A/N:Desculpe-me por desaparecer, eu realmente sinto muito a falta de vocês, eu fiz o meu melhor pra postar o mais rápido possível, tentei postar no meu aniversário, que foi a poucos dias, teria sido o meu melhor presente os reviews de vocês, mas infelizmente não consegui, espero que ainda estejam aí esperando.
Boas vindas: Laura, Pri, dani
"Último Problema em Forks"
Capítulo 5
Mexeram com a família errada
POV Esme
De repente Carlisle saiu tão abruptamente do carro que eu falhei em alcançar seu braço, a porta bateu num estrondo e eu desci do outro lado preocupada.
Ele estava irreconhecível, foram poucas as vezes que eu o vi assim, talvez quando Edward chegou da Itália, ou na batalha com os recém nascidos criados por Victória.
Mas aquelas foram situações em que a vida de seus filhos estava em jogo, eu nunca vira Carlisle em tal nível de estresse por uma questão psicológica.
Mas também, nunca ninguém experimentara atacar seus filhos psicologicamente, Jacob atormentou Edward com a ideia de não ser tão bom pra Bella quanto ele mesmo achava que seria, mas Carlisle já o havia preparado pra lidar com aquilo, desde o dia em que ele pediu permissão pra namorar uma humana.
E por mais que o incomodasse a pressão psicológica de Jacob em cima de seu filho, ele estava muito ocupado mantendo os punhos e a cabeça de Edward no lugar pra enfrentar o menino lobo, ou o pai dele, por esse motivo.
Eu realmente estava nervosa, era como se eu não fizesse idéia do que ele faria, depois de tanto tempo casada.
Ele caminhou apressado em uma postura endurecida, em direção à casa de Sam, ele mesmo não podia perceber, mas as pessoas o olhavam intrigados, suas mãos estavam em punho.
"Carlisle espere, tenha calma, nós vamos embora em dois dias, não é esse o tipo imagem que você vai querer deixar, é?"
Ele olhou pra mim impaciente quando puxei seu braço.
"Do que você está falando Esme? Que tipo de imagem?"
Eu não precisei responder a pergunta, seus olhos passearam à sua volta e responderam sua questão, em seguida eu pude perceber a compreensão em suas pupilas e aos poucos elas se clarearam.
As pessoas estavam olhando pra nós como se esperassem uma briga de casal, ele passou o braço envolta dos meus ombros e me beijou a testa num sinal de... 'O show acabou'.
Eu podia ver meus filhos se movendo em nossa direção assim que Carlisle virou as costas.
"Edward não! Fiquem onde estão, não precisamos de mais encrenca!"
Eu usei meus pensamentos para pará-los, não havia nada em que eles poderiam ajudar, não era uma batalha física, o pai não atacaria ninguém e logicamente não seria atacado.
Na primeira batida, a porta se abriu e Sam nós convidou a entrar como se já soubesse que estávamos ali.
Seu rosto trazia certo constrangimento, mesmo tendo havido participação das nossas filhas, ele parecia totalmente ciente de que as meninas dele começaram, eu estava certa disso até que ouvi os gritos de Emmilly no andar de cima.
"EU QUERO SABER QUEM COMEÇOU, E EU QUERO AGORA!"
Sam passou as mãos nos cabelos curtos, tão exasperado que se os fios fossem maiores, os teria arrancado.
Carlisle e eu nos entreolhamos solidários, adotar filhos tinha lá seus altos e baixos, os nossos já eram adolescentes e sabíamos disso mais que qualquer um.
"Sente-se por favor, ."
Sam ofereceu, tive que puxar o meu esposo pra baixo pelo braço, ele estava hiperativo, como se quisesse resolver logo, a verdade é que pelo visto Sam ainda nem sabia do que tinha pra ser resolvido.
"Eu sei que o senhor veio aqui pra resolver as coisas Doutor, e sei também que já deve ter resolvido em casa, mas conto com sua já famosa compreensão, eu estou a ponto de enlouquecer, primeiro Leah tentando fugir e agora isto?"
Ele jogou a mão direita em direção de onde vinham os gritos desaforados das duas garotas.
"O que está havendo Sam?"
Carlisle finalmente relaxou a postura, e se fez de humano perguntando o que estava acontecendo, mas sua experiência não exigia resposta, sabíamos bem, era o velho golpe do silêncio, ninguém entrega ninguém, ninguém diz o que houve, assim não podem ser punidos sem serem julgados, pelo menos até que a gente perca a paciência.
"Elas se negam a falar, quando, como e quem começou essa baderna, posso apostar que foi a Leah, mas não posso tomar atitudes enquanto alguém não abrir a boca, e certamente a própria não será uma voluntária."
Carlisle olhou pra ele como se não acreditasse no enorme lobo diante de nós, sendo afligido por duas molecas mimadas.
Ele não podia interferir assim na vida doméstica das pessoas, cada um cria seus filhos como quer, somente pude dizer a Sue o que fazer, quando ela me pediu por isso, mas entre homens, tende a ser mais complicado esse tipo de apelo, pois eles passam a vida, se não a eternidade, tentando provar uns aos outros seu poder de domínio.
