Foi uma loucura essa madrugada, quero mandar um oi pra garotas que ficaram comigo firmes e fortes esperando o ff abrir o capítulo. Vocês quatro sabem quem são e sabem como foram recompensadas ;)

Obrigada pelo incentivo, (reviews maravilhosos) e muitas MP. Vamos em frente aproveitar o máximo possível dessas férias.

Boas vindas: (Desculpe-me se tem alguém novo e eu não vi é porque a sensação que eu tenho é que são todos daqui mesmo) pra verificar eu teria que voltar os 700 e tantos reviews pra conferir e isso iria atrasar o Post

Último Problema em Forks

Capítulo 31

Autocontrole

POV Carlisle

Eu tive a sensação de que nunca faria com que eles entendessem que a obediência servia pra evitar coisas como aquelas.

Eles olhavam pra mim como se eu fosse seu herói, mas a verdade é que tivemos sorte.

Sorte do Alfred ser só um maluco com uma família disfuncional. Se fossem mesmo um clã perigoso? Teríamos sim muita vantagem pra vencê-los numa batalha, mas a que preço? Quantos lobos derramariam seu sangue, e quantos de nós poderíamos ser mortos, eu me lançaria na frente da morte por qualquer um deles, mas não seria capaz de perder nenhum.

Eu tremi ao pensar nisso enquanto via a imagem da "família" de Alfred sair do meu campo de visão. E me virei pra olhar a situação. Todos mantinham os olhos em mim, agradeci ao Sam com aquele olhar de um pai que pede privacidade para lidar com seus filhos.

Ele como pai entendeu muito bem e saiu levando todos os lobos, menos o meu.

Eu não queria dizer nada para aquelas cinco caras lerdas, pelo menos não até saber como meu filho mais velho estava, eu não sabia nem onde ele estava. Tudo que eu consegui formular foi.

"Pra casa. Agora!"

Eles aproveitaram prontamente a oportunidade de sair do meu alcance. Se Esme não tivesse me feito prometer... ainda bem que ela o fez.

Eu adentrei a floresta na direção que ele tinha tomado e não demorou muito para eu sentir o aroma do meu filho mais velho, mas senti também a pior coisa que eu podia sentir num momento de transtorno mental como aquele. Cheiro de sangue humano.

Vinha através da água do rio, mas mesmo assim era muito forte, eu me concentrei no aroma do meu filho, eu não ouvia batida de coração, seja de quem quer que fosse aquele sangue, não contaria mais com a minha ajuda. Mas se meu filho fosse o responsável por aquilo, com certeza tudo o que ele mais estaria precisando no momento era dela.

Emmett foi difícil de controlar, e nos seus primeiros meses tivemos vários incidentes. Ele ficava transtornado e sentindo-se culpado, foi difícil como livrar um filho da dependência química. Eu passara por isso com Jasper e até com Edward, mas com Emmett era tão emocional que me peguei varias vezes perguntando a Deus o que fazer.

Jasper leva mais para o lado da força de vontade, Edward mais para o lado da obediência, mas Emmett leva para o lado pessoal, ele se sente mesmo deslocado e confuso como se não fosse mais digno de nada, nem mesmo de perdão.

Eu escutei um choro abafado junto a cachoeira, o barulho da água era alto mas eu guiei meus ouvidos para ouvi-lo.

"Emmett! Filho, você está bem?"

Ele chorava como uma criança, soluçava ajoelhado desesperado da beira do rio passando água na camiseta branca encharcada de sangue, como se tentasse lavar a própria alma.

Eu abracei sua cabeça afagando seus cabelos, ele enterrou o rosto na minha barriga e abraçou as minhas pernas.

"Papaai me a-ju-da, eu sou-u um – mons..."

O soluço cortava suas palavras e antes que ele dissesse a última eu já tinha me ajoelhado diante dele com seu rosto entre as minhas mãos.

"Xixi... não diga isso... papai está aqui, vai ficar tudo bem, você não é um monstro."

Ele baixou a cabeça mortificado quando meu olhos encontraram os dele.

Eles estavam tingidos de vermelho, não como os de um vampiro sanguinário, mas a prova do que acabara de acontecer estava bem ali.

"Filho tira isso... acalme-se, vamos conversar."

