(Entra o James chorando feito bebê)

James: Nããããããããããããããããããããããããããããããããooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!! EU DEIXEI ESSE CAPÍTULO ATRASAR DEMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAISSSSSS!! T.T

(Close no James chorando copiosamente na frente do computador)

(Close na Rumiko e na Satsuki tentando consolar o James)

(Close no James chorando ainda mais ao ver as duas tentando consolá-lo)

Yoshiyuki: Oh, não, Jamie, você é um irresponsável, sabia? XD Seus planos foram por água a baixo com esse ultimo atraso! XD

Ken: E logo agora que a gente achava que ele estava empolgado... ò.ó

James: Desculpa, gente, desculpa!! T.T Eu juro que tentei! Eu Juro!! TT.TT

Jing Mei: Mas naõ tentou o suficiente. Ara, ara, se tivesse realmente tentado, nós não estaríamos colocando no ar o capítulo 29 no dia primeiro de setembro. Sabe quantos capítulos ainda faltam pra terminar tudo? (Jing Mei intimidadora fazendo pressão no James)

James: Mas não foi culpa minha! Foi culpa do dentista malvado! T.T

Todos: Que dentista malvado? O.o

James: O dentista malvado que arrancou meus dois sisos de cima no dia quinze de agosto e me deixou quase duas semanas sem poder usar o computador!! Ò.ó

Osamu: Duas semanas? Só por causa de um dentinho? Jamie, você é mais fraco do que eu pensava!

James: Não sou fraco. Não foi culpa minha se o troço infeccionou e me deixou sem dormir por uma semana inteira, além de me deixar bochechudo e incapaz de comer comida de verdade! T.T (Jamie drama-queen)

Rumiko: Oh, não! Que crueldade! (Rumiko comovida com o Jamie Drama-Queen) Nós te perdoamos, Jamie! Nós te perdoamos! (Rumiko chorando com o James)

Yuriy: Quem foi que disse que a gente perdoa? Eu não perdoei nada! Ò.Ó

Yoshiyuki: A Rumiko é a personagem principal, ela pode falar em nome de todos nós se ela quiser. XDD

Yuriy: Vai catar coquinho, bebê. ¬¬'' Antes que eu diga obscenidades impróprias para o horário.

Jing Mei: Você pode dizer obscenidades pra mim lá naquele nosso lugarzinho secreto, o que você acha? (olhar sugestivo)

Yuriy: Não precisa pedir duas vezes, Jing...

(Yuriy e Jing Mei saem de cena)

Hehashiro: Agora que os vilões naõ estão mais aqui, nós podemos fazer o que a gente devia fazer nesse off-talk, né? n.n

Ken: O que a gente ia fazer no off-talk? Não era pra gente ficar ouvindo as desculpas esfarrapadas do Jamie sobre o porquê de ele ter novamente nos ignorado depois de toda aquela empolgação enganosa do capítulo passado?

Yoshiyuki: Hoje nós começamos a responder as perguntas! XDD Porque agora estams todos finalemente reunidos para derrotar os caras maus e recuperar todas as feras-bit roubadas! XDD

Kazuo: O que exatamente isso tem a ver com as pergunta? O.õ

Yoshiyuki: Tecnicamente, nada! XDD Mas nós podemos usar as perguntas para comerar a reunião, não acham? XD

Kazuo: Que seja... ¬¬ (cara de "eu-não-vou-argumentar-com-a-criança-feliz)

Yoshiyuki: Então vamos começar logo que o capítulo é longo! XD Rumiko, faça as honras de personagem principal, por favor! XDD

(Yoshiyuki colocando a Rumiko no centro do palco com um microfone super-potente nas mãos)

Rumiko: Er... oi! (Rumiko acenando para o público que se materialisou do nada junto com o palco e o microfone) :D

Público: Oi! :D

Rumiko: Então vamos começar agora a responder às perguntas que os leitores fizeram nos últimos...

Umeragi: Alto lá, Higurashi! Antes de começar com as perguntas nós temos que revelar a identidade do Camarada Incógnita. Não que os leitores se lembrem dele depois de tanto tempo, mas...

Julian: O Camarada Incógnita foi injustiçado, mais uma vítima da demora em colocar os nossos capítulos na internet. O Camarada Incognita aparece no capítulo 27, um capítulo postado há tanto tempo que ninguém mais se lembra daquela época longínqua. É chegada a hora de o Camarada Incognita ter sua justiça. Por favor, Rumiko-san, apresente-o agora aos leitores.

(Todo mundo parado olhando que nem besta pro Julian)

Erik: Nossa, pareceu até a Christie... o.o'

Felipe: Não fala nela que ela é capaz de aparecer por aqui...

(Aparece a Christie no meio do palco)

Felipe: Tarde demais... u.ú

Christie: Oh, como é bom estar de volta! Nem acredito que tanto tempo se passou sem que meus leitores tivessem o prazer de me ver atuando livre e feliz no pouco espaço que agora me é desingnado! Oh, quem dera eu ter tido um papel mais relevante nesta segunda fase (que por sinal é bem chatinha, afinal uma história não pode ser interessante sem a minha presença!) para que aqueles que me amam pudessem ter seus maiores desejos realisados! Oh, James Hiwatari, queira Deus que a sua próxima história seja iluminada e que me ponha no destaque que eu mereço! E agora que eu voltei, meus amigos, eu faço questão de não deixar mais este palco enquanto o off-talk não acabar!

Erik: AH, NÃO! TORTURA AQUI DENTRO NÃO!! O.O

(Erik sobe no palco pra guerrear com a Christie e tirar ela dali à força)

(Franklin aparece no palco e defende a Christie vestido de cavaleiro de armadura)

(Erik é derrotado pelo Franklin de armadura porque está desarmado e sem uma lata-velha protetora)

Umeragi: Eu posso saber exataemente o que esse bando de seres que não deveriam estar aqui estão fazendo aqui?

Franklin: Nós estamos tomando conta dessa porra de off-talk em que nada interessante acontece. Essa merda precisava de um pouco mais de emoção, entaõ nós nos fucking oferecemos para fazer essa bosta de favor para os merdinhas que não tem muita criatividade (leia-se James) e ficam só na fucking mesmice. Caralho. u.ú

Umeragi: Ah, claro... fiquem a vontade. n.n

Yoshiyuki: E quanto às respostas e à identidade do Camarada Incognita? XD

Umeragi: O Camarada Incognita era o seu irmão mais velho. Parabéns para quem acertou (voz sem emoção). Ninguém vai ganhar um prêmio por isso porque o Jamie é um falido pão-duro e nem eu nem o meu amigo Franklin estamos dispostos a emprestar.

Franklin: E a Christie vai se encarregar das outras merdas, já que ela tomou o palco e o microfone da Rumiko...

(Close na Rumiko no canto Angst com o Toshihiro tentando animá-la)

Franklin: Chris, é com você! (piscadela charmosa)

Christie: Obrigada, Frank! (pisca de volta) E aqui vamos à nossa primeira pergunta! Lembrando que a pergunta foi escolhida por sorteio de uma maneira completamente aleatória, sem que a vontade maior do Jamie prevalecesse. A minha presença e a do meu time nesse off-talk é, por tanto, puramente uma coincidência inocente.

