Nota do Takashi: O capitulo tah atrasado porque o Jamie-baka eh um baka desorganizado que descobriu que tem 20 dias pra entregar 2 trabalhos e provavelmente vai atrasar o capitulo da semana que vem e da outra semana pra poder terminar tudo.

Nota do Shinji: Apesar de tudo, amanha ele prometeu postar a minha fic de aniversario e e um desenho no deviantart.

Nota do Takashi 2: A nota do Shinji nao devia estar aqui porque ele nao eh parte oficial dessa parte da historia, mas a gente finge que releva porque o aniversario dele eh uma daquelas coisas que acontece uma vez a cada quatro anos...

Ah, e como estamos de novo usando o pc da universidade pra postar o capitulo, tudo que nao for o capitulo em si vai ficar sem acento.

Divirtam-se com a volta do personagem mais interessante e carismatico da historia!


CAPÍTULO XVII

JULIAN ROSS

Takashi foi acordado naquele dia de abril por um beijo de sua mãe, como sempre acontecia desde sua mudança para a Nova Zelândia. O garotinho de oito anos de idade e 1,05 m de altura ainda estava em processo de adaptação ao novo país, ao novo idioma e ao fato de ter Keiko ao invés de Chihiko para tomar conta dele e forçá-lo a fazer dever de casa. Sua mãe era muito mais exigente que seu pai neste aspecto, o que tornava suas horas de lazer em Auckland muito mais curtas do que em Hong Kong. Ao menos ele tinha a companhia de Emy e William durante boa parte de todos os sete dias da semana, uma vez que a dupla passava longas horas treinando com Keiko sem descanso, mesmo com John e Ann de volta à Austrália.

O dia estava ensolarado em Alckland. Eram três da tarde e os raios de sol queimavam seu rosto sonolento. Takashi tentou esconder-se embaixo do travesseiro, resmungando:

- Mãe, deixa eu dormir mais um pouquinho, tá muito cedo ainda... – Keiko apenas sorriu com a expressão fofinha que seu adorado filhinho nanico fazia nessas situações. Não podia culpá-lo por estar com sono, afinal ela o obrigara a ficar acordado até às sete da manhã examinando beyblades, combinações de peças e estratégias para serem usadas pelos WATB durante o torneio que começaria na semana seguinte. O novo campeonato era tão importante para a equipe neozelandesa que até mesmo os gêmeos Willians participariam, chegando dentro de alguns dias para dividir espaço com Takashi no quarto do garoto. – A janela foi truque sujo! Você não tem peninha do seu pobre filhinho lindo e inteligente? – Como resposta, Keiko abriu ainda mais as cortinas, inundando o quarto inteiro com luz. – Ok, All right! I give up... for today!

Vagarosamente, Takashi saiu da cama e apanhou a primeira roupa que encontrou. Como se fosse um adolescente muito envergonhado, expulsou sua mãe do quarto para que ela não o visse se trocando – "ora, mas aí não tem nada que eu já não tenha visto..." – e em pouco tempo já estava na mesa para almoçar. A presença de William e Emy se empanturrando de frango assado enquanto conversavam sobre assuntos aleatórios não era surpreendente, eles provavelmente estavam lá desde demanhã.

- Good morning, Takashi-kun! – Cumprimentou Emy, sorrindo para ele ao mesmo tempo em que William fazia um barulho absurdamente grande para tomar o último gole de seu suco de laranja.

- Ni hao! – Respondeu ele, sentando-se do lado oposto da mesa onde se encontravam os garotos e servindo-se de suco e um pedaço do peito relativamente pequeno do destroçado frango que jazia na mesa. Os dois WATB se entreolharam, apreensivos. Takashi cumprimentando-os em sua língua nativa significava que ele não estava de bom-humor, o que poderia causar sérios problemas se os dois não prestassem atenção em suas ações dali para frente.

Keiko se juntou aos garotos pouco tempo depois. O almoço segui com um Takashi mudo, brincando de destroçar o frango destroçado ao invés de comê-lo, uma Keiko tagarela esbravenjando todos os erros e acertos de seus alunos durante o treino da manhã e duas crianças cada vez mais envergonhadas e sem apetite. Depois de comer, o grupo seguio para a sala de treinamento nos fundos da casa: um lugar amplo, com uma arena bem no centro do aposento acoplada a vários aparelhos para medir força, velocidade, intensidade do giro e afins das beyblades nela lançada, além de duas câmeras filmadoras de alta-definição. Durante os treinamentos, Takashi era encorajado a tentar lutar, embora ele mesmo não curtisse essas tentativas tanto quanto seus adversários. Para alguém que fazia parte da equipe campeã mundial, sua habilidade era medíocre, não vencera William ou Emy uma vez sequer, mesmo quando eles não usavam suas feras-bit. Com Fran sem possibilidades de deixar seu walk-man, Takashi não via como um dia conseguiria derrotá-los.

A primeira a lutar naquela tarde foi Emy. Como adversárias, duas beyblades lançadas por Keiko programadas para atacar sem parar. Para não perder, a loira CDF precisava atacar e fugir ao mesmo tempo, uma combinação que depois de muito treino acabou se tornando uma nova técnica de sua águia. O novo ataque, porém, ainda não estava completo, precisava ser aperfeiçoado um pouco mais, por isso Keiko sempre exigia que Emy treinasse mais duro que seu colega.

