Nome do autor: Fla Cane

Título: Tocando

Sinopse: Ela o tinha tocado, era a vez dele.

Ship: Jacob/Alice

Gênero: Romance/Friendship

Classificação: M (por segurança)

N.A.: Continuação de Curiosidade. Um pouco mais quente, ok?

É no meio de BD, mas nem pense que gostei daquilo, ta? E sabe aquela impressão medonha com aquela coisa horrorosa que nasceu no meio do livro? Não aconteceu aqui e o monstro do Lago Ness nem aparece, ta?

Bom, se gosta, aproveite.

Se não gosta, boa sorte e clique em Voltar ou X.

Se vai se arriscar, valeu!

Não ganho nada com essa fanfic e por escrever com esses personagens. Nenhum deles me pertence, pois se me pertencessem tudo seria muito diferente.

Boa Leitura.


Tocando

por Fla Cane

-Poderia tentar comer como um humano quando não está transformado, não?

Alice entrou na cozinha zombando de Jacob, que comia parecendo ver comida pela primeira vez na vida, naquele momento. Comia com as mãos e a boca estava suja dos lados e molho descia por seu queixo.

-Você bebe sangue, não me enche.

A morena parou ao lado dele na mesa, de pé. Jacob olhou para cima, vendo-a lhe fitar e a ignorou por um momento, voltando sua atenção para seu parto de carne com molho. Mas o cheiro dela acabou por lhe perturbar e o moreno afastou o prato, levantando-se e indo até a pia. Lavou as mãos e o rosto, virando-se e assustando-se com a proximidade dela. Alice estava bem atrás dele, sorrindo com o susto que ele levara.

-Vai, vamos lá. Diz o que quer e aí eu posso terminar de comer. – Jacob desviou-se dela, sentando-se outra vez no lugar de antes e esperando que Alice voltasse ali e lhe dissesse o que queria.

-Sua vez.

Jacob não entendeu o que ela quis dizer, nem mesmo quando a vampira parou bem a sua frente e ficou séria. A viu levantar as mãos e desfazer os laços da blusa de frio que vestia, deixando-a cair no chão da cozinha, ficando somente com uma regata fina e que deixava sua barriga a mostra. A fitou nos olhos dourados.

-O que está fazendo?

-Sua vez, já disse. – não sorriu, mas levantou a mão direita, indicando a barriga, onde ele deveria tocar.

Jacob demorou certo tempo para entender o que fazer, e quando finalmente entendeu que ela estava lhe dando a oportunidade de tocá-la do mesmo modo como ela o tocara, ela já havia pegado seu braço, fechando os dedos gelados em seu punho. Espalmou sua mão na própria cintura e o soltou.

O moreno a olhou nos olhos, mas sua mão se moveu. Alice o fitava, estudando suas reações. Ele ainda estava surpreso, mas moveu a mão, deslizou os dedos na pele fria e lisa dela, tocando e acariciando. Moveu os dedos por toda a barriga dela, agarrando a cintura do lado direito levemente, sentindo como ela era forte. Mesmo que a pele fosse fria parecia tecido fino e caro sobre sua pele quente e áspera.

Alice esboçou um pequeno sorriso ao vê-lo olhar para onde sua mão tocava, ele seguia os próprios dedos, avançando para cima, pouco, mas o suficiente para ver a ponta de seus dedos sumirem dentro da blusa curta que ela usava. A sensação era estranha, mas ao mesmo tempo era interessante, não sentia nada a ecoar o coração, pois ele não batia.

Sua outra mão subiu sozinha para o corpo dela, segurando-a pelo outro lado da cintura, apertando devagar. Subiu os olhos escuros para olhar nos olhos dela, vendo-a lhe fitar com certo divertimento. Com certa relutância afastou suas mãos dela, sem antes deixar os dedos escorrem por toda a extensão que ainda alcançou.

-Você estava acordada, não é a mesma coisa. – falou após algum tempo.

-Eu não durmo, nunca será a mesma coisa. – sorriu e deu alguns passos, afastando-se dele.

-Não é justo.

-A vida não é justa. – brincou, vendo-o ficar sério. Teve que rir e ele pareceu ficar ainda mais sério.

-Ok. – levantou-se e ia saindo da cozinha quando ela falou outra vez.

-Onde vai?

-Fugir de você. – falou sem se virar e ela riu. – Quando achar que deve ser justa, estarei lá fora.

Alice assentiu mesmo sabendo que ele não estava olhando e riu outra vez. Daria algum tempo para que ele ficasse mais bravo e então iria até ele. Lhe mostraria que nem tudo era justo realmente. Nem a vida, nem a situação em que estavam.

Fim