Erik: Faz logo a pergunta, nosso espaço está acabando... ò.ó

Christie: Só porque você pediu, querido amigo Erik! (piscadinha) A primeira perguta de hoje é de Xia Matsuyama – TE AMO, XIA-SAMA!! E sei que você me ama também!! – e ela se refere ao Isaac.

(Todo mundo olhando para o Isaac)

Christie: (Lendo a pergunta) "Isaac, quando é que te declaras à Alice e entras numa guerra mortal com o Erik?? 8D"

Isaac: Ah... eu... EU O QUE? O.x

Erik: É, ele o que? Ò.Ó

Christie: "Quando é que te declaras à Alice e entras numa guerra mortal com o Erik?", não ouviram o que eu falei? Responda, Isaac, estamos todos esperando, principalmente a Xia-sama... (sorrisinho cheio de significado)

Isaac: Er... bem... eu... (suando frio e gaguejando olhando para a cara feia do Erik)

Erik: Tu quer guerra, é? É guerra que tu quer? Se é guerra que tu quer então vai ser guerra que eu vou te dar! Ò.Ó

(Erik pula em cima do Isaac)

(Erik e Isaac brigando no meio do palco)

(Beybladers assistindo com um saco de pipoca)

(Erik arranja uma bazooka)

(Isaac se protege numa fortaleza medieval)

(Erik chama o exército pra invadir a fortaleza)

(Isaac se defende chamando os arqueiros de flechas de metal quente)

(Flechas do Isaac detonam o armamento do exército)

(Erik constrói uma catapulta e lança uma vaca por cima da fortaleza)

(A vaca morre na queda e o Isaac usa-a para alimentar as tropas de arqueiros)

(A vaca estava doente e contamina os arqueiros)

(Os arqueiros morrem)

(Erik invade a fortaleza)

(Isaac conjela as tropas do Erik)

(Close na Alice vendo a luta de cima de uma torre)

(Somem a fortaleza, os soldados, as armas e a vaca doente e ficam só o Isaac e o Erik lutando no meio do palco de novo)

Christie: (ao lado da Alice na torre vendo a luta do meio do palco) Então... como se sente vendo dois meninos disputando seu amor de uma forma tão violenta, absurda e romântica?

Alice: Eu estou preocupada como Erik... XD E como Isaac... XD Não gosto quando duas pessoas brigam... XD

Christie: Está tão preocupada que nem tirou o "XD" do fim da frase... ¬¬''

Alice: É que eu preciso manter a minha fama de rapariga feliz acima de tudo! XDD

Christie: Então tá, pra quem você está torcendo?

Alice: Ah… O Isaac é tão fofinho... XD E ele está fazendo o que pode para se defender do Erik... XD Mas a pessoa que eu amo... XD A pessoa que eu amo sempre foi e sempre será o Erik! XDDD

(Alice pula da torre cai nos braços do Erik)

Erik: Alice, eu sabia que você me amava!

Isaac: (com a boca sangrando e o olho inchado) Se você sabia então porque foi lutar contra mim? O.x

Erik: Porque lutar pela honra está no meu sangue viking! (Erik para de falar pra tentar entender o que ele acabou de dizer) Não, isso não faz muito sentido... o.o'' Mas enfim, eu lutei com você porque eu gosto de lutar e porque você ia se declarar pra Alice e eu precisava defendê-la! ò.ó

Alice: Oh, Erik, que romântico! XDDD (Alice derretida nos braços do Erik)

Isaac: Mas eu não ia me declarar. n.x'

Erik e Alice: Não? O.O

Resto dos beybladers: Não? O.O

Isaac: Não. n.x (Isaac vira pra frente da câmera e começa a fazer um monólogo sentimental) Desculpe-me, Xia-san, mas eu não posso me declarar para Alice. Na nossa luta no campeonato mundial, o que eu vi me lembrou muito da minha mãe, uma pessoa que eu realmente amava muito, mas não dessa maneira. (coro de "irk, ainda bem que não!") Minha mãe era uma pessoa muito importante pra mim, por isso eu passei a considerar a Alice como alguém especial, mas não do mesmo jeito que o Erik. (Isaac vira pro Erik e pra Alice) Erik, você lutou muito bem, seus socos e pontapés me mostraram o quanto você gosta da Alice, e por isso eu te admiro muito. n.x

Alice: Oh, Isaac! XD (Alice chorando emocionada)

Isaac: (volta a olhar para a câmera) Mas Xia-san, não fique triste! Existe uma outra pessoa que eu gosto, e com um pouco de sorte o Jamie logo, logo vai tornar isso óbvio na história. n.x Se você quiser, pode tentar adivinhar quem é! n.x

Christie: (Chorando rios de lágrimas) Oh, mas que seqüência de eventos emocionantes acabamos de presenciar! O amor é mesmo um sentimento muito belo! Somente os corações mais puros são capazes do verdadeiro amor, e hoje Isaac e Erik nos mostraram o quão puro é o coração deles! (close nos machucados do Isaac) Até mesmo a nossa platéia ficou emocionada! (Close na platéia chorando cachoeiras)

Depois dessa, eu temo que nós não estejamos mais em condições psicológicas de continuar este off-talk! Nos veremos em breve, eu espero, fãs meus que me amam e idolatram acima de tudo! Fiquem agora com o emocionante capítulo 29 de Beyblade 2 – Chikara wa kimi no naka ni aru! – uma série que peca ao não me inserir em seu elenco principal, mas enfim...

Christie Roberts e os outros beybladers emocionados


CAPÍTULO XXIX

REUNIDOS

Era o perfeito jantar romântico, bem como ele queria. O restaurante tinha vista para a baía, a lua brilhava no céu agora sem nuvens e eles estavam completamente sozinhos naquele lugar. Depois da tempestade do fim da tarde, era como se a natureza decidisse dar uma trégua aos moradores de Tóquio, limpando o tempo para que casais em lua-de-mel como eles pudessem passar uma noite inesquecível. Como Lin havia chamado Toshihiro e Vladmir para cumprir sua missão logo no início da tarde, os dois sabiam que teriam muito tempo para se curtir.

Algumas gaivotas passaram voando, quebrando o silêncio daquela noite mágica. Algum tempo depois, mais gaivotas, e mais ainda. Eram tantas gaivotas voando que quase não foi possível localizar a grande coruja branca e marrom que voava no meio delas. A coruja veio voando em direção a Lily, cada vez mais rápido, como se quisesse arrancar sua cabeça...

Hehashiro puxou a namorada bem a tempo, caíndo com ela no chão de madeira. Os dois procuraram com os olhos pela coruja, encontrando-a quando ela pousava no ombro de uma garota pequena, porém nada infantil, que vestia roupas chinesas tradicionais com decotes exagerados. Seu sorriso estava carregado de malícia e seus olhos negros possuíam um brilho perigoso e perverso.

A estranha garota não disse nada, apenas apontou para uma beyblade branca e marrom que girava ao seu lado, bem próxima de onde o casal havia caído. Hehashiro aceitou na hora o desafio, e a luta começou. Acreditando ser injusto lutar em dois contra um, o mestre de Kufe não deixou a namorada interferir, por mais que ela implorasse. A adversária não era uma qualquer, isso já estava mais do que óbvio, e o jovem não queria ver Lily em perigo em uma situação como aquela. A cada novo ataque, a garota misteriosa sorria, gargalhava, como se zombando dos adversários patéticos. Hehashiro logo se irritou, chamando seu monstro sagrado para a batalha.

