Chapter 7: Happiness

JPOV

Acordei com Alice dormindo tranqüilamente em meus braços parecia mais um anjo. Era meu anjo. Aquela que me trouxe a vida.

Sua respiração lenta, seu corpo curvilíneo coberto apenas por um lençol e suas pernas a mostra.

Seu doce aroma que cheirava a rosas silvestres, tudo naquela mulher me atraía era como um ímã. Minhas mãos sempre queriam acariciá-la, tocar sua pele sedosa.

Ela se mexeu na cama e virou de frente para mim. Aquelas duas íris cor de mel me encarando curiosamente, então ela abriu um sorriso que foi impossível não ser retribuído.

- Bom dia. – ela murmurou, espreguiçando-se ao meu lado.

- Bom dia, amor. – falei, unindo nossos lábios num beijo suave.

- Estou com fome. – Alice disse, timidamente.

- Vamos comer. – disse, levantando da cama e pegando as roupas espalhadas pelo quarto.

Alice também levantou e quando eu me virei ela vestia minha camisa, estava tão sexy. Ela olhou para mim e sorriu.

- Gostou? – perguntou, rodando para que eu pudesse apreciar cada pedaço daquele corpo.

- Se eu gostei? – sibilei, puxando seu pequeno corpo de encontro ao meu – Está tão sexy. – sussurrei em seu ouvido e escutei um gemido escapando de sua garganta.

Ela capturou meus lábios num beijo furioso e cheio de desejo como nunca fizera antes. Alice estava aprendendo a superar seus medos.

Coloquei uma calça e puxei-a para o andar debaixo, Consuelo estava preparando o café da manhã com sua rádio – que só tocava música espanhola – ligada e murmurando em sua língua natal.

Quando nos viu abriu um sorriso e fez um sinal para que sentássemos à mesa.

- Buenos dias. – Consuelo falou, animada.

- Bom dia. – Alice disse educadamente.

Conversávamos e riamos quando vi Marcela descendo as escadas com seu pijama de ursinho. Ela estava sonolenta e seus cabelos um pouco bagunçados. Quando nos viu um sorriso se iluminou em seu pequeno rosto e veio saltitante até a mesa.

- Bom dia, pai. – falou, dando um beijo na minha bochecha – Bom dia, Consuelo. – disse, fazendo a mesma coisa que fez comigo – Bom dia, Alice. – gargalhou, abraçando Alice e depois sentou na cadeira vazia.

- Parece que alguém está feliz hoje. – comentei, vendo ela tentando enfiar numa garfada só, um grande pedaço de panquecas de chocolate que faziam uma torre em seu prato.

- Deixa ela, Jazz. – Alice falou, sorrindo.

- Você é quem deveria estar feliz, Jazz. – Marcela usou o mesmo tom de voz que Alice usara há pouco, o que nos fez cair na risada.

- Posso saber o por que, dona Marcela? – perguntei, tomando um gole de suco.

- Alice dormiu aqui. – falou, seu rosto começando a ficar vermelho – Ou você ainda pensa que eu acredito em cegonhas? – completou e deu de ombros.

- É, você me pegou agora, mocinha. – suspirei, minha menina estava crescendo.

Alice gargalhou, provavelmente da minha cara depois da pérola de Marcela.

Ficamos ali conversando e rindo até a hora do almoço, eu precisava abrir o bistrô ainda hoje, mas aquela atmosfera era tão boa, tão familiar.

Era tão raro ver Marcela tão feliz assim, ainda mais aceitando meu namoro com Alice. Até Consuelo gostou dela.

É dessa vez parece que algo, finalmente, vai se acertar em minha vida.