A/N: Então, eu realmente amei os reviews e os desabafos, eu sei que teve gente que chorou, mas o capítulo que me trouxe lágrimas aos olhos foi esse, na verdade ele foi escrito antes, talvez seja esse o motivo, então resolvi que o capítulo anterior a esse,"Paradoxo" tinha que ser escrito. Ele seria na verdade escrito em alguma outra história quando Rosalie fosse conversar com seu filho. Mas então percebi que ele fazia parte das emoções dessa fic e não de outra. Nunca estive tão dentro de Carlisle como dessa vez, espero que sintam todas as emoções assim como eu senti ao escrevê-lo.

OBS: No meio da capítulo acrescentei uma citação removida da fic "Quem procura acha" da qual sou a fã n° 1", espero que Beliinhablack não se importe.

Boas vindas: Cami, Julio

Último Problema em Forks

Capítulo 21

Dor Dissolvida

POV Carlisle

Começou a chover, eu olhava para as gotas que batiam na parede de vidro, trazidas da calha pelo vento, elas pareciam lágrimas.

Lágrimas que lavavam minha alma de tanta tristeza, se fosse humano não saberia quanto mais meu coração seria capaz de aguentar.

Esme incansavelmente tentava me convencer a ir com calma se Rose fosse trazida pelos meninos, como uma recompensa por ter feito as pazes com Jake.

Mas eu não parava de pensar no que fazer se o contrário acontecesse.

Se por um lado estava disposto a dar umas palmadas nela, ao voltar com eles, por pegar o carro e desobedecer daquele jeito, por outro eu não podia nem pensar em por minhas mãos nela se tivesse que buscá-la, minha ira seria tão grande que eu poderia machucá-la.

Eu já tinha tido uma horrível experiência com Edward mais cedo, só de pensar na marca que deixei nas costas dele, me doía a alma.

Eu sempre soube qual era o motivo do descontrole emocional dela, mas o que eu poderia fazer? Alugar uma barriga pra fertilizar um sêmen do Emmett e matar a mãe? Roubar uma criança e transformar chamando atenção dos Volture pra nós? Eu era o pai dela, e a única coisa que podia fazer era guiá-la e protegê-la, ensinar a ela como controlar seu gênio, mostrar a ela onde ficam os limites.

As palavras da discussão ainda soavam na minha cabeça...

"Só porque você se acha a dona do mundo não significa que você é, sua loira burra!"

"Hahá, que piada nova, tão nova quanto o seu lendário fedor de cachorro molhado que rolou na carniça!"

"Eu sabia que você era burra, mas não sabia que era o suficiente pra confundir Lobo com cachorro!"

"Fica fácil quando os dois fedem do mesmo jeito, seu idiota irresponsável!"

"Idiota irresponsável, eu? Quem é que encarou uma briga entre vampiros e lobos numa festa cheia de gente inocente? Nem todo Quileute tem gene de lobo, sabia? Ah desculpe, me esqueci do seu nível de sabedoria é baixo!"

"Se você me chamar de burra mais uma vez eu arranco o seu pescoço, seu otário."

"Eu gostaria de ver você tentar, sua bruxa horrorosa!"

"Horrorosa se eu fosse da sua laia, seu selvagem comedor de carne crua!"

"UAU! Você quer mesmo discutir cardápio, senhorita carrapato!"

"Troglodita!"

"Parasita!"

Se eu não tivesse cortado a enxurrada de insultos, não quero nem pensar no que poderia vir depois.

Mas nada, por mais que rendesse uma lavada de boca com sabão, me ferira tanto quanto ouvi-la dizer que Jacob jamais seria seu irmão, parece um insulto comum, mas numa família de dez pessoas onde apenas uma é consanguíneo, pode ferir mais que qualquer coisa.

Eu tinha que ditar as regras ao meu novo filho antes que começassem os privilégios de novato, por mais que ele tenha prometido ser maduro, ele tinha que saber de tudo... Do cinto da disciplina, do sabão da boca suja, da escova do bom aluno, e que não estava livre de umas boas palmadas só porque é novo no pedaço.

Minha mente estava atormentada enquanto o relógio encostava no limite que eu determinara para os dois trazerem-na de volta.

O som do motor roncou, mas era apenas o do meu carro, nem sinal da Ferrari da minha filha, eles falharam, ela devia ter se recusado mais uma vez, a se acertar com seu mais novo irmão.

