A/N: Sei que parece enrolação, mas adoro ficar na cabeça de Carlisle, por isso mesmo vamos a mais um POV papai, ele ainda tem muita coisa pra resolver, afinal, esse é seu último problema em Forks.
Boas vindas:Anaacullen e Alice cullen
"Último problema em Forks"
Capítulo 11
Mais sempre mais
POV Carlisle
Beijei o topo da cabeça de Alice e sai do quarto cavando o bolso em busca do telefone pra ligar para os meus filhos, mesmo Jacob não sentiu o impulso de ficar por perto, isso significava que não havia perigo para Nessie, mas isso não significa que estou bem com o fato de meus filhos fora de casa com um vampiro estranho por aí, sei que eles são habilidosos, mas eu sou um pai, pais sempre se preocupam mais que o necessário.
Entrei no quarto de Bella, ela ainda estava ali no canto, como eu deixara, me sentei na cama dela e chamei.
"Isabella minha filha, pode sair do castigo, sente- se aqui."
Ela veio em minha direção com a cabeça baixa, pôs uma mecha atrás da orelha, mas deixou que a outra cobrisse o rosto.
Ela ia sentar do meu lado, mas antes que o fizesse, eu peguei seu punho com carinho e a puxei para que se sentasse no meu colo.
Ela abraçou meu pescoço e em silêncio começou a chorar, nem uma palavra, apenas seus murmurinhos espremidos.
Deixei que ela desabafasse, afaguei seu lindo cabelo em silêncio, por um bom tempo e depois falei baixinho no seu ouvido.
"Pronto, pronto, meu Docinho, não chore..."
"Você me perdoa papai? Eu não queria ser assim..."
Eu endireitei o seu corpo, estupefato com o que acabara de ouvir, coloquei o dedo no seu queixo erguendo seus olhos na direção dos meus.
"Do que você está falando meu Docinho? Não quero que seja diferente do que você é, eu a amo exatamente como você é."
Ela insistia em desviar o olhar e disse algo que espremeu meu coração como se espreme uma fruta suculenta pra se fazer um suco.
"Eu sou sua terceira filha, talvez estivesse esperando alguém tão delicada quanto Alice, ou sofisticada como Rosalie, não uma selvagem entregue a seus instintos como eu, pareço até um dos meninos rosnando por qualquer coisa, nunca me importo em estragar minha roupa em uma caça como Alice, ou em como minha postura pode soar deselegante numa briga como Rosalie, lamento decepcioná-lo."
Ela começou a chorar novamente com as mãos no rosto e fez um movimento pra sair do meu colo.
Eu a agarrei pelos ombros e falei com firmeza.
"Isabella olhe pra mim!"
Ela olhou mais como obediência reconhecendo o tom da minha voz, do que como alguém que realmente estivesse disposta a olhar.
"Preste atenção no que vou dizer...Eu. Amo. Você. E eu te amo por quem você é, você não precisa ser como ninguém eu tenho mais 5 filhos, e cada um deles é diferente um do outro, e eu os amo como eles são, se repreendo Edward por seu temperamento, Emmett por sua inconseqüência, Rosalie por sua impetuosidade, Jasper por sua dureza, Alice por seus exageros e você por suas impulsões..."
Toquei a ponta do seu nariz fazendo-a sorrir.
"É por que eu sou seu pai e quero o melhor pra vocês quero que vocês entendam, que embora cada tenham suas "características", elas trazem conseqüências se não utilizadas com sabedoria, não porque não os aceite como são, só quero que você recebam uma boa educação, vocês são adolescentes, precisam de regras pra se sentirem seguros, não poderia deixar vocês por aí fazendo o que querem quando querem, isso seria irresponsabilidade minha como pai, mas eu não mudaria um fio de cabelo de vocês..."
Ela tinha os olhos baixos quando fiz a pergunta que os ergueu arregalados rapidamente.
"Você mudaria o que quer que fosse em Renesmee?"
"Não!"
Eu encenei um olhar cético.
