Nota do James: Capítulo de aniversário da Rumiko e da Nathaliya, apesar de elas não aparecerem quase nada... u.ú

Eu odeio fazer promessas para o próximo capítulo, porque sempre que eu prometo, alguma coisa acontece e eu não consigo postar na data que eu disse que ia postar. Então dessa vez eu não vou fazer promessas, mas vou tentar ter mais dois capítulos neste site antes do dia 26, que é quando as minhas aulas recomeçam.

Ao capítulo então, pessoas!


CAPÍTULO XXXIV

O ÚLTIMO UIVO

A floresta do outro lado do barranco era ainda mais fechada. As copas das árvores agrupavam-se tão juntas que era praticamente impossível para qualquer raio de luz chegar ao chão. Assim sendo, os beybladers passaram a caminhar na escuridão, apesar de seus relógios marcarem dez da manhã.

- Toshihiro, cadê você? – Ecoou a voz de Rumiko de algum lugar à frente do chinês trançado. A visibilidade na floresta era menor do que um palmo. – Toshihiro!

- Eu estou aqui, Rumiko! Aqui... – O garoto se calou ao não ser capaz de definir exatamente "aqui". Instintivamente todos os beybladers pararam, e a primeira voz a ser ouvida foi a de Koichi:

- Se continuarmos assim nós vamos nos perder. Vamos voltar a caminhar em fila, dessa vez de mãos dadas.

- Eu não gosto da idéia de andarmos em fila quando estamos em quatorze pessoas; é um grupo muito grande. Nós formaríamos uma corrente muito longa que poderia facilmente ser quebrada em qualquer ponto. –Intercedeu Shinji, não muito distante do líder dos Taichi.

- O que você sugere então, Ueno-chan? – Perguntou Yoshiyuki, que andava de mãos dadas com o irmão e com Satsuki desde que o grupo chegara nesta parte da floresta.

- Que a gente se divida em grupos menores e ande lado a lado.

- E como esses grupos menores saberiam onde os outros grupos estão? – Perguntou Satsuki. Pela posição de suas vozes, Shinji, Koichi, Yoshiyuki e a loira CDF andavam à frente dos demais.

- Nós podemos nos localizar pelo cheiro. – Um dos gêmeos Motomoiya respondeu. A direção de sua voz indicava que ele estava relativamente distante do grupo da frente. – E nós temos uma boa audição também.

- Deixem um de nós em cada grupo e nós garantimos que ninguém vai se perder! – Completou o outro gêmeo.

Apesar dos protestos de Ken e Takashi, o grande grupo decidiu confiar nos sentidos aguçados dos Kita no Ookami e se dividiu em três grupos: à esquerda caminhavam Kazuo, Koichi, Satsuki e Yoshiyuki; no centro iam Osamu, Ken, Isaac, Nathaliya e Rumiko e à direita Lin guiava Vladmir, Toshihiro e Takashi. Shinji ia à frente de todos os grupos, atento à possíveis armadilhas.


A caminhada não foi uma das mais tranqüilas. Apesar de não encontrarem nenhuma armadilha per se, o grupo teve seus momentos de agonia e desespero quando alguns de seus membros mais medrosos acidentalmente entraram em contato com inocentes habitantes da floresta. Rumiko e Ken sozinhos conseguiram pisar em cinco aranhas, três lesmas gigantes, sete centopéias e até mesmo em um filhote de passarinho. Sem falar na cobra não venenosa que veio de lugar nenhum direto para a cabeça da mestra de Fenki e do coelhinho desavisado que fez com que Ken caísse de quatro no chão e ainda batesse a cabeça em uma árvore próximo a uma colméia. O mestre do fogo foi salvo por seu irmão, que lançou Comulk e congelou a colméia antes que o garoto pudesse sofrer um ataque em massa dos ferrões venenosos.

- ARGH, Nathaliya!!!! – Rumiko sentiu outro animal suspeito em contato com seu pé e, com medo de ter uma sorte parecida com Ken e as abelhas, apressou-se em apertar o braço da irmã e usá-la como escudo do que quer que fosse que se encontrava em baixo de seu pé desta vez.

- Silêncio! – A voz de Shinji soou em algum lugar bem à frente das irmãs. Seu tom sério fez com que os demais membros de sua equipe assumissem posições defensivas, deslocando-se para cobrir o restante do grupo. Rumiko sentiu quando Lin se posicionou atrás dela com a beyblade já preparada.

- O que está acontecendo? – Perguntou a mestra de Fenki, apertando ainda mais o braço de Nathaliya. Já acostumada com isso, a russa não mais se encomodava com a dor que acompanhava o esmagamento.

- Estamos sendo seguidos. E já faz algum tempo. – Respondeu Lin, mais calma do que suas palavras sugeriam que ela estivesse. Rumiko engoliu seco, e Nathaliya abraçou-a para dar-lhe mais segurança.

- Eles estavam atrás de nós não faz muito, mas de repente mudaram de direção. Provavelmente estão preparando um ataque surpresa. – Declarou Osamu de algum lugar à direita das meninas.

- "Eles"? Quer dizer que tem mais de um? – Perguntou Toshihiro, mais distante de Rumiko do que a garota gostaria que ele estivesse.

- Sim. Eles estavam se locomovendo por cima das árvores. Devem ser cerca de três ou quatro. – A resposta veio do lado esquerdo, onde Kazuo estava posicionado.

- Por cima das árvores? Tipo aqueles ninja dos animes? – Perguntou Takashi, disfarçando o medo com sarcasmo. – Oh, bem que eu desconfiava... estava demorando para os super-vilões com habilidades malucas e surreiais aparecerem na história. – Os beybladers responderam com silêncio, alguns concordando com o chinesinho, outros ignorando seu comentário. – Quer dizer, ano passado nós tínhamos um vilão megalomaníaco que usava feras-bit para sumir com a mente das pessoas e controlá-las, e agora nós temos imitações baratas de ninja que andam feito macacos pelas árvores no meio de uma floresta que sozinha já parece ter saído de um programa de tv! Só falta agora a gente descobrir que na verdade somos todos personagens de um anime!