Abri a porta da frente pronto pra tomar deles a mesma chave que emprestara antes e ir atrás dessa menina até o inferno se fosse necessário.

Mas a cena na minha frente me alarmou.

Minha filha coberta de sangue, Emmett sem camisa e meu novo filho Jacob curvado atrás deles, como se estivesse ferido, se encolhendo por causa de alguns respingos que restaram da chuva é que não era.

Estavam juntos demais para terem brigado, presumi que o sangue não era dele, não apenas por isso, mas o cheiro era inconfundivelmente puro humano.

Olhei direto nos olhos deles, não estavam vermelhos e sim pretos, respirei um pouco aliviado por não terem bebido ninguém, mas estavam visivelmente lutando bravamente com o desejo, como se um sustentasse o outro.

"O QUE É ISSO MINHA FILHA! O QUE ACONTECEU? EMMETT O QUE HOUVE?"

Nesse momento eles se afastaram e então pude ver o motivo pelo qual Jake estava curvado, as vozes na escada arfaram um murmuro em coro, eu podia discernir o encanto na voz da meninas e o espanto na voz dos meninos, mas mais do que tudo, a doçura na voz de minha querida Esme ao meu lado.

Jacob estava tentando acolher e aquecer com o máximo de seu corpo uma pequena criaturinha encantadora envolvida na camisa do meu filho Emmett.

Era pequeno como um ratinho e muito provavelmente prematuro.

"Nós o salvamos, ele precisa de ajuda, por favor papai, salve meu bebezinho..."

Minha filha pediu com lágrimas nos olhos.

Naquele momento ela não era a minha filha rebelde, e eu sabia que seus olhos não me viam como seu disciplinador, eu era apenas o seu pai, aquele que faria qualquer coisa no mundo para vê-la feliz, por qualquer um deles.

Emmett franziu o cenho e começou a falar com um tom de urgência na voz.

"Ele está morrendo papai, não estava pronto pra nascer fazemos o parto para salvá-lo das ferragens de um acidente horrível, Jake o está mantendo aquecido e vivo, posso ouvir seu pulmão falhando, seu coraçãosinho frágil não vai aguentar por muito tempo."

Eu nunca tinha visto ou ouvido tamanha responsabilidade no meu filho mais velho, pela primeira vez ele parecia mesmo o filho mais velho, e não apenas o maior.

"Precisamos colocá-lo em uma incubadora, Edward, prepare a sala em que Renesmee nasceu, temos quase tudo que precisaremos, Jasper, Pegue a lista com seu irmão do que falta e providencie imediatamente, Alice vá comprar roupas e tudo que precisamos para um bebê recém nascido, Esme e Bela preparem o quarto de Rose para receber..."

Eu fiz a pausa esperando um nome.

Os olhos de minha filha brilharam ao ver minha urgência para receber o mais novo membro da família Cullen.

"Benjamim Anderson Cullen."

Ela disse o nome com um sorriso molhado e Emmett completou com o peito estufado.

"É um menino."

Eu me aprecei de repente, o tempo era pouco eu podia ouvir as atividades vitais do pequeno Ben se esvaindo.

"Vamos, vamos! Todos a seus postos, não temos muito tempo!"

Ela virou-se com carinho e cautela.

"Tio Jake? Vamos entregá-lo ao vovô Carlisle?"

Meus olhos se encheram de lágrimas ao vê-la falar com seu novo irmão com tamanha doçura, ali estava minha filha, a garotinha que eu criara, o veneno Cullen em suas veias falando mais alto.

O orgulho e a preocupação dançavam no meu peito uma música angustiante.

"Deus! Eu preciso salvá-lo!"

Eu pensei assim que o tio o pusera nas minhas mãos.

Ben era pouco maior que minha mão, ele se perdia na enorme camisa do pai, pele translucida, minha experiência me dizia que ele não tinha se quer completado o sétimo mês da gestação.

Minha esposa aparou sabiamente a lágrima que corria no meu rosto, para que o veneno não acertasse o netinho.

"Que estão olhando? Movam-se todos!"

Eu subi as escadas com cuidado, dava pra ouvir a velocidade de Edward e Jasper preparando tudo, eu não podia fazer movimentos bruscos, mas tinha que ser rápido também, pois meu corpo não possuía o calor de tio Jake.

