Nota do Takashi: Aokami-kun é um trocadilho com as palavras Ookami (lobo) e aoi (azul). Lembrem-se disso durante a leitura do capítulo, ok?

Oh, e era pra eu ter falado alguma coisa sobre a demora em sair esse capítulo, mas só de vingança pelo Jamie ter mesmo demorado com isso eu naõ vou fazer.

FELIZ ANIVERSÁRIO, SATSUKIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!

(Apesar de ser quase meia-noite, ainda é o seu aniversário, então tá valendo!)

E vamos ao capítulo!


CAPÍTULO XXXI

TIMES (QUASE) COMPLETOS

Era realmente um dia lindo, o sol brilhava lá fora e não havia nenhuma nuvem no céu. Apesar disso, a temperatura permanecia agradável, uma leve brisa de começo de outono agitava as folhas ainda esverdeadas das árvores ao redor. O dia convidava as pessoas a sair às ruas, e ela prontamente obedeceu. Não estava sozinha, claro; caminhava de braços dados com a pessoa que para ela era mais querida; aquela de quem ela jamais se separaria. Koichi olhou para ela, sorrindo de maneira que lembrava muito seu irmão menor enquanto a brisa se encarregava de tirar sua franja do caminho e revelar os olhos azuis brilhantes e felizes que refletiam o sentimento dos dois naquele momento.

A brisa tornou-se vento, que tornou-se tempestade. Ela se agarrou a Koichi para se proteger; seu corpo era leve como uma pluma e estava quase sendo levado embora. Mesmo com a tempestade o dia continuava lindo e as pessoas que caminhavam ao redor não pareciam sentir nada. Satsuki tentou se agarrar ao braço do quase namorado, porém suas mãos insistiam em escorregar. Koichi tentou segurá-la também, sem sucesso. A tempestade tornou-se ainda mais forte, e ela foi mandada para longe; subindo cada vez mais alto no céu. Mesmo lá de cima podia ver claramente a expressão no rosto de Koichi: uma mistura de choque, revolta, dúvida, angústia... e ódio.

Ódio. Era inconfundível o brilho maligno que aos poucos tomava conta daquele olhar antes tão tranqüilo. Os outros sentimentos foram aos poucos tomados pelo véu negro do ódio, que encobriu o garoto até transformá-lo em uma cópia do Koichi Yuy de antes dos Taichi, o Koichi frio e sem sentimentos que ela lutara tanto para mudar...

Ele a odiava. O que estava acontecendo? Por que ele a odiava? O que ela havia feito? Ele a odiava. Ela queria voltar, queria falar com ele de novo, fazê-lo voltar ao normal, mas a tempestade continuava soprando-a para longe. Por mais alto que ela subisse no céu claro e sem nuvens, a expressão no rosto do garoto continuava bem visível, o ódio mais e mais evidente, assim como o desespero da loira por não poder fazer nada para mudar isso. Ele a odiava. Ela estava indo embora, forçada a ir embora sem a chance de se explicar, sem a chance de fazer nada.

E ele a odiava.


Satsuki acordou suada e tremendo, sentindo um gosto ruim na boca e uma dor lascerante no peito. Por mais que soubesse que tudo não passava de um pesadelo, o realismo com que seus maiores medos foram-lhe apresentados impediam que ela simplesmente esquecesse tudo aquilo e voltasse a dormir tranqüilamente. Ele a odiava. A garota só havia visto tanto ódio em volta de Koichi quando eles estavam enfrentando Hajime Yuy. Seria possível que Koichi um dia odiaria-a como odiava o pai?

Não, é claro que não! O lado lógico e racional da mente da garota sabia que não, que isso era impossível, que os sentimentos do garoto não mudariam tão drasticamente de uma hora para outra. Koichi gostava dela, isso não era segredo para ninguém. Amor não se tornaria ódio a menos que...

A menos que ele fosse traído.

A dor em seu peito aumentou ao se lembrar do estranho que a levara para casa naquela noite, do beijo de despedida, e de como ela havia evitado encarar os irmãos Yuy diretamente desde então. Se Koichi soubesse do que ela havia feito, o que ele pensaria? Será que ele a perdoria pensando que o beijo aconteceu sem que ela pedisse? Ou poderia seu pesadelo tornar-se realidade?

O medo e a culpa a impediram de voltar a dormir. Eram quatro da manhã, ainda faltava muito para seus pais e sua irmã acordarem. No silêncio de seu quarto a loira viu todos os seus planos para um futuro ao lado de Koichi desmoronarem por culpa de um ruivo alto com um sorriso sedutor do qual nem mesmo o nome ela sabia.


Como era sábado, a reunião na casa de Koichi começou mais cedo do que nos outros dias. Com beyblades emprestadas, os beybladers derrotados pela equipe de Umeragi treinaram com os demais Taichi e Soldier of Russia até a hora de partir para o aeroporto. Satsuki foi a única que não compareceu, deixando apenas uma mensagem no celular de seu líder dizendo que estava indisposta e que não estava em condições de sair de casa naquele dia. Como todos os demais associaram esta "indisposição" com o comportamento estranho da loira no dia anterior, os irmãos Yuy decidiram não dar voz às suas desconfianças. Talvez por conhecerem Satsuki melhor do que os outros, ambos foram capazes de detectar mais do que uma simples "indisposição" por trás da mensagem, embora não soubessem o que esse algo mais seria.

