A\N: Olá passei pra postar mais um pra compensar, pois eu vou ter que me afastar por 20 dias, mas espero que gostem do capítulo.

Boas vindas: Casey Lontivfe, rennesme, DINDA CULLEN, Daniele, BRUNA e Pri

"Último Problema em Forks"

Capítulo 24

A Outra Face da Moeda

POV Rose

Eu escutei a fivela do cinto saindo de trás da porta, gemi pelo garoto, depois escutei choro e soluços, mas algo estava errado, eu não escutei cintadas, graças a Deus diga-se de passagem, meu pai deve tê-lo levado às lágrimas com aqueles sermões típicos que fazem agente se sentir o pior filho do mundo.

Era meu pequeno segredo, embora eu tivesse dito mais cedo que adoraria ouvir Jacob levando uma surra, Deus sabe que não é verdade, assim como meu coração se aperta pelo Edward eu não tenho prazer nenhum em ver meus irmãos mais novos apanharem, Alice e Bella não me afligem tanto, pois eu sou menina e sei que meu pai pega mais leve com agente, mas meu coração saiu pela boca quando meu pai bateu na Alice com o cinto da disciplina, pensei que eu fosse morrer de afição, principalmente por eu ter feito parte da confusão que o levou a isso, foi pra me defender, eu devia tê-la defendido.

Como se eu não estivesse ferrada o suficiente, mas pelo menos Jacob e Edward não iam apanhar, isso ajudava muito os meus nervos.

Edward estava regulando o soro do sobrinho e olhou pra mim mostrando ter ouvido o meu segredo.

"Cala boca! Saia da minha cabeça, fedelho intrometido!"

Minha mãe entrou na sala bem na hora, ela tinha acabado de levar Emmett e Nessie pra o quarto dela pra ter uma conversa e Jasper para a garagem pra mostrar por onde começar com a arrumação, Alice e Bella já estavam de castigo então só sobramos Ben e eu na sala, Edward veio verificá-lo e até pareceu um médico responsável, pelo menos até bancar o moleque e envadir minha cabeça.

"Edwaaard, lembra do que seu pai falou e Rosalie, não piora a sua situação."

"Foi ela que pensou meu nome alto, mãe!"

Eu não estava com clima pra começar uma briga com meu irmãozinho mais novo.

Não bastasse o som irritante desses aparelhos ligados no meu filhinho, meu pai ainda queria me dar uma surra, mas a verdade é que eu sabia bem ter ultrapassado todos os limites.

Eu estava me preparando quando Jacob surgiu na porta com os olhos inchados de tanto chorar.

"Rose, ele quer ver você."

Ele olhava pro chão sem querer nos encarar.

Situações assim normalmente me fariam tirar o maior sarro, desde que não apanhem, eu me divirto vendo meus irmãos encrencados, pricipalmente quando choram sem ter apanhado, é o momento perfeito pra atormentar um bebê chorão.

Mas eu não tinha o direito, o garoto tinha acabado de perder o pai biológico, muito provavelmente era esse o motivo de suas lágrimas e não uma bronca qualquer.

Eu olhei para o meu neném dentro do daquela caixa acrílica e pensei no quanto eu ainda tinha que aprender pra criá-lo, eu só esperava ser tão boa quanto a minha mãe, pra isso eu teria que mudar e muito, e eu não tinha a eternidade pra isso, Ben não era um vampiro.

Passei pela porta e tive vontade de afagar os cabelos do menino, mas minha mão só subiu até a metade, era um daqueles momentos contrangedores em que não se sabe o que fazer.

Ele sussurrou um pedido de desculpas.

"Não precisa se esculpar, a culpa foi minha... desculpe-me por dizer que nunca seria meu irmão, foi da boca pra fora eu jamais diria isso pra qualquer pessoa que meus pais quizessem adotar, foi só uma forma de te ferir, e todos nós sabemos o que acontece com quem fere os outros aqui em casa."

Eu disse erguendo o nariz como uma boa irmã mais velha, forte e implacável, corajosa e impetuosa.

Senti seu olhar em mim quando eu já estava de costas no corredor.

"Rose... dói?"

Respondi ainda de costas pra ele caminhando de cabeça erguida como em uma passarela.

"Como o inferno irmãozinho, como o inferno..."

Eu respirei fundo em frente a enorme porta de madeira, ergui a mão pra bater, mas a vóz calma do meu pai soou la de dentro.

"Entre..."

