Então tá aí, primeiro capitulo do act 2. Era para ser completamente diferente... Mas a minha moirail linda me lembrou que rap existe e não resisti e tive que usar.
Espero não ofender ninguém e... Bem, eu juro que os personagens que estão agindo de forma muito FDP nesse capitulo ainda vão se redimir no futuro, ok?
- E aí, Dave? - John correu para cumprimentá-lo. - Demorou, ehm? Todo mundo já tá aqui a um tempão!
- Eu não estou atrasado. Só estou ironicamente cedo. - Passou por John, com a "poker face" de sempre.
John piscou duas vezes, tentando achar a logica no que Dave tinha falado, mas desistiu e o seguiu. A turma deles do ano passado havia combinado um ultimo churrasco de confraternização. Muitos dos seus ex-colegas estavam lá.
- A Rose e a Jade vêm? - Perguntou Dave.
- A Rose disse que não gosta muito desses tipos de festa... Ela disse que dá muita confusão, vai entender!
- Pois é... - Concordou Dave, observando dois caras trocando socos e rolando no chão, e mais ao fundo, uma rodinha se reunindo ao redor de uma fumaça suspeita.
- E a Jade sabe como é... - Continuou John, completamente alheio a tudo. - Ela mora longe...
- E quant- - Dave ia perguntar mais alguma coisa quando foi interrompido por alguém.
- Aí, o Strider chegou! - Um dos seus ex-colegas gritou.
O resto do grupo se animou e gritou cumprimentos para Dave, que apenas acenou com a cabeça.
- Aí, cara. - Um deles falou. - Acabamos de descolar aqui um microfone. A gente tava pensando em fazer um karaoke mas... Manda um rap, aí pra nós, vai.
Outros soltaram exclamações em concordância e Dave subiu em um caixote, improvisado como palco. Sinalizou para que se afastassem e pegou o microfone.
- Testando. Todo mundo ouvindo? - Esperou que afirmassem. - Beleza. Então, não vai dar pra mandar um "free style" agora. - Alguns reclamaram. - Acabei de chegar cara, não tô no clima... Mais tarde quem sabe. - Alguns murmuraram mais algumas coisas mas Dave ignorou. - Mas, pra esquentar, vou mandar um rap aí que imagino que todo mundo conheça.
Mandou uma sinalização para um dos caras que começou a fazer o ritmo.
Respirou fundo e começou:
Sou playboy e vivo na farra
Vou à praia todo dia e sou cheio de marra
Riostuck
Act 2
Capitulo 8
Eridan
Estava ouvindo Michel Teló no último volume, mas já estava ficando cansado daquilo. Não do sertanejo, é claro, mas de ficar sozinho ali...
De repente, avistou a "garota-gato" indo comprar um sorvete. Aliás, qual era o nome dela mesmo? Algo com N... Ou M... Bom, não importava. Ela era garota, era bonita e parecia ser fácil. Do que mais ele precisava saber?
- Oi. - Se aproximou, passando uma mão no cabelo.
- Ah, olá! - Ela sorriu e ofereceu o sorvete. - Quer um pouco?
- Não, não, obrigado...
Ela botou sua mochila (cheia de botons e chaveirinhos) no ombro e começou a se afastar e Eridan a seguiu.
- Você realmente gosta dessas coisas japonesas, não é? - Ele perguntou.
- Sim! Eu a-d-o-r-o! - Disse entusiasmada. - E faço cosplay também!
- Ah é? - Se apoiou numa muretinha próxima. - Não sabia que você era dessas...
- Hehe! Eu já tenho um monte de roupas prontas lá me casa!
- Ah, que interessante... Eu adoraria te ver numa dessas fantasias um dia.
- Claro! Seria um prazer te mostrar! Vai ter um evento daqui a algumas semanas e...
- Não, num evento não... Eu preferia que fosse algo mais... Reservado.
- Ahm... - Nepeta o olhou, confusa. - Bom, acho que não tem problema...
- Ótimo. - Sorriu maliciosamente. - Que bom que a gente está se entendendo. Você mora sozinha?
- … Por que quer saber? - Ela arqueou uma sobrancelha, já bem desconfiada das intenções de Eridan.
Deu de ombros.
- Era só para saber se vamos ser só nós dois e se não teria alguma amiga interessada em novas experiências também.
Ao ouvir aquilo, ela se revolta.
