A/N: De volta à casa dos Cullen, mais precisamente no escritório de Carlisle, pelo POV dele dessa vez.

Boas vindas:beliinhablack

"Último Problema em Forks"

Capítulo 11

Alice e o cinto da disciplina

POV Carlisle

Rosalie pegou as chaves com o desgosto pingando do rosto, mas ela não iria desperdiçar a rara chance de escapar sem apanhar, de uma situação que claramente pedia no mínimo umas boas palmadas, todos os Cullen sabem muito bem disso, inclusive Esme, que embora estivesse sofrendo por elas não tentara me impedir, seria inútil.

"Merda!"

Escutei minha caçula xingando baixinho, resolvi ignorar o fato, eu já tinha motivos suficientes para dar a ela a surra de sua vida.

Eu contava os passos e respirava fundo a cada um deles, eu realmente precisaria de coragem pra bater de verdade em Alice, ela sempre me poupou das situações mais serias com suas visões.

Quando abri a porta ouvi a fivela do cinto tilintar atrás dela, Alice já estava chorando.

"Senhor, dê-me forças."

Roguei em silêncio, e pra piorar tudo ela começou a implorar.

"Papai... me perdoa... eu juro paizinho, que eu nunca mais vou-..."

Eu não tinha outra alternativa a não ser ignorar, ou pelo mesmos fingir que sim, seu eu permitisse que ela continuasse com aquilo eu iria acabar desistindo, me concentrei no fato de que ela causou toda aquela confusão na festa e peguei o cinto dobrando na mão.

Ela começou a batalha, correu para trás do sofá, eu juro que se eu tivesse que buscá-la, eu morreria de tanta tensão, ela estava mais meiguinha do que nunca, numa calça de pijamas camiseta infantil e com a bochechas molhadas, eu nem podia que eu iria bater de cinto na minha bonequinha.

"Paizinho olha!"

Ela tentou novamente, mas eu a cortei com uma voz firme não deixando espaço para discussão.

"Sente-se, Alice"

Felizmente ela obedeceu, a passos de formiga, mas obedeceu, agradeci a Deus em silêncio por não ter que buscá-la.

Tive a sensação de que ela estava concentrada em outra coisa, não era como se estivesse em transe tendo uma visão, mas como se tentasse ouvir alguma coisa, me concentrei pra ouvir se algo estava acontecendo, mas só ouvia os murmurinhos de Esme, aquilo era de matar, mas Alice não poderia escapar impune de algo como aquilo, seria o cúmulo da injustiça com todos os outros.

Mantive a postura intimidadora de pai, e a fiz perceber que não estava me comovendo

"Porque você já está chorando? Eu nem comecei com você, Mocinha?"

"Eu te amo, lamento ter te decepcionado, estou tão arrependida, que..."

Ela não me comprou, já estou acostumada com aqueles arrependimentos diante do cinto, muita conveniência a deles fazerem tudo sem pensar e se arrependerem justamente quando vão encarar as conseqüências? Essas crianças subestimam minha inteligência.

Eu apenas balancei a cabeça e frustrei os planos dela.

"Ou... Você está com tanto medo de apanhar que já está chorando..."

"Eu vou poupar o nosso tempo, já que eu já falei um milhão de vezes pra vocês todos que esse tipo de atitude é inaceitável, e esquentar logo o seu traseiro com que eu tenho a dizer, sem contar que eu avisei antes de sairmos daqui."

Puxei o bracinho fino dela na direção do meu colo, eu não podia mais ficar olhando naqueles olhinhos brilhantes molhados de desespero, quanto antes eu começasse antes eu terminaria.

Eu já tinha as mãos no elástico do pijama quando o som inconfundível do Rabbit de Jacob estacionou na porta de casa e minha neta começou a choramingar, eu parei por um instante tentando ficar a par do que estava havendo lá em baixo, eu percebi pela voz firme de Esme, que não era bom.

"Por favor vovó, deixa o Jake ficar só até eu dormiiir, por favor, por favor, por favorsinho!"

"Sinto muito querida, conhece as regras Já é quase meia noite, sabe que seu pai não quer, Nessie!"

Eu podia sentir o cansaço na voz dela.

"Mas você e o vovô é que mandam nele, se você deixar ele deeeixa, por favoooor, é meu aniversáaario!"

"Eu disse não Renesmee!"

Ela foi firme eu pude perceber a irritação de Nessie pelo som de seus pés contrariados prontos pra começar uma birra, eu já estava pensando em descer quando Esme tomou o controle da situação pra mim.