"Droga! Ele está calmo demais, eu tô muuuito ferrada."

Abri a porta com a cabeça erguida, eu não podia evitar, era mais forte do que eu, eu queria muito mesmo fazer aquele olhar submisso, mas não fazia parte de mim.

"Sente-se..."

Não sei a quem ele queria enganar com aquelas palavrinhas curtas, eu sabia bem que um sermão de horas me aguardava.

Dei passos em direção ao sofá, mas antes que eu me sentasse com elegância e descontração, lógicamente mantendo minha postura, ele bateu os pés de madeira da cadeira no piso.

Eu revirei os olhos e ainda calada sentei na cadeira que fazia agente se sentir uma pirralhinha de maria chiquinha.

Eu juro que não queria irritá-lo, mas eu detestava todo aquele ritual, só por causa de uma surra.

"Olha pai, porque o senhor não pega logo a droga do cinto e arranca a minha pele, não é pra isso que estamos aqui?"

Ele me deu um olhar furioso e cobriu o rosto com as mãos tentando se recompor, mas quando tirou as mãos pra pô-las na cintura, para o meu azar, a fúria ainda estava lá.

"Você não tem jeito mesmo não é menina? O que você está querendo? Você acha mesmo que dá para piorar a sua situação?"

Eu sabia bem do que ele estava falando, quando ele perde as estribeiras, acaba desistindo de bater com o intiuto de se acalmar primeiro.

"Não estou querendo provocar o senhor, só quero acabar logocom isso!"

Eu nem se quer tive tempo de continuar, ele me agarrou pelo braço, sentou-se na cadeira onde eu e estava e me jogou sobre o seu colo, eu esperneei tentando sair, mas a mão dele na minha cintura era muito forte.

Eu ia apanhar de cinto debruçada na mesa, não daquele jeito patético, eu não sou a Bella ou Alice, detesto ser tatrada como uma garotinha, eu ainda estava me revirando com a situação quando senti minha calça descendo, eu não podia acreditar, que droga, ele não ia fazer aquilo, droga, é tão humilhante, ele puxou minha calcinha para o joelho e antes que eu pudesse protestar senti minha bunda arder com um tapa.

"Aaai! Me solta!"

"Você disse que iria me dar uma surra! Eu não vou levar palmadas, não há motivos pra isso!"

Eu coloquei a mão no meu trazeiro olhando por cima do ombro.

"Vai sim, minha princesinha malcriada!"

Ele disse com sarcasmo pegando minha mão e prendendo nas costas

Eu comecei a chorar de vergonha, eu sempre ria da alice quando ela ficava no canto depois de umas palmadas no bumbum.

Logo hoje que tô me sentindo uma aldulta de verdade, eu me vejo no colo do meu pai como uma molequeinha de 4 anos.

Vai porque PAFT*!

Você está agindo PAFT*!

como uma criancinha PAFT*!

malcriada PAFT*!

Você não passa PAFT*!

disso PAFT*!

uma pirralha PAFT*! Mal- PAFT*! Cri- PAFT*! A- PAFT*! Da- PAFT*! PAFT*!

Mo-PAFT*! Le-PAFT*! Ca-PAFT*! PAFT*!Mi- PAFT*! Ma-PAFT*!Da- PAFT*!PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*!

PAFT*! "AAAAAaaaaaiiiiiiiiiii Pai para!"

Eu me contorcia, esperneava dava socos no vento pra não acentá-lo

AAAAAAAiii me soooooltaaa!

Quanto mais eu protestava, mais ele firmava o aperto na minha cintura.

De repente eu desisti de lutar contra o inevitável, enquanto meu pai não prova sua posição de pai e nos coloca na de criança, ele não desiste.

Mas parar de tentar sair do colo dele, não significava que eu ia chorar como uma garotinha.

PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*!

As palmadas começaram a ficar mais intensas, ele não tinha empenhado mais força, mas tantas palmadas naquele ritmo fica cada vez mais difícil de suportar.

PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! PAFT*! Huuu

PAFT*! Umm

PAFT*! Ohro

Eu cerrava os lábios, mas os gemidos saiam involuntários, então meu pai pra provar o seu ponto, ergueu a mão dando um tempinho pra deixar meu tazeiro arder de verdade e desceu a palmada com gosto, eu pude sentir sua derterminação, ele não estava pra brincadeira.