Eu disse tirando sua camiseta suja como quando eu fazia nos seu primeiros dias, mas antes era pra não rasgar dessa vez eu só queria me livrar dela, quis tanto que nem me importei em ser ecologicamente correto e a atirei no rio o mais longe que pude.

"Carlisle... me perdoa..."

Ele disse ao ver a fúria com que eu atirara a peça de roupa pra longe.

Eu já estava com os nervos em frangalhos e corri para ele num abraço apertado assim que ouvi meu nome sair de boca.

"Não, não, não... não me chame assim por tudo que é mais sagrado pra você."

Minhas lágrimas escorriam sem que eu percebesse, eu soltei o abraço pra ter de volta o rosto dele entre as mãos.

"Olha pra mim filho..."

Ele se recusava por causa da cor dos olhos e eu pedia entre lágrimas.

"Filho olha pra mim... Isso não é um pedido Emmett Cullen!"

Ele finalmente atendeu o meu apelo.

"Eu ainda sou o seu pai independente do que aquele louco tenha feito com você, e eu estou aqui pra te ouvir te ajudar, e te levar de volta pra casa."

"Desculpa, papai"

Ele disse fungando como uma criança que finalmente consegue o que quer e para de chorar.

Eu enxuguei seu rosto com as mãos e depois o meu peguei nos seus ombros com carinho e perguntei se ele queria falar comigo sobre isso ali o se preferia ir pra casa e falar disso depois.

Ele respondeu ainda sem graça de olhar diretamente pra mim, seu par de tênis pareciam receber toda a atenção enquanto ele respondia.

"Eu quero sair daqui."

Então vamos, não estávamos tão longe de casa, mas eu não ouvi uma palavra de sua boca até que nos aproximamos. Ele deu um passo pra trás assustado.

"Meu filho, pai!"

Ele disse dando mais dois passos pra trás

"Ele é humano, como posso estar na mesma casa que ele, assim nesse estado? Sinto o cheiro doce do sangue dele daqui!"

Ele cobriu o nariz e a boca com o dorso da mão esquerda e cobriu o estomago com a palma da mão direita

"Filho, está na hora de você entender como funciona, como o autocontrole realmente funciona."

Eu derrubei uma árvore média que serviria de banco pra nós e peguei no seu braço sentando-o no acento improvisado.

"Emmett, eu fugi de sua mãe quando ela tinha dezesseis e depois fui capaz de mordê-la e parar de sugá-la, e Edward fugiu da Bella no dia em que a conheceu, mas depois se lembra bem quantas vezes teve contato com o sangue dela? E Rose? Rose foi capaz de carregar pulsando nos braços dela o coração que bombeava o sangue cantor dela. Bela recém criada teve nos braços a filha com um coração acelerado, com bochechinhas vermelhas e depois foi capaz de abraçar o pai humano. Vê um padrão no que dizemos aqui?"

Ele apenas concordou com a cabeça e fez uma pergunta.

"O senhor acha que eu consigo?"

Um sorriso nasceu no canto da minha boca.

"Eu é que tenho uma pergunta pra você meu campeão...

Ele olhou atento pra mim.

"Você o ama?"

"Pai... como eu posso explicar? Ele não é só um neném, ele é o neném que eu salvei, eu dei a vida a ele, ele é a oportunidade de eu fazer feliz a mulher que eu amo, ele se tornou em poucas horas uma das pessoas mais importantes da minha vida, eu não apenas o amo, como já seria capaz de dar minha vida por ele a qualquer momento."

Eu sorri da carinha que ele fez, embora seus olhos vermelhos me desse uma sensação muito ruim, os traços travessos do meu ursão estavam ali.

Ele pareceu se sentir culpado quando viu o meu sorriso, como se ele não se sentisse merecedor da admiração que eu deixara transparecer nos meus olhos. De cabeça baixa declarou.

"Pai... eu não matei ninguém."

Eu soltei uma arfada de ar que fez meu peito arder em chamas, como se aquele ar estivesse preso ali dentro de mim me queimando desde o momento que vi meu filho ensanguentado.

"Filho... podemos falar disso agora se quiser, estou pronto pra ouvir se você estiver pronto pra falar."

