A/N: Desculpem-me, pelo visto meu o possível, não foi o suficiente pra postar no fim de semana, mas aqui estou, vamos ver o que houve na casa dos Clearwater.

último Problema em Forks

Capítulo 4

De Mãe pra Mãe

POV Carlisle

Esme iria ficar chateada pela porta, Edward teve que ir longe pra conseguir alguém que a deixasse exatamente como era, quando ele teve a péssima idéia de gritar comigo e quebrá-la.

Grande falha a minha em não controlar a minha força e fazer o mesmo, mas eu sabia que todos eles entenderiam ao saber o que foi dito a Rose.

Eu sei o que deve estar pensando, hipocrisia a minha, querer punir Alice, sabendo que foi o mesmo motivo que a fez perder as estribeiras.

Mas o problema não se tratava somente disso, se tratava como sempre, da desobediência, aliás o cinto da disciplina sempre acabava sendo utilizado de uma forma ou de outra por esse motivo, por mais provocativas que fossem as garotas da reserva, ela devia ter me obedecido e se comportado, e não arrastado as irmãs pra esse bate boca que só podia terminar em tragédia.

Mas nenhum tipo de comportamento inadequado dos meus filhos, dá a quem quer que seja, o direito de fazer o que foi feito com minha Princesa, só de pensar as lágrimas me vinham nos olhos.

Lágrimas de compaixão, lágrimas de raiva, lágrimas de frustração.

Era tão frustrante não poder dar aos meus filhos o que eles precisavam.

Emmett era fácil de satisfazer, era só ter grana, não havia nada que ele realmente quisesse que não acabasse possuindo, além do mas, ele achava o máximo ser vampiro e pronto.

Jasper só precisava de Alice e de satisfazê-la, e eu sempre podia proporciona-lhe isso.

Já Alice sofreu anos calada, até que seu passado foi descoberto, foi um dia maravilhoso quando eu vi aquela tristeza disfarçada finalmente fugir de seus olhos.

Edward me massacrava por dentro com aquela solidão, por isso fiquei do lado dele quando toda a loucura de Bella humana, se instalou na família.

Mas a tristeza de Rosalie, eu nunca poderia desfazer, já cheguei até pensar em deixar que ela mordesse uma criança órfã em estado terminal, isso a 4 anos atrás.

Vê-la cuidando de Renesmee com tanto zelo me fez enxergar ainda mais, o quanto ela precisava daquilo, e uma garotinha órfã foi parar no hospital com um gravíssimo tumor no cérebro, inoperável, a cituação era irreverssível e eu quase cedi a minha paternidade e fiz uma loucura, a garotinha tinha as covinhas de Emmett e os cabelos dourados de Rose, embora fossem tão lisos quanto aos de Alice.

Mas a confusão que criaríamos com os Volture seria difícil de segurar, ainda mais com todos os olhos em cima de Renesmee, tinha também o fato de Rose nunca ter provado sangue humano, eu não sabia no que poderia resultar, pensei em deixar que Emmett fizesse isso, talvez se tornar um pai o fizesse mais ajuizado, como aconteceu com Edward, ele ainda é meu menino de 17, mas muitas coisas mudaram desde que ele passou a se ver na obrigação de dar exemplo para filha.

Em fim, Rose e Emmett provavelmente nunca se quer saberão que a idéia se quer passou pela minha mente.

Mas toda vez que eu via aquele vazio no olhar da minha Princesa, ela voltava mais forte do que nunca.

Eu olhei pra fora, o carro estava tão rápido que a paisagem eram vultos, eu me lembrei da quantidade de vezes em que puni meus filhos por isso, dos sermões intermináveis, das surras, dos castigos e da ameaças. Aos poucos o bom senso foi tomando conta de mim e diminui a velocidade, o que foi ótimo, pois eu poderia fazer aquela loba desgraçada em pedaços, se chegasse lá antes de me acalmar.

Assustei-me comigo mesmo, mas ninguém estava ali pra ler a minha mente, compaixão também tem limite, mexer com nossos filhos é milhões de vezes pior do que mexer conosco, todo mundo sabe disso.