Na hora de partir para o aeroporto Hehashiro e Lily decidiram ficar para trás treinando enquanto os demais se dirigiam para o metrô. A viagem seria longa, uma vez que o Narita International Airport ficava a cerca de 60km de Tóquio, na província de Chiba, a uma hora de trem. O grupo de doze crianças só foi controlado graças à voz firme de Koichi e suas ameaças intimidadoras sobre treinos excepcionalmente massacrantes (a tática perfeita pra acalmar Ken e Isaac). Shinji até que tentou fazer jus ao seu status de líder e controlar a agitação dos gêmeos Motomiya, porém como ele mesmo estava empolgado e curioso com relação à visita ao aeroporto, sua colaboração para o controle do caos acabou sendo mínima. Tanto Taichi quanto Soldier of Russia ficaram suspresos quando os Kita no Ookami disseram que nunca tinham entrado em um aeroporto ou viajado de avião, algo que para eles era quase uma rotina depois de um ano rodando o mundo no campeonato mundial.

- Isso não é justo! A Lin andou de avião e a gente não! – Exclamaram os gêmeos Motomiya de repente, quebrando o silêncio recorde de três minutos dentro do vagão do metrô. – Queremos andar de avião também!

- Meninos, calma... Tudo tem seu tempo! – Respondeu a mestra de Lan-Lan, sentada ao lado de Vladmir observando a paisagem da janela.

- É, um dia vocês vão nos visitar aqui em Tóquio depois que toda essa confusão acabar e nós vamos buscar vocês no aeroporto! Podem esperar! – Exclamou Rumiko, dando voz ao que pensava ser a continuação perfeita para a fala de sua amiga. Contrariando suas expectativas, porém, os Kita no Ookami ficaram sérios e pensativos depois de ouvir suas palavras. Depois de alguns instantes em silêncio, foi Vladmir quem falou; lendo com precisão o que se passava na mente dos lobos do norte:

- Não fquem pensando que vocês talvez não consigam voltar para Tóquio; sua preocupação maior deveria ser recuperar Kid Dragoon. Só podemos dar um passo de cada vez; e ficar pensando em coisas negativas agora pode atrapalhar a nossa missão mais urgente.

Toshihiro, entendendo a mensagem do irmão, também se pronunciou:

- É isso aí! Curtam o momento! Acreditem que essa não vai ser a última vez que vocês vão a um aeroporto! Pensem no que gostariam de fazer quando cumprirem seu objetivo, o que vocês querem para o futuro!

- Nós nunca pensamos nisso. – Declarou Shinji, quase aos sussurros. – Não achamos que vale a pena imaginar o nosso futuro quando nós não sabemos se estaremos lá para vê-lo.

- Ah, parem com isso! – Rebateu Nathaliya, cruzando os braços sobre o peito e encarando os quatro lobos com seu melhor olhar intimidador. Ela estava sentada ao lado de Shinji, uma vez que Rumiko e Toshihiro e Lin e Vladmir estavam sentados juntos e ela estava "sobrando". – É ridículo viver pensando assim! - O líder dos Kita no Ookami ergueu uma sobrancelha, não muito intimidado ainda pela russa. – Vocês se dizem lutando por um objetivo... querem liberdade, mas e daí? Pra que vocês querem tanto essa liberdade se ainda não sabem o que fazer com ela?

- Nós sabemos o que fazer! – Exclamou Osamu, irritado com a ousadia da russa. Quem era ela para se meter em seus assuntos? – Nós só... nós só...

Os Kita no Ookami se calaram. Como a segunda geração de revoltosos, eles cresceram ouvindo seus pais falando de liberdade e de luta por justiça; e de tão acostumados em apenas lutar e treinar, nunca se preocuparam com o que poderia acontecer depois que seus objetivos fossem atingidos. Seus pais provavelmente tinham sonhos, planos para o futuro – ou não teriam iniciado a revolta em primeiro lugar – porém eles não sabiam nada sobre eles; não era sua função pensar no futuro, a eles só cabia lutar.

Durante o resto da viagem, os quatro lobos do norte não disseram mais nada. Lin se aproximou um pouco mais de Vladmir, pegou a mão do russo entre as suas encostou a cabeça em seu ombro enquanto observava a paisagem da janela. Os gêmeos se abraçaram, ambos também olhando para a janela enquanto suas mãos brincavam com as mechas coloridas um do outro. Shinji, que não estava sentado perto da janelinha, jogou a cabeça para trás e passou a encarar o teto. Eles logo perderam-se em pensamentos, pela primeira vez se atrevendo a pensar em um futuro mais distante do que a próxima semana ou o próximo mês, o futuro que eles queriam construir.

O silêncio só durou até a chegada ao aeroporto, porém, pois assim que o grupo atravessou a porta de vidro automática e encarou os gigantescos paineis, os corredores espaçosos e completamente lotados, a escada rolante impecavelmente limpa e toda a movimentação e barulho que se pode esperar do mais importante aeroporto do Japão e quinto mais movimentado do mundo, as reflexões profundas e dilemas da alma foram postos de lado para que o grupo de Hokkaidou pudesse apreciar uma das maiores maravilhas da era moderna, um símbolo do avanço tecnológico de uma sociedade que sabia unir como ninguém o futuro cada vez mais próximo e o passado de tradições. Ao menos até um grupo de mau-humorados homens engravatados começar a reclamar que as crianças inconseqüentes estavam bloqueando o seu caminho.


