Erros por conta da casa, como sempre.
E AQUI a história realmente começa. Sim, senhoras e senhores, isso tem plot além da comédia louca.
Capitulo 3
Nepeta
Primeiro dia de aula na PUC. O lugar era enooorme e Nepeta se sentia mais minúscula ainda ali. Pegou o papelzinho onde tinha anotado a sala que deveria ir e olhou ao redor. Não fazia ideia de que direção tomar... Ficou rondando um pouco, tentando ver se achava uma placa ou algo assim.
Como tinha chegado atrasada, não haviam muitos alunos fora de suas salas agora. Já estava começando a se desesperar quando um rapaz alto passou perto dela e ela decidiu pará-lo para pedir ajuda.
– Er, com licença, eu... - Congelou ao perceber o quão alto ele era. Claro que para uma garota de 1,58 quase todo mundo parecia alto, mas mesmo assim esse cara devia ter uns 2 metros! Ou 3! Pessoas podem ter três metros, certo?
– Posso ajuda-la? - Ele perguntou impaciente, abaixando um pouco os óculos escuros retangulares.
– Er, sim! - Despertou de seus devaneios sobre pessoas de 3 metros. - Eu queria saber onde era essa sala aqui... - Ela entrega o papel a ele.
– Ah, sim. - Ele lê e devolve para ela. - Fica no subsolo.
– No subsolo?! - Ela pergunta um tanto quanto indignada. Ela ia ter aulas no subsolo? Aquele lugar enorme e justo o subsolo?
– Não é tão ruim quanto parece. Eu acho. - Ele toma a dianteira. - Vem, eu vou te levar até lá.
Ela sorri e o segue. Até que, ignorando o fato de que ele era incrivelmente alto, parecia forte o suficiente para quebra-la ao meio e tinha uma voz grave bastante intimidadora, ele parecia uma pessoa legal.
– Muito obrigada! A propósito, meu nome é Nepeta.
– Equius Zahhak. - Ele responde.
Ela faz uma careta. Ele não era muito do tipo falante pelo visto. Mas tudo bem! Ainda podiam ser amigos mesmo assim!
Logo, os dois descem as escadas e chegam na sala que Nepeta teria sua primeira aula.
– É aqui. - Ele anuncia.
– Ah, sim! Domo arigatou! - Ela agradece com uma reverência.
– Domo itashimashite. - Ele responde automaticamente e já estava se virando para ir embora quando ela o para.
– Você fala japonês? - Ela pergunta encantada, os olhinhos verdes brilhando.
– Ahm... Sim... - Ele responde meio sem entender.
– Puxa vida! Nunca tinha encontrado alguém que pudesse falar japonês também! Isso é incrível!
– Eu falo muitas línguas. Eu passei boa parte da infância me aplicando em adquirir todo tipo de conhecimento que poderia vir a ser útil. - Ele dá de ombros.
De repente, os dois ouvem o sinal tocar.
– Ah, me desculpa eu acabei atrasando você... - Ela diz envergonhada.
– Esta tudo bem. Não se preocupe com isso. - Ele sorri e algo diz a Nepeta que ele não fazia isso com muita frequência.
Ele vai embora e Nepeta vai para a sua sala, com um novo plano em mente: Virar amiga desse Equius Zahhak!
Terezi
Ela estava juntando suas coisas para sair, enquanto deixava Karkat usar seu computador. Karkat tinha passado a ultima semana inteira lá. Claro que Terezi não se incomodava em tê-lo por perto, pelo contrário, mas achava de certa forma engraçado.
– E ai? Conseguiu falar com quem você queria? - Ela perguntou para o garoto.
– Não... - Ele suspira, empurrando o teclado (com números em lugar de algumas letras, Karkat surtou quando viu aquilo e não se surpreendeu nem um pouco ao saber que tinha sido um presente "irônico" do Strider) para que pudesse se debruçar na escrivaninha. - Já estou ficando preocupado.