Kufe atacou várias vezes, porém nenhuma de suas investidas atingiu o alvo. Sua adversária gargalhava cada vez mais alto, uma gargalhava fria de dar arrepios até mesmo aos mais corajosos. Ela fez um sinal à coruja em seu braço e esta levantou vôo, batendo de frente com a piranha. Era uma fera-bit também.

- Olhar Paralisante! – Foi a primeira e única coisa que ouviram a garota dizer. Depois disso, as lembranças de Hehashiro tornaram-se um borrão enevoado, deixando apenas duas marcas muito vivas: a imensa dor em seu peito ao ser separado de sua fera-bit e o grito de Lily ao vê-lo cair inconsciente.


Hehashiro acordou com uma forte luz em seus olhos. Depois de passado o choque e as manchas na vista, o jovem conseguiu focalizar os rostos de Lily, Toshihiro e Vladmir encarando-o preocupados. Ele fez menção de se levantar, porém foi impedido por uma voz que ele não esperava ter que ouvir após o termino das finais mundiais:

- Urameshi-san, é melhor não tentar se levantar ainda, você pode ficar tonto.

- Zanxam-sensei? – Exclamou Hehashiro, sentando-se na cama com a surpresa e sentindo-se zonzo em seguida. – O que a senhora está fazendo aqui?

- Como assim, "o que eu estou fazendo aqui"? Esta é minha casa, eu é que deveria fazer esta pergunta a você. – Respondeu a professora, com um pequeno sorriso quase imperceptível brincando em seus lábios. Hehashiro estava surpreso demais para reparar que ela não estava usando seu coque apertado e não parecia muito com a sargentona que os ensinara durante o TorneioAfricano e as finais mundiais.

- Su... sua casa? Co... como assim...? O que houve? Como eu cheguei aqui? – Perguntou o jovem adulto, voltando a se deitar para parar com a tontura. Lily se aproximou um pouco mais e apertou uma de suas mãos.

- Eu por um acaso estava passando quando vi o final da sua luta contra aquela garota estranha. Lily-san me pediu ajuda e eu resolvi trazê-lo para cá. Seus irmãos chegaram logo depois, e segundo eles você não é o único a perder a fera-bit hoje.

- Não sou o único a... O que? – Hehashiro quase se levantou novamente com o segundo choque. Os demais presentes encararam a professora abismados; nenhum deles queria falar de Kufe tão cedo, ainda mais daquela maneira. – O que a senhora disse?

- Acalme-se, Urameshi-kun. – Zanxam-sensei levantou-se da cadeira em que estava sentada e se aproximou de seu aluno. – Você provavelmente não lembra, mas há algumas horas atrás você e uma garota chamada Jing Mei Tsé lutaram em um restaurante. Ela destruiu sua beyblade e pegou sua fera-bit.

- Nós sentimos muito, Hehashiro. Eu tentei impedi-la, mas... – Hehashiro encarou Lily pela primeira vez, e notou um pequeno corte logo acima de seus olhos.

- Lily, você se machucou? O que ela fez com você? – Desta vez o jovem ignorou a tontura, sentando-se na cama e puxando a namorada mais para perto para ver a extensão de seus ferimentos.

- Está tudo bem, não foi nada grave. Zanxam-sensei me ajudou com os curativos, vai ficar tudo bem. – Respondeu a garota, beijando a testa do namorado para reforçar seu argumento. Hehashiro se acalmou instantaneamente. – Eu estou mais preocupada com você agora.

- Eu estou bem, Lily, eu só... – O jovem correu seus olhos por todos os presentes, observando atentamente suas expressões. Lily e Toshihiro pareciam preocupados, seus olhos revelavam uma certa agonia misturada com um pouco de pena. Vladmir e Zanxam-sensei, por outro lado, encaravam-no com expressões um tanto severas, como se o desafiassem a superar logo os acontecimentos da noite. – Eu não consigo me lembrar examente do que aconteceu...

- Jing Mei atacou vocês durante um jantar, ao que parece. – Respondeu Vladmir, sério e quase inexpressivo, lembrando o Vladmir dos tempos do Torneio Mundial, porém sem a frieza no olhar e nas palavras. Havia um brilho nos olhos do garoto, um reflexo da expressão que Hehashiro vira nele instantes antes. – E antes disso, ela foi atrás de nós quando Lin e os outros Kita no Ookami lutavam. O traidor provou que ainda merecia ser o líder, porém perdeu a fera-bit no processo.

- Ele também? – Perguntou o líder dos The Strongest, surpreso. – E onde estão os Kita no Ookami agora?

- Estão aqui também, em outro quarto. – Respondeu a professora, também séria. – Eu os convidei para ficarem aqui a partir de agora, e o mesmo vale para vocês. Eu sei que vocês não estavam planejando ficar mais tempo aqui, porém o que aconteceu hoje com certeza provocou uma mudança de planos. Fiquem aqui, é mais barato que um hotel.

- É, e a casa é bem grande também! – Exclamou Toshihiro, animando-se de repente. O garoto levantou-se em um salto da cadeira em que estava para se aproximar mais do irmão mais velho. – Esse lugar é gigante, você tem que ver, Hehashiro!

De fato, a casa de Zanxam-sensei era bem espaçosa, ainda mais para os padrões japoneses. Com o dinheiro recebido após o término do campeonato mundial, a professora não somente comprara a casa, mas também investira em caros artigos de decoração. Cada um dos quatro quartos, duas salas, dois banheiros, cozinha e jardim havia sido ricamente decorado nos mínimos detalhes, impressionando qualquer um que visitasse o lugar pela primeira vez.

- Que bagunça é essa? Nós estamos querendo dormir, são duas da manhã! – Exclamou uma voz irritada vinda do outro lado da porta de entrada. Segundos depois, a figura furiosa de Osamu entrou quarto a dentro com uma fúria até então desconhecida. Logo atrás dele vieram Kazuo e Lin, o primeiro tão irritado quanto o irmão, e a garota com sua habitual calma que tanto a contrastava com seus companheiros.

- Mais respeito com os feridos! – Exclamou o gêmeo mais novo. – Nós precisamos de paz e sossego se quisermos estar recuperados para derrotar aquela maluca, trazer de volta Kid Dragoon e voltar para Hokkaidou em tempo de salvar nossos pais! – Os dois gêmeos fixaram seu olhar assassino em Toshihiro, que recuou alguns passos em direção a Vladmir, mais intimidado do que gostaria de admitir.

- Vocês são os amigos da Lin-chan? – Perguntou Hehashiro, observando atentamente os dois garotos quase idênticos a sua frente. Um deles – o de cabelo solto e mecha azulada – tinha um grande curativo na bochecha esquerda, além de um grande hematoma na testa. O outro – de cabelos presos e mecha esverdeada – usava um tapa-olho e mancava um pouco. Lin também tinha alguns curativos pelo corpo, os mais visíveis sendo os dos braços, já que ela usava uma camisola sem mangas.

