A\N: CAMPANHA POSTA LOGO NELLUCA? KKKK
Vocês são de longe os fãs mais surpreendentes incríveis e pacientes que um autor anônimo poderia ter, agredeço aos que ainda não desistiram, esse capítulo é pra vocês.
Karamba eu queria poder citar todos os apelos surpreendentes e maravilhosos aqui, adorei aquela infinidade POSTA LOGO, posta hoje e etc... os novos fãns, os antigos, o brigões... em fim, amo todos vocês, mas minha maneira de me desculpar por sumir é dando a vocês um capítulo.
Você que me disse sobre ter abandonado algo antes, tem razão, e foi muito importante ler o que você falou sobre não abandonar ou perder o interesse, também gostei de outro que deu ideia de pelo ao menos de 15 em 15, isso sim seria possível conciliar.
"OBRIGADA PELA FORÇA! NELLUCA SÓ EXISTE POR VOCÊS."
Boas vindas: Guest JULIO SOFI Daniele Raymilanna Yasmin SISSI81 Michelli
"Último Problema em Forks"
Capítulo 23
O Número da Perfeição
POV Carlisle
"Já que estamos todos aqui, tomem seus lugares e vamos acertar todas as nossas contas pra que essa família continue nos trilhos."
Todos menos Esme e Ben, arregalaram os olhos pra mim.
"É isso mesmo, temos coisas a decidir e contas a acertar!"
Eu disse explicando o que seus olhos pareciam questionar.
Eles se espremeram no sofá, como se fosse o único lugar para sentar, Edward acabou sentando-se no braço e Alice no outro, Jasper se espremeu do ladinho de Alice e Bella fez o mesmo com Edward, deixando o meio do sofá para os dois grandalhões.
Rosalie olhou aflita para os dois e se espremeu entre seu companheiro e seu irmão gêmeo, seu normal estava de volta, pois ela o fez com tanta empáfia, que levou seu irmão predileto a abraçar Alice pela cintura para caber no espaço e Emmett a empurrar Jacob que por pouco não teve que colocar Bella no colo, ela teve na verdade que dividir o braço largo do sofá com seu companheiro.
Para Renesmee só sobrou mesmo o colo do divertido tio Emm.
Jasper tinha um olhar preocupado, eu podia ver sua apreensão e o conhecia bem o suficiente para saber que não era por ele mesmo, mas sim por Alice.
Eu não sou nenhum carrasco, então resolvi a vida deles primeiro, isso e porque eu também não queria toda aquela tensão espalhada na sala onde Ben estava, não só por causa do coraçãozinho dele, mas porque eu não queria piorar a situação de Rosalie Emmett e Renesmee.
"Jasper, você e Edward ainda estão de castigo por violarem o toque de recolher, mas vão cumpri-lo de maneira diferente, eu quero que desfaçam todas as caixas da mudança..."
"OOooh!"
Os dois murmuraram juntos, numa perfeita combinação de dor e manha, a voz de Jasper trouxe aquele som de tragédia e a de Edward aquele som de criança que teve um pedido negado, desnecessário é dizer, que nenhum me convenceu.
"Sim senhores, eu sei que vocês detestam isso, mas é exatamente o motivo pelo qual quero, livros, LPs, VHs, DVDs, CDs e Blurays em ordem alfabética, roupas cuidadosamente dobradas, vidraças polidas, ferramentas separadas, cozinha impecável e cada bibelô da sua mãe no lugar em que ela escolher, enquanto fazem tudo isso, em ritmo humano, aproveitem pra pensar no quanto sua mãe e eu ficamos apavorados sem saber o que tinha sido feito de vocês."
Eles sabiam melhor do que discutir, todos eles sabem que discutir castigo só acaba aumentando a pena.
"Alice."
Eu chamei minha filha pra que tirasse a atenção da barra da blusa e a pusesse em mim.
"Sim paizinho."
Ela disse com os olhos marejados de veneno, levantando com cuidado e indo para trás do sofá.
"Papai eu juro, não foi por querer, eu comecei a ver aquelas coisinhas fofas e imaginar o quanto ficariam lindas nele, que eu esqueci o que o senhor falou do meu limite, afinal eu não estava comprando nada pra mim."
Ela falou rapidamente se agarrando à cada palavra sem deixar espaço entre elas na esperança de que essas fossem salvá-la da surra de cinto que e prometi para da próxima vez que ela passasse dos limites.
"Aaah sim, a senhorita esqueceu...Memória um tanto curta para um vampiro não acha?"
Eu fixei os olhos nela e dei passos em sua direção, ela dava os mesmos passos mantendo distancia entre nós.
"Creio que precisa de uma ajuda pra lembrar melhor das coisas."
Ela cobriu o traseiro com as mãos, e preparou-se pra correr.
"Se eu fosse você não faria isso."
Eu aconselhei com paciência, Jasper levantou-se quando ela começou a chorar, mas nem chegou a ficar de pé por completo, pois minha mão no seu ombro o parou no meio do caminho.
"Você senta aí."
Peguei o cotovelinho fino dela e puxei pra perto de mim.
"O que foi que e te disse sobre fazer isso?"
Eu disse apontando para a montanha de embrulhos no meio da sala, a pergunta era tão retórica que ela começou a soluçar chorando.
"Engula o choro mocinha, e responda a minha pergunta."
Ela tomou uma arfada de ar para conseguir obedecer.
"Eu- ia- a-pan-i- haaar."