- Tauik, ataque Red Illusion! – Ordenou a loira, após esperar pacientemente pelo momento certo. Emy estava confiante, acreditava que desta vez tudo seria perfeito. A primeira seqüência de movimentos de Taiuk foi executada com perfeição: a beyblade descrevia círculos em alta velocidade, supostamente criando uma corrente de ar que impediria outras beyblades de se aproximarem. O problema do ataque estava justamente em criar esta corrente de ar. Por mais que as teorias das duas CDFs provassem o ataque possível, nada que Emy fizesse conseguia torná-lo praticável. Com a nova falha, as beyblades controladas por Keiko atacaram e venceram. A treinadora não parecia nada contente com o desempenho de sua aluna:

- Isso foi péssimo, Emy, eu sei que pode fazer mais do que isso. Depois do William você vai tentar de novo.

Ao ouvir seu nome William desviou os olhos da janela – estava à procura de garotas para hipnotizar com seu charme e convidar para um encontro – e preparou Tanka para a luta com um sorriso irritante de superioridade. O treinamento normal do garoto consistia em enfrentar uma beyblade muito maior e mais pesada do que uma beyblade comum, visando fortalecer a força de ataque do esquilo Tanka.

- Espero que seu esquilo esteja preparado, William, não vou pegar leve com você como fiz com a Emy. – Exclamou Keiko, lançando sua beyblade.

- Yes, Ma'am! Eu vou lutar com tudo! – Respondeu William, também lançando sua beyblade na arena.

A força de William havia aumentado consideravelmente desde a volta da Rússia. O garoto, revoltado com sua adolescência precoce, usava Tanka para extravasar sua frustação, dando ao esquilo habilidades até então difíceis de imaginar. O pobre garoto era o único em sua turma da quinta série primária que tinha o rosto coberto por espinhas pela cara e pêlos em lugares que realmente adquiriam um cheiro insuportável quando ele esquecia o desodorante e suava demais.

- Vai lá, detona essa coisa! – Exclamou o garoto, fixando em sua mente a imagem da última menina que recusara sair com ele. – Ataque Kind Squirrel!

Apesar do nome, o ataque de Tanka era tudo, menos amável. E, ao contrário de Emy, William já conseguira bons resultados com ele. Durante o ataque, a beyblade de William ficava tão rápida que parecia estar se teletransportando ao invés de se locomover. Em cinco segundos, conseguira atingir a beyblade gigante centenas de vezes, despedaçando-a completamente. A vitória fez com o ego de William o que tantas rejeições amorosas tentavam evitar: uma súbita inflação incontrolavelmente irritante.

- Aprende comigo, Emy, assim quem sabe eu deixo você ter a honra de sair comigo um dia! –William se aproximou da colega, rindo enquanto observava a expressão concentrada desta. Emy não havia prestado atenção na última luta, absorta em pensamentos sobre as habilidades de Taiuk e sua capacidade de finalmente completar a nova técnica.

Takashi observava a intereção da metade neozelandesa dos WATB um pouco afastado, sentado em um banquinho com os braços apoiadas nos joelhos com o rosto apoiado nas mãos. Quando Emy mais uma vez falhou em produzir sua nova técnica, o garoto deixou a sala de treino, entediado. A rotina de Auckland estava começando a encomodá-lo, ainda mais depois do ano incomum que vivera junto com os Taichi. O campeonato mundial havia-a acostumado-o à falta de rotina, aventuras inesperadas e caos em geral, por isso, por mais que gostasse de sua mãe, não podia deixar de pensar que se sentiria mais feliz em outro lugar.


O garoto largou o walkman de Fran em cima de sua cama e se dirigiu ao banheiro. Sendo este o único lugar em que poderia realmente se trancar do mundo exterior, era ali que se escondia quando não queria ser incomodado. Sentado na privada observando os ajulejos brancos e as várias flores neles desenhadas, recordações do ano anterior passaram a competir em sua mente para ver qual era a mais importante e mais lembrada: o dia que conhecera os Taichi, quando a Anta Mentecapta estourara um dos colchões de água do hotel de seu pai; as inúmeras peças que eles, primeiro como a dupla de ouro, depois como parte do D.I.G.A. e depois como membros dos D.E.M.O.N.S. pregaram em seus amigos, inimigos e professores e também as horas trancadas em diferentes banheiros de diferentes países pensando em músicas para tocar durante as batalhas mais importantes de seus amigos, uma missão que ele se auto-determinara ainda na primeira competição da equipe, e que cumpria com muito prazer.

Havia algum tempo que Takashi mantinha-se ocupado pensando em seu verdadeiro papel nos Taichi. Ele e Ken eram os responsáveis por causar confusão e divertir todos quando a situação começava a ficar séria demais, era seu papel humilhar seu melhor amigo nas disputas verbais, graças o seu talento natural com palavras e o vocabulário extenso que adquirira lendo dicionários quando era ainda menor do que atualmente. Ele realmente gostava deste função, porém as seguidas – e humilhantes – derrotas para William e Emy em beyblade lhe fizeram pensar no que aconteceria caso ele pudesse lutar tão bem quanto Ken, Rumiko, Toshihiro ou Koichi. Se ele soubesse lutar, seria possível que teria ajudado ainda mais sua equipe?

Seus pensamentos foram interrompidos por sonoras batidas na porta, seguidas pela voz preocupada de Keiko:

- Takashi, o que você está fazendo aí? Venha treinar, William quer testar seu golpe contra outro adversário, será que você poderia fazer esse favor?

Takashi não respondeu, sabia muito bem o que William realmente queria quando convidava-o para lutar. O mestre de Tanka precisava vencer alguém para se convencer de que não era um inútil incapaz de atrair garotas, ou pelo menos era isso que Takashi pensava. William fazia o que podia para humilhar o amigo da pior maneira possível. Sem Ann ou John por perto, ele era provavelmente o lutador mais forte do país, e não fazia questão de esconder seu orgulho por isso.