Eu parei na entrada da festa, parecia que Esme e os meninos tinham feito um bom trabalho em acalmar as coisas, eu controlei o meu desejo se sair do carro enfurecido e mostrar a ela que Rosalie tem um pai, deitei a cabeça no volante e respirei ofegante como se precisasse de ar tanto quanto um humano qualquer.

Antes que eu pudesse perceber a porta do carro se abriu e as meigas mãos de Esme acariciaram meu braço.

"Como ela está? Ou como elas estão?"

Ela perguntou pelas filhas, obviamente reconhecendo a angustia nos meus olhos, sempre que eu punia os meus filhos, eu secretamente sofria e era secretamente consolado por ela.

"Eu ainda não..."

Eu não precisava concluir a expressão, ela sabia ao que me referia.

"Graças a Deus..."

Ela suspirou, mas antes que se tranqüilizasse ela percebeu o que eu tinha dito.

"...Espere um pouco...O que você quer dizer com ainda? Se vai puni-las o que faz aqui? E o que é toda essa angustia?"

Eu podia ver o olhar confuso no rosto dela.

"Eu vim aqui tomar satisfações, estou tentando me controlar pra não bancar o vampiro, depois do que aquela garota arrogante fez com a nossa Rosalie."

Expliquei a ela com detalhes o que tinha acontecido, e a minha dor parecia estar tomando conta dela a cada palavra que saia da minha boca.

"O que houve depois que saímos?"

Então ela me disse tudo sobre o que aconteceu na minha ausência.

FLASH BACK

POV ESME

Jacob queria fazer algo, mas precisava consolar a Nessie para que pudéssemos prosseguir com a festa, então já que as duas meninas na companhia de Leah eram sobrinhas de Sam e da parte do bando dele, e a Mãe de Leah estava presente, o Billy pediu pra que Jake cuidasse de Nessie e deixasse o Sam resolver essa sozinho.

Sue me ofereceu o seu telefone e catálogo pra que encontrasse um bolo à pronta entrega, quando eu estava ao telefone, a porta abriu abruptamente, e Sam entrou agarrado ao braço de Leah, com Seth no reboque.

"Me solta, você não é meu dono, não é meu pai, nem meu líder você é, quem te dá o direito de me agarrar desse jeito?"

Ela gritava bufando de raiva.

Ele agarrou o outro braço dela fazendo-a ficar de frente pra ele e sacudiu chamando sua atenção.

"Você me deu esse direito quando pensou que ia fugir da responsabilidade do que fez, Jacob está ocupado, e nós Quileutes somos justos e responsáveis, Carlisle é um bom líder e ele levou suas filhas pra cuidar de sua parte, não somos nós quem vamos deixar passar em branco."

"É! Só que eu não sou filha de ninguém, meu pai morreu, meu líder é o Jacob, e ele está muito preocupado com a mosntrinha dele pra ser um bom líder, você não é nada pra mim, como eu disse não sou filha de ninguém! DE NINGUÉM OUVIU?"

Sue olhou pra mim, com olhar apologético.

"Desculpe-me a grosseria Esme, mas eu preciso fazer isso agora, não repare, por favor."

"Não se preocupe, sou mãe de seis e avó de uma que vale por dez, sei que tem coisas que não podemos dar o luxo de esperar."

Eu mal fechei a boca e a expressão de Sue mudou para uma que nunca tinha visto, me peguei pensando se era essa a minha cara quando estava brava com meus filhos, e a julgar pelo medo no rosto deles eu acredito muito que sim.

"Filha de NINGÉN? Eu vou te mostrar quem é filha de ninguém, seu pai morreu mas eu ainda estou viva e bem forte pra te dar uma lição, vá já pro seu quarto!"

Ela manteve a postura arrogante mas não respondeu a mãe, uma postura meio que parecida com a de Jasper e Rose, morrendo de medo mas não querendo demonstrar.

Seth como um bom irmão caçula pentelho, cobriu a boca tentando segurar a risada que traiçoeiramente escapou por entre os dedos.

Leah deu a ele um olhar de morte não menos ameaçador que o de Sue.

"Do que você está rindo, fedelho?"

Sam saíra no instante em que Sue tomou as rédeas da situação.