Ela disse com o pescoço colado no queixo depois de olhar constrangida para todos ao ter que compartilhar algo tão privado.
Logicamente os irmãos não a estavam encarando, mas ouvir não diminui o constrangimento.
Mas depois do que eu fizera Edward passar pra servir de exemplo, era mais do que justo que ela depois de me desobedecer novamente tão próximo a uma punição como aquela, servisse de exemplo também.
Mas o exemplo que eu tinha pra dar, era sobre privilégios.
"Eu devia mesmo te dar uma surra ainda maior..."
Ela arregalou os olhos para o que parecia impossível.
"Mas levando em consideração toda a situação, de você ter apanhado com o cinto da disciplina pela primeira vez à pouco tempo e o fato de um sobrinho novo ser uma experiência empolgante não apenas pra você, mas para todos nós, eu não vou te dar outra surra."
Ela soltou o ar que prendia o choro e o engoliu, eu podia sentir os músculos dela relaxando de uma vez.
Eu a guiei de volta para seus irmãos e ela se sentou no colo de Jasper.
"Você está proibida de comprar qualquer coisa até o final desse ano, me entendeu Alice Cullen?"
Ela moveu a cabeça confirmando.
"Além disso, todos estão proibidos de te dar presentes, seu computador será confiscado, sua mesada está cortada a partir de agora e metade das suas roupas vão para a doação de natal desse ano, e devo dizer, a metade melhor."
Ela começou a chorar com o rosto afundado no peito do companheiro, eu pensei em mandá-la parar, mas seria falta de compaixão da minha parte, eu sabia que uma surra doeria menos que perder tudo aquilo.
"Isabella, você permanece de castigo no quarto de Alice, não quero ver o seu nariz fora de lá até eu decidir que pode, Jasper vai dormir no seu quarto e você no dele, sem TV sem computador e sem Games, ah... e pode deixar seus livros na estante do seu quarto."
Pra qualquer um, o castigo pareceu leve, afinal eu apenas mantive a pena, mas eu sou o seu pai, sei mais do que ninguém, que ela prefere levar umas palmadas à ficar trancada, receber limitações sempre foi um problema pra essa menina, não é à toa que ela casou-se com um vampiro e teve um filho dele.
A parte mais fácil já tinha passado, pois se Jasper, Alice Isabella e Edward tinham escapado ilesos, o mesmo não poderia ser feito com Emmett e Renesmee, e sem dúvida alguma com Rosalie, fora o fato de que eu ainda tinha que colocar Jacob na linha.
"Acho que não preciso dizer ao senhor e à senhorita que a escova do bom aluno espera por vocês."
Renesmee saltou do colo do tio que arregalou os olhos engolindo a própria língua.
"Mas vovô, eu só queria ajudar um amiiigo!"
"AHh pai! Nem foi tão grave assim, eu só ajudei a pirralha porque achei que não fosse nada demais!"
Ela balançava a cabeça freneticamente concordando com ele como se a opinião dela fosse pesar em alguma coisa.
"Nada demais Emmett?! Nada demais!? Tem ideia do tamanho da confusão que vocês causaram com a senhora Clearwater? E você mocinha, acha justo escapar ilesa enquanto seu amigo levou uma surra daquelas?"
Ela olhou pra o lado dos pais como quem buscava ajuda, mas o olhar deles era frio, buscou então o de Esme, mas ela tinha as costa viradas pra nós verificando os batimentos de Ben nos aparelhos.
Então só sobrou o Jacob, seu fiel companheiro protetor, mas que sabia bem do que ela precisava, e jamais me impediria de dar a ela.
Ele fez uma cara de pena e entortou a boca erguendo os ombros, ela viu que aquele era um gesto de "sinto muito, mas nós perdemos" e então enterrou o rosto no peito dele, murmurando palavras abafadas.
"Mas eu sou uma boa aluna, eu passei de ano antes de todo mundo, só tirei nota boa e nunca colei nunca trapaceei!"
Ela dizia gritando com rebeldia, mas o peito de Jake abafando o som não permitia que as palavras fossem gritadas.
Eu ia dizer alguma coisa, mas Edward atravessou na frente.
"Renesmee Carlie! Não discuta com seu avô ou vai acertar suas contas é comigo."
Ela aumentou o choro enquanto Jacob alisava seus cachinhos de fogo, aquele grito de birra que quase fez Edward ficar de pé, mas eu fiz um movimento simples com a mão, pedindo calma.
"Deixe comigo filho, eu sei bem lidar com reações exageradas."
A melhor forma de conter o meu filho Edward quando se tratava de Nessie, era lembra-lo de a quem ela puxou aquele comportamento mimado, exagerado e impulsivo dela.
Antes de se casar e ter uma filha, Edward era mil vezes pior que ela, com a história de caçulinha sozinho e bebê de Esme, eu paguei todos os meus pecados, era hora de ele pagar os dele.
A melhor forma de conter esse tipo de comportamento era ignorá-lo então me virei pra falar com Rosalie como se nada tivesse acontecendo.
"Rosalie, eu estou feliz pelo que houve independente de qualquer coisa, e quero parabenizar a vocês três pela atitude, pela habilidade..."
Olhei para meu mais novo filho com gratidão.
"...pelo companheirismo..."
Voltei meu olhar pra ela e também para meu filho mais velho e completei completamente cheio de orgulho.
"...e principalmente à vocês dois pela força de vontade em meio à todo aquele sangue."