"Não comesse com isso, já temos mocinhas encrencadas o suficiente nessa casa hoje, então volte aqui e dê um abraço de boa noite no seu Jake, ao invés de ir em frente com isso, por que se a senhorita for em frente e bater essa porta, vai ganhar uma palmada de presente do Vovô Carlisle, e eu juro que vou deixar."

Ela acertou em cheio, era exatamente o que eu faria se tivesse que descer, felizmente Nessie me conhecia o suficiente pra obedecer.

"Boa Noite Jake, eu amo você."

"Tenha uma boa noite mostrinha, eu vou correr o perímetro pra ter certeza disso, comporte-se e não vai irritar seus avós."

Eu ouvi a menina entrar, mas a voz de Esme denunciava que ela mesma ainda estava lá fora.

"Obrigado Jacob, eu sei que quer passar mais tempo com ela antes de irmos, mas Carlisle está no escritório com Alice, já esquentou a Bella, já confiscou as chaves de Rose, eu não quero que sobre pra Nessie também."

Senti o corpo de Alice tencionar e relaxar, suspirando na derrota do constrangimento, meus filhos eram disciplinados com tanta freqüência que pra nós já era normal falar disso, quando não é um é outro, às vezes Esme e eu esquecemos o quão constrangedor pode ser.

"Eu tenho mesmo que patrulhar, a Leah está em casa com a Sue e o Seth tem prova amanhã, eu volto pra avisar se sentir alguma coisa."

Até pensei em descer, mas percebi que tudo estava sobre controle, voltei minha atenção para o meu alvo principal, o traseirinho de maçã de minha pequena Alice, puxei calça e calcinha de um vez só, e por mais dó que eu tivesse de bater naquele bumbum, eu tinha que me fazer entender, e muitas vezes essa era a única linguagem que meus filhos entendem, eu já tinha usado a verbal antes de irmos, mas era evidente que eu não tinha sido claro o suficiente.

PLAFT!* AAAiiiii!

Comecei minha palestra enquanto ela gritava e chorava no colo.

Eu já falei PLAFT!* AAAiiiiiiiiiiiii!

Um milhão PLAFT!* AAAirrAaaiii!

De vezes PLAFT!* AAAaaaaaaaaaa!

Ela esperneava como sempre, eu preferia falar enquanto batia, assim eu era poupado daqueles olhinhos que ela fazia enquanto eu falava e não teria chance de me fazer mudar de idéia, por mais que doesse muito mais que nela, eu iria garantir que algo estúpido como o episódio daquela festa voltasse a acontecer.

Nada de brigas PLAFT!* AAAiiihaiiiiii!

Quantas PLAFT!* AAAiiiRRaiieeeee!

Vezes PLAFT!* AUuuuuuuu!

Eu vou ter PLAFT!* AAAiaiaiai!

Que PLAFT!* AArrAiiiiiiiiiiiii!

Repetir? PLAFT!* AAAiiiiiiiiiiiii!

De repente eu comecei uma seqüência de palmadas em silêncio, seus gritos começaram a ficar desesperados e ela começou a implorar como uma menininha de 5 anos para que eu parasse.

PLAFT!* AAAiiiieeeeee!Desculpaaaaaaa!

PLAFT!* AAAiaiaiai!Para paizinho paraaaaa!

PLAFT!* AAArraiii!Eu juuuro que não faço maaais!

PLAFT!* AAAiiiiiiiiiiiii! Papai por favoooor

PLAFT!* AAAuuuuu!Tá doeeeedo

PLAFT!* AAAiiiiiiiiiiiii! Eu promeeeeto! Nunca maaaais!

Parei de bater e cobri novamente seu traseiro com a calcinha cor de rosa, que só fez meu coração doer mais ainda, passem quantos anos passarem, Alice e Edward sempre serão os meus bebês, puxei a calça e a peguei pelos ombros fazendo-a gemer quando encostou o traseiro no sofá.

"Alice, olhe pra mim"

Eu tive que pedir, pois seu queixo molhado estava colado na camiseta.

Você sabe o quanto eu queria dizer que você está perdoada e colocá-la no meu colo abraçá-la como sempre faço, mas você sabe também que não posso.

"Por favor paizinho nãaaaao!"

Ela disse partindo meu coração, eu cheguei a encher os olhos de lágrimas, mas segurei firme para que não caíssem, ela sabia que eu estava falando do cinto da disciplina.

