Nota do Toshihiro: Esse capítulo milagrosamente postado no dia certo é o último de "Kita kara no Onna no Ko". Semana que vem, os acontecimentos de "Kita kara no Otoko no Ko" e "Kita kara no Onna no Ko" se encontram para formar a parte três, "Kita no Ookami".
Nota da Lin: A tradução desse novo nome se encontra perdido em algum lugar do off-talk sem graça que o James inventou de colocar lá no final e estragar o efeito bombástico de fim de capítulo.
Nota do Vladmir: Por hora, vamos fingir que todo mundo sabe o que "Kita no Ookami" significa e vamos logo para o capítulo. u.ú
Boa leitura!
CAPÍTULO XII
O VERDADEIRO PODER DE LIN MEI XING
- Sua adversária agora é a Lin, tome cuidado. – Quando Toshihiro tentou interromper, o garoto calou-o com um sinal de sua mão. – Não, eu não vou torcer por ela. – Vladmir forçou um pequeno sorriso. – Lin pode ser minha amiga, mas você é meu irmão, lembra? – Foi a vez de Toshihiro sorrir. – Eu sou seu irmão e como tal quero te dar um conselho: não lute pensando em vingar o Len e os Blue Fish, ela vai te vencer fácil como venceu a Jun se você o fizer. Deixe que ela se explique antes de deixar esse sentimento te dominar. Eu não falo isso porque simpatizo com ela nem nada do tipo, eu falo isso porque acredito que o que ela tem a dizer pode ser importante pra nós também.
Quando as beyblades foram finalmente lançadas, Toshihiro não tinha certeza se conseguiria realmente seguir o conselho de Vladmir .
- Que cara é essa, Lin? Por um acaso está desapontada porque não é o Vova que você vai machucar no final dos três rounds? Sinto desapontá-la, mas você vai ter que se contentar comigo! E com a sua derrota!
Em seu lugar na arquibancada, Vladmir suspirou. Era otimisto demais pensar que seu irmão esqueceria o resultado da luta contra Len por cause de seu conselho apenas. Toshihiro era um tanto cabeça dura nestes assuntos, chegando até mesmo a perder a concentração e começar a luta na ofensiva, sem se preocupar com o plano que sua adversária poderia ter. Se ao menos fosse ele a lutar naquele momento, as coisas poderiam ser diferentes.
O primeiro round dos três que decidiriam o vencedor do torneio de Xangai terminou mais rápido do que o esperado, com Toshihiro demonstrando um poder esmagador para tirar a beyblade adversária da arena sem possibilidade de reação. Apesar de estar realmente torcendo para o irmão contra Lin, Vladmir não comemorou o primeiro resultado positivo, pois uma derrota tão rápida contra uma lutadora tão forte só poderia significar uma coisa: Lin tinha um contra-ataque planejado, provavelmente mais forte do que as técnicas que demonstrara até o momento. Preocupado com o que poderia acontecer no round seguinte, o russo ignorou as ordens dos seguranças entre a arena e a arquibancada e correu ao encontro do irmão:
- O que você pensa que está fazendo, Toshihiro? – Perguntou ele assim que os dois ficaram frente a frente. – Quer colocar tudo a perder agora que estamos tão perto de saber alguma coisa sobre o poder da Lin? – Vladmir segurava o chinês trançado pela gola da jaqueta de sua equipe, o figurino escolhido por ele para o dia das finais. – Não é hora pra vingancinhas bobas, esquece o Len e se concentra, ou ela vai ganhar de você também!
- Você está torcendo pra ela, não está? – Perguntou Toshihiro de volta, deixando o corpo pender molemente nas mãos do irmão, como se fosse uma boneca de pano. Vladmir já era vários centímetros mais alto do que ele, por isso não tinha dificuldades em tirá-lo do chão em situações como aquela. – Você quer que ela ganhe porque eu atrapalhei os seus planos de ficar de namorico na arena, né?
O mestre de Castil deixou o corpo do irmão cair com a surpresa. A atitude de Toshihiro era tão infantil que chegava a ser ridícula. Querer vingar Len era uma coisa, ter um ataque de ciúme muito parecido com os de Jun era outra completamente diferente. Seu irmão estava confundindo as coisas de uma maneira que não era característica sua, sem dúvida havia algo estranho naquela situação. Será que...
Os olhos azuis do garoto encontraram os pretos da garota a sua frente. Não, Lin não poderia ser a causa de tudo isso, poderia? As mudanças em seu irmão não poderiam ser causadas pela garota, não era como se Lin possuísse algum tipo de poder mental ou coisa assim, essas coisas só eram possívels em filmes e seriados de tv. Se fosse ele a lutar naquele momento, suas perguntas provavelmente já teriam sido respondidas. Toshihiro precisava parar de agir como criancinha para que ela pudesse se explicar, e só havia um jeito de isso acontecer. Enquanto se perguntava qual seria a reação de seu irmão a suas palavras, o russo dirigiu-se a Lin para falar:
- Faça o que for necessário no próximo round, não precisa se preocupar comigo ou com ele.