Achar o vôo de Takashi foi uma tarefa razoavelmente fácil considerando as circunstâncias. O avião da compania Air New Zealand aterrisou no terminal 2 do aeroporto, o que fez com que o grupo tivesse que cruzar o aeroporto para encontrar seu amiguinho. Os Kita no Ookami em especial aproveitaram a vaigem no shuttle entre terminais, espiando maravilhados pela janela aquelas máquinas gigantescas que, contrariando qualquer lógica natural, podiam cruzar os céus.

O vôo de Takashi estava atrasado cerca de quarenta minutos. Considerando o tempo que o garotinho levaria para deixar a aeronave, passar pelo controle de imigração e pegar sua bagagem, os beybladers provavelmente esperariam ainda mais de uma hora para revê-lo. Osamu e Kazuo logo ficaram impacientes, revoltados por terem que esperar sentados em um único lugar quando havia tanta coisa para explorar neste ambiente novo e intrigante. Foi somente depois de muita insistência que eles conseguiram convencer Nathaliya a guiá-los em um tour pelos arredores. Coube a Yoshiyuki a tarefa de mandar uma mensagem à companheira quando Takashi finalmente estivesse com eles.

O reencontro da dupla de ouro foi tão dramático quanto se podia esperar dos dois garotos mais bitolados dos Taichi: como o carrinho de bagagens com as malas era muito maior e mais pesado do que o chinesinho podia carregar, ele teve que pedir ajuda a um dos funcionário do aeroporto. Ao cruzar os portões, estava ao lado de um homem estranho com uniforme pomposo e luvas brancas, pegando de surpresa seu melhor amigo:

- Eh? Ervilha em Prato de Formiga, você por um acaso foi preso e eu não fiquei sabendo? Eles vão te levar para a cadeia de anões? Porque realmente... você não cresceu nem mesmo um centímetro nesses últimos meses!

- Cresci sim! – Retucou o chinesinho, corando furiosamente – E não seja bobo, Anta Anencéfala, ele só está aqui para levar as minhas malas pra mim.

- E para verificar os documentos do responsável por te buscar. Como Takashi-kun é um menor viajando desacompanhado, eu preciso ter certeza de que ele está indo embora com as pessoas certas. – Interrompeu o homem. Ele era jovem, provavelmente novo no emprego, e parecia ser mais gentil do que a maioria de seus colegas de trabalho. – Quem de vocês é Koichi Yuy? – O líder dos Taichi deu um passo à frente, erguendo uma sobrancelha. Pelo que sabia de regulamentos envolvendo menores, Takashi não poderia ser deixado com outro menor de idade. Ninguém havia se preocupado com esse detalhe antes de sair para o aeroporto e deixar Lily e Hehashiro para trás, mas agora isso poderia se tornar um grande problema. – Yuy-san, eu preciso que o senhor assine alguns papéis... – O homem entregou a Koichi um bloco de folhas com muitas coisas escritas, e o garoto assinou onde indicado. – Assim está bem... obrigado!

Koichi ficou observando o homem se afastar do grupo e voltar para seu posto. Nenhum problema afinal. Apesar de achar que ele deveria ter pedido seus documentos o líder dos Taichi não o procuraria para reclamar. Talvez o funcionário o tomasse por adulto por causa de sua seriedade no meio de tantas crianças barulhentas. Melhor para ele.

Enquanto Koichi se resolvia com o funcionário, Takashi era abraçado, apertado, esmagado e amassado por seus amigos. Ken foi o primeiro a alcansá-lo, tomando-o em um abraço de urso que por pouco não derrubou os dois no chão. Os dois trocaram uma série de insultos e se soltaram, abrindo espaço para Isaac cumprimentar o amigo. O agora trio de ouro sorria com malícia ao encarar os demais, já com muitos planos para atazaná-los uma vez que os problemas com Umeragi fossem resolvidos.

- Hey, Takashi, não vai cumprimentar a gente? Estávamos com saudades também! – Exclamou Toshihiro em mandarim para chamar a atenção do garotinho. Takashi imediatamente encarou-o, feliz por poder falar sua língua materna novamente. Sem se desgrudar dos Mestres do Gelo e Fogo, ele começou um diálogo mundano e muito besta com o chinês trançado, usando todo seu extenso vocabulário para idiotices enquanto matava as saudades do que para ele era a melhor e mais bonita língua do mundo.

Enquanto os dois chineses convesavam, Vladmir se esforçava para traduzir para os demais o que estava sendo discutido, em um primeiro momento divertindo os outros beybladers, mas logo a brincaderia tornou-se repetitiva e chata. Ken e Isaac protestaram quando o diálogo começou a ficar longo demais, e o chinezinho não teve outra opção se não ceder à vontade de seus amigos. Koichi se encarregou de empurar o carrinho de bagagem enquanto o grupo zanzava pelo aeroporto atrás de Nathaliya e dos gêmeos Motomiya.