À essa altura do campeonato Nessie já tinha desistido de chamar toda a atenção só pra ela, ou mesmo de comover alguém com suas lágrimas de crocodilo.
Rosalie sabia bem onde eu queria chegar, desde o momento em que fiz uso da expressão 'independente de qualquer coisa' ela sabia que assim que a parabenização pelo pequeno Benjamim acabasse, eu não iria simplesmente deixar passar a quantidade de vezes que ela teve a oportunidade de ir pra cama com o traseiro ileso e desperdiçou, ela Empurrou os limite até exceder todos eles antes de encontrar o menino.
Ela agora como mãe, mais do que nunca precisava intender o meu lado como pai, sua cabeça já começou a baixar de vergonha, para Jazz e Rose, a pior coisa de todas era ter assuntos assim se quer comentado na frente dos outros, ela sabia não apenas que ia apanhar, mas que isso seria declarado ali na frente da família, pois ela não era diferente dos outros.
"Eu nunca mais quero ver você agir como você agiu hoje, nunca mais vou ouvir da sua boca o que eu ouvi hoje, nós vamos por os nosso pingos nos is e você vai levar uma surra daquelas, assim que eu conversar com seu irmão."
Jacob estava tão envolvido no teatrinho infantil de Nessie que assustou quando chamei seu nome com um tom mais autoritário.
"E Jacob Cullen, quero vê-lo no meu escritório agora mesmo."
Preferi não ficar enrolando com ele, quanto mais rápido eu assumisse meu papel de pai, mais rápido ele perderia a postura de líder e assumiria seu lugar de filho, o menino era apenas uma criança de 16 e tinha o peso do mundo nas costas, agora ele era meu filho e isso ia mudar, quanto mais rápido ele percebesse quem é o adulto por aqui mais rápido ele estaria livre pra voltar a ser o adolescente que deveria ser e começar a agir como um.
No que dependesse dos seus irmãos não iria demorar nada, ele começaram a segurar aquelas risadinhas infantis e provocantes que eu tive que conter com aquele olhar de pouquíssimos amigos.
As meninas olharam com pena, o que deixaria qualquer menino constrangido.
"Nãaao!"
Renesmee começou a abusar do seu privilégio de netinha mimada e já estava começando a me tirar do sério, a minha sorte é ter a melhor companheira de todas, quando eu já estava pensando no que fazer, Esme pegou a menina e assumiu a situação.
Ela continuava achando mesmo que ia fugir de umas boas escovadas demonstrando instabilidade emocional? Eu tinha criado três filhos e adotado 4, pelo amor de Deus!
Ele olhou pra mim como se implorasse pra não dizer nada na frente dos outros, eu podia ver seus olhos de menino derretendo em constrangimento.
Tudo que eu faço tem um propósito, e eu não tinha porque discipliná-lo na frente de todos, as coisas que ele tinha pra aprender já tinha sido ensinadas pelos outros há muito tempo, não tinha porque fazer dele um exemplo.
Eu apenas olhei firme pra minha neta e assim que Jacob ficou de pé eu peguei seu braço pelo punho e o guiei até o escritório.
Antes de sair ele olhou pra minha mão firme, como se eu estivesse passando dos limites, mas mantive um semblante firme que o impediu de revidar.
Eu orei a Deus para que ele não o fizesse, pois eu jamais poderia deixar uma atitude assim passar e ai sim teria que servir de exemplo, nenhum filho meu revidou num momento como esse, nunca.
Eu mantive o aperto e o levei, pela porta, pelo corredor até o escritório e então abri a porta com a mão livre, eu o empurrei pra dentro ao invés de puxar.
Ele ficou ali parado onde deixei olhando pasmo para as paredes do lugar, as estantes cobrindo duas delas, mesmo sem os livros que ainda estavam encaixotados, pareciam deixa-lo pasmo, ele olhou para o teto e notou os detalhes da arquitetura, o lugar era impressionante para ele mesmo com o clima de mudança, na verdade a falta de quadros nas paredes e os amados tapetes e cortinas de Esme, fazia-o parecer ainda maior.
Lembrei-me de que, embora frequentasse a nossa casa há tanto tempo, nunca fora levado até ali.
O escritório era o único lugar da casa só meu, eu não levava visitas ali, para isso tínhamos uma sala, minha esposa evitava entrar ali ao máximo, isso era reservado para emergências, tudo que é me que é de Esme é meu também, mas ela também tinha seu jardim, seu ateliê e acima de tudo tínhamos o nosso quarto.
Já os meus filhos só entravam no escritório com a minha permissão, ou melhor, com a minha ordem, pois entrar no meu santuário só podia significar duas coisas, conversa muito séria, ou pior que isso, o cinto da disciplina.
"Jacob, filho..."
Eu o chamei tirando sua atenção das gotas de cristal que desciam do lustre.
Minha voz firme unida ao clique da porta soaram com eco, ele voltou os olhos pra mim e os abaixou quando cruzei os braço sobre o peito.
Eu sabia que ele estava constrangido por saber que há poucas horas, julgou a si mesmo o mais maduro dos meus filhos que nem de bronca precisava, e antes que o sol se posse sobre suas declarações, ali estava ele, comigo e no escritório.
"Olha Carli-..."
"Nenhuma palavra, aqui, eu falo primeiro."
Ele ficou com vergonha, e parecia não saber o que fazer com as mãos.
"Sente-se."
