Tchau! – eu disse.

E elas partiram.

Peguei minha bolsa, onde estava o horário e parti para minha expedição a procura da sala do diretor.

Saí apressada da sala comunal... não podia demorar muito tempo, se não elas desconfiariam.

"Estátua de fênix, estátua de fênix... mas, o que é uma fênix?"

Ah... que ótimo! Vou ter que perguntar a alguém!

Felizmente, avistei Rosa no corredor, com algumas amigas.

-Rosa! – eu disse.

-Oi, Nessie! O que foi?

-É que... eu conversei com a Lílian... e ela falou sobre uma tal de 'fênix'... Você pode me dizer o que é uma fênix?

-Claro... é... tipo um pássaro gigante... Quer mais detalhes?

-Não, está bom assim. Obrigada.

-De nada... Você está indo para o refeitório?

-Não... não estou com fome... vou mandar uma carta para casa... mas vou para lá quando acabar...

-Ok... vejo você depois!

Agora está mais fácil... "Estátua de um pássaro gigante... estátua de um pássaro gigante..."

Achei!!!

E lá estava... a escada em forma de espiral... assim como Lílian havia dito.

Subi a escada rapidamente, e encontrei o diretor sentado em uma poltrona, lendo um livro.

-Bom dia, diretor! – eu disse.

-Ah... Renesmee... bom dia! Esperava vê-la de manhã...

-Bom... imaginei que deveria vir vê-lo... já que ontem no jantar o senhor disse...

-Sim... pensou certo... – ele me interrompeu.

-E... bom... do que falaremos, exatamente?

-Antes de qualquer coisa, sente-se... – ele disse, apontando para uma poltrona em frente à dele.

-Obrigada. – eu disse, sentando-me.

-Então, me diga, está gostando de Hogwarts?

-Sim... muito... Tudo aqui é tão diferente... Tão... mágico...!

-E suas companheiras de quarto, são legais?

-Muito... Já conhecia Lílian, do trem... nós já somos muito amigas... Também são meus amigos Thiago, Rosa, Alvo, e Hugo... todos são muito legais.

-Sim... são mesmo... sabe.. os pais deles são muito reconhecidos e respeitados por todo o mundo mágico... Gostaria que eu lhe contasse a história?

-Claro, eu adoraria.

Hartford me contou toda a história de Harry, Hermione, Rony e Gina... e de seus outros amigos e familiares também. Contou sobre Alvo Dumbledore, Severo Snape, e até sobre Draco Malfoy.

-Uau... – foi a única coisa que eu consegui dizer.

-Sim...

-Ahmmm... senhor? Posso lhe fazer uma pergunta?

-Claro, Renesmee... Quantas quiser.

-Bom... eu gostaria de saber se... foi meramente coincidência que eu e Lílian ficamos no mesmo quarto... ou se...

-Se eu tive alguma coisa a ver com isso?

-Sim.

-Bom... eu queria muito que você ficasse próxima de Lílian, e de Thiago, Alvo, Rosa e Hugo. Então, pedi que colocassem você no mesmo quarto que ela.

-Posso perguntar por que?

-Veja bem, Renesmee... Você, sem dúvida, é uma criança fantástica... mais do que qualquer uma que estuda aqui... Você entende... por causa do que você é...

-Sim.

-E... todos da família Potter e Weasley são muito corajosos e leais... Você pôde ver pela história que lhe contei...

-Sim.

-Tinha certeza que não se intrometeriam em sua vida, mais do que você contasse, e não fariam questão de saber coisas que você não quisesse contar. Sabia, desde o início, que eles não abandonariam você, se descobrissem... e ficariam do seu lado, ajudando você. O que quero dizer é...

-Se, algum dia, eu precisar contar a eles sobre o que eu sou, se eu precisar de alguma ajuda, eles serão os que eu certamente poderei contar com. – completei.

-Sim, exatamente. – disse ele, com um sorriso. – E foi muita sorte você ter conhecido todos eles logo no trem... e ter se dado bem com todos.

-O senhor acha que eu precisarei contar a eles? Digo, que alguma coisa acontecerá para eu precisar contar?

-Não posso lhe dar uma resposta... o futuro é totalmente imprevisível...

"Não para tia Alice" pensei.

-E o senhor acharia ruim que eu contasse a eles?

-Mesmo que nada esteja acontecendo?

Assenti com a cabeça.

-Sabe... eu tenho que inventar desculpas para tanta coisa... – expliquei.

-Eu entendo... Mas acho que você deve continuar mantendo segredo... só conte se você não conseguir mais esconder.

-Posso fazer isso.

-Ótimo.

-Bom, quando Horácio foi lá em casa, falou que eu teria permissão para... ca... alimentar-me...

