CAPÍTULO XIX
O PLANO DE TAKASHI
Takashi e Emy acharam melhor não comentar. A visita ao túmulo do vovô Hopfiel acabou acalmando Emy, que forçou os garotos a oferecerem uma pequena prece ao morto antes de continuarem seu caminho. Não haviam caminhado duzentos metros quando Takashi avistou um conhecido seu, dirigindo-se até ele em passos rápidos, surpreso:
- Julian? O que faz aqui?
Ao ver seu mais novo parado diante dele em um lugar como aquele, naquela situação, Julian não conseguiu esconder a surpresa. Na verdade, tanto ele quanto Takashi pareciam reagir da mesma maneira ao encontro inusitado, nenhum deles conseguia imaginar o que o outro estaria fazendo em um cemitério às nove da manhã.
- Julian, o que...
- Bom dia, Takashi. – Depois de alguns segundos encarando seu amigo sem saber muito bem o que fazer, Julian conseguiu forçar um pequeno sorriso, erguendo levemente o canto dos lábios. – Eu... Eu vim visitar uma pessoa.
Dizendo isto, Julian deu alguns passos para trás, abrindo caminho para que Takashi visse a lápide que seu amigo estivera observando. Um pouco hesitante, o chinesinho se aproximou para poder ver melhor as inscrissões na pedra.
A primeira coisa que o chinesinho reparou foi que, ao contrário da lápide do bisavô de William, esta em frente dele parecia perturbadoramente nova e bem cuidada. Havia vários buquês de flores ao redor do monumento de granito escurecido, todas muito coloridas e cheirosas. No centro da pedra havia uma foto de uma menina de não mais do que cinco anos de idade, longos cabelos negros balançando ao vento enquanto ela brincava em um balanço. Seu sorriso lembrava Yoshiyuki de alguma forma, embora seus olhos fossem do mesmo cinza brilhante que os de Julian. Logo abaixo da foto encontrava-se as inscrissões: Helen Ross, 24.03.1996 – 29.04.2004, O pequeno brilho de alegria da família.
Takashi demorou a desviar os olhos da foto e das inscrissões, já com alguma idéia de quem a menina poderia ter sido. O garoto hesitou ao voltar a encarar o amigo, principalmente porque a data da morte da garotinha era de apenas quatro dias antes. Ele tinha medo do que veria nos olhos de Julian, alguém que o marcara pela sabedoria e gentileza, e também pelo calor e vida de de seu olhar.
- Está tudo bem, Takashi. – Declarou Julian ao perceber que seu amigo passara tempo demais encarando a sepultura. Sua voz estava um pouco mais rouca do que o chinesinho lembrava, e cada palavra parecia sair com muito custo de sua boca. – Helen era minha irmãzinha. Ela estava doente já há algum tempo, na verdade, e a gente meio que já.. não... não foi exatamente uma surpresa, mas...
- É sempre difícil, não é? – Completou o chinesinho, falando quase aos sussurros. Finalemente havia tomado coragem para encarar Julian, sentindo-se mal por se intrometer em um momento tão delicado da vida do amigo. Agora que já havia se aproximado, no entanto, sentia que devia fazer alguma coisa para ajudá-lo. – Não importa quem seja, é sempre difícil...
Takashi nunca passara pela mesma experiência que seu amigo, porém os acontecimentos do ano anterior durante o campeonato mundial para ele eram o que mais passavam perto do que significava perder alguém tão próximo. Durante praticamente um mês inteiro o garotinho assistiu a seus amigos desaparecerem um por um após enfrentar os Soldier of Russia, assistiu ao desespero e à dor das famílias desses amigos quando percebiam que eles não acordariam por mais que os médicos dissessem que fisicamente não havia nada errado com eles. Ele assistiu a Ken ser derrotado por seu maoir rival, e a dor de perder o melhor amigo com certeza estava entre as piores que sentira em seus oito anos de vida. Seu coração ficava apertado só de pensar que Julian provavelmente sentia-se muito pior do que ele naquele momento.