Vladmir rapidamente deixou a arena. Como imaginava, Toshihiro não ficou nada contente ao ouvir o que parecia uma aberta declaração de apoio à rival. O russo, entretanto, não estava preocupado, sua opinião sobre quem deveria vencer não havia mudado, e ao julgar pelo alívio nos olhos negros de Lin, ela entendera perfeitamente sua mensagem.
O segundo round começou de uma maneira muito semelhante ao primeiro. Ainda mais irritado depois de presenciar a "traição" de seu irmão, a ofensiva de Fenku foi ainda mais dura, jogando Lin contra a parede em poucos segundos.
"Mestre, não acha que estamos exagerando?" – Perguntou a voz estranha que pela segunda vez no dia visitava o chinês trançado. Sua concentração na luta não poderia ser maior, vencer era seu único objetivo e por isso a ligação com o monstro sagrado em sua beyblade se tornara tão forte. Mesmo assim, parecia que o leviathan não concordava com as abordagens escolhidas por seu mestre.
- Como assim, exagerando? – Toshihiro não percebeu que estava falando alto, atraindo olhares curiosos daqueles perto o suficiente para ouvir suas palavras. Lin mais uma vez mostrou-se insegura, buscando novamente o olhar de Vladmir em busca de segurança. O russo a viu e meneou a cabeça, sinalizando que estava tudo bem.
"Eu não acredito que seja correto atacar assim, mestre." – A voz voltou a falar. Era quase possível perceber um certo desapontamento em sua voz. – "Não é uma boa idéia, e nós podemos..."
- Podemos...?
Lin sorriu discretamente. A concentração de seu adversário era tanta que ele nem sequer percebera que estava falando com alguém dentro de sua própria mente, alguém que naquela ocasião poderia ser considerada parte dele mesmo. A garota podia perceber pelo tom da resposta e expressão facial de Toshihiro que ele e Fenku estavam tendo algum tipo de discussão, o que não impedia a beyblade azulada de continuar atacando. Mais algum tempo se passou, e como mestre e fera-bit pareciam ainda não chegado a uma conclusão, a japonesa encontrou a oportunidade perfeita para intervir:
- Toshihiro-kun, eu sinto muito pelo que aconteceu antes, mas agora não é o momento de perder o controle, as conseqüências podem ser catastróficas. Lan-Lan, agora é nossa vez de atacar... Acabe com a luta. – Mais ou menos do mesmo jeito que Toshihiro acabara com o primeiro round, Lan-Lan concluiu o segundo, expulsando Fenku da arena após uma incrível demonstração de força bruta. Toshihiro ficou paralisado enquanto sua beyblade caía aos seus pés. – Vai me escutar agora?
Como Vladmir previra, a derrota humilhante fez a mente de Toshihiro voltar ao lugar certo. O chinês trançado recolheu Fenku e respirou fundo, aos poucos eliminando qualquer pensamento confuso de vingança ou selvageria irracional. A sensação de voltar a ser ele mesmo depois de um momento de insanidade era bem agradável, até mesmo o ambiente e a torcida pareciam diferentes uma vez que sua mente estava calma e tranqüila.
- E essa vai ser a última luta! Os competidores estão empatados! Será que Urameshi-kun vai dar juz ao seu posto de antigo líder dos Blue Fish e atual campeão mundial? Ou será que o torneio de Xangai conhecerá a partir de hoje uma nova campeã? Preparem-se! Três, dois, um, Go Shoot!!
As beyblades foram lançadas e caíram na arena, porém não atacaram. Ambos estavam decididos a esperar pelo oponente para fazer o primeiro movimento, o que resultou em pelo menos cinco minutos de beyblades e beybladers se estudando, pensando e se concentrando.
- Você pode ouvi-lo, não pode? – Perguntou Lin, ao perceber uma súbita mudança na expressão facial do adversário.
- Ouvir? Quem? – Perguntou Toshihiro em resposta, um pouco confuso.
- Fenku. Foi ele que você ouviu agora a pouco, não?
A revelação deveria ser uma surpresa, porém Toshihiro não reagiu como se tal fosse. Apesar de até o momento não ter ainda reconhecido a voz grave e segura como sendo de seu monstro sagrado, bem no fundo ele já sabia disso, sentia isso.
- É, eu não sei como, nem sequer sabia que feras-bit podiam fazer isso, mas é verdade. Como é que você sabe? – Perguntou o chinês trançado, sorrindo de uma forma estranha.