- Ou de uma história na internet! – Completou Ken. A dupla de ouro riu por algum tempo, mas se calou ao perceber que eram os únicos a fazê-lo. – Ah, droga. Que gente mais sem senso de humor!

- Agora não é hora pra isso, Ken. Nós precisamos ficar atentos. Nosso inimigo pode atacar a qualquer momento e nós não temos como saber por onde. – Exclamou Shinji, sério. Os beybladers ficaram em silêncio depois disso, esperando pelo primeiro ataque. Todos tinham suas beyblades preparadas, mas apenas os Kita no Ookami pareciam ter alguma idéia de onde mirá-las.

Os beybladers só viram um borrão alanjado vindo em direção à Rumiko antes de Kazuo lançar Keros para defendê-la. A beyblade repelida se juntou a outros três borrões coloridos em um galho de árvore próximo. As quatro beyblades eram estranhamente brilhantes, bem visíveis mesmo na escuridão quase completa da floresta. As vozes de seus mestres foram ouvidas antes que eles se mostrassem:

- Hey, Takahiro, parece que tem um sortudo lá em baixo que conseguiu ver sua beyblade!

- Seus reflexos são mais aguçados do que o normal, acho que ele vai ser um oponente interessante...

- Hey, Taka, não precisa ficar se sentindo mal por sua tentativa de decapitação ter falhado, sempre aparecerão outras oportunidades.

- Continue falando assim e nosso oponentes vão ficar assustados antes do tempo, Tai!

As quatro vozes riram gostosamente. No chão, os gêmeos Motomoiya foram os primeiros a perder a calma:

- Hey, vocês! Deixem de ser covardes e se mostrem!

- Venham que eu vou partir a suas caras!

- Ora, ora... já estão irritadinhos, é? – Zombou a terceira voz, a mais grave das quatro. – Nós ainda nem começamos...

- E de que serveria nós descermos aí se vai ser impossível para vocês nos verem de qualquer maneira? – Lembrou a segunda voz, a única feminina. Os gêmeos grunhiram em resposta, não querendo adimitir que ela estava certa.

- Tudo bem, então. Se vocês querem lutar, nós vamos atrás de vocês! – A voz de Shinji soou alta o suficiente para que todos ouvissem, porém suas próximas palavras foram dirigidas apenas para Koichi e Vladmir. – Continuem seguindo em frente, não se separarem e tentem não fazer muitas curvas. Nós alcansaremos vocês depois. – Com um sinal de sua mão invísivel para os outros beybladers, mas provavelmente captado por seus companheiros, o líder dos Kita no Ookami pulou para a árvore mais próxima, seguido imediatamente por Lin, Kazuo e Osamu. Enquanto os lobos do norte escalavam ao encontro dos adversários, Koichi e Vladmir redividiam os dez beybladers restantes e recomeçavam a caminhada sem parar para pensar em como os seus amigos fariam para segui-los ou mesmo se conseguiriam fazê-lo depois de terminada a luta.


Quanto mais os Kita no Ookami subiam, mais esparços ficavam os galhos e mais luz entrava na floresta. A quinze metros do chão eles finalmente encontraram seus adversários: os quatro era sem dúvida mais velhos do que eles, pelo menos uns dois ou três anos. Eles vestiam uniformes militares semelhantes ao de Junko Morida com medalhas prateadas penduradas e seus nomes escritos em letras grandes o suficiente para serem visualisadas pelos Kita no Ookami à distância. Takahiro Sakurai, o adolescente com jeito de líder tinha o cabelo castanho arrepiado e bagunçado e exibia um sorriso brilhante apesar do olhar sério.

- Nós somos a tropa de elite de Ichirou Umeragi e estamos aqui para impedir que vocês cheguem na mansão. – Disse o líder, pulando para o mesmo galho em que seus adversários se encontravam com a mesma facilidade de alguém que pula uma pequena poça de lama em um dia chuvoso.

- Cortem o blá, blá, blá; nós já sabemos onde essa conversa vai terminar! – Kazuo encarou o líder adversário imitando seu sorriso brilhate, porém tomando cuidado para deixar toda sua malícia bem clara em seu olhar. – Vamos logo para a luta que é o que interessa!

- Af, que assim seja... Estraga prazeres. – Sem se virar, Sakurai pulou para junto de seu grupo ao mesmo tempo em que sua beyblade avançava contra os Kita no Ookami, que se defenderam com suas beyblades. Em poucos segundos oito beyblades estavam engajadas em batalha, usando os galhos ainda grossos das árvores ao redor como arena. Por causa do pouco espaço disponível para locomoção, lutar em quatro contra quatro logo tornou-se uma tarefa complicada, e os beybladers decidiriam se dividir e lutar em um contra um.


Sakurai subiu mais alguns metros, seguido de perto por Shinji. O líder dos Kita no Ookami em um primeiro momento preferiu escalar a árvore como pessoas normais fariam, mas depois de algum tempo observando seu rival acabou aderindo à idéia de pular de galho em galho. Como suas pernas eram mais fortes que o normal por causa de seu treinamento, a tarefa provou-se mais fácil do que ele imaginava. Sakurai percebeu a mudança repentina:

- Oh, que interessante... Está querendo me imitar para me intimidar, é isso, pirralho?

- Não, só estou usando um jeito mais prático de me locomover. Você não é o único com boa cordenação motora e extraordinária força muscular por aqui, Sakurai-san.