Eu queria muito não estar ali compartilhando tal constrangimento para Leah, mas ainda mais constrangedor seria pra Sue, se eu saísse de fininho, depois de ela me ter pedido pra não reparar.

Seth não percebeu o olhar da mãe e continuou se divertindo às custas de Leah.

"A mamãe mandou você pro quarto, acho que sabemos bem o que isso quer dizer."

"Se enxerga pirralho! Eu não vou apanhar, eu já sou uma adulta, não bebê que ainda leva palmadas no bumbum igual a você."

Ele ficou vermelho como um tomate por ela ter dito aquilo na minha presença.

"Ei! Eu não levo palmadas!"

Ele disse olhando pra mim com urgência, mas suas bochechas coradas diziam o contrário.

Sue ainda no controle da situação agarrou o braço de Leah, mas se dirigiu ao filho caçula.

"Leva sim senhor, e se não quiser umas agora mesmo na frente da visita, é melhor limpar esse sorriso da cara e ficar fora disso, não é da sua conta se Leah vai apanhar ou não, agora vá lá pra fora antes que eu mande você pro seu quarto."

Ele arregalou os olhos com a ameaça e foi em direção à porta andando de costas com as mãos espalmadas pra frente.

"Credo que estresse! Já to iiindo!"

Então ela se voltou para a filha, no mesmo instante eu voltei meus olhos para o catálogo, estava na página das lojas de roupas e assessórios, mas eu só queria mesmo um lugar pra olhar.

"E você vá logo pra o seu quarto! AGORA!"

Meus ouvidos atentos ouviram quando a garota arrogante puxou o braço com brutalidade do domínio da mãe.

"Eu vou pra onde eu quiser, e quando eu quiser!"

Paf!*#!

O tapa soou alto aos meus tímpanos sensíveis, eu levantei o rosto automaticamente, e vi a cena dolorosa, Leah com a mão no rosto e a lágrima descendo no rosto de Sue, mas sua postura não vacilou.

Ela começou a desabotoar a fivela do seu cinto e puxou com firmeza dobrando-o na mão, em seguida apontou em direção ao quarto da menina.

"Vai logo, ou eu juro pela alma do seu pai que eu corto você todinha nesse cinto!"

Eu fiquei tensa, eu podia ver nos olhos de Sue que ela não estava blefando, se a garota resolvesse não subir eu iria presenciar um massacre, a menos que eu arriscasse interferir.

Mas pra minha surpresa, não foi o que aconteceu, Leah baixou a cabeça e subiu sem pestanejar, depois de olhar apavorada para o cinto na mão da mãe. Pelo visto meus filhos não eram os únicos que conheciam bem aquela forma de disciplina por ali.

Eu olhei para Sue e percebi que devia apressar os meus passos em sua direção para evitar que ela caísse, seus joelhos cederam e eu a guiei ao sofá.

"Calma Sue, adolescentes são assim mesmo..."

Ela rompeu em lágrimas arrependida pelo que fez a filha.

"Eu não sou assim Esme, eu nunca atingi nenhum dos meus filho na face, mas ela me tirou de mim, quando vi já tinha feito."

Eu me lembrei da vez em que levantei a mão para meu filho Jasper, o quanto aquele movimento me feriu, mesmo não tendo sido concluído, ela devia estar ardendo por dentro de tanta dor.

"Eu não sei mais o que fazer Esme... Ela costumava ser uma menina tão doce e vaidosa. Depois que Sam a abandonou, ela mudou muito, mas Herry nunca permitiu que qualquer coisa fosse motivo para desrespeito aqui em casa."

Ela limpou as lágrimas do rosto pra olhar pra mim, o que foi inútil, pois novas lágrimas substituíram as anteriores.

"Depois que meu Harry morreu, eu perdi totalmente o controle, Seth ainda me obedece, mas Leah está cada vez mais autoritária, eu precisava lembrar a ela com quem ela estava falando, me desculpe não poder poupar você dessa cena lamentável."

Eu sabia que minha vida doméstica não era do interesse de ninguém, mas me vi na obrigação de consolá-la como mãe.

"Não precisa se desculpar Sue, eu já estou acostumada com esse tipo de disciplina, afinal eu tenho vários adolescentes em casa e um pai que gosta de tudo na linha."