Eu apontei para uma cadeira que estava de frente pra enorme mesa de madeira e de costas para a porta, enquanto ele caminhava para ela, eu fiquei ali parado vendo-o trocar cada passo sem vontade, estava vestindo camisa e calça social, Esme fez um bom trabalho, ele já parecia muito um Cullen em apuros, na verdade ele era.
Eu dei passos comedidos na direção dele dando a volta na mesa, mas não me sentei, eu não queria demonstrar nervosismo, mas realmente estava nervoso, não nervoso no sentido bravo com ele, apesar de que estava um pouco, mas meu nervosismo era o de primeira vez.
Eu já tinha passado por isso 6 vezes, e acredite, o medo da rejeição está sempre lá fazendo meu estomago revirar.
A primeira vez que acontece uma bronca oficial, é sempre um marco na relação, é o momento em que eu deixo de ser apenas "o homem que me trata com filho", pra ser "o meu pai."
Isso só pode ser se houver uma completa aceitação da minha autoridade paterna, não autoridade de líder.
"Talvez eu devesse esperar mais, Deus!... eu acabara de enterrar o Billy e já ia forçar uma aceitação dessas?"
Eu estava pronto pra recuar e desisti dessa loucura, quando meus olhos passeando pela sala avistaram o cinto da disciplina.
Eu suspirei ou notar que não tinha mais volta.
Tudo que aquele cinto significava desde Edward, tudo que aquele escritório significava, seria desfeito se eu não repreendesse severamente o menino sentado na minha frente.
Eu faria dele diferente, eu faria o ato de ser chamado ao escritório uma conversa formal, e não um momento pai e filho.
Era só olhar para a apreensão dele esfregando as mãos entre os joelhos pra saber que ele sabia o que significava estar ali, eu não podia estragar tudo, então percebi que ele já era um dos meus meninos, que qualquer tratamento diferente o faria pensar que não era.
Seu nervosismo me dizia que ele estava ciente de que tinha errado.
Era uma bagunça dentro de mim, há tão pouco tempo ele parecia somente um protetor de Renesmee que aceitara ser liderado por mim, e agora parecia mais uma criança travessa temendo umas palmadas.
Ouvi uma leve batidinha na porta, eu reconheceria em qualquer lugar ou em qualquer porta, era minha salvadora, sempre que eu precisava ela estava ali, tão certo como a própria matemática.
Ela não entrou, só fez um gesto com um olhar que me dizia para ir ao encontro dela.
Jacob olhou pra ela com um olharzinho de gratidão tão parecido com de Edward, que me fez lembrar que ele era meu novo caçula, embora ninguém jamais tiraria o cargo de bebê do nosso Bebê.
Quando eu pensei assim, ouvi um gemidinho de constrangimento vindo do corredor.
Ele estava estrategicamente atrás de Esme, como se buscasse algum tipo de garantia de proteção pra dizer algo.
"Querido, Edward tem algo a dizer que pode te ajudar."
Eu nem precisava ouvir dele que Edward com certeza estava ouvindo os nossos pensamentos, bisbilhotando um momento como esse, eu se quer disse qualquer coisa, apenas fechei os olhos e esfreguei a testa impaciente.
Peguei o braço do garoto me afastando do escritório.
"Calma Carlisle, não vá brigar com o menino."
"E porque eu brigaria com ele?"
Eu disse com sarcasmo soltando o moleque e cruzando os braços.
"Só porque além de violar uma regra ele estava espiando um momento mais do que privado, você gosta quando apanha na frente dos outros ou de levar uma bronca na frente de todo mundo, Hum? Como se atreve a escutar justamente uma conversa no escritório."
"Pai, olha, lembra que o senhor disse que só posso usar meu dom se necessário? Então... foi necessário."
Franzi a testa em confusão.
"Ele pode explicar meu amor."
Esme saiu da frente dele abraçando o meu braço esfregando meu bíceps como quem pede paciência, logicamente eu não negaria isso a minha amada, então prestei atenção nos seus sussurros nervosos que tentavam me convencer.
"O Jazz começou a deixar todo mundo agoniado, quando agente reclamou ele disse que vinha do senhor, "É o papai que ta agoniado e confuso, não sou eu!""
Ele disse fazendo uma imitação perfeita do leve sotaque sulista do irmão.
"Então invadi os pensamentos do senhor pra ver o que lhe afligia."
Dessa vez ele pareceu a mim mesmo falando tão formalmente.
"O senhor está preocupado com o que Jacob está pensando de sua atitude de trazê-lo ao escritório, e o que ele espera do senhor, respeito, limites, regras de liderança, ou se ele vai rejeitá-lo por essa coisa de pai ser tão recente."
Ele descreveu pra mim mesmo os meus próprios pensamentos melhor do que eu faria, meu veneno subiu por tamanha falta de privacidade, mas não demonstrei.
"Então eu pensei que poderia ajudar se tivesse as respostas, foi aí que eu entrei na cabeça dele e vi o quanto ele está surpreso e... satisfeito? É, eu poderia dizer satisfeito."
Ele não estava dizendo coisa com coisa, quem em sua sã consciência iria estar satisfeito em ser repreendido?
"Edward, por favor, não abusa da minha paciência."
