Demorou mas consegui postar antes de me deitar, minha net é muito vacilona estou desde as 23:00 tentando postar.
Obrigada por estarem na expectativa e vamos lá.
Último problema em Forks
Capitulo 33
Epílogo
POV Carlisle
Quando Edward cedeu à negociação, eu sabia que era pelo seu estado, tenho certeza que Jasper preferia ganhar uma surra a ficar olhando para a parede sem tempo determinado pra acabar com a tortura.
Eu fiquei tão arrependido de oferecer um trato, quando eu ouvi o motivo, que eu nem percebi que no final da broca eu já estava gritando.
"Eu não posso acreditar em vocês! Eu realmente não acredito! Vocês desobedeceram, deixaram um carro na estrada só pra constranger o seu irmão, fazê-lo desconfortável com um assunto que só diz respeito a mim, ao em vez de fazê-lo se sentir bem vindo nessa Familia! O QUE HÁ DE ERRADO COM VOCÊS!?"
Meu filho Jasper escolhe sempre a hora errada pra ser corajoso.
"Só estávamos fazendo ele se sentir um de nós."
Eu fiquei com tanta raiva do descaramento dele que quando vi o cinto já estava acertando sua perna.
SHLAP!* "Cala BOCA Jasper!"
Ele não gritou é claro, mas eu sabia que tinha doído, ah isso tinha, é justamente por isso que evito bater neles com raiva.
Antes que eu corresse o risco de fazer isso mandei logo todos para o castigo.
"Escolham o seu canto lá na copa, mas escolham com cuidado, porque terão sorte se virem outra parte dessa casa até mudarmos de volta pra cá!"
Eles não vão ao banheiro, não comem, não dormem e estavam limpos o suficiente pra ficar ali até a próxima viagem de caça se eu mandasse. E olha que a última viagem de caça deles foi um dia antes do aniversário da minha neta, pois haveriam muitos humanos lá. Eu nunca seria capaz de uma crueldade dessas, mas eu ameaçar deixá-los lá até a mudança deu um toque todo especial pra fazê-los pensar bem no que fizeram.
Jacob acatou a ordem, mas meu negócio com ele era bem diferente.
"E você tem muita sorte de ter que comer dormir e essas coisas ou estaria na mesma situação. Pra cima! Agora!"
Eu já tinha dito que levaria uma surra se ele se expusesse ao perigo voluntariamente, mas o sol nem se quer sobrepôs à minha ordem e ele o fez.
Esme fez um drama tão grande me implorando pra não bater nele que eu nem sabia mais o que fazer, eu sempre soube, mas dessa vez talvez eu devesse ouvi-la. Eu realmente devia isso a ela, ele também era seu filho agora, mas eu ainda não estava convencido. Ao lembrar me do estado dela, eu tive que repensar, era mesmo muita surra seguida pra uma mãe como ela suportar.
Eu tinha mandado o garoto para o escritório com um cinto na mão e ele passou tomando um passo de distância, Esme gostando ou não, eu tive que ensiná-lo que isso não é permitido, mais cedo ele passara firme do lado do Jazz e nada acontecera, eu mostrei a ele o que acontece se fizer diferente.
SHLAP!*
Ele fez uma cara de dor que me doeu e subiu esfregando o traseiro.
Eu realmente devia acabar logo com isso, tinha sido tão clara a nossa conversa no escritório, eu garanti que daria o que ele precisasse, tanto amor, quanto disciplina.
Aos poucos as palavras dele na mesa de reunião foram me voltando uma a uma, eu não podia admitir que depois da conversa que tivemos ele fosse capaz de uma atitude daquelas.
Ora onde já se viu?! Eu acabo de dizer pra não se colocar em perigo, o moleque fica espreitando três vampiros perigosos que o tem como alvo, uma simples ligação nos levaria até lá, meu DEUS! Ele tem um pai experiente nesse assunto, mais três irmos homens, um que lê mentes, um estrategista capaz de manipular sentimentos e outro tão forte que daria conta dos três sozinho, e me faz uma besteira dessas? Eu fora totalmente ignorado, eu precisava mostrar pra ele que tudo que eu falara, não fora apenas um teatro pra fazê-lo sentir-se bem vindo.
Eu estava pronto pra isso, se ele não estava pronto que respeitasse minha palavra.
Nesse pensamento eu o vi entrando no escritório e tive certeza do que eu deveria fazer.
Eu já estava prestes a entrar, quando a porta do quarto de Emmett abriu e Esme saiu me olhando com aquele olhar, seu olhar estava tão sofrido, suas lágrimas já estavam rolando, depois do que acontecera com Emmett, eu seria um monstro se a fizesse passar por mais um segundo de dor que fosse.