"Você não a amaria mais se ela fosse menos travessa, menos teimosa, menos mimada, menos bagunceira?..."
Ela me cortou antes que eu pudesse terminar a interminável de "características" de minha amada netinha.
"Não, não, não... eu a amo exatamente como ela é! Eu a amo por completo eu não poderia amá-la mais seria impossível..."
Ela falou de modo frenético até perceber que eu a olhava fixamente fazendo-a entender que era exatamente como me sentia.
"Mas isso não faz com que você pare de ficar amolando pra ela arrumar o quarto, ou negue coisas que ela quer, ou lhe dê umas palmadas quando apronta alguma... Não é?"
"Entendo..."
Ela disse me abraçando.
"O senhor me perdoa papai? Por toda a confusão da festa?"
Eu retribuí o abraço dizendo a expressão que sempre deixa tudo pra trás.
"Ah sim, meu docinho, você já foi punida por aquilo, já foi perdoada, a menos que volte a acontecer não precisa se preocupar."
Ela sorriu e me disse algo surpreendente.
"Obrigada por não bater na Rose."
Eu sorri com seu altruísmo e apontei o obvio.
"Sempre cumpro minhas promessas."
Ela encenou uma carinha copiosa de dor e esfregou o traseiro dolorido.
"É, eu sei."
"Que bom que todos vocês sabem, docinho, que bom."
Beijei sua testa e já estava na porta quando me voltei pra finalizar as punições daquela confusão.
"Antes que eu me esqueça, quero as caixas com seus livros no escritório junto com as chaves de Rose e os cartões de Alice, está tudo confiscado até segunda ordem."
Assim como as irmãs, houve gemidos, mas nada mais com que me preocupar.
E por falar em preocupação, o telefone de Edward estava desligado, tentei o de Emmett depois o do Jasper, mas também estavam.
Tentei não ficar tão tenso, eu os mandara caçar e por mais que tivesse dado tempo de eles terminarem, havia uma chance de eles ainda estarem se alimentando, sempre desligávamos os telefones pra caçar, toque de telefone pode espantar a presa, eu pedia para deixarem no vibracall, mas eles sempre reclamavam que atender, causaria o mesmo efeito, então abri mão, mas sob a ordem restrita de que assim que terminassem, os telefones fossem ligados imediatamente.
Olhei no relógio e vi que já eram mais de uma da manhã, eles não deviam demorar, pois o toque de recolher deles era às 2:00 h da manhã.
Tentei telepatia, pois não deviam estar muito longe.
"Edward, filho, tenham cuidado, o Jake falou que tem vampiro estranho na área, venham pra casa imediatamente, liguem os telefones e retornem minha ligação."
Fiquei uns cinco minutos olhando para o aparelho, a preocupação começou a borbulhar dentro de mim, se Edward não me ouvira, eles devia estar muito longe, onde diabos aqueles três se meteram?
Decidi ligar de novo, de novo e de novo.
A falta de resposta já fez minha esposa ficar apreensiva também isso pra dizer o mínimo.
"Eles me pagam, estão todos de castigo também, já mandei não deixarem os telefones desligados depois da caça!"
Eu falei irritado andando de um lado para o outro no meio da sala, meu olhar alternava entre a porta e o relógio.
"Eu não sei não Carlisle, e se aconteceu alguma coisa?"
Minha esposa começou a verbalizar suas idéias que com certeza já dançavam em sua cabeça desde que a primeira ligação não funcionou.
Sabe aquela velha pergunta? "Sabe quantas tragédia passam pela cabeça dos pais em um minuto?"
É a pergunta mais retórica de todas.
Eu já tinha ligado unas 5 vezes para cada um deles, o relógio marcava 1:55h.
Com certeza iriam atrasar, 5 minutos seria o suficiente pra ouvi-los ou até mesmo quem sabe sentir seus aromas inconfundíveis.