- Takashi? O que foi? Venha aqui treinar! – Chamou novamente Keiko , um pouco mais preocupada com a falta de resposta. – Você está bem? Takashi? – Novamente sem resposta. Pensando nas diversas tragédias que poderiama contecer com uma criança trancada em um banheiro de uma maneira que somente mães conseguem fazer, Keiko decidiu tomar medidas extremas: – Se você não abrir, vou arrombar a porta!

Takashi mentalmente bateu a cabeça contra a parede – não era besta como Ken-baka a ponto de fazer isso de verdade – por sua idiotice. "Pronto", pensou ele. "Agora ela vai destruir o banheiro para me obrigar a ser humilhado de novo pelo pré-adolescente inseguro. Eu não quero servir de saco de pancadas pro William de novo, mas se eu disser isso pra ela, vou ser chamado de covarde e bebê chorão. Droga, eu não quero lutar, mas também não quero me passar por covarde. Se tivesse um jeito de... Os olhos deTakashi caíram sobre a janela entreaberta e seus lábios se abriram em um pequeno sorriso. Sua mãe provavelmente ficaria preocupada, mas ele não estava pensando nisso ao pular a janela e sair andando rápido pela rua no exato momento em que a porta do banheiro era mandada pelos ares por duas beyblades energéticas.


Como Takashi não se preocupou em prestar atenção na direção que suas pernas o guiavam nos primeiros cinco minutos de caminhada acelerada – porque ele não gostava de correr e não correria nem para salvar sua vida – quando a exaustão se fez sentir por seu corpo, o garotinho de oito anos e meio com cara de cinco se viu totalmente perdido em uma rua que ele nunca havia visto. Com certeza não estava muito longe de casa, porém como vivia a muito pouco tempo na nova vizinhança, as únicas ruas que realmente conhecia eram as que levavam para a escola ou ao supermercado. Como essa rua não fazia parte de nenhum dos dois caminhos, ele provavelmente estava encrencado até voltar a se achar.

Takashi continuou caminhando pelas ruas desconhecidas, tentando não pensar em como sua idéia de fugir de casa pela janela do banheiro era parecida com as idéias que seu melhor amigo tinha. Ele não podia ter caído ao nível da Ameba Caminhante, não podia! Exausto depois de caminhar por quinze minutos, a Ervilha de Prato de Formiga deixou seu corpo desabar em banco de uma praça que ele não fazia idéia que existia no meio da cidade. Enquanto recuperava suas energias e pensava em um jeito de voltar são e salvo para casa, Takashi passou algum tempo observando as pessoas que passavam por ele:

Um senhor de bangala tentava cruzar o chão de areia do parque sem muito sucesso, tropeçando em pequenas pedrinhas e buracos com certa freqüêcia. Cada vez que tropeçava, o senhor – de cerca de sessenta ou setenta anos – esbravejava palavras incompreensíveis contra a pessoa mais próxima. Entre aqueles a sentir a saliva do velho na cara, a maioria o encarava com interesse ou pena, pensando nele como um velho senil. Apenas uma senhora – também em seus sessenta ou setenta anos – pareceu realmente entender a linguagem do velho, passando a persegui-lo com sua própria bengala pela praça. Considerando que os dois eram pessoas de idade que precisavam de bengalas para se locomover, a perseguição se deu em certa lentidão, servindo de atração cômica para quem passava. Takashi não pôde deixar de se perguntar se seu "andar rápido" era tão ridículo quanto o dos velhinhos.

Tentando afastar a imagem mental de ele mesmo com barba e cabelos brancos andando rápido apoiado em uma bengala em uma pose de filme comédia, Takashi demorou a perceber a pequena criatura que se enroscara em suas pernas. Somente quando um latido agudo e excitado soou abaixo dele foi que o garotinho parou de sonhar acordado. O cachorrinho em questão era absurdamente peludo e muito branco, com grandes olhos brilhantes cheios de curiosidade e animação. Era ainda um filhote, sua atitude e tamanho deixavam isso óbvio, e parecia inofensivo. No momento em que seus olhos se encontraram, a critura pulou no colo de Takashi, abanando o rabo e latindo alegremente, pedindo por carinho.

Acariciar o animal mostrou-se uma atividade terapêutica. Enquanto as mãos do garoto permaneciam em contato com o pelo macio e bem-cuidado, as preocupações envolvendo o fato de não saber como voltar para casa e sua falta de habilidade no esporte em que fora declarado campeão mundial desapareceram. Relaxado, Takashi perdeu a noção do tempo, só percebendo as horas passarem quando as luzes das ruas começaram a se acender. Pouco tempo depois o cachorrinho em seu colo se levantou, pulando de volta para o chão emitindo um rosnado de aviso. A criaturinha não parecia nem de longe assustadora, porém sua mudança de postura alertou Takashi. Logo, um enorme cão negro surgiu por trás de alguns arbustos, encarando o rival canino em sua melhor postura ofensiva.

Os dois cachorros começaram a se encarar, rosnando um para o outro em sinal de aviso. O novo amiguinho de Takashi com certeza estava em desvantagem, era muito menor e mais fraco do que o intruso, que possuía os dentes mais assustadores que o chinesinho jamais vira em um animal do tipo.

- Volte, volte aqui, esse cachorrão vai te partir ao meio! – Exclamou ele, tentando fazer o cachorrinho voltar para seu colo. Não sabia se era uma boa idéia chamá-lo de volta, ainda mais porque com isso o cachorrão poderia ir para cima dele também, porém ele queria realmente ajudar o novo amiguinho, ele era fofinho demais para acabar vítima daqueles caninos gigantes.