- Hey, onde está a Satsuki? – Perguntou o chinesinho, estranhando a ausência da loira CDF entre seus amigos. Depois de Ken, ela era a pessoa que ele mais queria rever, por isso sua voz estava visivelmente carregada de desapontamento ao perguntar sobre a amiga ausente.

- Ele disse que não estava se sentindo bem hoje e achou melhor ficar em casa. Amanhã vocês podem se encontrar. – Respondeu Yoshiyuki, escondendo em seu sorriso brilhante (com cada vez mais porteirinhas) a preocupação com sua Nee-chan favorita.

- Ah, tá... – Takashi baixou a cabeça, agora realmente desapontado, e fez como se fosse ficar depressivo pelo resto do dia. Instantes depois, entretanto, estava novamente rindo alto envolvido em um disputa verbal com seu maior rival/amigo. Quando o grande grupo finalmente encontrou Nathaliya e os gêmeos (no Terminal 1, do outro lado do aeroporto) não havia mais sinal desta pequena tristeza no garotinho diminuto.


Aquele fim de tarde reservava ainda mais algumas emoções para os beybladers: enquanto o grupo de agora treze crianças e duas malas marcadas com uma etiqueta de "Heavy" se dirigia à saída do aeroporto uma limosine negra parou ao seu lado. Na janela encontravam-se Umergi e seus companheiros (Jing Mei e Yuriy bem no fundo, quase invisíveis, ocupados demais trocando saliva para prestar atenção no resto do mundo; Julian ao lado de seu líder com a mesma expressão vazia que usara durante o torneio na Nova Zelândia), além de uma garotinha meiga que apenas os que estavam presentes no concurso de música puderam reconhecer:

- Hey, você não é a Aiko Ishikawa do concurso de ontem? – Perguntou Ken antes que Umeragi pudesse dizer qualquer coisa. A garotinha estava sentada do lado oposto aos dois meninos, sorrindo enquanto mexia com os babados de seu vestido branco e rosa.

- Oh, Ken-sama! Nos encontramos de novo, quem diria! – Exclamou ela em resposta, voltando sua atenção para o garoto. – Será que agora você está pronto para ser meu fã e esquecer o seu irmão e me reverenciar e me idolatrar e me dar a sua fera-bit?

- O que? Mas nem morto! – Devolveu o japonês de franja surreal. Os demais assistiam à interação dos dois com interesse e curiosidade.

- Isso é o que veremos, Urashima. – Umeragi falou, interrompendo a discussão. Ele em seguida voltou-se para Koichi. – Eu acho que nós temos algumas coisas para discutir, não é verdade, Yuy?

- Vamos logo com isso. – Respondeu o líder dos Taichi, sério. Sua atenção estava focada no colega, tudo ao redor ignorado.

- Onde estão nossas feras-bit? O que você quer com elas? – Pela primeira vez cara a cara com o mandante do roubo de Kid Dragoon, Shinji tomou sua postura mais intimidadora, posicionando-se ao lado de Koichi. Os dois líderes, apesar da grande diferença em altura, eram incrivelmente parecidos ao encarar seu antagonista.

- Calma, calma, Lobinho-kun, tudo em seu tempo... – Umeragi sorriu provocativamente, brincando com uma mecha de seu cabelos castanho enquanto aparentava estar pensativo; uma pausa dramática em sua fala para dar mais efeito. – Nós estamos dispostos a lhes dar mais uma chance de recuperar suas feras-bit. Daqui a duas semanas, dia 22 de maio, eu e meus companheiros estaremos à espera de vocês em uma das minhas mansões. Lá, vocês enfrentarão alguns de meus amiguinhos e, se vencerem, ganharão o direito de lutar contra nós para recuperar suas queridas feras-bit. O que acham? Eu não sou generoso?

- Isso me parece fácil demais... – Retrucou Koichi, praticamente rosnando. Seus anos de convivência com o rival lhe ensinaram que ele não era de facilitar as coisas ou dar segundas chances para seus inimigos. – O que vai acontecer nesses confrontos?

- É simples: quem ganhar leva tudo. – O sorriso de Umeragi se alargou. Julian e Aiko sorriram também, um sorriso venenoso e sinistro.

- Então você planejou tudo isso para poder capturar todas as nossas feras-bit. – Quem falou foi Shinji, usando da voz grave que os Taichi e Soldier of Russia associavam com o Lutador Solitário do Torneio Japonês. – Eu admiro sua ousadia, embora ache que teria sido muito mais simples atacar todos de uma vez se o seu plano era esse desde o começo.

- Ora, mas onde está a diversão em acabar com tudo tão rapidamente? – Umeragi suspirou, satisfeito ao perceber que a expressão de Shinji, dos Kita no Ookami e de boa parte dos outros beybladers estava se tornando mais e mais agressiva quanto mais o diálogo continuava. – Aproveitem o tempo que resta a vocês para ao menos tentar chegar perto do nosso nível. Não vai ter graça se vocês perderem antes mesmo de nos enfrentar, não é mesmo?

A limosine deu a partida, deixando para trás apenas a gargalhada fria e insana de Makoto Umeragi, que continuou ecoando nas mentes dos beybladers muito depois de ter se dissipado no ar altamente poluído do aeroporto.