– Qual o problema com o seu amigo, afinal?
– Ele foi ver o avô ou algo assim. Mas cada vez que ele vai, parece que ele demora mais pra voltar. E muitas vezes ele vêm estranho, meio sério...
– Não deve ser nada. - Ela dá um sorriso para ele. - Qual o nome dele mesmo?
– Gamzee Makara.
– Makara? - Ela saí do comodo, mas continua falando. - Hm... Já ouvi esse nome antes... Acho que foi minha mãe falando ou algo assim.
– E esses seus pais que eu nunca vi, ehm? - Ele grita em resposta.
– Vai continuar não vendo. Minha mãe tá em Brasília. Sabe como é, ela trabalha no governo. E meu pai... Bem, ele não está muito em condições de encontrar ninguém.
– Então a casa é sua?
Pelo barulho vindo do quarto, Karkat devia estar girando na cadeira, o que fez Terezi dar uma risada antes de responder.
– E sua também pelo visto, né?
– Ei, o Strider também passa muito tempo aqui. Alias, não sei porque ele não veio hoje.
– Talvez porque ao contrário do que você pensa, as pessoas façam coisas como trabalhar e estudar. - Ela diz rindo. - Mas, respondendo a sua pergunta, não, também tem a minha "guia" se você quiser dizer assim.
– Como assim- Ah!
Esse "Ah!" disse a Terezi que ele provavelmente tinha acabado de conhecer sua guia. Voltou ao quarto e encontrou Karkat olhando apavorado para a mulher alta, com um vestido feito inteiramente por uma imitação de couro de lagarto.
– Então, esse é seu novo amigo? - Perguntou a mulher, com os olhos vidrados no rapaz.
– É, ele mesmo.
Ela apenas acenou com a cabeça.
– Fica na linha ou vamos ter problemas. - A mulher foi em direção a Terezi e adicionou com um tom mais doce. - Quer que eu te leve até a faculdade?
– Não precisa, eu vou pegar um táxi.
A "guia" saiu do quarto e Terezi foi até Karkat, que ainda estava meio assustado.
– Não esquenta ela faz isso sempre. Ela gosta de manter a ordem, sabe como é. Minha mãe contratou ela para ficar de olho em mim. Ela é tipo uma tutora. Ela era cega também, mas conseguiu um transplante de retina há dois anos.
– E como foi que ela surgiu assim, sem fazer barulho?
Terezi abriu um largo sorriso.
– Isso nem eu sei. Agora vamos, melhor a gente sair daqui antes que ela venha te investigar.
– Me investigar?
– Ela é da policia. Delegada.
Karkat decidiu ficar quietinho e seguir Terezi. O que ele menos precisava era de uma tira na cola dele.
Nepeta
Era hora do almoço e ela se dirigiu logo para o quiosque de comida japonesa. A aula tinha sido boa, embora não tivesse feito nenhum amigo.
Pegou um yakisoba e procurou um lugar para se sentar, mas todas as mesas estavam ocupadas. De repente avistou Equius, sentado sozinho numa das mesas. Bem, já que ela não conhecia ninguém...
Ele estava com um grande livro de física no colo e parecia muito entretido. Mas quando ela se aproximou não pode deixar de ficar surpresa.
– Você também faz coleção de figurinhas do My Little Pony?! - Ela perguntou surpresa.
Protegido pela capa do suposto livro de física estava o álbum cor de rosa de figurinhas dos pôneis.
– A-Ahm... Eu... - Ele começou a suar visivelmente desconcertado.
– Quais figurinhas você tem? - Ela perguntou sentando-se na mesa e tirando da bolsa um álbum igual.
Equius, mesmo que não quisesse admitir, não conseguia resistir a uma oportunidade tão boa de trocar suas figurinhas repetidas com alguém e logo os dois começaram a conversar sobre figurinhas e pôneis.
O que não passou despercebido por uma certa garota de jaqueta jeans que passava por perto.