PAFT*****! AAAAAAAAAArraaaaaiiiiii

PAFT*****! AAAAAAAAAAAiiiiiiiiiiiiiiiiê eeeeeee

A quem eu queria enganar? O que eu estava tentando provar pra ele? Eu sempre serei sua garotinha, sua princesinha mimada.

Nem vi quando comecei a implorar como um bebê.

PAFT*****! Paaaaaaaraa papai já chegaaaaaaa, deculpaaaa!

PAFT*****! Aiai Papaai, Eu não vou falar assim mais...

PAFT*****! ...nãaaaaaaaaao

Falar como, Rose? PAFT*****! AAAAAAAAAArraaaaaiiiiiii!

"Você está pronta pra usar a educação que eu te dei?"

"Eu Tô, papai eu tô"

PAFT*****!Eu Tôooooooooooooo!

Ele me pegou pelo ombros e me colocou de pé, eu puxei a barra da blusa na frente, mortificada de vergonha com o rosto todo molhado, a minha sorte era ter vestido uma bata, que não dava pra saber se era uma blusa comprida ou um vestido muito curto, só uma coisa eu sabia, não era comprido o suficiente pra cobrir minha bunda.

Ele me pegou pelo braço e me virou de costas pra ele e me deu mais duas palmadas me empurando.

PAFT*! PAFT*!Aiaiiiiiii!

"Pro canto, agora mocinha!"

PAFT*!aaaaaaaai!

Com um terceiro tapa na minha bunda em chamas eu fui vestindo a minha calça e andando para o canto como, como ele mesmo dissera, uma pirralha malcriada.

Ouvi a porta abrir e fechar, as vozes da minha mãe e do meu pai se misturavam em sussurros que eu não conseguia ouvir direito, graças às vozes de Nessie e Emmett discutindo, que estavam mais próximas, quando eu tentava me concentrar mais um pouco eu ouvia, ao que pareciam, Edward e Jasper empurrando trabalho um no outro.

Foi quando um som entre todos envandiu meus ouvidos, eliminando até, os costumeiros sons da natureza que invandem nossa mente quando estamos usando a super audição.

Esse som tão poderoso nada mais era do que o choro de Ben.

"Xixixi...O titio está aqui, eu vou chamar o vovô ok?"

Era a voz do Jake tentando acalmar o choro do meu filhinho que ficava cada vez mais intenso.

"Jake, ele está com fome, peça sua mãe pra preparar o leite e peça Edward para vir preparar a sonda, pode ser que ele o rejeite, eu vou até a reserva encontrar uma mãe que esteja amamentando pra fazer uma doação."

"Pode deixar isso comigo, eu posso me transformar e ir bem rápido, também sei onde encontrar uma mãe, não preciso proucurar."

"Vou abrir essa exceção pelo Ben, vá e volte rápido não se esqueça que está de castigo. Sim?"

"Sim senhor... Calma aí carinha, o tio lobo vai ser rápido como raio."

Eu fiquei agoniada, eu não tinha pensado nisso, e se não conseguíssemos alimentá-lo? Eu queria muito mesmo poder acalmá-lo, e se meu pai estivesse errado e se não fosse fome e se fosse outra coisa?

Eu saí do meu castigo decidida a apanhar o quanto fosse por isso, mas eu tinha que ver o meu bebê.

Quando eu abri a porta os braços de Edward me envolveram me jogando pra dentro de volta.

"Solta Pirralho!"

"Você ficou maluca, Rose?"

Ele não desitiu até me jogar de costas no sofá, subiu em cima de mim e começou a sussurar.

"Ele está certo, ele está sempre certo, quantas vezes você o viu cometer um erro médico?"

Eu queria gritar pra ele sair de cima de mim, mas gritar só iria atrair atenção indesejada.

Eu me senti mais calma então ele saiu de cima de mim aos poucos liberando meus braços.

Foi aí que vi Jasper encostado na porta.

"Então é você, seus dois intrometidos, saiam já daqui! Eu vou ver meu neném quer vocês queiram ou não."

Edward ainda sentado começou a falar comigo, eu estava dopada com uma dose pra elefante, totalmente disposta a ouvir graças ao meu irmão Jasper, que sentou do outro lado, então entre os dois, cada um segurando uma das minhas mãos só pra garantir, eu ouvi algo que já devera ter ouvido um milhão de vezes mas nunca fizera tanto sentido.

"Ele sabe o que faz e tudo que faz é pro nosso bem, jamais prejucaria qualquer um de nós..."