Mas Carlisle não teve que esperar muito, até que Sam assim como Sue começou a desabafar em busca de ajuda.
"Elas eram tão doces, quando vieram pra cá, elas só tinham 5 aninhos de idade quando o irmão de Emmilly e a esposa morreram, bochechas rosadas, vestidinhos iguais distintos apenas pela cor, carentes de afeto, parece que foi ontem que estavam no meu colo pedindo doces, perguntando se podiam me chamar de pai e a Emmy de mãe, e agora... entraram na matilha, fizeram de Leah sua mentora, e eu não sei mais o que fazer, estão ficando respondonas e cheias de vontades, brigando entre si e com os outros, eu não sei o que está havendo com elas."
Carlisle riu sem humor.
"Adolescência... É isso que está havendo com elas, e é o vai continuar acontecendo pra sempre ou até que elas queiram deixar de se transformar, pois se bem me lembro, lobos param de desenvolver enquanto metamorfos, então se permanecem num corpo adolescente, os hormônios e neurônios permanecem os mesmos. Vá por mim, eu tenho seis em casa pra provar essa teoria, digo seis por que Renesmee ainda está em desenvolvimento e não faço a mínima idéia do que me espera."
As sobrancelhas de Sam permaneciam unidas, até que um ponto de interrogação as moveu numa careta intrigante como se soubesse o que esperava ouvir, mas não tinha certeza.
"E o que eu faço?"
"Você é o pai delas, eu é que pergunto a você, o que você faz pra retomar o controle das situações em seu lar? Não sou eu quem devo lhe dizer, o que eu posso te dizer é que já tomei o controle do meu."
Eu nunca vira Carlisle tão rude, eu sentia o veneno nas minhas bochechas ardendo de vergonha, eu nunca passara por aquilo antes, ele parecia um desses caras que brigam por resultados de partidas de baseball, nem de longe lembrava o diplomata que organizou um tratado entre lobos e vampiros.
"O que o senhor está querendo insinuar? Que não tenho as rédeas da minha família! Eu duvido que nunca tenha tido que se perguntar o que fazer com a casa cheia de adolescentes, como o senhor mesmo disse!"
Resolvi interferir antes que os ânimos se alterassem demais.
"Calma, calma! Não vamos nos exceder Ok! O que Carlisle está querendo dizer, é que não cabe a nós interferir em que tipo de educação dar à suas filhas, e o que Sam quer dizer é que só está passando por uma situação nova e que um conselho seria bem vindo, tenho certeza de que ele é tão bom pai e líder quanto você?"
Eu disse tentando acalmar os ânimos dos dois, mas os cenhos continuavam franzidos.
E me esqueci de mencionar que já estavam de pé, eu podia ver a pele se Sam tremer levemente, e ouvir o leve rugido saindo do peito de Carlisle.
A porta dos fundos abriu, e inexplicavelmente apareceram três garotos morenos de cabelo curto que lembravam bastante Jacob quando voltamos para Forks, deviam ser novos lobos, pensei, enquanto pensava numa explicação, a explicação apareceu na porta da frente.
"Eu não mandei ficarem fora disso!"
"Mas mãe!"
Emmett Jasper e Edward gritaram em uníssono.
Eu já estava com as mãos nos quadris a essa altura.
"Isso aqui não é uma batalha entre vampiros e lobisomens, é um conflito entre famílias que será resolvido respeitosa e civilizadamente."
Eles apenas cruzaram os braços sobre os peitos causando a mesma reação nos garotos Quileutes.
Eu estreitei os olhos.
"Não, me façam, contar, até, três."
Sutilmente eles descruzaram os braços constrangidos, sabiam muito bem o que a contagem queria dizer, e por mais que meus tapinhas, não fossem grandes coisas, eles não iriam querer ganhar uns tapas da mãe na frente dos outros.
Assim que eu fechei a porta nas costas deles me virei pra ver os outros meninos, mas eles já tinham saído.
"Satisfeitos com o exemplo que vocês dois estão dando?"
Eles olharam pra mim assustados.
"Sentem-se! AGORA!"
Eles sentaram instantaneamente, nunca duvide da fúria de uma mulher, principalmente quando está coberta de razão.
Carlisle olhou pra mim um tanto surpreso, eu pensei que receberia um olhar de desaprovação, eu nunca levantara a voz pra ele antes, principalmente na presença de outras pessoas, mas a desaprovação não veio, na verdade os dois me obedeceram como duas crianças travessas pegas em flagrante.
"Olha, me desculpe okey? Eu só estou nervoso por causada minha filha mais velha, o que aconteceu com ela hoje foi muita crueldade, eu fiquei fora de mim."
Sam concordou com a cabeça e passou a mão nos cabelos novamente depois olhou pra nós notoriamente constrangido.