- É, é difícil, mas nós precisamos seguir em frente, não é? – Julian forçou um sorriso, fechando os olhos. O garoto vestia preto da cabeça aos pés e seus cabelos estavam soltos e bem penteados. Takashi queria lhe dizer que não precisava fingir-se de animado naquele momento para ele, porém os gritos de William e Emy chamando-o para continuar o caminho até a escola o interromperam. Sem outra alternativa, a miniatura de chinês lançou um último olhar de despedida ao amigo e passou a seguir a dupla dos WATB.
- Hey, por que vocês não me esperaram? – Perguntou o chinesinho ao finalmente diminuir a distância entre ele e seus amigos.
- Porque você é muito lento, oras! Se ficássemos te esperando, iríamos chegar tarde na aula! – Respondeu Emy, em um tom que beirava a histeria. – Eu tenho prova na primeira aula, não posso me atrasar! – A garota começou a puxar seu amiguinho pela mão, forçando-o a quase correr atrás dela. Emy estava assustadora, nem William nem Takashi conheciam essa faceta de sua personalidade. – Agora vamos logo! Francamente... que grande idéia essa a de vocês... Cortar caminho pelo cemitério! Onde já se viu?
Os meninos nunca se viram tão aliviados ao finalmente cruzarem os portões da escola. Estavam enfim livres da colega assustadora, ao menos até as aulas terminarem.
Matemática, educação física e inglês. As matérias que ele mais odiava estavam todas acumuladas no mesmo dia. Não havia pior dia na escola do que segunda-feira. Disto Takashi estava certo. Para seu consolo, ao menos desta vez ele tinha uma desculpa para se distrair em meio aos problemas de multiplicação e divisão que enchiam o quadro negro: o encontro com Julian naquele cemitério. Takashi não conseguia parar de pensar em como seu amigo deveria estar se sentido, como sua família estaria enfrentando a situação. Segundo as datas escritas na lápide, Helen era um ano mais nova do que ele, e segundo Julian estava doente há bastante tempo. Ele não queria pensar em como a vida da garotinha deveria ter sido complicada e cheia de dramas, porém sua imaginação fértil não parava de produzir cenas e diálogos cada vez mais dramáticos e melosos entre a irmã frágil em seu leito de morte e o irmão bravo e corajoso apoiando-a e animando-a até o último momento.
'Pelo bem do Julian, eu realmente espero que tudo isso não passe de imaginação! Meus pensamentos já estão indo longe demais.' Sem perceber, Takashi furou a folha de exercícios com seu lápis super-bem-apontado enquanto tentava afastar as cenas perturbadoras de sua mente. 'Se ao menos eu pudesse ajudá-lo a se animar...' A divagação virou comando. De repente, as milhares de cenas dramáticas deram lugar ao que, na visão de Takashi, poderia ser considerada a idéia genial do século. 'É isso! Por que eu não pensei nisso antes? Eu vou convencer a mamãe a montar uma festa surpresa para o Julian, a gente vai se divertir muito e vamos lutar beyblade e ele vai ficar feliz de novo! É claro! Mwahahahahaha!'
- Senhor Yadate, se você insistir em continuar com essa sua gargalhada ridícula no meio da minha aula, eu temo que terei que tirá-lo da sala e te mandar para a direção.
Entretido com seus próprios pensamentos, o chinesinho não percebeu quando sua gargalhada deixou de soar apenas em pensamento e se espalhou para a realidade da sala de aula. Por hora, ele teria que adiar seus planos, já que agora provavelmente estava encrencado.
Assim que o sinal tocou e os alunos foram liberados para voltar para casa, Takashi se apressou em contar para William e Emy tudo sobre seu plano para animar Julian. William concordou entusiasmadamente, porém Emy logo cortou a empolgação dos garotos com seus argumentos racionais:
- Em primeiro lugar, quem disse que o Julian vai estar com vontade de ir a uma festa logo depois da morte da irmã dele? Em segundo, a sua mãe já sabe? Já concordou com a idéia? E quanto aos convidados? Já pensou em quem convidar? Em quando fazer a tal festa?