"Vão lavar todo esse sangue e joguem fora essas roupas, depois, direto pra cozinha, estou preparando um lanche para o Jacob e uma caneca de sangue pra vocês."

Ouvi a ordem de minha esposa lá em baixo.

"Mas, maaãe!"

Os três resmungaram ao mesmo tempo.

"Não tem mas nem meio mas, estão imundos e cansados, deixem o Ben com seu pai agora, estão famintos, posso ver os olhos de vocês e ouvir o seu estômago mocinho!"

"Meninos obedeçam!"

Ordenei escada abaixo, só depois foi que me toquei de que Jake chamara Esme de mãe, sorri colocando Ben na maca para limpá-lo, pelo visto não era só Emmett quem estava se tornando pai naquele dia, eu estava chegando ao mágico número de 7 filhos.

"rsrs... E dois netos!"

Edward completou meu pensamento, eu estava tão feliz que nem chamei a atenção dele por invadir minha mente sem permissão pela milésima vez.

"Ele vai conseguir, ele é um Cullen agora, os Cullen sempre conseguem o impossível."

Jasper me disse apertando meu ombro após sentir minha preocupação, então me enviou uma onda de calma muito necessária.

"Obrigado filho...Tem a lista de tudo que precisamos?"

"Na verdade nada, Renesmee não utilizou a incubadora e nenhum dos recursos que preparamos para qualquer emergência com ela, talvez precisemos de sangue ou algum medicamento, mas isso só você pode dizer, pai."

Era verdade, não tiramos nada de casa, não queríamos suspeitas de que houvesse nascido um bebê na casa, e seria um desperdício queimar uma incubadora e todos os aparatos pra recém-nascidos ainda se quer utilizados, foi uma sorte eu pensar em doá-los quando nos mudássemos. Sorte ou o destino do pequeno Ben.

Edward preparava a incubadora como um médico eficiente, eu fiquei feliz em saber que todos os anos de faculdade não foram desperdiçados, apesar de isso ter ficado um tanto claro com o parto de Nessie.

Enquanto isso meu netinho lutava com meus dedos gelados e a mangueira que limpava suas minúsculas narinas.

Jasper riu da luta do sobrinho, mesmo tão frágil já tentando arranjar confusão.

"Já parece o Emmett, tentando causar encrenca... rsrs...Vou atrás de Alice antes que ela compre roupas para um berçário inteiro de meninos."

Eu tive que concordar com ele.

"Ótima ideia, não esqueçam de serem discretos, já devíamos estar 10 anos mais velhos, evitem lugares conhecidos."

"Sim papai, vejo vocês mais tarde."

Ele falou comigo mas seus olhos estavam no sobrinho.

"Até logo filho, não demorem, antes de sair peça à sua mãe pra vir aqui quando acabar lá na cozinha."

"Deixa comigo, até logo Benjamin Cullen."

O bebê pareceu entender, por coincidência é lógico, virou o pescoço paro o lado do tio e abriu a boca com um sonsinho forte de quem começaria a chorar.

Todos nós rimos da primeira vez que ouvimos a voz do pequeno Cullen.

Foi um alívio pra mim, pois se havia força pra isso, significava que eu obtivera sucesso na limpeza das secreções e que o oxigênio era o suficiente pra chorar.

Edward abriu a incubadora e eu o coloquei lá dentro antes que fosse tarde demais, seu pulmão ainda precisava de ajuda, mesmo sem exame eu sabia que ele era prematuro e não estava bem formado.

"Ele é tão pequeno papai..."

Meu filho Edward comentou com um olhar preocupado, lembrei-me de que Renesmee já nascera com dentes, era a primeira vez em todos esses anos que ele vira uma pessoinha tão pequena assim de perto, pois sua idade nunca o permitira fazer uso dos seus diplomas de medicina.

"Ele não está tão mal pra um prematuro que nem se quer completara o sétimo mês, a maioria se quer sobrevive... Já experimentou ouvir o que ele está pensando?"

Meu filho fez uma cara engraçada e disse com divertimento.

"Tio Jazz tem razão, ele já parece muito com o papai, pois já vê Rose como um anjo que salvara sua vida."

Eu arregalei os olhos.

"Como assim ele já tem todos esses pensamentos?"

"rsrsss... Não pai, é que o rosto dela foi a primeira coisa que ele viu, então fica voltando na lembrança dele o tempo todo, ele a ama, sabe que foi salvo de alguma forma, é como um pensamento de gratidão, é muito abstrato, mas de alguma forma ele sabe disso e a ama por essa razão, sente falta dela, da sua voz, e que Rose não nos ouça..."