- Sim, somos os gêmeos Motomiya. – Disse o gêmeo do cabelo solto.

- Eu sou Kazuo e este é o meu irmão Osamu. – Disse o outro gêmeo. Hehashiro encarou os dois por alguns segundos antes de responder:

- Eu sou Hehashiro Urameshi, irmão mais velho do Toshihiro e do Vladmir.

Ninguém falou por alguns segundos, provavelmente pensando no que deveriam fazer a seguir. Os gêmeos encaravam Hehashiro com curiosidade, enquanto o jovem tentava de tudo para evitar ter de encará-los de volta. Ele podia sentir a agressividade vinda do garotos, e não gostava nada dela. No fim, foi Zanxam-sensei quem quebrou o silêncio:

- Eu sujiro que vocês voltem para a cama, meninos. Agora que Urameshi-san acordou, nós todos podemos voltar para a cama mais tranqüilos e em silêncio. Amanhã conversaremos melhor, vocês precisam mesmo descansar depois do dia de hoje.

Os gêmeos sorriram satiseitos, logo saindo do quarto. Lin e Vladmir trocaram um olhar significativo antes de também se retirar e Toshihiro desejou boa-noite a todos, saindo do quarto aos saltos. Zanxam-sensei seguio-os logo em seguida, desejando boa-noite ao casal antes de deixá-los sozinhos.


Hehashiro foi acordado de manhã por sua namorada e seu irmão com um café na cama. Ao ver Lily e Toshihiro sorrindo para ele com todas aquelas guloseimas de cheiro delicioso, o líder dos The Strongest chegou por um momento a pensar que o dia anterior não passava de um pesadelo, porém um estranho vazio em seu peito logo tirou suas esperanças. Agora que seu cérebro tinha tido tempo para absorver a perda da fera-bit e suas implicações, a falta de Kufe foi sentida com toda a força, e nem o café super-animado foi capaz de recuperá-lo totalmente.

Depois de comer, os três resolveram sair para tomar um ar. Era uma linda manhã de sol, afinal, e o jardim da casa da professora estava cheio de flores coloridas. Ao chegarem, encontraram os demais Kita no Ookami e Vladmir conversando sentados em um banco de madeira. Não havia sinal de Zanxam-sensei. Hehashiro e Shinji foram apresentados e o grupo novamente ficou em silêncio.

- O que faremos agora? – Perguntou Hehashiro, observando uma abelha que voava de flor em flor a alguns metros de distância. A perda da fera-bit fazia com que ele se sentisse desanimado e sem vontade de fazer muita coisa.

- Rumiko e os outros vão vir aqui depois da aula, Zanxam-sensei disse que vai falar com eles. – Respondeu Toshihiro, o mais animado do grupo. O mestre de Fenku havia tomado como sua missão particular manter o ânimo do grupo elevado, já que todos os outros não se mostravam muito positivos ou permaneciam calmos e friamente analícos sobre tudo. Pensar em Rumiko ajudava a mantê-lo feliz, por isso a japonesa não saia de sua mente. – Eu tinha sugerido falar com o Koichi também, mas todos me censuraram...

- Seu amigo não quer saber do que acontece com vocês enquanto eu estiver por perto, ele deixou isso bem claro. – Respondeu Shinji, sério. Assim como Hehashiro, ele também sentia a falta de Kid Dragoon, porém se recusava a deixar que este sentimento o distraísse. Era difícil ignorar o vazio no peito e a sensação de que o resto do mundo fazia parte de uma realidade distante e feliz da qual ele não pertencia, porém o líder dos Kita no Ookami havia treinado para controlar grande parte de seus sentimentos, e por isso ele conseguia demonstrar bem menos que Hehashiro o quanto sua fera-bit fazia falta. – Ele não quer se envolver com nossos problemas, e nós não precisamos da ajuda dele.

- Viu? Eu disse que eles me censuram! – Retrucou Toshihiro, com uma careta cômica. – Foi só uma idéia, nada demais...

Vladmir, Lin e Lily sorriram brevemente, porém pouco tempo depois o grupo estava sério novamente. Os Kita no Ookami e Hehashiro haviam perdido suas beyblades, por isso até mesmo treinar estava fora de questão. Toshihiro tentou algumas vezes animar a todos, entretanto suas tentativas não duraram mais do que alguns minutos. A manhã e a tarde demoraram para passar, ninguém além do mestre de Fenku estava disposto a iniciar uma conversa. Foi um alívio quando Zanxam-sensei, acompanhada de Rumiko, Nathaliya, Satsuki, Isaac e Ken, voltou para casa.

- Toshihiro! Eu estava com saudades! – Rumiko não havia ainda entrado em casa quando se atirou no pescoço do namorado, derrubando-o no chão. O tumulto chamou a atenção dos Kita no Ookami, Hehashiro e Lily, e logo todos estavam rindo da japonesa e de seu namorado esmagado.

- E o Toshihiro está com fraturas expostas! – Exclamou Ken, o que mais ria do casal. – Nós precisamos ajudá-lo a se levantar.

Com a chegada dos Taichi e Soldier of Russia o clima melhorou um pouco na casa. As mentes não tão sãs de Ken e Isaac sabiam exatamente o que fazer para afastar pensamentos negativos de Hehashiro e Shinji, enquanto os demais pensavam no que deveriam fazer dali para a frente.

Mais para o fim da tarde, quando nem mesmo Ken e Isaac sabiam mais o que fazer para se distrair, o toque do celular de Satsuki soou como um despertador para o grupo. Como ninguém esperava que o pequeno aparelhinho tocasse naquela hora, alguns foram pegos de surpresa e reagiram de acordo: Rumiko, por exemplo pulou como um gato assustado do sofá, cravando suas unhas no rosto de Toshihiro e grudando em seu pescoço até a loira CDF encontrar seu celular e atendê-lo. Ken, um pouco menos escadaloso, apenas caiu do sofá, aterrissando em cima de Kazuo, que encontrava-se deitado no chão. Foi um alívio para todos ver Satsuki se retirando da sala para falar com mais tranqüilidade com quer que estivesse do outro lado da linha.

- Quem era? – Perguntou Isaac assim que Satsuki voltou para sala. Enquanto ela não estava, os demais conseguiram se desenroscar e se acalmar.

- Koichi. – Normalmente ao falar do "quase namorado" os olhos de Satsuki se enchiam de brilho e seu sorriso se ampliava consideravelmente. Desta vez, porém, sua expressão permaneceu séria, mais ainda do que quando deixara a sala. Com apenas um olhar seus amigos sabiam que as notícias não seriam boas. – Ele e Yoshiyuki foram atacados agora a pouco. Eles pegaram Ceres.

- O que? – Perguntaram os Soldier of Russia em uníssono. Nenhum deles jamais pensara na possibilidade de seu líder, o garoto gênio, perder sua fera-bit de uma hora para outra. Apesar de ter perdido para Rumiko e Shinji no passado, eles ainda consideravam Yoshiyuki um lutador de força incomparável, alguém além dos limites de suas forças.

- Eles pegaram Ceres. – Repetiu Satsuki, agora com a cabeça baixa olhando para o chão. –

- Eles...? – Perguntou Shinji, o menos impressionado com a notícia. A fala de Satsuki poderia indicar que Jing Mei não era a única pessoa atrás de feras-bit, o que tornaria ainda mais complicada a tarefa de recuperar Kid Dragoon.

