Capítulo 5 – As surpresas
Quando minhas aulas acabaram, peguei um ônibus que dava numa parada a 40 minutos da casa de Charlie, depois fui andando até em casa. Quando cheguei em casa fiz o almoço para Charlie composto de bife e arroz com fritas, depois fui tomar meu banho para estar pronta para almoçar com ele. Depois que estava escolhendo minha roupa percebi que havia deixado um short dentro da mala e fui abri-la para pode pegá-lo para usar no almoço, quando abri a bolsa a parte de cima dela desceu, como se alguém tivesse cortado e de dentro dessa parte caiu uma carta.
" Bella minha querida, se você estiver lendo isto é porque não estou mais com você. Como você sabe sou uma caçadora, caço seres que os humanos normais acham que não existem, mas que na verdade sempre existiram e de tempos em tempos se encontram mais fortes. Minha querida, acredito também que fui capaz de lhe entregar o livro do seu avô Arthur, cuide bem deste livro e o esconda acima de tudo, como deve ter percebido o livro só é aberto com um chave, e eu não tenho posse desta chave, seu avô me pegou lendo este livro quando pequena e então separou a chave dele, o livro ficou sob meus cuidados e a chave foi dada ao meu irmão que logo que fez 17 anos foi embora de casa, e até hoje nunca o encontrei. Espero que você nunca leia este livro, vença a sua curiosidade minha filha querida, porque se você o ler vai saber de coisas e ver um mundo ao seu redor que muitos querem em mãos, por favor mantenha o livro a salvo. Saiba que eu sempre a amei muito, e seja lá onde eu esteja, estarei olhando por você meu amor, sua mãe lhe ama.
Assinado René"
Meus olhos ficaram cheios de lágrimas quando li a última parte da carta da minha mãe, e eu sabia que ela estaria me olhando e confiando em mim a guarda deste livro do meu avô Arthur, mas a curiosidade me bateu de saber quem era esse meu tio que eu jamais havia visto na vida, e porque René só me fez saber dele agora por carta, mas nada disso eu poderia perguntar a ela agora, mas sei que tinha alguém que poderia me explicar, mas eu não tinha como encontra-lo, então resolvi perguntar se Charlie o conhecia assim que ele chegasse em casa.
- Bells querida, você está ai em cima? – Perguntava Charlie da sala lá em baixo.
- Oi pai, estou aqui em cima no quarto. – Respondi, enxuguei as lágrimas e escondi a carta junto ao livro debaixo da madeira solta.
- Desça para a gente almoçar. – Chamou Charlie.
- Já desço pai! – Desci as escadas correndo que me faltou até o ar. – Pai, você sabe de algum rapaz alto de uns 20 anos eu acho, que trabalhou com a minha mãe a um tempo atrás? – Perguntei como quem não quer nada a Charlie.
- Olha Bells, sua mãe não gostava de falar do trabalho. – Ele respondeu o que eu mais temia – Mas, deixa eu te mostrar uma coisa. – Respondeu ele pegando uma foto na escrivaninha. – Esse rapaz aqui era amigo da sua mãe, o melhor arqueiro de Forks, ele estava na maternidade quando você nasceu minha querida, o nome dele eu não sei, mas sua mãe o chamava de Angel. – Respondeu Charlie.
- Por que Angel pai? – Perguntei olhando a foto e me recordando do rapaz da floresta Just Much.
- Segundo René ele seria seu anjo da guarda, não sei o porque, mas era isso que ela dizia – Respondeu Charlie – Pode ficar com a foto se quiser Bells. – Disse Charlie me dando a foto.
- Obrigada pai. – Respondi pegando a foto.
Depois do almoço lavei os pratos e guardei, então peguei a foto que havia deixado em cima da mesa, peguei meu casaco, troquei o short por uma calça e disse a Charlie que ia na biblioteca de Forks, mesmo sabendo que não ia encontrar muita coisa, mas mesmo assim não costumava tentar. Charlie pegou as chaves da viatura e me levou até a biblioteca.
- Bells, quando terminar me liguei que venho lhe pegar que quero lhe mostrar uma coisa. – Disse Charlie dando tchau para mim.
- Certo pai. – Respondi acenando para ele.
Entrei na biblioteca e procurei a bibliotecária para pedir informação.
- Desculpe, mas, onde acho arquivos de jornais antigos de campeonatos de arco e flecha de Seatle ou coisas assim? – Perguntei a bibliotecária.
- Siga até o fim do corredor, tem um computador com a placa de jornais, lá você pode encontrar esses arquivos. – Respondeu a bibliotecária sem olhar para mim.
- Obrigada. – Agradeci e segui até o fim do corredor.