"Eu é que peço desculpas, eu não devia ter me excedido, você pelo menos está nervoso por estar a par do que houve, eu ainda nem sei direito e já estou assim."
Carlisle relaxou a postura, mas sua voz continuava firme.
"Está tudo bem vamos voltar ao início, o que mais te incomoda? Talvez minha experiência lhe possa ser útil, se você assim permitir."
Sam percebeu do que se tratava, parecia inseguro com o que ia dizer, mas disse mesmo assim.
"Não é apenas toda a confusão, eu estou acostumado a obter respostas, sou sempre obedecido como líder, a reserva sempre respeita as minhas decisões ou as de Jacob, nem mesmo a existência de duas matilhas atrapalhou isso, sempre foi simples, eu digo, eles obedecem e pronto, mas agora, justamente as duas pessoas que mais me devem esse respeito e obediência, agem dessa forma num momento desses, eu juro que me dá vontade de esquentar o traseiro delas."
Era nítido que seu último comentário estava buscando uma reação nossa, quem sabe até uma aprovação.
Não é tão fácil recorrer a esse método de disciplina hoje, primeiro ele foi banido das escolas depois de alguns estados, de repente começou a ser visto como abuso, como violência.
São poucos os pais que entendem hoje em dia o poder de correção de umas boas palmadas, se dada com amor, eu mesmo não me acostumei até hoje ver meus filhos apanhando, eu sempre levo até meu último esforço pra tentar convencer Carlisle a deixar de castigo só com um aviso.
Mas também sou obrigada a reconhecer, que às vezes só mesmo uma surra pra dar jeito na situação, mas isso não me impede de chorar junto com eles.
Carlisle fez uma careta confusa, eu sabia bem o porquê, era no mínimo estranho um pai não considerar aquele recurso numa situação dessas, ele começou a confessar o que eu temia.
"Eu já possuo a versão de minhas filhas, eu consegui fazer com que falassem."
"Carlisle não!"
Eu não queria que ele fosse o responsável por Sam escolher esse método, eu seria a favor se o mesmo o tivesse escolhido, afinal Rose é minha filha, mas é uma coisa muito pessoal de cada pai, cada um tem um temperamento, uma atitude, eu confio na mão de Carlisle, mas não significa que todo pai seja capaz de aplicar uma surra com ponderação, não queria que fôssemos os responsáveis por uma tragédia futura.
Mas Carlisle ignorou minha interrupção, eu já tinha escapado de uma desaprovação há um minuto, então não quis insistir no meu ponto de vista.
Sam então fez a pergunta de um milhão de dólares.
"Como você conseguiu, como você consegue manter uma casa cheia de adolescentes na linha?"
Eu não disse nada, apenas balancei minha cabeça, como que desaprovando mas já me dando por vencida.
Carlisle foi claro como cristal e disse com todas as palavras.
"Eu traço os limites e bato em quem os atravessa."
Ele disse movendo os ombros como se não fosse nada demais.
Sam franziu o cenho, mas não causou tanto alarme quanto pensei que faria.
"É uma surpresa pra mim, o senhor parece tão calmo, tão compassivo, eu não podia imaginá-lo batendo em seus filhos, além do mas, eles parecem tão obedientes, não parecem precisar disso."
Carlisle olhou pra mim e sorriu.
"Não se precisa do que se tem, eu dou a eles, por isso não parecem precisar, porque não precisam, eles tem."
Até eu senti o sarcasmo e o duplo sentido daquelas palavras, qualquer um podia ver que as filhas de Sam precisavam de uma surra.
Antes que Sam sentisse o mesmo que eu, entrei na conversa.
"É justamente por ser compassivo e calmo que ele está apto a usar esse método de disciplina, não acreditamos em agressões ou violência doméstica, só mesmo a velha correção, você sabe, palmadas, varas verdes, chinelo, e no último caso o cinto, mas é só no traseiro ou nas pernas pra não machucar, sempre que vão apanhar meus filhos temem apenas as conseqüências de suas próprias ações, sabem que o pai não vai feri-los."
Eu percebi que os dois me deixariam prosseguir e então respirei fundo e fui adiante.
"Não me entenda mal Sam, mas embora já esteja claro, que o Carlisle quer, é que você dê as suas meninas uma bela surra pelo que fizeram com a nossa Rose..."
Olhei firme para Carlisle entregando de vez suas intenções.
"...Eu acredito que isso não deve ser feito se você não tiver o completo controle de sua força, nós também temos outros métodos de disciplina, colocar de castigo tirar privilégios, qualquer coisa que as faça falar sem ter que recorrer a algo de que não está certo de que pode fazer, o mais importante da disciplina, é a criança ou o adolescente sentir que os pais estão firmes no que acreditam, se não acredita então por favor-"
Sam ergueu a mão para parar minhas palavras que já estavam ficando frenéticas.
"Agradeço sua preocupação senhora Cullen, mas minhas filhas sabem muito bem o que são umas palmadas, eu só estava dizendo que não imaginava que seus filhos soubessem, eu tive cuidado em compartilhar porque achei que nos achariam selvagens."