Ele não disse que sim nem que não, só começou a falar de repente ainda olhando para o chão, eu sabia que pra ele era mais fácil assim, então não cobrei o seu olhar.

" Ele caiu, estava fazendo rapel, minha mente ainda estava transtornada, tudo que eu conseguia lembrar era da cabeça dos meus irmão no meu braço quando voltei a mim."

Ele começou a chorar novamente e eu abracei o seu ombro em apoio para que ele continuasse.

Por um instante, um breve segundo, eu pensei que tinha arrancado a cabeça deles, eu apaguei no meio de um salto e de repente no meio da escuridão ouvi uma voz me chamando, era a voz do meu pai, eu queria responder mas o senhor não me escutava, eu não sei quanto tempo durou meu desespero pareciam horas eu grita pelo senhor pela mamãe pelos meus irmãos mas ninguém me escutava, a escuridão era tão densa que quase podia tocar. Quando abri os olhos e vi a cabeça deles na curva dos meus braços, eu pensei... eu pensei...

O choro tomou conta de sua garganta e ele não conseguia mais falar, eu tive que abraçá-lo e acalmá-lo novamente.

"Calma grandão, foi só um pesadelo horrível eles estão bem, eu preciso saber se você está bem, o que te levou a beber sangue humano, o que aquele doente fez com você? Tente se acalmar."

Ele tirou o rosto do meu peito e dessa vez olhou pra mim pra continuar.

"Eu vi o rosto do senhor e soltei eles, percebi que estavam vivos mas algo ainda me mantinha preso aos meus instintos mais vampirescos, eu tive medo de matar alguém, sabia que mesmo a morte de Alfred não seria do seu agrado eu corri o mais rápido que pude, tinha um animal preso dentro de mim, eu poderia matar um lobo daqueles apenas por instinto, eu corri para a cachoeira no intuito de me jogar no rio."

Mas uma vez ele baixou a cabeça.

"Foi quando os batimentos do alpinista aceleraram, a corda do rapel tinha soltado, a ansiedade e medo da morte deixaram seu coração mais vivo do que nunca, o som era ensurdecedor, eu não estava pensando direito, eu tapei os ouvido confuso tentando discernir entre a fera dentro de mim e o Emmett..."

Ele gesticulava com as mãos nas orelhas e os olhos fechados como se estivesse revivendo tudo.

"...Mas ele caiu bem aos meus pés todo ensanguentado rasgado pelas pedras... eu... eu não vi mais nada além de um corpo completamente sugado nas minhas mãos. Eu o empurrei para o rio como se fosse uma bomba que estouraria na minha mão. E acho que a saciedade me fez cair em mim, por que a fera fora embora junto com o corpo me deixando ali com a minha vergonha e culpa."

"Filho... Não pode se culpar por isso, você foi vítima de um transtorno mental muito forte, não fosse isso, o Emmett que eu conheço teria salvo o rapaz, mas você não apenas não estava em si mas também de olhos fechados."

Ele olhou pra mim, dessa vez aceitando o meu perdão e confeçando.

"Mas pai, o gosto é tão bom, faz tantos anos que eu já tinha me esquecido o que era sangue de verdade, eu temo por Benjamin."

Eu peguei na sua mão e o fiz levantar, olhei para nossa casa através das árvores e chamei.

"Venha comigo."

"Mas papai..."

Ele protestou e tudo que eu lhe disse foi para não fazer perguntas. Nós paramos a três metros da porta da frete eu peguei a sua outra mão e ordenei.

"Feche os olhos e imagine Renesme e Benjamin mortos em seus braços."

Ele tremeu, mas obedeceu.

"Agora ouça... ouça seu coraçãosinho frágil... ouça o coração acelerado da sua Nessie."

Ele franziu o cenho concentrando no som, e eu perguntei.

"Você sente sede?"

Ele apenas girou a cabeça de um lado para o outro.

"Booom... agora inspire bem fundo e sinta... sinta o cheiro de sangue doce deles... Você sente sede?"

Ele abriu os olhos confusos pra me responder.

"Não... porque não?"

"A dor sobrepõe a vontade, a dor da morte deles é tão grande que a vontade se desfaz, foi o que aconteceu com Edward quando pensou que Bella tinha morrido, ele passou a namorar com ela de forma mais próxima, próxima até demais."