Ela apenas ergueu as sobrancelhas para que ninguém ouvisse e eu suspirei em derrota concordando com seu pedido silencioso. Eu esperava não pagar caro por aquilo.
Eu pus o cinto nas calças e mandei que ele se sentasse na cadeira que puxei pra ele.
Ele gemeu com o acento, pois tinha acabado de ganhar uma cintada bem dada.
"Olha Jacob, não sei se estou certo, mas eu ditei as regras pra você. Quais foram as instruções que te dei antes de você buscar o leite?"
Tentei fazer da conversa a mais assustadora possível, pra que realmente servisse de lição, ele não podia sair dali pensando que só porque não levou uma surra, poderia repetir o erro. Tremi só de pensar na possibilidade, mas relaxei ao lembrar que estávamos indo pra longe de Forks por um longo tempo.
Ele começou a ditar uma por uma das regras que eu ditara antes, percebi ele engasgando e tremendo quando passou pela regra que ele violara.
Eu não queria meter Esme nisso, fazê-lo pensar o oposto do que eu disse mais cedo, eu não queria que ele pensasse que recorrer a ela quando estivesse em apuros era uma boa ideia. Mas que outro motivo eu poderia dar a ele? Eu não queria passar a impressão de que a vida dele não importasse tanto quanto a dos outros, eu mataria qualquer um deles de tanto bater se me fizessem uma dessas, até as meninas.
"Esme me pediu, me pediu não, implorou pra que eu não batesse em você e eu não vou. Mas cuide pra que não haja uma próxima vez, porque se houver, você vai apanhar tanto, mas tanto que vai molhar as calças, entendeu garoto?"
Eu tive que usar o nome dela mas fiz uma ameaça tão assustadora que nem deu tempo de ele respirar de alívio. Pois eu o ameacei olhando dentro dos seus olhos tão de perto que o acuei, tudo isso na tentativa de fazer com que aquela vinda ao escritório não fosse em vão.
"Entendeu?!"
Ele balançou a cabeça se encolhendo com a pergunta, mas eu queria sujeitá-lo a uma resposta verbal.
"RESPONDA!"
Dessa vez eu gritei pra enfatizar a necessidade da resposta e ela não demorou, veio exatamente como tinha que vir, cheia de respeito.
"Sim senhor!"
"Agora vá pra a parede da dopa enquanto seu jantar fica pronto."
Eu o mandei se unir aos irmãos, mesmo sabendo que ele não teria a resistência deles pra ficar tanto tempo de pé, eu queria que ele soubesse que também era um deles, e ele cometeu o mesmo erro de não vir pra casa, poderia ter ignorado os irmãos e obedecido se quisesse, ao invés de revidar as provocações.
Ele me deu um olhar por cima do ombro, e só uma coisa eu podia dizer, algo estava terrivelmente errado, era primeira vez que eu deixara uma desobediência daquela magnitude escapar do cinto.
Eu tremia só de pensar no que mais ele poderia aprontar achando que escaparia com uma bronca e um castigo, ou pior, se pensasse que o perigo que ele correra não era grande coisa pra mim.
Passei na sala de emergência pra me certificar que tudo estava bem com Benjamim, Esme estava velando seu sono e me recebeu com um caloroso abraço e milhões de agradecimentos, ela conseguira pela primeira vez a façanha de livrar cinco traseiros de uma vez.
Eu tentei sorrir com seu entusiasmo, mas a preocupação dos meus olhos não permitiram que eles acompanhassem a boca no sorriso.
"O que foi amor?"
Ela perguntou com toda doçura que sua voz era capaz de reunir.
"Não sei, só tenho a ligeira sensação de que não fiz a coisa certa."
Eu disse tão triste que minha voz a preocupou ainda mais, ela sempre como meu anjo salvador, tentou fazer com que eu me sentisse melhor.
"É claro que fez, eles com certeza perceberam a gravidade da situação, só o susto do que aconteceu com Emmett já mostrou o quanto foi errado desobedecer. Imagina quando souberem que ele bebeu sangue humano?"
Ela falava dos cinco mais eu sinceramente, no momento eu só pensava em um.
"Estou falando do Jacob querida. Queria ser o Edward e o Jasper ao mesmo tempo só pra saber o que ele está pensando nesse momento. Isto não está certo, ele devia ser tratado como os outros."
Eu parecia estar adivinhando, pois o que ouvi em seguida não me agradou nenhum pouco.
"Não disse a vocês, sou maduro demais pra isso, ele sabe que sei me cuidar."