William foi imediatamente intimidado por tantas perguntas, na verdade mal conseguira acompanhar todas. Takashi, no entanto, sorria mais e mais a cada novo questionamento, satisfeito por ter respostas para todos. Aulas de matemática poderiam ser realmente úteis quando não se pensa em números e operações, afinal:
- Ora, é simples! Eu vou convidar o Julian pra ir lá em casa sem dizer que é uma festa, vou fazer ele concordar usando o meu poder persuasivo e eu sei que ele não vai poder resistir. A minha mãe não sabe, mas quando eu contar pra ela eu tenho certeza que ela vai concordar, porque eu estou querendo fazer isso pra um amigo e eu sei que ela gosta de ver que eu me preocupo com os outros de vez em quando. Quanto aos convidados, bem, eu tenho certeza que os WATB não recusariam um convite, não estou certo?
Pela segunda vez no dia, Emy se viu derrotada por seus amigos. De que adiantava toda a sua inteligência e raciocínio lógico se seus companheiros conseguiam sempre dobrá-la com seus argumentos subjetivos e sentimentais? Durante todo o caminho para casa – o trio desta vez não passou pelo cemiterio, já que estava ficando escuro – Emy não falou nada, preferindo mentalmente atacar as idéias loucas, insensíveis e imaturas de seu amiguinho diminuto.
Ao chegar em casa, Takashi logo contou sobre o encontro da manhã – de uma forma rápida e muito resumida para que Keiko não perguntasse as razões de o trio escolher um cemitério entre tantos outros lugares para sevir de atalho – e de como pensara que poderia ajudar Julian a se animar. Depois de mais um ou dois breves argumentos muito bem colocados e acompanhados de seu sorriso inocente de criancinha pequena e altruísta, Keiko não apenas concordou com a idéia, como também sugeriu que ela e Takashi partissem naquele exato instante para a casa de Julian a fim de convidá-lo pessoalmente. Deixando Emy e William para trás para treinar como John, a dupla saiu apressada em direção à mansão da família Ross.
Logo na entrada da mansão os sinais de que alguma coisa estava fora do lugar eram bem visíveis. Takashi sentiu um forte aperto no peito ao passar pelos jardins, antes tão bem-cuidados e coloridos, mas que agora encontravam-se cheios de flores mortas e até mesmo algumas ervas daninhas, com as flores que ainda resistiam crescendo desordenadamente no que parecia uma luta desesperada pela sobrevivência. O sol estava terminando de se pôr no horizonte, baixo o suficente para ser barrado pelos muros altos que cercavam a casa. O jardim estava na penumbra, e foi com certa dificuldade que Takashi encontrou a casinha de Albus escondida atrás de uma árvore de folhas secas. Os olhos grandes do animalzinho fixaram-se no visitante e por um segundo apenas se iluminaram, como se Albus fosse sair correndo na direção de Takashi para tentar lamber-lhe o rosto como fizera da última vez em que se encontraram. O segundo passou, porém, e os olhos do cachorrinho voltaram a ficar opacos e tristes enquanto ele se recolhia ainda mais fundo em sua casinha, chorando baixinho.
- Takashi, tem certeza que estamos no lugar certo? – Perguntou Keiko a meio caminho da porta de entrada. – Essa casa me parece...
- Sim, mãe, essa aqui é a casa do Julian, não tem como eu estar errado. – Respondeu seu filho, fechando os olhos e se concentrando na paisagem que Julian lhe mostrara em seu primeiro encontro. – Há duas semanas atrás esse lugar era bem diferente, eu lembro que fiquei impressionado com o colorido das flores e a beleza dos arranjos que elas formavam. – Takashi abriu os olhos, mostrando-se determinado e decidido. – Agora mais do que nunca eu sei que preciso seguir em frente com o que eu preciso fazer.
- Muito bem, Takashi, esse é o meu Ratinho de Laboratório! – Exclamou Keiko, apertando a criança em seus braços.
- Achei que você tivesse parado de usar esse nome... – Rebateu o garotinho em meio ao aperto da mulher que conhecia como mãe.