A briga começou. O cachorrão avançou contra o oponente, pronto para abocanhar qualquer parte dele que sua boca pudesse alcansar. O cachorrinho, porém, era bastate ágil, escapando por baixo do cachorro grande e mordendo uma de suas patas. O cachorrão rosnou, tentando se livrar das presas persistentes do adversário sem sucesso. Ele então se contorceu para tentar morder o outro, porém o cachorrinho aproveitou esta oportunidade para bater de cabeça contra o focinho do cachorrão. Ganindo de dor, a enorme criatura negra saiu correndo do parque, sumindo das vistas de Takashi e do cachorrinho branco. Não era preciso dizer que o chinesinho estava impressionado:

- Como... como você conseguiu fazer isso? – Perguntou Takashi ao cachorro, acariciando sua cabeça enquanto este tentava lamber sua mão – Você é tão pequeno e frágil... Achei que ele acabar com você em um instante!

- Os melhores perfumes se encontram nos menores frascos. – Uma voz masculina jovem exclamou em algum lugar atrás de Takashi. Quando o chinesinho se virou, encontrou um garoto de não mais do que doze anos, muito mais bonito do que William e sem nenhuma espinha no rosto, sorrindo para ele e para o cachorrinho. Tinha cabelos pretos e relativamente longos, presos em um rabo de cavalo baixo jogado delicadamente pelo seu ombro esquerdo. Sua franja era longa o suficiente para subrepujar um pouco os olhos acinzentados, possuidores de um brilho incomum, de segurança e coragem. O garoto fez menção de se aproximar quando o cachorrinho saiu correndo em sua direção, latindo alegremente e abanando o rabo peludo. – Muito bem, Albus, você conseguiu de novo! Toma aqui! – Pegando o animal no colo, o garoto lhe entregou um biscoito em forma de osso, que Albus estraçalhou com vontade.

- Ele... ele é seu? – Perguntou Takashi, um pouco envergonhado.

- Sim, é meu. – Albus latiu novamente, como se para confirmar as palavras do dono. – Albus ainda é um filhote, foi presente de um tio meu no meu último aniversário. Apesar de seu tamanho, nós o treinamos para que ele pudesse se defender quando necessário e não ter medo de outros cachorros por serem maiores do que ele.

Takashi olhou do garoto para seu cachorro, erguendo uma sobrancelha. Albus realmente sabia se defender, parecia uma versão canina do Karate Kid julgando pelo modo com que atacara seu oponente. O garoto estranho parecia bem simpático, assim como a criaturinha em seus braços. De repente o fato de ter passado boa parte da tarde acariciando o cachorrinho sem a presença de seu dono passou a piscar em letreiro de neon na mente do chinesinho, fazendo-o corar enquanto tentava se desculpar:

- Ah... eu não sabia que ele tinha dono... Albus veio pra mim e se acomodou no meu colo, eu meio que me esqueci do mundo e...

- Não precisa se desculpar! – Exclamou o garoto, começando a se aproximar. – Eu costumo deixá-lo passear durante o dia nesta praça. Moro a duas quadras daqui, Albus sabe o caminho e decide a hora que quer voltar. E pelo visto decide também com quem quer passar o tempo...

Albus começou a se agitar nos braços de seu dono. Uma vez solto, voltou a rodear Takashi. O chinesinho pediu permissão com o olhar ao garoto antes de apanhá-lo, sorrindo e acariciando seu pêlo macio. O trio permaneceu assim por algum tempo, até o dono de Albus voltar a falar:

- Eu estive observando você por um tempo, não posso negar. – Declarou ele, ainda sorrindo. Por causa disso, Takashi não se sentiu ameaçado ou intimidado pela declaração. – Você é Takashi Yadate, dos Taichi, não é? O campeão mundial?

O fato de ter sido reconhecido por um completo estranho não foi o que abalou Takashi, afinal ele estava começando a se acostumar com a fama pós-grande-vitória. O que o abalou foi o fato de o estranho ter sem querer tocado no assunto que o deixara pensativo no banheiro.

- Ah... é, eu faço parte dos Taichi, mas... não sei se posso ser chamado campeão mundial, afinal eu nem sei lutar e...

- Ah, que é isso! Eu tenho certeza que, mesmo não lutando no campeonato, a sua ajuda em outras coisas foi fundamental para seu time chegar onde chegou. Se vocês são mesmo um time, então não tem porquê você não se achar digno das conquistas desse time. Você fez a sua parte, não fez? Quem garante que sem ela os Taichi sairiam vitoriosos? – Interrompeu o garoto, sorrindo enquanto mechia em um dos bolsos de sua jaqueta com o emblema da Auckland Music Academy.

- Ah... bem... – Era raro para Takashi, o mestre das palavras, ficar sem saber o que dizer, ainda mais para um estranho. Os olhos de cor incomum do garoto a sua frente brilhavam de uma maneira estranha, como se eke fosse uma espécie de advogado da confiança, responsável por animar aqueles que a perdiam de modo que pudessem recuperá-la.

- Quer lutar contra mim? Assim você pode se testar e ver se realmente não merece o título que tem... – O dono de Albus estava com a beyblade preparada, pronto para o combate. Com um desafio tão repentino, Takashi demorou um pouco para reagir, porém acabou concordando, com uma condição:

- Então me diz o seu nome primeiro. É chato sentir que eu estou lutando contra um estranho quando este estranho parece saber bastante coisas sobre mim...

- Oh, sim, claro! – O garoto corou um pouco, passando a mão por trás da cabeça em sinal de embaraço. – Que cabeça a minha, eu esqueci de me apresentar, me desculpe. Meu nome é Julian. Julian Ross.