"Calma papai, eu vou explicar. Ele não está satisfeito em ser repreendido, ele está se sentindo parte da família sendo tratado como nós, Rosalie e Emmett o fizeram se sentir mais dentro de tudo quando o fizeram tio de Ben, antes ele só estava nessa por Renesmee, mas agora o senhor o fez se sentir um garoto de novo, ele tomou as rédeas de sua vida das mãos de Billy, e agora está se sentindo aliviado por poder dá-las a alguém e poder voltar a se sentir cuidado, mas estava constrangido e sem saber como fazer isso, como demostrar, como permitir, por isso está satisfeito, porque senhor assumiu essa tarefa, se o senhor o trata como filho, ele só tem que agir como um e pronto, ele não tinha ideia de que o senhor faria isso tão cedo, ele achava que teria que ficar carregando o peso disso nos ombros e equilibrando tudo até que as coisas se encaixassem, e é só o que ele tem feito desde que a metamorfose começou, equilibrar, conter, ponderar dominar..."
Entendi o que Edward explicou, o garoto estava cansado de ser sempre o dono da situação, ele precisava de um pai, pra tomar conta dele também, assim como o meu grande caçador de ursos que trabalhava pra alimentar a família, o meu bravo soldado disposto a morrer pelo que acreditava, minha linda princesa sendo vendida pelos pais pra manter os negócios da família e meu docinho que cuidava da sanidade da mãe e até a alimentação do pai, meus filhos na verdade não passavam de crianças com a adolescência roubada. Com exceção de Edward que sempre foi um filhinho da mamãe e até foi me entregue pela própria, e Alice, minha eterna criança que nunca soube o que é ser madura.
Olhei para o escritório com tanta vontade de por aquele menino no meu colo e dizer, o papai está aqui, ele era tão grande como Emmett mais era mais novo que o meu pequeno Edward, um pouco de autoridade paterna e ele se tornaria meu mais novo bebê, era minha missão dar a ele os mimos que a vida lhe negara.
Voltei os meus olhos para Edward, ele brincava com os cabelos da mãe derretendo de ciúmes.
"Eu não tô com ciúmes!"
Ele disse de forma tão infantil que me fez rir.
"Está bem Bebê, pode sair da cabeça do papai agora."
Ele fez um protestozinho infantil pelo constrangimento que o fiz passar na frente da mãe chamando-o de Bebê, mas eu não precisava ler mentes como ele pra saber que tinha gostado de ter seu posto de volta.
Esme beijou o meu rosto com carinho e agarrou o braço do filho pra me dar privacidade com Jacob.
"De uma olhada no Benjamin pra mim, Dr. Cullen."
"Sim senhor."
Ele disse com um tom responsável ainda de costas, eu gosto de mimar meus filhos e eles sempre serão minhas crianças, mas também é meu papel lembra-los, do quão responsável eles podem ser, afinal essa é a loucura de ser adolescente, hora uma criança que não sabe de nada precisando de rédeas curtas, hora um pequeno adulto começando a ter responsabilidade.
E foi pensando nisso que entrei no escritório pra falar com o pequeno adulto ou a criança grande, sentada na cadeira de costas pra mim.
"Jacob, olhe pra mim."
Eu disse quando já de frente pra ele, seus sapatos pareciam mais interessantes.
Ele olhou pra mim nervoso como quem não sabia o que esperar.
"Jake, este é o lugar onde meus filhos e eu, temos as conversas mais sérias, acredito que você já esteja ciente disso."
"Sim senhor."
Ele disse baixando de volta os olhos aos pés.
"Olhos em mim rapazinho!"
Eu fiz a voz de pai, e ele correspondeu com êxito.
Ele não sabia que tudo era um teste meu pra saber o quanto ele estava disposto a isso, era muito sério, a partir dali, nossa primeira conversa, eu sairia dessa como um pai, ou como 'um cara maluco que pensa que vai mandar em mim'.
"Antes de tudo eu quero que você saiba como funcionam os métodos de disciplina aqui na sua nova casa."
"Eu já sei que o senhor bate nos seus filhos."
Eu ouvi um pouco de petulância em sua voz então ousei um pouco mais.
"A primeira coisa que precisa saber é que nunca se inicia uma frase com, eu sei, aqui nesse escritório, a segunda é que eu só bato nos meus filhos se necessário, e a terceira é que o senhor está por isso aqui, de ganhar umas palmadas também."
Eu disse quase encostando o polegar no indicador.
Meu rosto era sério e seguro, mas por dentro eu estava apavorado.
Era como se esperasse a cada momento, a cada coisa que eu dizia, que ele se levantasse e transformasse num lobo e saísse dali quebrando minha janela pra nunca mais voltar.
Por mais que Edward tivesse me dito tudo aquilo, o ego do garoto podia acabar sendo maior que seus próprios sentimentos, ele não sabia que eu sabia, talvez quisesse reprimir o desejo de ser meu filhinho pra ser o grande lobo que estava acostumado a ser.
Pra minha tranquilidade, vi um traço de medo atravessando seus olhos no segundo em que ameacei a palmada.
"Eu sou conhecido por minha compaixão, é o meu dom, você precisa saber, que nunca machuquei um filho meu ou passei dos limites com nenhum deles, e sempre que o faço, faço com amor, pra corrigir."
Ele pareceu entender, então eu fiz uma pergunta um tanto íntima da qual já sabia a resposta, mas queria ouvir de sua boca.
"Billy já te bateu?"
Eu fiz essa pergunta pra cada um dos meus filhos, a única que não fazia ideia do que eram umas boas palmadas era Alice.
Ele ficou vermelho, a cor das suas bochechas respondeu minha pergunta, mas a resposta dos lábios era a que eu estava esperando.
