Nome do autor: Fla Cane
Título: Ande
Sinopse: Rondando eles tiveram tempo.
Ship: Jacob/Alice
Gênero: Romance/Friendship
Classificação: T (por segurança)
N.A.: Continuação da fic Dormindo.
É no meio de BD, mas nem pense que gostei daquilo, ta? E sabe aquela impressão medonha com aquela coisa horrorosa que nasceu no meio do livro? Não aconteceu aqui e o monstro do Lago Ness nem aparece, ta?
Bom, se gosta, aproveite.
Se não gosta, boa sorte e clique em Voltar ou X.
Se vai se arriscar, valeu!
Não ganho nada com essa fanfic e por escrever com esses personagens. Nenhum deles me pertence, pois se me pertencessem tudo seria muito diferente.
Boa Leitura.
Ande
por Fla Cane
-Isso é chato. – Alice comentou andando ao lado de Jacob. O moreno estava andando calmamente, fazendo sua ronda pela primeira vez sem estar transformado, demoraria o triplo de tempo, mas Alice estava ali e poderia conversar.
-Eu teria feito isso rápido e já estaria lá outra vez. – comentou dando de ombros.
-Eu estaria com dor nesse momento. – Alice parou e fitou a casa ao longe, sem realmente enxergar, estava noite, mas ela veria a casa se estivessem mais perto.
-Precisa se afastar da casa.
-Estar com você, já me afasta da casa. – sorriu e o fitou. Jacob a estava olhando, estreitando os olhos, ela percebeu.
-Jasper já voltou?
-Já. Há pouco. – Alice sorriu brevemente e deu alguns passos na direção que sabia que era a direção da casa. – Estou te atrapalhando, não? Preciso aprender sobre limites.
-Não é isso. – apressou em dizer, sentindo que havia falado algo que chateou a morena. – É só, que vocês são um casal... ele pode não gostar.
-Jasper, entende. – inclinou a cabeça, e a balançou, frustrada. – É terrível saber que as coisas podem acontecer, mas é pior não saber porque você está envolvido.
-Posso me afastar. – colocou as mãos nos bolsos, olhando para a copa das árvores que filtravam a luz da lua. – Talvez seja melhor.
-Se eu quisesse ficar longe, eu ficaria.
Jacob sorriu ainda olhando a copa das árvores, sentindo que a morena se movia devagar, dando passos para frente e para trás. Era estranho conseguir se dar tão bem com um vampiro, mesmo que fosse uma vampira que ele nunca pensara muito bem em conhecer.
-Bella sente sua falta.
-Bella está feliz. – a voz amarga de Jacob fez Alice lhe olhar, fitando-o séria.
-Edward a faz feliz. – concluiu e fitou o mesmo que ele fitava. Enxergava bem mais coisas que ele, via detalhes que ele não via, mas era bonito mesmo assim.
-A felicidade tem que ser a base de vocês, não? Ou tudo despenca, não é?
Alice o fitou, vendo Jacob olhar para ela perante o silêncio que ela ficara. Olho nos olhos, ambos sérios. Não houve tempo para que ela tivesse previsto isso ou que ele tivesse idéia do que estava acontecendo, apenas aconteceu.
-Eu acredito que sim. – aproximou-se dele, seu corpo quase que perto demais do lobisomem. – Mas é tão complicado ser extremamente feliz.
-Ninguém é extremamente feliz. – Jacob afirmou, aproximando-se da morena, sorrindo. – Isso não existe.
-Que amargo. – ela brincou, perto de Jacob. O moreno sentiu o frio que ela emanava, mas era agradável conversar com ela, a vampira não segurava o que pensava somente para ela.
-Estou mentindo?
Alice ficou em silêncio, olhando-o, Jacob era alto demais e ela tinha que fita-lo levantando a cabeça. Jacob olhava para baixo, ambos estavam sérios, e ela estava com outra roupa. Balançou a cabeça, percebendo que era a terceira vez que reparava nas roupas que ela vestia.
-Não existe felicidade plena. – aproximou-se outra vez. – Nem amor eterno. Nem coisas únicas. – Jacob tirou a mão esquerda do bolso, levantando-a até a jaqueta de Alice, puxando-a para baixo, brincando.
-Opa, mas somos únicos. – ele brincou.
-Não, somos diferentes. – ela cutucou o braço dele com a ponta de seu dedo gelado. Jacob sorriu torto.
-Ok, somos diferentes, únicos e sozinhos. – deu de ombros, ainda puxando a jaqueta dela. – Mas não nos suportamos, não gostamos um do outro e sempre queremos nos matar.
-Não quero matar você. – o cutucou mais uma vez, mas dessa vez com vários dedos, arrepiando a pele quente demais de Jacob. – E não estamos sozinhos.
-Eu estou. – sua mão prendeu-se com mais força na jaqueta dela.
-Não está, eu te suporto. – sorriu e olhou para o céu que aparecia na copa das árvores. – E você me suporta. Um futuro interessante.
-É, mesmo que você não o vejo. – soltou a jaqueta dela, pousando a mão em seu ombro, dando-lhe apoio sobre a frustração que ela sentia ao não conseguir ver direito o futuro.
-Mesmo que eu não o vejo, posso saber onde as coisas vão levar. - Jacob sorriu e olhou na mesma direção que ela olhava, sentindo a mão dela contornando a sua com a ponta dos dedos.
-Ok, onde elas podem levar. – ficou sentindo a pele dela contra a sua, sorrindo e olhando para o céu escuro.
Fim