Não demorou muito para que a dupla finalmente alcançasse a porta principal. Quando Keiko bateu, o som ecoou por toda a grande mansão, porém depois de esperar alguns minutos, ninguém apareceu. A pesquisadora tentou novamente, como mesmo resultado. Mesmo encostando os ouvidos na porta, Takashi não conseguia ouvir nenhum som vindo do hall de entrada. Keiko tentou uma terceira vez e esperou. Nada. Estava se preparando para tentar uma quarta vez quando a porta finamente se abriu, revelando um mordomo vestido totalmente de preto com um olhar abatido por trás da máscara do bom servente:
- Perdoem-nos pela demora. Em que posso ser útil?
Takashi respondeu antes que sua mãe pudesse sequer abrir a boca:
- Olá. Eu sou Takashi Yadate, amigo do Julian. Eu vim aqui porque quero falar com ele.
O mordomo encarou Takashi com curiosidade por alguns segundos, examinando-o. Por fim, um brilho de reconhecimento passou por seus olhos e ele fez uma reverência:
- Eu sinto muito, mas o jovem mestre Julian não se encontra neste momento.
- Onde é que ele foi? – Perguntou Takashi, desconfiado de que o mordomo estava mentindo.
- O jovem mestre Julian recebeu um telefonema urgente a cerca de quinze minutos e saiu apressado, sem dizer para onde ia ou quando voltava. Se desejarem, eu posso entregar uma mensagem ao jovem mestre quando ele voltar.
Takashi novamente examinou a figura a sua frente. Ele não parecia ser do tipo que mentiria para outras pessoas, ainda mais em seu óbvio estado de abatimento e tristeza. Keiko pensou em dizer que estava tudo bem e que eles voltariam outra hora, porém a postura de seu filho indicava que ele tinha outros planos em mente, por isso desta vez ela não falou nada.
- Tudo bem. Diga para o Julian que Takashi Yadate esteve aqui e que eu o estou convidando para ir na minha casa amanhã enfrentar os WATB em uma luta de descontração antes do campeonato começar. Diga-lhe para estar preparado para passar a tarde lá e para não esquecer a beyblade.
O mordomo piscou algumas vezes ao término da fala do garotinho, como se para confirmar que não estava tento alucinações. Seu cérebro de mordomo exemplar estava tendo dificuldades em aceitar que seu jovem mestre de doze anos de idade tinha amigos de cinco, ainda mais quando estes amigos de cinco sabiam falar e agir como adultos. O novo amigo de seu mestre era estranho, se não fosse pelo fato de ele ter sido visto junto a Julian uma vez, certamente o mordomo teria-o enxotado da mansão chamando-o de pivete mentiroso.
- Sim, eu direi. Mais uma vez peço desculpas pela demora. Boa noite.
- Boa noite. – Responderam Keiko e Takashi ao mesmo tempo, enquanto o mordomo fechava a porta. Sem outra escolha, mãe e filho novamente atravessaram o jardim mal-cuidado – Albus nem sequer apareceu para lhes ver desta vez – e voltaram para casa.
No caminho, Keiko fez várias perguntas ao garotinho sobre Julian, a casa e o que poderia ter acontecido com a família nas útimas duas semanas. Takashi respondeu a todas as perguntas praticamente monossílabo, deixando seu raciocínio guiar-lhe por caminhos diferentes do de sua mãe. O garoto achava estranho Julian sair de repente por causa de um simples telefonema, ainda mais considerando o estado em que se encontrava durante a manhã. Ele não parecia o tipo de pessoa que sairia por aí sem avisar nada ou dizer quando voltava.
Já na hora de dormir, deitado em sua cama, só restava a Takashi torcer para que o amigo recebesse sua mensagem e comparecesse à festa surpresa do dia seguinte.
Ken:
Wow, festa! Eu também quero participar!John: Não seja burro, Ken, será que você não leu lá no começo do capítulo o motivo da festa?
Ken: Ora, e daí? Festa é festa, não é?
