CAPÍTULO X
BATALHAS EM SÉRIE
Jun saiu da enfermaria naquela mesma noite, depois de provar aos médicos que estava realmente muito bem ao começar a ameaçá-los caso não a liberassem. Quando ela e o namorado desceram para tomar café na manhã seguinte, Len estava novamente com as bochechas avermelhadas, andando atrás da garota como se com medo de ser visto. A dupla se reuniu a Kian e Chang na mesa de quatro lugares esperando para o resto da família Urameshi aparecer.
- Hey, Len, como vocês passaram a noite? – A pergunta anunciou a chegada de Toshihiro e seu irmão "gêmeo" no restaurante. O rosto do líder chinês transformou-se em um sinal de trânsito enquanto Chang abafava risadinhas e Kian tentavam entender qual era a piada. Foi Jun quem respondeu:
- Oh, nós passamos a noite muito bem, Toshihiro, como o Len não parava de se mexer e me chutar por baixo das cobertas eu meio que explusei ele da cama no meio da madrugada. Depois disso eu dormi muito bem. – O mestre de Kailon afundou em sua cadeira enquanto todos ao redor riam gostosamente. Toshihiro e Vladmir sentaram-se em uma mesa próxima esperando o restante da família para começar a comer.
- Oi, Lin! Quer se sentar com a gente?
Len, que finalmente voltava para a superfície com o fim das gargalhadas, foi novamente forçado pra baixo da mesa quando as mãos de sua namorada encontraram o topo de sua cabeça, forçando-a bruscamente para baixo. Jun se apoiara no garoto ao avistar Lin caminhando próxima ao grupo, se aproximando ainda mais com o chamado de Vladmir. Seu rosto se contorceu de forma sinistra, afastando Kian e Chang da mesa. A impressão passada por seus olhos em chamas era que ela odiava o russo ainda mais do que nos tempos do campeonato mundial.
- Bom dia, Vladmir. Bom dia, Toshihiro-kun. Ah, e bom dia a vocês, Blue Fish. – Vlamir se levantou, indicando que sua amiga deveria se sentar na cadeira ao seu lado. Lin cumprimentou a todos com um sorriso, mantendo os olhos fechados. Kian e Chang devolveram o cumprimento, o mais alto também corando levemente. Len só não respondeu porque não estava em condições, ainda amassado pela namorada. Jun se levantou, dirigindo-se até a garota ainda de cara amarrada. O ar tornou-se tenso quando os olhos das duas se encontraram, por um momento parecia que a vice-líder dos Blue Fish ia pular no pescoço da japonesa...
- Foi uma boa luta, eu admito que perdi por falta de concentração. – Jun estendeu a mão, baixando os olhos e fazendo um beicinho cômico. Len caiu novamente com a surpresa, indo de encontro ao tampo da mesa em uma batida bem sonora. – Eu ainda não gosto de você, mas reconheço que você até que não é má lutadora.
As duas garotas apertaram as mãos, deixando seus amigos surpresos. Instantes depois, Jun deu as costas ao grupo e puxou Chang para fora do restaurante dizendo que queria treiná-lo antes das quartas de final. Seria uma vergonha para os Blue Fish se mais um deles perdesse para a japonesa. Lily e Hehashiro chegaram ao restaurante bem em tempo de ver a dupla saindo, deduzindo o desenrolar dos acontecimentos a partir do rosto vermelho e cabelos bagunçados de Len e do fato de Lin estar sentada próximo aos seus irmãos. O casal sentou-se junto com os Blue Fish, ocupando os lugares agora vagos e o restante do café da manhã terminou sem maiores incidentes.
Jiroh Urameshi teve problemas para conseguir um lugar na arquibancada para assistir às quartas-de-final, mesmo chegando duas horas antes das lutas. Faltava muito pouco para as lutas começarem quando ele encontrou Jun no meio do mar de assentos e cabeças, sentada o mais próximo possível da arena guardado um lugar como uma ave protegendo um ninho. A garota acenou para ele e explicou que todos os outros já estavam no vestiário se preparando. Ela também acrescentou que havia treinado Chang até o último momento para que o garoto pudesse vingá-la. Seus olhos tinham um brilho estranho, determinado e muito assustador.
Havia um clima de ansiedade no vestiário. Os oito lutadores conversavam entre eles enquanto preparavam as beyblades, porém evitavam encarar seus oponentes, como se isso fosse trazer má sorte para a luta. As pernas de Kian tremiam e cada vez que ele acidentamente passava os olhos por Vladmir, o que quer que estivesse segurando caía no chão. Ele era o mais nervoso do grupo, e não sem motivo: as lembranças de seu último confronto contra o russo ainda o atormentavam. Kalmon perdera após escorregar em uma fatia de pão com manteiga durante um ataque, nem mesmo Toshihiro perdia de forma tão vergonhosa para o mestre de Castil. No outro extremo da escala de nervosismo, como era de se esperar, encontravam-se Vladmir e Lin, novamente isolados dos demais conversando sobre assuntos sem nenhuma relação com beyblade. Ao menos até Toshihiro se aproximar:
- Hey, Vova, assim eu vou ficar com ciúmes! Desde que você descobriu a Lin, eu estou me sentindo realmente ignorado! Será que a minha existência não significa nada para você? – Os outro cinco lutadores também pararam o que estavam fazendo para observar. Toshihiro tinha em seu rosto uma expressão de falsa tristeza, enquanto Vladmir parecia pensar se deveria ou não começar a gargalhar. Lin apenas observava os irmãos com curiosidade.
- Toshihiro, pare de bancar o namorado ciumento, os ataques da Jun foram mais do que suficiente pra mim... – Lin, além de Toshihiro, foi a única que não começou a rir, erguendo uma sobrancelha para o russo. – Se você quiser, pode ficar com a gente, nós só estamos conversando para passar o tempo, nada demais. – Concluiu Vladmir, indicando um espaço no banco ao seu lado para o irmão se sentar. Com isso, os demais beybladers pararam de sorrir e voltaram a se concentrar em seus preparativos para as lutas.