Então subi as escadas pra fazer algo que eu estava evitando, eu queria muito mesmo deixar Alice fora disso, ou talvez preferisse não encarar a realidade, enquanto eu pensava neles rindo e se divertindo sem dar a mínima pra o toque de recolher, era mais fácil ser pai, mas eu não podia mais evitar, faltavam menos de 5 minutos para eles cruzarem a porta e nem sinal de nenhum deles
Jasper não saía da minha cabeça, qual terá sido sua reação depois da minha ligação?
Eu realmente tinha de perguntar.
"Alice, bonequinha?"
"Entre papai, está aberta."
Tentei não parecer muito preocupado, mas minhas feições me entregavam com facilidade, então forcei um sorriso.
"Pode ver pra mim onde estão seus irmãos e a que hora chegam?"
Ela rolou de lado, mas não sentou, seu olhar era interrogativo.
"Claro papai, o que houve?"
Ela disse já entrando naquele transe tentando ver alguma coisa, mas seu rosto continuou estranho mesmo depois.
"Não posso vê-los!"
Gelei dos pés a cabeça, tentei disfarçar, mas não fui muito convincente.
"Devem estar na reserva, não se preocupe, nós só estamos bravos pelo toque de recolher, é só isso."
Ela não comprou por um segundo, eu podia ver no seu olhar, mas fechei a porta deixando-a lá dentro ciente de que ela não podia sair, pois estava de castigo.
Eu não queria acrescentar ao sofrimento delas as minhas preocupações.
Passou de 2:00h e nada, Esme começou a chorar, eu saí da casa pra ir atrás deles, eu não queria ir muito longe e deixar a casa com minhas meninas desprotegidas, eu mantinha um ouvido na casa e outro na floresta.
"EDWARD!...JASPER!...EMMETT!"
Eu gritei a plenos pulmões e nada de resposta, eu já estava passando de bravo a preocupado, eu já tinha ligado 10 vezes pra cada um deles e já eram mais de 3:00h, eu estava tentando manter a raiva de eles não ligarem os telefones e sair dos limites de audição, porque se eu não pensasse assim, tudo que me restava era a ideia de que acontecera algo com meus filhos, aqueles sádicos dos Volture tinha poderes inimagináveis a cada ano, e eu podia esperar qualquer coisa vindo de Aro, ele nunca acreditou que eu não estou criando um exército e sim uma família, pra ele, Bella fora apenas mais uma aquisição poderosa e Nessie fora feita de propósito como um experimento perigoso.
Minha esposa já estava chorando histérica e eu começando a entrar em desespero segurando a mim mesmo pra poder acalmá-la, quando o vento me atingiu em cheio, trazendo o perfume dos meus delinqüentes e o aroma inconfundível de Seth.
Eu ainda não podia ouvi-los, mas sabia que estavam se aproximando, eles estavam tão encrencados.
Enquanto eu dizia à mãe deles que eles estavam vindo, o telefone tocou na sala, fui em direção a ele irritado pensando que era um deles, seria muito conveniente ligarem no telefone da casa ao invés do meu celular, mas se eles pensavam que iam falar com Esme pra acalmar as coisas estavam tão enganados.
"Alô!"
Eu atendi com firmeza, mas a voz feminina do outro lado me surpreendeu.
"Alô? É Sue Clearwater. Desculpe-me por ligar tão tarde Dr. Cullen, é que sei que vocês não dormem, meu filho sumiu, quero dizer, saiu e não voltou, me ocorreu que ele pudesse estar o com seu filho Edward."
Conversamos por alguns minutos, ela me contou o que houve com o filho dela, e eu contei o que houve com os meus, aproveitando a deixa pra dizer que sentira o aroma de Seth junto com eles, ela me pediu para que o levasse de volta, nem que fosse pelas orelhas.
Quando pus o telefone no gancho Esme já estava ansiosa andando de um lado pra outro esfregando a têmpora com as mãos nervosas.
Ela foi lá pra fora esperar por eles.