Ela olhou pra mim confusa.

"Você quer dizer que o Dr. Cullen já tirou o cinto pra algum dos seus filhos?"

Eu tive que rir daquela pergunta.

"Não, pra um deles não, pra todos eles, não diga a ninguém, mas temos até um cinto da disciplina, que fica pendurado no escritório, só esperando o próximo aprontar alguma."

Eu disse num tom engraçado na esperança de tirar um pouco o peso dos ombros dela.

Nós duas sorrimos um pouco.

"Engraçado, o Dr. Cullen é tão paciente e seus filhos tão comportados e educados, que ninguém jamais poderia imaginar."

Eu peguei a mão direita dela entre as minhas e disse com um tom carinhoso.

"E por que é que você acha que eles são tão educados, porque recebem uma boooa educação."

Ela quis sorrir quando eu peguei no cinto ao arrastar a palavra boa, mas o sorriso foi interrompido pela gravidade da situação.

"Mas aposto que nenhum de vocês tenha agredido a face de um filho..."

Ela disse como uma afirmação e não uma pergunta.

Então ofereci minha experiência materna de quase 100 anos.

"Quer um conselho? Peça desculpas a ela antes de qualquer coisa, antes mesmo de qualquer coisa, pra que isso fique pra trás e assim você se sinta livre de qualquer culpa, para que possa corrigi-la como bem lhe convir, assim ela não correrá o risco de confundir as coisas."

"Obrigada Esme."

Ela disse realmente agradecida.

"Eu realmente pretendo somente ter uma conversa séria com ela, e deixá-la trancada em casa por umas duas semanas, a menos que ao chegar ao fundo disso encontre alguma coisa grave, a assim por mais velha que ela esteja pra isso, eu vou dar a ela uma bela surra com uma boa vara da reserva Quileute."

Eu apertei a mão dela em apoio e concordância.

"Mas não se esqueça Sue, se vier a ter que fazer isso, deixe claro a ela que nunca mais voltará a bater no rosto dela outra vez e que se arrepende daquilo, e aproveite pra diferenciar a bofetada de raiva, das varadas de correção, pra que não corra o risco de parecer uma agressão."

Ela estava mais calma e me ajudou a encontrar um bolo para Nessie, que já estava mais alegrinha quando fui ao seu encontro, Jacob a convencera de que estava tudo bem, apesar de que ela sabia bem o que devia estar acontecendo em casa com a mãe e as tias, mas também conhecia bem o avô pra ter certeza de que elas sobreviveriam, a final, não era nada além do que ela mesma já experimentara em seus momentos mais... digamos ..."criativos".

Não demorou muito até que o bolo chegasse, bom, pelo menos não tanto tempo quanto eu pensei que levaria.

Resolvi me aproximar dos meninos, Emmett e Edward estavam nitidamente tentando acalmar o irmão.

Jasper parecia um animal grande numa jaula pequena, embora seus irmãos mais velhos soubessem que suas respectivas esposas estavam em maus lençóis, todos nós e principalmente ele, sabíamos bem que atacar alguém como Alice fez, era definitivamente um caso para o cinto da disciplina.

Eu já ia falar com eles quando o carro de Carlisle parou na entrada, eu o vi se debruçar no volante, eu não podia fazer outra coisa a não ser acalmá-lo imediatamente.

FIM DO FLASH BACK

Fiquei um pouco mais calmo com que Esme contou, eu estava imaginando Leah correndo por aí em forma de lobo se esbaldando nas lágrimas da minha filha, pelo menos de uma coisa eu estava certo, se era motivos que Sue quer pra dar aquela garota malvada uma bela surra, eu darei a ela.

Mas ainda tinha suas duas parceiras, a meninas que Sam e Emilly estava criando desde que perderam os pais, eu tinha que falar com ele, eu iria até o fundo disso pra não permitir que nenhuma das três ficassem impune.

A/N: Ai está mais um suado capítulo, infelismente não poderei postar com a mesma frequencia de antes, mas prometo nunca abandonar nehuma das minhas fics, obrigada pela paciencia e compreenção, aguardo ansiosamente os reviews com suas valiosas opiniões