- Nice to meet you, Julian! – Respondeu Takashi, satisfeito agora que não teria que encarar um estranho na arena.

- Douzou yoroshiku onegaishimasu, Takashi-kun! – Respondeu Julian, falando em um japonês quase sem sotaque enquanto fazia a reverência apropriada. Os olhos de Takashi saltaram um pouco de suas órbitas enquanto o garoto absorvia a estranheza de estar falando japonês com um neozelandês que acabara de conhecer no meio do parque.

- Ah... Você fala japonês? – Perguntou ele assim que seus olhos voltaram ao tamanho normal.

- Algumas coisas. – Respondeu Julian. – Quis aprender quando a melhor equipe de beyblade do mundo se provou ser japonesa. Pensei que, se um dia eu por acaso encontrasse um deles, poderia expressar a minha admiração pelo que eles fizeram no campeonato mundial contra os Soldier of Russia em sua língua materna.

Takashi ergueu uma sobrancelha, sorrindo pela primeira vez desde que acordara. Estava satisfeito não somente com o fato de ser admirado na terra de uma das equipes rivais, mas também com o fato de que ao menos fora da Rússia as pessoas pareciam saber que algo não estava em ordem com a equipe comandada por Hajime Yuy.

- Você sabe que eu posso te apresentar a todos eles, não sabe? Eu sou um daqueles amiguinhos que podem ser bem valiosos no futuro... – Takashi aproveitou a aportunidade para testar a teoria de que, depois de famoso, qualquer um se aproxima de você por interesse. Julian à primeira vista não parecia ser o tipo de pessoa a fazer isso, porém o chinesinho queria ter certeza antes de realmente tentar fazer amizade com seu adimirador.

- Oh, não, não... é muito cedo ainda! Eu não estou preparado para encontrar lutadores tão fortes como eles ainda, e mesmo se estivesse, não queria que isso acontecesse porque eu virei amigo de um deles da noite para um dia. Embora eu tenha ficado feliz com o fato de você me considerar um amigo depois de menos de meia hora conversando comigo...

Os dois garotos sorriram, sentindo uma estranha cumplicidade entre eles. Conheciam-se a pouco tempo, mas já se sentiam confortáveis na presença do outro como se fossem velhos amigos. No chão, Albus latia e pulava como se quisesse chamá-los de volta à realidade.

- Oh, sim! A luta! Então, está pronto, Takashi?

Enquanto Julian perguntava, Takashi tirou do bolso sua beyblade, preparando-a em poucos segundos. A batalha começou logo depois.

- Ataque, vamos! – Julian foi o primeiro se mexer, não perdendo tempo para começar uma ofensiva. – Vamos ver toda a habilidade de um campeão mundial!

Apesar de concentrado, havia um certo tom de riso na voz de Julian que Takashi não deixou passar. O garoto provavelmente tentaria provocá-lo para fazê-lo mostrar sua verdadeira força. O chinesinho fechou os olhos, respirando fundo. Se seu adversário queria ver todo seu poder, então ele o mostraria com prazer.

- Não fique pra trás, não podemos ter medo dos nossos oponentes!

À medida que a luta avançava, o coração de Takashi batia mais e mais rápido, seus braços e pernas tremiam e seus dentes eram prensados uns contra os outros enquanto a emoção por estar em uma batalha de verdade o invadiam. Essa luta era difernete das lutas contra William, ele finalmente entendia o que Ken, Rumiko, Toshihiro e Koichi sentiam quando estavam na arena. Dominado por essa nova sensação, não percebeu o quão mais forte ficara, encarando seu adversário praticamente de igual para igual. Quando Takashi atacou, Julian não conseguiu esconder a surpresa ao ver o dano causado em sua beyblade azul-psicina. No breve momento em que os dois peões se colidiram, as forças dos dois realmente se igualaram, um feito inacreditável para alguém que ainda se considerava um iniciante.

- Wow, olha só isso! Aposto que se eu enfrentar o William agora ele não vai ter como ganhar de mim! – O ataque inesperadamente bem-sucedido reacendeu o espírito do chinesinho, renovando sua confiança. Sua postura na luta lembrava muito a de de Ken no momento.

- Quem sabe... – Divagou Julian, obsevando os movimentos cada vez mais rápidos da beyblade de Takashi. – Mas é melhor ter cuidado, confiança demais pode ser perigoso também.

- Ah, lá vamos nós para mais uma liçãozinha de moral, certo? – Takashi fez um beicinho cômico, imaginando Zanxam-sensei encarnando em seu amigo para ensiná-lo alguma lição de moral de fábulas do tempo da sua avó. Os novos rumos da luta cortaram consideravelmente a sua empolgação, fazendo com que sua beyblade diminuísse a velocidade e freqüência de seus ataques.

- Bem, se você quiser encarar isso assim... – Julian deu de ombros, sorrindo. Pelas informações divulgadas pela mídia sobre os Taichi, o garoto tinha uma boa idéia sobre a personalidade de Takashi, ficado satisfeito ao verificar que a grande maioria de suas espectativas estavam se confirmando. Eu ia dizer que você você precisa se preocupar menos em vencer, ainda mais no estágio em que você está. Ganhar tudo não te torna automaticamente forte, assim como perder todas não te torna obrigatoriamente fraco.

- Eu vou fingir que entendi e vou deixar você continuar falando só pra eu poder repetir tudo isso pro William depois e deixar ele com cara de besta.