- É uma longa história, mas eu estou disposta a contar se você realmente quiser ouvir. – Enquanto Lin falava, sua beyblade cutucou a adversária pela primeira vez. Não era um ataque propriamente dito, era mais um cutucão mesmo, como se o panda estivesse chamando o leviathan para prestar atenção na sessão de historinhas do dia. Fenku respondeu com um cutucão semelhante, e as duas beyblades passaram a girar no mesmo lugar depois disso, obedientemente esperando por seus mestres para continuar a batalha.
- Eu quero. Acho que não sou só o único por aqui que precisa de explicações.
Lin entendeu a mensagem. Toshihiro falava dos Blue Fish e de Len, que acabavam de sair da enfermaria para se juntar aos demais Urameshi. O líder da equipe chinesa tinha alguns curativos em seu rosto e seus cabelos ainda estavam arrepiados, seu aparelho estava destruído e ele precisava andar apoiado em Jun e Chang para não perder o equilíbrio, enfraquecido pela descarga elétrica.
- Você está certo. Eu peço desculpas por ter atacado seu amigo daquela maneira, mas era o que eu precisava fazer naquele momento. Eu sei o que se passa entre você e Fenku porque a mesma coisa acontece comigo, em um nível um pouco mais profundo. Eu e Lan-Lan construímos nossa ligação aos poucos, movidos pela necessidade...
Na arquibancada, a fileira onde estavam Vladmir, Hehashiro, Lily e os Blue Fish era uma das únicas perto o suficiente da arena para que seus ocupantes ouvissem a conversa dos lutadores. Uma sensação estranha dominuou o russo quando ele percebeu que o segredo que Lin dividira com ele ainda em Xigaze estava prestes a ser espalhado para mais pessoas.
- Necessidade? – Perguntou Toshihiro, incapaz de imiginar o que sua adversária queria dizer. – Que necessidade?
- Necessidade de me defender. Necessidade de sobreviver. – Lin encarava seu adversário nos olhos, sentindo estranhamente mais corajosa e segura ao contar a história de sua vida para este outro "estranho". A sensação era diferente de quando ela sentara com Vladmir para conversar, mas ainda assim a postura e a energia ao redor de Toshihiro Urameshi eram de alguém forte e maduro, racional e compreensivo. Ela estava segura. – Eu vim de um lugar em que tudo está contra nós, cada novo dia é ainda mais difícil e perigoso do que o que acabou de terminar. Nestas condições, nossas feras-bit e a força existente nelas eram praticamente a única coisa que poderiam garantir a nossa sobrevivência e a do nosso grupo, desde pequenos nossos pais nos ensinaram a entender e aceitar esse poder, para que um dia pudéssemos usá-lo para conseguir a liberdade.
- Ah... – A explicação de Lin ainda não fazia sentido, Vladmir era o único que conseguia entender seu ponto de vista no momento. Toshihiro continuou encarando a adversária a espera do que mais estava por vir.
- Bem, eu estou aqui para ficar ainda mais forte, já que os canalhas da fazenda pegaram o meu pai e os outros e vão acabar com eles se não aparecermos. Nosso líder nos traiu na última hora, fugiu correndo com o rabinho entre as patas quando a gente menos esperava. Ele é forte, ele é o nosso líder, afinal, nós precisamos do poder que está com ele se quisermos ter alguma chance contra Watanabe-dono, mas... se não podemos mais contar com ele, vamos ter que pegar esse poder à força. Meu objetivo aqui é unicamente enfrentar os mais fortes e me tornar mais forte para encarar o líder, que no momento se encontra escondido em Tóquio. Quando este torneio acabar, eu vou atrás dele. Por isso eu precisei atacar o Len daquela maneira, mesmo sabendo que no momento de maior sincronia os danos causados ao corpo são os mesmos que os causados à beyblade...
- Lin... – Lily observou enquanto o cunhado russo apertava as mãos na jaqueta negra, os olhos aflitos vidrados na garota japonesa na arena. Ele já havia ouvido essa história, já sabia da dor e desespero que as lembranças causavam, por isso era capaz de entender os sentimentos da garota, sentindo exatamente as mesmas sensações que ela naquele momento.
- Quando há uma sincronia entre beyblader e fera-bit, os dois são capazes de se comunicar sem precisar falar. Eu acho que você já sabia disso, Toshihiro-kun, seu nível de poder já teria tornado isso possível há bastante tempo. O que você talvez não saiba explicar é o que aconteceu com Len-kun quando lutamos, por quê o ataque de Lan-Lan direcionado à beyblade atingiu-o da mesma forma, por quê seu rosto, dentes e cabelos ficaram daquela forma estranha e sinistra e tudo mais, não é? Bem, tudo isso está ligado, de uma certa forma.