"Alice, eu quero que você saiba o quanto eu te amo, e o quanto eu tentei evitar isso por todos esses anos, mas você já está extrapolando, você nunca apanhou com esse cinto antes porque acaba sempre trapaceando com suas visões, mas a falta delas, só me fez enxergar de uma vez por todas que você precisa de limites talvez até mais que seus irmãos."

Ela soluçava calada enquanto eu falava.

Eu listei cada uma das que ela aprontou depois que levou suas últimas palmadas.

Foi no ano passado, ela comprou uma saia minúscula que sabia muito bem que não seria aprovada por mim, mas mesmo suas visões dizendo a ela que eu mandaria que jogasse no lixo, ela a escondeu no armário da garagem, então quando decidi mexer nele pra procurar um livro perdido, ela estava em caçando e veio correndo pra tentar me impedir de achá-la.

Foi um típico caso para o cinto da disciplina, desobediência, mentira, armações, mas Esme me convenceu a tomar o cartão dela e dar umas boas palmadas, eu disse a ela que ela estava por um fio de entrar naquele cinto, mas mesmo assim ela continuou aprontando uma após outra.

Eu tenho sido relevante com eles desde que parei de trabalhar e comecei a mentir em Forks que tínhamos ido embora, pois o único lugar que podiam ir era até a reserva, onde eles não gostam muito.

Tirando a caça na floresta, estávamos sempre em casa, eu monitorando tudo o tempo todo, eles não tinham mais que ir à escola, somente Nessie que começou naquele ano na escola da reserva, mas todo mundo em casa o tempo todo tinha mesmo que levar qualquer um ao seu limite.

Eu tentei evitar de ficar brigando toda hora, pondo de castigo o tempo todo e principalmente de bater toda vez que precisava, ou então iria acabar destruindo o sentido da disciplina, já dizia a velha sabedoria popular criança que apanha demais fica sem vergonha.

Fora o fato de que iria parecer um lunático, depois que Meus filhos Edward e Isabella voltaram pra casa com a minha neta, nos tornamos 9 pessoas dentro de uma casa que por maior que fosse parecia pequena.

Era de se esperar que fossem "criativos", afinal, sem escola, sem poderem passear com os carros no asfalto, sem poderem ser vistos, eles passavam o tempo todo em casa esbarrando uns nos outros e brigado e competindo por atenção, me levando à loucura, a mãe sempre pondo panos quentes e eu utilizando meu dom compassivo até o limite.

Naquela noite quando partimos, Alice Jasper aceleraram o carro de uma forma totalmente contra minha orientações e avisos, o que me deu aquela sensação horrível de que as coisas estavam saindo do meu controle, mas eu realmente não fazia idéia do quanto.

Devo confessar, que estava sendo indulgente com Alice, Renesmee apanhou por não fazer dever de casa por uma semana, de novo, Edward e Rose por brigarem, de novo, assim como Jasper e Emmett que além de brigarem destruíram o Jardim, de novo, até Bella teve seu primeiro encontro com o cinto da disciplina, mas Alice vinha empurrando seus limites com delitos leves e trapaceando pra eu não saber, ela já estava passando da hora de entrar no cinto, já diz o ditado, o pior cego é aquele que não quer ver, acho que nunca quis ver que minha doce bonequinha, necessitava tanto de disciplina quanto seus irmãos.

Quando terminei de listar seus delitos eu finalmente falei do que interessava.

Foi como no nosso Primeiro Problema em Forks, quando levei Emmett para o escritório depois de mostrar a ele que já tinha transbordado seu copo.

Era exatamente a situação em Alice se encontrava, acho que poder compará-la ao seu irmão Emmett era a maior prova de que ela estava pronta pra isso.

Todos eles tiveram sua primeira vez, ela sempre esteve à beira disso, mas naquela noite ela atravessara completamente a linha traçada.

"Alice, dizem que os filhos testam os pais pra saber os limites, até onde podem ir, bem se isso foi um teste, eu lamento informar que você não tem permissão pra pisar no terreno que você pisou hoje, você sabe muito bem o que acontece com quem briga fisicamente aqui em casa. Por que foi que Bella apanhou com esse cinto?"

Eu perguntei mostrando o objeto tão temido na minha mão.

"Porque ela brigou com o Paul."

Ela disse tão baixo que se eu fosse humano não teria ouvido, pois ela estava assinando sua própria sentença.

"E existe algum motivo pra que você seja tratada de forma diferente?"

Eu sempre me certifico de que meus filhos saibam exatamente o que está acontecendo quando estão apanhando, cada cintada, palmada ou o que quer que seja, precisa ser justificada, pra que fique traçado o limite entre correção e agressão.