- E então, como foi no aeroporto? – Perguntou Lily assim que todos voltaram a se reunir na casa dos irmãos Yuy. A viagem de volta do aeroporto havia se passado em silêncio com os beybladers pensativos sobre o novo desafio.

- Ah... bem...

Toshihiro se propôs a relatar os acontecimentos, percebendo que os demais dificilmente o fariam. Enquanto ele falava, Takashi desfazia suas malas (postas no quarto dos irmãos por falta de lugar melhor) à procura das beyblades que sua mãe mandara. Toshihiro terminou de contar sobre o desafio no exato momento em que um grito triunfante de "achei!" ecoava no quarto ao lado. Segundos depois, caminhando rápido do jeito que só ele sabia fazer, Takashi apareceu no pátio interno segurando duas maletas aparentemente muito pesadas:

- Senhoras, senhores e lobinhos, contemplem a mais maravilhosa invenção tecnológica desde a roda! – Anunciou ele enquanto depositava as maletas no chão e destravava seus fechos. – Com vocês... SUAS NOVAS BEYBLADES! – O chinesinho abriu as tampas das maletas e todos se amontoaram para observar os peões.

- Wow!

- Nossa!

- Ai meus olhos...

O que ninguém esperava é que ao serem abertas as maletas liberassem um feixe de luz brilhante de doer os olhos mesmo na luz do dia, um efeito especial adicionado pela mente marota de Takashi para aumentar a surpresa e deixar seus amigos ainda mais impressionados.

- E então? – Perguntou o chinesinho assim que o efeito da luz ofuscante passou e os beybladers puderam olhar normalmente para as quatorze beyblades estratégicamente distribuídas nas duas maletas. – Não são espetaculares, magníficas, estupendas, extraodin...

- Elas são grandes. E parecem pesadas. – Ken cortou o discurso do amigo, apontando para um grupo de cinco beyblades colocadas sobre um tecido de veludo negro que ressaltava o prateado brilhante de seus discos de peso de metal. De fato, elas eram relativamente maiores do que uma beyblade comum e possuíam um aspecto mais letal.

- Mas essas aqui são pequenas. – Observou Yoshiyuki, apontando para as outras duas beyblades da maleta, uma dourada e outra roxa-escura com detalhes em lilás, que pareciam bem menores do que qualquer beyblade que eles já haviam visto, uma impressão reforçada por elas estarem próximas às beyblades gigantes. – O que Keiko-sensei tinha em mente, Takashi?

- Calma que eu já explico! – Takashi apanhou a maleta com as beyblades incomuns e posicionou-as em seu colo. O chinesinho estava sentado no chão e os demais formavam um círculo ao seu redor. – Essas aqui foram as beyblades que nós conseguimos desenvolver mais, já que a gente realmente não teve muito tempo para trabalhar em todas as quatorze que vocês pediram... – O menino com problemas de crescimento indicou com a cabeça a outra maleta, que se encontrava no chão um pouco distante dos demais. – Aquelas dali são as beyblades que não puderam receber muita atenção, mas que mesmo assim são com certeza bem melhores do que qualquer outra beyblade que vocês jamais tiveram...

- Tá, tá... Parte logo pro que interessa, pirralho! – Exclamou Osamu, ficando impaciente com tanta enrolação. Ele tinha um palpite em quem deveria ser o dono da beyblade dourada, e estava ansioso para saber se estava certo ou não. – De quem são as beyblades especiais? O que elas fazem?

- Bleh, eu ia começar a explicar isso se você não tivesse me interrompido, Aokami-kun! – Retrucou Takashi, mostrando a língua. Osamu fechou a cara ao ouvir o novo apelido, e Ken e Isaac explodiram em gargalhadas. Kazuo se levantou, pronto para vingar o irmão, porém Shinji o fez sentar-se novamente apenas com um olhar.

- Por favor, Takashi-san, continue. – Pediu o líder dos Kita no Ookami, bem mais educado do que seus companheiros. Takashi sorriu mais ainda ao ser chamado de "san" pelo garoto, retribuindo à altura:

- Obrigado, Ueno-san, vejo que você é bem mais legal que os seus outros amiguinhos. Isso me deixa aliviado, estava começando a achar que vocês de Hokkaidou eram todos piores do que a Anta Anencéfala. – Antes que mais alguém pudesse fazer algum comentário o chinesinho passou a explicar o que eram as novas beyblades, obrigando todos a prestarem atenção. – Como vocês já devem ter imaginado, essas cinco beyblades grandonas são para os Taichi. O que estão esperando, companheiros? Aposto que vocês sabem dizer qual é qual, certo?

Instigada pela fala de Takashi, Rumiko se adiantou, suas mãos movendo-se na direção da beyblade negra com detalhes vermelhos cujas pontas do anel de ataque se assemelhavam a pequenas flechas. A garota retirou sua nova beyblade da maleta e contemplou-a com o queixo levemente caído e olhos brilhantes por alguns instantes antes de declarar:

- Ah, é incrível! Essa beyblade é tão pesada, tão estranha... e mesmo assim eu sinto como se fosse a única beyblade certa pra mim! Como é que pode? – Empolgada, a japonesa tirou sua antiga beyblade do bolso de seu uniforme de equipe e retirou dela o bit-chip de Fenki, colocando-o na beyblade nova. Rumiko sorriu ao sentir um calorzinho confortável vindo do peão, um sinal de que o centauro aprovava a mudança.