– Ora, ora, ora... - Se sentou na mesa e Equius a encarou com a expressão fechada. - Muito bom, Zahhak, muito viril de sua parte.
– Serket. - Estreitou os olhos, embora não desse para reparar com os óculos.
Nepeta olhava para os dois confusa. Já ia perguntar a Equius quem era a garota quando mais duas pessoas apareceram.
– Pela ultima vez, Fef, não dá para misturar esse tipo de estampa. - O garoto com uma mexa roxa no cabelo disse a garota de cabelo comprido.
– É claro que dá! Você vai ver quando a Kanaya chegar e... Oi, Vriska! - Acenou para a garota sentada à mesa.
– E aí, Feferi.
– Eu ouvi chamarem meu nome? - Uma garota de cabelo curto se aproximou também.
– Ah, Kanaya, o Eridan tava falando que estampa de bicho não combina com floral!
Os três sentaram se a mesa, sem precisar pedir permissão a ninguém.
– Bom, isso depende... - Kanaya começou a traçar uma explicação sobre estampas e tendências de moda, enquanto Nepeta aproveitou para sussurrar para Equius:
– São seus amigos?
– Não. - Disse de forma tão incisiva que fez Nepeta quase se arrepender de ter perguntado. - São só pessoas que aparentemente eu tenho que me dar bem com.
– Viu, Eridan? - Feferi deu a língua para ele.
– Só não use isso na rua, não quero passar vergonha. - Ele respondeu, colocando os fones de ouvido, disposto a ignorar o resto do universo.
– Sua amiga, Equius? - Kanaya perguntou, olhando para Nepeta.
De repente todos os olhares se fixaram na garota, que deu um sorriso envergonhado.
Aradia
Chegou exausta em casa. Não do trabalho em si, já que o apartamento era pequeno e a faxina não era demorada, mas do trânsito caótico do Rio de Janeiro. Só queria tomar um bom banho e dormir.
Mas seus planos foram interrompidos por sua mãe, que se aproximou, aparentando estar um pouco apreensiva.
– Como foi no emprego novo?
– Bom. O dono da casa é um senhor muito gentil. - Respondeu, sem querer muita conversa.
– Que bom, que bom... - A mãe se sentou no sofá e fez um gesto para Aradia fazer o mesmo.
– Mãe, eu estou cansada e...
– Não vou demorar.
Aradia sentou e reparou em como a mãe torcia as mãos num gesto nervoso.
– Mãe? - Perguntou preocupada. - Tá tudo bem?
– Você se lembra da sua prima, não? A Damara.
Aradia fechou a cara.
– Ela... - Sua mãe continuou. - Ela vai vir morar com a gente.
– Não. - Foi a primeira coisa que saiu da boca da garota.
– A gente não tem escolha. Ela é família e...
– Não! - Se levantou num sobressalto. - Eu conheço muito bem as histórias dela lá de salvador! Ela só vai causar problemas aqui, que nem da ultima vez...
– Mas ela já até arrumou um emprego aqui e...
– Imagino que tipo de emprego seja. - Aradia retrucou.
– Aradia! - Sua mãe lhe deu um olhar severo. - Gostando ou não, sua prima vem morar aqui. E quero que você seja gentil com ela. Está claro?
Aradia suspirou, sabendo que não tinha mais o que discutir.
– Como quiser, mãe
Ela e Damara nunca tiveram uma relação boa. Damara parecia gostar de ser inconveniente e grosseira com as pessoas. E sempre estava metida em confusões... Nem desconfiava de suas razões para de repente ela decidir sair de Salvador e vir para o Rio, mas de qualquer maneira, era melhor ficar de olho nela.
Já vou avisando porque será importante no futuro da fic: Os Ancestors o os Dancestors são as mesmas pessoas. Se eu fizesse como pessoas diferentes a fic ficaria muito longa e confusa. As personalidades serão mescladas.
Muito obrigada a todos que leram/favoritaram, mesmo eu não sendo digna disso.