O público ficou em silêncio. Na arena, as duas beyblades voltavam a se atacar, embora ainda sem força para tirar o oponente da luta. Toshihiro ergueu uma sobrancelha, observando com atenção a expressão da sua adversária. Lin estava calma, sorria levemente. Sem aviso, a faixa em sua testa se partiu ao meio, caindo no chão aos seus pés. No lugar antes tapado por ela surgiu uma figura de um lobo acinzentado, cujos padrão dos pêlos coincidia com o padrão do casaco que a garota usava. Não era uma imagem grande o suficiente para parecer terrivelmente inapropriada em sua localização, porém não era pequena a ponto de seus detalhes não poderem ser claramente identificados. Incrivelmente, a tal imagem não ficava estranha no rosto da garota como a primeira vista se imaginaria, mas sim se encaixava perfeitamente em suas feições, como se o fato de estar ali não fosse mais do que lógico.
- O que é...
- Em uma luta, o verdadeiro poder só aparece quando um humano e uma fera-bit unem suas forças em uma ligação inquebrável e duradoura, quando o humano entende que a fera-bit não é simplesmente um objeto, uma aparição misteriosa ou um truque de luz, e sim parte de sua própria alma. Claro, uma parte especial da alma. Uma fera-bit não morre ou desaparece quando seu mestre deixa esse mundo, ela apenas procura outro mestre capaz de aceitá-la e canalisar seu poder da mesma forma. Uma vez que a fera-bit encontra o mestre adequado, não há limites para o que eles podem atingir. Eu e Lan-Lan possuímos este tipo de relação, e hoje Len-kun e Kailon também chegaram a esse ponto, uma união não somente mental, mas também física.
- Isso significa que...
- Que Len-kun e Kailon se tornaram um só corpo e que Len-kun teria provavelmente se transformado em um tubarão de verdade caso a luta continuasse? – Toshihiro e todos os outros prenderam a respiração para ouvir a resposta, Len mais do que os demais. A perspectiva de tornar-se um segundo Kailon não era exatamente agradável... – Não, uma transformação tão completa não é possível. O que aconteceu foi que uma parte profunda da alma e personalidade de Len-kun vieram à tona, externalizando a forma de sua verdadeira natureza através do poder de sua fera-bit. Len-kun possui as características de um tubarão dentro dele, por isso Kailon conseguiu chegar a tal nível de sincronia. Embora isso não signifique que uma outra fera-bit não seje capaz de sincronizar deste jeito também...
- Ah, droga... isso tá confuso... Natureza de tubarão, você disse? Quer dizer que o Len tem um tubarão escondido dentro dele? – Perguntou Toshihiro, fazendo força para digerir toda a informação. Normalmente, ele não era tão burro e tão lento para entender as coisas que lhe interessavam.
- Você pode pensar nisso como "se Len-kun fosse um animal, ele seria um tubarão". É mais ou menos isso, explicando de uma maneira simples. O poder gerado nesta última sincronia provavelmente não tem limites, porém, como seu amigo decobriu na própria pele, essa técnica está longe de ser perfeita. Em primeiro lugar, atingir tal estado é praticamente impossível sem o treinamento adequado. Em segundo lugar, o corpo de uma pessoa que sofre tais modificações repentinas gasta muito mais energia para se manter, e há o risco de um lutador ficar completamente esgotado em questão de segundos. Mas o pior de tudo é que, com beyblader e fera-bit unidos assim, a distinção entre corpo de um e corpo de outro não existe mais, fazendo com que qualquer dano à beyblade seja repetido em exatas proporções no lutador e vice-versa. Como eu já expliquei os meus motivos, espero que vocês todos não tentem mais me atacar e se vingar pelo que fiz com Len-kun, embora talvez seja um pouco demais pedir que me desculpem.
Lin permaneceu séria durante toda sua fala. Seu adversário e os demais beybladers não demoraram para distenderem os queixos e libertarem os olhos de suas órbitas, surpresos com tanta informação sobre um fenômeno que nenhum deles jamais tinha ouvido falar, apesar de todos os anos de experiência e parceiria com seus monstros sagrados. Lan-Lan começou a lutar para valer assim que sua mestra se calou, pegando Toshihiro desprevenido. Fenku demorou um pouco para reagir, porém logo as duas beyblades se atacavam de igual para igual.
"O que ela falou é verdade, Fenku? Eu posso criar uma cauda e chifrinhos iguais aos seus se a nossa sincronia for adequada?' – Perguntou Toshihiro para a fera-bit, ao mesmo tempo em que uma imagem dele mesmo como uma sereia chifruda e de pele azulada remarcava seu espaço em sua consciência. O leviathan sentiu o desconforto do mestre – Toshihiro sabia que ele podia sentir – e por isso sua resposta foi um tanto bem-humorada.
"Eu creio que não, mestre. Embora essa imagem da sua cabeça não seja de todo má..." – Toshihiro fez um beicinho de criança mimada enquanto suas bochechas adquiriam uma coloração avermelhada. O leviathan riu e continuou: "Não se preocupe, se algum dia nós chegarmos a este estado, eu não rirei de sua nova aparência, mestre."