As beyblades lutavam logo acima deles. A beyblade laranja-metálico de Sakurai atacava por todos os ângulos, veloz e cheia de energia. Ela parecia combinar com a impressão passada por seu mestre, que apesar de compenetrado na batalha continuava sorrindo e saltitando em cima do mesmo galho como um macaco inquieto e excitado. Shinji pensou em falar da comparação em voz alta, mas seu adversário o interrompeu antes que ele pudesse ir além da primeira sílaba:

- A sua beyblade parece pequena demais para causar grandes danos. Tem certeza que quer me enfrentar com ela mesmo sabendo que eu sou o líder dessa tropa de elite?

- Eu também sou o líder da minha equipe, e tenho total confiança na minha beyblade. É bom não me subestimar, Sakurai-san, porque eu não gosto de lutas muito rápidas.

- Oh, não se preocupe, neste aspecto nós somos iguais! Eu pretendo me divertir bastante com você antes de encerrar a luta!

Como se combinado, os dois líderes voltaram suas atenções para as beyblades, que passaram a duelar praticamente ao lado deles em um galho próximo. No momento Shinji estava na ofensiva, mas o garoto não tinha certeza se conseguiria manter-se assim por muito tempo.


Osamu e seu adversário viraram à direita, na direção do sol. O mestre de Ofran percebeu tarde demais que isso significava que ele teria que lutar com o sol batendo diretamente em seus olhos, atrapalhando sua visão. Ele mal havia conseguido ler o nome de seu adversário no uniforme – Taisuke Yamato – antes de sentir seus olhos ardendo e se enchendo de água.

- Oh, o que foi? O bebê resolveu que tem medo de altura e vai chorar e gritar pela mamãe? – Zombou Yamato com uma expressão séria que não combinava com suas palavras. Sua voz era grave como a de um adulto, mas ele não deveria ter mais do que dezesseis anos. Seu cabelo era loiro e mais curto do que o de Sakurai, porém igualmente arrepiado, principalmente na franja. – Devia ter escolhido melhor a sua posição. Um pouco mais de inteligência te deixaria em melhores condições de enfrentar alguém como eu.

- Por que? Por um acaso você é um Deus do beyblade que não pode ser vencido nem pelo seu próprio líder? – Retrucou Osamu, canalisando seu temperamento explosivo para sua beyblade, fazendo com que Ofran começasse a luta em vantagem. A expressão no rosto de Yamato tornou-se mais severa após a mensão da palavra "líder". – Eu não preciso dos meus olhos para te vencer e eu não acredito em deuses, muito menos Deuses de beyblade! Ofran, vamos acabar com ele!


O primeiro impulso de Kazuo foi rir da cara de seu adversário: ele era o mais alto do grupo, porém parecia ser também o mais fraco. O uniforme militar não escondia seu ar de nerd covarde, reforçado pelos óculos de armação fina e quadrada e o jeito atrapalhado. Masami Kikuchi tinha também uma voz aguda demais para um jovem quase adulto como ele, que Kazuo escutou pela primeira vez quando seu oponente escorregou ao tentar pular para um galho a sua esquerda e extravasou seu susto em gritos assustados.

- Oi, tem certeza que você é da tropa de elite? Tá me parecendo mais um bebê chorão... – Zombou o mestre de Keros, cada vez mais confiante em seu sucesso.

- Opa... Acho que alguém faltou à aula sobre os estereótipos de vilões malvados, mais especificamente os vilões que parecem idiotas atrapalhados, mas no fundo são os mais fortes! MWAHAHAHA!!!! – Os ataques da beyblade cinza-metálica de Kikuchi começaram com a gargalhada. Keros quase foi derrubada, mas conseguiu se salvar no último segundo. Depois de passada a surpresa sobre seu oponente, Kazuo voltou a se concentrar na luta e Keros passou a atacar o oponente com a mesma força.


A oponente de Lin foi a única a realmente se apresentar. Seu nome era Umi Tenji e ela tinha quinze anos. Era a mais nova do grupo e, segundo ela mesma, a mais inteligente. As garotas não se moveram depois que os meninos se dispersaram, e tanto a beyblade bronzeada de Lin quanto a beyblade roxa-metálica de sua adversária passaram um tempo considerável se estudando antes de fazer o primeiro movimento.

- Você é do tipo que estuda seus adversários antes de atacar? – Perguntou Lin, tentando fazer com que Tenji atacasse primeiro. Como grande parte de sua estratégia consistia em estudar o adversário, não seria ela a começar a ofensiva.

- Não exatamente. Eu tenho uma carta muito mais interessante na manga, e se você quiser saber qual é, é só me atacar.

Lin ergueu uma sobrancelha. Para alguém que se gabava de ser a mais inteligente do grupo, Tenji não estava fazendo um bom trabalho escondendo uma armadilha. Mais do que nunca Lin teve certeza de que não deveria atacar, e por isso as duas garotas permaneceram paradas observando suas beyblades girarem no mesmo lugar à espera de um comando.


Shinji estava certo. O energético Sakurai passou a pular ainda mais alto em cima de seu galho quando sua beyblade passou do modo defensivo para o ofensivo, atacando a beyblade dourada com uma velocidade comparável à da rival. Quando o galho por baixo de Sakurai começou a rachar, o garoto pulou para outro como se nada tivesse acontecido e continuou sua demonstração de infinita estamina.

- Eu estou lutando contra um homem ou contra um macaco? – Perguntou Shinji, mantendo-se sério e observando as beyblades. O fato de seu oponente conseguir se igualar à super-velocidade de sua beyblade era preocupante. Era em momentos como esse que Shinji sentia mais a falta da fera-bit. Se Kid Dragoon estivesse com ele, provavelmente sua beyblade conseguiria correr ainda mais rápido e vencer a luta com facilidade.

- E faz difença? Um chimpanzé tem 97% de seus genes em comum com os humanos, nós não somos tão diferentes assim. – Como se para demonstrar sua opinião, Sakurai ficou de cabeça para baixo apoiado em suas mãos. Sua beyblade passou a atacar a adversária exclusivamente por cima.