Chegando ao computador, procurei os arquivos de antes da René sair de Forks comigo pequena, mas daquela época só achei dois ou três jornais, mais em um deles tinha como manchete de capa " Angel conquista mais um prêmio para Forks", comecei a ler a matéria e dizia:
" O melhor arqueiro de Forks, Angel como gosta de ser chamado, ganhou o campeonato de Seatle de arco e flecha nas provas finais quando acertou 3 flechas de uma vez em cima do centro do seu alvo. Perguntamos ao arqueiro o que faz que ele seja tão bom, e ele nos respondeu " A força dos amigos, beijos para você René e para o Charlie." É caros amigos, nosso arqueiro é um grande amigo do casal mais felizardo de Forks premiado com uma linda bebê recém-nascida"
Fiquei abismada como nem nos jornais aparecia o nome dele, apenas o apelido que René havia colocado nele, mas fiquei surpresa com uma coisa, ele tinha a mesma cara de quem tinha apenas 20 anos desde quando René foi embora de Forks. Continuei procurando coisas sobre a vida do tal Angel nos jornais mais não achei mais nada, então fui perguntar a bibliotecária, mais achava improvável que ela soubesse de algo, já que tinha cara de ter uns 17 anos como eu.
- É, desculpa mais uma vez, mas gostaria de saber se, você sabe alguma coisa sobre um arqueiro chamado Angel? – Perguntei a bibliotecária quase sem esperança.
- Claro, minha mãe fala muito dele. O que você quer saber? – Perguntou a bibliotecária.
- Bom, só consegui achar nos jornais que ele venceu um campeonato em Seatle, mas quando foi que ele saiu de Forks? – Perguntei a bibliotecária.
- Olha, pelo que minha mãe me disse, ele saiu daqui uns 3 anos depois desse campeonato, depois que ele concorreu em um de Port Angeles. – Respondeu a bibliotecária.
- Mais assim sem motivo? – Perguntei a bibliotecária.
- Não não, minha mãe conta que ele ia soltar uma flecha, mas algo aconteceu com ele e a flecha quando foi solta cortou seu braço. – Respondeu a bibliotecária – Depois disso ele disse que não ia mais competir e que iria embora sabe-se lá pra onde. - Respondeu a bibliotecária.
- Obrigada por me ajudar. – Agradeci.
- De nada, volte sempre. – Respondeu a bibliotecária
Dei um sorriso meio chocho e peguei meu celular para ligar para Charlie como ele havia pedido ao sair, mas nem foi preciso porque ele parou a viatura e abriu a porta esperando que eu entrasse para poder dar a partida.
- Para onde vai me levar? – Perguntei num tom de brincadeira – Vai me levar presa seu policial – Falei brincando e sorrindo.
- Você cometeu algum crime minha querida? – Perguntou Charlie sorrindo.
- Não que eu saiba. – Respondi sorrindo para o Charlie.
- Então confie em mim que você vai adorar o lugar. – Respondeu Charlie sorrindo e dando a partida no carro.
Depois de uma hora de estrada, Charlie entrou em uma trilha que levou a uma aldeia, as casinhas todas de uma forma, pintadas de cores diferentes e pequenininhas, era tudo muito bonito. Charlie estacionou a viatura e chamou por alguém chamado Billy. Desci da viatura e fui para o lado de Charlie, até que o tal Billy saiu em cima de uma cadeira de rodas, mas ele parecia em bom estado.
- Oi Charlie, Oi Bella, quanto tempo não? – Perguntou Billy sorrindo.
- É verdade, faz muito tempo que não vinha a Forks. – Respondi sem me lembrar daquele homem.
- Bom Charlie o seu "pacote" está lá atrás de casa, vamos? – Perguntou Billy.
- Vamos sim Billy, vem Bells. – Respondeu Charlie.
Chegando na garagem da casa de Billy pude ver uma picape vermelha, meio antiga, a cor estava desbotando, mas ela ainda era bonita e chamativa como deveria ser quando era novinha em folha.
- Bells, seu presente, seja bem-vinda a Forks querida. – Disse Charlie apontando para a picape.
- É minha? – Perguntei surpresa.
- É sim querida, pode ligar e sair com ela da garagem, você vai dirigindo ela para casa para já ir conhecendo o caminho. – Respondeu Charlie.
- Obrigada pai. – Respondi sorridente correndo para dentro da picape.
- Eu disse que ela ia gostar Charlie. – Falou Billy sorrindo.
- É, você acertou caro amigo, agora vou indo, tenho que ir, já está tarde e a Bella pode ter alguma atividade ou coisa do tipo. – Respondeu Charlie dando um tapinha nas costas de Billy.
- Certo amigo, olha, depois mando o meu filho lá dar uma revisada no motor para tirar qualquer dúvida certo? – Perguntou Billy.
- Certo, pode mandar. – Disse Charlie acenando para Billy e dando a partida na viatura. – Está pronta Bells? – Perguntou Charlie buzinando.
- Estou sim pai, pode guiar. Tchau senhor Billy – Respondi e acenei para Billy que foi ficando para trás quando comecei a andar com a picape.
Depois de uma hora e meia dirigindo minha picape, cheguei em casa. Charlie desligou a sua viatura ao mesmo tempo que eu desligava a picape, e então entramos em casa. Fui fazer o jantar para nós dois antes de fazer minhas lições de casa e tomar banho. Depois do jantar feito eu fui tomar banho e fazer minhas lições antes de lavar os pratos, então aproveitei para entrar na internet e procurar mais sobre aquele arqueiro misterioso, mas quando liguei o computador comecei a cair de sono, então desliguei o computador e cai na cama quase como uma pedra.