"Você está muito engraçadinho pro meu gosto, Fenku, eu não imaginava que você fosse assim, na verdade..."
Realmente... era a primeira vez que Toshihiro pensava em sua fera-bit como tendo uma personalidade própria. Claro, já considerava Fenku como um parceiro há muito tempo, mas um parceiro mudo, uma espécie de robô acionado por controle remoto em situações de perigo. Agora que conseguia se comunicar tão facilmente com o leviathan, no entanto, esta antiga visão aos poucos se desfazia. Fenku, até onde o garoto podia pereber, era um espírito agradável, um pouco propenso à brincadeiras, muito inteligente e cauteloso. Parecia ajuizado também, uma vez que abertamente desafiara o mestre durante o round anterior, no momento em que insanidade sem razão o dominava.
A nova descoberta era agradável e muito bem-vinda, porém havia uma última questão que ainda não havia sido respondida: por que somente agora, depois do campeonato mundial em tempos sem nenhum grande vilão à vista, tal sincronia passara a existir? Era como se a luta contra Lin fosse a responsável por essa mudança, como se somente por enfrentar alguém com tal habilidade estes novos patamares pudessem ser alcançados.
"Mestre!"
A voz de Fenku fez Toshihiro voltar para a realidade de uma forma abrupta e indelicada. Lan-Lan estava com a vantagem na luta, a beyblade azulada estava quase parando de girar, aos poucos empurrada para fora.
- Ultra Tufão Submarino! – Gritou o garoto, mais no reflexo do que por ato pensado. Sua fera-bit obedeceu, rapidamente inundando a arena.
- Soco elétrico! – Revidou Lin, fazendo a piscina da arena tornar-se um território mortal. A eletricidade na piscina fazia com que nenhuma das beyblades pudesse se aproximar. Milagrosamente, tanto Fenku quanto Lan-Lan sobreviviam girando no limite entre o que era cosiderado dentro e o que era considerado fora do campo de batalha.
- Vamos decidir isso agora, Toshihiro-kun! – Exclamou Lin, sorrindo como Vladmir sorria poucos segundos antes de uma grande vitória. A imagem na testa da garota emitia um fraco brilho da mesma cor que sua beyblade enquanto seus olhos tornavam-se amarelados...
- Como quiser, Lin! – Devolveu Toshihiro, sorrindo do mesmo jeito. Se ele fora capaz de derrotar aquele sorriso uma vez, não tinha tinha razões para acreditar que conseguiria outra.
A beyblade azul investiu contra a bronzeada, ou a bronzeada investiu contra a azul. As duas se encontraram no centro da arena, causando uma explosão. Ambos lutadores foram jogados para trás, segurando-se em pé apenas por milagre. O vencedor seria conhecido em uma questão de segundos...
"Me desculpe, mestre..."
A beyblade de Toshihiro caiu na água. O garoto fechou os olhos, cerrando os punhos. Fenku não tinha porque pedir desculpas, o primeiro descuido havia sido seu ao ordenar o ataque inadequado sem pensar. Lan-Lan pousou exatamente no lugar em que Fenku estivera antes do ataque, tornando-se a vencedora incontestável do torneio de Xangai.
Os Blue Fish e os Urameshi logo se encontravam na arena ao lado de Toshihiro. Retirar Fenku da arena transformada em piscina ainda era perigoso por causa da eletricidade correndo na água, por isso o chinês trançado teria que esperar um pouco mais para rever sua beyblade e avaliar os danos.
- Oh, muito bom, maninho... perdeu o torneio e a beyblade ao mesmo tempo... – Hehashiro foi o primeiro a encomodar o irmão menor, bagunçado seus cabelos com uma das mãos enquanto a outra cutucava-o no peito.
- Eu não acredito! Será possível que ninguém consegue ganhar dessa garota? – Exclamou Jun, quase arrancando seus cabelos em uma cena um tanto cômica. Enquanto os demais riam, Len teve que fazer força para permanecer quieto. Afinal, depois de ser eletrocutado por um panda, não queria colocar sua vida em risco mais uma vez ao mexer com a onça...
- Na verdade, Jun-san, eu sou a mais fraca no meu grupo. Nosso líder era o mais forte, e Osamu e Kazuo só perdem pra mim quando estão realmente cansados e sem energia para pensar. – Sem que o grupo percebesse, Lin havia se aproximado, arrumando uma segunda faixa idêntica à primeira para cobrir a imagem em sua testa. – Eu sinto muito pela sua beyblade, Toshihiro-kun, mas fico feliz em saber que você aparentemente não se machucou. – A garota se aproximou do chinês trançado, ficando perto o suficiente para deixá-lo corado. Em resposta, o garoto fechou os olhos, suando frio enquanto recuava alguns passos.