- É, você tem razão. No fim humano ou macaco, todos viram comida de dragão.

A beyblade dourada se desviou, usando um galho curvo para se lançar no ar e alcançar o topo da árvore. A beyblade laranja a seguiu, e quando as duas se encontraram no ar foi a de Sakurai que caiu primeiro, empurrada pela força dos golpes da adversária.


De olhos fechados, Osamu se concentrou em seu link com Ofran para acompanhar o movimento das beyblades. Yamato atacava ferozmente, forçando seu oponente a usar cada galho disponível para se desviar. O som do choque de metal contra metal e de madeira rachando e quebrando alertou Osamu para o fato de que as beyblades estavam indo em sua direção, o que fez com que sua mente formulasse um plano de ataque:

- Vamos lá, é só isso que sabe fazer? – Perguntou ele, jogando a isca e torcendo para que seu oponente a mordesse. Osamu ainda estava de olhos fechados, mas sabia dizer onde seu oponente estava e sabia que as beyblades estavam ainda mais perto dele agora. – Com uma força dessas, não me adimira que não tenham te escolhido para líder!

- Não fale do que não entende, pirralho! Taka só é o líder porque...

- Porque você não é forte o suficiente! Olha só: ataca, ataca, mas tudo que sua beyblade consegue fazer é empurrar a minha pra longe. Isso não chama-se vitória, chama-se enrolação... – Osamu não precisava ver a cara do adversário para saber que ela estava toda vermelha e suas orelhas provavelmente liberavam vapor. A voz de Yamato tornou-se ainda mais grave:

- Taka só é o líder porque o pai dele tem um posto mais alto na ShinTec. Ele não é mais forte do que eu e os meus companheiros não confiam mais nele do que em mim!

As beyblades estavam bem perto de Osamu agora, porém o garoto não se mexeu. Yamato não comentou nada sobre isso, em parte por achar que seu adversário não havia percebido esa perigosa proximidade, e em parte por estar ocupado demais pensando em sua rivalidade com Takahiro Sakurai.

- Wow, parece que alguém odeia esse tal Taka, hein? Sabia que as coisas que mais negamos são as que menos queremos adimitir? – Osamu finalmente começou a se mover, vagarosamente caminhando em direção ao adversário sentindo os galhos com os pés antes de dar cada passo. – Me parece que na verdade o Taka-chan é mais forte que você e é a pessoa em que seus companheiros mais confiam. Pra mim isso é suficiente pra justificar o posto de líder, assim como é suficiente para justificar o seu fracasso em tentar ultrapassá-lo...

Osamu abriu os olhos e saltou por cima de Yamato. O galho abaixo deles quebrou com a força do impacto, forçando os garotos a se segurar no primeiro suporte que aparecesse. Enquanto a beyblade prateada e a azul-metálica travavam uma batalha feroz a quinze metros do chão, seus mestres lutavam com chutes e pontapés cinco metros abaixo, uma vez que suas mãos estavam ocupadas agarradas aos galhos.


Depois de dois minutos de luta Kazuo começou a ficar desapontado com seu oponete. A primeira vista Masami Kikuchi parecia um nerd fracote, porém seus primeiros ataques deram a impressão de que as coisas não eram bem assim. Entretanto, foi só o mestre de Keros começar a lutar um pouco mais sério e a verdadeira força de Kikuchi se mostrou: nem nerd forte, nem covarde fraco; ele era um míope inútil.

- Oh, não... eu vejo que o fim da linha está próximo para você... – O sorriso de Kazuo parecia uma lua brilhante refletindo seu triunfo. A beyblade cinza-metálica estava encurralada pela super-velocidade da prateada, sem ter para onde fugir. – Acho que vou facilitar as coisas pra você um pouco, terminar com a luta mais rápido para você não sofrer tanto... Keros, Multiplicação Tripla!

As três Keros cercaram a beyblade cinza-metálica. Depois de uma onda de ataques de duas delas, a terceira desferiou o golpe final, lançando a beyblade inimiga para perto de onde Lin e Tenji ainda lutavam.


- Vai ficar só olhando ou vai fazer alguma coisa? – Perguntou Tenji depois de cinco minutos sem nenhuma movimentação na luta. – Você é do tipo que estuda os oponentes, não é verdade?

- Eu sei quando é o momento certo de atacar. Pense nisso como quiser. – Lin permanecia calma, mas sua oponente parecia estar perdendo a paciência com a luta pouco movimentada.

- Está bem, então. Se você não vai atacar, eu vou!

A beyblade roxa-metálica finalmente saiu de sua posição. Lin se desviou do primeiro ataque e revidou, esperando que a adversária também se desviasse e ela pudesse começar sua estratégia de estudar a rival antes de vencê-la. Quando a beyblade de Tenji atacou, porém, seus movimentos se assemelhavam demais aos de Lin para ser apenas coincidência. Aos poucos, todos os movimentos de Lan-Lan foram copiados por Tenji, gerando um estranho equilíbrio entre as lutadoras e impossibilitando o surgimento de uma vencedora.

'Alguma idéia do que fazer agora, Lan-Lan?' Lin não se preocupou em falar com a adversária, usando o impasse no campo de batalha para se comunicar com sua fera-bit. A garota podia sentir a agitação do panda e seu espírito de luta elevado. Assim como sua mestra, ele não estava gostando dos rumos desta luta.

'Que tal usar uma técnica que ela não vai poder copiar, Mestra?' Sugeriu a fera-bit, referindo-se ao Soco Elétrico. Lin considerou a idéia por alguns segundos antes de rejeitá-la, lembrando a fera-bit de que uma tempestade de raios no meio da floresta causaria mais mal do que bem.