Ele sussurrou.

"Sente falta do calor de do tio Jake também."

"Eu não me importo."

A voz dela veio da porta da improvisada sala de emergência.

"Ele me ama e isso é o que importa..."

Ela disse com doçura e caminhou lentamente em direção ao filho.

"É verdade que ele sabe que fui eu que lhe dei a vida?"

Ela pediu maravilhada com a revelação do irmão.

"Ele devia estar sendo sufocado ou algo do tipo, quando se viu vivo foi a primeira pessoa que viu sentiu e ouviu, seu cérebro fez a ligação."

As lágrimas começaram a cair então Emmett já estava à sua volta.

Ela então olhou pra porta com um sorriso de gratidão.

Venha titio, ele sente sua falta também.

Seu sorriso molhado fez com que Jake saísse da porta e se aproximasse do sobrinho.

"Olá garotão, conseguimos em?"

Jacob disse com a voz embargada de emoção.

"Como foi isso meninos? Agora que estão limpos e alimentados podem me contar como aconteceu."

Eu disse puxando uma cadeira apontada para o sofá ao lado, sugerindo com o gesto, que eles se sentassem.

Edward manteve-se de pé como um médico eficiente velando pelo seu paciente, ele parecia fascinado pelo milagre diante de seus olhos.

"Um grupo de três vampiros estava travessado na estrada e dois carros colidiram na Ferrari de Rose, eles iriam atacá-la, mas ao verem Jake e eu nos aproximando eles bateram em retirada, eles eram pequenos como Alice, dois garotos que devem terem sido transformados aos 17, mas não tinha o porte de Edward, e uma menina com uma aparência de 13, eles se assustaram com o nosso tamanho provavelmente."

Emmett encheu o peito, enquanto eu franzia a testa de preocupação.

"Vampiros? O que eles queriam quem eram eles?"

"Não deu pra saber..."

Jacob começou sua parte na explicação.

"...Tínhamos que tentar salvar os humanos nos carros, no momento pareceu mais importante do que persegui-los."

O fato do carro de minha filha estar envolvido no acidente, me causou calafrios e antes que continuassem eu perguntei.

"Como ele bateram em você."

"O trio invadiu a estrada e me parou numa velocidade vampiresca, os carros vinham atrás e colidiram no meu, eu pulei pra fora, mas os deles se esmagaram no meu formando uma bola de ferragens."

Ela explicou se isentando qualquer culpa no acidente, eu tinha que ser justo, mesmo que ela não tivesse saído com o carro, esses vampiros poderiam ter provocado algo parecido ou até bebido aquelas pessoas.

"Tentamos tira-los das ferragens, o cheiro de sangue era tão forte que não sabíamos se seriamos capazes, então percebemos que os corações estavam em silêncio que não havia mais nada a ser feito, foi então que Jake ouviu o coração frágil do bebê, pensamos que era o da mãe, mas assim que Emmett rasgou a lataria do carro e a tirou de lá, percebemos que ela estava grávida e que o som vinha de dentro da barriga dela."

"Rose fez o parto do nenên com a ajuda de Jake."

Emmett contou com um sorriso no rosto.

Entendi então de onde vinha a súbita amizade dos dois, ele dera a ela o maior presente de todos e ela seria grata a ele eternamente, como é à Bela por salvar seu irmão caçula.

Respirei fundo batendo as mãos nas coxas e fiquei de pé sem dizer uma palavra, era muito para processar.

Rose estava feliz, Jake tinha motivos pra pensar em nascimento ao invés de morte, o dois estavam se dando bem, mas o tempo passaria, como tudo seria? Rose seria capaz de criar um bebê humano prematuro, seria como um humano cuidar de um cacho de uvas, Benjamin iria crescer numa casa de vampiros, envelhecer e morrer, como isso seria pra ela? Pra nós...

"Benjamin hã?"

Eu disse em frente a incubadora questionando o nome do meu neto.

Rose puxou à minha memória sobre a história que contei a ela no dia em que lia a Bíblia, contei a ela sobre esse nome.

A mãe de Benjamin, esposa de Jacob, morrera ao lhe dar a luz, então o pai lhe dera esse nome, significa, filho da minha tristeza. Porque Rachel, sua mãe, era a esposa a quem Jacob mais amava, e só tivera esse filho.