- Os amigos da Jing Mei. Segundo Koichi, são pelo menos três deles, sendo que o líder é o colega de turma dele, Makoto Umeragi.

- Isso significa que nossos problemas só aumentaram... – Constatou Hehashiro, abraçado a Lily em um canto mais afastado da sala.

- Koichi nos chamou para uma reunião na casa dele amanhã. Ele falou que o tal Umeragi vai entrar em contato com ele, provavelmente para uma espécie de desafio ou algo assim... – O rosto de Satsuki corou levemente com o pensamento de que estaria visitando Koichi no dia seguinte. Isso fez com que ela sorrisse um pouco, apesar das circustâncias.

- Convidou todos nós ou só alguns? – Perguntou Kazuo, lembrando-se do que Shinji dissera sobre Koichi algumas horas antes.

- Ele não disse nada sobre não querer Ueno-kun e os Kita no Ookami por lá; a situação é diferente agora, o que aconteceu entre o Ueno-kun e o Yoshiyuki é passado. Estamos todos no mesmo barco agora, não estamos? – A loira olhava para os quatro lobos do norte, desafiando-os a discordar dela. Shinji passou a encarar o chão, enquanto os gêmeos erguiam uma sobrancelha. No fim, foi Lin quem se pronunciou:

- Sim, estamos todos no mesmo barco, mas nós não conhecemos Yuy-san tão bem quanto vocês; não podemos dizer com certeza o que vai acontecer se formos lá também.

- Ah, parem com isso! – Rumiko se entrometeu na discussão, colocando-se entre Satsuki e os Kita no Ookami. – Nós já estamos em uma situação bastante complicada sem ter que nos preocupar com pequenas briguinhas do passado! Se o Koichi tiver algum problema com o Shinji indo lá, então azar o dele, porque nós vamos ficar todos juntos dessa vez! Temos que ficar unidos se quisermos recuperar Kid Dragoon, Ceres e Kufe!

- Falou bonito, Rumiko! É isso aí! – Aplaudiram Ken e Isaac, fazendo a garota corar levemente. – O Koichi vai ter que engolir todos nós dessa vez!

- E tenho dito! – Completou a mestra de Fenki, fazendo uma imitação da cara de general de Zanxam-sensei. Até mesmo os Kita no Ookami riram.


Satsuki amanheceu ansiosa e permaneceu ansiosa durante boa parte daquela quinta-feira. Estava tão feliz por finalmente poder rever Koichi e Yoshiyuki que nem mesmo as atividades escolares conseguiram distrai-la. Assim que o sinal indicando o fim das aulas do dia terminou, a garota arrumou suas coisas e saiu correndo da escola sem esperar por seus amigos. Em menos de meia hora ela estava em frente ao portão de madeira da casa dos irmãos Yuy.

- Nee-chan! Eu estava com saudades! – Foi Yoshiyuki quem abriu a porta, aproveitando a oportunidade para se lançar contra ela, passando perto de derrubá-la. O garotinho abraçou forte o pescoço da loira, falando muito em uma velicidade muito rápida, exatamente como o Yoshiyuki de antes da luta contra Shinji faria. Satsuki sorriu ao perceber isso. – Nii-chan também estava morrendo de saudades, viu? Ele só mandou eu atender porque ele precisa manter a fama de cara frio e distante. – Finalizou o menino gênio, finalmente soltando a amiga depois de dois minutos de abraços. O garotinho sorriu mais ainda ao perceber a leve mudança de tom nas bochechas de Satsuki.

- Não, Yoshiyuki, não foi por isso que eu pedi para você atender.

O coração de Satsuki deu um salto quando a voz grave e calma da pessoa de quem ela mais sentia saudades soou em algum lugar próximo dela. Koichi encontrava-se do outro lado do pátio, próximo à porta de entrada da casa, e encarava a dupla com sua habitual expressão séria. As bochechas antes levemente avermelhadas da loira tornaram-se cor-de-tomate quando seus olhares se encontraram. Lentamente Koichi caminhou ao seu encontro, sempre sério e sempre olhando fixamente para a garota – Satsuki sentia os olhos dele nela mesmo com a franja cobrindo-os – deixando transparecer apenas uma pequena parte de seus sentimentos e pensamentos.

- Bleh, Nii-chan só quer manter a pose de cara chato, assim a Satsuki Nee-chan continua fazendo cara de sinal de trânsito toda a vez que os dois se vêem e eu continuo me divertindo muito! – Exclamou Yoshiyuki, correndo até o irmão e puxando-o pela mão para apressar a sua chegada ao portão. O garotinho só parou quando os dois quase-namorados estavam quase se bantedo de tão próximos. – Agora vai, Nii-chan, dá um beijinho de boas-vindas na Nee-chan!

Até mesmo Koichi teria corado se já não estivesse esperando por pedidos como esse. O garoto sorriu, erguendo levevente o canto dos lábios, e inclinou o rosto na direção de Satsuki. A loira prendeu a respiração, assim como o garotinho gênio. Seus rostos estavam muito próximos, a apenas alguns centímetros de distância...

- Eu estava com saudades. – Koichi sussurrou no ouvido de Satsuki, de modo que somente ela ouvisse. – Mas se eu fosse você, ignorava o Yoshiyuki daqui pra frente. É para o seu próprio bem. – Os dois se afastaram novamente, rindo levemente. Yoshiyuki sorria largamente, pois de seu ângulo de visão seu Nii-chan havia mesmo beijado Satsuki, não apenas sussurrado uma pequena teoria da conspiração contra ele.

- Rumiko e os outros devem estar chegando. Conhecendo Ken, ele provavelmente atrasou todo mundo se enrolando pra sair da sala... – Comentou a loira enquanto o trio caminhava em direção à porta da casa. A mansão dos Yuy, no melhor estilo tradicional japonês, tinha um pátio na entrada e um pátio interno, este com um pequeno lago e algumas carpas, além de uma grande árvore centenária. A construção era toda em madeira e eram muito poucos os móveis em estilo ocidental: apenas uma escrivaninha, um computador e uma televisão no quarto dos irmãos. Todos os cômodos eram muito maiores do que a média, o que garantia espaço mais do que suficiente para os quinze beybladers que logo se reuniriam ali.

- Por isso que você veio antes, não é? – Perguntou Yoshiyuki, ainda com seu sorriso meia-lua.

- Ah... é...

Os irmãos levaram Satsuki direto para o pátio interno, onde Yoshiyuki fez com que o quase-casal se sentassem em à sombra da árvore enquanto ele providenciava algo para comer. O garotinho estava de volta cinco minutos depois com a maior coleção de barras de chocolate de tamanhos e sabores diferetes que Satsuki já vira. Pouco tempo depois a campainha tocou novamente e Toshihiro, Vladmir, Lin, Osamu, Kazuo, Hehashiro e Lily se juntaram ao trio.

- Então vocês são os colegas do Ueno-chan? – Perguntou Yoshiyuki para os gêmeos assim que seus olhares se cruzaram. O garotinho sorria, poréma expressão dos mestres de Ofran e Keros era bem menos amistosa.