'Então vamos guiá-la para uma armadilha! Eu já tenho um plano, Mestra!' Lan-Lan quase não esperou pela confirmação de Lin antes de recomeçar os ataques. Ao perceber que a luta de Kazuo e Keros já estava no fim, o panda levou a beyblade adversária para perto deles. Quando a beyblade de Kikuchi caiu, acabou acertando a beyblade de Tenji e as duas começaram sua descida.


Depois de algum tempo lutando e balançando os galhos de apoio, Osamu e Yamato sentiram que a árvore não os suportariam por muito tempo. Usando toda sua força em um último ataque concentrado, Yamato acertou o rosto do adversário com um chute. Seu galho se partiu e ele começou a cair, assim como a sua beyblade, que neste momento sofria um último ataque de Ofran.


Os quatro Kita no Ookami esperavam que a luta estivesse próxima do fim. Com as beyblades de seus adversários caindo rapidamente em direção ao chão, a equipe se reagrupou perto de Lin para confirmar a vitória e começar a seguir os passos dos Taichi e Soldier of Russia. Entretanto as beyblades de cores metálicas nunca chegaram ao chão. A cerca de cinco metros do choque fatal, Taisuke Yamato encontou um galho em que poderia se apoiar, e as quatro beyblades de sua equipe encontraram refúgio no mesmo lugar. Sakurai, Kikuchi e Tenji seguiram suas beyblades, e logo os quatro estavam novamente desafiando os lobos do norte.

- Droga! A gente quase conseguiu! Vamos chamar nossas feras-bit e acabar logo com isso, eu estou cansando desses macacos infelizes! – Exclamou Kazuo, de longe o mais afetado pela recuperação inesperada. Kikuchi podia ser um míope inútil, mas era um míope inútil e resistente. – Keros, Multiplicação Tripla!

Três beyblades prateadas atacaram as quatro rivais antes que os outros Kita no Ookami pudessem impedi-las. Kazuo tentou atacar Kikuchi também, mas Sakurai se colocou na frente do companheiro e repeliu o garoto usando apenas um braço. Kazuo foi jogado contra o tronco de uma árvore.

- Ninguém toca no meu irmão! – Exclamou Osamu, também partindo para cima dos oponentes. Assim como Shinji fizera mais cedo, os gêmeos também estavam pulando de galho em galho, aproveitando-se da força anormal dos músculos de suas pernas. – Ofran, Multiplicação Quíntupla!

Com as beyblades extras de Kazuo desapareceram quando o garoto foi atacado, as cinco novas beyblades se juntaram à única Keros restante para atacar as adversárias em seis contra quatro, ao mesmo tempo em que Osamu investia contra Sakurai. O líder da guarda de elite tentou fazer com o gêmeo mais velho o mesmo que com o mais novo, porém Osamu conseguiu agarrar seu braço e não soltou. Shinji e Lin aproveitaram esta chance para chamar suas beyblades para a batalha também.

Se antes lutar em quatro contra quatro era complicado, lutar em oito contra quatro mostrou-se praticamente impossível. Enquanto Osamu continuava pendurado no braço de Sakurai, suas cinco beyblades atacavam a beyblade laranja. Kazuo, recuperado do primeiro ataque, usou novamente a multiplicação tripla e juntou-se ao irmão agarrando o outro braço do líder rival. Nessa hora Yamato veio ao seu socorro, assim como a beyblade azul passou a ajudar a laranja. As beyblades amontoadas ficaram sem espaço para lutar, se espalhando pelos galhos ao redor enquanto os gêmeos, Sakurai e Yamato se equilibravam em um único galho grosso em sua luta corpo a corpo. Ambas as duplas eram muito bem entrosadas, apesar da aparente rivalidade entre Sakurai e Yamato, resultando em uma luta equilibrada.

- Vocês são resistentes. – Comentou Shinji ao perceber que a beyblade de Kikuchi, apesar de não ter força para causar grandes danos em um ataque, não parecia sofrer muitos danos quando atacada. A beyblade de Tenji copiava os movimentos da beyblade dourada, porém tendo Lin como alvo.

- Resistência é a nossa principal característica, ao contrário de vocês.

O comentário de Tenji fez com que Shinji e Lin voltassem suas atenções para os gêmeos, que já estavam ofegantes. As beyblades de Sakurai e Yamato aparentemente já haviam descoberto a fraqueza da técnica dos gêmeos: as cópias desapareciam assim que atacadas, o que fazia com que eles tivessem que usar a mesma técnica continuamente para manter a mesma vantagem numérica. As únicas beyblades coloridas no mar de prata não só haviam descoberto este ponto fraco como também pareciam capazes de distingüir as cópias das verdadeiras, pois a cada novo ataque uma beyblade desaparecia. Por serem forçados a usar seus ataques especiais tantas vezes, os gêmeos estavam ficando perigosamente sem energia, e seu orgulho e teimosia não permitia que eles mudassem de estratégia.

- Os gêmeos vão saber se virar. Se nós os ajudarmos eles não vão nos perdoar. – Shinji suspirou. Se Kid Dragoon estivesse ao seu lado, Tenji e Kikuchi não estariam mais na luta. Ele sabia do perigo de contar com o ataque especial de Lin, e a ausência das duas feras-bit estava se tornando mais problemática do que ele imaginava.

- Oh, é mesmo? Isso é o que veremos...

Não muito tempo depois a árvore em que os dois Kita no Ookami se encontravam começou a balançar violentamente, forçando a dupla a se agarrar ao galho para não cair. Osamu e Kazuo haviam sido jogados contra a árvore. Sakurai e Yamato aproveitaram o momento pra se reunir ao resto de sua equipe enquanto Shinji e Lin iam ao encontro dos gêmeos.