Carlisle balançou a cabeça incrédulo.
"Por que acharíamos isso?"
Foi a vez de Sam dar de ombros.
"Sei lá, talvez por sermos lobos, ou mesmo por sermos índios, e vocês são ricos o senhor é médico, pensei que fosse influenciado por toda essa porcaria psicológica que se prega hoje em dia sobre disciplina."
Carlisle e eu rimos, com humor dessa vez, mas antes que tivéssemos a chance de relaxar a postura protetora de Carlisle estava de volta.
"Então não vejo qual é o problema, se já está apto a resolver, eu não vejo porque elas possuem o privilégio de cruzar os braços, fechar a boca e fazer pirraça, enquanto minhas filhas estão em casa esperando por uma surra!"
"Calma lá Dr.! A coisa não é bem por aí!"
Sam se sentiu ofendido e ficou de pé, Carlisle não permaneceu sentado também, na verdade, saiu do sofá quase que no mesmo instante, eu passei a mão no rosto cansada de tanta testosterona.
"Eu nem sei bem o que está havendo, já disse ao senhor que elas se recusam a falar, não posso puní-las sem saber exatamente o porquê, elas não atacaram ninguém."
Ele destacou a palavra atacaram se referindo à Alice, poderia ser também à Leah, mas seu tom de voz e o jeito que ele olhou para Carlisle deixavam claro a quem ele se referia.
"Minha filha já foi avisada e sabem bem o que a espera quando eu chegar em casa, Alice tem um pai que sabe o que fazer, não precisa se preocupar com ela."
Lá estávamos nós de volta a outra alteração, Sam bateu de novo na mesma tecla.
"Isso é porque você já sabe de tudo!"
Carlisle jogou as mãos pro alto exasperando.
"Faça-as falar! Quem é o líder dessa casa? Elas?"
Sam não perdeu a oportunidade de ser irônico quando viu as rugas na testa dele.
"Ora, Ora! Quem é o senhor compassivo agora? Não venha me ensinar a ser um líder, eu tomo conta de meia aldeia e uma alcatéia de lobos, enquanto você cuida de três mauricinhos e quatro patricinhas."
Eu me peguei imaginando quando é que aquela discussão ridícula iria acabar.
"Meus filhos podem até serem filhinhos de papai, mas pelo menos eu os ensinei a não serem cruéis!"
Carlisle tinha que falar de crueldade, ninguém nunca esquecera a atitude infantil de Edward com Jacob quando Bella aceitou o pedido de casamento, Sam não deixou passar.
"Não foi o que eu soube no dia da batalha, contar pra Jacob que Bella aceitou se casar minutos antes de ele encarar um bando de vampiros sedentos, foi no mínimo crueldade não acha?"
Carlisle insistia em dar a última palavra.
"Meu filho foi punido à contento por aquilo, eu não vou retomar questões resolvidas, eu vim aqui pra resolver essa! E exijo que hajam conseqüências ao que essas três fizeram!"
Ele estava certo mas o tom que ele usava estava me deixando no mínimo preocupada.
"Eu já disse que serão punidas assim que eu souber o houve! Nem que eu tenha que dar uma surra nelas!"
Eles já estavam gesticulando e alterados, e eu já estava começando a concordar com Carlisle, os motivos de Sam já estava cheirando à enrolação, primeiro ele diz que não sabe o que fazer, depois diz que sabe, depois diz que não vai fazer, eu já estava formando minha opinião quando uma voz feminina interferiu no bate boca.
"Não adianta, não vai funcionar, já não funciona mais faz tempo."
Navih e Lígia tinham as cabeças no topo da escada curiosas com o rumo da conversa, resolvi não denunciá-las eu queria mesmo era entender o que Emilly acabara de declarar.
Já que voz de dela calou os dois, me vi na oportunidade de falar também.
"Sem ofensa, mas se vocês mesmos dizem que não vai resolver, então vocês tem um problema aqui."
Ela respirou fundo como quem tinha unha equação científica pra explicar, e caminhou lentamente na nossa direção.
"Vocês não entenderam, eu era quem costumava bater nelas quando necessário, porque Sam tem a força de lobo, mas depois que elas completaram 15 anos e começaram a metamorfose, descobriram que não sentem mais nada vindo de mim, então começaram a sair da linha, Sam tem medo de machucá-las, pios não sabemos ao certo a diferença da força de um metamorfo macho e as fêmeas, Leah era a única, não sabíamos que as duas tivessem os genes também, como podem perceber a coisa é mais complicada do que realmente parece."
Ela disse complicado? Não é apenas complicado, é uma bagunça total na minha cabeça, resolvi sentar, minha cabeça começou dar voltas. Como poderia?
Emilly sentou-se também então foi a vez dela de dar a bronca nos dois esquentados.
"A menos que vocês dois estejam com a intenção de resolver isso no braço como fazem as crianças, eu sugiro que se sentem também."
Eles se entreolharam de forma pouco amigável e cada um tomou seu lugar ao lado de suas respectivas esposas.