Não chegou nem perto do que eu dissera a ele, levantei as sobrancelhas para Esme mostrando a ela o tamanho do mal feito.
"Oh relaxe! Ele só está revidando as provocações que recebeu antes, sabe que as crianças são assim, se continuar com isso você vai lá e dá uma bronca."
Alguma coisa realmente estava errada, eu não ouvira os meninos revidarem se era só uma provocação por que eles não revidaram? Jasper e Edward com certeza sabiam de algo que eu não sabia, mas eu não iria discutir com ela novamente, preferi ficar com minha cisma pra mim e deixá-la desfrutar de seu triunfo.
"Como ele está?"
Aproximei-me do meu netinho ela respondeu que ele estava bem acariciando as minhas costas, mas era uma pergunta que eu mesmo deveria verificar, examinei meu pequeno garotinho e percebi que ele estava melhor do que esperava dado as suas condições de nascimento.
"Tão pequeno e já no meio de tanta coisa, o que diremos a ele quando começar a entender que poderia ter uma vida normal se tivéssemos dado ele pra adoção?"
Eu perguntei preocupado com o futuro, mas Esme sabia me acalmar como ninguém, sua resposta foi no mínimo um alívio pra mim.
"Que o amamos tanto que fomos incapazes de dá-lo pra quem quer que fosse., além do mais ele vai poder ter uma vida normal, ele vai poder fazer o que ninguém aqui pode, casar e construir outra família envelhecer e morrer deixando descendentes que podemos interagir por toda a eternidade, teremos o prazer de conhecer todas as gerações de Cullen que começa bem aqui."
Ela apontou para o meu coração e me encheu de algo que eu nunca tinha imaginado antes, esperança de uma descendência.
Eu só tinha pensado na dor de enterrar Benjamim Carlisle um dia, mas não tinha pensado na alegria de ter um bisneto, um tataraneto e assim por diante, com o cuidado necessário e a habilidade de Bem pra crescer entre nós isso podia ser passado adiante.
Eu nunca pensara isso tudo com a Nessie, eu nem sabia se ela poderia engravidar do Jacob até poucas horas.
Ele lutava contra todo tipo de exame, era mesmo um encrenqueiro como o pai.
O pensamento me apertou o peito, meu filho pareceu tão frágil quando pensou não poder lidar com o filho, nunca pensei em ver Emmett, o nosso ursão passando por isso. Por ironia do destino no mesmo dia em que eu.
"Onde Está Rosalie?"
"Resolvi trocar de posto com ela um pouco espero que não se importe."
Ela disse lembrando-se dos castigos que pra falar a verdade já foram tão cabulados que eu nem sabia mais quem estava de castigo onde, Nessie sumiu, Ben apareceu, tanta coisa aconteceu que eu só sabia que tínhamos cinco filhos virados pra parede, um de repouso, uma neta de castigo no quarto e Rose tomando conta do próprio filho.
"Eu deixei que ela ficasse com o ursinho um pouco, ela é sempre o remédio que limpa a mente dele de qualquer problema, acredito que a presença dela e as boas notícia sobre Bem, possa ser mais útil que um livro agora, eles estão conversando sobre escolas sobre brinquedos e falando sobre plano para o filho, ele já pareceu outro quando ela apareceu na porta, seu rosto se iluminou."
Eu beijei a boca dela, mas antes que se tronasse um beijo de verdade o aroma do jantar de Jacob denunciou que estava pronto, eu ri ainda nos lábios dela, parecia fazer um século que eu não fazia amor com a minha mulher.
"Desça, pode deixar que eu mesmo vou dizer pra que Rose venha pra cá ficar com o neném dependendo do estado de Emmett quem sabe até ele possa vir junto."
Ela desceu e eu fui direto para ver como meu filho estava. Quando entrei no quarto eu não devia ter me surpreendido com que vi. Os dois agarrados na cama de forma totalmente incoveniente.
"UHrUm!"
Raspei a garganta pra chamar a atenção deles.
"Então é assim que você conversam sobre o Ben?"
Minha voz era desaprovadora, mas eu não tinha achado a ideia de todo ruim, até permiti que "dormissem" juntos naquela noite, tudo só pra ver o Emmett gastar toda energia que aquele sangue tinha lhe proporcionado, cheguei até pensar em liberar o castigo dos irmãos pra jogarmos uma partida. Tudo pra ter os olhos dourados do meu filho de volta.
Quando desci Esme estava preparando com dedicação o prato de Jacob.
"Jacob, meu filho, venha, seu jantar está na mesa!"