- Sobre o que vocês estavam conversando? – Perguntou o chinês trançado, deixando sua curiosidade contida por mais de uma semana falar mais alto do que sua consciência. – Vocês estão sempre conversando, por um acaso vocês ficam trocando segredos pessoais ou coisa assim?
Como se em um movimento pré-ensaiado, a dupla desviou o olhar, olhando para a mesma direção ao mesmo tempo. O gesto em si falava mais do que qualquer coisa que eles poderiam dizer depois disso, surpreendendo o mestre de Fenku.
- Olha, Toshihiro...
- Bem, se for verdade, então eu... eu acho que vou voltar pra lá e ver se eu consigo desestabilizar nosso irmãozinho pra ganhar a luta mais fácil... Não quero atrapalhar...
O mestre de Fenku realmente se afastou, despedindo-se com um sorriso um pouco forçado. Lin percebeu que Vladmir estava surpreso com a atitude de seu irmão, o russo provavelmente esperava que ele fosse fazer pergunta e só parasse de incomodar quando eles finalmente lhe contassem todos os segredos um por um. Para a garota, a atitude do chinês trançado revelava não somente surpresa, mas também vergonha por estar invadindo um espaço proibido e secreto ao qual ele não pertencia. Toshihiro decidiu não fazer pressão ao perceber que os assuntos de seu irmão não poderiam ser compartilhados, e esta demonstração de maturidade fez a japonesa respeitar ainda mais o campeão mundial.
Do alto falante veio a voz de Tyin Hu Ahn anunciando o primeiro combate das quartas-de-final. Lin se despediu de Vladmir e Chang foi empurrado por Hehashiro até a arena. Na arquibancada, o rosto de Jun era um dos mais visíveis apesar de sua baixa estatura, a voz da garota se destacava em meio ao restante da torcida, fosse incentivando Chang, fosse xingando Lin.
- Vamos fazer uma boa luta, Chang. – Declarou a mestra de Lan-Lan, já preparada para o confronto.
- Sim, vamos. Eu não sou tão fácil de irritar. – Respondeu o mestre de Kaite, também pronto.
- Melhor para mim, assim a luta vai ficar mais interessante.
- E vamos lá! Três, dois, um, Go Shoot! – Exclamou Ahn, liberando as beyblades para começarem a batalha. Seguindo as instruções do treinamento de última hora de Jun, o macaco começou atacando, movendo-se rapidamente na arena para investir em todas as direções possíveis e evitar contra-ataques. Lin não se mexia enquanto sua beyblade bronzeada era jogada de um lado para o outro sem resistência.
- Kaite, Soco Máquina!
Evocado pelo dono, o macaco laranja apareceu, sorrindo de uma maneira que seu mestre jamais sorriria, com uma certa malícia disfarçada em uma inocente curiosidade infantil e vontade de brincar. Fazia algum tempo que o macaco sagrado vinha adquirindo uma personalidade própria, uma que beirava o sadismo e deixava seu mestre um tanto incerto quanto a sua habilidade de controlá-lo. Até aquele momento, porém, por mais que as personalidades de Kaite e Chang se diferenciassem, o macaco não dera nenhum sinal de querer se rebelar.
Lin ergueu uma sobrancelha. Podia sentir a energia vinda da fera-bit e quanto esta se diferenciava da de Chang, e o fato aguçou ainda mais sua curiosidade. Lan-Lan sofreu o ataque do macaco e por pouco não saiu da arena, segurando-se por uma questão de centímetros. O macaco sorriu um pouco mais, fazendo Chang encará-lo com alarme. A troca de olhares durou apenas alguns segundos, porém, pois logo mais uma sucessão de ataques caiu sobre o panda.
- Você quer me fazer atacar mesmo, não é? – Perguntou Lin, não parecendo preocupada com o fato de pedaços da sua beyblade voarem para todos os lados. – Não devia ter esperado por outra coisa, afinal Yan-san deve ter te passado algum tipo de estratégia. Xuan-san, eu estava me segurando até agora porque fiquei curiosa sobre sua fera-bit, mas você não me deixa escolha. Lan-Lan, vamos contra-atacar!
O panda apareceu pela segunda vez no ginásio. Kaite e Chang pela primeira vez mostraram sincronia de emoções quando seus olhos se arregalaram e seus queixos caíram ao contemplar a criatura sagrada. Apesar dos danos à beyblade de Lin, nem a japonesa, nem sua fera-bit mostravam sinais de desgaste ou falta de energia. Chang ouviu Jun gritar alguma atrás de si, mas já era tarde demais. Kaite foi mandada para longe da arena com a primeira investida de Lan-Lan.
- E já temos nossa primeria semifinalista, minha gente! Lin Mei Xing derrota o segundo Blue Fish em duas lutas e garante seu lugar entre os quatro melhores! Por essa ninguém esperava!
Depois de recolher sua beyblade, Chang foi para junto de Jun e Jiroh ao mesmo tempo em que Ahn chamava Len e Lily para a segunda luta e Lin seguia para o outro extremo das arquibancadas. O mestre de Kaite sabia que receberia um sermão pela derrota, por isso passou o caminho todo preparando seus ouvidos para a maratona. A preparação valeu a pena, pois a vice-líder chinesa realmente caprichou em seu discurso, criando uma série de lugares vagos nas proximidades que poderiam ser usados por seus amigos após as lutas.
Lily e Len se entreolharam, entrando juntos na arena. Considerando seu último confronto no torneio improvisado, o líder dos Blue Fish tinha bons motivos para querer vencer, enquanto sua adversária pretendia manter seu score positivo no novo país.
