Capítulo 2 – O mistério
Quando abri os olhos, estava numa casinha modesta, como aquelas casinhas antigas de caçadores que ficaram situadas dentro das florestas de Just Much. Sentei na beira da cama, olhei atentamente ao redor, mas não havia ninguém, eu estava completamente sozinha com uma mesa farta de comida bem a minha frente, não consegui me segurar e corri para a mesa, até que ouvi um barulho vindo da porta da frente e fiquei imóvel, até que a porta se abriu e um jovem rapaz entrou.
- Oi menina, pensei que jamais fosse acordar. – Dizia o rapaz bonito e alto que entrou pela porta.
- Quem é você? Como me encontrou? – Perguntei atordoada de medo.
- Meu nome você não vai querer saber, sou apenas um caçador. E eu a encontrei não muito longe daqui, agarrada com este livro. – Dizia o rapaz segurando o livro em mãos.
- Me devolva por favor, foi presente da minha mãe. – Eu pedi, e o rapaz devolveu o livro a mim.
- René é sua mãe menina? – Perguntava o rapaz.
- Sim, como você conhece ela? – Perguntei sem entender nada.
- Trabalhei com ela a um tempo atrás, até que brigamos e nos separamos por motivos que não vêm ao caso, mas você parece um pouco com ela, até as perguntas. – Dizia o rapaz com um ar de riso.
- Eu preciso ir, tenho que ir para casa. – Eu disse ao rapaz.
- Não sozinha, esta floresta possui muitos mistérios, e sozinha você jamais sairá daqui. – Disse o rapaz pegando seu arco e flecha.
- Por que você diz isso? – Perguntei curiosa.
- Porque o caminho sempre muda, as árvores são traiçoeiras. – Respondia o rapaz.
- Mais sempre segui minha mãe, e nunca percebi isso. – Eu disse aflita.
- René conhece esta floresta como ninguém. – Dizia o rapaz.
Então, parei de fazer perguntas e apenas o segui pela flores Just Much. Realmente com o tempo, e andando por dentro da floresta, percebi que ele estava certo, o caminho me parecia familiar, mas as árvores tinham mudado de lugar, eu não conseguia entender como nunca havia percebido isso antes. De repente, o rapaz saiu correndo até que parou um pouco distante de mim e me chamou com um grito extremo.
- O que houve moço? – Perguntei correndo o mais rápido que pude.
- Bella, Bella, venha cá, deixe-me vê-la mais uma vez. – Dizia a voz de René cançada e deitada nos braços do rapaz.
- Mãe, você está bem? Vamos leva-la ao hospital. – Eu dizia agoniada com a quantidade de sangue em seu corpo.
- Não da tempo minha filha, me esculte atentamente. – Dizia René segurando minha mão – Vá para Forks morar com seu pai, ele não sabe sobre o livro, ou sobre nada que você viu, também não conte nada a ele está me entendendo? – Perguntava René.
- Sim, sim mãe. – Eu dizia apertando a mão de René e com lágrimas nos olhos.
- Chegando lá, esconda este livro, ele em mãos erradas é perigoso demais, caso um dia precise dele, o que eu espero que não aconteça nunca, você deve procurar os... – Então René parou de falar e morreu nos braços do rapaz.
- Vamos Bella, tenho que tira-la daqui agora, o que atacou René espera por você. – Dizia o rapaz.
- Não, eu não posso deixa-la aqui. – Eu dizia chorando.
- Você tem de deixa-la, ela se sacrificou por você, pela sua vida, faça o que ela pediu. Vamos Bella, vamos.– Dizia o rapaz correndo me puxando pelo braço.
Saí correndo com o rapaz se olhar para trás. Quando corremos quase uns 30 minutos, o rapaz parou me empurrando para trás de si e começou a atirar flechas para cima, mas eu não conseguia ver o que ele estava fazendo.
- Está maluco? Temos que sair daqui e você resolve gastar flechas. – Eu perguntava sem entender nada.
- Bella, me escute, ele está aqui, corra sem parar, quando chegar na estrada ele não a seguirá mais, só que para sair da floresta siga os sapos, eles estão sempre onde o caminho é mais úmido, esse é o verdadeiro modo de sair desta floresta. – Dizia o rapaz me empurrando para correr.
- Mas e você? – Eu perguntava agoniada.
- Não se importe comigo, ficarei bem, agora vá – Dizia o rapaz atirando flechas para o alto.
Comecei a correr sem olhar para trás e seguindo os sapos como ele havia falado. Eu não entendia muito o que os sapos tinha haver com o caminho, mas eu não ia parar para entender. Depois de umas duas horas cheguei até a estrada que levava para a cidade de Just Much, corri mais um pouco até chegar em casa e peguei o telefone ligando imediatamente para o meu pai, Charlie.
- Alô – Dizia Charlie ao telefone.
- Pai, é a Bells. – Eu dizia pelo telefone;
- Bells, quanto tempo, como você está? – Ele dizia timidamente como sempre.
- Estou bem, pai, estou pensando em ir passar uns dias com você ai em Forks e quero viajar amanhã pela manhã, posso? – Perguntei esperando um sim imediato.
- Claro filha, sua mãe já havia falado comigo sobre isso antes, só estava esperando sua ligação mesmo. – Respondeu Charlie, então eu entendi que René já previa isto a muito tempo.
- Certo então, eu chego em Seatle e espero por você certo pai? – Perguntei no telefone a Charlie.
- Certo Bells, durma bem. – Respondeu Charlei desligando o telefone.
Corri para o quarto para arrumar as minhas coisas, peguei o livro, olhei para ele por volta de uns 30 minutos, então desisti de tentar entender e o coloquei na mala junto com as roupas e depois de tudo pronto tomei um banho e fui tentar dormir, até porque no outro dia eu teria uma longa viagem até Forks.