- Não chame o Shinji de Ueno-chan, pirralho! Você deveria respeitá-lo mais depois da sua derrota. – Devolveu o gêmeo mais velho, fazendo com que o sorriso de Yoshiyuki se transformasse em um careta cômica.

- A luta está no passado. Infelzmente eu e ele somos iguais agora, então eu posso chamar o Ueno-chan do jeito que eu quiser! – Yoshiyuki mostrou a língua para os gêmeos. Antes que um deles pudesse responder de forma não muito educada à provocação, Lily encontrou uma brecha para se entrometer, perguntado sobre a vida de Yoshiyuki e como ele estava reagindo à perda da fera-bit. Os gêmeos foram afastados por Lin, que agarrou um em cada braço e saiu com eles até o outro lado do pátio.

Quinze minutos se passaram antes que a campainha tocasse novamente, tempo este que foi utilizado pelos beybladers para colocar assuntos menos importantes em dia, para que Yoshiyuki perguntasse tudo e mais um pouco sobre os Kita no Ookami e sua missão e para que Osamu e Kazuo se excluíssem do convívio dos demais e do pequeno gênio em especial subindo até o topo da grande árvore do pátio e se recusando a descer. Foi um alívio quando Rumiko, Ken, Nathaliya, Isaac e Shinji finalmente apareceram e as discussões ganharam um tom mais sério. Mesmo assim os gêmeos continuaram em cima da árvore, por via das dúvidas.

Koichi e Yoshiyuki contaram tudo sobre Umeragi, Yuriy e Jing Mei, desde a volta espetacular do colega na cadeira de rodas até o ataque do dia anterior. Logo em seguida Hehashiro e Lily relataram os acontecimentos da noite de terça-feira e por último os demais narraram a grande batalha no parque Ueno e seu final inesperado. Uma vez que todos estava a par de todos os acontecimentos era hora de decidir o que fazer.

- Hey, não era hoje que o pessoal da Nova Zelândia ia fazer as quartas-de-final? – Lembrou Ken subtamente quando todos ficaram em silêncio para pensar. Ele se mantinha em contato com seu melhor amigo via e-mails, por isso ele sabia que Takashi e os WATB haviam avançado até aquele ponto no torneio de seu país.

- A essa hora as lutas devem ter acabado. – Lembrou Isaac, que também participava da correspondência eletrônica. Agora que o russo fazia parte da família Urashima, a dupla de ouro estava prestes a se tornar um trio. – Quem será que ganhou?

- Por que nós estamos nos preocupando com o que acontece na Nova Zelândia quando deveríamos estar focados em recuperar Kid Dragoon e as outras feras-bit? – Pergutou um dos gêmeos de cima da árvore. Como não era possível vê-los em meio a tantos galhos e folhas, não era possível saber qual deles estava falando.

- Porque Takashi e os WATB são nossos amigos! – Respondeu Ken, aceitando o convite para uma nova discussão. O mestre de Fenrochi, que até o momento encontrava-se sentado entre Isaac e Yoshiyuki ao redor do lago, levantou-se e caminhou até a árvore com uma expressão muito séria e agressiva. Se ele pudesse ver os gêmeos, saberia que os dois tinham sorrisos maliciosos idênticos estampados em suas faces. – O que acontece com eles é importante também!

- Ainda mais porque o Ratinho de Laboratório conseguiu passar da primeira fase e está usando a beyblade que os Taichi fizeram para ele com partes das próprias beyblades. – Completou Isaac, juntando-se ao irmão embaixo da árvore.

- Ou seja, uma vitória do Takashi é uma vitória para nós também! – Finalizou Ken fazendo pose de bad boy. Osamu e Kazuo se entreolharam, perguntando-se se valia a pena continuar discutindo. No fim, foi novamente Lily quem intercedeu:

- Por que não pesquisamos na internet os resultados das lutas de hoje? Vamos usar este tempo para relaxar um pouco antes colocarmos nossas mentes para trabalhar para valer, o que vocês acham?

- Eu concordo com a Lily! – Exclamou Hehashiro tão logo a namorada se calou.

- E quando é que você não concorda, Onii-chan? – Perguntou Toshihiro em tom provocativo, encarando seu irmão mais velho de modo suspeito.

- Quando ela me pede para ter mais paciência com essa criança que é o meu irmão mais novo! – Respondeu o líder dos The Strongest, arrancando risadas de quase todos os presentes.

Yoshiyuki ficou feliz em guiar todos para seu quarto. Ele rapidamente ligou o computador e mandou que os treze visitantes se acomodassem em algum lugar no chão de tatami. Enquanto Koichi mechia o computador, Yoshiyuki lia para os demais o que estava escrito na tela:

- E nas lutas de hoje, John ganhou da Emy, o William ganhou de uma tal Ruby Wray, o Takashi ganhou de um tal Ted Black – os Taichi soltaram vivas com essa informação – e a Ann... ah, nossa! – Os beybladers entraram em alerta com a mudança repentina na expressão do garoto gênio.

- O que foi, Yoshiyuki? O que houve com a Ann? – Perguntou Rumiko, já com medo da resposta.

- A Ann perdeu. – Silêncio geral no quarto. A notícia foi surpreendente até mesmo para os Kita no Ookami, que haviam sido informados sobre os WATB e a força de seus membros alguns minutos antes. – Não só isso, mas o adversário dela, um garoto chamado Julian Ross, pegou Takuki como prêmio pela vitória. Isso soa familiar, não acham?

O silêncio desta vez indicou que todos concordavam com o menino gênio. O modo como Ann perdera sua fera-bit lembrava muito o que acontecera a Shinji, Hehashiro e Yoshiyuki. Depois de alguns momentos em silêncio, Rumiko foi a primeira a se pronunciar:

- Mas... mas... Umeragi-san não poderia ter capangas em outros países, poderia? Quer dizer... por que ele faria isso? Ele não pode ter esse poder todo, pode?

- Rumiko... – Toshihiro passou a mão pelos cabelos da namorada, perturbado com a expressão preocupada em seu rosto. Ele não gostava de ver Rumiko, uma pessoa sempre alegre e às vezes um tanto medrosa, ansiosa e assustada daquele jeito. Ele gostaria de poder tranqülizá-la, porém pelo que os irmãos Yuy contaram sobre Makoto Umeragi, ele era bem o tipo de pessoa que não mediria esforços para ver suas ambições realizadas.

- Ele tem. – Foi a resposta de Koichi, que fez com que a mestra de Fenki se escorasse de vez contra o corpo do namorado. – O fato de uma coisa assim acontecer na Nova Zelândia e em nenhum outro lugar mais do que prova que Umeragi está envolvido. Ele quer pegar os Taichi, por isso foi atrás do Takashi e de quem quer que estivesse junto dele.

- Amanhã são as semifinais e as finais, certo? – Perguntou Satsuki, se aproximando da tela do computador. – Pela tabela, o Takashi vai enfrentar esse tal Julian, e o vencedor vai enfrentar ou o John ou o William. Existe alguma chance desse garoto ficar satisfeito com apenas uma fera-bit? – Satsuki já sabia a resposta para a sua pergunta antes mesmo de terminar de formulá-la.

- Se ele está junto com o Umeragi, eu temo que essas chances sejam nulas. – Respondeu Koichi.