- Lily, desssa vez eu vou fazersh diferente, eu não vou cair em uma de suash ilusões! Hora de eshperimentar da verdadeira força de Kailon, Lily Brum! – Exclamou Len, torcendo para Ahn autorizar logo a batalha. O garoto estava pulando em seu lugar, lançador preparado, olhos em chamas.
- Bom saber que você está tão motivado, mas será que isso vai ser suficiente? – Respondeu Lily, aparentemente não tão ansiosa quanto seu adversário, porém com um sorriso perigoso nos lábios.
- Prontos ou não, Go Shoot! – Antes que a tensão aumentasse ainda mais, Ahn gritou as palavras mágicas e a batalha começou. Kailon e Roufe apenas rodearam a arena, se estudando durante os primeiros minutos do combate. Por mais ansioso que estivesse, Len era o líder dos Blue Fish, um lutador experiente que não deixaria suas emoções atrapalharem sua estratégia, não depois da lição aprendida em Xigaze.
- É, pelo visto você aprendeu alguma coisa com a última luta... Vamos ver o que mais você sabe! Roufe, atacar!
A beyblade de Lily foi a primeira a se mover, investindo contra a adversária em alta velocidade. Depois de sentir o impacto dos primeiros dois ou três golpes, o tubarão conseguiu escapar, iniciando um pequeno jogo de pega-pega. O guaxinim foi rápido, porém, e logo Len já estava encrencado novamente.
- Bem, Lily, foi vossê quem me forssou a shegar a esshe ponto, não quero ouvirsh reclamassões depoish! – Len não precisou falar mais nada para que seu tubarão esverdeado aparecesse, assustando parte da platéia com suas inúmeras fileiras de dente reluzente que, ao contrário das de seu mestre, naõ estavam contidas em um aparelho com borrachinhas fofinhas. A beyblade de Lily recuou, encerrando o pega-pega.
- Se é pra jogar sério, então eu vou jogar sério também! Roufe, Máscara da Ilusão! – Exclamou Lily, sorrindo triunfante ao ver os olhos do tubarão envoltos por uma máscara parecida com as marcas ao redor do rosto de seu guaxinim. O efeito do golpe se estendia a Len também, o garoto levou as mãos aos olhos quase imediatamente após observar o ataque a sua fera-bit, sentindo tamanha ardência nos orbes esverdeados que era impossível mantê-los abertos. Mesmo com os olhos fechados, no entanto, Len continuou vendo a arena e o desenrolar da luta.
A principio, pensou que tudo se tratava de uma ilusão de Lily, afinal ele estava com os olhos fechados. Estava mesmo? O cenário a sua frente era real demais para ser ilusão, e também... ele não tinha certeza se estava mesmo de olhos fechados. Seus olhos ardiam tanto que fechados ou abertos a sensação era a mesma. A torcida gritava, se movia, Jun estava com o rosto vermelho de tanto gritar e se mexer, Lily sorria enquanto sua beyblade massacrava um Kailon dominado. Não, era tudo real demais para ser apenas uma ilusão.
Sendo assim, Len comandou um ataque, sem se importar com o fato de sua fera-bit não saber onde estava o inimigo. O garoto abriu um sorriso quando Kailon cravou seus dentes no guaxinim, caçando-o com seus outros sentidos, e a beyblade bege passou a girar cada vez mais devagar, quase parando.
Do outro lado da arena, Lily sorria. Pelos gestos e gritos de seu adversário, seu novo golpe estava funcionando perfeitamente. Len, de costas para a arena, gritava para uma fera-bit imaginária coisas sem sentido. A garota respirou fundo, trocando um olhar significativo com sua fera-bit antes de gentilmente começar a empurrar a beyblade verde para a borda da arena. Não faltava muito para o fim da luta.
- Kailon, agora! Maremoto!
Lily não conseguiu reagir em tempo quando a enxurrada de água varreu tudo em um raio de dez metros, incluindo ela mesma. Se Hehashiro estivesse por perto, Len provavelmente não estaria mais inteiro e não seriam apenas seus olhos a arder. A garota só conseguiu parar ao se segurar na grade que separava o público da arena, levantando-se com alguma dificuldade, pois sua roupa molhada dificultava seu equilíbrio.
- Como é que... – Ela começou a perguntar, ao que Len se aproximou, sorrindo, com Roufe e Kailon em suas mãos.
- Eu pershebi? – O líder dos Blue Fish completou, alargando o sorriso para mostrar praticamente todo o aparelho e suas borrachinhas verdes. – Ah, foi fácil... Depoish de algum tempo lutando, eu pershebi que não conseguia te vensher por mais que eu atacasshe, e mesmo com tantosh ataquesh Roufe não se arranhava e a sua expreshão continuava a meshma. E shempre que eu te provocava vossê só sorria em reshposhta, uma coisa que vossê nunca fash. – Os olhos de Lily se arregalaram, ela não imaginava que suas ilusões ainda tivessem tantas falhas, nem que Len fosse tão observador a ponto de notá-las em tamanha quantidade. – Mash o mais importante de tudo... – O sorriso de Len tornou-se quase malicioso quando seus olhos se estreitaram. – É que eu não consheguia sentir a minha conekshão com Kailon, mesmo quando aquele que eu ashava que era a minha fera-bit atacava. O shentimento era diferente. Foi aí que eu pershebi que havia algo errado.
- E como foi que você fez para voltar a atacar? – Perguntou a morena, começando a tremer por causa das roupas molhadas. Os dois começaram a caminha rumo às arquibancadas, em direção aos lugares guardados por Jun. Com um pouco de sorte, Jiroh teria alguma coisa para aquecer a mestra de Roufe até pelo menos esta rodada terminar.
- Eu tentei me conssentrar na minha fera-bit e na senssação que eu tenho quando lutamosh juntos. Eu tive sorte que o meu ataque é do tipo que varre tudo ao redorsh, porque se Kailon fossse como a fera-bit da Jun, eu teria errado meu ataque. Não acredito que eshtava virado pro lado errado da arena o tempo todo! Shua técnica é muito boa, Lily, mas você teve o assar de enfrentar o cara errado com ela...
