CAPÍTULO XXXVIII

UM GUERREIRO MOVIDO PELA JUSTIÇA

Os Taichi tiveram que se esforçar para ignorar o barulho provocado pelo desabamento na sala de Aiko. Durante toda a caminhada pelo corredor Takashi gritou para quem quisesse ouvir – e para quem não quisesse também – que Ken estava bem e que logo venceria a meninha-boneca-de-porcelana. Foi o chinesinho quem abriu a porta do fim do corredor.

- Oh my God! – Exclamou ele ao entrar na nova sala. Seus companheiros de time tiveram reações muito parecidas. – O mar! O que o mar está fazendo aqui?

À frente dos Taichi havia um mar de águas azuis e cristalinas. A água ocupava quase toda a sala, a não ser por uma estreita faixa onde os Taichi estavam pisando e por um pedaço do outro lado da sala onde chão era coberto de areia muito branca e fofa, lembrando uma praia. Na parede do lado dos Taichi haviam fotos de lugares muito famosos do Egito, Líbia, Tunísia, Argelia e Marrocos, enquanto na outra "margem" era possível ver imagens de lugares como Itália, Espanha e Grécia. Nas paredes onde a água batia e não havia terra estavam colocadas fotos de diversos animais marinhos, que Toshihiro conseguiu prontamente identificar.

- Acho que nós estamos em uma espécie de Mar Mediterrâneo em miniatura... – declarou Satsuki após observar os contornos da "costa" da margem oposta. Era possível distinguir a "bota" da Itália, a península Ibérica e as ilhas gregas, como no mapa da Europa.

- Exatamente. – Declarou uma voz apática. Os Taichi ainda não haviam percebido a presença de mais ninguém entre eles, por isso ficaram surpresos ao encontrar Julian se dirigindo para a "Grécia" enquanto falava. – A nossa arena de batalha é o Mar Mediterrâneo, berço das civilizações da antiguidade clássica.

- Julian! – Exclamou Takashi ao reconhecer o ex-amigo. O garoto que roubara Takk e Takuki continuava com os mesmos olhos negros desprovidos de qualquer brilho, com enormes olheiras negras ao redor, e seus cabelos continuavam sujos, despenteados e oleosos. Julian continuava emanando a mesma energia negativa e depressiva que na época do torneio da Nova Zelândia.

- Olá, Takashi. – Respondeu o garoto mecanicamente. – Qual de vocês será meu adversário? Quem não for lutar por favor atravesse o mar e saia por aquela porta. Eu não gosto de interferências.

Julian apontou para algum lugar a suas costas, mas os Taichi demoraram para descobrir a porta camuflada entre um pôster de Veneza e outro de Atenas. Rumiko entoru em pânico assim que percebeu que teria que atravessar o mar de cadeira de rodas:

- Como assim, atravessar? Como é que eu vou atravessar? O que eu vou fazer agora?

- Isso não é da minha conta. A menos que você queira ser a minha oponente, terá que atravessar. – Respondeu Julian, o único a não mostrar nenhuma mudança de expressão após o ataque histérico da mestra de Fenki.

- Então eu vou lutar com você!

- Não, Rumiko, a água é o meu território, essa luta é minha! – Exclamou Toshihiro, chegando por trás da namorada e colocando uma mão em seu ombro.

- Mas... mas... como é que eu vou atravessar? – Rumiko virou-se para encarar o namorado. Seus olhos estavam marejados por causa do desespero.

- Nós vamos dar um jeito, confie em mim! – Respondeu o chinês trançado, com seu maior sorriso cofiante. Rumiko sorriu também ao vê-lo.

- Vamos logo com isso, eu não tenho o dia todo. – Intercedeu Julian, com a mesma voz monótona de sempre. – Saiam logo daqui para a nossa luta poder começar.

Sem outra alternativa, Rumiko se despediu de Toshihiro, Satsuki caiu na água e Koichi apanhou uma grande bóia flutuante para colocar a cadeira de Rumiko em cima. Ele e Satsuki guiaram a bóia até a outra margem, tomando cuidado para não deixar a cadeira afundar. Como Rumiko ficou o tempo todo encarando um Toshihiro muito sorrindente e confiante, a garota não soltou um gritinho agudo sequer.

- Ei, Takashi, você vai ficar? – Perguntou Satsuki assim que percebeu que o chinesinho diminuto não havia entrado com eles na água.

- Sim. Julian era meu amigo e foi ele quem roubou Takk e Takuki. Eu quero ajudar Toshihiro a recuperá-las!

A resposta de Takashi foi firme e entusiasmada. Com tanta determinação emanando dele, Satsuki não teve coragem de repreendê-lo e pedir que ele fosse com o resto do time:

- Então tá. Nós nos vemos depois!

- Sim! – Gritaram os dois chineses ao mesmo tempo. Os Taichi os encararam uma última vez antes de fechar a porta da saída.


- Vamos logo com isso. – Julian preparou a beyblade assim que os Taichi deixaram a sala. Toshihiro fez o mesmo.

- GO SHOOT!!

As beyblades foram lançadas na água. Elas usavam pequenos barquinhos flutuantes, bóias e pedaços de madeira para se apoiar e lutar. Julian logo partiu para a ofensiva, usando toda a agilidade de seu peão azul-claro para atacar Fenku e impedir que este pudesse sair do lugar. Somente depois de algum tempo estudando os golpes do adversário foi que Toshihiro conseguiu se mexer, pulando de bóia em bóia até estar consideravelmente longe do oponente. Imaginando que Julian demoraria ainda um pouco para alcançá-lo – afinal ele teria que fazer o mesmo trajeto que ele para chegar até Fenku – o chinês trançado relaxou um pouco, porém Poseidon, a beyblade de Julian, decidiu cortar caminho caminhando pelas águas, e assim Fenku foi quase tirada da luta.