Ele ainda parecia estranho pra mim, cheguei a pensar que fosse paranoia minha, é lógico que ele estaria triste ou emburrado, ele estava no mais severo dos castigos.
Esme sentou à frente dele para desfrutar o momento, ela não tinha muito disso.
Nenhum dos seus filhos comia, e sua neta nunca apreciara esse momento, sempre, desde as primeira papinhas que Nessie comeu, foi de mal grado, cozinhar para Renesme era como castiga-la e não como agradá-la, se quiser agradar Renesme chame-a para caçar.
Sentei-me ao seu lado passando a mão por cima de seu ombro num abraço, e o que eu vi não podia ser coisa da minha cabeça, ele realmente estava diferente, nunca, depois de conhecer Jacob, eu vira esse garoto sem fome, ele fazia círculos com o garfo na comida.
Os olhinhos de Esme brilhavam ansiosos até que ele deu a primeira garfada, eu beijei a testa dela num sinal de comemoração, mas a segunda garfada não aconteceu, levando-a a perguntar.
"Não está com um gosto bom? Lamento filho, eu não sinto o gosto para poder provar, mas posso preparar outra coisa."
"Não é isso Esme..."
A resposta dele veio como uma faca no seu coraçãozinho frágil, mas eu nem sei se ele percebera que a chamara de Esme.
"... eu só estou sem fome, acho que é por causa do lanche."
Eu pensei na severidade do castigo pra ele, os outros eram vampiros e na verdade não se cansavam fisicamente, era só o tédio horrível de ficar parado olhando sempre para a mesma parede, mas pra ele eu acho que já tinha sido punição suficiente ficar ali até o jantar então tentei sem sucesso amenizar a situação.
"Se está sem fome pode subir para o seu quarto e cumprir seu castigo lá em cima na sua cama, mas, não tem autorização pra sair de lá até segunda ordem."
Ele soltou o garfo, empurrando a cadeira irritado e saiu sem pedir licença.
Já faziam cem anos que eu não sentia aquela sensação horrível de não saber o que fazer, era como quando Edward chegou na minha vida, um pai de primeira viagem.
Eu olhei para Esme tão confuso quanto ela olhou pra mim, mas os olhares que chamaram minha atenção foram os dos meninos. Eu já sabia onde conseguir ajuda, eu sempre fora humilde pra pedir, não seria agora que bancaria o orgulhoso.
"Jasper, Edward, venham aqui por favor."
"Desculpa papai."
Edward pediu e em seguida Jasper, eles pensaram que ganhariam uma bronca por olhar, mas eu nem quis começar o discurso de ouvir pensamentos e manipular as emoções dos outros, eles estavam virados para uma parede, com certeza era só isso que eles tinham pra fazer, eu sou rígido, mas não sou cruel.
"Eu quero que me respondam sem reservas, o que está havendo com seu irmão?"
Eles se entreolharam e deram de ombros, então Jasper começou.
"Ele está se sentindo rejeitado, tipo desvalorizado, desencaixado..."
"Sim."
Eu o cortei antes que ele dissesse mais algum sentimento e eu não seria capaz de engolir, Edward começou a explicar os sentimentos que Jasper expusera.
"Pai, todo mundo falou pra ele que ele iria apanhar quando chegasse em casa..."
"Zombou você quer dizer."
Eu não perdi a oportunidade de levá-los a pensar nas consequências.
"Que seja!"
O petulante do meu caçula respondeu na ponta da língua
"Com licença?"
Eu repreendi.
"Desculpe-me ,eu não quis dizer assim, como má resposta, eu que dizer que de uma forma ou de outra a reação foi a mesma."
"Pois eu sugiro que você vigie a sua boca pra falar comigo."
"Sim senhor."
Fiz um sinal com a mão pra ele ir em frente.
"O senhor também explicou o motivo da surra antes, e todos nós sabemos que o senhor faz isso porque nos ama, e que a nossa vida é tão importante para o senhor, que não aceita que corramos riscos propositais."
Jasper assumiu a palavra e disse algo que no fundo eu já sabia, se não soubesse, eu não bateria nos meus filhos.
"Ele estava com medo e constrangido, mas também se sentia amado antes."
"Como assim antes, Jasper, eu ainda o amo, só não bati nele porque sua mãe me fez prometer."
Edward esclareceu o ponto que me fez ficar de pé.
"Agora ele acha que a vida dele não tem tanta importância para o senhor quanto a nossa, por que ele poderia ser morto mas só ganhou uma bronca por isso, também acha que o senhor quer que ele se cuide sozinho como sempre fez, e que suas ordens pra ele não tem a ver com cuidado e sim com disciplina de liderança."