-Sim...

-E como será isso?

-Olha... eu pensei bastante sobre isso... e... eu darei a você uma espécie de passe, onde eu autorizarei que você saia de Hogwarts para se alimentar...

-Ok.

-Porém, tenho outra idéia, além dessa.

-Qual?

-Você já ouviu falar em Hogsmeade?

-Não...

-É uma vila mágica... cheia de lojas mágicas... e, em uma delas, Dedosdemel, há uns... pirulitos sabor sangue.. destinados diretamente aos vampiros... eles são os únicos que compram.

-Os bruxos sabem da existência dos vampiros?

-Sabem.. mas não do seu tipo... os vampiros que conhecem são os tradicionais... e há muito poucos espalhados por nosso mundo...

-Entendo... mas continue...

-Bem... eu estava pensando se esses pirulitos satisfariam sua sede... para... hmmm... controlá-la... o que possibilitaria que você saísse de Hogwarts apenas quando fosse realmente necessário...

-É uma ótima idéia...

-O problema é que não sei se eles fariam isso... ou se são somente doces... que tem o mesmo efeito dos doces para nós...

-Entendo...

-Mas... não provei essa teoria... e estava pensando... Você está com sede agora?

-Estou... não com muita sede, mas estou..

-Gostaria de tentar?

-Com certeza.

-Ok.

O diretor então se levantou, foi até sua escrivaninha, e pegou um pirulito, vermelho, com a parte de doce um pouco maior que uma bola de pingue-pongue.

-Aqui. – disse ele, entregando-me o pirulito. – Prove... coma ele todo e me diga se funciona.

-Está bem.

Peguei o pirulito da mão dele e comecei a comê-lo.

Hartford ficou me olhando, esperando ansiosamente se funcionaria.

O pirulito tinha realmente gosto de sangue... e acabava com minha sede...

Até que o pirulito acabou.

-E então? – ele perguntou.

-Sinto-me como se tivesse acabado de caçar.

-Excelente! Acho que, com isso, você poderá sair de Hogwarts menos vezes...

-Sim... acho que dá para ser assim.

-Ah... mas se houver necessidade você poderá sair sempre.

-Ok.

-Então vamos fazer seu passe.

-Claro.

Ele se levantou e foi até sua mesa, sentando-se em uma grande cadeira estofada, e eu o segui, parando em frente à mesa.

Enquanto ele escrevia, eu olhei em volta; sua sala tinha tantas coisas diferentes...

-Aqui está. – disse ele, e me entregou um papel com a autorização.

-Obrigada. E os pirulitos, você tem mais?

-Ah... ainda não... mas, vou comprá-los hoje... passe na minha sala depois das aulas, que eu lhe entregarei.

-Ok.

Eu continuei olhando em volta, até que meus olhos pararam em uma coisa vermelha.

-Senhor Hartford, aquilo ali é uma fênix?

-Ah... sim...

-Nossa! É tão bonita.

-É a Fawkes. Era de Dumbledore.

-O ex-diretor? Da história que o senhor me contou?

-Sim.

Olhei então para um relógio antigo, que estava na parede.

-Nossa! Olha a hora! A primeira aula começou há quinze minutos. É melhor eu ir.

-Sim, e, aqui, leve isso para o professor Praagh, explicará o porquê do atraso.

-Ok. Hmmm... diretor?

-Fale.

-Todos os professores sabem que eu sou um vampiro?

-Sim.

-Ah... ok.

-Volte depois das aulas, para pegar os pirulitos.

-Está bem. Tchau!

-Tchau, Renesmee!

"Agora, tenho que ir até a sala do Praagh... hmmm... onde é?" Peguei o horário e vi. "Sala 6D, na torre norte."

...

Quando cheguei na sala, localizei Lílian, guardando um lugar, provavelmente para mim, e Hugo, sentado do lado de um outro garoto.

-Ahn... com licença.

-Sim, - disse o professor. – quem é você?

-Renesmee Cullen. Aqui. – entreguei-lhe o bilhete.

-Ah.. sim... – disse ele, quando terminou de ler o bilhete. – Sente-se.

-Obrigada.

-Estamos na página 15.

-Ok, obrigada.

Sentei-me e abri o livro.

-Onde você estava? – sussurrou Lílian, enquanto o professor falava.

-Resolvendo um... problema.

-Mandou a carta?

-O que? Ah... a carta... sim...

Prestei muita atenção na aula, não queria começar mal o ano.

A aula acabou vinte minutos depois, e o professor passou um dever de casa – ler da pagina 20 a pagina 35 –, e todos os alunos saíram.

-Por que você chegou atrasada? – perguntou Hugo, enquanto nós caminhávamos.

-Eu... tive que resolver uma coisa.