Eu então comecei perguntando o que mais me intrigava.
"Não entendo, acabo de vir da casa dos Clearwalter, Sue não tem esse problema com Leah e Seth."'
Sam olhou pra cima como que pedindo ajuda aos céus, Emilly pegou as suas mãos encorajando-o, então ele deu um suspiro forte e olhou pra nós.
"Eu não devia ficar compartilhando essas coisas principalmente com vocês, que por mais bonzinhos que sejam, são vampiros, depois que nossas espécies se misturam através de Renesmee, eu tenho tentado manter os segredos que restaram o mais guardado o possível."
Carlisle não ficou muito feliz com a declaração, sempre permitimos que nossa neta viesse a LaPush, porque pensávamos saber tudo a respeito deles, suas tradições suas histórias, não seria seguro permitir que ela viesse se não soubéssemos, eu também me senti um pouco traída, mas não fomos precipitados, deixamos que Sam explicasse melhor.
"Billy, Hanry e Sue, já foram lobos também, num curto espaço de tempo, dois casais de vampiros atacaram nossa região, caçaram dentro das dependências da reserva, eles tinham os gênis, se transformaram e mataram todos eles, mas no percurso, Billy sofreu o acidente que o deixou paraplégico."
"Pensei que tivesse sido um acidente de carro, e porque ele não se curou como os lobos?"
Carlisle interrompeu, Sam respondeu com mais uma chuva de perguntas.
"E por que o coração de vocês não bate, se o veneno circula pelas veias? E porque o sistema reprodutor dos vampiros machos funciona e o das fêmeas não? E como o cérebro de vocês mandam comandos de movimento para o corpo se os órgãos estão parados? E se estão parados porque não apodrecem? Não há resposta pra tudo Dr."
Emilly acertou o cotovelo na costela dele, não doeu mas serviu pra chamar a atenção.
"Não precisava ser tão rude Sam, é serio, vocês dois precisam parar com isso já está ficando irritante."
"Desculpem-me, essa falta de resposta está tirando o melhor de mim."
Carlisle pensou um pouco e ofereceu um parecer.
"Acredito que talvez haja uma resposta, a cura de vocês acontece de forma humana, rápida, mas humana, penso que lesões irreversíveis para humanos sejam também irrervesíveis pra vocês, não é como a cura instantânea que acontece na vampirização."
Todos concordaram com a cabeça e permaneceram calados, Carlisle aproveitou o silêncio e levantou outra questão.
"Estou confuso, Leah causou tanta surpresa em todo mundo, ao que todos sabiam, ela era a primeira garota a ser transformada."
Sam sacudiu a cabeça em desacordo.
"É aí que mora o segredo, Sue foi a primeira, assim que os vampiros foram morto, os três fizeram um pacto de não dizer a ninguém, eles queriam criar os filhos longe de toda essa loucura de lobos imprimites e tudo mais que pode bagunçar a vida da gente e por tudo de cabeça pra baixo."
Percebi um olhar perdido quando ele falou das complicações, todos sabiam da confusão 'Leah, Sam e Emilly'.
"Billy foi parar na cadeira de rodas, confiaram que estaríamos seguros, Os Clearwater prometeram que voltariam a se transformar se fosse necessário, na esperança, de que se o fizessem, seus filhos ou qualquer outro adolescente, não seriam forçados pela natureza a se transformarem, mas quando vocês vieram, eles já estavam velhos pra isso, então eu sofri a metamorfose e depois os outros seguiram assim que a idade certa os atingiu, se fossem só vocês, acredito que nem mesmo Jacob fosse atingido, devíamos ter parado quando vocês foram embora, mas então a ruiva e o rastafári voltaram, então Embry e Jacob foram atingidos pela magia."
"Sue e Hanry prometeram que ajudariam Billy a cuidar de Jacob, mas a vida nunca sai como planejamos, A ruiva criou um exército, Hanry morreu e Billy mesmo em uma situação difícil é que ficou com a tarefa de ajudar Sue, pois até seu garoto ainda muito jovem e sua filha mesmo sendo mulher foram alcançados pela necessidade da tribo."
"O curioso é que depois que eles quebraram o padrão, tornou-se algo normal, minhas meninas mesmo, além de serem do sexo feminino também são muito novas."
"Estou preocupado, Bella foi a única vampira adicionada ao cl-... descupe-me, família,de vocês, já que renesmee não é venenosa e é até objeto de imprimit de um líder Lobo."
Eu podia entender a preocupação, a transformação de Bella com certeza não estava provocando tantas metamorfoses, e o amadurecimento de Nessie obviamente não era o motivo, como poderia ela ser tão perigosa pra eles e objeto de imprimit de um lobo aos mesmo tempo? Sam continuou com o desabafo.
"Minha cabeça está quente com isso, vocês vão partir, e área vai estar desprotegida, só temos um tratado com os Cullen, e Nessie já comentou que um clã não pode invadir o território ocupado por outro."