- Me parece interessante... – Toshihiro foi logo atrás da namorada, tirando o antigo Fenku do bolso antes mesmo de apanhar o novo. Sua beyblade nova era azul-clara e possuía detalhes em azul escuro e branco, com um anel de ataque cujo formato lembrava muito as ondas do mar. – É, é realmente mais pesada... mesmo assim eu concordo com a Rumiko. É uma sensação estranha... muito estranha...

Isso é porque essa beyblade foi feita exclusivamente para nós, mestre, para que eu e você possamos alcançar a sincronia perfeita quando necessário.

Toshihiro deixou escapar um leve sorriso ao ouvir a voz do leviathan; se perguntando se mais alguém além dele e dos Kita no Ookami era capaz de conversar com suas feras-bit dessa maneira.

- Contando que eu consiga lançar essa coisa na hora da luta... – Ken foi o próximo a pegar a nova beyblade, por pouco não derrubando-a ao perceber a diferença de peso entre o peão novo e o antigo. – Hey, esse troço é uma bomba! Como é que eu vou lutar com isso? – O garoto segurou a beyblade com as duas mãos, examinando cada detalhe do anel de ataque, disco de peso e base. Como a sua beyblade antiga, esta era vermelha cor-de-fogo, porém diferente da antiga Fenrochi, o anel de ataque circular estava preenchido com detalhes laranja e amarelo que provavelmente davam o efeito de chamas quando a beyblade estava girando. A beyblade aqueceu-se consideravelmente depois que Ken trocou os bit-chips, fato que o garoto tomou como sinal de que sua fera-bit aprovava a nova morada.

Koichi foi o último a retirar sua beyblade da maleta. O garoto não fez nenhum comentário ao sentir o peso do peão ou ao trocar os bit-chips. Sua nova beyblade era roxa com detalhes em branco e o anel de ataque tinha o formato de uma estrela de quatro pontas.

- E quem fica com a beyblade da Satsuki? – Perguntou Takashi assim que os demais já haviam terminado de examinar suas novas beyblades. O chinesinho encarou tristemente o peão branco com detalhes roxos enquanto esperava por uma resposta.

- Eu pego! Eu fico com ela! – Exclamou Yoshiyuki, já com a mão na beyblade. – Eu só vou dar para a Satsuki Nee-chan quando ela e o Nii-chan começarem a namorar!

- Não seja bobo, Yoshiyuki. – Koichi, aparecendo por trás do irmão, foi mais rápido e conseguiu pegar a beyblade branca antes que as mãozinhas demoníacas do garoto gênio pudessem tirá-la da maleta. – Esse plano nunca vai dar certo. – O garoto gênio fez um beicinho fofinho ao ser superado por seu irmão mais velho desta vez, arrancando algumas gargalhadas dos presentes. Quando todos se acalmaram, o líder dos Taichi voltou suas atenções para Rumiko:

- Aqui, Rumiko, é melhor você ficar com ela. – E, ao perceber o olhar confuso da companheira, acrescentou – Essa beyblade vai ficar mais segura onde o Yoshiyuki não tiver a chance de colocar suas mãos sujas de chocolate nela. E vocês moram no mesmo prédio, não? Você pode passar lá depois de sair daqui e entregar a ela.

Koichi depositou o peão nas mãos da companheira sem que seu rosto revelasse qualquer emoção. Mesmo assim, Rumiko conseguiu sentir (nos gestos, na voz, no toque de suas mãos) uma preocupação mal-escondida, do tipo que insistia em voltar por mais que fosse jogada no fundo da mente. Ao ter apenas Koichi e Toshihiro como companheiros durante os últimos dias do campeonato mundial, Rumiko aprendeu a ler as mensagens escondidas não apenas nas expressões facias, mas também no corpo e na voz de seu líder. Depois de Satsuki e Yoshiyuki, ela e Toshihiro eram provavelmente os mais próxima do garoto.

- Ah... tá... – A primeira coisa que Rumiko percebeu com relação à beyblade de Satsuki foi que ela era um pouco mais leve do que a sua. A garota pensou em perguntar para Takashi se isso era de propósito ou se era apenas uma impressão sua, porém um gritinho agudo de criança feliz a distraiu:

- Oba! Eu tenho uma beyblade nova! Agora eu posso lutar para recuperar Ceres finalmente!

Yoshiyuki e Shinji estavam próximos de Takashi agora, cada um com uma das beyblades-anãs na mão. O líder dos Soldier of Russia examinava sorridente a beyblade roxa-escura enquanto Shinji explorava cada ângulo da beyblade dourada.

- Essas beyblades são muito leves. Será possível que elas também são mais rápidas do que uma beyblade comum? – Perguntou o líder dos Kita no Ookami depois de quase um minuto de observação. Seus companheiros estavam ao seu lado, também examinando a beyblade nova.

- Por que você não tenta descobrir por você mesmo? – Foi a resposta de Takashi, acompanhada de um sorriso malicioso que só deveria estar presente em uma de suas travessuras. Mais curioso do que alarmado, Shinji fez como o chinesinho queria, colocando a nova beyblade no lançador e indo até o meio do pátio para lançá-la.