- Como você fez isso? – Perguntou Toshihiro impressionado. Até onde ele sabia beyblades não conseguiam girar sobre a água.

- Poseidon é o Deus dos Mares, ele pode fazer o que quiser. Quando ele quer andar na água a beyblade aumenta a rotação, assim a água embaixo dela se dissipa e a beyblade consegue "flutuar". Não tem nada de mágica, apenas técnica. – Mesmo em sua explicação a voz e o rosto de Julian não se alteraram de maneira alguma.

- Pois se é assim, eu vou ter que acabar com essa luta bem rápido. Fenku, Ultra Tufão Submarino! – Ordenou Toshihiro. O chinês estava um tanto curioso para saber o que aconteceria ao evocar seu ataque em um ambiente cercado por água. Seus olhos se arregalaram ao ver a onda que se formava em direção a Julian e Poseidon e ele sorriu, já sentindo o gosto da vitória.

- Poseidon, Maremoto Devastador!

O sorriso do rosto de Toshihiro evaporou ao ver uma onda idêntica à de Fenku se formar atrás da beyblade de Julian. As duas se encontrariam no meio do caminho e o resultado provavelmente não seria nada bonito de se ver. Toshihiro olhou pra Takashi, tenso, e pegou sua mão bem na hora do choque. A água se espalhou por todo o lado, empurrando os garotos contra a parede. Em um movimento rápido Toshihiro conseguiu se colocar atrás de Takashi e impedir que seu colega de time recebesse a força do impacto, porém sem nada para protegê-lo Toshihiro sentiu o crack de suas costelas, juntamente com a sensação horrível de ter o ar arrancado de seus pulmões à força, e uma terrível dor de cabeça. Instantes depois tudo se tornou escuridão.


- Como ousa falar assim de Helen, seu pirralho intrometido!

Toshihiro reabriu os olhos ao ouvir a exclamação de Julian. Era a primeira vez que ele via o garoto demonstrar alguma emoção. O teto acima dele era azul, assim como as paredes, e havia pelo menos uma nuvem pintada nele. O chinês trançado tentou se levantar, porém suas costas e sua cabeça ainda doíam, por isso ele se resignou a ouvir o que Takashi e Julian estava falando.

- Eu falo do qu eu quiser, do jeito que eu quiser! A Helen morreu, já era! Ela está enterrada em Auckland, não há nada que você possa fazer por ela agora!

- Não! Isso não é verdade!

Toshihiro ficou surpreso com a força do grito de seu oponente. Por só conhecer Julian em seu estado apático, o chinês trançado não conseguia imaginá-lo extravassando sua raiva e frustração daquela maneira.

- O que está acontecendo? – Ele perguntou por fim, fazendo um esforço para se manter em pé. Seu uniforme estava encharcado e o chão abaixo dele havia deixado de ser de areia branca e se tornado de areia marrom e grossa.

- Fenku ainda está na luta, Toshihiro, por mais incrível que pareça. – Respondeu Takashi, aproximando-se do colega para ajudá-lo. As próximas palavras do chinesinho diminuto vieram em sussurros. – Eu até teria tentado lutar por você, mas todos sabemos que eu sou muito fraco pra isso, então eu comecei a enrolar o Julian em uma conversa para ganhar tempo. Foi só eu falar na irmã morta dele que ele ficou assim. Acho que eu finalmente enfiei o dedo na ferida!

- O dedo na ferida?

- Aham. A irmã dele morreu faz pouco. Na primeira vez que eu vi o Julian ele estava no cemitério. O torneio começou logo depois disso e ele começou a ficar cada vez mais estranho. Ele mudou muito. Talvez se continuarmos conversando eu posso descobrir o que está acontecendo com ele e fazer ele voltar a ser o que era!

Julian escolheu esse momento para interromper, já de volta ao seu estado apático:

- Se o meu oponente está de pé novamente a luta deve continuar. Vamos logo.

- Tudo bem! – Toshihiro se levantou com a ajuda de suas muletas. Takashi as havia juntado e deixado ao seu lado enquanto ele ainda estava desacordado. Antes de o garoto se dirigir a Julian, porém, Takashi ainda tinha algo a lhe dizer:

- Escuta, Toshihiro: nós estamos nessa luta juntos, certo? Você tem a beyblade e eu tenho a minha habilidade com as palavras. Eu vou deixar que você vença a luta enquanto eu trago o meu amigo de volta. Depois disso nós vamos atrás dos nossos amigos e acabar com o Umeragi-baka!

- Isso mesmo, vamos fazer o que sabemos fazer melhor! E vamos fazer como uma equipe! – Depois de um breve high five Takashi se afastou e deixou que Toshihiro se dirigisse a Julian.

- Vamos continuar a luta. Assim como você eu também tenho pressa para sair daqui.

'Mestre, é melhor tomar cuidado. Eu sinto uma energia muito sinistra vindo dele e daquele golfinho.'

'Sim, Fenku, eu vou ficar de olhos bem abertos.'

- Que assim seja.