Minha estava certa, a preocupação de Sam estava começando a se tornar nossa também, afinal Charlie Jacob e tantas outras pessoas queridas estavam ficando.
"Temo que tenham outros vampiros só esperando vocês partirem pra começarem a se alimentar por aqui."
Era realmente uma conclusão um tanto plausível, mas assim que concluiu o raciocínio ele voltou ao assunto antes em pauta.
"Elas deviam estar sendo maduras e agindo como parte da matilha, aprendendo a proteger as pessoas, ao invés disso, estão aliadas à Leah pra criar o caos, essa não é a primeira que as três aprontam por aqui."
Carlisle mesmo notoriamente preocupado, com a idéia de outros vampiros por perto manteve o foco no assunto, já que era aquilo que o levara até ali.
"Nós não podemos esperar que eles amadureçam estagnados na mesma idade, é por isso que eles têm pais para guiá-los, incentivá-los e também freá-los, confie em mim, você não vai machucá-las, elas precisam saber que embora Emily não esteja mais apta a aplicar as conseqüências, você está aqui pra assumir o papel como pai, como líder, como disciplinador."
Eu tive que concordar com Carlisle, o momento era de tomar as rédeas e não de ficar girando em círculos.
"Embora vá doer, isso as fará se sentirem seguras em um lar estruturado, com alguém as protege que as ama o suficiente pra fazer a coisa certa."
Emilly pegou a mão do marido e esfregou com um gesto que de o apoiaria tomar a decisão de aderir à solução que estava sendo apresentada.
Ele respirou fundo e disse a ela ignorando totalmente a nossa presença.
"Emilly eu tenho medo de que elas me odeiem por isso, que me digam que não sou o pai delas ou coisas do tipo, isso iria me ferir mais que qualquer coisa no mundo."
Carlisle olhou pra mim identificando-se com a situação, em todas as seis primeiras vezes ele temeu o mesmo.
Emilly como uma esposa sábia soube exatamente o que dizer, mas foi o gesto e o argumento que ela usou que me surpreendeu.
"Você não faria o mesmo com ele se aprontasse algo assim, e se recusasse a falar?"
Ela disse 'ele', colocando a mão de Sam em sua própria barriga, que só então pude perceber que estava um pouco maior.
Sam balançou a cabeça num sofrido movimento de sim, e Emmily completou o que dizia com uma sabedoria maior ainda.
Então, se não fizer o mesmo com elas, aí sim estará mostrando que não são suas filhas de verdade.
Sam olhou para nós com um pedido de socorro estampado no rosto, palavras não foram necessárias, Carlisle respondeu a pergunta silenciosa.
"Não, elas não vão te odiar, mesmo que digam por rebeldia, toda rebeldia é um pedido de socorro, que quer sempre dizer: 'Olhe pra mim, veja o que estou fazendo, eu preciso de limites eu não sei o que fazer, eu estou crescido mas ainda preciso de você pra me guiar, Cuide de mim' Elas estão pedindo umas palmadas mas não sabem disso."
Sam parecia ter compreendido, mas sentiu necessidade de reforçar a pergunta.
"Você acha mesmo?"
Carlisle então resolveu exemplificar, Edward que com certeza estava ouvindo tudo deve ter quisto morrer, mas foi necessário.
"Vai por mim, a primeira vez que dei uma surra no Edward, foi exatamente o que aconteceu, ele se rebelou e quis sair pra caçar humanos, eu o tinha como filho, mas quando quis detê-lo foi exatamente o que ele fez, me disse que não éramos os seus pais, eu não sabia o que fazer pra provar isso ele, fiquei com medo de que ele me odiasse então deixei que ele fosse, tempos depois de nos enlouquecer de preocupação, ele voltou arrependido e precisando de ajuda dizendo que não queria ser um monstro, tudo que eu quis foi abraçá-lo e enchê-lo de mimos e mostrar a ele o quanto eu era seu pai e o quanto eu o amava, foi então que tive uma epifania epifania entendi tudo, é lógico que dei um abraço apertado, disse a ele que não era um mostro, o perdoei pelos olhos vermelhos, mas depois dei a ele uma boa surra por responder-nos daquela forma e sumir daquele jeito, desde então nunca mais Edward pareceu desconfortável como antes, eu não tinha notado o quanto ele estava deslocado antes, como se fosse um hospede, depois que bati nele ele passou a agir mais como filho, e entendeu que ele completava Esme e a mim como uma família, e não como se estivesse nos atrapalhando."
Tudo que Carlisle disse, me fez notar um detalhe que passou despercebido, então perguntei.
"Há quanto tempo vocês sabem do bebê?"
Emilly franziu a testa como se estranhasse a mudança repentina do assunto, mas a mediada em que respondia, ela entendeu o motivo da minha pergunta.
"Já fazem quase quatro meses, mas só ficamos sabendo a dois meses atrás no dia do aniversário de quinze anos das me...ni...nas...?"