Imediatamente após o lançamento Shinji sentiu uma enorme força invisível empurrando seu corpo para longe da beyblade, como um campo magnético reverso. Se Osamu, Kazuo e Lin não tivessem reagido rápido ao ver o corpo de seu líder ser jogado para trás sem nenhuma razão aparente e corrido para apanhá-lo, suas costas estariam agora dolorosamente esmagadas pela parede de madeira.

- O que aconteceu? – Perguntou Lin, segurando um dos braços de seu líder enquanto ele tentava se pôr em pé novamente. Kazuo, por trás do garoto, segurava seus ombros e Osamu, o outro braço. Os três haviam corrido a tal velocidade que ninguém conseguiu ver com clareza seus movimentos; essa era uma de suas especialidades.

- Eu não sei, foi como se a beyblade me repelisse quando eu...

Shinji não conseguiu terminar a frase, pois sua beyblade não parara de girar apenas porque seu mestre não estava mais prestando atenção nela; muito pelo contrário, sua velocidade aumentava a cada nova revolução. A beyblade dourada passou como um raio por toda a área do pátio, derrubando e quebrando o que passava em seu caminho. Rumiko, Ken e Takashi entraram em pânico e começaram a gritar, e os Kita no Ookami tentaram em vão perseguir o peãozinho para obrigá-lo a parar. O caos só terminou quando os zigue-zagues frenéticos levaram a beyblade para dentro do lago.

- É, ao menos que a beyblade é poderosa nós já temos certeza... – Foi a conclusão quase otimista do líder do norte.

- Será que eu vou ter mais sorte em controlar a minha? – Perguntou Yoshiyuki para ninguém em particular enquanto se preparava para também lançar sua nova beyblade.

- Por via das dúvidas nós vamos entrar em processo de retirada estratégica, ok? – Ken liderou o grupo de beybladers que achou melhor não ficar para ver as conclusões desta nova aventura, entrando para dentro de casa e fechando a porta com força. No pátio ficaram apenas os irmãos Yuy, os Kita no Ookami e Nathaliya.

- Covardes... – Sussurrou Osamu, referindo-se ao mestre do fogo e seus seguidores.

- Covardes... – Sussurrou Kazuo, imitando o irmão.

- Vocês não fazia idéia do quanto... – Completou Nathaliya, juntando-se aos garotos com sua expressão aborrecida e meio perplexa.

Enquanto isso, Yoshiyuki se preparava para lançar, com seu irmão posicionado logo atrás dele para o caso de acontecer a mesma coisa que com Shinji. Os demais se mantinham a uma distância segura e observavam atentamente o garotinho de quase sete anos de idade encaixar a pequena beyblade no lançador e, com uma expressão fofinha de concentração, puxar a cremalheira.

Por um momento chegou-se a pensar que o garoto gênio seria bem-sucedido em sua primeira tentativa de lançamento, ele não saiu do lugar imediatamente após sua beyblade deixar o lançador. O choque veio um pouco mais tarde, pegando todos quase de surpresa e por isso intensificando sua força: Yoshiyuki foi empurrado para trás pela mesma força invisível que Shinji sentiu, fazendo que ele literalmente voasse ao encontro de seu irmão. Seus corpos se chocaram, Koichi agarrou firme o tronco do irmão menor, protegendo-o. Instantes depois, era o seu corpo que era arremessado contra a parede, o choque entre madeira, músculos e ossos produzindo um ruído assustador.

- Nii-chan, você está bem? – Perguntou Yoshiyuki, que, protegido do último impacto pelo corpo do irmão, conseguiu rapidamente se levantar e encarar o garoto, preocupado.

- Já estive melhor, mas não vou morrer por causa disso. – Respondeu Koichi, tentando se levantar também. Ele estava um pouco tonto e a dor em suas costas era quase insuportável, mas ele jamais deixaria isso transparecer na frente de Shinji e sua equipe.

Assim como aconteceu com a beyblade dourada, a roxa-escura também continuou girando independente da vontade de seu mestre. Os demais beybladers foram impedidos de se aproximar dos irmãos quando ela passou a zigue-zaguear violentamente ao redor deles, para logo em seguida avançar contra a parede e ir ao encontro daqueles que que tentavam esconder-se dela. Rumiko, Ken e Takashi lideravam o grupo de beybladers que saiu correndo pátio adentro perseguidos pelo infame peão. Novamente o lago foi o responsável por parar seu caminho de destruição.

- Ah... alguém anotou a placa?

Sem saber muito bem o que fazer, os beybladers apenas observaram as carpas curiosas que inocentemente tentavam mordiscar os peões naufragados. Eles tinham apenas duas semanas para aprender a controlar seu poder, e naquele momento essa parecia uma tarefa quase impossível.


Coro:

FELIZ ANIVERSÁRIO, SATSUKI!!