- Então a gente devia falar com o Takashi! Temos que contar pra ele sobre o Umeragi-baka e todo o resto! – Exclamou Ken, levantando-se e começando a caminhar até o computador. Ele foi impedido de continuar, porém, quando Nathaliya também se levantou e agarrou a gola de seu uniforme:

- Eu acho melhor não. – Disse ela simplesmente.

- Como assim? – Perguntaram Ken e Isaac ao mesmo tempo, este último também ficando de pé próximo aos mestres do fogo.

- Não ainda, pelo menos. – Completou a russa. Ela soltou Ken assim que percebeu que o garoto não mais tentaria se afastar. – Depois do que aconteceu, eu duvido que pelo menos a Keiko-sensei não esteja desconfiada de alguma coisa e alerta. Eles todos estão preocupados com a Ann, e precisam se preparar para as lutas de amanhã se quiserem parar o tal Julian. Nós não precisamos dizer para eles que há uma grande conspiração para o roubo de feras-bit para eles perceberem que o novo inimigo não está para brincaderias. E, de qualquer jeito, se Julian estiver mesmo trabalhando com Umeragi, ele vai acabar vindo para o Japão em algum momento, e aí nós poderemos pegá-lo e vingar os WATB.

Ken e Isaac abriam e fechavam a boca, sem saber o que dizer; nenhum deles conseguia pensar em uma resposta imediata para o raciocínio da russa. Por mais que quisessem falar com Takashi, eles tinham que reconhecer que Nathaliya estava certa ao argumentar que eles estavam provavelmente muito ocupados pensando nas próximas lutas, mesmo sem saber o que Julian estava realmente tramando. Os WATB e Takashi já estavam sob pressão suficiente sem saber da conspiração internacional, eles poderiam muito bem esperar mais um dia para falar com eles.


Saber sobre o roubo de Takuki deixou os beybladers ainda mais preocupados. Até o fim do dia, nenhum deles sabia exatamente o que fazer, visto que Umeragi ainda não entrara em contato com eles como disse que faria. A suspeita era de que ele estava apenas esperando o encerramento do torneio na Nova Zelândia para fazê-lo. Já era noite alta quando os beybladers começaram a retornar as suas casas, decididos a se encontrar novamente no dia seguinte para treinar.

O grupo dos Urameshi e Kita no Ookami foi o primeiro a se despedir, pois Zanxam-sensei esperava-os para jantarem todos juntos. Ken tentou fazer uma piada com o fato de seus companheiros estarem morando com a professora, porém os dentes afiados e os olhos assassinos dos gêmeos Motomiya foram suficiente para fazê-lo se calar. Logo depois a mãe de Ken apareceu para buscar os filhos, e acabou oferecendo uma carona para Rumiko, Nathaliya e Satsuki, porém Yoshiyuki fez a loira japonesa recusar a oferta, dizendo que ela ficaria ainda mais algum tempo com eles. Sem ter como resistir ao charme do garotinho gênio, Kyoko Urashima acabou concordando, com a condição de que Satsuki informaria seus pais de que chegaria depois.

Depois que todos foram embora, Yoshiyuki decidiu pôr em prática os últimos planos de sua "Operação Cupido", que incluiam deixar os dois quase-namorados trancados no quarto e soltá-los apenas depois de ouvir o barulho de um beijo, passar correndo entre os dois e derrubar Satsuki na direção de Koichi, fazer chantagem emocional e carinha bonitinha de criança fofinha para pedir que os dois começassem a namorar e até ameaçar voltar a ser uma criança depressiva se os dois não lhe dessem ouvidos.

Seus planos teriam dado certo se ele não fosse tão facilmente comprado com uma barra de chocolate a cada nova tentativa de bancar o cupido. Por mais gênio que fosse, Yoshiyuki era ainda uma criança, afinal.


Satsuki só deixou a casa dos Yuy depois que Yoshiyuki começou a mostrar sinais de embriagez por chocolate. Koichi acompanhou-a até a estação de metrô – sem Yoshiyuki – e os dois se despediram normalmente, ele com sua habitual expressão séria e ela com as bochechas quentes e mais avermelhadas do que o normal. A viagem de volta à Shibuya ocorreu sem grandes incidentes, pelo menos até a saída da estação.

Havia um garoto esperando por Satsuki quando a loira saiu do trem. Ele era alto, tinha cabelos cor-de-fogo e uma cicatriz na bochecha. Vestia roupas pretas e uma coleção de correntes prateadas pendiam de suas calças. Apesar de tudo, seu olhar não era agressivo ou assustador, ele parecia até mesmo simpático ao sorrir para a garota que, aparentemente sem perceber, caminhava em direção a ele como se atraída por um ímã.

- Oi, você é Satsuki Kinomoto, a campeã mundial de beyblade, não estou certo? – Perguntou o garoto assim que os dois estavam próximos o suficiente para que ela o escutasse. Ele se aproximou da garota, sorrindo quase sedutoramente, e esperou pela resposta que ele sabia que viria:

- Ah... sim... é... – Satsuki mantinha os olhos fixos no rapaz, hipnotizada por seus olhos negros brilhantes e seu sorriso incomum. Ela não era capaz de explicar o porquê de sentir-se atraída pelo ruivo, era um sentimento diferente daquele que a atraía em Koichi, por exemplo, mesmo assim ela não conseguia mais tirar os olhos do estranho uma vez o encarara.

- Eu sou seu fã, muito prazer. – Satsuki não percebeu que o estranho não disse seu nome, apenas retribuiu o cumprimento. O ruivo sorriu ainda mais. – Você se importaria se eu a acompanhasse até sua casa? Como seu fã, não posso deixar que uma garota tão bonita como você ande sozinha por aí à noite, Tóquio não é tão segura quanto parece.

- Ah... sim... claro... – O estranho, sempre sorrindo, aproximou-se de Satsuki pegou seu braço, guiando-a para fora da estação. A rua estava mais movimentada do que o normal para uma quinta-feira à noite, fato que o estranho usou como desculpa para ficar ainda mais próximo de Satsuki.

- Sua equipe foi incrível no ultimo campeonato mundial, quem dera eu saber lutar como vocês... – O estranho decidiu iniciar uma conversa enquanto os dois caminhavam pela rua. Satsuki estava um pouco menos catatônica do que antes, era capaz de responder à perguntas com alguma coerência, porém ainda permanecia sem reação quanto ao fato de que um rapaz completamente desconhecido estava andando pela rua de braços dados com ela durante a noite.

- Ah, não diga isso! Nós só vencemos os Soldier of Russia porque eles mudaram de lado no final e...

- Eu sou russo também. – O ruivo interrompeu. Satsuki não podia ver, mas seu sorriso havia se tornado um pouco mais malicioso. – Nasci em São Petersburgo, mas com dois anos de idade me mudei para o Cairo, no Egito. Depois fui para Edimburgo, Budapeste, Roma, Hong Kong e não faz muito cheguei em Tóquio. Ainda sou novo na cidade, não conheço muitos lugares e nem muitas pessoas.

- Oh, eu sei como você se sente! Meu pai costumava se mudar muito também, nós já moramos por todo o Japão e era sempre muito difícil fazer amigos ao chegar em um lugar completamente novo e estranho...