- Droga! Vai ser impossível ganhar desse jeito! Esses caras não caem nunca! – Exclamou Osamu entre um suspiro e outro. O garoto estava com dificuldades para respirar por causa do cansaço da luta e por causa de um provável ferimento em suas costas causado pelo choque contra a árvore.

- Nós ainda temos uma carta na manga. Parece que não vai ter outro jeito... – Shinji encarou o chão ao ouvir a sugestão de Lin. Seu último recurso consistia em uma técnica especial desenvolvida para lutar contra Watanabe-dono, e envolvia as quatro feras-bit e as transformações.

- Kid Dragoon não está aqui. Sem ele, não tem como eu fazer nada. – Lembrou o líder, sentindo-se de repente menos vivo e incompleto.

- Mas nós ainda podemos! Vamos adaptar o nosso ataque e usar as nossas transformações pra acabar de vez com esses idiotas! – Exclamaram os gêmeos ao mesmo tempo, bem animados em contraste com o líder.

- Nos transformar agora significaria que vamos ficar sem energia para nos encontrarmos com Vladmir e os outros e resgatar Kid Dragoon. – Lembrou Lin, calma e controlada como sempre. – Foi por isso que até agora nós não pensamos nesta possibilidade. Vocês querem mesmo desistir de ir atrás de Kid Dragoon com nossas próprias mãos como juramos que íamos fazer?

- Lin, nós já estamos praticamente esgotados. – Lembrou Osamu, fazendo o possível para controlar sua respiração acelerada. – Ou atacamos com tudo agora, ou aqueles idiotas vão nos vencer na estamina.

- E de qualquer jeito, se o Shinji não puder se transformar, significa que ele vai poder ir atrás dos outros enquanto nós nos recuperamos, certo?

O argumento de Kazuo era válido. Shinji não podia se transformar sem Kid Dragoon em seu bit-chip, o que resultaria em um Kita no Ookami de pé ao fim da luta em contraste com quatro oponentes derrotados.

- Agora só falta modificar o ataque para usá-lo com três feras-bit ao invés de quatro.

A fala do líder foi praticamente desnecessária, pois Ofran, Keros e Lan-Lan já sabiam o que fazer mesmo antes de ouvirem as vozes de seus mestres.

A equipe de Sakurai foi surpreendida por um ataque surpresa da beyblade dourada, que usou de sua super-velocidade para atacar as quatro adversárias ao mesmo tempo e trazê-las mais para cima, onde havia mais luz. Os Kita no Ookami esperavam seus oponentes a cerca de dez metros do chão, e assim que os quatro apareceram seguindo suas beyblades, Shinji se colocou na frente do grupo:

- A luta acaba aqui. Vocês lutaram bem, mas a brincadeira acabou. – Os olhos do líder no norte tinham um brilho selvagem e perigoso que foi imediatamente detectado por seus adversários. Kikuchi recuou alguns passos enquanto Tenji deixava sua boca se abrir alguns centímetros. Sakurai e Yamato apenas ergueram uma sobrancelha.

Atrás do líder, Lin se posicionou entre os gêmeos. Os garotos estavam confiando que suas feras-bit saberiam o que fazer quando chegasse a hora, como elas disseram que fariam. Eram os monstros sagrados que instruiam seus mestres agora, e não o contrário. Com os três de mãos dadas, Shinji pulou para um galho um pouco acima dos demais para observar com segurança os acontecimentos.

Uma energia estranha passou a rodear os três lobos do norte. Os cabelos de Kazuo se soltaram e se arrepiaram, assim como os de seu irmão. Uma luz prateada circulava-os e aos poucos suas unhas dos pés e das mãos começaram a crescer, rasgando o couro de suas botas e tornando-se algo parecido com garras. Seus olhos tornaram-se amarelos. Por fim, seu dentes começaram a crescer, tornando-se afiados e pontiagudos como as presas de um lobo.

Da testa de Lin emanava uma luz bronzeada. Sua faixa se rompeu, revelando uma tatuagem de lobo. Seus cabelos se arrepiaram como os dos gêmeos, suas unhas se tornaram garras e seus dentes, presas. Os olhos da garota deixaram de ser negros e tranqüilos para se tornar amarelos e assassinos. Ao ver as bizarras transformações, Sakurai e sua equipe recuaram instintivamente, temendo as bestas selvagens que os encaravam. Quando as transformações se completaram os três soltaram um longo uivo, e logo em seguida suas beyblades começaram seus ataques.

Ofran, Keros e Lan-Lan atacavam por todos os lados, aparentemente ignorando a força da gravidade ou as leis da física. Sakurai, Yamato, Kikuchi e Tenji não puderam fazer nada a não ser observar enquanto suas beyblades aos poucos eram reduzidas a pó e fraguimentos de plástico e metal. Os quatro perderam os sentidos assim que suas beyblades deixaram de existir, caindo alguns metros até um galho anormalmente grande apanhá-los e aparar uma queda que poderia ter sido fatal.

Shinji sorriu para os companheiros assim que a luta acabou. Sua equipe havia vencido afinal. Os gêmeos e Lin ainda estavam transformados, selvagens demais até mesmo para o líder se aproximar sem riscos. O garoto estava pronto para saborear a vitória quando percebeu que as beyblades de seus amigos não estavam mais seguras em um galho, mas sim em queda livre direto para o chão. Sem ter tempo de se perguntar como algo assim poderia acontecer, Shinji usou sua beyblade para lançar as outras de volta para um lugar seguro. O fato de seus companheiros ainda estarem transformados indicava que qualquer coisa que acontecesse com as beyblades seria sentido também por eles. Shinji não queria saber qual era a força do impacto de uma beyblade contra o solo depois de uma queda de dez metros e que tipo de efeito ela poderia ter em seus amigos.