(Satsuki no centro da mesa com um bolo de aniversário gigante pedindo para ser comido)

(Beybladers cantando parabéns à você a todo o volume até o teto cair e os vidros da janela quebrarem)

(Satsuki sopra as dezessete velinhas)

Yoshiyuki: E agora a gente come o bolo! XDDD

(Yoshiyuki primeiro a avançar no bolo de chocolate)

Koichi: O bolo é da Satsuki, ela é quem escolhe a hora de avançar... (Koichi segurando o Yoshiyuki pela gola da camiseta antes que pudesse realmente enconstar no pobre bolo)

Yoshiyuki: Ah, Nii-chan, como você é mau comigo! XD Eu só queria um bolinho... XDD

Satsuki: Então eu vou dar o primeiro pedaço para você! (Satsuki corta o bolo e dá um pedaço pro Yoshiyuki)

Yoshiyuki: Nee-chan, eu te amooooo! XDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD

(Yoshiyuki se lambuzando com bolo e esquecendo do mundo)

Beybladers: ¬¬'''

James: (cai de paraquedas no meio da festa) Oi!

Ken: Você está atrasado! Isso é coisa que se faça? E logo hoje...

James: Não é culpa minha se eu fiquei o dia todo com dor de cabeça!

(Beybladers em silêncio esperando a continuação do drama e da desculpa esfarrapada)

James: É, eu acordei com dor de cabeça! Deve ser a pressão do significado do dia de hoje...

Rumiko: O que tem o dia de hoje?

Ken: Der, Rumiko! Naõ seja mais idiota que você já é! A gente não acabou de cantar parabéns pra Satsuki? Então...

James: Mas não é só por isso. (Olhar significativo)

Satsuki: Não? (Começando a ficar com medo do James)

James: Não. (olhar significativo e sorriso assustador)

(Beybladers recuando pra longe do James)

Shinji: Alguma coisa ruim aconteceu hoje?

James: Não exatamente ruim. E ainda não aconteceu, vai acontecer só quando a festa acabar.

Satsuki: E o que vai acontecer? (Satsuki em dúvida se quer ou não saber a resposta)

James: Vai acontecer algo que é de extrema impotância para o enredo da fase 3. Obviamente eu não vou dizer o que isso seria, mas eu posso dizer que essa é a razão porque eu queria ter terminado essa história antes do dia de hoje.

Toshihiro: Se você tivesse terminado... Nós hoje saberíamos o que é isso?

James: Provavelmente eu teria uma mini-fic contando os detalhes. n.n'

Koichi: ¬¬''

Ken: Então é culpa sua que a gente vai ficar sem saber! Ò.Ó

James: Vocês não vão ficar sem saber. Quer dizer... A Satsuki e o Koichi pelo menos vão ficar sabendo até o fim do dia... Se eles vão contar pra vocês não é mais meu departamento...

(Multidão de olhares focados na Satsuki e no Koichi)

(Satsuki com cara de pimentão)

(Koichi nem aí)

Jing Mei: Humpf… Seja lá o que eles vão fazer, se dúvida é bem menos interessante do que qualquer coisa que eu já tenha feito! Ara, ara... até parece que essa tábua sem graça um dia seria superior a mim...

(Jing Mei abraçada ao Yuriy em um canto obscuro do off-talk)

Aiko: Isso, Jing Mei-sama! Muito bem! Muito bem falado, Jing Mei-sama!! (Aiko com pompons de líder de torcida)

Osamu: Ótimo, essa é a hora que os vilões aproveitam pra roubar a cena no off-talk. Será que as Frases Entre Parênteses estariam dispostas a acabar com eles de novo?

(Cai um raio na cabeça da Jing Mei, do Yuriy e da Aiko)

(Julian e Umeragi ainda naõ foram atingidos porque não fizeram nada pra encomodar)

Julian: Ao menos as Frases Entre Parênteses foram justas em seu julgamento, afinal a justiça...

(E cai um raio na cabeça do Julian porque ele passou a encomodar)

(E eu taco raio na cabeça de todos aqueles que encomodarem hoje! Independente de ser vilão ou mocinho! Ò.Ó)

(Beybladers com medo de fazer qualquer coisa para não encomodar as Frases Entre Parênteses)

(Off-talk fica muito chato porque ninguém faz nada com medo das Frases Entre Parênteses)

(Frazes Entre Parênteses resolvem tacar raio na cabeça de todo mundo porque o silêncio também encomoda)

(E esse é o fim do off-...)

(Ainda não!)

(Ah, não, você de novo não! Você esteve aqui no último off-talk também, isso não é justo!)

(Eu de novo sim! Meu aniversário foi a cinco dias atrás, esse é o meu presente atrasado! n.n)

(Em nome do James e de todo o resto do pessoal, eu peço desculpas por não termos um off-talk muito grande e emocionante hoje, e por não responder nenhuma pergunta.)

(Como o James disse, é um dia especial, e por azar logo nesse dia especial ele não está se sentindo muito bem, então peguem leve com ele dessa vez, tá?)

(Um dia todos nós saberemos o que raios aconteceu no dia 25 de setembro de 2008 que é tão importante para os rumos futuros da história, mas por agora nós temos que ter paciência e ficar no suspense...)

(O próximo capítulo ainda está sem data pra sair. As aulas do James começam na terça que vem, dia 30, mas nós estamos fazendo pressaõ para que ele não demore muito agora que falta pouco (?) pro funal)

(E agora sim é o fim do off-talk!)

(Será que alguém sabe quem eu sou?)

(Humpf... EU anunciou o fim do off-talk!)

(E agora é o fim!)

OWARI