- Ah, não... não... eu estou... bem... sem... sem problemas...
- E Len-kun, eu queria pedir desculpas pela luta de mais cedo... Espero que entenda que eu não tinha outra saída, e que eu não queria ter te machucado tanto... – Antes que Toshihiro pudesse se recuperar da surpresa pela aproximação repentina, Lin já estava frente a frente com Len, encarando-o nos olhos a menos de cinco centímetros de distância. O líder dos Blue Fish podia sentir a respiração da garota contra sua pele, seus lábios se movendo para formar cada palavra...
- Ah, não... não... eu estou... bem... sem... sem problemas...
Temendo por sua vida, Len praticamente vôo até o lado oposto da arena antes que seu rosto grotescamente vermelho chamasse a atenção da namorada. Não muito longe dali, Vladmir também começava a mostrar sinais de mudança cor e temperatura em suas bochechas e orelhas, mesmo com Lin relativamente longe dele. Na verdade, o fato de ela estar longe dele e perto demais de seus amigos era o motivo da mudança, porém o russo ainda demoraria um pouco para reconhecer este fato. Fazendo força para voltar ao normal e parar de pensar em coisas absurdas, o mestre de Castil limpou a garganta e chamou a atenção de todos:
- Hey, Lin, agora que você ganhou o campeonato, você vai ir para Tóquio atrás do seu líder, não vai?
- Vou, por quê? – Perguntou ela, afastando-se dos outros garotos para ir em direção ao russo.
- Então eu queria fazer uma proposta... – Mesmo com a garota se aproximando, Vladmir não ficou corado, fixando seus olhos nos olhos novamente negros da colega.
- Que proposta? – Lin pareceu interessada, assim como os demais beybladers ao redor.
- Bem, você disse que o seu líder é mais forte que você. Você ganhou o torneio, provavelmente ficou um pouco mais forte durante essas últimas semanas aqui na China, mas não há como ter certeza enquanto não chegar a hora de enfrentá-lo, não é mesmo? – Lin concordou com a cabeça, já imaginando onde seu amigo estava querendo chegar. – Então... eu quero ir com você. Pra te ajudar se for preciso, a você e aos seus outros amigos. Eu tenho conhecidos em Tóquio que podem ser de grande ajuda também, se necessário. Por favor.
Lin primeiramente pensou em recusar. Os assuntos entre ela e sua equipe deveriam ser resolvidos entre ela e sua equipe, sem interferência externa. O problema é que ela sabia que Vladmir realmente queria ajudar, suas palavras e seu olhar eram bem claros quanto a isso, uma vontade genuína de querer fazer alguma coisa para mudar a história que ela lhe confiara no passado. Seu lado racional queria dizer não, porém seu corpo se recusava a deixar esta única palavra sair, sua boca não se abria, sua garganta estava seca e seu pescoço permanecia travado em posição.
- Eu quero ajudar também! Eu sei que perdi a luta, mas acho que o meu status de campeão mundial ainda pode ser útil! – Toshihiro se juntou ao irmão, passando um braço por seus ombros enquanto encarava Lin com um grande sorriso e um sinal de "vitória" na mão livre. A garota olhou para baixo, surpresa com tanto apoio. Depois da luta contra Len ela tinha certeza de que seus amigos ficariam todos contra ela.
- Mas vocês... não precisam de um adulto responsável para ficar com vocês em Tóquio? – Perguntou ela por fim, no fundo desejando que os dois irmãos tivessem uma resposta na ponta da língua para esta pergunta.
- Oh, nós temos... não um, mas dois adultos desocupados dispostos a nos acompanhar nesta viagem, não é verdade?
Após a fala de Toshihiro, todos os olhares se voltaram para Hehashiro e Lily como se combinado. A sul-africana sorriu, porém seu namorado fechou a cara, fazendo um beicinho exagerado.
- Desocupado é a sua avó, Toshihiro, eu sou um homem muito ocupado, pra sua informação. – Devolveu o Urameshi mais velho, cruzando os braços sobre o peito em uma pose autoritária. Ao ver os olhos de cachorro pidão que seus dois irmãos mais novos estavam fazendo, no entanto, o jovem abriu um sorriso. – Mas acho que posso arranjar um tempinho na minha agenda, já que meus irmãozinhos parecem querer tanto...
Toshihiro e Vladmir pularam em Hehashiro ao mesmo tempo, derrubando-o. A idéia de ter um motivo para viajar a Tóquio – além do de reencontrar seus colegas de equipe, é claro – lhes animou mais do que qualquer vitória em qualquer torneio. Lin percebeu a felicidade dos garotos, assim como percebeu que, por mais que eles realmente quisessem ajudá-la, a capital japonesa guardava outras coisas muito importantes para seus novos amigos.