Ela se quer conseguiu completar o que dizia, seu rosto confuso mudou para um completo esclarecimento, como que acabava de encontrar a última peça do quebra cabeças que caíra da mesa e fora parar embaixo do tapete.
"Como fomos tão cegos, foi exatamente quando começaram a se rebelar, eu já não batia mais causa da metamorfose, elas devem ter começado a pensar que não precisamos mais delas por eu ter engravidado, e começaram a agir diferente pra chamar a atenção, não tem haver com a metamorfose, é por causa do bebê!"
De repente o patético e confuso Sam deu lugar ao velho líder e pai de família responsável que conhecíamos.
"Não se preocupem Dr. e Senhora Cullen, esse problema será resolvido agora mesmo, e me desculpe pela participação de minha filhas nesse incidente lamentável, elas vão aprender a não se meter em confusão assim que souber o que houve, e vai ser agora."
Ele já estava de pé, quando ele disse a palavra agora, eu vi as duas cabecinhas no topo da escada desaparecerem.
"Navih, Lígia, aqui embaixo agora!"
Ele não gritou, mas chamou com uma voz forte cheia de autoridade suficiente pra trazê-las pra baixo com um olhar assustado e constrangido, ninguém diria que daquelas bocas saíram os desaforos de alguns minutos atrás.
Navih parecia mais constrangida e um pouco carrancuda, mas Lígia parecia assustada e morrendo de medo do que acabara de ouvir, elas me lembraram Rose e Alice em apuros.
Elas pararam no último degrau olhando para os sapatos.
"Eu disse aqui!"
Ele apontou para os próprios pés, não restou alternativa a elas a não ser se moverem, elas sabiam que iam acabar apanhando, diferente de todos, eu sabia que elas ouviram toda a conversa.
Eu quero saber qual foi a participação de vocês na briga com as garotas Cullen, e não vai haver outra oportunidade pra vocês falarem, por isso eu sugiro que aproveitem essa, e devo sugerir também que não mintam, pois o Dr. Cullen aqui sabe da verdade, eu estou dando a vocês a chance de me contar, porque se eu tiver que ouvir por outra pessoa, ao invés de umas palmadas vocês vão acabar ganhando uma surra de cinto.
Elas arregalaram os olhos.
É isso mesmo, eu vou dar unas palmadas em vocês duas, não apenas pela o comportamento de hoje, mas pelo comportamento rude desobediente e rebelde de vocês nas últimas semanas, se vocês acham que vão sair da linha porque entraram pra matilha, se acham que agora são adultas por vai chegar um bebê, bem, eu tenho novidade pra vocês, vocês serão sempre nossas crianças, mesmo quando forem adultas de verdade, e por falar em verdade é melhor começarem a falar.
Depois de um discurso como aquele acho que até Jasper ou Rose teriam se entregado, mas as duas se entreolharam e permaneceram caladas.
"Navih?... Lígia?"
Sam pediu, mas elas permaneceram em silêncio.
De repente ele começou a desabotoar o cinto e puxou de um vez só.
O som fez as meninas pularem, Lígia começou a chorar e Navih abriu a boca.
"Eu falo, pai por favor, eu falo!"
Ele não guardou o cinto, apenas cruzou o braços, ela falou gaguejando.
"Leah começou a dizer coisas engraçadas sobre elas, e nós rimos..."
"Coisas ofensivas você quer dizer."
Sam interrompeu fazendo Lígia encolher-se ainda mais, mas Navih nítidamente era a mais desafiadora das duas e contiuou o que estava dizendo como se não tivesse sentido o tom de ameaça na voz gélida do Pai.
"Eram apenas piadas, mas daí elas vieram tomar satisfações, Leah começou a ofendê-las, então elas nos ofenderam também, a mais velha disse que tínhamos inveja delas, então Leah pegou pesado e disse que ela é que tinha inveja de nós por que nós podemos gerar bebês e elas não, disse que tinham o útero ceco, Isso fez a vampira chorar daí a irmã pequena delas avançou na Leah que se transformou e o resto vocês viram."
Sam descruzou os braços, e bateu o cinto na própria perna.
"Você quer que eu acredite que vocês ficaram paradinhas lá enquanto Leah ofendia as meninas?"
Ele fez uma pergunta retórica, mas Navih fez questão de responder, enquanto as lágrimas rolavam no rosto assustado da irmã, o rosto de dela esbanjava cinismo.
"Você fez uma pergunta eu dei uma resposta, não posso obrigá-lo a acreditar nela também."
"É isso! Você quem pediu!"
Ele agarrou o braço dela e girou seu corpo tão rápido que antes que pudéssemos perceber o cinto estralou no traseiro da garota, ela apenas gemeu, mas ouvimos um grito, então percebemos que tinha vindo da boca de Lígia.
Sam virou-se para ela. As meninas que no topo da escada pareciam tão idênticas, agora eram totalmente diferentes, enquanto Navih esfregava o traseiro com as sobrancelhas unidas e os olhos cheios dágua e rancor, Lígia se encolhia a cada passo que o pai dava na sua direção.