- Certo então... – Os dois garotos ririam. Suas beyblades estavam um pouco mais controladas, esperando por uma ordem para continuar atacando. – Como eu ia dizendo, uma pessoa pode ganhar tudo, mas ser fraca, porque ela pode simplesmente não entender o real sentido de uma vitória. Pessoas assim são pessoas vazias que se contentam com qualquer coisa, não pessoas fortes. A verdadeira força vem de dentro para fora, não de fora para dentro, eu acredito que a gente adquire a força treinando muito e se concentrando realmente naquilo que queremos, perdendo ou ganhando os desafios. Quanto mais concentrados estamos para realizar nosso objetivo, mais fortes seremos para alcançá-lo.

- Tá, eu gostei disso. Eu vou disser isso pro William quando ele me desafiar da próxima vez, e eu vou me divertir muito rindo da cara de idiota que ele vai fazer quando não entender absolutamente nada!

- Muito bem então... agora que eu levantei o seu espírito, hora de acabar com a luta! – A beyblade se moveu rápido demais para Takashi acompanhar. Julian terminou a luta em um segundo, como tivesse planejado tudo desde o começo.

- Hey, isso não é justo! – Se você tinha tanto poder assim, devia ter vencido antes! – Exclamou Takashi, emburrando por ter perdido tão facilmente depois de sentir-se tão confiante.

- Não me interprete mal, Takashi, eu não venci antes porque não tinha poder suficiente contra a sua confiança, não porque queria ser um daqueles caras metidos a sabichões que ficam ensinando lições de vida que o personagem principal fica repetindo cada vez que encontra um adversário. – O chinesinho imediatamente esqueceu que estava emburrado para se unir a Julian e Albus nos risos. – Não que eu não ache uma boa idéia você passar a mensagem pro William, acho que seria interessante ver os resultados...

A conversa em torno da idiotice do mais forte beyblader na Nova Zelândia continuou por algum tempo, até Takashi lembrar sem querer que estava totalmente perdido e sua mãe provavelmente estava arrancando os cabelos atrás dele. Julian, como todo bom novo-aliado-bonzinho-que-ensina-lições-de-moral, prontamente se ofereceu para levar o garoto de volta para casa, alegando que sabia onde ele morava porque o laboratório de pesquisas de Keiko Takahashi não era exatamente secreto para os fãs de beyblade na cidade.

- Vamos até a minha casa, eu vou chamar o motorista e ele vai te levar. – Declarou o garoto, ficando anormalmente sério. – Eu gostaria de poder te convidar pra entrar e fazer um lanche ou algo assim, mas hoje aconteceram muitas coisas lá em casa e todos estão muito ocupados. Outro dia, se você quiser, eu te convido e a gente pode lutar mais.

- Tá, tudo bem... – Como Takashi deixara de prestar atenção no que seu amigo falara após ouvir a palavra "motorista", concordar com qualquer coisa foi bem fácil. Ele também não percebeu a tristeza carregada nas palavras do garoto.

A casa de Julian era na verdade uma mansão. Depois de passar pelo portão de ferro, a dupla atravessou um extenso jardim florido, guiados por um alegre e saltitante Albus. Os três pararam ao chegar na porta de entrada, em que Julian bateu, produzindo um som anormalmente alto. Segundo depois, um homem de meia idade vestido de mordomo atendeu, escutando o pedido de seu jovem mestre para chamar o motorista para levar Takashi para casa.

No caminho, os dois garotos conversaram um pouco mais. Julian revelou que estudava na Auckland Music Academy, uma escola voltada para ensinar futuros músicos. Takashi contou sobre Cathy e Isaac e seus sonhos de seguir nesta carreira também, e assim o tempo passou consideravelmente depressa.


O motorista de Julian deixou Takashi na porta de casa. Ele tocou a campainha e sua mãe rapidamente atendeu. Keiko estava com o rosto vermelho e parecia muito aliviada por ver o filho novamente. Não houve um abraço entre mãe e filho, houve um terrível esmagamento por parte da mãe. Suas pesadas lágrimas de alívio caíam sobre Takashi, deixando o garotinho sem saber muito bem o que fazer.

- Mãe, tá tudo bem, eu estou em casa agora! Estou inteiro! Quer dizer, estava até você me abraçar... – Exclamou ele, começando a se sentir desconfortável com o abraço.

- Ah, Takashi, você me deixou tão preocupada! – Exclamou Keiko em resposta, ainda agarrada ao garoto. – Se eu não estivesse tão aliviada, te deixaria de castigo por uma semana! Como você pôde fazer isso comigo? Por que você fez isso? E quem te trouxe de volta?

Nesse momento, Julian saiu do carro para cumprimentar Keiko. A mulher percebeu uma energia estranha, porém agradável, ao redor do garoto e o convidou a entrar para comemorar com eles o fato de Takashi estar são e salvo. Julian, entretanto, educadamente recusou, alegando que deveria estar em casa com sua família por causa de assuntos particulares. Keiko não insistiu, entendendo os motivos do garoto.

As emoções da noite não acabaram com a partida de Julian Ross. Mal o carro do garoto deixara a frente da casa e um táxi branco já se encontrava estacionado frente a ela, liberando um casal de gêmeos carregados de malas e sorrisos.

- John, Ann! Eu achei que vocês só chegariam em alguns dias! O que houve? – Perguntou Keiko, ainda com marcas de lágrimas em seus olhos.

- Surpresa! – Gritaram os dois, abraçando a mulher, em seguida repetindo o jesto em seu filho. – Chegamos mais cedo pra fazer surpresa, estamos muito ansiosos para começar a treinar como uma equipe de novo!

William e Emy, que até então apenas observavam, também abraçaram seus velhos companheiros, felizes por serem novamente uma equipe unida. Com os quatro WATB em Auckland, não havia como eles não repetirem a façanha do ano anterior. O campeonato era deles, isso já estava decidido.