Em pouco tempo a dupla estava ao lado de Jun, Chang e Jiroh. Depois de ser cumprimentado pelos companheiros, Len se despediu, rezando durante seu caminho de volta ao vestiário para que Hehashiro não resovesse arrebentar sua garganta por ter derrotado e encharcado sua namorada.
Ficou óbvio para Len que Hehashiro esperava sua namorada voltar quando o adolescente cabeludo foi praticamente esmagado em um abraço do líder dos The Strongest. Com os gritos de alerta de Toshihiro, Vladmir e Kian, entretanto, Hehashiro soltou o garoto, visivelmente desapontado e feliz por não ter tentado beijar o recém-chegado sem antes verificar sua identidade.
- Porsh que hoje tudo que pode darsh errado acontesshe comigo? – Perguntou o líder dos Blue Fish para ninguém em particular, liberando as gargalhadas que seus amigos estavam segurando desde a cena do abraço.
- E vamos agora à terceira luta das quartas-de-final! Com vocês, os irmãos Urameshi, Hehashiro e Toshihiro! – Anunciou a voz de Ahn pelo auto-falante. Os dois irmãos se entreolharam, pegando suas beyblades em movimentos idênticos.
- Pronto para uma reprise da luta da Cidade do Cabo, Nii-chan? – Perguntou Toshihiro, sorrindo provocativamente enquanto posicionava Fenku em seu lançador rabo-de-peixe. Ele e Hehashiro ainda não havia saído do vestiário.
- Minhas lutas são sempre inéditas. O momento agora é difenrente, vai ser muito mais complicado ganhar de mim dessa vez, otouto-chan! – Respondeu Hehashiro, também com a beyblade preparada. Um brilho difenreciado passou rapidamente pelos olhares dos irmãos e no segundo seguinte suas beyblades estavam no chão do vestiário, iniciando a luta antes mesmo de chegar à arena. Sem parar para se despedir dos amigos, os dois começaram a correr de encontro ao público, sempre seguindo as beyblades, que se atacavam mesmo enquanto avançavam pelo corredor iluminado e não muito limpo.
A platéia foi ao delírio ao perceber que as beyblades já lutavam antes da ordem, mesmo fora da arena. Fenku e Kufe alcansaram o cenário da batalha ao mesmo tempo, iniciando um quebra-quebra violento em seguida. Peças de beyblade em vários tons de azul voavam para todos os lados enquanto seus mestres se concentravam, esquecendo-se até mesmo de que eram irmãos durante o desafio. Por motivos diversos, ambos estavam com seu espírito de luta em alta, com bons motivos para querer vencer. Hehashiro e Toshihiro eram rivais mais do que qualquer coisa no momento, como na última vez em que suas beyblades se encontraram. Por alguns minutos nenhum dos dois falou, observando atentamente o que se desenrolava abaixo deles entre as suas beyblades.
Havia um relativo equilíbrio entre eles. Minutos se passaram e nenhuma beyblade conseguia atacar mais de duas vezes seguidas sem que a adversária contra-atacasse ou desviasse do ataque. Kufe e Fenku agüentavam de forma surpreendente as batidas, investidas e manobras evasivas, volta e meia se despedaçando, mas nunca ao ponto de parar ou se desintegrar. Seus mestres, concentrados demais em atacar, não perceberam o dano em suas beyblades. A tensão dos dois se espalhou pelo ginásio, mergulhando a torcida e a narradora em um silêncio agoniante. Por fim, Hehashiro se lembrou que tinha uma língua e cordas vocais a seu dispor:
- Ah, fazia tempo que eu não lutava tanto assim... Toshihiro, você lutou bem, mas essa luta via acabar agora! Kufe, Extreme Bite! – Chamada pelo mestre, a fera-bit de Hehashiro apareceu, cravando seus dentes na beyblade adversária com força. Por causa de sua concentração e da forte ligação com a fera-bit, Toshihiro também foi afetado, gritando de dor enquanto segurava o ombro esquerdo e deixava os joelhos baterem contra o chão. Neste momento, o Urameshi mais velho percebeu que havia ido longe demais, lembrando-se de que Toshihiro era seu irmão mais novo, afinal. Sem pensar muito, acabou correndo para seu lado da arena para socorrê-lo:
- Toshihiro, você está bem? – Perguntou ele, ajoelhando-se ao lado do garoto enquanto tentava verificar seu ombro. – Desculpa, eu não queria...
Toshihiro afastou-se do irmão com o máximo de coordenação que conseguiu juntar, encarnado o chão ainda parcialmente cego com a dor. Não queria a ajuda do irmão, não precisava da ajuda dele para vencer, caso fosse ele a merecer a vitória. Sua voz saiu um tanto grosseira quando se dirigiu a Hehashiro:
- Eu não preciso de ajuda! Se eu e Fenku não conseguirmos nos levantar sozinhos, não merecemos ganhar.
O irmão mais velho entendeu a mensagem. Seu irmão estava determinado e ainda não havia desistido de lutar, nem ele, nem sua fera-bit. Hehashiro voltou pra seu lugar com um leve sorriso, não por causa da vitória quase certa, mas porque estava orgulhoso da coragem que seu irmãozinho demonstrava. O líder dos The Strongest decidiu esperar até seu irmão conseguir se levantar para continuar atacando, ação que surpreendeu Toshihiro:
- O que foi, Hehashiro? Por que você não está atacando? – Perguntou ele, observando que Kufe já estava parada por um intervalo de tempo demasiado longo – Não é hora de ser um cavalheiro, é a sua chance de vencer!
- Não fale bobagens! – Exclamou o outro de tal maneira que a pergunta de seu irmão parecia uma ofensa mortal – É covardia atacar alguém que não pode se defender!