Eu sabia que ele estava certo e não era efeito do Jazz, porque agora eu era mãe e sabia muito bem o que era aquele sentimento.

"...ele sabe o que está havendo com o pequeno Benjamin, e sabe o que está acontecendo com você, confie em mim, eu também tenho uma filha, e sempre pude contar com ele."

Jasper apertou minha mão em concordância.

"Eu não tenho filhos, mas posso dizer, nunca senti tanto amor e responsabilidade quanto no coração dele quando diciplina ou cuida de qualquer um de nós."

Soltei minhas mãos com calma e coloquei-as no rosto como se colocasse as coisas em ordem dentro de mim.

"Obrigado meninos, agora vão, se o papai pegar vocês dois aqui, ele vai fritar os seus trazeiros."

Eles se levantaram pra sair e já estavam perto da porta quando me ouviram gemer, o jeans roçou na minha bunda quando eu fiquei em pé, eles soltaram uma risada, eu tirei a sapatilha do pé pra acetar neles, mas eles sairam rindo e a única coisa que a mesma atingiu, foi a porta.

Eu voltei pro meu canto e notei o choro de Benjamin diminuindo e a voz do meu pai cantando uma canção de ninar que ele cantava pra mim, nos meus primeiros dias de vampira, quando eu chorava dizendo que queria dormir, ele me punha no colo e acariciava meus cabelos.

"Feche os olhos minha Princesinha, eu vou cantar pra você e pode fingir que está sonhando..."

Lembrar daquilo só me fez lembrar de o quanto eu o amo, de o quanto meu pai ele é, era quase como dormir, era um estado de silêncio e inércia tão relachante quanto.

A canção ecoava na sala onde eles estavam e minhas lágrimas caiam no chão do escritório.

"Ele dormiu."

Meu pai falou quando entrou no escritório, eu me assustei com a rapidez que ele o fizera.

Olhei em seus olhos compassivos e vi que ele sabia da minha agonia, por isso não quisera perder tempo com passos humanos.

Ele não seria Carlisle Cullen se trouxesse um segundo se quer de sofrimento aos seus filhos quando podia evitá-lo.

"Sente-se, precisamos ter uma conversa."

Ele disse isso apontando para o sofá, não para a cadeira.

Sentei me ao lado dele e antes que eu o olhasse senti seus braços à minha volta.

"Sei que deve está sofrendo, que quer saber como ele está, o que está acontecendo com ele, se ele vai te amar, se vai conseguir guiá-lo..."

Ele passava a mão no meu cabelo com carinho, ele adorava meu cabelo.

"Papai, está lendo mentes agora que nem o pirralho?"

"Rooose, não fale assim do seu irmão."

"Desculpa papai, é que parece que senhor está dentro da minha cabeça, lendo cada pensamento."

Ele pegou meus ombros me afastando dele pra olhar nos meus olhos.

"Filha, entenda, eu sei o que você sente, porque sinto mesmo que você, eu quero saber o que está acontecendo com você, quero saber se você está bem, quero saber como guiá-la..."

Eu baixei os olhos.

"Olhe pra mim Princesa, sei que você me ama, mas como posso guiá-la se você insiste em desobedecer?"

Sei que faz parte de você, ser impetuosa e defender suas idéias, sei que tem um instinto protetor com sua sobrinha, Deus! Você defende seu irmãosinho até de mim, mas justamente conhecendo o temperamento de cada um de vocês é que eu traço regras e limites, mas você Rosalie...

Ele disse meu nome todo e eu pude perceber que eu estava a minutos do cinto da disciplina.

"...você é capaz de roubar as chaves do carro de dentro do meu escritório gritar coisas inaceitáveis e ainda por cima sair de casa estando de castigo, dirigindo numa estrada que estamos tentando evitar por discrição..."

À essa altura ele já estava de pé andando de um lado para o outro.

"... sem comentar o fato de que sabemos que há vampiros estranhos por perto, você conhece as regras, quando há estranhos da nossa espécie na redondesa, é terminantemente proibido andar sozinho por aí."

Seu tom de voz já estava gelando minha espinha.

Eu quero por um minuto que você imagine o Benjamin aos 17 ou 18 numa situação dessas, dirigindo por aí feito um louco no carro que você e Emmett proibiram, num lugar onde ele não pode ser visto, com vampiros estranhos a solta.

Eu fiquei de pé só de pensar.

"De jeito nenhum!"