Julian: Você é muito insensível, sabia? Não entendo como o Takashi consegue ser seu amigo! (Olhos chorosos de criança de coração puro vivendo dramalhão mexicano) y.y
Ken: O Takashi é meu amigo justamente porque eu sou insensível! Imagina se ele ia querer ser amigo daqueles caras chatos de coração puro que são ridiculamente sensíveis e ficam a série inteira sofrendo um dramalhão mexicano! Ò.ó
William: Poxa, Ken... A indireta não foi nem indireta dessa vez... Podia ter pegado mais leve... u.ú
Emy: É, ele exagerou um pouco dessa vez... Até o William entendeu o que ele queria dizer.. O.o'
Ann: Esse não era o melhor momento para se fazer indiretas muito diretas e insensíveis contra alguém que está tão fragilizado e abalado. Eu sujiro que o Ken seja punido da pior forma possível! ò.ó Pena capital pra ele! ò.ó
(Coro de beybladers apoiando a Ann)
Ken: Ah, não! Não! Não pode ser! Você não podem fazer isso! Eu nem sei o que pena capital quer dizer! X-X
(Ken correndo para todos os lados perdidão e apavorado)
(Ken dá de cara em uma parede de concreto que a força do pensamento do Julian combinado com a vontade de ser solidária com quem precisa das frases entre parênteses colocaram bem na frente dele)
Ken: X.X
Ann: E é isso que eu quero dizer com pena capital... n.n
Takashi: (Espera a confusão acabar pra mostrar a cara) Nossa... nunca me enrolei tanto pra aparecer... O que foi que eu perdi?O.õ
Julian: (isolado em um canto agachado fazendo cara de criancinha traumatizada) Helen... Helen... Por que a Helen? A vida não é justa... nada mais é justo...
(Momento Angst do Julian completamente ignorado pelos demais por ser um Momento Angst)
Ann: (Falando com o Takashi) Oh, nada demais... Só o extermínio de um idiota por uma razão idiota. u.ú
Emy: É impressão minha ou estamos todos hoje um pouco mais idiotas? O.o
James: (Aparece depois de um tempão sumido) Nah, é só impressão sua... n.n
(Beybladers com cara de "vou fingir que acredito")
James: (olhando pros beybladers com cara de "é, não colou...") Tá, tá, talvez estejamos um pouco mais idiotas...
Ann: O capítulo foi mais curto que o normal! Foram só cinco páginas! E eu nem apareci! Ò.ó (Ann realmente assustadora ameaçando o James)
James: Oh... oh... (pensando rápido pra arranjar uma desculpa pra não levar a pena capital também) Mas o próximo capítulo tem oito! E você tem uma cena em destaque! XD
Ann: Humpf... se você estiver mentindo, senhor Hiwatari... é pena capital pra você! (Ann indo ler nos arquivos do Jamie o próximo capítulo)
John: Nossa, Ann... tá tão a fim de ler que não vai conseguir nem esperar a próxima atualização?
Ann: (Lendo o próximo capítulo com cara de quem não está gostando) Agora que o Jamie vai ficar sem internet por duas semanas, sei lá eu quando é que vamos ter a chance de ler no site...
Rumiko: (Acompanhada de um monte de plaquinha de neón indicando que ela é a personagem principal e que ela deveria ter aparecido bem mais cedo) Mas o Jamie disse que ele ia usar a internet da universidade pra postar, e que ele ia inclusive levar o laptop pra lá pra fazer isso... n.n
Nathaliya: Não, ele disse que ele está na universidade e que ele vai ficar sem internet porque ele vai se mudar na sexta. Ò.ó (Com plaquinhas de neón dizendo que ela é a irmã da personagem principal e por isso deveria ter aparecido mais cedo também)
James: Hey, hey, parem de meter palavras na minha boca! Eu ainda naõ disse nada!