- Não pode se defender? – Retrucou Toshihiro, agora quase completamente ereto. – Só porque você conseguiu me atacar uma vez, não quer dizer que vai conseguir outra! – A dor em seu ombro ainda era absurda e ainda havia manchas negras atrapalhando sua visão, porém ao se concentrar novamente em Fenku tudo isso ficou em segundo plano. – Eu já conheço seu novo ataque agora, não será tao fácil assim me atingir de novo!
O olhar de Toshihiro era determinado, e Hehashiro entendeu que ele não queria ser protegido ou tratado como uma criança. O menino da trança grande havia crescido, amadurecido, não precisava mais ficar embaixo das asas de seus pais e irmão mais velho. Feliz com a nova descoberta, Hehashiro ordenou um último ataque, decidido a cuidar do irmão assim que a luta acabasse caso ele não conseguisse ficar em pé ou algo pior:
- Foi você que pediu, irmãozinho, não vai chorar depois! Kufe, vamos vencer a luta! Extreme Byte!
- Eu não pretendo ficar olhando você vencer, Hehashiro! Eu também tenho meus truques novos! Fenku, vamos mostrar o poder do Ultra Tufão Submarino!
O choque dos dois ataques foi violento. Os dois lutadores foram jogados para trás pelo impacto, demorando alguns segundos para se recompor. Quando a arena novamente tornou-se visível, as duas beyblades ainda estavam girando, para a surpresa dos lutadores. Ambas estavam bem fracas e poderiam parar a qualquer momento, assim como Hehashiro e Toshihiro sentiam que suas pernas só os agüentariam por mais alguns segundos. No fim, beyblade e mestre caíram ao mesmo tempo, sorrindo pela luta disputada. O Urameshi mais novo bem que tentou segurar o corpo do mais velho, porém suas pernas também cederam com o esforço, e Fenku por fim entregou os pontos.
Vladmir e Kian deixaram o vestiário ao ouvirem a explosão. Ao chegarem na arena, encontraram os dois irmãos se encarando e suas beyblades quase parando. Quando Hehashiro caiu, Vladmir correu para ajudá-lo, chamando por outros médicos. Antes que ele pudesse sequer dar cinco passos, Toshihiro caiu também, e Kian viu-se obrigado a se mexer para socorrê-lo. Os dois lutadores só deixaram as quartas-de-final prossegurem depois de ter certeza que os dois Urameshi estavam bem e logo voltariam para assistir à batalha.
Com Toshihiro e Hehashiro fora do caminho, a última luta desta fase pôde começar. Kian tremia ao preparar sua beyblade, suas pernas estavam rígidas e seus dedos pareciam feitos de um material muito duro e difícil de dobrar. Vladmir, por outro lado, não poderia estar mais relaxado. Agora que sabia que o vencedor desta luta teria Toshihiro como próximo adversário tinha um motivo a mais para vencer Kian.
- Essa vai ser a última luta, pessoal! Quando acabarmos aqui, faremos um intervalo de uma hora antes de prosseguir com as semifinais! – Exclamou a voz animada de Ahn, ainda com a mesma empolgação da primeira luta do primeiro dia. - Preparados? Três, dois, um, Go Shoot!
Surpreendentemente, a primeira beyblade a atacar foi a de Kian. Vladmir observou com um leve sorriso o cabelo de seu adversário tornar-se espetado e bagunçado, projetando a excitação do caçula dos Blue Fish. Uma vez na luta, a personalidade de Kian mudava drasticamente, a torcida e o caráter oficial do confronto impulsionando esta mudança.
- Se prepare, Vladmir, essa será sua última luta nesse torneio! – Exclamou o garotinho, mandando sua beyblade amarela atacar a negra.
- Pra quem estava tão nervoso há alguns minutos, você me parece bem confiante agora... – Retrucou o russo, sem conseguir disfarçar um leve sorriso. Sua luta ficaria mais interessante se seu adversário não ficasse envergonhado e com medo de escorregar novamente em um pão com manteiga que nem sequer existia naquela arena.
- Eu estou confidante porque sei que posso ganhar! – Exclamou o mestre de Kalmon, com uma voz mais grave e madura do que seus quase doze anos de idade sugeriam. – Eu tenho uma arma que é perfeita para pegar o seu morcego! Kalmon, Uivo Supersônico!
Vladmir ficou curioso quando seu adversário tapou os ouvidos, porém essa curiosidade foi logo saciada quando um som alto e muito irritante invadiu seus ouvidos, desorientando-o momentaneamente por causa da agonia. O russo sentiu que não era o único a ficar perdido, sua fera-bit, sendo um morcego, não sabia mais o que fazer agora que seu principal sentido estava neutralizado.
- Gostou da surpresa? Foi por sua causa que eu consegui pensar em algo assim! – Kian sorria triunfante ao ver a beyblade negra descrevendo círculos trêmulos na arena, incapaz de atacar ou se defender – Eu queria uma coisa que me desse a vantagem contra você, e por um acaso eu descobri que morcegos se localizam usando ondas sonoras. Pois bem, se eu pudesse confundir essas ondas, eu teria Castil em minhas mãos, não é verdade? Meu esfoço valeu a pena no final!
Na arquibancada, o queixo dos demais Blue Fish caiu, incapazes de acreditar na esperteza de seu membro reserva. Era a primeira vez que o vice-líder dos Solder of Russia aparecia em apuros, mesmo durante as inúmeras lutas contra Toshihiro sua fera-bit não parecia tão desorientada. Se o garotinho realmente vencesse, Toshihiro provavelmente se sentiria humilhado com a idéia de ter Kian conseguindo algo que ele tentava tão fervorosamente há mais de quatro meses.