Olhei pra ele depois do rompante que me deu e o vi com os braços cruzados e um olhar de quem tinha finalmente provado um ponto.

"Se só de imaginar você está assim, imagine a mim agora como estou, me dê um único motivo pra não te dar uma surra e ficaremos por isso mesmo."

Eu tive de permanecer calada, não havia um motivo se quer que eu pudesse apontar.

"Seu silêncio é bem reconfortante."

Ele caminhou para a mesa e pegou o cinto dobrado em cima dela.

Eu não ia fazer um escanda-lo com isso, pelo menos comigo e com Jasper, meu pai não tinha esse problema.

Eu já sabia o que fazer, então me curvei sobre a mesa, sabia que ele não me permitiria manter minhas calças, já que faz parte de toda a coisa do cinto da disciplina, mas isso nunca me tira as esperança de ele deixar passar, não é que o jeans ajude em algunha coisa, mas seria muito menos constrangedor apanhar com a bunda coberta.

A esperança é a última que morre, e meu pai matou a minha puxando meu coz, eu não lutei contra naada a não ser o medo e vontade de chorar e sair correndo.

"Vamos lá Rose, você po-..."

SHLAP!* AAAAAAAAAAAAA

O meu pensamento positivo não ajudou muito, meu trazeiro já estava dolorido, o grito saiu tão fácil quanto desceu o cinto.

"Por que você está apanhando, Rosalie?"

"OH vamos! Eu vou ter que responder? Falamos disso há segundos atráz!"

Eu disse totalmente respeitosa, na verdade com um tom de voz que implorava por si só, mas mesmo assim a resposta da minha pergunta besta veio em forma de uma cintada ainda mais forte.

SHLAP!***** AAAAAAAAAAauuuuuuuuuuu Tá bom eu falo eu falo!

"É por ter roubado as chaves da Ferrari, por ter puxado briga na reserva de novo, por ter gritado e ofendido meu irmão, por ter violado o castigo e por quase nos expor na rodovia."

"Você esqueceu uma coisa, por não pedir desculpas ao seu irmão."

"Ooooh MERDA! Quando penso que não dá pra piorar, quando penso que não dá pra ser mais humilhante, eu vou ter que confeçar que eu pedi desculpas para o cachorro, MERDA, UM MILHÃO DE VEZES MERDA!"

Eu estava torcendo minhas próprias tripas orgulhosas, e agradecendo por meu pai não ler mentes como meu irmãozinho que começou a gargalhar freneticamente.

"Você tem tanta sorte, moleque, você violou tantas vezes a regras de ouvir os outros hoje, que eu só não te entrego agora mesmo porque se não o papai vai te dar uma surra, mas isso não siguinifica que eu não vou te dar uma."

"Rosalie Hale Cullen, estou esperando!"

"Droga..."

"Eu já pedi desculpas, acabei de fazer isso quando ele foi me chamar."

Eu disse querendo engolir de volta cada palavra, mas o que eu ouvi fez valer a pena, meu pai sempre gostou de reforçar o comportamento positivo.

"Boa menina, fico feliz em saber que você não precisou apanhar pra fazer isso, por isso você só vai levar uma cintada por cada umas das regras que acabou de citar.

Eu nem podia acreditar no que eu estava ouvindo, eu só ia levar mais cinco cintadas, e com o cinto da disciplina? Isso era um record nessa casa, seriam apenas seis! Eu seria a primeira Cullen a sair do escritório depois de um encontro com cinto da disciplina sem se quer chorar, isso seria perfeito pra minha fama de durona, eu ia conseguir a façanha almejado por mim e meu irmão Jasper há anos.

Eu sei que já tinha chorado, mas meu rosto já tinha tido tempo de se recompor, eu ia sair totalmente...

SHLAP!* SHLAP!* SHLAP!* Umm

O cinto me pegou desprevinida.

Eu só tinha que ser forte e segurar mais três, o veneno irrita a pele e os olhos, é tão possível pra nós saber quando um vampiro chora quanto é para os humanos.

Eu faria questão de esfregar na cara de todos.

SHLAP!**** Aauuu

SHLAP!****** ooOuu

A penúltima foi mais forte e eu podia esperar que a última issa ser pra valer, fechei os olhos e ele confirmou minhas suspeitas.

SHLAP!********* AAAAAAAAAAAAAAAAA

Eu gritei e cai de joelhos, aquela foi pra lembrar que o cinto da disciplina é uma lenda e devia continuar a ser temido.