Depois de terem suas beyblades salvas, os Kita no Ookami começaram lentamente a voltar ao normal. Os três estavam esgotados, por isso só conseguiram pensar em arranjar um lugar seguro para ficar antes de se entregarem ao cansaço. Shinji, por outro lado, tinha ainda outra missão a cumprir. O garoto desceu da árvore e, depois de ter certeza de que seus companheiros e ex-adversários estavam seguros e não cairiam por qualquer coisa, começou a seguir a trilha deixada por Koichi e Vladmir.

Isso é, até o impacto de alguma coisa muito dura contra sua cabeça forçá-lo de encontro ao chão, insconsciente.


Rumiko:

Oh, não! Shinji! O que será que aconteceu? Quem foi o monstro terrível que o atacou de uma maneira tão covarde? Eu to com medo... T.T

(Rumiko agarrada ao Toshihiro no fundo do cenário com lágrimas escorrendo tipo chafariz)

Nathaliya: É em momentos como esse que nós esquecemos que essa história aconteceu a quatro anos e meio atrás e que nós na verdade sabemos quem foi. ¬¬'''

E claro, nós não vamos contar e deixar todos no suspense até o próximo capítulo. XD

Osamu: Aniversariantes são más. Personagens principais ou não, elas já começaram roubando o nosso momento no off-talk!

Kazuo: Isso não é justo! Nós fomos as estrelas do capítulo e nós que fizemos a transformação literalmente animal para pulverizar a beyblade dos macaquinhos irritantes! Nós queremos o off-talk só pra gente agora! ò.ó

Nathaliya: Vocês estão me desafiando, é isso? (Nathaliya com olhar em chamas) ò.ó (Nathaliya pega o lança-chamas) Pois bem, eu vou te dar um desafio!

(Nathaliya sai correndo atrás dos gêmeos com o lança-chamas)

Isaac: E lá se foi a segunda aniversariante... n.x'

Ken: Ah, nem vem que aqueles dois merecem. XD

Yoshiyuki: FELIZ ANIVERSÁRIO, RUMIKO-NEE-CHAN E NATHALIYA-NEE-CHAN!!! XDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD

(Yoshiyuki cai do céu segurando uma pilha de caixas de bombons e chocolates variados)

(Yoshiyuki distribui uma barra de chocolate para cada personagem e confisca o resto para ir comer com a Lhana, a Momoko e o Hikaru no canto secreto do off-talk)

Ken: Legal, eu ganhei chocolate! XD (morde o chocolate) (chocolate tá duro porque estava no freezer) (Ken quebra os dentes e fica banguela) humhumhumhum...humhum...hauahsumea....

Takashi: Tradução: Tá gelado, eu não sinto a minha língua... alguém viu meu dentista?

Vladmir: Yoshiyuki, essa foi cruel... u.u'

(Yoshiyuki não está nem aí, ocupado se enxendo de chocolate com as outras criancinhas felizes)

Shinji: Será que nós podemos usar o off-talk para falar do capítulo para variar? Achei que essa fosse a função do off-talk…

Toshihiro: (aparecendo com a Rumiko já recuperada) Essa era a função do off-talk, lá beeeeeeem no começo da fic. Faz tanto tempo que eu mal consigo me lembrar dessa época... (Toshihiro perdido em recordações dos primeiros off-talks) Mas com o tempo nós deixamos nossos instintos animalescos tomarem conta e o off-talk virou essa coisa sem sentido que ocupa um terço do capítulo. o.o'

Shinji: Oh, certo... Acho que eu entendi. O.o''''

Rumiko: Hey, Toshihiro, você acha que eu posso usar o off-talk pra falar do meu e-mail novo? (cutucando a manga do Toshihiro como uma criancinha inocente)

Toshihiro: Fala, ué? Esse não foi o seu presente de aniversário?

Rumiko: Então tá! XDDD (Rumiko aparece do nada com roupa de apresentadora)

Pessoal, o Jamie agora está distribuindo contas de e-mail pra gente! Salve o Google que deixa a gente ter e-mail de graça com espaço ilimitado na caixa de entrada e deixa a gente escolher os temas fofinhos pra ficarem no fundo...

Takashi: Rumiko, corta a propaganda porque o Google não tá nos pagando pra falar bem dele. ¬¬''''

Rumiko: Opa... foi mal... n.n''' Como eu não sei se o vai deixar eu simplesmente dizer todo o endereço, eu vou dizer em partes. É assim, ó...

– com letras minúsculas

aí aquele sinalzinho estranho que parece que em inglês significa "at"

e depois gmail – ponto – com!!!! ^^~

Agora todos podem me mandar e-mail!!!!!/o/ E eu vou responder a todos com muito amor e carinho!

Nathaliya: (Aparece do nada cherando a queimado) A Rumiko não foi a única a ganhar um presente do Jamie dessa vez. O meu e-mail é flamenathaliya "at" gmail – ponto – com. Mandem e-mail ou eu vou fazer com vocês o mesmo que fiz com os gêmeos! MWAHAHHAHAHAH!!! Ò.ó

Isaac: Er... Nathaliya... O que você fez com os gêmeos exatamente? O.X'''

Nathaliya: Isso eu só conto – ou melhor, mostro – para aqueles que não me mandarem um e-mail. Claro, se você quiser eu posso te mostrar também, mas odiriiiiia ter que fazer isso com você... (olhar significativo da Nathaliya).

Isaac: Ah... ah... acho que... acho que eu ouvi a minha mãe me chamando! Eu vou... x.x (Isaac sai correndo sem olhar pra trás)

Nathaliya: Patético. ¬¬''

Felipe: Patético é eu demorar tanto tempo pra aparecer! Eu quero e-mails também, gente! Ò.ó Eu e o Luiz vivemos para responder aos nossos fãs!

Koichi: Principalmente depois da fic do natal, certo?

