Capítulo 12 – Primeiras experiências

No caminho de casa, Edward corria como um maluco no volante do seu volvo prateado, e eu estava quase agarrada a porta morrendo de medo.

- O que você tem? – Perguntou Edward.

- Diminua por favor. – Pedi quase gaguejando.

- Desculpe. – Respondeu ele reduzindo a velocidade.

- Obrigada. – Eu falei aliviada. – Por que Alice não veio conosco? – Perguntei curiosa.

- Eu acho que não devia dizer mas, Alice foi cassar com Emmett e Rosalie. – Respondeu Edward.

- Ah, tudo bem, eu agüento essa. – Respondi.

- O que quer dizer? – Perguntou ele com um rosto preocupado.

- Gostaria de vê-los cassando um dia. – Respondi sorridente.

- Ta maluca? Somos totalmente entregue aos nossos instintos, podemos acabar atacando você. – Respondeu ele zangado comigo.

- Desculpe, agora se acalme por favor. – Eu disse entre dentes.

- Mudemos de assunto Bella. – Disse ele fazendo uma curva totalmente fechada.

- Certo. – Eu respondi. – Posso ligar o som? – Pedi com o dedo no botão de ligar.

- Claro. – Respondeu ele.

- Debussy? – Perguntei reconhecendo a música.

- Sim, de alguma forma me conforta, ou algo parecido. – Respondeu ele parando o carro na frente da minha casa.

- Lembro da René quando ouço, mas não posso fazer nada não é mesmo, ela se foi. – Eu disse com lágrimas escorrendo pelo rosto.

- Ei, René não queria que você ficasse assim. – Disse Edward enxugando meu rosto.

Quando senti suas mãos frias enxugarem minhas lágrimas eu o olhei bem dentro de seus olhos e o imaginei sem aquelas lentes verdes que ele usava, e até ousei pedir para que retirasse.

- Você quer ver como realmente sou? – Perguntou ele.

- Sim, gostaria de ver a cor dos seus olhos. – Eu respondi.

Ele retirou as lentes e me olhou fixadamente, seus olhos eram num tom amarelo dourado, claro até demais para passar desapercebido, mas eram lindos para serem olhos de vampiros.

- Surpresa? – Perguntou ele.

- Sim, porque são desta cor? – Perguntei curiosa

- Porque me alimento de animais. – Respondeu ele ainda me olhando.

- São lindos. – Eu disse fora de mim.

- Bella, não se deixe levar pela magia que existe neles. – Disse Edward.

- Não há magia, só beleza. – Eu disse tocando seu rosto.

- Bella, afaste-se, posso te machucar. – Disse ele segurando minhas mãos.

- Você não vai me machucar, não faria isso. – Eu respondi lutando contra sua força.

- Como tem tanta certeza? – Perguntou ele me encarando.

- Charlie não está aqui, e você me trouxe para casa, poderia ter me atacado no caminho, mas não o fez. – Respondi sensatamente.

- Tem razão nisto, mas não tem como dizer que não a machucaria se a beijasse Bella. – Disse ele ainda me encarando.

- Experimente. – Eu disse desafiando-o

Ele ficou me olhando fixadamente nos olhos, prendeu minhas mãos com apenas uma das suas e a outra levou ao meu rosto, depois desceu ao meu pescoço, passando a mesma por dentro dos meus cabelos e segurando a minha nuca.

- Bella, desde que a salvei senti algo diferente. – Disse Edward parando para respirar. – Não sabia quem você era, nem de onde vinha, mas ver você indefesa e precisando da minha ajuda me deu vida. – Disse ele se aproximando do meu rosto. – Depois que você me desafiou a tentar desvendar os segredos predestinados a você sozinha, isso me deixou maluco, só em imaginar que você poderia se machucar Bella. – Disse ele a um dedo da minha boca.

- Então me proteja Edward, esteja sempre comigo. – Eu disse fechando os olhos.

Ele me puxou para sua boca, e eu senti uma pressão forte e fria em meus lábios, em seguida senti seus dedos correrem por meu cabelo e segurarem mais forte a minha nuca para me puxar para mais perto. Ele soltou minhas mãos e eu o abracei fortemente, não com a mesma força que ele tinha, mas com toda a que eu possuía. Seu beijo me deixava sem pensamentos, me deixava sem ação alguma a não ser a de puxa-lo para perto cada vez mais, sua boca era gelada mas com um beijo doce que me deixava maluca de pensar que teria de soltá-lo uma hora. De repente ele começou a me apertar, me puxar pela cintura para mais perto dele, então eu o soltei...

- Edward pare, você está me machucando. – Eu gritei.

- Desculpe Bella. – Disse ele me empurrando contra a porta do carro.

- Não tem nada não, eu sabia do risco. – Respondi tentando respirar.

- Mas eu não devia ter passado dos limites, me desculpe. – Disse ele apertando o volante de seu volto. – Desça por favor, preciso ir embora. – Disse ele sem me olhar.

- Prometa que não irá sumir. - Eu disse.

- Prometo Bella. – Respondeu ele me olhando.

Dei um beijo em sua bochecha e abri a porta do carro, quando desci e entrei em casa ouvi o carro arrancar e desaparecer em pouco tempo, então entrei e tranquei a porta. Quando olhei para o relógio vi que Charlie chegaria em torno de uma hora, então fui tomar banho para poder preparar o jantar para nós dois. No banho tudo que vinha na minha mente era Edward e toda a cena que vivemos dentro de seu volvo, surgia em mim também um medo que ele sumisse por medo de me machucar de verdade, ou de que ocorresse coisa pior entre a gente. Então ouvi Charlie chegar e me chamar da sala então dei por mim e percebi que não tinha feito nada para comer ainda e que havia passado uma hora no banho.

- Bella querida, você fez algo? – Perguntou Charlie da porta do quarto.

- Não pai, desculpe, cheguei um pouco tarde e me distrai – Respondi saindo pronta para o jantar.

- Então tudo bem, vamos comer na casa do Billy. – Disse Charlie pegando as chaves da minha picape. - Acho que você gostaria de dirigir não? - Perguntou ele dando-me a chave.

- Claro pai. – Respondi pegando as chaves e saindo de casa.

No caminho da aldeia dos Quileute eu pude pensar mais no que Edward havia me dito sobre matar um dos homens da aldeia, mas não disse nada em voz alta, só fingia que ouvia o que Charlie falava. Quando chegamos a aldeia tudo estava iluminado como se fosse ter uma festa grande, então estacionei a picape e acompanhei Charlie até a casinha de Billy, depois me sentei no terraço pequeno e fiquei olhando a lua, em sua total soberania sob nossas cabeças, a lua estava completamente cheia.