Eu segurei firme e me apeguei ao fato de que já tinha acabado, então minhas lágrimas ficaram exatamente onde eu queria, dentro de mim.

"Que dor do inferno!"

Ele me tirou do chão, eu puxei a calça preferindo poder ficar sem elas como os meninos quando ficam de castigo no canto, o elástico da calcinha e as costuras do bolço da calça não ajudavam em nada meu trazeiro latejando.

"Porra de calça apertada!"

De repente fui pega de surpresa, com seus olhos marejados de veneno.

"Oh filha, não me faça passar por isso novamente, isso corta o coração do papai."

Ele me abraçou chorando.

"Eu estou tão feliz por poder realizar seu sonho de ser mãe, eu juro que farei o inpossível pra que isso dê certo, eu amo tanto vocês, por que vocês fazem isso comigo? Eu odeio bater em vocês."

Ele afagou meu cabelo e me pegou no colo, depois sentou-se no sofá me olhando nos olhos.

"Você vai ser uma das melhores mãe desse mundo minha linda, e eu vou ser o avô mais orgulhoso que já existiu."

Eu não pude suportar e derramei quanto veneno eu tinha sido capaz de poupar.

"Droga papai... Eu ia sair daqui sem chorar, o senhor arruinou a minha reputação..."

Eu disse com humor, ele começou a gargalhar.

"Vocês não tem jeito mesmo, sempre competindo, tá pra nascer ou ser criado o Cullen que vai sair desse escritório sem derramar pelo menos um par de lá ."

Eu fiquei sem graça ao ver meu segredo descoberto, ele nos conhecia bem demais, era de assustar.

Meu pai farejou o ar como se proucurando a presença de alguém, ele sempre fazia isso quando queria sussurrar um segredo.

"Ah...E não vai bater no seu irmão pelas risadas, você ignora e eu vou fingir que não ouvi, feito?"

"De assustar mesmo..."

Ele piscou pra mim, como uma negociação secreta, eu sabia que ele não podia deixar passar e ele sabia que eu não queria que Edward apanhasse, um segredo por outro, justo o suficiente.

Dei de ombros selando nosso pequeno acordo.

"E ainda ficamos todos nos perguntando porque o pequeno Edward é tão mimado rsrsrs..."

Meu pai retribuiu meu comentário com uma risada bem humorada.

Eu já estava de costas e ele a meio corpo da porta pra dentro quando eu o fiz voltar.

"Ei pai?"

"Sim Princesa."

"Por que uma das melhores e não a melhor?"

Ele revirou os olhos para a minha necessidade de ser sempre um destaque e respondeu com convicção.

"Porque a melhor do mundo se chama Esme Cullen, se você quizer competir com ela, é melhor correr pra adotar um jovem caçador, de brigas; uma joven que precise mesmo ser a melhor, em tudo; um general, de confusões; uma menina capaz de comprar as lojas de uma cidade inteira, sem sentir um pingo de culpa; um menino mimado acostumado a ter tudo que quer, ao ponto de tentar suicídio se não tiver e uma garota impossível de se freiar, ao ponto de conseguir dar à luz a um bebê vampiro; daí você casa todos eles entre si, se você for capaz de lidar com tudo isso, quem sabe você se classifica para a segunda fase dessa competição, que é adotar um metamorfo, ajudar a criar uma neta híbrida e um neto humano.

"Tô fora, esse título será sempre dela, eu me conformo em dizer que, EU, tenho a melhor mãe do mundo."

Ele riu, mas dessa vez não rolou os olhos pra mim, e sim demostrou orgulho em ver o quanto eu reconhecia e amava minha mãe.

"E o melhor pai também."

"Obrigado filha, posso até não ser o melhor, mas eu faço o meu melhor, e é isso que importa."

Eu sabia que ele não estava falando de si mesmo e sim me dando mais um sábio ensinamento.

Com um beijo dele na minha testa, eu desci tramando minha vingança contra Edward, eu prometi não bater nele, mas isso não significa que ele não iria pagar por rir de mim.

Continua...

A\N: Ahhh que droga, parou justo agora! Espero ter feito algo diferente, quando eu voltar, vou ver se consigo postar dois num intervalo de uma semana.

*Dica* Talvez daremos mais uma voltinha na reserva ;)

Amo todos vocês demais.

Recomendo a fic UL- da Casey Lontivfe, incrível garotinha de 10 anos que promete ser uma ótima escritora. Link nos meus reviews.