Escutei passos leves de pantufas, olhei para o topo da escada, Nessie escondeu a cabeça rapidamente, mas não o suficiente pra escapar de minhas suspeitas, pois me lembrei que ela estudava na mesma escola de Seth, e a menos que ela soubesse de algo, não estaria de pé escutando a conversa dos outros enquanto devia estar dormindo.
"Renesmee Carlie, aqui, agora."
Ela desceu as escadas de pijamas com enormes patas de urso nos pés, as pantufas dadas pelo seu tio Emmett, ela também trazia debaixo do braço, o Memmitto, percebi que o sininho no pescoço do ursinho estava convenientemente envolvido na sua mão pra impedir o barulho.
"Sim vovô?"
"O que a senhorita faz fora da cama há essa hora?"
Ela deu de ombros.
"Nada, eu só estava com sede... Sabe? De água."
Ela disse apontando o urso de pelúcia na direção da cozinha soltando seu sininho, que badalava enquanto ela passava por mim saltitando descaradamente.
A menina mentia com tanta naturalidade que era preocupante, ela e o tio Emmett só podiam estar praticando pelas minhas costas.
Foi até a cozinha, pegou um copo d'água e virou na boca com notório desgosto, ela já tinha a aparência de 15, provavelmente cresceria até a idade dos pais, suas necessidades humanas estavam cada vez menores, não que ela fosse uma grande fã delas, desde de que nasceu, eu nunca presenciei Renesmee tomar um único copo d'água ou comer qualquer comida saudável sem que alguém mandasse.
Eu fui no encalço dela, olhava firme nos seus olhinhos marrons enquanto ela bebia a água rolando a pupila em todas as direções, menos na minha.
Ela me entregou o copo com um sorriso amarelo.
"Aí está, boa noite vovô, eu amo você."
Antes que ela passasse pelo meu olhar desconfiado eu agarrei seu cotovelo.
Pus o copo na mesa e ordenei.
"Sente-se aí!"
Ela respirou fundo em derrota.
"O que você sabe sobre isso?"
"O quê?"
Eu realmente estava no meu limite, apertei a ponte do nariz impaciente, eu, Carlisle Cullen, impaciente.
"Olha Nessie...Sua mãe e suas tinhas aprontaram e já estão de castigo, sua mãe ganhou umas boas palmadas, sua tia Alice apanhou pela primeira vez com o cinto da disciplina, seu pai e seus tios violaram a mais de uma hora o toque de recolher e sua avó está arrancando os cabelos por isso, eu realmente sugiro que seria sábio da sua parte não...Mentir. Pra mim. Agora."
Estendi a mão pra que ela me tocasse.
"Sabe muito bem sobre, o quê, eu estou falando."
Ela encheu os olhos de lágrimas e tocou na minha mão tremendo.
Eu vi em primeiro lugar Seth e ela enganando a secretária da escola pra que ela acreditasse que ele trocara o telefone de casa.
"Então te vejo mais tarde, amor."
Ela disse beijando-lhe a bochecha em frente o balcão da secretaria.
"Não se esqueça que minha mãe trocou o telefone, eu já anotei no seu caderno."
A mulher a quem queria chamar a atenção comprou a armação na hora.
"Sr. Clearwater, não pude deixar de ouvir que houve alteração em seus dados residenciais, devia informar-nos quando isso acontece."
"Ôh... Sim senhora Cooper, farei isso imediatamente."
"Vejo você depois amorzinho."
Ela disse soprando um beijinho para o namoradinho fictício.
Soltando minha mão ela tentou explicar.
"Vovô eu só queria ajudá-lo, ele tinha perdido alguns dias importantes e a professora de biologia disse que ia solicitar à secretaria que comunicassem na casa dele, então eu tive essa idéia."
"Isso é tudo Nessie?"
Eu perguntei farejando algo mais.
Ela desviou o olhar e permaneceu em silêncio.
"Renesmee?"
Eu perguntei estendo a minha mão, seu nome, e não seu apelido, deu a dica de que não era um pedido e sim uma ordem, que ela me tocasse e me mostrasse o desfecho da história.