As lágrimas dela continuavam escorrendo pelo rosto, e ela não verbalizou a resposta, percebi que ela estava tentando segurar o choro mantendo a boca fechada.

"Alice, eu não vou mudar de ideia, você vai levar uma suuurra pra aprender a seguir as regras, mais que isso, pra aprender que elas também se aplicam a você."

Peguei o telefone no bolso e fiz algo importante, liguei para o meu filho Edward, pra que ele e Emmett mantivessem o irmão longe Dalí, eu sabia que se ele chegasse à tempo acabaria sobrando pra ele, por mais que ele tente se conter e por mais que já tenhamos discutido sobre isso de todas as formas possíveis, ainda era um problema.

"Edward, onde vocês estão?"

Perguntei sem rodeios.

"Edward eu não quero Jasper aqui pelas próximas horas, leve-o pra caçar, eu quero que ele se acalme antes de vir, vocês podem cuidar disso pra mim?"

Ao invés de responder minha pergunta ele quis saber da sua companheira.

"Papai, e Bella?"

Não era momento para aquilo, então eu apenas insisti na pergunta.

"Podem. Cuidar. Disso. Pra mim?"

"Sim senhor."

Com a resposta que esperava ouvir desliguei o telefone

Eu levantei do sofá já pegando o punho dela, se eu demorasse mais um minuto eu acabaria voltando atrás e tudo que eu construí desde que disciplinei Edward pela primeira vez, estaria sendo oficialmente arruinado.

À dois passos da minha mesa ela parou pesando seu corpo pra trás.

"Papaizinho, por favoooor, eu imploro, não me bate não, eu juro por tudo que é mais sagrado, nunca mais eu vou fazer isso, nunca nunquinha."

Foi sua última tentativa de escapar, pra falar a verdade até me ajudou no que eu tinha de fazer, pois aquela cara de cordeirinho sendo levado ao matadouro estava me matando, quando ela insistiu não era mais o pobre cordeirinho e sim minha esperta garotinha tentando me enrolar de novo.

Mantive o aperto firme no punho dela e perguntei.

"Você quer apanhar mais?"

"Nãaaaao!"

SHLAP*** AAAAAAAAAiiiii!

Eu bati nas pernas dela com o cinto.

"Então mexa-se, Alice!"

Ela debruçou na mesa me olhando por trás do ombro esquerdo, me levou tudo que eu tinha em termo de determinação pra puxar novamente as calçar dela e fazer a pergunta.

"Por que você vai levar essa surra Alice?"

Ela só debruçou o rosto nos braços cruzados e começou a chorar alto.

"Mary Alice Brandon Cullen!"

"Por que eu ataquei aquela cachorra!"

Ela sem querer facilitou pra mim, era mais que claro o quanto ela precisava daquilo, desci o cinto no traseiro dela mais forte do que nunca fizera, por causa da resposta afiada.

SHLAP!*****! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

"Responda direito!"

Eu ordenei sem piedade.

"Porque eu desobedeci e briguei na festa e ataquei a Leah!"

Ela respondeu em meio a soluços e de forma muito mais humilde, por assim dizer.

Eu não tinha mais nada a dizer então decidi que vinte ensinariam a lição.

"Vinte nãaaaaao!"

Ela gritou como se coubesse a ela decidir.

SHLAP!* AAAAArraiiiii!

"Quem é que manda aqui Alice?"

"É o senhor papai, é o senhooor!"

SHLAP!* Aaaahaaaai!

"Então feche essa boca!"

SHLAP!*SHLAP!* Aiaiaiaiaiii!

SHLAP!*AAAAAuuuuuuuuu!

SHLAP!*AAAiêeeeeeee!

SHLAP!*Tá Doeeeendo tá doeeenDuuu!

É pra doer! SHLAP!*SHLAP!*SHLAP!*AAAAAAAAAiêeeeeee

SHLAP!* SHLAP!*Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

SHLAP!*Eu não vou fazer de novuuuuuuu!

SHLAP!*Para papaiiii paraaaaaa!

SHLAP!*Aiaiai Aiaiai!

SHLAP!*Paaaara pelo amor de Deeeeus!

Eu sempre me rendia a esse apelo, mas só faltavam duas, então ergui meu olhos e clamei a Deus por coragem e batia as duas seguidas.

SHLAP!* SHLAP!* AAAAAAAAAAAAAAAAAi!