David: Tu nem pode dizer nada mesmo, isso aqui é tudo escrito... 8DDD (Com plaquinha de neón dizendo que ele é muito querido pelo público e por isso deveria ter aparecido mais cedo também)
Ann: Ah, agora começou a invasão pra valer... (olhando pra Rumiko, pra Nathaliya, pro David e para as plaquinhas de neon com uma cara não muito bonita)
Cathy: Oh, não chame isso de invasão!
Yoshiyuki: É, chame isso de Mais um Outro Complô Para Dominar O Mundo Com Criancinhas Irritadinhas, Bonitinhas e Inteligentes! XDD
Lhana: Yoshi-chan num tá depressivo, é milagre! XDD
Yoshiyuki: É que o Jamie-chan tá cansado e de bom humor e excitado e por isso eu posso ser eu mesmo! XDD
Lhana: Ah... XDDD Que bom! XDDDD Vamu cumê chocolate? XDDD
Yoshiyuki: Nem precisava perguntar! XD Viva a páscoa! XDDViva a páscoa e a neve que caiu em Glasgow hoje e segunda passada! XDDD
Isaac: Neve... XD
(Isaac indo brincar na neve)
(Yoshiyuki e Lhana indo comer chocolate)
James: E como eu ia dizendo...
David: Aqui ninguém diz nada... u.ú
James: (olhar assassino na direção do David) Hem, Hem... como eu ia escrevendo, eu tô sem internet, mas eu prometo que sexta, segunda e quarta eu vou dar um jeito de atualisar a fic e recuperar o tempo perdido com os assingments dessa p(piiiiii) de universidade. Com o perdão da palavra. u.ú
Franklin: Caralho, só pra se fazer, né, seu merdinha? u.u
Erik: Precisava aparecer só pra dizer isso? ¬¬'
Felipe: Precisava aparecer só pra dizer que era só pra ele dizer aquilo? O.õ
Christie: Precisava aparecer só pra dizer que era só pra ele dizer que era só pra ele dizer aquilo?
(Silêncio)
(Todo mundo olhando pra Christie)
Aliás, que desculpa mais esfarrapada pra aparecer em um off-talk! Eu já vi de tudo desde que eu comecei a aparecer como a elegante, meiga, bonita, inteligente, sagaz, atraente, bondoza, casta, santa, modesta e humilde Freira Puritana, há tanto tempo que eu nem consigo mais lembrar... Ah, mas essas aparições esdrúxulas dos últimos três personagens que deram as caras nessa coisa já passaram um pouco dos limites! Imagina só, meu querido, amado e idolatrado Franklin aparecendo só pra dizer dois palavrões! Que coisa sem fundamento! E aí o Erik aparece só pra dizer que o meu querido, amado e idolatrado Franklin disse coisas feias e impróprias para menores! Que ridículo! E aí aquele ser demoníaco que se acha o bonzão só porque em uma realidade paralela se transformou em um rebelde ativista político aparece só pra dizer que o Erik apareceu só pra dizer que o Franklin apareceu só pra dizer dois palavrões! Onde é que esse mundo vai parar, meu Deus? Onde é que eu vou parar acompanhada de tanta burrice e falta de classe?
Alice: Que tal virar a minha companheira e ser o Espírito Tagarela do Além? XD
Christie: Enfim alguém que não apareceu só pra dizer besteira... ¬¬'''
David: (Aparecendo só de metido pra interromper a cena) Gente, eu já disse que aqui no off-talk ninguém diz nada...
Christie: Oh, então isso significa que a gente vai ter que passar o meu discurso todo de novo com a versão off-talkamente correta?
Todos os Beybladers: Não, por favor, tudo menos isso! O.O (ajoelhados rezando)
Christie: Tá, tá, perguntar não ofende... ¬¬''
Takashi: Pessoal, nós estamos esquecendo do que deveria ser o real assunto do off-talk...
Ken: (Se recuperou da pena capital graças à vontade divina das frases entre parenteses) A FESTA!/o/
Takashi: Não. ¬¬'' O Julian e a depressão dele...
