Capítulo 1 – A tragédia

- Venha correndo sua idiota, você acha que pode me alcançar? Há há, você é uma piada. Dizia Volf pulando de galho em galho dentro da floresta de Just Much.

- Seu vampiro idiota, você acha que vai correr? Peguei todo seu clã Volf, você será a minha taça da vitória. Dizia René perseguindo o vampiro por terra.

- Então venha, estou esperando. Dizia Volf agora em terra.

Sem que minha mãe desconfiasse, sempre a segui em todas as caçadas, via ela caçar vampiros, lobisomens, transfigurantes, metamorfos, zumbis, entre tantas outras coisas do outro mundo, e sempre havia sonhado em ser como ela, mas quando eu perguntava se poderia ser, ela me dizia que não, que isso custava mais do que apenas a sua vida, custava a vida de criaturas que eram boas, que viviam ao nosso redor nos protegendo também. Nunca entende e nem via os seres que ela tanto falava.

Numa destas noites eu a segui até a floresta Just Much para ver a nova caçada, eu tinha 17 anos recém completos.

- Esperando? Contente-se em se considerar morto de vez seu imbecil. Dizia René entre dentes e partindo para cima de Volf.

- Você acha que tem mais força do que eu sua humana fraca. Dizia Volf com ar de riso e René presa em seus braços. – Não é uma estaca no peito que me matará sua fraca, mas confesso que seu cheiro é perfeitamente bom, porém, tem outro cheiro aqui, mais doce, mais frágil e jovem. Dizia Volf puxando o ar com firmeza.

- Cheiro de que? Perguntava René tentando se soltar.

Volf soltou René e veio em minha direção, tentei correr, mas ele foi muito mais rápido do que as minhas pernas conseguiam ser.

- Não, Volf, largue-a. Pedia René em prantos.

- Nossa, a mamãezinha está agoniada? Como seria ser, ter uma filha igual aos seres que tanto caçou e matou? Perguntava Volf cheirando meu pescoço.

- Não faça isso, ela não tem nada haver com isso. Repetia René chorando.

- Você não merece que eu a solte, você sempre tentou acabar com minha eternidade e agora pede pela vida de sua filha? Grande coisa não? Dizia Volf cheirando meus cabelos.

René não esperou mais, aproveitou o momento de êxtase do vampiro e atirou em sua cabeça, o tiro fez com que ele me soltasse, mas de raiva ele pulou em cima dela mordendo-a sem pensar duas vezes. Fiquei preocupada sem saber o que fazer, mas René apontava para um livro de capa grossa e verde que estava perto de sua bolsa, agarrei o livro e sai correndo pela floresta.

Quando senti que estaria salva até o dia amanhecer, parei para olhar o livro. Preso a capa do livro tinha um bilhete que dizia " Não leia este livro, se você ler não terá mais como se esconder", fiquei tentada pela curiosidade e tentei abri-lo, mas precisava de uma chave e eu não sabia onde encontra-la, então desisti e adormeci ali mesmo.