Era uma quinta-feira quando Lin, Toshihiro, Vladmir, Hehashiro e Lily se despediram de Jiroh no aeroporto de Hong Kong. Segundo as previsões da japonesa, a viagem não deveria demorar mais do que uma semana, se os gêmeos chamados Osamu e Kazuo fizessem sua parte como deveriam. Se os três sozinhos não conseguissem dar conta do líder, Toshihiro e Vladmir tinham permissão para ajudar. Hehashiro e Lily estavam indo mais para passarem um tempo à sos – ou em lua-de-mel, como Toshihiro passou a chamar a viagem – do que para ajudar, por isso Lin desde o começo não contava com eles em seu plano.
Rumiko e os demais ainda não sabiam sobre esta visita fora de hora. O torneio japonês havia recém se encerrado, a notícia do empate entre Fenki e Kid Dragoon era ainda era relativamente nova. Toshihiro queria surpreender a namorada, indo ao seu encontro para matar as saudades da maneira mais inesquecível que dois adolescentes inocentes poderiam sonhar, ao menos em seus planos.
Quando as centenas de arranha-céus surgiram no horizonte, Toshihiro teve que se segurar para não pular de sua cadeira e começar a agir feito criancinha. Ele estava chegando, estava realmente perto de Rumiko.
"Shinji, pelo seu bem e de Kid Dragoon, é melhor você não resistir." – Era o pensamento que passava na mente de Lin durante a aterrissagem. Uma vez com os pés em Tóquio, não poderia parar até ter em mãos a fera-bit mais poderosa entre os chamados Kita no Ookami.
Ken: Hahahaha, finalmente a saga de Xigaze acabou! Mal posso esperar pra voltar a aparecer no próximo capítulo! (Pulando e falando alto antes que os outros pudessem tentar estragar seu discurso)
(Koichi joga o Ken longe pra deixar os outros falarem)
Rumiko: O Toshihiro está vindo! O Toshihiro está vindo! (Olhos brilhantes) Oh, eu mal posso esperar! (Olhos ainda mais brilhantes) Ah, esquece, eu não deveria saber que ele está vindo...
(Rumiko se torna depressiva e vai pro cantinho do off-talk chupar o dedo junto com o Yoshiyuki)
Toshihiro: Oh, não, Rumiko! (Toshihiro fica depressivo porque deixou a Rumiko depressiv e vai para o cantinho do off-talk chupar o dedo com a Rumiko e o Yoshiyuki)
Nathaliya: Oh, não me diga que agora vão todos os personagens para o canto do off-talk chupar o dedo! Que coisa mais ridícula! ò.ós
Satsuki: Bem, considerando que o Vladmir vai voltar para Tóquio por causa de uma personagem nova que apareceu a apenas seis capítulo e de quem ele aparentemente gosta mais do que você, eu entenderia se você fosse a próxima a se juntar a eles, Nathaliya...
(Nathaliya fica depressiva porque o Vlamdir tem um par romântico que não seja ela e vai para o cantinho do off-talk chupar o dedo com o Toshihiro, a Rumiko e o Yoshiyuki)
Isaac: Nossa, que off-talk depressivo! A gente devia estar comemorando o fim de uma saga, não chorando o fim do mundo... n.x'
Shinji: Eu não quero tentar imaginar o que vai acontecer daqui pra frente, se a minha intuição for realmente verdadeira, eu não quero pensar no que a Lin pode fazer em Tóquio... o.o' (Shinji se esconde atrás da Nathaliya, do Toshihiro, da Rumiko e do Yoshiyuki no cantinho do off-talk por pura paranóia)
Len: Eu ainda não entendi exatamente o que se passa com a Lin, nem o que se passa com esse tal Shinji, e também tenho medo de imaginar o que vai acontecer quando eles se encontrarem...
Jun: E eu quero saber o que exatamente são os Kita no Ookami, e se na nova saga – que não vai ter a gente porque o Jamie é muito chato – vai ter alguém capaz de derrotar a Lin-sirigaita-destruidora-de-lares. ò.ó
(Close nas algemas ligando a Jun e o Len)
(Close na cara coberta de suor frio do Len)
(Close na cara muuuito braba da Jun)
Lin: Na verdade, Kita no Ookami é o nome da nova saga, que vai até o capítulo 16. Vou deixar que os próximos quatro capítulo expliquem tudo sobre eles, e aproveitar que me deram uma fala grande neste off-talk para dizer que Kita no Ookami significa lobos do norte. Acho que isso vai ajudar os leitores a juntarem tudo e montarem uma teoria a esse respeito. Eu estou particularmente curiosa para saber o que o pessoal que não sabe o que se passa na mente insana do James-san pensa que vai acontecer daqui pra frente. u.u
Erik: Realmente, você falou quase tanto quanto a Christie desta vez... o.o'
Lin: Oh, é verdade... momentos assim são raros, ainda mais em um off-talk. Eu tinha que aproveitar. u.u
Kian: Hey, o que esse europeu esquecido pelo James na segunda temporada está fazendo aqui no nosso off-talk de despedida? (apontando para o Erik com cara de poucos amigos)
Erik: Ah, eu estava só fazendo uma pontinha e um pretexto pra dizer que a Christie fala muito. n.n Se não quiserem que eu atrapalhe mais, eu não atrapalho...