"Sim, quando eu era criança e até uma vez depois que eu já era lobo, quando beijei Bella á força."
Eu arregalei os olhos, Billy na cadeira de rodas tinha feito o que eu desejei fazer se o menino fosse meu filho.
"Como?"
Perguntei só pra ver quanto constrangimento o menino era capaz de compartilhar.
"Ele puxou o cinto da calça e me acuou no corredor, no início pensei que ele tivesse ficando maluco, ou que era só uma ameaça, até que ele desceu o cinto nas minhas costas, eu não podia empurrá-lo numa cadeira de rodas, então acabei apanhando de verdade, ele batinha o cinto nas minhas costas, nas minha pernas e no meu traseiro sem dó, como ele já foi lobo, ele teve força suficiente pra quase me fazer chorar."
Olha Jacob, eu não estou aqui pra julgar, mas não bato nos meus filhos assim.
"Sei que parece constrangedor, mas eu não gosto de usar o cinto, eu dou palmadas no traseiro, e é no meu colo, até chorar, não importa quanto tempo ou palmadas levem."
"Parece um tanto infantil."
Ele falou um tanto embaraçado, parecia estar se imaginando naquela situação.
"Acompanhe o meu raciocínio, filho, se um filho meu comete uma travessura digna de umas boas palmadas, eu como pai fico na obrigação de oferecer o meu colo e a correção necessária, é simples assim, pois se fosse tão velho assim para umas palmadas, certamente não mereceria uma."
Ele torceu a boca ao ser obrigado a concordar.
"Mas nem sempre um filho age como uma criança, principalmente sendo vocês adolescentes, muitas vezes surgem questões de rebeldia, eu realmente não aceito mentiras, desobediência ou falta de respeito com os pais aqui, e confesso que em algumas vezes uma boa vara ou mesmo umas cintadas são necessárias."
Ele esfregou as mãos entre os joelhos e olhou pra elas como se segurasse algo interessante, eu conhecia bem daquele gesto, eu o sabia como ninguém, era o gesto do culpado pego com a boca na botija, se por um lado ao falar de palmadas ele não se enquadrara e até achara infantil, ao falar de adolescência e respeito ele sabia bem que o sermão se encaixava como uma luva com a sua atitude mais cedo e também no seu perfil esquentadinho.
"Temos regras aqui Jake, e pra ser justo com você, preciso que você as conheça bem."
Ele olhou pra mim de volta apertando os lábios formando uma linha e sacudindo a cabeça como que dizia 'sim senhor'.
Nos meus estudos aprendi que quando uma pessoa pressiona a boca dessa forma é por que está segurando algo que devia ser falado.
Eu realmente não queria mesmo saber o que era, agora que a ele já havia sido alertado sobre rebeldia, estava oficialmente apto a ganhar uma surra se ousasse algo que merecesse uma.
Comecei a ditar as regras simples da casa.
"Banhos bem tomados, roupas limpas, camas feitas, boas notas. Esme toma conta dessa parte, por isso não temos trancas nas portas, de qualquer forma elas não seriam necessárias, já que não são capazes de deter um vampiro."
Ele ergueu as sobrancelhas e olhou para o lado com um olhar constrangido, como se tivesse entendido algo e ficado com vergonha disso.
"Filho quer compartilhar algo? Você parece confuso e constrangido."
"É que... acabo de entender o que houve agora a há pouco, eu estava tomando banho e Esme entrou no banheiro como se não fosse nada demais e ainda lavou meu cabelo, eu quase morri de vergonha, acho que ela viu..."
Eu tive que rir, isso o deixou ainda mais vermelho, mas não pude evitar.
"Meu filho... é por que realmente não foi nada demais, ela tem mais três filhos adolescentes."
Ele revidou com olhos indignados.
"Sim mais não é como se ela tenha trocado as fraldas deles quando eram bebês."
Eu sorri de seu raciocínio tão comum.
"Mas pra nós é o que vocês são, nossos bebês, ela sempre vai tratar vocês dessa forma, Jasper também não gosta, mas Emmett já se acostumou, ele foi criado por mim, e acredite, ajudar um vampiro recém nascido a se vestir, mantê-lo limpo e educa-lo, não dá menos trabalho do que cuidar de um bebê, já no caso de Edward, ele foi muito mimado, eu só tinha ele de filho e desde que Esme chegou ele sempre foi o Bebê dela. Foi assim que ela se acostumou a fiscalizar banhos bem tomados, dentes bem escovados, roupas..."
"Cabelos bem lavados rsrsss..."
Ele mesmo completou com humor e bem menos constrangido, mas ainda tinha algo a protestar.
"Eu só acho estranho por que eu tô chegando agora e tudo mais, eu devia ter um tempo pra me acostumar."
Ele não disse como quem reclamava, eu pude ver seu esforço em entendê-la e aceitá-la.
"Filho, isso é só um bom sinal de que ela te vê como um de seus bebês, tente recompensá-la não tratando-a como se fosse uma mulher comum de quem você tem algo pra esconder, e além do mais ela já te viu nu antes esqueceu? No dia da batalha quando o vampiro quebrou suas costelas."
Mas uma vez ele mudou de cor, lembrando-se que naquele dia, não apenas ela, mas todos o viram pelado, já eu, por ser o seu médico nem poderia fazer as contas e ele sabia disso.
Continuei então ditando as regras.
"Nada de brigas, palavrões, brincadeiras esportivas e extravagantes dentro da casa."