"Sua vez de falar, o que vai ser? A verdade ou uma cintada?"
"DEIXA ELA EM PAZ ELA NÃO FEZ NADA!"
A irmã gritou a plenos pulmões e teve que ser contida por Emilly, uma cena que lembrou-me minha Rose quando Edward estava em apuros.
"Vai lá pra cima antes que eu te dê uma surra aqui na frente de todos!"
"E você pare de chorar porque eu ainda nem te bati, e se você não quiser apanhar de cinto também é melhor ir abrindo a boca."
Ele ordenou inutilmente, pois seu tom de voz só fez a menina chorar ainda mais, mas em meio às lagrimas e soluços e foi capaz de falar.
"E-u di-i-sse que elas es-tavam mo-ortas."
Ele olhou pra ela com um olhar de completa decepção, ela no entanto, parecia afogada em arrependimento.
Eu estou tão decepcionado com você eu nem sei por onde começar, eu vou sim te dar umas boas palmadas por isso, mas antes eu quero uma explicação pra esse comportamento.
"Por favor papai, eu sinto muuuito, eu sinto dr. Cullen, eu sinto muito Srª. Cullen, por favor, eu só estava tentando...eu não sei o que eu estava pensando."
"Lígia eu sei que você sente muito, mas isso vai te ajudar a perceber que nossas ações tem conseqüências, não importa o quanto elas tenham um bom motivo, eu sei que minhas filhas também ofenderam vocês, mas elas serão punidas por isso, e eu tenho que dizer que o que foi dito às outras pode ter ofendido, mas o que foi dito à Rose não a ofendeu, a machucou, magoou seus sentimentos, é essa é a maior prova de todas de que estamos bem vivos, eu sei que você não disse o que Leah disse, mas você decidiu apoiá-la e uma das nossas maiores decisões na vida, é justamente ao lado de quem decidimos ficar, agradeça por ter um pais que estão dispostos a ensiná-las."
Carlisle ficou de pé, e ali estava novamente meu doce e compassivo companheiro Carlisle.
Pensei que ele contaria cada pequeno detalhe ao Sam, mas acho que ele só queria mesmo era constar que as coisas não iam ficar por isso mesmo, e já estava claro que não ficaria.
Assim que civilidade dele voltou, a de Sam veio Junto.
Como diz o ditado: Quando um não quer, dois não brigam.
Ele deu um olhar agradecido à Carlisle e garantiu.
"Oh Dr. Cullen, pode apostar, vou ensiná-la uma boa lição, assim que eu ensinar a irmã dela, como deve falar comigo."
Lígia pediu, ou melhor, implorou, segurando o cinto como se fosse sua última esperança.
"Papai por favor, não bate nela de cinto não."
Mas Sam se manteve firme.
"Eu avisei, eu disse que queria a verdade, avise qual seria a conseqüência do contrário, ela foi desrespeitosa e ainda por cima gritou comigo."
Ela ainda tentou argumentar com uma voz chorosa.
"Mas ela só gritou por que queria me proteger."
Ele pegou o cinto na mão dela com delicadeza pôs em cima do sofá e tomou seu rosto entre as mãos.
"Você também está tentando protegê-la agora, e nem por isso está gritando comigo, cada um tem o que merece, as meninas Cullen terão, Leah terá, e pode ter certeza que cada uma de vocês também, agora eu quero que vá para seu quarto e me espere no canto até que eu termine com sua irmã, e considere-se de castigo dentro dele até segunda ordem."
Com essas palavras ela subiu as escadas, como se estivesse contando cada um deles.
A despedida foi estranha, um tanto constrangedora, tínhamos presenciado e participado de um momento completamente doméstico, eles se olharam nos olhos e não disseram nada além de boa noite, mas a seqüência de olhares, apertos de mãos e acenos com a cabeça, transpareciam pedidos de desculpas, agradecimentos, e acima de tudo uma renovação do tratado de paz.
Carlisle e eu demos as mãos e fomos em direção à festa em silêncio, quando avistamos as luzes ouvimos as primeiras cintadas dentro da casa.
Senti Carlisle beijando minha cabeça e olhei para o que parecia ser o final da festa, Eu não tinha noção de que tinha passado tanto tempo.
Os meninos levando os presentes para os carros, Nessie descalça nas costas de Jacob, algumas pessoas pegando os copos no gramado, e a banda tocava uma versão linda e suave da melodia de'What a wonderful world'.
"É, parece que a festa a festa acabou."
Eu disse com toda melancolia possível na minha voz.
Mas eu podia sentir a tristeza na voz dele, tremi por Alice e Isabella com ele falou.
"Mas a noite está só começando Esme... está só começando."
A/N:Obrigada por acompanhar fielmente essa história, próximo capítulo assim que possível, estou trabalhando para concluir essa fic ainda nesse ano, e dar a todos uma fic nova como presente de ano novo.
Por favorzinho, review!
Obrigada por todos as mensagens privadas preocupadas com meu bem estar, prometo mandar sempre notícias quando não poder postar.