Felipe: Q...Que? Ò.Ó Como se atreve, Yuy? Eu vou partir a sua cara, hein! (Yuy com cara de quem tá com muuuuuito medo ¬¬''''''') Volta lá pro seu canto obscuro de criatura séria e depressiva, volta! Vai ser melhor pra você! n.n'''

Koichi: Não estou a fim. O Umeragi já está lá. E por alguma razão, o Ross também.

Yuriy: Então vamos lutar, Yuy! Vamos destruir o mundo com a nossa rivalidade explosiva e as nossas beyblades demolidoras! (Yuriy com cara e voz de maluco alucinado)

Jing Mei: Oh-oh, Yuriy fica tão sexy quando fica com o espírito de luta elevado... Acho que vou ter que roubar ele um pouquinho...

(Jing Mei pega o Yuriy e some)

Takashi: Eca. Esse foi o pior pretexto para esses dois aparecerem até agora. Estamos batendo recordes. Deve ser o efeito do aniversário da Rumiko...

(Rumiko volta a aparecer pulando de um lado para o outro no cenário)

Rumiko: Eu tenho 18 anos! Eu tenho 18 anos! XDDDDDDDDDDDD

Hehashiro: O que significa que em grande parte do mundo você já é maior de idade, mas no Japão ainda faltam dois anos para você ser considerada uma adulta e poder legalmente beber saquê. XD

Rumiko: E porque eu gostaria de beber saque? O.o

Hehashiro: Não sei. XD Mas é uma coisa que você poderia fazer se estivesse em boa parte da Europa e alguns estados dos Estados Unidos e no Brasil e...

Emy: Fato: O único país do mundo além do Japão onde a idade mínima para beber é 20 anos é a Islândia. A maioria dos países fixa essa idade em 18 anos, em alguns lugares dos Estados Unidos o mínimo é 21. Alguns poucos países estabeleceram 19 anos, e a China não tem uma idade mínima.

Lily: Sem idade mínima? Então ainda bem que nós nos mudamos para o Japão, eu não quero que a Lhana comece a beber muito cedo. .

Nathaliya: Se eu estivesse na Rússia agora, estaria bebendo vodka. ò.ó Eu tenho idade pra isso. ò.ó

Felipe: Ahahaha, eu tenho 19 anos! Isso significa que eu posso ir pra praia num dia de sol e tomar uma capirinha com limão embaixo do meu guarda-sol! AÍ, PESSOAS, MANDEM E-MAILS PRA FELIPEREIDOMUNDO-"AT"-GMAIL-PONTO-COM!!!! (letras minúsculas, faz favor) E PROVEM PRA ESSES TAICHI PANACAS QUE NÓS SOMOS A MELHOR EQUIPE DA SÉRIE!!!

Luiz: Vocês também podem fazer isso indo até o profile do James e votando no novo poll – qual a melhor equipe da primeira fase de Beyblade 2 – os Antecessores?.

E para os meus maravilhosos fãs, meu e-mail é "at"gmail-ponto-com. Sintam-se livres para mandar seus elogios e mais elogios para o melhor goleiro do planeta. n.n'''

Ann: Eu sou a favor do Jamie abrir essa história de e-mails para os leitores e deixar que eles escolham quem deveria receber as contas de presente. Até agora o Jamie escolheu o Felipe e o Luiz por uma questão de favoritismo mal-disfaçado e a Rumiko e a Nathaliya porque hoje é aniversário delas e elas são as personagens principais.

Christie: Eu concordo! Nós somos agora capazes de obter nossa independência das garras deste ditator sem miolos, vulgo James Hiwatari, vulgo ditador sem miolos, que com sua magnanimidade e prepotência finalmente percebeu que nós somos muito mais do que simples personagens e já temos uma existência tão forte que não podemos ficar confinados apenas a uma história que de vez em nunca é atualisada em um site da internet! Meus fãs precisam de mim tanto quanto eu preciso deles! Eu sei que nenhum deles consegue viver sem a minha presença magnífica e iluminadora, glamurosa e fascinante, delicada, porém firme e acima de tudo...

Erik: E acima de tudo nós vamos patentear a nova cura para insônia presente dos lábios e cordas vocais de Christie Robert. u.ú

Shinji: Tem personagem demais aparecendo aqui... A Rumiko e a Nathaliya dá pra entender por causa do aniversário, mas o resto já é extra não convidado...

Lin: Personagens que nem deveriam estar nesta fic e já até ganharam one-shots separados apareceram antes de mim hoje. E olha que eu apareci bastante no capítulo. u.ú

James: Ooooooi, pessoas! (James aparece do nada e acena pra todo mundo) Eu vim aqui pra cortar o barato do leitores e anunciar que este off-talk termina aqui porque nós temos que ir pro salão de festas logo, ou a gente vai perder a reserva. E enquanto os personagens aproveitam a festa, eu vou pra minha caminha quentinha porque amanhã eu tenho que acordar cedo e continuar estudando pros meus exames que vão ser DIA 13, 14 E 23 DE JANEIRO e cujos resultados eu não estou preocupado. Eu sei que eu vou passar, e é por isso que eu fico aqui escrendo capítulos quando deveria estar na biblioteca com o nariz enfiado em um livro sobre as monarquias européias do século 16 ou sobre as coisas nojentas que os médicos faziam antes de inventarem a medicina moderna.

Digam tchau, pessoal!

Rumiko: Tchau! (Rumiko manda beijinhos)

Nathaliya: Tchau! (Nathaliya liga o lança-chamas)

Christie: Tchau, meus adorados e estimados fãs que...

James: Chega. Eu vou destruir o mundo agora para nós podermos ir para o salão de festas. Ou melhor, para os personagens irem pro salão de festas... O.o

(James aperta um botão vermelho em uma caixinha preta e o mundo explode)

(Beybladers em um salão de festa que não foi afetado pela explosão terminam de comemorar o aniversário da Rumiko e da Nathaliya)

OWARI