Eu olhei para Esme querendo engoli-la viva, se tivéssemos o hábito de discutir na frente de nossos filhos, o pau já estaria quebrando agora mesmo.
"Obrigado meninos."
Eu disse pra eles apontando para copa e olhando para ela.
Eles saíram sabendo que queríamos privacidade, o que era quase impossível naquela casa, mas pelo menos tínhamos respeito, que era ainda mais importante.
Eu a Levei para fora da casa pra poder explodir de uma vez.
"Eu não disse! É por isso que eu mantenho as regras, é por isso que minha palavra dentro dessa casa é lei, não é autoritarismo não Esme, é pra evitar esse tipo de coisa! É por isso que eu odeio exceções!"
Ela ouvia tudo calada, não falava nada de volta, mas não tinha nada que ela pudesse dizer numa situação daquelas.
"Numa casa repleta de adolescentes exceções são um perigo, cada um deve responder por suas ações boas e más, é simples Esme! Não precisa complicar! Agora olha aí o tamanho da complicação! Como é que eu posso voltar atrás num caso resolvido? Vou ter que esperar até a próxima vez que ele aprontar algo assim pra ensinar a ele o quanto vale a sua vida? Diga-me, Esme! ãh Esme? Diga-me!"
Ela finalmente abriu a boca.
"Dizer o que Carlisle? O que quer que eu diga? Que eu errei? Eu errei! Satisfeito?"
"Não Esme eu não estou satisfeito, eu só vou estar satisfeito quando toda essa loucura terminar e eu puder ter os meus filhos e o meus netos à minha volta prontos pra recomeçar!"
Ela não se importou com minha grosseira e me abraçou pedindo calma, caminhamos lentamente de volta pra casa.
"Eu não sei como, mas precisamos resolver isso."
Eu passei a mão no cabelo e empurrei a porta.
"O que eu faço agora? Chego no quarto dele e digo... oi filho vim aqui te dar a surra que você merece por que sua mãe liberou!? Ou... oi filho, não vou esperar você colocar sua vida em risco novamente, eu resolvi te bater agora?"
Eu disse com sarcasmo pingando da minha boca.
Subi as escadas em silencio com minha esposa, pensando no que dizer para o meu novo filho. O problema era que eu já tinha dito tudo, o que faltava era a única coisa que eu não podia dar agora, não assim desse geito.
Eu passei pela copa e Edward me olhou por cima do ombro, com aquela carinha de quem tinha algo importante pra dizer.
"Pai?"
E ao colocar o pé no primeiro degrau ele me chamou, o que não me surpreendeu nem um pouco.
"E se eu disser ao senhor que pode ser que a próxima vez já tenha acontecido o senhor me pouparia de uma surra por acobertar algo tão sério?"
Eu respondi com outra pergunta.
"E o senhor não acha que já se beneficiou de negociações o suficiente por uma noite?"
Alice me olhou desconfiada e ganhou também uma pergunta.
"E a senhorita acha que eu não sei que já falou pra ele o resultado dessa decisão?"
Senti uma onda de calma e expulsei.
"Jasper pare com isso!"
A única ilesa foi Isabella, o que me fez lembrar da conversa séria com o Charlie que ela escondera, mas eu ainda tinha que saber a razão pra poder ficar bravo com ela, talvez ela tivesse um bom motivo, tomara mesmo que tivesse, porque eu não aguento mais, meus filhos estão tentando me vencer pelo cansaço.
"Venha comigo até o meu escritório."
Ele veio sem medo, Alice já tinha dito a ele que não iria apanhar, eu sabia que ele estava fazendo a coisa certa dessa vez, e me orgulhava de ele não ser um delator, as circunstancias o obrigavam a ajudar o irmão, e devem ser as mesmas que o fizeram guardar o segredo que eu estava prestes a descobrir.
"Solte a língua Edward, sem rodeios por favor, você já sabe que não vou te bater."
Ele respondeu esfregando as mãos em pé mesmo, eu também não estava a fim de sentar.
"Ele quis se entregar para Alfred quando soube que ele estava vindo, mas eu o segurei quando ouvi seu pensamento, ele queria oferecer a vida dele no lugar da vida da Renesmee, se ele morresse o bebê deles nunca existiria, e eles não precisariam matá-la."
Eu não tinha uma palavra a dizer, meu veneno subiu, tudo que eu consegui dizer foi...
"JACOB BLACK CULLEN!"
Continua...
Prontos para o final? Isso mesmo estamos chegando ao final. Não sei se sai amanhã se sai em duas partes mas sai ainda nessa semana, no mais tardar na outra.