As beyblades voltaram a se atacar com força. Com Poseidon se movendo pela água, Fenku tinha muita dificuldade em se desviar de seus ataques. O chinês trançado logo entrou em desvantagem mesmo utilizando-se da comunicação com a fera-bit. Foi nessa hora que Takashi decidiu entrar em cena:

- Você ainda não esqueceu a Helen, não é? – Ele perguntou, com um cinismo quase imperceptível. Quando Julian parou para encará-lo, Toshihiro ordenou seu primeiro ataque. Quando Julian ia revidar, Takashi falou novamente. – Você era muito apegado a ela, gostava tanto dela... e agora não consegue esquecê-la. Não sei se você percebeu, mas isso logo vai se tornar a sua principal fraqueza. E você era tão forte, e sabia fazer tantas coisas legais...

- Eu sou forte! Eu sei...

- Você era bom músico. Gostava tanto de música que tinha ido estudar na Auckland Music Academy. Eu me pergunto o que aconteceu com o seu amor por música...

Julian parou. Seus olhos estavam voltados para Takashi, mas ele via outras coisas. Sim, ele gostava de música, gostava de tocar sua bateria, seu piano, sua flauta doce... A flauta doce que havia sido um presente de Helen para ele. Helen, que adorava vê-lo tocar. Helen, que o incentivara a entrar naquela escola e dar o seu melhor. Helen era sua motivação para música.

- E você até que não é fraco em beyblade também. Você me derrotou e me ensinou coisas muito interessantes naquele dia. Ainda lembra delas? Ainda lembra do que me ensinou? – Os olhos de Julian voltaram ao tempo presente, observando Takashi atentamente enquanto ele continuava falando. – Você me disse que os melhores perfumes se encontram nos menores frascos, e que ser forte não significa ganhar todas as lutas. Quando nós nos enfrentamos, você me mostrou que a verdadeira força vem de dentro de nós, não é algo que alguém possa colocar em nós.

'Mestre, Poseidon está hesitando. Eu posso sentir que alguma coisa está mudando!'

'Isso é bom. Vamos deixar que o Takashi continue o trabalho dele então.'

Julian ficou novamente perdido em pensamentos. Seu primeiro encontro com Takashi havia sido no dia em que Helen fora mandada para o hospital pela última vez. Ele sempre ia visitá-la nessas ocasiões, gostava de lhe dar força nos dias em que ela tinha que ficar trancada naquele ambiente depresssivo cercado de enfermeiras, médicos e outros doentes. Porém ele não foi vê-la daquela vez. Ele acreditava que, como já havia acontecido tantas outras vezes, Helen voltaria para casa logo. Ela estava para fazer uma cirurgia que poderia curá-la para sempre. Julian acreditava que tudo daria certo e Helen, desta vez livre da doença, voltaria para casa para vê-lo tocar.

Obviamente este dia nunca chegou.

- O Julian que eu conhecia mudou tanto, eu gostaria de saber porquê.

Logo depois que ele soube o que havia acontecido, quando o desespero e o remorso tomaram conta dele, Julian recebeu um telefonema. Umeragi disse que poderia trazer sua irmã de volta. Ele prometeu que o faria. Mostrou os milagres que já havia conseguido usando as feras-bit roubadas e convencê-o a ajudá-lo e conseguir mais feras-bit. Naquele momento Julian faria qualquer coisa para ter sua irmã de volta, apagar completamente os últimos dias de sua memória e viver como se nada tivesse acontecido.

- CHEGA, TAKASHI! CHEGA! – Gritou Julian. Sua cabeça estava doendo com tantas lembranças ruins emergindo ao mesmo tempo. Remoer o passado lhe causava dor, fazia com que ele se lembrasse do sentimento de culpa por não ter ficado ao lado de sua irmã em seus últimos momentos, da dor em seu peito tão forte que parecia que tinham arrancado um pedaço dele mesmo quando lhe deram a notícia. Tudo que Takashi falava fazia com que ele pensasse em Helen. Tudo que Takashi falava lhe dava agonia. – PÁRA COM ISSO! PÁRA! EU NÃO QUERO MAIS SABER!

'Mestre, acho que estamos com problemas. A bomba vai estourar pro nosso lado dessa vez...'

- NÃO IMPORTA O QUE VOCÊS DIGAM, A HELEN VAI VOLTAR! EU VOU FAZER ELA VOLTAR COM AS MINHAS PRÓPRIAS MÃOS! POSEIDON, MAREMOTO DEVASTADOR!

Por causa do alerta de Fenku, Toshihiro foi capaz de ordenar um contra-ataque assim que viu o pequeno tsunami no oceano. O Ultra Tufão Submarino foi de encontro ao Maremoto Devastador em uma repetição do primeiro ataque, porém desta vez os beybladers estavam preparados, mergulhando no mar logo abaixo das ondas um pouco antes de elas se encontrarem. Quando o mar voltou a se acalmar e foi constatado que as duas beyblades ainda giravam, Toshihiro decidiu continuar na água, uma vez que não precisava de muletas para nadar e quase não sentia dor no pé machucado.

Julian já havia se recuperado dos maremotos muito antes dos Taichi. Seus olhos estavam fixos em Takashi quando o garoto voltou a falar, mexendo em um dos bolsos de sua calça:

- Essa luta termina aqui.

Do bolso saiu uma flauta doce. Takashi reconheceu o objeto e entrou em pânico. Julian executaria a Deathly Symphony, o golpe que vencera John. O chinesinho tentou avisar Toshihiro, porém a sinfonia agoniante começou antes que ele pudesse sequer abrir a boca.