- É, Kian, eu tenho que reconhecer que você realmente tem um bom plano. – Admitiu o russo, sorrindo estranhamente. Kian ergueu uma sobrancelha, aproveitando o momento para mandar sua beyblade começar a atacar. Aos poucos, Castil começou a ir em direção à borda da arena, incapaz de revidar. – Adimiro sua coragem e inteligência, mas é bom que saiba que só com isso eu não vou cair.
- O que você quer dizer? – Perguntou o mestre de Kalmon, confuso não somente pelas palavras do adversário com também por sua aparente tranqüilidade ao proferi-las.
- Castil não vai cair só porque não pode mais usar ondas sonoras para se mover. Não sei se você sabe, Kian, mas as feras-bit são seres antigos que vivem na Terra desde muito antes das primeiras civilizações. Elas começaram a ser aprisionadas por nós quando começaram a causar problemas em plantações e vilas. Elas eram veneradas como divindades sagradas, e como tais eram também temidas. Porém com o tempo as pessoas pararam de vê-las como seres sagrados e passaram a crer nelas como demônios, afinal sempre que uma aparecia casas e plantações eram arruinadas e muitas vezes alguém morria durante um ataque.
Kian não sabia exatamente porque Vladmir estava contando essa história, porém o conto sobre as feras-bit chamou sua atenção, e ele parou de lutar para ouvi-lo. Percebendo as atitudes do mestre, Kalmon parou de atacar também, deixando que a ainda desorientada Castil vagasse pela arena sem rumo certo. Até mesmo as arquibancadas estavam em silêncio para ouvir.
- Uma por uma as feras-bit foram trancadas em pedras especias preparadas por pessoas especiais. Shamans, feiticeiros, mediuns, todos aqueles capazes de manter contato com o mundo dos espíritos descobriram como derrotar as criaturas da destruição. Ao redor do mundo, as feras-bit sagradas começaram a desaparecer uma por uma, guardadas em templos especiais onde sobreviveram até os dias de hoje. Com o avanço da tecnologia, cada vez mais pessoas se interessaram por seus poderes ocultos e começaram a estudá-las. Ainda há muito a ser descoberto sobre o que elas podem fazer, dentro ou fora das beyblades, e até que ponto elas podem influenciar um ser humano. Hajime Yuy era apenas um dos vários homens interessados nestes mistérios, e ironicamente é por causa dele que eu seu tudo isso.
- Onde você quer chegar? – Perguntou Kian, confuso agora que a pequena historinha sobre feras-bit estava no fim e ele ainda não havia entendido sua razão de ser.
- Você também estava na sala quando Hajime Yuy declarou que as nossas feras-bit são clones modificados de Fenhir, não estava? – Kian balançou a cabeça afirmativamente, aos poucos voltando a prestar atenção na luta. O garoto podia sentir que um ataque do russo se aproximava, embora ele não pudesse entender como ele faria para atacar. – Bem, isso foi uma das coisas que ele conseguiu fazer por causa das pesquisas. E graças a isso eu tenho uma fera-bit que se encaixa perfeitamente na minha personalidade e que pode manter uma conexão ainda mais forte comigo. Seu ataque pode ter desorientado a minha fera-bit, mas enquanto eu ainda puder ver a sua beyblade, ainda poderemos atacar.
Castil atacou para valer sem que seu mestre precisasse dizer qualquer outra coisa. Kian pensou ter piscado durante o ataque, pois nem sequer vira quando a beyblade cambaleante tornara-se um míssil superpotente disparado contra seu lobo. Depois de ser oficialmente declarado vencedor, Vladmir calmamente tomou o rumo das arquibancadas, onde os demais Blue Fish, seus irmãos e sua cunhada o aguardavam com os queixos distendidos e olhos grosseiramente ampliados. Kian ainda permaneceu na arena por um algum tempo, como se hipnotizado pela velocidade do ataque. Foi preciso que Chang o colocasse em seu ombro para movê-lo de lá.
Todos os personagens da história: (Enfileirados tipo militares de cara assustadora apontando pra um James encolhido em um canto tremendo de medo) ATRASADO!!!!! Ò.Ó
James: (chupando dedinho enquanto treme feito vara de saracura) Ai, mamãe, alguém me ajuda... ç.ç
Jun: (Tomando a frente do grupo vestida como um coronel do Exército do Off-talk, com bandeirinha na manga da camisa e tudo) Recruta Hiwatari, é de nosso conhecimento que o presente capítulo da história conhecida como Beyblade 2 – Chikara wa kimi no naka ni aru! está com a publicação atrasada em dois dias, sem que uma razão satisfatória para esta demora tenha sido apresentada. (Chega muito perto do James e puxa ele pelos óculos) É meu dever, como Oficial Poderosa do Esquadraõ de Defesa da Fic, decidir a punição adequada para tal desleixo. Eu convido O Conselho a se reunir.
(Ann, Yoshiyuki, Cathy, Zanxam-sensei, Nathaliya, Lily, Hehashiro, Felipe, Elizabeth. Koichi e Shinji dão um passo à frente e fazem um círculo com a Jun no meio)
(O Conselho fica um tempão cochichando um monte de coisa que ninguém consegue ouvir)
(James continua tremendo no canto dele amarrado a um cano de PVC que foi colocado ali só pra isso)
(Demais beybladers ficam observando a reunião dO Conselho enquanto fazem apostas sobre qual vai ser a punição)
(O Conselho finalmente chega a uma conclusão)
(Ann dá um passo à frente fazendo pose de chefona)
Ann: Muito bem, amigas e amigos beybladers. (Ann vestida de General com uma cara realmente intimidadora) Estamos aqui reunidos hoje, nesta SEXTA-FEIRA onze de janeiro para anunciar a punição do recruta rebaixado James Hiwatari, que ousou atrasar o capítulo de número dez da chamada mega-história-de-mais-de-mil-páginas Beyblade 2, sendo este capítulo parte integrante da segunda parte da trama, conhecida por Chikara wa Kimi no Naka ni Aru!. Como chefe dO Conselho, cabe a mim anunciar finalmente a punição decidida por uninanimidade entre nós, os representantes escolhidos à dedo por nossos estimados colegas para este tipo de ocasião.