Ele mantinha um olhar firme de quem anotava tudo, muitas das regras nem mesmo lhe eram estranhas.
Mas então chegou o momento, o momento de falar do que houve mais cedo.
"Mas existem regras aqui que são invioláveis, Jacob, e são essas que me preocupam de verdade."
Ele se ageitou na cadeira sentindo minha voz mudar.
"A maior de todas as regras aqui, é não ferir, qualquer um que ferir alguém nessa casa ou fora dela estará sujeito ao cinto da disciplina."
Eu disse apontando claramente para que ele olhasse para o enorme cinto marrom atrás da porta.
Ele olhou com a solenidade esperada, provavelmente já ouvira histórias sobre ele, meus filhos o transformaram nunha lenda.
"Quando eu digo ferir, me refiro também verbalmente."
Ele tirou os olhos do cinto e voltou pra mim rapídamente quando percebeu onde eu queria chegar.
"O que disse à sua irmã hoje foi inaceitá-..."
"Mas foi ela quem-..."
Ele me interrompeu e eu fiz o mesmo quando aquela declaração, que me irrita profundamente, começou a ser proferida.
"Não interessa quem começou!"
Ele engoliu o que dizia como se sentisse injustiçado, eu mantive minha postura de pai, sempre soube que é nesse momento que se mantém o controle da situação.
"Ofenças daquele tipo, não são briguinhas infantis para palmadas, são coisas que nunca se diz a quem se respeita muito menos a quem se ama, essa família tem o amor e a união como o bem maior."
"Não pode exirgir que eu a ame."
Ele disse almentando o tom de voz.
Eu caminhei a passos firmes para a porta e peguei o cinto dobrando-o na mão.
Ele ficou de pé com olhos arregalados.
"Mas posso exirgir que a respeite, agora sente-se, não terminei de falar."
Ele tateou o vento até tocar na cadeira sem tirar os olhos do cinto e sentou-se novamente com uma postura bem menos irritadinha ainda mantendo os olhos no cinto que passou por ele pendurado na minha mão tilintando a fivela a cada passo que eu dava.
"Esse cinto também serve para quem se coloca em perigo, quem fere a si mesmo, a segurança da minha família é todo o motivo da disciplina com a qual eu tanto me importo, então não há negociações quanto a fulgas e coisas estupidas que possam tentar contra vida de qualquer um aqui, têm regras pra caçar e limites de distância bem como toque de recolher, como qualquer adolescente comum."
Pensei que talvez fosse ter alguma surpresa, mas pelo visto o tom da minha voz não permitia espaço para nenhuma, então voltei eu meu tom normal e continuei o meu sermão.
"Existem exeções nas quais eu não me detenho em usá-lo, como quando eu aviso claramente que se determinada ordem não for cumprida o alertado terá esse destino e mesmo assim a desobediência insiste em continuar. Há limites traçados aqui, e gosto de manter meus filhos dentro dele, não pensaria duas vezes se tiver que usar esse cinto pra trazer qualquer um de vocês que ultrapasse essa barreira de volta. Entendido?"
Ele balançou a cabeça, mas eu continuei cobrando uma resposta com um olhar firme difícil de ignorar.
"Sim senhor."
"Nós temos também, além do cinto da disciplina, a escova do bom aluno, que é pra quem apronta na escola, notas baixas, cabuladores de aula e coisas do tipo."
Ele deu de ombros e declarou não ter preocupações quanto a isso.
"Já terminei o colegial e não me interesso por nenhuma faculdade então..."
Ele deu de ombros todo cheio de si, eu que já tinha colocado o cinto na mesa e cruzado os braços, os descruzei e coloquei as mão nos bolços relachando minha postura em sinal de sarcasmo.
"Ah é? Lamento informá-lo senhor Black Cullen, mas o senhor será matriculado no segundo ano assim como seus irmãos Emmett, Rosalie e Jasper, assim que nos instalarmos em outra cidade, Alice Bella e Edward serão matriculados no primeiro, assim vocês se formam primeiro e tem um ano de descanço, a menos que queira cursar alguma faculdade, todos eles já fizeram várias."
Ele fez uma carinha um tanto petulante, e soltou um comentário irônico.
"Nunca vi alunos de faculdade apanhar em casa, ainda por cima na bunda com escova de cabelo."
"Se se comportam como alunos de jardim de infância."
Ele rolou os olhos ao ser obrigado a concordar com o repetitivo argumento.
"E da próxima ves que se referir ao seu trazeiro, a qualquer outra coisa ou pessoa de maneira tão vulgar, eu vou lavar a sua boca com sabão, mocinho."
"Desculpa."
Peguei o cinto na mesa e coloquei de volta no lugar, e comecei a falar ainda de costas.
"Sei que parecem mutas regras, mas é o tipo de pai que eu sou, e é assim que sei ser, sua mãe ás vezes até tira o chinelo do pé mais isso é tão raro quanto concordar com uma surra, mas devo alertá-lo que recorrer a ela nunca é uma idéia muito boa."
Eu já estava voltando para a mesa, quando ele me surpriendeu.
"Ah tá como se eu fosse do tipo que sai correndo pra mamãe."
Eu devia ter ficado bravo e corrigido mais uma vez sua postura, mas eu fiquei mesmo comovido, provavelmente ele não poderia mesmo fazê-lo já que não tinha uma.
Ajoelhei-me diante dele e peguei nas suas mãos.