Ela me perguntou naquele dia, se Esme tivesse feito comigo o que Bella estava fazendo com Edward se eu também odiaria o bebê caso ela viesse a morrer por ele.

Então eu lhe dissera que jamais seria capaz de odiar um filho e a tranquilizei garantindo que seu irmão também não o faria, então disse a ela que esse seria o nome do meu bebê, se Deus me livre, isso tivesse me acontecido.

Lembro-me que ela molhou minha camisa naquele dia acreditando que o irmão poderia odia-la por ajudar Bella com aquela loucura.

"Anderson é o nome dos pais biológicos dele, Eu sei que ele vai querer saber um dia, Edward ainda trás Masen, eu Hale Emmett MacCarty, Jasper Withlock, Alice Brandon, Isabella Swan, assim, Benjamin Anderson Cullen. Pensei em colocar Hale e MacCaty também, mas aí iria ficar: Benjamin Carlisle Anderson Hale MacCarty Cullen."

Emmett riu e entrou no assunto.

"Isso não seria um nome e sim um texto, acho que Cullen já representa todos nós."

Eu não contive as lágrimas ao perceber o segundo nome escolhido, eu sei que Nessie se chama Renesmee Carlie, mas é uma junção do Charlie e o meu, Ben era um menino e eu finalmente ia ver meu nome passado a diante, já que todos meus filhos eram adotados e eu não escolhi os primeiros nomes de nenhum deles.

"Sinto me honrado, meus filhos...eu...não sei...o que dizer."

Os dois me abraçaram fazendo um sanduíche.

Esme entrou na sala ao lado de Bella.

"Mandou me chamar amor..."

"Perdemos alguma coisa importante?"

Minha filha falou já correndo para os braços de Edward pra variar.

"Eles deram o nome de Benjamin Carlisle ao neném."

Eu sai do meio dele e abracei à minha linda esposa que completava a minha felicidade.

"É mais que isso, Ben me trouxe a coisa que eu mais queria, poder dizer não falta nada a nenhum dos meus filhos, eu sempre quis dá-los tudo que quisessem ou precisassem, que nada ficasse a desejar."

Rose olhou com um sorriso esperto no rosto que eu já estava com saudade.

"Nesse caso acredito que seja um bom momento pra reforçar o meu pedido de natal, uma Enzo Ferrari cairia bem agora que minha Ferrari foi pelos ares."

Isso me fez lembrar, de quantas coisas ainda tínhamos à resolver.

"Isso é o que você quer mocinha, mas o que você precisa é de uma surra daquelas, e lamento muito informá-la, que Benjamin me trouxe tanta serenidade que, agora que não estou mais a ponto de matar alguém, eu esteja apto a lhe dar o que a senhorita precisa assim que ele estiver devidamente examinado medicado e fora de perigo."

Todos riram como se fosse uma piada, mas meu olhar ainda sério dissolveu o sorrisinho dela.

Esme percebendo a nossa comunicação visual de pai e filha, tentou mais uma de suas artimanhas.

"Talvez ficar sem presente nesse natal seja uma solução válida pra quem desobedeceu e cabulou o castigo."

"Boa tentativa querida, mas vai muito além disso, somos 11 Cullens agora, entre vampiros, lobos, híbridos e humanos, faço questão de não perder o controle por aqui."

O sorriso de todos deu espaço a um olhar de subimissão, um "sim senhor" em uníssono quase inaudível se esparramou na sala.

Eu me senti quase que um líder de covem, me doeu, mas às vezes era preciso manter as rédeas firmes, eu não podia se quer imaginar o que eu perderia se essa família saísse do controle.

"O que me leva a perguntar..."

Eu disse olhando para meu filho mais velho.

"Onde se encontra a senhorita Renesmee?"

Ele fez uma cara de criança pega com a mão na massa.

"Ah pai, corta essa, eu sou um pai agora, sou um adulto, adultos não levam palmadas!"

Bella riu.

"Diga isso ao senhor papai aqui rsrsss..."

Edward poderia ter ficado vermelho se tivesse sangue, pra piorar Emmett pegou carona.

"Eu não tenho culpa, de ele ter sido pai aos 17, eu tenho 19, não sou mais o Bebê da mamãe."

"Paaai olha o Emmett aqui olha!"