Ken: Ann, vai logo, você tá parecendo a Christie desse jeito!
(Ann segurando o Ken pela gola do uniforme de sargento dele)
Ann: Sargento Urashima, como se atrave a interromper um discurso dO Conselho? Está pensando por um acaso em sentir na pele a mesma punição que o recruta Hiwatari?
Ken: (tremendo de medo) Não... não... eu nunca pensaria em uma coisa dessas, Vossa Excelência Super-poderosa General Willians! Nunca passou pela minha humilde cabecinha de sargento de baixo escalão desafiar a Sua autoridade! Eu juro pela minha mãe e pelos meus irmãos pentelhos! E pelo meu pai! E pela minha gata! E pelo...
Ann: Calado! ò.ó
(Ken cala a boca como se por mágica)
Ann: Assim está melhor... (joga o Ken longe) Como eu ia dizendo... vamos logo anunciar essa porcaria dessa punição porque eu não estou a fim de ficar enrolando com um monte de palavras sem sentido que deveria imitar uma declaração formal e complicada. Hiwatari vai prA Fogueira e fim de papo!
(Beybladers festejando no fundo)
James: a... fogueira... ? O.O''
Ann: Não, A Fogueira!. (olhar assassino) Coronel Nathaliya, se incomodaria em explicar para o recruta Hiwatari e para os outros ignorantes que não sabem o que é A Fogueira?
Nathaliya: Com muito prazer, General Ann. (Nathaliya pega o James pelo nariz e sobe em um palquinho improvisado com projetor de slides) Ao contrário de uma fogueira comum, (mostra imagens de uma fogueira de São João em uma pracinha qualquer no meio do interior de São Paulo) A Fogueira não tem fogo, infelizmente. (Coro de "aaahh") O que A Fogueira tem que A torna especial é um sistema de som e auto-falantes capazes de ampliar milhares de vezes o som de uma agulha caindo. Ela é chamadA Fogueira porque queima os ouvidos de quem a escuta, já que, afinal, se uma pessoa normal enlouquece ouvindo a Christie em sua voz normal, a ampliação máxima de seus discursos é a última tortura! MWAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAH!!!!!!!! Ò.Ó (Rindo malevolamente)
James: BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁAÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!! (chorando copiosamente)
Christie: Oh, eu participarei da punição do recruta Hiwatari! Mas que honra! Oh, hoje é um dia especial na minha vida! Não vou esquecer o dia em que o meu maior talento foi reconhecido por todos e adorado e reverenciado por meus superiores no Exército do Off-talk,um dia em que eu finalmente serei apreciada por quem eu realmente sou, glamurosa e talentosa e famosa! Oh, finalmente chegou o dia em que poderei dizer tudo que penso e sinto sem me segurar, feliz porque finalmente alguém vai escutar tudo até o fim, oh, que dia! O sol empalidece perate a minha presença que hoje fez-se tão importante e impressindível para o desenrolar desta pequena história absurda! Queira O Senhor que tudo corra bem e que eu possa executar a minha tarefa com toda a minha graça e sensibilidade, e que não me faltem palavras na hora que tanto as precisarei. Estejam todos alertas que...
(Christie e James levados para uma máquna que lembra uma garrafa térmica aumentada)
(Christie e James ligados a um monte de fios e aparelhinhos bizarros)
(Nathaliya, Jun e Ann sorrindo com abafadores de ouvido)
(James começa a gritar quando a voz da Christie soa terrivelmente alta dentro da garrafa términa ampliada)
(Beybladers fazendo festa por mais uma missão cumprida com sucesso)
(Beybladers tiram o uniforme militar porque nenhum deles realmente sabe nada sobre exércitos)
(Beybladers ficam sentados esperando a tort... punição terminar para eles poderem continuar a festa)
(Foca na Jun sentada comendo bolo de chocolate)
Jun: Ora, ora, ora... Pelo visto nos demos bem hoje, para variar.
(Aparece o Vladmir do nada)
Vladmir: Quer dizer... se deu bem no off-talk, né, porque no capítulo...
Jun: Como se atreve? Ò.Ó Eu não preciso de você para lembrar o que aconteceu neste capítulo!
Len: É, nem eu! Não era uma impressão minha quando eu disse que tudo estava contra mim! Era tudo culpa da mente insana do Hiwatari! Ainda bem que agora ele vai pagar... (olhar assassino muito assustador)
Jun: Oh, Len, você fica tão bunitinho com esse olhar assassino muito assustador! Quer ir para um lugar mais reservado pra...
Takashi: Oioi, tem crianças assistindo... o.o'.
Lhana: Crianças muito pequenas assistindo... XDDD
Jun: Ora, vão (censurado) (censurado) (censurado)!!!! ò.ó
(Takashi e Lhana somem com medo da Jun)
Nathaliya: Jun, tudo pronto? Vamos começar logo com o próximo pretexto pra enrolar em um off-talk, assim quando o Hiwatari sair da tort... punição, nós poderemos parar para apreciar... ò.ó
Jun: Oh, sim, claro... que cabeça a minha!