"Promete que não briga com o tio Emm?"
A menina tentou barganhar antes de me mostrar o que tinha acontecido.
"Infelismente esse é o tipo do acordo que só faço de mil em mil anos, e devo dizer que sua mãe já gastou o desse milênio com a sua tia Rose, então que tal se combinamos assim, se você não me mostrar agora mesmo, eu dou uma surra em você e no seu tio."
Ela deu um pulo da cadeira e agarrou a minha mão.
"Tio Emm, eu preciso da sua ajuda para bolar algo."
"É claro monstrinha, sabe que em se tratando de bolar é comigo mesmo."
Os dois bateram as mãos e ela começou a explicar.
"Eu ajudei ao Seth enganar a senhora Cooper pra trocar o número do telefone dele no cadastro da escola, fingindo ser a namorada dele, agora eles mandaram um bilhete avisando que precisam falar com a mãe dele, o Seth só pode entrar amanhã se estiver assinado pela Sue, se ela assinar, ela vai à escola, se ela for à escola, ela vai saber sobre Seth e eu, então ela vai contar pro Jake, o Jake vai ficar bravo com ele e contar pro meu pai que a gente tá namorando, só que a gente não tá, a Sue vai matar o Seth e meu pai vai me matar...Entendeu o tamanho da confusão? O que faremos pra nos livrarmos do bilhete?"
Emmett deu uma risada gutural.
"Sinceramente Nessie, não estou te reconhecendo, como pôde não enxergar a solução? É tão óbvia! Assinem o bilhete por ela."
E respirei fundo de frustração mas não soltei a mão dela.
"Mas tio, se lembra daquela vez que eu tentei com a do vovô Carlisle, que tragédia, eu não tenho tanta habilidade quanto você vampiros puros."
"Hey, hey, hey, espere aí! Você não está sugerindo que eu faça isso, não é?"
"Meu pai vai acabar comigo se descobrir, e vamos ser sinceros, seu dom não é bem uma caixinha de segredos, e fora que se o seu ouvir agente pensando, vai dar merda."
Ela fez aquela expressão de derreter, e implorou.
"Por favooooor titio do meu coração..."
Ele olhou totalmente entregue.
"Se ninguém souber o papai não vai ficar vasculhando nossos pensamentos e nem vou ter que mostrar nada a ninguém."
"Tá boooom, mas nada de ficar pensando nisso perto d seu pai, ou mostrar pra alguém ok? Promete?"
Ela abriu um sorriso radiante.
"Só se você prometer!"
Ela me olhou emburrada.
"Viu só você me fez? Descumprir minha palavra."
A ousadia dela foi tanta que quando eu vi já tinha puxado a mão dela pra virar seu traseiro.
PAFT!* PAFT!* PAFT!* AAAAAAAAAiiiii vovôooo!
Ela gritou ficando na ponta dos pés.
"É assim que você me responde depois de tudo que eu vi? Renesmee, você está tão encrencada, que eu vou ter que falar com seus pais."
Ela começou a implorar baixinho pra que Bella não ouvisse.
"Por favor, vovozinho não conta pra eles, faz o que quiser comigo, pode até me dar umas palmadas, me bate de cinto, mas resolve você, não leva pra eles."
Ela sabia o quanto eles ficariam bravos, e ela sabia que não tenho tanta coragem de bater nela quanto Edward e Bella, ela sabe que eu bato, mas eu sou o vovô, todo mundo sabe que os avós são sempre mais misericordiosos que os pais.
Eu pensei bem, e dei o veredito.
"Vou dizer ao seu pai que você e Emmett aprontaram juntos e perguntar se posso resolver sozinho, se ele disser que sim você e seu tio vão levar uma bela surra, e eu vou contar pra Sue o que houve e Seth vai levar outra também."
"Como assim outra?"
Ela quis saber quem é que estaria apanhando mais de uma vez.