O ruivo metaleiro e a loira CDF continuaram conversando sobre o assunto "mudanças" por um tempo consideravelmente longo. Satsuki ficou tão entretida na conversa que nem percebeu os desvios que o estranho fazia, aumentando o tempo de caminhada consideravelmente. Quanto mais a dupla conversava, mais Satsuki sentia-se atraída pela figura misteriosa do ruivo, uma atração que ela não sabia explicar exatamente de onde vinha, mas que com certeza estava lá. Somente quando os dois finalmente se aproximaram do prédio da loira foi que o estranho soltou-a, virando-se para encará-la nos olhos:

- É aqui que nos separamos. Eu me diverti muito caminhando com você, Satsuki-chan. – Disse o estranho, com as mãos nos ombros da garota e um olhar triste e quase sedutor. Os dois não estavam exatamente na frente do prédio, mas sim um pouco afastados em um canto menos iluminado.

- Eu... eu também me diverti... obrigada. – Somente neste momento Satsuki percebeu que não sabia ainda o nome do estranho, porém acabou sendo impedida de fazer esta pergunta quando ele se pronunciou novamente:

- E como seu fã e acompanhante, eu quero um prêmio...

As mãos nos ombros puxaram-na para mais perto dele, mais do que eles jamais estiveram. Ele curvou-se, fazendo com que seus olhos se nivelassem, e aproximou seu rosto vagarosamente. Se Satsuki pensou em impedir o que estava para acontecer, não teve tempo de reagir. O beijo foi longo, o estranho era um profissional que sabia o que estava fazendo, derretendo e dominando a loira em poucos segundos. Quando os dois finalmente se separaram, ele rapidamente sumiu nas sombras, sem dizer mais nenhuma palavra.

Satsuki demorou para se mexer, paralisada pela surpresa e pelas sensações que tomaram conta dela durante o beijo. Mesmo com a pouca experiência que tinha no assunto, podia sentir que o estranho não era qualquer um neste campo. Ao pensar que este beijo havia sido ainda melhor do que o que trocara Koichi no passado, o remorso finalmente caiu sobre ela. Se um estranho havia beijado-a, isso significava que ela havia traído Koichi, certo? Ou isso não contava como traição já que os dois não estavam oficialemnte namorando?

Não, isso era uma traição, pelo menos para ela. Mesmo que não fosse oficial, ela e Koichi tinham uma ligação especial entre eles, um sentimento que se tornava mais e mais forte com o passar do tempo. Pouco importava se era de fato um "namoro" como Yoshiyuki queria ou não, o que importava é que ela havia traído a confiança da pessoa de quem ela mais gostava, e com um completo estranho que não lhe dissera nem seu nome. O sentimento de culpa caiu sobre ela enquanto percorria os enormes corredores de seu prédio até achar a porta de seu apartamento. Com um pouco de sorte, seus pais e sua irmã já estariam dormindo e não veriam as pequenas lágrimas que começavam a rolar por sua face.

Satsuki não dormiu durante a noite pensando no que acabara de acontecer. Com o estranho longe, ela não conseguia entender o que tanto a atraíra nele. O pior de tudo, porém, era a sensação de que não seria mais capaz de encarar Koichi ou Yoshiyuki nos olhos, que não merecia encará-los. Ela havia traído o garoto que amava, e por isso não conseguiria se perdoar tão cedo.


Assim que se "despediu" de Satsuki, Yuriy foi correndo até o armazém abandonado onde Jing Mei e Umeragi já o esperavam. Seu Chefinho havia marcado uma reunião de emergência, sem se preocupar em mencionar qual seria o assunto. Seu único consolo era que, depois que o garoto fosse embora, ele poderia passar um tempo sozinho com a namorada e esquecer de todo o estresse do dia.

- Então, como foi com a Kinomoto? – Perguntou o Chefinho tão logo seu subordinado entrou no armazém. Yuriy suspirou e respirou fundo antes de responder, escolhendo bem suas palavras:

- Exatamente como o planejado. Eu peguei ela na estação, fiz todos os caminhos alternativos que podia e encerrei a noite com um beijo apaixonado. Se ela é mesmo o tipo de garota que eu acho que ela é, eu temo que os Taichi comecem a ter pequenos probleminhas internos a partir de agora...

- Oh, Yuriy! Eu sabia que você conseguiria! – Jing Mei apareceu, pulando no pescoço do namorado e beijando-lhe a face algumas dezenas de vezes. – Nós vamos dar uma lição no Koi-chan e naquela namoradinha idiota dele! Quem aquela tábua humana pensa que é? Pessoas com um corpo como o dela merecem morrer solteronas!

- Jing, eu já ouvi o suficiente dos seus argumentos na sua tese de "mais-peitos-igual-a-mais-namorados", será que agora a gente pode se concentrar um pouco no motivo de eu ter sido chamado aqui a essa hora da noite? – O rapaz devolveu o abraço, sentando-se em uma caixa empoierada e colocando a namorada em seu colo, deixando que ela ficasse à vontade em cima dele.

- Eu chamei vocês aqui para apresentar os novos membros do nosso time. Aiko-chan, vem aqui, por favor.

Ao chamado de Umeragi, uma bolinha braca quicante apareceu, jogando-se entre Jing Mei e Yuriy e separando os dois. Uma vez parada, a bolinha se revelou uma criança de não mais do que nove anos de idade com um vestido branco de saia rodada. Seus cabelos negros era longos e havia uma pequena trança que caía por seu ombro direito como uma espécie de mecha diferenciada. Era era muito fofinha e bonitinha, justamente o tipo de criança que Yuriy mais odiava.

- Oi, você é o Yuriy-sama, não é? Jing Mei-sama me falou tudo sobre você, eu espero que sejamos bons amigos daqui para frente!

O ruivo olhou da garota nova para a namorada à procura de uma explicação. Jing Mei sorriu ao ver a expressão cômica do namorado e passou a acariciar os longos cabelos da criança ao seu lado, sorrindo maliciosamente:

- Aiko-chan é a minha mais nova aprendiz. Ela me idolatra e faz tudo que eu mando. O Chefinho se recusa a dizer o que nós vamos fazer com ela no time agora que a primeira fase do plano está praticamente completa, mas...

- Aiko-chan ainda vai ser útil para nós, Jing Mei. Sua participação no plano começa amanhã. – Declarou Umeragi, que até então permanecera afastado do trio. – Oh, e o último membro de nosso time chegará em Tóquio no sábado. Nós vamos todos ao aeroporto recebê-lo. Todos.

A ênfase de Umeragi à palavra "todos" deixava claro que não havia outra opção para os demais membros do time. Yuriy suspirou, já estava perdendo a paciência com as esquisitices de seu Chefinho. Ao concordar em participar do plano, não pensava que teria que passar por tantas complicações só para enfrentar um grande rival e ficar com sua fera-bit.

- Como quiser, Chefinho, como quiser...


Nota do James: BLeh, o capítulo não está tão bom quanto eu gostaria, podem me bater por isso. Só por favor, sejam bonzinhos comigo e com esse monte de personagens aí e deixem um review bem legal pra gente! Ainda estamos aceitando perguntas! E logo, logo, um novo poll com os casais da nova fase vai sair!

Até breve (eu espero)!