(Erik some em uma nuvem de fumaça)
Kian: Ótimo, melhor assim! Esse off-talk é exclusivo para personagens da segunda fase! ò.ó
Ann: Hehehehe... Agora que a segunda parte acabou, não falta muito para nós aparecermos também, não é verdade, pessoal?
(WATB e Takashi concordando com a cabeça)
Takashi: (De pé em um banquinho pra ficar visível no meio de tantos personagens altões) Ken-baka, espere por mim! Eu vou ter a minha grande entrada no capítulo 17! E quando este dia chegar, eu não terei piedade de você! MWUHUHUHUHUHUHUHUHU!!!!!!
Ken: (aparece inteiro como se nada tivesse acontecido depois de ter sido jogado longe pelo Koichi) MWHOHOHOHOOHOHOHO!!! Isso é o que veremos, Partícula da Partícula Desintegrada! Eu vou estar preparado para você também, pode apostar! ò.ó
Emy: O pessoal hoje parece estar com o espírito de luta em alta... e com gargalhadas maléficas bem originais...
Ann: Ah, não é nada disso, não, Emy... O que acontece é que eu registrei o MWAHAHAHAHAHAHAHA como sendo uma gargalhada exclusiva minha em off-talks, então os dois tiveram que encontrar variações para não ter que me pagar a multa milionária. u.ú
Emy: Ah, sim, isso faz sentido...
Felipe: E eu registrei o MWHEHEHEHEHEHEHEEH!! Ele é meu e ninguém tasca! MWEHEHEHHEHHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEH!!!!
Cathy: E eu fico com MWIHIHIHIHIHIHIIHIHIHIHIIHIH, e quem me desaiar vai levar porrada! MWHIHIIHIHIIIHIHIHI ò.ó
William: Oh, não! Agora todas as possíveis combinações de gargalhadas maléficas foram patenteadas! Nós naõ podemos mais soltar gargalhadas fatais e maléficas agora, o que vamos fazer?
Personagem Que Vai Aparecer Depois Do Capítulo 17: Ainda há um jeito! (olhar assassino sugestivo e assustador) Eu patentio... MWAHEHIHOHUHAHEHIHOHUHAHEHIHOHU!!!!!!!!!!! (Rindo com pose de fodão até ficar sem ar)
(Demais personagens observando a cena com cara de "quem-é-o-idiota?")
Hehashiro: Agora que eles já usaram todas as vogais possíveis em gargalhadas maléficas, pra nós só sobrou absurdos como MWGHGHGHGHGHGHGHHHHGHGHG ou MWRHRHRHRHRHHRHR ou MWJJHJHJHJHJHJJHJHJHJHJH ou MWKHKHKHKHKHKKHKHKHKKHK ou MWQWQWQWQWQWWQWWQWWQ ou...
Lily: A gente entendeu, Hehashiro, a gente entendeu...
David: E mesmo que a gente use as consoantes pra criar gargalhadas que só podem existir no papel, como só existem vinte e uma consoantes, não vão ser todos os pesonagens que vão conseguir ter sua gargalhada patenteada...
Isaac: Nós podemos gargalhar no alfabeto cirílico, ou em hiragana, ou...
Satsuki: Você quer dizer... ははははは、へへへへへへ、ひひひひひひ、ほほほほほほ、ふふふふふふふ、くくくくくくく e similares? O.õ
Vladmir: Ou муахаха, музхзхзхз, муихихихи, мухухухуху e муохохохохохо? u.ú
Isaac: Esse é o espírito! n.x''
(Beybladers começam a gargalhar em todas as combinações possíveis de letras em todos os alfabetos que eles conhecem)
(Beybladers aproveitam a oportunidade para fazer uma pequena aula de idiomas para se tornarem poliglotas em gargalhadas)
(Beybladers passam a semana gargalhando de bem com a vida porque o James lembrou de postar o capítulo no dia certo)
(James decide gargalhar junto porque não se deve contrariar os loucos)
(Todo mundo fica gargalhando pra comemorar o fim da segunda parte)
(Todo mundo gargalha tanto que acabam se irritando com tantas gargalhadas)
(A Terra começa a vibrar com as gargalhadas e se destrói –de novo)
(Beybladers no espaço param de gargalhar porque estão sem voz por passar tanto tempo gargalhando e porque o som não se propaga no vácuo)
OWARI
MWHWHWHWHWHWHWHWHWHWHWHWWHWHW!!!!!!!!