- Mas o que- Que tipo de garota você pensa que eu sou?
- Eu só penso que você é uma garota bonita e... - Tentou achar algum outro adjetivo, mas desistiu. - Bem, maior de idade.
- Você é um idiota! - Ela exclamou irritada e já ia dar a meia volta quando teve uma ideia e enfiou o resto do sorvete na cara de Eridan. - E que isso sirva para você aprender como se trata uma garota!
- Espera, er... - Tentou chama-la pelo nome mas nem isso se lembrava. - Que droga...
Limpou o sorvete do rosto, com cuidado para que não caísse no seu cachecol importado da Itália e nem nas suas caras roupas de grife.
- Pensando bem, ela nem é grandes coisa... - Murmurou consigo mesmo. Essa tinha sido a pior ideia que já teve... Bom, sem contar quando ele pensou que seria uma boa ideia tentar flertar com Equius. Isso sim tinha sido uma ideia terrível...
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Se alguma coisa tá na moda, então eu faço também
Igualzinho à mim, eu conheço mais de cem
Só faço tudo o que eles fazem, então tudo bem
Não quero estudo nem trabalho não vem que não tem porque sou, o que?
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Kanaya
Estava tentando se concentrar e trabalhar em alguns croquis de umas roupas que tinha pensando, mas não conseguia. A fonte de distração? A Serket logo em frente, balançando as pernas em ritmo frenético enquanto apertava o celular como se ele tivesse culpa de algo.
- Você parece ansiosa. - Começou, tentando ser sútil e abandonando de vez os desenhos.
Vriska deu um meio sorriso.
- Eu vou ver Terezi hoje.
- Terezi? - Lembrou-se do dia da pizzaria, a quase um mês atrás. - Ah, sim... Vocês se conheciam antes, não é?
Vriska acentiu.
- Ela me chamou pra ir na casa dela... Sabe-se lá o que ela está querendo.
Sabendo da fama de Vriska, não pode deixar de suspeitar de uma coisa...
- … Você não teria nada a ver com-
- Os olhos dela? É, talvez. Não quero falar sobre isso. - Olhou em outra direção.
- … Tem certeza que é uma boa você ir?
Vriska deu de ombros.
- Ela não deve estar querendo vingança, se me chamou pra ir na casa dela. Relaxa, Kanaya. E depois, não é nem por isso que estou tensa...
- O que é então? - Kanaya perguntou confusa.
- Tavros.
Kanaya ergueu as sobrancelhas.
- O que aconteceu?
- Não sei... Acho que ele está escondendo algo de mim. Já é a terceira vez que ele da uma desculpa idiota para não se encontrar comigo... - Estreitou os olhos. - Mas se ele pensa que eu não vou descobrir, está muito enganado.
Kanaya suspirou.
- Já tentou conversar com ele? Vocês são amigos a bastante tempo, tenho certeza de que podem chegar a um entendimento.
- Você não ouviu o que eu disse? - Vriska perguntou ofendida. - Ele está mentindo pra mim! E isso pede medidas drásticas!
- Se tudo isso é porque você gosta dele, por que você simplesmente não fala-
- Sem ofensas, Maryam, mas não pedi sua opinião. - Se levantou. - Aliás, não sei porque você está se metendo, não lembro de ter perguntado nada pra você!
- … Eu só queria ajudar.
- Pois é, Maryam, mas nem sempre as pessoas querem a sua ajuda, sacou? - De um meio sorriso e pegou a mochila. - Pra mim já deu por hoje, fui!
Vriska se afastou, deixando Kanaya sozinha com suas próprias reflexões. Realmente, muitas vezes na vontade de ajudar se metia em assuntos sem nem ao menos ser convidada... Mas era tão errado assim querer ajudar? Ou talvez suas intenções não justificassem os meios? De qualquer forma, ia tentar ficar mais na sua de agora em diante...
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Faço só o que os outros fazem, acho isso legal
Arrumo brigas com a galera e acho SEN-SA-CI-O-NAL
Me olho no espelho e me acho o tal.
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Equius
Já estava indo embora quando ouviu Vriska gritar o seu nome. Tentou ignorar e esperar que ela fosse embora mas não adiantou. Logo a garota estava ao seu lado, se apoiando em seu ombro.
- Tá surdo, é? Nem escuta os outros chamando...
- O que quer, Vriska? Eu já estou de saída. - Respondeu sem paciência.