Ela deu um grito ensurdecedor e traído, ela conhecia o segredo de Emmett e de Edward muito bem, eles sempre pedem pra eu parar pelo amor de Deus e eu acabo não tendo coragem de continuar, ela jamais adivinharia que justamente com ela eu iria quebrar esse padrão, mas pensando bem, seria perfeito, quando ela contar aos outros eles vão deixar de usar o amor de Deus como arma, por mais que eles só fizessem isso quando não agüentavam mais, ainda assim não me agradava nem um pouco.

Se eles têm que pensar em Deus, que seja na hora de obedecer e não na hora de apanhar.

Vesti a calça dela e a ajudei a se levantar, estava no momento do perdão, mesmo que ela me rejeitasse por ter levado sua primeira surra de cinto, eu não deixaria passar aquele momento.

Alice meu bem, eu realmente te amo muito, eu te amo tanto que só quero o melhor pra você, me doeu tanto ter que ter feito isso, que você não pode se quer imaginar.

Preparei-me para um abraço forçado, mas ao invés disso, ela pulou com os bracinhos finos no meu pescoço.

Seus pés estavam nas pontas como uma bailarina, eu não pude resistir ela já tinha sido punida o suficiente, então a peguei no colo num abraço apertado, antes que eu pudesse dizer algo ouvi sua voz tremula em meio a soluços.

"Eu te a-mooo PA-paii! Me desculpaaa!"

Seu corpinho era tão pequeno e leve pra mim, não era atoa que ela era meu bebê.

A porta se abriu lentamente, Esme entrou com os olhos molhados e veio na minha direção, afagou o cabelo de Alice e me disse algo que eu realmente não estava disposto a ouvir, eu que pensava estar encerrando a noite que ainda estava apenas começando.

"Querido, Jacob voltou, disse que sentiu rastros de vampiro na área, mas que já foi expulso, provavelmente pela matilha de Sam, ele está indo pra casa, disse que volta amanhã com Seth pra manter tudo tranqüilo enquanto terminamos de empacotar as coisas."

"Eu vou ligar para os meninos e pedir pra que venham ajudar guardar a casa e o sono de Nessie, me dê apenas mais alguns minutos."

A porta fechou e o rosto da minha Alice ainda estava enterrado no meu pescoço, ela ainda soluçava chorando baixinho.

"Xixixi... Calma, meu bem, já acabou minha bonequinha."

Eu saí do escritório com ela no colo ainda enroscada no meu braço e caminhei pelo corredor com o coração do tamanho de uma ervilha.

Aquela noite tinha sido um divisor de águas, Rose se mostrara sensível, Bella protetora e Alice, Ah... Alice finalmente foi capaz de chegar ao ponto que jamais pensei que chegaria, Rose e Bella desde que conheço já sabia que seria um desafio, mas Alice, meu bebê, nunca pensei que teria coragem um dia de dar uma surra de cinto nela.

"Papai?"

Ela disse finalmente com uma voz livre de soluços.

"Sim minha bonequinha?"

Eu respondi prontamente, me derretendo de mimos

"Obrigada pelo que fez pelo Jazz."

Meus filhos são incríveis, mesmo nos piores momentos eles sempre pensam uns nos outros, por isso somos a família mais unida do universo.

"Não precisa agradecer, meu bem, fiz isso por ele, ele é meu filho também, eu conheço cada um de vocês como a palma da minha mãe, suas necessidades suas reações, e sou capaz de compreende-las."

Ela apertou meu pescoço num abraço e me deu um beijo na bochecha.

"Você é o melhor pai do mundo todo, mesmo tendo acabado com o meu bumbum."

Eu sorri e a pus na cama dela deitada de sobre a barriga.

"Alice você está de castigo até segunda ordem, e eu ainda vou pensar quando é que vou devolver o seu cartão."

Ela gemeu como era de se esperar, mas não revidou.

Às vezes eu queria que o efeito das palmadas fossem mais duradores, todos eles ficam tão calmos, educados e conscientes quando apanham, mas mesmo quando voltam ao seu normal eu os amo ainda mais, se é que isso é possível.

Continua... amanhã ou nessa madrugada se houverem reviews no 11.

A/N: Espero que tenham gostado do capítulo, o outro já está pronto então me deixem saber o que pensam desse para que eu possa postar o outro amanhã ou quem sabe até mesmo nessa madrugada.

Valeu pelos maravilhosos reviews. Sinto falta de alguns, mas deduzo que no final de ano, muitos estão viajando e muitas vezes acabamos indo parar em lugares sem net acreditem, sei bem como é.

Mas se você está aí, deixe-me saber ;)