Edward já começou a choramingar, quando o Emmett começa não para, ele já deu até mamadeira de presente pro Edward no dia das crianças, bicicleta do Batman e por aí vai, toda vez que ele começa a pegar no pé do Edward com essa história de caçulinha não para até o Edward chorar de raiva, e aí piora tudo, por que além de Bebê vira o Bebê chorão. Eu tento não defender pra não ficar pior, ele começa a mandar o Edward ir correndo contar pro papai. É brincadeira de irmão, então eu deixo pra lá a menos que vire briga de verdade.

"É sou eu que fico aprontando criancice dia e noite com a Nessie por aí, eu sou um pai muito mais responsável que você."

A discussão já estava ficando séria.

"Não foi o que eu vi hoje mais cedo não, se não me engano o Bebê batendo as perninhas no colo do papai com o bumbum de fora, estava apanhando por que queria pegar uma menina de 10 anos, e fugir de casa sem ter nem onde ficar com ela. Isso é que eu chamo de responsável, eu jamais faria isso com o Ben. Sei que preciso da ajuda do meu pai para criá-lo."

"Parem com isso vocês dois, não é bom para o Neném."

Esme ordenou severa e eles pararam, eu poderia jurar que ela estava evitando o termo bebê para o pequeno Ben, não seria dessa vez que Edward cairia do colo dela.

Renesmee não o fez e Benjamin provavelmente não o faria, eles eram netos dela e não filhos, Edward sempre será o caçulinha que substituiu o bebê que ela perdera e também o meu primeiro bebê.

Eu vi um traço de manha passar pelos olhos dele ou ler meus pensamentos, ele não ficou constrangido, era quase como se tivesse gostado de ouvir aquilo em segredo, então percebi que se não falado em voz alta aquilo não o incomodava, estava só ali na minha cabeça e ele sabia que era nosso bebê, ele gostava disso, mas assumir aos 17 é mesmo muito difícil pra qualquer adolescente.

Ele olhou com o canto do olho para Jake que acariciava o sobrinho dentro da incubadora, então me ocorreu mesmo sem poder ler pensamentos que ele estava pensando no fato de Jake ter parado nos 16, isso o fazia o caçula, ele não era neto como Nessie e Bem.

"Sempre vai caber no meu colo, Edward, ninguém vai tomar o seu lugar."

Ele passou a mão no traseiro e olhou pra mim formando um leve bico com o que pensei pra ele.

"Não é disso que estou falando, mas se for preciso pra isso também."

Eu gostava dessas conversas mentais com ele, pequenos sinais que ele enviava com expressões faciais e pequenos gestos, me fazia um leitor de mentes.

Eu o conhecia mais do que o pai dele biológico, eu o tinha mais do que qualquer pessoas pudesse ter.

Pensamentos como esse encheram meu coração de afeto, meus olhos passavam em silêncio por cada uma das minhas crianças.

Minha Princesa irradiando felicidade, nem a notícia da punição diminuíra o seu brilho.

Meu Campeão trazia um olhar tão curioso como quem tem o mundo pra aprender e está ansioso por isso, o olhar de uma criança como sempre.

Meu mais novo filho, ali afagando o pesinho do b- Neném, apaixonado pelo milagre da vida tão próximo de ter enfrentado a tristeza da morte, mostrava o quão ingênuo era o seu coração, aquela postura de maduro nem passava perto daquele rostinho de bochechas rosadas, eu sabia que ter que tomar conta do pai e da matilha o fizera precoce, mas foi o que aconteceu com Bella, mas assim como ela, assim que ele descobrisse que de agora em diante ele seria cuidado pelos pais, e não o contrário, ele ia perder aquela marra e começar a aprontar motivos pra umas palmadas tanto quanto a irmã.

E por falar dela, nunca vi uma pessoa tão completamente feliz, diferente de todos nós, ele nasceu pra ser uma vampira e escolhera aquilo, nem de longe lembrava aquele olhar tristonho que parecia deslocado no mundo.

Eu estava regozijando cada segundo daquela sena e perdido em meus pensamentos como também no abraço da minha esposa, quando a porta abriu trazendo mais um motivo de alegria.

"Vovozinho, chamou por mim?"

Já treinando as palavrinhas mimosas pra escapar de umas palmadas, Renesmee entrou saltitando na sala.

"Uau! Como ele é pequeno! Porque ele tá pelado?"

