Capítulo 17 – Esclarecimento


Renesmee's POV


-Como você está se sentindo? – Horácio perguntou. – Está melhor? Sente-se. – ele apontou para a poltrona.

-Sim, só um pouco... confusa.

Fiz uma pausa, esperando que eles começassem a me contar tudo o que eles sabiam. Quando vi que isso não aconteceria, continuei.

-O que aconteceu?

Os dois se olharam.

-Por onde você quer que nós comecemos? – Hartford perguntou.

-Pelo início. – eu disse.

-Veja... isso é uma coisa séria... e, você tem o direito de saber... – Horácio disse. – E tenha em mente que tudo ainda é um grande mistério... muitas coisas ainda não foram solucionadas.

-Sim. Contem-me o que vocês sabem.

Toda aquela hesitação, tanto da Sra. Adas quanto deles dois ( e provavelmente de qualquer professor para quem eu perguntasse) só reforçava mais a minha idéia da gravidade da situação. Alguém havia matado aquele aluno, alguém perigoso e desconhecido.

-Quem era ele? – eu perguntei.

-A aluna? – Horácio perguntou.

-Isso.

-Mackenzie Grant. – Hartford disse.

Grant?? Ela era...

-Estava no 4º ano. Que aluna exemplar! – Horácio disse.

-Grant... – murmurei, incrédula.

-Receio que você conheça seu irmão, Chace Grant.

Chace... Sim, ela era a irmã dele.

Levei um tempo para me recompor. Os dois pareceram esperar pacientemente.

-Quem fez... aquilo? – perguntei.

-Só iríamos contar-lhe depois de ter mais certeza, mas, contanto que você prometa que não contará a ninguém... – disse Hartford.

-Eu prometo.

-Nós suspeitamos que... seja um...

Não podia ser!

-...um vampiro. – ele completou. – Ou algum ser que possui semelhanças com os vampiros.

-Vampiro? – sussurrei.

-De acordo com as... marcas, e as evidências... – disse Horácio.

-Marcas? Evidências?

-Veja, Renesmee... há... maneiras de descobrir qual feitiço foi usado, o que não inclui um feitiço em especial. E, nenhum feitiço foi usado nela. Pelo menos nenhum que conseguimos detectar. – ele explicou.

-E não poderia ser esse feitiço em especial? – eu perguntei, parecia um pouco óbvio.

-Não... esse único feitiço desintegra o corpo... imediatamente. – Horácio respondeu.

-Além disso, o sangue.... é mais uma prova de que foi um vampiro. – Hartford disse.

-Mas como lhe dissemos... tudo ainda é muito amplo... esse ser pode ter alguma habilidade ou... característica que o esteja protegendo.

Abri a boca para falar, mais nada saiu.

Nós... papai, mamãe, tia Alice, tio Jasper, eu... Jane, Aro.... todos temos habilidades.

-Então... enquanto tentávamos formular uma hipótese, lembramos que... você e sua família também têm características peculiares... e assim voltamos à idéia do vampiro. – Hartford disse.

-Que habilidade ele teria? De que tipo? – perguntei.

-Bom... isso você conhece muito mais do que nós... e achamos que você pudesse nos ajudar.... Que habilidades existem? – Horácio perguntou.

-Muitas. – eu disse – É impossível citar todas... Nem eu sei... Genericamente, existem poderes mentais, "físicos", de defesa...

-Pode nos explicar um pouco mais? – Hartford perguntou.

-Os poderes mentais são aquele que... bom... alguns provocam ilusões... como... Zafrina... ela consegue... criar miragens realmente realísticas... ou... o de Jane,,, que consegue causar uma dor "mental" na vítima, muito forte... Mas muitos poderes mentais não causam ilusões.... tio Jasper pode controlar as emoções de todos; tia Alice pode prever o futuro; papai pode ler mentes...

-Prossiga. – Hartford pediu.

-Há um vampiro... Benjamin, que consegue controlar a água, a terra, o fogo e o ar. Mamãe é um escudo... nenhum poder mental funciona com ela... a não ser o meu... Mas há muitos outros poderes.

-Se ele realmente possuir algum deles... terá ainda mais em seu favor. – observou Horácio.

-Sim... talvez seja o ser mais perigoso que o mundo bruxo já enfrentou. Mais do que Voldemort.

E ele era um vampiro.

-Sinto muito. – eu disse, baixo.

-O que? Isso não é sua culpa... ele apareceria de qualquer jitó. Muito pelo contrário... você está nos ajudando muito. – Hartford disse.

Lembrei-me de uma coisa.

-Isso significa que... eu não sou o primeiro – e único – vampiro bruxo?

-Não creio que sim... você é a única, por enquanto.

-Então... – eu comecei.

-Isso ainda é um mistério. – Horácio disse.

-Ahm... ele ainda está por perto?

-Triplicamos a segurança e os feitiços. O Ministério da Magia foi alertado e estão fazendo a especulação em total sigilo. Ele precisaria ser muito poderoso para conseguir entrar aqui novamente. – ele respondeu.

Lembre de Chace.

-E a família de Mackenzie? Chace e o resto?

-Não sei se você sabe... eles são cinco... agora quatro... – Horácio disse.

-Cinco? – ele nunca havia me contado.

-Sim... quatro garotas e mais o Chace.

-Eles estão aonde?

-Os quatro continuam em Hogwarts.

Hartford olhou para o relógio.

-Acho que você deveria ir para seu quarto. Amanhã tem aula.

-Ok. Boa noite. – eu disse, levantando-me.

-Renesmee... lembre-se: segredo. – Horácio alertou-me.

-Pode deixar. Ahm... se vocês...

-Se descobrirmos alguma coisa nós te contamos. – Hartford completou.

Deixei os dois conversando e segui para o salão comunal.

Durante todo o caminho lembrei-me de Chace.

Minha espécie matara uma das irmãs dele. Não só esse ser, mas todos nós... somos perigosos demais.

Os corredores, mais uma vez vazios....

-Pálido como mármore. – eu disse para o quadro, fazendo, não só ele dar passagem para o salão como também a mais uma lembrança do monstro horrível que eu era.

Passei pelo salão já vazio e fui até meu quarto. Vesti meu pijama e me soterrei em meio às cobertas, na esperança de que, pelo menos em meus sonhos, eu não fosse uma assassina.


N/A: Feliz Dia das Crianças adiantado! =]