(Jun e Nathaliya segurando um rolo gigante)
(Jun e Nathaliya desenrolando o rolo gigante)
(Jun e Nathaliya tentando grudar o rolo desenrolado na parede)
(Rolo desenrolado se recusa a grudar na parede)
(Jun e Nathaliya se irritam tentando grudar o rolo desenrolado na parede)
(Rolo desenrolado aparece grudado na parede depois de um truque de mudança de cena)
Jun: Oh, adoro truques de mudança de cena, eles são tão práticos! n.n
Nathaliya: É, fazem parecer que ninguém quase perder os dedos mexendo com a cola e com o rolo desenrolado... n.n
(Aparece a Rumiko com os dedos enfaixados chorando no colo do Toshihiro)
Rumiko: (chorando) E aquele... rolo... malvado... queria... queria ficar com... ficar com... FICAR COM OS MEUS DEEEEEEEDOS!!!! TT.TT
Jun e Nathaliya: n.n'''''''
Lin: Oh, mas que belo texto vocês escreveram no rolo gigante! u.u Eu não gostei nadinha, mas é um bonito texto! u.u
(Sai caminhando numa boa de mãos dadas com o Vladmir)
(Close no rolo gigante: Clube "Eu odeio/tenho inveja/tenho ciúme de Lin Mei Xing" by Nathaliya e Jun! Aceitamos qualquer um que odeie a sirigaita ladra de namorados e que esteja disposto a removê-la da lista de personagens desta fic por bem ou por mal)
Isaac: Eu acho que vocês pegaram um pouquinho pesado... n.x''
Nathaliya: Eu discordo. Pelo que essazinha aí mostrou no capítulo de hoje, todo o cuidado é pouco com ela. Ela faz parte do grupo de vilões super-malvados e cruéis da fic, ela veio para causar o caos e dominar o mundo! Seus objetivos incluem levar o MEU Vova para o lado obscuro da força e forçar todas as meninas a usarem aquele casaco de pele de lobo ridículo e fazer aquele sorrisinho sonso toda a vez que falamos com alguém! ò.ó Essa é a verdadeira Lin Mei Xing e é por isso que eu e minha estimada colega Jun formamos este clube, para combater as ambições malígnas desta personagem abominável!
Jun: Apoiada! ò.ó Eu vou me vingar por ela ter roubado o MEU Len também! ò.ó
Len: Mas Jun... Eu achei que a gente tinha ficado de bem e...
Jun: Não discuta! Você naõ está em poder de tomar decisões, senhor Len Yin! Você é apenas mais uma vítima inocente desta garota-demônio, e por isso deve ser afastado de seu convívio o quanto antes!
(Jun arrastando o Len para longe pelo cabelo)
Isaac: E depois ainda me dizem que ter uma namorada faz bem pra saúde... n.x'
Nathaliya: Né, Rumiko, você devia fazer parte deste clube também... o Toshihiro também foi vítima do charminho daquela... daquela... bem, você sabe... ò.ó
Rumiko: (ainda no colo do Toshihiro chorando por causa dos dedos e do rolo) Mas Nathaliya... Eu acho a Lin uma garota super-simpática, e todos nós gostamos dela e das ceninhas românticas que...
(As próximas cenas foram censuradas pensando no público de corações fracos e propensos a ataques cardíacos e derrames, dentro de instantes voltaremos a nossa programação normal)
Toshihiro: Ih, olha só, agora o off-talk tem frases que podem cortar o que dizemos! Mas que coisa mais...
(As próximas falas foram censuradas pensando no público de ouvidos sensíveis e delicados que não gostam de ver seus personagens favoritos falando coisas que não devem. Dentro de instantes voltaremos a nosssa programação normal)
David: Legal! Agora quando eu quiser fazer besteiras como...
(As ações do personagem a seguir foram censuradas pensado no público de super-enfermeiras que não agüentam atos suicidas e idiotas de personagens sem noção. Dentro de instantes voltaremos a nossa programação normal)
Franklin: Censura, é? Quero ver só qual vai ser a porra da censura que vai ser capaz de parar todas as merdas que eu falo e todos os fucking gestos mal-educados que eu tenho preparados!
(…)
Alice: Oh, o Franklin não foi censurado! XDD Como é que pode? XDDD
Erik: Isso não é justo! Isso é favoritismo! Eu protesto! Eu...
(Os protestos a seguir foram censurados pensando no público de anti-revolucionários que não gosta de personagens revoltados e suas idéias sangrentas, insanas e revolucionárias. Dentro de instantes voltaremos com a nossa programação normal)
Franklin: Ahahhaah! Eu sou o único não-censurado aqui! Finalmente eu tenho o poder! Finalmente eu tenho o destaque de líder pomposo e milionário que eu mereço! Finalmente eu...
(O discurso a seguir foi censurado pensando no público que venera personagens que falam palavras feias o tempo todo. Dentro de instantes voltaremos a nossa programação normal)
Satsuki: Oh, não! Se até mesmo o Franklin foi censurado, o que vamos fazer?
Yoshiyuki: Só há uma coisa a fazer: não fazer nada. o.o'
Ken: Mas isso é muito chato! Eu não quero não fazer nada!
Yoshiyuki: Mas é isso que temos que fazer. Não há outra escolha. o.o
Isaac: Será que a gente pode ao menos destruir a Terra?
Koichi: Podemos tentar...
(Beybladers secretamente planejando a destruição da Terra)
(O planejamento a seguir foi censurado pensando nos inúmeros habitantes do planeta que sofreriam caso sua casa fosse destruída por culpa de uma insanidade de alguns personagens imaturos e sem originalidade. Dentro de instantes voltaremos a nossa programação normal)
Lhana: E aí fez CABUUUM!!! XDDD
(A destruição a seguir for censurada pensando nos gastos com efeitos especiais para produzir tamanha cena fantasiosa e estupidamente cara. Dentro de insatntes voltaremos a nossa programação normal)
(No espaço...)
(Passa a garrafa térmica gigante onde o James ainda está sendo tort... punido pela Christie)
(Os gritos a seguir foram censurados pensando nas criancinhas pequenas e inocentes que ainda não estão preparadas para saber o real significado da palavra tort... punição. Dentro de instantes voltaremos a nossa programação normal)
OWA…
(A palavra a seguir foi censura pensando nos milhares (!) de leitores que não gostariam de ver este maravilhoso e estupendo off-talk se encerrando tão bruscamente. Semana que vem voltaremos com a nossa programação normal)