Takashi:
Finalmente! Finalmente! Achei que este dia nunca chegaria! Tive que esperar dezessete capitulos para ter o destaque que eu mereco!

Ken: Hey, jah estah contente com tao pouco? Quer dizer que os proximos cinco capitulos da fic podem ser descartados e a gente pode a partir da semana que vem postar a volta do Koichi e do Yoshiyuki a historia, eh isso?

Takashi: O QUE? MAS NEM PENSAR! ò.ó

Ann: Eh, ninguehm tira o nosso momento! ò.ó

Felipe: Eh, muito menos pra trocar pelo Yuy-baka! ò.ó

(WATB, Takashi e Ken encarando o Felipe com cara de "o-que-voce-estah-fazendo-aqui)

John: Felipe, o que voce estah fazendo aqui? O.o

Felipe: Na verdade... (Felipe no meio de meia duzia de olhar sinistros)

Ann: Quem foi que disse que voce podia envadir o espaco que a minha equipe conquistou depois de 17 capitulos de luta? O.o (Ann muuuuuuito irritada e assustadora)

Felipe: Eh... bem... o que acontece eh que...

Elizabeth: Que o Felipe resolveu iniciar a invasao dos personagens que nao vao mais aparecer na historia! XD

Erik: Os personagens que nao poder aparecer nessa segunda parte aproveitaram o tempo que os WATB passaram lutando para aparecer para planejar o nosso retorno triunfal, invadindo o off-talk para compensar o fato de que nao vamos aparecer na historia principal. u.u

David: E agora eh farra! Vamos todos festejar e destruir o mundo!

Carlos: Mas jah? Oh, xenti, ainda tah cedo dimais pra isso, visse... o off-talk recem comecou... zzzzzz

David: Tah bom entao... vamos ficar soh na farra ateh construir um off-talk grande e sem nocao o suficiente para destruir o mundo!

Ann: Perai um pouquinho! Quem foi que disse que voces podem ficar? ò.ó

Julian: Eh, quem foi que disse que voces podem ficar fazendo essas aparicoes desnecessarias quando eu, o personagem que foi introduzido neste capitulo – e que alias dah o nome pro capitulo – ainda nem sequer consegui uma fala?Isso nao eh justo! i.i

Felipe: Oh, nao... fizemos o personagem novo chorar... tadinho, ele ainda precisa passar por uma fase de adaptacao antes de entrar pra valer no clima dos off-talks...

Luiz: Bem-vindo ao nosso mundo, Julian!

(Abraco em grupo no Julian)

Cathy: Hey, que tal se a gente usasse o off-talk de hoje pra "aclimatar" o nosso novo amigo? Ao menos uma vez na vida a gente faria uma coisa interessante...

Elizabeth: A Catherine tem razao... nosso novo amiguinho precisa de ajuda para nao sofrer durante os proximos cinco capitulos em que ele vai estar como destaque!

Ken: D.E.M.O.N.S., eu chamo uma operacao conjunta para adaptar o novato! Vamos dar o nosso melhor para nao traumatizar a criatura!

D.E.M.O.N.S.: Apoiado!/o/

(D.E.M.O.N.S. com olhares estranhos na direcao do Julian)

Juilian: Eu tenho a impressao de que esta eh a hora que eu deveria comecar a tremer de medo e chamar pela mamae... ¬¬'

John: Exatamente... n.n

Julian: MAMAE!!! SOCOOOOORRO!!!!

(Julian tenta sair correndo pelo cenario do off-talk)

(David usa sua super-velocidade para capturar o Julian depois de menos de vinte metros de corrida)

(Julian comeca a rezar para todos os santos que conhece para que eles preservem sua sanidade)

(Julian amarrado em uma cama vestindo um camisolao de hospital)

(D.E.M.O.N.S. aparecem vestidos de medicos com jalecos verde-limao e laranjao)

("Medicos" se aproximam da cama do Julian com um monte de instrumentos bizarros)

Takashi: Que peninha... O Julian parecia um cara tao inteligente e comportado durante o capitulo... (olhar de maniaco cientista louco)

William: Vai ser um desperdicio de personalidade... (William com o mesmo olhar do Takashi) Ou talvez nao... O.o

David: Amigos medicos, vamos comecar a operacao de adaptacao! Ao meu sinal!

(David puxa um apito do bolso)

(David aproxima o apito da boca)

(Demais D.E.MO.N.S. preparam as ferramentas)

(David vai assoprar...)

Jing Mei: PAREM TUDO AGORA MESMO!

(Jing Mei invade o cenario do off-talk vestida de cavaleira medieval de armadura super-curta)

Ken: Hey, voce nao eh parte dessa parte da historia! Voce eh a garota malvada que arruinou a reconciliacao dos Kita no Ookami no capitulo passado! Nao era pra voce estar aqui!

Jing Mei: Ara, ara, se esse bando de baderneiros que nem sequer vao dar as caras na historia podem invadir, por que eu nao poderia? Afinal, eu sou parte oficial do elenco de personagens desde a semana passada...

Shinji: Mas ninguem gosta de voce, ao contrario do que acontece com os outros personagens u.ú

Jing Mei: E dai? Eu venci a sua equipezinha de nada, eu nao preciso ouvir o que voce diz.