Todos rimos, ela tinha o corpo de 15, mas ainda era definitivamente uma criança.

"Eu também era assim quando nasci, papai?"

"Não monstrinha você já nasceu com dentes mordendo sua mãe e tomando sangue, mas nasceu pelada também."

"Háhá tio Emmett, muito engraçado!"

Ela chutou a canela dele, mesmo sem força suficiente pra fazer doer e me abraçou em seguida, com certeza sabia que em meus braços estava segura de uma eventual vingança, ou era mais um mimo pra me amaciar, minha Florzinha não dá um ponto sem nó.

"Chamei você aqui porque nós três temos de conversar sobre o incidente com Seth."

Ela olhou pra o tio e ergueu os ombros com uma carinha de "foi mau".

"Eu disse que não ia dar certo!"

Antes que eu falasse algo a respeito. Começamos a ouvir vozes discutindo no corredor e se aproximando de nós.

"Você não tem jeito, o papai vai brigar com você! Esqueceu que também está de castigo pelos exageros de compras?"

"Mas não é pra mimmmm...é pro Benjamin, tadinho, ele tá até pelado por falta de roupas."

"Mas Lice! Você comprou quase que a loja toda, e ele não precisa de roupas na incubadora, só de fraldas, nem sabe se essas mais minúsculas vão servir quando ele sair de lá!"

"Ele é um Cullen, precisa de um guarda roupas decente!"

Eles finalmente apareceram na porta, bom, pelo menos ela apareceu, pois meu filho Jasper era só uma montanha de caixas com um par de pernas.

Ela tirou a peruca loira e já foi tirando algo de uma das sacolas que jogara no chão.

"Olha só, Ben! Olha o que a tia Lice comprou, você vai ficar ótimo nisso!"

Ela já falava com ele como se ele fosse seu mais novo modelo.

"Boa sorte com isso pessoinha."

Renesmee disse lembrando sua própria experiência.

Esme pegou um pacote de fraldas e abriu a incubadora pra vestir seu netinho, dando uma olhada reprovadora para Jasper enquanto ele punha a montanha de caixas no chão, que juntando com as sacolas que Alice trouxera, muito provavelmente poderíamos montar uma loja de enxovais para bebês meninos.

"Já que estamos todos aqui, tomem seus lugares e vamos acertar todas as nossas contas pra que essa família continue nos trilhos."

Todos menos Esme e Ben, arregalaram os olhos pra mim.

"É isso mesmo, temos coisas a decidir e contas a acertar!"

Continua...

A/N: Quem pensa que a empolgação dos novos membros da família Cullen, fez Carlisle esquecer-se de tudo que passou, engana-se tanto quanto quem já fingiu estar dormindo pra não apanhar.

Eu tentei postar no sábado, mas o ff me deixou na mão, como algunhas vezes, então percebi o quanto aquela promeça deixou minha vida impossível, pois muita gente pensa que não me importo mas é como uma dívida pra mim, como se eu fosse sair na rua e encontrar você e ter que olhar nos seus olhos, aseguro-os que absolutamente ninguém sabe quem eu sou, mas pra mim é uma questão importante, então desfaço aqui o compromisso de, dia sim dia não, que fiz anteriormente, sei que é chato demais voltar a palavra atrás, mas algumas cobranças estão transformando o mundo de nelluca em dever de casa, e adivinha só! Dever de casa não é divertido, se não me divirto perco a inspirção, sei o que vai dizer, ( ela disse que tava pronta!) está mesmo, mas só essa, se na próxima fic eu já tiver que começar com um clima de obrigação, poderemos perder a qualidade que vocês tanto presam.

A culpa não é de nenhum de vocês, é minha e de minhas nóias de não conseguir lidar com a pressão das dívidas, sou daqueles malucos que pagam tudo adiantado.

Então ao perceber que cumprir promessas no ff, não depende inteiramente de mim, e sim de uma máquina, de um satélite, de um servidor, e tantas outras coisas desfaço aqui mais uma vez a promessa de postar dia sim e dia não, e faço a promessa de postar o mais rápido que eu puder. Pois acredite, a pessoa por trás de nelluca leva a sérios suas promessas e ama muito todos vocês. Entendo que cada um responsável pelo que cativa, tenho sim uma obrigação com todos vocês meus fãs que eu adoro, mas só quero que seja uma obrigação gostosa. Bjs do fundo do coração de nelluca.