-Hmmm...

-Nossa, sua boca está um pouco vermelha. – disse Lílian.

-É... eu... comi uma... bala...

-Mas você disse que era alérgica. – disse Hugo.

-E sou... mas não a essa bala.

-Posso experimentar? – perguntou Lílian.

-Elas acabaram... vou receber mais hoje à noite. Mas vai por mim... você não vai gostar.

-Vai receber? – perguntou Lílian.

-Sim...meus pais vão mandar para mim.

-Ah...

-Qual aula nós temos agora? – perguntei, mudando de assunto.

-Transfiguração, com a professora Schutel. – disse Lílian. Será que ela já tinha decorado o horário?

-E onde é? – perguntei.

-Sala 8K, no terceiro andar. – ela respondeu.

-Então vamos. – Hugo disse.

No caminho, nós continuamos conversando.

-Foi uma mudança... – disse Lílian.

-O que? – perguntei.

-Até ano passado, nós só tínhamos aula de "História da Magia" a partir do segundo ano... agora eles mudaram. – disse Lílian.

-Ah... mas é bem legal! – eu disse.

-É essa sala aqui. – avisou Hugo.

-Bom dia, professora Schutel. – Lílian disse.

-Bom dia, crianças, podem se sentar.

-Está bem. – respondi.

As mesas eram de dois lugares, como na aula do Praagh. Eu e Lílian nos sentamos em uma das mesas, e Hugo sentou-se na mesa vizinha, como havia feito na outra aula.

Nós havíamos sido os primeiros a chegarem à sala.

-Então, quais são seus nomes? – a professora perguntou.

-Eu sou Lílian Potter.

-Ah, sim... a filha caçula de Harry Potter... como estão seus irmãos? Thiago e Alvo.

-Bem. A senhora está dando aula para eles também, não é?

-Sim, mas ainda não os vi esse ano. – ela então se virou para Hugo. – Ah... você com certeza é o irmão de Rosa, não é?

-Sim. – ele disse.

-Vocês se parecem! Seus pais estão bem?

-Sim, obrigado.

-E você? – ela então se virou para mim.

-Eu sou Renesmee Cullen.

-Ah... sim... ninguém de sua família estudou em Hogwarts, certo? Tudo deve ser novo para você.

-Sim.

-E está gostando?

-Sim... Todos e tudo aqui são incríveis.

-Que bom. – ela disse, com um sorriso.

Mais alunos então chegaram.

-Bom dia! Podem se sentar.

E quando deu a hora, a aula começou.

...

-Vamos! – chamou Lílian – É hora do almoço!

-Hmmm... ok!

Nós três, Hugo, Lílian e eu, fomos até o refeitório, e encontramos os outros, já sentados.

-E então? – perguntou Rosa – se divertindo?

-Sim. – respondemos.

Todos começaram a comer; o almoço já estava servido. Quer dizer, todos, menos eu.

-Você não vai comer? – Alvo perguntou.

-Hmmm.. não. Vou escrever para meus pais. – peguei uma caneta e um papel, e comecei a escrever.


Papai, Mamãe, e todos aí de casa,

Oi! Vou contar como foi meu dia. Já tive aula de História da Magia e de Transfiguração. Foi muito legal. Apesar de que eu cheguei vinte minutos atrasada na primeira aula... mas, antes de qualquer coisa, quero explicar que eu estava falando com o diretor. Ah, vocês sabiam que aqui existem pirulitos sabor sangue, e que eles funcionam assim como sangue de verdade?!? É... o diretor me deu... assim, não precisarei sair tantas vezes para caçar.

Eu fiquei na Grifinória! Na mesma casa dos amigos que eu fiz no trem. Lílian está no mesmo quarto que eu... Sou eu, Lílian, Phoebe Tamblyn, Georgina Kardec e Olivia Lancellin.. Elas são muito legais.. e nós ficamos conversando até dormir ontem.

Papai, tenho uma notícia não muito boa... O diretor nos disse que nós não podemos usar magia fora de Hogwarts! Então... eu não vou poder fazer nada com o tio Emmett... ainda...

Estou morrendo de saudades!!! Escrevam-me logo!

Com amor,

Nessie.


-Pronto! Vou mandar para eles. – disse.

-Você não mandou uma carta de manhã? – perguntou Lílian.

-Mandei, mas foi para minha outra avó... que mora em Jacksonville... – menti.

-Ah... posso ir com você? Eu já acabei de almoçar. – perguntou Hugo.

-É... posso ir também? – perguntou Lílian.

-Claro! – respondi.

Nós fomos andando até lá.

-Ahm... eu gostaria de mandar essa carta para meus pais. – eu disse, entregando o envelope.