Rimos juntos da minha piada que mais parecia ter sido roubada do acervo de piadas dele.

"E foi assim que transformei cada um de vocês ao invés de suga-los até a última gota. Amor, meu filho, a resposta é amor."

Ele fez uma cara de compreensão e depois uma pergunta.

"Diz aí pai, eu fui o mais gostoso ou não fui?"

Eu dei um tapa no braço dele coma pergunta idiota que sinalizava que meu filho estava de volta.

"Deixe de besteira, menino! Eu não bebi nenhum de vocês, eu mordi e transferi o veneno, é diferente!"

Eles esfregou o braço com aquela cara de drama.

"Vejo que você está melhor, está?"

Ele acompanhou a seriedade da minha pergunta e respondeu de forma responsável.

"Minha cabeça ainda dói, e meu peito ainda sente um pouco de angustia pelas cenas que ficam voltando na minha cabeça, mas fora isso está tudo bem."

Esme apareceu na porta agarrando ele antes de entrarmos.

"Oooh meu amor, meu ursinho, está tudo bem com você, cadê sua camisa? Onde você estava? O que fizeram com você?"

Ela perguntava frenética e desesperada como sempre, um misto de felicidade e preocupação.

"Esme querida, deixe que eu respondo todas essa perguntas, ele está bem só precisa descansar um pouco."

Eu disse abraçando-a e salvando-o do aperto sufocante dela.

"Vá tomar um banho, ponha uma música relaxante, nada de rock, ponha uma máscara nos olhos e tente se concentrar em coisa boas, assim você terá o efeito do sono, não é a mesma coisa mas recompõe a mente tanto quanto um, depois eu subo pra ler algo pra você esvaziar a mente de coisas ruins um pouco. Sua mãe vai te ajudar enquanto eu coverso com seus irmãos."

Eu disse já pondo pé na sala e vi os vultos das cabeças desaparecendo das escadas. Esme pegou na minha mão.

"Carlisle..."

Ela já fez aquela cara de misericórdia

"Esme, agora não..."

Ela encheu os olhos de lágrimas.

"Mas amor..."

"Esme, agora, não!"

Eu apenas repeti minhas claras palavras e gentilmente tirei a mão dela da minha.

Eu fiz um gesto com a cabeça apontando o queixo pra cima para que Emmett e ela subissem.

"As cabeças flutuantes aí podem descer, os cinco, agora."

Jasper e Jacob lideraram atrás deles vieram Edward Bella e Alice.

"Não estão com muita pressa hoje, eu vejo."

Eu disse criticando a má vontade deles de passar por mim, que os esperava na frente da escada.

Jacob e Jasper passaram por mim bravamente, Bella passou aproveitando a escolta dele, Edward e Alice como sempre tentaram desviar.

"Por Aqui Edward!"

Alice congelou com a ordem, ela sabe bem o que significa, e enquanto eu enchia a mão com o traseiro do Edward numa palmada, ela passou como um raio pras costas de Jasper.

"SENTEM-SE!"

Eu gritei e em seguida engoli a vontade de gritar pra não perder a razão, o grito os derrubou no sofá de uma vez só, e eu fiz de tudo pra não bancar o carrasco.

"Vocês são muito sortudos, eu podia acabar com a raça de vocês aqui e agora mesmo, se não fosse a sua mãe me fazer prometer que não encostaria em vocês. Mas ouçam bem, estão pisando em gelo fino, muito fino, eu quero saber porque é que vocês não vieram embora assim que souberam de Renesmee? O que de tão interessante estavam fazendo na clareira que levou o os irresponsáveis do Edward e da Isabella largarem um carro na beira da estrada pra se encontrarem com vocês?"

Continua...

Eu sei, eu sei, maldade a minha, mas vou passar pro POV Jacob agora, é isso mesmo, vou postar e voltar a escrever. Então... até o mais rápido possível

beijus amores da minha vida.

P.s.: Estamos nos aproximando do fim e na próxima lista de votação nós só contaremos votos logados, para evitar manipulações fraudulentas. As regras virão na lista. Para quem não sabe como logar, na página dos reviews eu deixei as instruções.