Toshihiro quase se afogou ao sentir uma dor aguda se espalhando por todo o seu corpo. Seus ouvidos pareciam prestes explodir, sua garganta estava paralisada e seus membros não lhe obedeciam. O garoto tentou nadar até Fenku, mas a dor tornou-se mais intensa e ele foi aos poucos perdendo as forças, até finalmente afundar.

- Toshihiro! Toshihiro! – Takashi, que havia voltado para a areia assim que o mar voltara ao normal, tentou entrar novamente no mar para ajudar o amigo, porém a dor o impedia de se mover. Até mesmo gritar havia exigido um grande esforço.

Enquanto isso, em sua mente Toshihiro chamava por Fenku. O garoto gritava o nome da fera-bit enquanto seu corpo afundava no mar de mentira, mas não recebia nenhuma resposta. A música o impedia de ouvir o que o leviatã queria lhe dizer, e impedia que Fenku ouvisse seu mestre também. Toshihiro continuava afundando, mergulhando cada vez mais fundo. O mar parecia não ter fim, o fundo do mar não vinha nunca. A música continuava tocando, ele não conseguia ouvir sua fera-bit e também não conseguia mais respirar.

'Fenku, Fenku... me ajude, por favor... Fenku... FENKU!!'

Toshihiro estava perdendo as forças. Não tinha mais energia para lutar, estava completamente paralisado pela música e pela dor. Não queria desistir, não queria perder, mas estava difícil resistir. Fenku, Rumiko, alguém... ele precisava de ajuda.

'Fenku! Fenku, eu preciso de você!'

E Fenku finalmente ouviu. De alguma forma Toshihiro foi capaz de furar a barreira do ataque de Julian e seus pensamentos chegaram até seu monstro sagrado. E bem em cima da hora, pois assim que o garoto ouviu a voz grave e segura do leviathan, Toshihiro fechou os olhos e se deixou levar.

'Vai ficar tudo bem, Mestre. Confie em mim.'


Fora da água, Takashi tentava suportar a Deathly Symphony de seu adversário. A música parecia mais curta na época em que Julian enfrentara John. Agora o mestre de Poseidon parecia tocar por um tempo agonizantemente longo, mesmo depois que Toshihiro afundara, fazendo Takashi sofrer com o efeito do golpe e também com o desespero de ver o companheiro sumindo no oceano.

Quando Julian finalmente parou de tocar, tudo ficou quieto. Os músculos do corpo de Takashi, contraídos por causa da dor, relaxaram e fizeram com que o chinesinho desabasse na areia molhada. Takashi só tinha forças para manter os olhos abertos, seu corpinho diminuto estava completamente esgotado.

De repente um feixe de luz azulada irrompeu do meio do mar. Julian e Takashi assistiram impressionados quando um ser metade homem, metade peixe surgiu das profundesas e subiu até ficar flutuando sobre a água. O ser poderia ser uma sereia, seu rabo era de peixe e ele possiua um torso humano, porém este torço era completamente azul, assim como seu rosto e braços. Somente após ver a grande trança castanha foi que Takashi entendeu que este ser misterioso se tratava de Toshihiro.

- Toshihiro? É você mesmo? – Perguntou Takashi após recolher seu queixo do chão. Do outro lado do mar Julian observava a cena com olhos ligeiramente maiores do que o normal, esquecendo-se de sua habitual apatia.

- Sou e não sou. – A voz que falou era muito mais grave do que a voz do Toshihiro que Takashi conhecia. – Eu sou Toshihiro, mas também sou Fenku.

- Então você é os dois? Por um acaso isso quer dizer que entramos naquela parte da luta em que o mocinho só se ferra, e aí depois de estar todo estrupiado aparece alguém para socorrê-lo e fazer com que ele ganhe a luta?

- Exatamente. Agora é momento em que o mocinho arrebentado dá a volta por cima.

- Mas se você é o Fenku e Toshihiro isso quer dizer que vocês se uniram, certo? E se vocês se uniram isso não deveria significar que o Toshihiro se tornou um ser descontrolado e irracional? O John ficou bem louco, e os lobinhos disseram que...

- Eles ficam assim porque o que eles fazem é deixar seus instintos mais selvagens tomarem conta, pois é só assim que o poder de uma fera-bit consegue fluir por um humano. Mas eu sou diferente. A "verdadeira natureza" de uma pessoa ganha uma manifestação física e a fera-bit se alimenta disse para se fortalescer. A conseqüecia disso é que o humano perde a sua consciência e se torna um ser violento. O que está acontecendo com a gente é que o lado selvagem de Toshihiro foi dominado pela fera-bit ao invés de ser apenas usado como meio de transmitir poder. Fenku ficou séculos pensando em como fazer uma coisa dessas, e hoje finalmente Toshihiro deu a ele a chance de testar sua teoria. Fenku não gosta quando seus mestres ficam selvagens, eles perdem a razão de ser e a luta perde seu valor. Ele acredita que há mais a se aprender usando o cérebro do que os dentes. Ou seja, Toshihiro está sob controle e tudo vai acabar bem.

Depois da longa explicação, Takashi não tinha certeza se havia entendido tudo, mas isso pouco importava. Inteligente ou não, Toshihiro-sereio era a única chance que eles tinham de vencer Julian, por isso Takashi fingiu ter absorvido todo o discurso e engoliu as gargalhadas e as piadinhas que pretendia fazer sobre a nova aparência do compatriota em nome do bom trabalho de equipe.