-Ok. – disse a senhora Keemo, pegando-o. – Você já botou o endereço, nome, essas coisas?

-Já.

Ela leu.

-Ah, sim, Renesmee... Se não me engano, tem uma carta para você... – ela se virou para procurá-la. – Aqui. – ela me entregou.

-Obrigada.

Juntei-me a Lílian e Hugo, que me esperavam a poucos passos de distância.

Nós começamos a andar em direção a próxima aula, e eu abri a carta.


Oi, filha!

Como estão as coisas por aí? Estou com muita saudade! Quero que você me conte tudo que já aconteceu com você, ok? Eu te amo, querida! A casa não é a mesma sem --

Nessie!!!

Como você está? Eu achei umas roupas tão bonitas para você! Não resisti... e comprei. Mandarei junto com a próxima carta... sei que você vai amar! Já teve chance de usar as roupas novas? E o uniforme, é muito ruim? Tenho uma coisa para --

Oi!

Estou esperando por você para nós continuarmos nossas quedas de braço! E competições de caça! Eu vou ganhar!!! Hahahaha! Você já aprendeu a subir na vass--

Oi princesa!

Estou com muita saudade! Quero ver todos os feitiços que você já aprendeu! (E de preferência que você use o Emmett como cobaia) Te amo muito! Não ligue para as besteiras que qualquer um dos seus tios [Emmett, Alice, Rose e Jacob, mesmo ele não sendo seu tio] escreva, ok?

Ei, Nessie!

Tudo bem? Já devorou quantos alunos? To brincando! Tem algum garoto tão bonito quanto eu aí? Tenho certeza que n--

Oie!

Nossa... esse papel ta fedendo... Que horror Jacob! Mas... ok... e aí, Nessie? Como está a minha sobrinha? Estou com MUITA saudade!!!! A Alice já comprou um guarda-roupa inteiro para você! Hmm... tenho uma surpresa para você! Mando com a próxima carta...! Escreva log--

Minha Nessie,

Quero notícias de você!!! Estou com muita saudade!!!!

Nessie,

Está aproveitando Hogwarts? Conte-me tudo sobre aí!

Finalmente consegui pegar o papel para escrever! Só queria dizer que estou com saudades! Mande notícias!

Foi um puxando o papel do outro para escrever... Uma cena engraçada... Por isso que nenhuma mensagem está completa... Você já deve ter imaginado quem escreveu cada coisa... Mas, para não deixar dúvida...

Mamãe, Tia Alice, Tio Emmett, Papai, Jake, Tia Rose, Vovó, Vovô, e Tio Jasper, respectivamente.

PS: Só reforçando o ponto principal da carta: Nós te amamos muito!!! Estamos morrendo de saudades!!!


A cada linha que eu lia ficava com mais saudade! E assim que terminei, comecei a rir... imaginando a cena...

Ri o caminho inteiro até a sala de aula...

-Bom dia! – disse o Horácio, professor de Poções.

-Bom dia. – respondemos.

Nós nos sentamos e pouco tempo depois a aula começou.

Nós fizemos – ou melhor, tentamos fazer – nossa primeira poção!

-Hoje... vocês tentarão, individualmente e seguindo as instruções do livro página 36, criar uma poção Veritaserum. Alguém sabe o que essa poção faz?

Eu abri o livro naquela página, que estava explicando o que era e como se fazia.

Lílian levantou o braço.

-Sim, Lílian.

-É a poção da verdade mais forte e perigosa que existe.

-Muito bem, e por quê?

Eu tinha acabado de ler isso, então, levantei o dedo.

-Sim, Renesmee.

-Bom, ela não tem cheiro nem sabor, e é transparente, assim, que nem água. Apenas três gotas podem fazer com que todos os segredos dessa pessoa sejam revelados.

-Sim, está corretíssimo! E alguém sabe me dizer como ela funciona? Lílian?

-A pessoa, depois que toma a poção, responde a todas as perguntas que são feitas a ela com a mais pura verdade; ela não consegue mentir, nem esconder a verdade. – respondeu Lílian.

-Sim... Só um aviso: a poção não ficará pronta hoje, visando que ela demora um mês, mas vocês começarão hoje. Devo lembrar-lhes também que ela só é usada em casos de extrema necessidade, como em comensais da morte e prisioneiros de Azkaban. Então, podem começar.

Comecei a ler as instruções, e a segui-las.

De repente, Horácio estava a meu lado, e disse, bem baixo:

-Devo dizer que você, mais do que qualquer outra pessoa, deve tomar cuidado com essa poção... Você entende o porquê, certo?

-Sim.

-Muito bem, continue.

E eu, muito entretida, fui misturando os ingredientes, até a aula acabar, com a carta de Forks em minha cabeça.