"Sue já sabe que Seth andou aprontando na escola e deu uma surra nele, e a menos que seus tios e seu pai tenham uma explicação perfeita quando chegarem, eles vão entrar no cinto."
"Por favor vovô, não bate no tio Emmett não, a culpa foi toda minha!"
Eu sorri com sarcasmo.
"Pelo menos vocês todos são altruístas. Não se preocupe eu não vou bater em vocês ainda hoje, talvez amanhã ou semana que vem quem sabe, vocês vão saber quando eu chamar vocês dois juntos para "conversar"."
Ela fez aquela cara de choro e derrota deixando os ombros caírem.
Não tem nada que meus filhos e minha neta detestam mais que uma surra avisada, do tipo, "Quando chegar em casa eu vou te dar uma surra", ou "Quando a fatura chegar você vai apanhar", ou "Quando eu chegar em casa você vai levar umas palmadas."
Eles preferiam apanhar logo quando eram descobertos, do que viver a tensão de saber que iriam apanhar e ficar esperando a surra.
"Pra cama, agora!"
Assim que minha neta despareceu no andar de cima, minha esposa entrou pela porta, provavelmente nervosa com o que acabara de ouvir.
Eu comecei a desabotoar a fivela do cinto, ela olhou pra mim como um olhar implorativo, mas mesmo assim eu puxei de uma vez.
"Por favor Carlisle, tenha calma, não vá bater nos meus meninos por isso, pode ter acontecido alguma coisa."
"É o que vamos saber em alguns instantes."
Eu disse dobrando o cinto e caminhando pra porta, fiquei parado ali de braços cruzados esperando por eles no primeiro degrau.
Eles apareceram correndo e frearam ao me verem parado na porta da frente.
Ela saiu histérica ao encontro deles
"Oh meus filhos! Aí estão vocês! Meus bebês!"
Começou a beijá-los todos de uma vez.
"Graças a Deus vocês estão bem!"
Ela dizia examinando os braços e rostos, até que interrompi.
"Agora chega Esme, ele estão bem, foi só mais um ato de completa irresponsabilidade da parte deles sumir sem avisar e manter telefones desligados."
"Pai, nós..."
Edward tentou, mas eu não queria ouvir nada ali!"
"Passem pra dentro!"
Permaneci onde estava, e o meu mais velho resolveu tentar também.
"Mas papai..."
"Não me teste, Emmett!"
Jasper foi o primeiro o primeiro deles a se mover, sua postura militar o levou a passar por mim sem baixar a cabeça, mas eu podia ver o sofrimento em seu olhos, não pelo cinto na minha mão e o atraso, eu sabia bem... Alice. Puxei o braço dele e trouxe seus olhos no meus, mas ele os desviou para os sapatos.
Obriguei o contato visual levantando seu queixo.
"Filho, ela está bem, você sabe o quanto me dói não sabe?"
Seu olhar foi positivo, assim como o sinal com a cabeça, aquilo me alívio e me levou a abraçá-lo.
"Eu a amo, e a você também, obrigado por entender."
Peguei o seu rosto e pedi.
"Agora vá lá pra dentro e me espere na sala com seus irmãos, eu preciso falar com Seth."
Edward e Emmett passaram como ratos assustado e notoriamente arrependidos por não ter aproveitado o meu momento com o irmão para fazê-lo, Emmett protegeu o traseiro e Edward tentou passar de longe.
Quando vão aprender? Se eu quisesse teria acertado com facilidade, e tudo que outro conseguiria se protegendo, seria uma cintada na mão.
Esme entrou com eles enxugando o rosto.
Continua...
A/N: Hey! Desculpem-me muito mesmo por não postar de manhã como prometi, eu ia postar de madrugada mas não deu, daí acordei de manhã tomei meu café e descobri que minha net tava sem sinal, o tempo chuvoso faz isso com ela, aqui tá chovendo toda hora.
Acho que termino de editar o 13 amanhã, se não postar amanhã, no dia seguinte é certeza.
Você está aí? Não seja mau, deixe-me saber!