- Eu só quero uma carona, nada de mais.
- Seu condomínio não tem uma van particular?
- Tem mas... Ninguém merece ter que dividir o espaço com outras pessoas. Se eu quisesse ter companhias indesejadas, pegava o transporte público!
Equius queria lhe falar o quão indesejada sua companhia era, mas acabou optando por ser educado.
- Se é assim... Creio que você possa vir junto.
Ela sorriu vitoriosa e o seguiu até o carro importado, onde o motorista de Equius já o esperava. Os dois se sentaram na parte de trás e subiram o vidro que separava o motorista dos passageiros (Afinal, para que alguém ia querer ter mais contato do que o estritamente necessário com um empregado?).
Vriska se manteve quieta, pegando um espelho da bolsa e se distraindo arrumando o cabelo. Equius se sentia aliviado, quem sabe ela não se mantinha assim o trajeto inteiro?
- Mas e então... - Vriska começou, para a tristeza do garoto. - … Como vai a sua empregada?
Estreitou os olhos.
- O que exatamente quer saber?
- Ora, acha que não percebi seu... Interesse especial nela? - Perguntou maliciosa.
Equius virou a cara.
- Não sei do que está falando.
- Por favor, te conheço a uns quatro anos, não adianta fingir.
Equius não respondeu.
- E de qualquer forma, não sei porque você ainda não pegou ela. - Falou Vriska, como quem não quer nada. - Oferece um dinheiro que ela cai de amores por você.
- Vriska, por favor-
- Só estou tentando te ajudar!
- Me ajudar? Com esses conselhos?
- E vai querer a ajuda de quem? Da bolsista? Ela nunca teve nem um namorado, acha que ela sabe o quê sobre isso?
- Não chame Nepeta assim. - Fez cara de desgosto.
- É a verdade, Zahhak. Sua "amiguinha querida" é pobre.
- Ela não é pobre... É classe média.
Vriska girou os olhos.
- Quase pobre é tão ruim quanto pobre. Sinceramente, não estou te reconhecendo. Primeiro arruma amizades com uma qualquerzinha da zona norte e depois cai de amores pela empregada? Que decadência...
- Eu não amo a Aradia. - Respondeu bruscamente. - Eu... Eu só estou atraído fisicamente por ela. É isso.
- Uhm... Bom saber. Se importaria que eu dissesse isso a ela? - Implicou.
Equius lançou lhe um olhar de profunda reprovação.
- Vriska. Você não presta.
- Ah, sim, e você é um poço de virtudes, não é? Não se esqueça que estamos no mesmo barco... Quer que te lembre do ensino médio?
- O que quer afinal, Serket? - Perguntou franzindo a testa. - Apenas me lembrar de todas as coisas ruins que fiz por sua causa?
Vriska se empertigou na cadeira, chocada com a acusação.
- Minha causa? Então estamos tendo lembranças bastante diferentes... Ou vai dizer agora que eu obriguei você? Ou que eu controlei a sua mente?
- … Isso seria ridículo. - Murmurou abaixando a cabeça.
- Se quer culpar alguém, culpe a si mesmo por não saber controlar a própria raiva. - Olhou as unhas, como se estivesse falando de trivialidades. - Mas não tenho do que reclamar. Era divertido ver você batendo nos outros.
- Basta! - Exclamou irritado.
Vriska deu um meio sorriso.
- Vou descer aqui. Não vou pra casa hoje.
- - … Como quiser.
Equius desceu o vidro e pediu ao motorista que parasse para que Vriska descesse. Depois, ordenou para que o levasse até a academia. Precisava urgentemente descontar a raiva em alguma coisa.
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Em num país capitalista pobre como o Brasil
Onde não somos patriotas nem nacionalistas
Gosto das cores dos States com as estrelas e as listras
E o que eu sinto pelo país é o que eu sinto pelo povo
Porque eu sou playboy, filhinho de papai,
sou um débil-mental somos todos iguais
Música usada: Retrato de um playboy parte 1 - Gabriel, o pensador.
Desculpa de novo e... Bem... Não joguem pedras em mim?
(Pelo menos agora não podem me acusar de usar só um estilo musical, haha.)
Ah e GorgeousGriffon: Primeiro, muito obrigada pelo comentário e segundo... Dê tempo ao tempo, você verá o que vai acontecer. uwu