Julian: Vencer sempre nao significa ser forte... (Esquecendo que estah amarrado na cama soh pra repetir a licao de moral)

Jing Mei: (pisca)

Jing Mei: (pisca de novo)

Jing Mei: (pisca mais uma vez)

Jing Mei: (Continua piscando por uns bons cinco minutos)

Jing Mei: MWAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAAAAAAHAHAHAAAAAAAHAHA!!!! (Chorando de tanto rir) Essa foi a melhor piada que eu jah escutei hoje, novato-ainda-nao-adaptado! MWAAHAHAHAHAHAHAAAAAAAAAHAHAHAAAAAAAHHAHAAAAAA!!!

(Jing Mei de joelhos rindo ateh se acabar)

Osamu: A gente devia parar ela? O.o

Kazuo: Que nada... vamos deixar ela morrer sem ar que eh melhor. u.ú

Jing Mei: (Pára de rir depois de quase morrer sem ar) Aiaiaia, e pensar que eu vim aqui pra ajudar esse pirralho... acho que devia mudar meus planos...

Julian: Voce veio aqui pra me ajudar? O.o

Jing Mei: Eu tinha planejado fazer uma grande entrada triunfal e reclamar que eles fizeram essa coisa de "Adaptacao do novato" com voce porque voce apareceu no capitulo ali de cima e nao fizeram nada comigo no capítulo passado, mas aí eu fui desviada do meu caminho e aqui estou, revelando meus planos que nao foram completos por causa dos imprevistos.

Julian: Ah... obrigado por revelar sua tentativa. E obrigado por pensar nessa tentativa. (Sorriso carismático e simpático de personagem de coracao puro)

Jing Mei: Oh, falando assim voce até que fica bonitinho, sabia? É uma pena que voce seja um desses personagens de coracao puro, isso significa que por enquanto eu nao posso te corromper... (Olhar sinistro e assustador de personagem de coracao totalmente desviado do bom caminho)

Rumiko: Gente, ela me dá medo... (Agarrada ao Toshihiro pra se proteger da Jing Mei) o.o'

Toshihiro: A mim também... (Agarrado ao Vladmir pra se proteger da Jing Mei) o.o'

Vladmir: Desse jeito sao voces dois que dao medo... (Puxando a Lin pra nao ficar sozinho com os dois medrosos) u.ú

Lin: Isso ainda vai virar uma grande corrente de medrosos... (Puxando o Shinji só pra manter a tradicao)

(Shuinji puxa o Osamu, que puxa o Kazuo, que puxa o Ken, que puxa o Isaac, que puxa a Nathaliya, que puxa a Lily, que puxa o Hehashiro, que puxa o David, que puxa o Felipe, que puxa o Luiz, que puxa a Elizabeth, que puxa a Cathy, que puxa o Erik, que puxa a Alice, que puxa a Christie, que puxa o Franklin, que puxa o Chang, que puxa o Kian, que puxa a Jun, que puxa o Len, que puxa o John, que puxa o William, que puxa a Emy, que puxa a Keiko, que puxa a Ann, que puxa a Satsuki, que puxa o Koichi, que puxa o Yoshiyuki, que puxa o Takashi, que puxa o Cristiano, que puxa o Carlos, que puxa o Ayatá, que puxa o Mário, que puxa a Marie, que puxa a Gaby, que puxa a Lhana, que puxa o Hikaru, que puxa a Momoko, que puxa o Julina, que puxa o James que tem que puxar a Jing Mei porque nao sobrou mais personagens pra puxar)

Chiristie: Olhando para os dois lados da corrente gigante de personanges) Olha só, que lindo! Estamos todos unidos em uma corrente de medo! Isso nao é poético? Quem poderia imaginar que os personagens de duas fases tao distintas de uma historia tao cheia de personagens iriam um dia acabar unidos deste jeito em uma corrente mista e variada que reflete o quanto nós tememos uns aos outros? O medo é ou nao é um sentimento poético e bonito, capaz de expor nossos coracoes e revelar a nossa natureza para o mundo? Amigos, voces conseguem sentir essa sensacao de uniao que...

Jing Mei: (Da ponta da corrente praticamente esmagando a mao do James) Hey, oh rainha do melodrama! Cala a boca, faz o favor? Se é pra ficar perdendo meu tempo te escutando, eu prefiro ouvir o novato dando licoes de moral!

Julian: Nao seja por isso...

(Julian sai da corrente e sobe em um palquinho com um microfone na mao)

(Julian comeca a contar fabula por fabula infantil e suas respectivas licoes de moral até a Jing Mei comecar a gritar desesperada e desmaiar com tanto conhecimento inútil ao mesmo tempo)

Felipe: Hey, quem diria! No fim o novato salvou as nossas vidas!

(Corrente de medo se desfaz porque a Jing Mei já nao está mais presente)

Takashi: Vamos entao fazer uma festa para comemorar o nosso triunfo perante a vilan malvada e destruir a Terra porque agora o off-talk já tem tamanho de off-talk!

Coro de beybladers: Apoiado! Apoiado!

(Beybladers comecam a grande festa em homenagem ao Julian)

(Kita no Ookami aproveitam a ocasiao para prender a Jing Mei e ameacar usá-la de lenha na fogueira que eles criaram no meio da festa)

(Beybladers concordam com a idéia de colocar a Jing Mei na fogueira e comecam uma danca cerimonal ridícula para oferece-la ao Deus do off-talk)

(Beybladers poe a Jing Mei inconsciente na fogueira)

(A fogueira explode porque a oferenda era imprópria e a Terra explode junto)

(Como a Terra explodiu, o off-talk se esvaiu)

Franklin: E tudo rima com puta que o par---------

OWARI!!!


PS do James:
Acho que descobri durante o off-talk como fazer para colocar (alguns) acentos nas palavras com teclado em ingles, mas por pura preguica e falta de paciencia eu nao fui corrigir a parte que estava sem acento. XDDD