"Filho, você agora tem uma mãe, uma mãe que vai te oferecer tanto cuidado tanto carinho e superproteção, que vai fazer com que você pense nela cada vez que se ver em perigo."
Eu fiquei ali imaginando, em quem esse garoto podia pensar nos seus momentos de dor, todo mundo pensa em alguém, enquanto eu quebrava suas costelas, suas lágrimas desciam e ele provavelmente, não podia pensar em nada a não ser na dor.
Ele encheu os olhos d'água.
"Eu não ofereço perigo pra você, mas até de mim ela vai querer te proteger, você está ganhando a melhor e maior mãe de todas."
As lágrimas que ele segurava finalmente começaram a rolar pelo seu rosto.
"Eu tenho medo Carlise..."
"Medo de que, filho?"
Eu passei a mão no seu rosto enchugando suas bochechas e erguendo o seu queixo pra olhar nos seus olhos.
"Medo de decepissioná-la, ela é tão perfeita e o senhor também, não importa minha vida até aqui, de agora em diante se isso não der certo eu vou estar sozinho pra sempre."
Ele mostrou o quanto estava disposto a se tornar um Cullen e eu podia ver o quanto isso significava pra ele, percebi que a situação dele não era diferente dos meus outros filhos, não haviam opções, sem Billy ele simplesmente ficaria sozinho, como foi com Edward.
"Filho, eu só quero que você saiba que não há como nos decepsionar, você só precisa nos aceitar como seu pais, se meus filhos fossem perfeitos não ganhariam broncas, não ficariam de castigo, não apanhariam, tudo que você precisa e deixar que sejamos os seus pais, mostrar o caminho é a nossa parte, a sua parte é só ser você e se deixar ser amado... nós o amamos e queremos exetamente como você é, você terá a eternidade inteira pra aprender e estamos aqui pra te ensinar."
Peguei na mão dele e o levei ao sofá, dei-lhe um abraço, ele pareceia deconfortável nele até que eu disse algo que o fez se derreter nos meus braços.
"O papai está aqui filho, sei que cuidou de Billy uma vida inteira agora eu vou cuidar de você, minha criança."
Ele começou a chorar entre soluços.
"Xixixi... pode chorar meu menino, você só tem 16, não precisa mais ser um adulto, pode chorar eu sei que doi perder alguém que amamos."
Afaste-me com cuidado e deitei a cabeça dele no meu colo, e enquanto seu choro diminuia até se tornar pequenos soluços e suspiros, eu acariciei seus cabelos dizendo palavras de conforto.
"Não pense mais em todo esse peso, vamos nos mudar assim que Benjamin estiver fora de perigo, em mais ou menos um mês vamos mudar de cidade e você poderá começar tudo denovo com sua verdadeira idade, seus hobes, seus amigos de escola, seus pais, irmãos, tudo que um menino de sua idade precisa, não vai precisar se preocupar em manter uma aparencia de chefe, vai poder acompanhar a adolescencia de Nessie como um irmão e não como um guarda, quando vocês chegarem na idade de namorar poderão dividir uma vida tão igual como os meus outros filhos fazem, você não vai precisar ser como um pai pra ela, vai poder ser seu parceiro e nada mais. Eu proeto a você Jacob Cullen você será um dos meninos mais felizes desse mundo."
"Obrigada p-Carlisle..."
"Você pode me chamar de pai quando quizer, eu vou estar sempre aqui pra você, quando precisar de carinho, e até quando precisar de umas palmadas."
Dei um tapa no trazeiro dele fazendo-o sentar, ele sorriu da brincadeira mas esfregou com as sombracelhas unidas.
"AU! Isso dói."
"Bom saber que você acha isso..."
Eu disse às gargalhadas.
"...assim vai querer evitar as de verdade."
"Pode apostar que sim...pai."
Ele disse ficando de pé junto comigo.
"Agora vá dizer a sua mãe que você está de castigo e que vai lavar a louça por uma semana."
"Aaaah... uma semana?"
Ele gemeu em protesto, mas eu já sabia que ele detestava lavar a louça, na verdade ele trocaria de lugar com Edward ou Jasper numa boa só pra fugir da pia.
"Que tal duas?"
Ele entendeu bem o recado, e aprendeu rápido que discutir um castigo comigo, é sempre uma péssima ideia.
"E que fique claro que vai ser só isso porque não tinha sido avisado antes, mas da próxima vez sabe o que te espera."
Ele olhou para a porta fechada e antes de abri ergueu os olhos para o cinto pendurado atrás dela, ele sabia bem do que eu estava falando.
"Antes de falar com a sua mãe, peça sua irmã para vir aqui, por favor."
Eu disse beijando sua testa abrindo a porta pra que ele pudesse fialmente sair.
"Sim senhor."
Eu fechei a porta, me encostei nela, escorreguei até sentar no chão e agradeci a Deus, a missão estava cumprida, eu tinha mesmo mais um filho, eles eram 7 agora. O número da perfeição
A\N: Obrigada por lerem, vou tentar voltar em 15 dias como foi pedido, nem tenho direito de cobrar reviews, mas ficarei muito feliz se eles vierem, esse capítulo foi difícil de escrever, editei e reeditei um milhão de vezes pensei que nunca chegaria a algo que me satisfisesse. Ainda sim perdoem os erros de ortografia que passaram desapercebidos.
~ESTÁ LANÇADA A CAMPANHA POR FAVOR PERDOEM A NELLUCA!~