Julian também havia ouvido cada palavra dita pelo ser azul. Fenku atacou enquanto o garoto ainda estava impressionado demais para reagir, mandando o golfinho para terra firme. Mesmo quando o neozelandês tentava contra-atacar, Toshihiro-sereio se mostrava forte demais para ele. A luta estava quase no fim quando a sereia cabeluda voltou a falar:

- Julian, eu tenho uma pergunta a te fazer.

A resposta do garoto veio em seu tom apático. Depois de ter a beyblade quase trucidada, o choque causado pela nova aparência de seu oponente já havia passado:

- E qual seria essa pergunta?

O ser azul limpou a garganta antes de falar, olhando bem fundo nos olhos negros e sem vida do menino a sua frente:

- Onde está a sua justiça?

Julian encarou a criatura de volta, primeiramente sem esboçar reação. Aos poucos, entretanto, seu rosto vazio começou a ser preenchido por um sentimento de revolta, raiva e de incomformidade. Pra que perguntar uma coisa tão idiota, tão óbvia? A sua justiça... a sua justiça! Os sentimentos foram crescendo dentro dele, preenchendo o vazio da apatia, e quando ele finalmente falou, sua voz estava cheia de vida novamente:

- A minha justiça está em trazer a Helen de volta!

- E por que isso? – O "sereio" sorriu levemente ao ver a mudança no adversário, permanecendo calmo enquanto o garoto se deixava levar pelas emoções que há muito não conseguia sentir.

- Porque não é justo que alguém como ela tenha que morrer! Ela nunca fez mal a ninguém, era sempre gentil com todos e amada por todos também! Ela fazia com que todos nós nos sentíssemos mais vivos, mais alegres! Alguém como ela não pode ir embora assim! Não é justo!

- Não é justo com ela ou com você?

As perguntas do ser azul tinham o poder de atacar Julian onde mais doía, de colocar em dúvida aquilo que ele achava ser a certeza mais absoluta. Por isso Julian sempre demorava um pouco a responder, sendo obrigado a pensar sobre o que estava dizendo:

- Como assim?

- Essa sua "justiça"... ela me parece um pouco egoísta.

- Egoísta? Como assim "egoísta"? A justiça não pode ser egoísta!

O sereio sorriu um pouco mais. Julian estava visivelmente irritado. Era chegada a hora de completar o que Takashi estava tentando fazer desde o começo da luta:

- Acha mesmo? Pois bem então, vamos analisar melhor as coisas. Sua irmã estava doente, ela vivia dentro de casa, não podia ir para a escola, não tinha privacidade nenhuma e sofria muito toda a vez que a doença atacava. – Toshihiro-sereio contou nos dedos cada coisa que falava sobre Helen. Sua voz lembrava um professor velho demonstrando para um aluno cabeça-dura o porquê de dois mais dois ser igual a quatro – E mesmo sabendo de tudo isso, você, o irmão mais velho que ela adorava, ainda quer que ela continue vivendo, continue sofrendo, continue fingindo que ela realmente tem uma vida. – Para concluir, Toshihiro-sereio lançou um olhar frio para seu oponente. Era a primeira vez que o garoto-peixe tirava seu sorriso do rosto. – Em outras palavras, você queria que Helen continuasse sofrendo eternamente porque assim você seria feliz.

As palavras de seu adversário tiveram um efeito devastar em Julian. O olhar frio, o egoísmo implícito na conclusão, a verdade escancarada diante de seus olhos. Seus argumentos eram lógicos, seu raciocínio parecia livre de falhas, no entanto isso não podiam ser verdade, não podia, ou isso significaria admitir que...

- NÃO! ISSO NÃO É VERDADE! NÃO ERA NADA DISSO! A HELEN IA SER CURADA! ELA IA...

- Seria mesmo? – A intromissão do Toshihiro-sereio foi ouvida mesmo com Julian gritando a plenos pulmões. – A doença dela não tem cura, os médicos estavam apenas experimentando. Você sabia disso. Assim como você sabia que, se alguma coisa desse errado, ela provavelmente teria uma vida ainda mais difícil.

- Não... não, ela seria curada! Ela ia ser normal, ela...

Ele sabia. Ele sempre soube. Seu pai lhe disse. Mas não, não, não era nisso que ele acreditava, não era nisso que ele queria acreditar. Não era assim que as coisas funcionavam. Não era verdade.

- Você não sabe o que foi que aconteceu de errado durante a cirurgia, certo? E se a própria Helen quisesse ir? Você não iria contra a vontade dela, iria?

Não! Não! Como assim? Helen nunca pensaria uma coisa dessas! Ninguém jamais pensaria uma coisas dessas! Isso é um absurdo! Ela seria curada, ela seria curada!

- De um jeito ou de outro, Helen está livre agora. Onde quer que ela esteja, não está mais sofrendo. E está olhando você aqui em baixo fazendo barbaridades em seu nome. Ela já se libertou, está na hora de você se libertar também.

Que absurdo! Que absurdo!

- CALA A BOCA, SEU MONSTRO FEIO! VOCÊ NÃO SABE DO QUE ESTÁ FALANDO!

- Sim, eu sei muito bem do que eu estou falando, quem não sabe é você. E eu não sou feio, sou fashion.