Fantasminha Helen: Meu aniversário foi anteontem! XDD
Alice: Oh, és outra fantasminha que faz "XD" no fim da frase igual a mim? XDD
Fantasminha Helen: É! XD E eu vim aqui hoje pra animar o meu maninho desanimado! XDD
(Fantasminha Helen pousa do lado do Julian no cantinho ignorado por todo mundo e faz uma daquelas ceninhas tocantes de re-encontro mágico)
(Uma bomba explode no meio do re-encontro mágico e tudo fica coberto por uma bomba de fumaça)
Jing Mei: MWAHAHAHAHAAHAHAHAAHA! (Com uma bazooka incriminadora na mão) Ninguém aqui pode ter re-encontros mágicos! Não enquanto eu ainda for a vilã dessa história!
Yoshiyuki: Só enquanto você for a vilã? XD E o que acontece se aparecer outro vilão? XDD
Jing Mei: Ara, ara, essa história ainda não tem outro vilão, esqueceu? Isso simplesmente não pode...
(Aparece o Hajime Yuy por trás da Jing Mei com cara de malvado assustador)
Yoshiyuki: Oh, papai! XDD Nunca pensei que ficaria feliz em ver você depois do fic da primeira fase da fic! XDD
Hajime Yuy: Oi pra você também, filho traidor. ¬¬''
Koichi: Yoshiyuki, sai de perto dele! (Óóóóóóóóódio)
Yoshiyuki: Nii-chan... XD Papai dá medo! XDD
(Koichi levando o Yoshiyuki pra muito, muito, muito, muito, muito, muito... longe)
Nathaliya: Hey, o que ele está fazendo aqui? Era pra ele ter desaparecido depois do incêndio para poder dar as caras quando todos menos esperavam! ò.ó
Hajime Yuy: Ora, Nathaliya... Você por um acaso esperava que eu fosse dar as caras neste off-talk?
Nathaliya: Bem...
(Nathaliya e o bando de beybladers olhando feito besta pro Hajime Yuy enquanto ele fala com a Jing Mei)
Hajime Yuy: E quanto a você... Você ainda é novinha para uma grande vilã... Quantos anos você tem? O.õ
Jing Mei: Sou um ano e dezenove dias mais velha do que o Jamie-baka, o que na época dessa fic significava que eu tinha quinze anos. n.n
Hajime Yuy: Oh, entendo... Será que você gostaria de me acompanhar até o covil dos grandes vilões para tomar uma xícara de café comigo, com a minha esposa e com todos os vilões malvados que o Hiwatari ja criou?
Jing Mei: Oh, eu adoraria...
(Saem a Jing Mei e o Hajime Yuy rumo ao covil dos vilões malvados)
Shinji: E como sempre, ela apareceu onde não devia e roubou a cena. E ainda deixou todos nós assustados. o.o'
Osamu: Você se assustou também, Shinji? O.õ
Shinji: O mesmo que vocês. Eu nem conheço o cara. u.ú
Isaac: Ainda bem que não. n.x
(Aparecem Julian e Fantasminha Helen de mãos dadas)
Fantasminha Helen: Bom, pessoal, agora que a Jing Mei não é mais a única vilã e ela se mandou com o outro vilão malvado, eu e o meu irmão decidimos sair poSim.r aí aproveitar a vida até o último capítulo. XD Se divirtam e destruam a Terra por nós! XDD
Beybladers: (Hipnotizados pela cena maravilhosa, iluminada e pintada à aquarela) Sim... com prazer...
(Fantasminha Helen e Julian somem envoltos em uma luz brilhante)
(Beybladers ficam cegos com a luz brilhante)
(Beybladers cegos sem querer pisam no detonador que explode as cem toneladas de explosivo que o Hajime Yuy e os outros vilões das histórias do James colocaram no centro da Terra para poder encerrar o off-talk do dia)
(A Terra explode e os beybladers recuperam a visão vagando pelo vacuo do espaço)
(E como o som não se propaga no espaço, mas como o David escreveu, aqui ninguém fala, então as frases entre parênteses desejam a todos um bom dia e humildemente pedem que deixem reviews até sexta-feira para o James ficar bem feliz antes de postar o próximo capítulo!)
OWARI!