Takashi observava maravilhado enquanto o muito calmo Toshihiro-sereio-feio/fashion argumentava com um Julian atormentado. O mestre de Poseidon tentava aos gritos provar que estava certo – não somente para o seu oponente, mas também para ele mesmo, como logo ficou claro – porém o ser azul calmamente refutava todos os seus argumentos e revelava mais alguma de suas "verdades" chocantes. A discussão foi aos poucos mudando de rumo, indo de Helen para as feras-bit, mas sempre envolvendo a palavra "justiça":

- Assim como não é justo tirar algo muito precioso de uma pessoa para deixar uma outra contente. Como você pode ver, feras-bit e humanos podem ser muito amigos e produzir muita coisa juntos. Não foi muito justo o que você fez na Nova Zelândia, impedindo que beybladers pudessem desfrutar desse tipo de relacionamento com seus melhores amigos.

- Isso está no passado! O que passou, passou! O que não é justo é ter só algumas poucas pessoas que possuam feras-bit em primeiro lugar!

- Ah, sim, e porque existem menos feras-bit do que pessoas você prefere deixar todas elas na mão de um homem só, é isso?

- Não! Não foi isso que eu quiz dizer!

- Foi isso que você disse. – Julian virou a cara e estalou a língua, aborrecido. Seu oponente sorriu. – Olha, Julian, acho que com toda essa discussão você já deve ter percebido que o conceito de "justiça" é bem relativo. Tudo que você fez até agora foi guiado por seu senso de justiça, eu entendo isso. Só que você se deixou enganar pelo seu próprio guia. Esqueceu-se que existem vários pontos de vista para uma mesma história e não foi capaz de ver com clareza e analisá-los todos.

O garoto voltou a encarar o rival, confuso com a súbita mudança de assunto:

- Como assim?

Toshihiro-sereio novamente assumiu um tom professoral ao responder:

- É justo ter Helen com você? É, pra você. E pra ela? Talvez nem tanto. É justo roubar feras-bit só porque uns têm e outros não? Não sei, não estamos mais vivendo na época de Robin Hood. E mesmo assim, é justo que todas elas sejam usadas para realisar as ambições de uma só pessoa? Para a pessoa, com certeza sim. E para aqueles que perderam tudo? Não é bem assim. Eu vou perguntar de novo, Julian, já que nós ja falamos bastante sobre isso: qual a sua justiça?

- A minha justiça? – Desta vez a pergunta despertou um tipo diferente de sentimento. Julian não via mais sua resposta como óbvia, estava confuso, desorientado, de repente não sabia mais o que responder. O que era justo, afinal? O que ele podia considerar como sua justiça?

- Pense bem sobre isso. Pense, investigue, analise! Veja dentro de você mesmo em que você acredita, pelo que você está lutando e por que você está lutando. Aí quem sabe a gente pode conversar de novo, em uma situação um pouco mais agradável.

Julian caiu de joelhos. Sua mente dava voltas, a discussão com o monstro azul se juntava com sua missão e com suas memórias de desde o Torneio Neo-Zelandês. As duas coisas não batiam, alguma coisa estava errada, algo precisava mudar. Ele precisava mudar. Mas mudar como? O que ele tinha que fazer? O que seria justo que ele fizesse?

- Chega. Por favor, eu não consigo mais. – Pediu ele por fim, deitando-se na areia e encarando o teto. – Eu não sei mais o que fazer. – Para a sua surpresa, essa última afirmação tirou um peso de seus ombros, e ele se sentiu um pouco mais leve e talvez um pouco mais seguro para tomar uma decisão. Takashi percebeu esta mudança no amigo e resolveu se intrometer na conversa:

- Não precisa fazer nada agora, você tem toda uma vida pra descobrir as suas respostas. Você só não pode se deixar enganar por pessoas como o Umeragi-baka que tentam te manipular com esse papo complicado de justiça. A partir de agora, sempre tente chegar a conclusões por você mesmo, ok?

- Sim, eu vou tentar. – Sorrindo, Julian enfiou a mão no bolso da calça, retirando de lá um pequeno e precioso objeto. – Essa luta terminou, vocês venceram. – E atirou o bit-chip de Kufe para Takashi. Na mesma hora seu peão parou de girar. – Eu não quero mais saber de lutas por enquanto.

- É, nem eu. – A voz do "sereio" ficou um pouco mais fina. O rosto azulado de Toshihiro estava cansado. – E eu não quero saber de piadinhas quando eu acordar. – Ele só teve tempo de chegar em terra firme antes de ser novamente envolvido por uma luz azul, deixando Toshihiro, agora novamente em sua pele normal e com pernas, e sua beyblade lado a lado. O garoto estava dormindo, completamente esgotado.

- Obrigado, Takashi. Eu te devo essa.

- Que nada. Vamos dormir e esquecer tudo isso...

Antes mesmo de terminar de falar, Takashi já estava adormecido. Um pouco antes de Julian fazer o mesmo, ele sentiu a presença de mais alguém na sala. Ao olhar para cima, encontrou uma versão semi-transparente de sua irmã flutuando no céu e sorrindo para ele. Helen tinha asas brancas e estava envolvida por uma luz quente e aconchegante. Ela acenou, e Julian de algum modo conseguiu acenar de volta. Helen desapareceu logo depois.

Helen sorria. Enquanto ela ainda sorrise para ele, Julian saberia que havia feito a coisa certa.


Rumiko: Oh, que final tocante! T.T (Rumiko chorando copiosamente)

Ken: Oh, quanto drama... . (Ken indo vomitar)

Julian: Oh,Helen sorriu pra mim e eu voltei a ser bonzinho, é isso que importa. :) (Julian emocionado com o desfecho do capítulo)

Hehashiro: E o meu irmãozinho recuperou Kufe pra mim! Oh, como eu estou feliz!

(Hehashiro e Kufe dançando abraçados para comemorar)

Takashi: E falando em Toshihiro, gente, a gente precisa tirar uma foto do Toshihiro-sereio pra poder ficar fazendo chantagem e rindo da cara dele! (Takashi com olhar malígno e câmera na mão)

Rumiko: Ah, mas ele não estava tão feio assim! Ele até que estava fofinho! ^^~

Takashi: Você não estava lá, Rumiko, não pode dizer nada. ò.ó

Fenku: Eu e meu mestre ficamos muito fashion, viu? Ele até agora foi o único a mudar de cor! Isso é um evento sem precedentes na história dos beybladers!

Toshihiro: É isso aí, Fenku! Eu concordo plenamente com você! Eu sou um pioneiro, não posso ser motivo de chacota! ò.ó

(beybladers todos rindo da cara do Toshihiro)

(Toshihiro ficando puto com todo mundo que está rindo da cara dele)

(Toshihiro vai embora do off-talk e vai procurar por algum lugar em que as pessoas entendam o valor da sua transformação em sereia azul no meio de uma luta)

Ken: Gente, o Jamie-baka fez um desenho do Toshihiro-sereio versão chibi!

Isaac: E de mais um monte de chibis nossos. Mas, hey, isso já faz tempo... (Isaac apanhando o caderno de desenho de 2005 do Jamie)

Ken: É, eu sei! Mas isso significa que agora a gente tem material para black-mail! Vamos contar pra todo mundo e pedir para as pessoas nos pedirem para mandar pra elas os desenhos, aí podemos todos rir da cara do Toshihiro azul e de mais um monte de outros! XDDD

David: Legal! No meu desenhoeu estou vestido de morte! XDD (David brincando com a foice)

Yoshiyuki: E eu sou um anjinho com asinhas brancas! XDD (Yoshiyuki fazendo cara de criancinha fofinha lambuzada de chocolate)

Carlos: E eu sou um bebê deitado em um pilha de almofadas... (Carlos vira um bebê e aparece dormindo em uma pilha de almofadas)

Ann: E eu estou vestida de diabinha pronta para dominar o mundo! MWAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

(Ann aparece com a roupa de diabinha e começa a acertar todo mundo com o tridente)

Ken: Lembrando que os nossos e-mails estão no profile do Jamie-baka! Nós responderemos com prazer a qualquer um que se preste a nos escrever!/o/

(Ann acerta o Ken na bunda porque ele se distraiu demais na hora de dar o recado)

(Ken sai voando pelo off-talk feito uma estrela cadente)

(Fenrochi acompanha o Ken na queda pra fazer o efeito especial de uma bola de fogo)

(Bola de fogo cai no chão e incendeia o off-talk)

Jing Mei: Argh, de novo! Que falta de originalidade! Desde que esse dragãozinho metido apareceu ele só pensa em incendiar o off-talk! Assim não dá, ele tá roubando o meu papel de vilã-estrela!

Fenrochi: É que eu agora sou um queridinho do público, ao contrário de você, então eu tenho direito a aparecer mais! (Fenrochi mostrando a língua pra Jing Mei)

(Cenário queimando enquanto eles discutem)

Jing Mei: Bobagem! Eu sou uma personagem muito mais importante do que você! Eu tenho bem mais personalidade! Eu apareço há bem mais capítulos! ò.ó

Fenrochi: Ah, não aparece, não! Eu apareço desde o começo da primeira fase! XDD (Fenrochi fazendo "v" de vitória com dois dos três dedos que ele tem na mão)

Jing Mei: Mas só abriu a boca semana passada!

Fenrochi: Errou de novo! Eu abri a boca naquele off-talk que foi só com as feras-bit, onde eu mostrei as minhas tendências incendiárias, o Fenku mostrou que é um filósofo de botequim, o Fenki mostrou que tem complexo de herói e Fenhir, Ceres e Flamelus mostraram que não passam de um bando de fofoqueiros!

(Beybladers olhando os capítulos passados para achar o off-talk das feras-bit)

(Beybladers leram o off-talk das feras-bit)

Beybladers: Aahh... o.o''

Fenrochi: Viu, eu sou um personagem há bastante tempo já! (Mostra a língua de novo)

Jing Mei: Grande coisa! Eu sou a vilã oficial, você é apenas a fera-bit do mocinho. Nem devia ser malvado, por sinal...

Fenrochi: Eu naõ sou malvado! Eu só gosto de queimar coisas, pô! (Fenrochi chorando lágrimas de crocodilo – ou seria dragão? – de novo)

(E o cenário ainda queimando)

James: (aparece no meio do fogo com uma roupa protetora) Gente! Gente! Adivinha só, já escrevi até o capítulo 40! E hoje vou escrever o 41! E vou postar o próximo capítulo na terça!! XDDDD

(James pulando feliz no meio do fogo porque está mesmo conseguindo escrever um capítulo por dia)

James: Ah, e a série vai ter só 44 capítulos porque eu acabei cortando um capítulo que não servia pra nada e que por sinal seria o próximo capítulo se não tivesse sido cortado... Oh, well, that's life! Se eu achar que vale a pena eu posto ele depois de postar a parte do fim dos Kita no Ookami... u.ú

Kazuo: Eu realmente espero que o Jamie-baka não esqueça da nossa parte...

James: Eu naõ vou esquecer! Só não sei em quantos capítulos eu vou ter que dividir aquela coisa...

Osamu: E vê se deixa a gente menos ninja também... ¬¬''

James: Que culpa eu tenho se quando eu escrevi aquele negócio eu tinha recém-descoberto Naruto? Eu estava tão empolgado... (James sonhando acordado lembrando da época que tinha recém-descoberto Naruto e estava escrevendo o fim dessa história)

Shinji: E por causa disso fez a gente usar até kunais no caminho pra casa... ¬¬''

Lin: Pessoal, não vamos dar muitos spoilers... u.u

Osamu: Já sei! Vamos perguntar pros leitores se eles querem ver a gente se fingindo de ninja ou se eles preferem que o Jamie-baka faça algumas modificações nessa parte da nossa história!

Ken: Até parece que algum leitor vai se prestar a responder a essa pergunta... ¬¬''

Osamu: Tentar não mata... u.ú

(Cenário ainda queimando)

Yoshiyuki: De qualquer jeito, quando o Jamie terminar de postar a história toda nós teremos as nossas fics de aniversário atrasadas e Eyes of Freedom e fase TRÊS que tá todo mundo muto ansioso pra ler! XDDD

Lily: Até porque o James ainda não escreveu quase nada dela, então ninguém sabe direito o que vai acontecer...

(musiquinha de suspense no fundo)

(beybladers parados por causa da musiquinha de suspense)

(aparecem vultos dos personagens da próxima fase)

(vultos somem quando acaba a musiquinha de suspense)

(cenário ainda queimando)

Ken: Ah, a gente sabe algumas coisas, sim! A gente sabe que vai ser em 2024, que a Satsuki vai (passa um caminhão no meio do cenário em chamas), e que o (sirene do carro de bombeiros no fundo) vai fazer (carro de bombeiros passa direto pelo cenário do off-talk), e que a Rumiko vai ser uma (explode uma bomba do lado do cenário do off-talk) e que o Umeragi-baka vai (cenário do lado do cenário do off-talk também começa a pegar fogo) e que...

Todos: CALA A BOCA, KEN!!! Ò.Ó

Ken: (todo encolhido com medo) Ai, tá, tá, disculpa... (chupando o dedo)

Hehashiro: Oh, gente, será que ninguém reparou que o cenário está queimando, não?

(Pois é, o cenário ainda está queimando!)

Todos: AAAAAAAAAHHHHH, O CENÁRIO AINDA ESTÁ QUEIMANDO!

(Beybladers percebem que o cenário ainda está queimando e começam a correr de um lado para o outro feito baratas tontas)

Voz Misteriosa: Não temam, meus amigos! A ajuda chegou!

(Beybladers ignoram a Voz Misteriosa porque o cenário AINDA ESTÁ QUEIMANDO e ninguém é capaz de fazer alguma coisa para apagar o fogo)

Voz Misteriosa: (limpa a garganta e arruma um megafone) EU DISSE QUE A AJUDA CHEGOU!!!!

(Beybladers param de correr feito baratas tontas pra encarar a Voz Misteriosa)

(Luzes na Voz Misteriosa pra gente saber quem ela é)

(E a Voz Misteriosa é...)

Toshihiro-sereio: Olá a todos! (acena com a mão azul) Eu resolvi usar de meus poderes híbridos para fazer alguma coisa útil por este off-talk e pelo mundo. Depois de dar uma grande lição de moral no rei da lição de moral (Julian encolhido em um canto com vergonha) eu agora vou dar uma lição nesse fogo dos infernos que não pára de nos perturbar desde que o Fenrochi decidiu entrar na história!

(Toshihiro-sereio usa seus poderes híbridos e lança uma onda gigante em cima do fogo)

(Onda gigante arrasta todos os beybladers pra fora do cenário do off-talk)

(Toshihiro-sereio fica flutuando em cima de todo mundo e assoviando uma música besta enquanto todo mundo é levado pela enxurrada)

Toshihiro-sereio: E mais uma vez, o dia foi salvo, graças a mim! Eu salvei o dia duas vezes no mesmo capítulo! Mereço um prêmio especial! Acho que vou sair para passear com a Rumiko! Rumiko, vem cá!

(Ninguém responde)

Toshihiro-sereio: Rumiko! Hey, Rumiko! (Toshihiro-sereio sai flutuando por aí procurando a Rumiko) RUMIKO! RUMIKO!

(E o Toshihiro-sereio fica perdido procurando pela Rumiko e some do off-talk)

(E como todo mundo sumiu do off-talk, eu vou encerrar as besteiras de hoje lembrando que a gente só não falou mais besteiras porque o Jamie ainda tem que escrever o capítulo 41 e também lembrar a todos que o próximo capítulo sai terça. Eu não vou dizer quem vai lutar no próximo capítulo, vocês que adivinhem. E vou lembrar também que quem quiser ver o Toshihiro-sereio chibi é só pedir pro Jamie ou pra outro personagem com e-mail que ele manda a criatura...)

(Acho que era só...)

(Ah, é, eu acho que eu devia aproveitar a oportunidade pra dominar o off-talk já que não tem ninguém aqui...)

(Mas quando não tem ninguém aqui as coisas ficam tão chatas...)

(Nem vale muito a pena)

(Acho que vou só encerrar então...)

(Terça-feira eu tento de novo...)

(Eles naõ perdem por esperar! Esse off-talk um dia vai ser meu! Meu! MEU! MWAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA)

(Ah... Owari)

OWARI